Voltei
reanimado
Porandubas
está de volta, depois de um bom tempo fora do ar. Recolheu-se, como o profeta
Zaratustra, para analisar as curvas da vida e prenunciar os tempos de amanhã.
Para não perder o costume volta com uma historinha do coronel Juca Peba, da PB.
O coronel Juca Peba
Desconfiado
e matreiro, o coronel Juca Peba não era de muita conversa. Tinha dinheiro, e
muito, guardado sob o travesseiro. Até o dia que inauguraram a Agência do Banco
do Brasil, em Cajazeiras. A gerente foi procurar o coronel Juca Peba com o
argumento:
–
Coronel, bote o dinheiro no banco. Vai ser guardado, bem guardado, e vai render
juros.
Depois
de muita conversa, e muitos cafés no varandão da casa, o coronel, ainda
desconfiado, foi ao banco com 100 contos numa bolsa de couro. Tirou devagar o
pacote. Contou. Uma, duas, três vezes. Depositou. Matreiro, ficou na espreita,
na calçada, olhando, espiando o movimento do banco. Para ver se aquele troço
não era tramoia. A desconfiança aumentou. Entrou no banco. Foi ao Caixa.
Ordenou:
– Quero
os 100 contos que eu botei aqui. Já.
Aflito,
o bancário foi buscar o dinheiro. O coronel pegou o maço. Conferiu. Uma, duas,
três vezes. E devolveu, sob a expressão juramentada:
– Eu só
queria mesmo conferir. Pode guardar.
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).
https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/354213/porandubas-n-734

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