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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DIA DA MULHER MÉDICA

Dia 3 de fevereiro marca o Dia da Mulher Médica em homenagem a Elizabeth Blackwell (1821-1910), que foi a primeira mulher que conseguiu ser médica nos Estados Unidos e em todo o mundo. Dez universidades rejeitaram seu pedido até ser admitida no Geneva Medical College (NY) e, em janeiro de 1849, tornou-se a primeira mulher a receber um título de medicina. Pioneira em promover a entrada de mais mulheres na medicina nos Estados Unidos, foi também uma reformista e abolicionista. Sua irmã, Emily, foi a terceira mulher a se formar em medicina nos Estados Unidos.

Em 11 janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados Unidos. Ela foi para Paris onde trabalhou na maternidade. Quando tratava de uma criança, uma secreção purulenta espirrou no seu olho esquerdo deixando-a cega. Logo depois, foi para a Inglaterra. Quando retornou para os Estados Unidos, fundou com a irmã Emily, uma escola de enfermagem para as mulheres.

Depois da guerra, em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua aposentadoria em 1907.

Brasil – A primeira médica brasileira foi uma desbravadora. Maria Augusta Generoso Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e tinha inteligência superior. Decidida a ser médica enfrentou e venceu preconceitos e até barreiras legais para conseguir o que queria. Como lhe era vedado o acesso às faculdades de medicina no Brasil, Maria Augusta convenceu seus pais a lhe permitirem viajar aos EUA para tentar a matricula em uma das faculdades americanas, que já admitiam mulheres. Acontece que ela tinha menos de 16 anos e a idade mínima para ingresso era de 18 anos e a New York Medical College and Hospital for Women recusou sua matrícula. Inconformada, Maria Augusta conseguiu ser ouvida por um colegiado, que aquiesceu aos seus argumentos e ela foi em seguida submetida ao exame de suficiência para ingresso. Foi aprovada com distinção.

Seus estudos nos EUA foram bancados pelo Império brasileiro, por decreto do Imperador Pedro II. D. Pedro tomou essa iniciativa por conhecer a história de Maria Augusta e pelo fato de que o pai dela, não teve mais condições de mantê-la em Nova Yorque, por conta da falência da companhia que representava. Pelo decreto imperial, a bolsa foi de 100 mil reis mensais para a faculdade, mais 300 mil reis anuais para as despesas gerais.

O curso de medicina foi completado em 1879 e aí outro problema: Maria Augusta não tinha idade suficiente para receber o diploma. Teve que aguardar por mais dois anos, tempo que utilizou em estágios profissionais.

Finalmente graduada doutora Maria Augusta Generoso Estrella voltou ao Brasil em 1882 e foi submetida a exames para validar seu diploma americano e conquistar o direito de exercer a profissão no Brasil. Isso só foi possível porque em 1879, o imperador havia emitido um decreto permitindo às mulheres o acesso ao ensino superior. É bem possível que a saga de Maria Augusta tenha influenciado o imperador a tomar essa medida, afinal ele custeara os estudos dela. A jovem doutora estabeleceu-se no Rio de Janeiro e atendia principalmente mulheres e crianças.

Fonte: FenaSaúde.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

LICENÇA MENSTRUAL: dignidade e empatia

Por Lilian Serio (*)

O Projeto de Lei da licença menstrual, aprovado na Câmara e que agora vai para tramitação no Senado, representa um avanço em direitos trabalhistas para as mulheres, uma vez que não se trata de um privilégio, e sim de um ato de respeito à dignidade feminina e ao reconhecimento de uma condição biológica que merece atenção e compreensão.

Durante o período menstrual, muitas mulheres sentem cólicas intensas, fadiga, enxaquecas, náuseas e variações de humor causadas pela oscilação hormonal. Para algumas esses sintomas são leves e permitem a manutenção da rotina de trabalho. Para outras, no entanto, o fluxo é tão intenso e a dor tão forte que o simples ato de levantar-se da cama se torna um desafio.

Essa diferença ocorre porque cada organismo reage de forma distinta às variações hormonais, à presença de doenças como a endometriose ou a síndrome dos ovários policísticos, e até mesmo a fatores emocionais e genéticos.

A licença menstrual não é sinônimo de fragilidade, mas de humanidade. Permitir que uma mulher se ausente do trabalho nos dias em que estiver impossibilitada de exercer suas funções por conta do ciclo menstrual é reconhecer que o corpo feminino tem seus limites e que respeitá-los é um gesto de empatia.

As empresas que adotarem essa medida não estarão fazendo um favor, e sim cumprindo um dever ético e social, o de promover um ambiente de trabalho mais inclusivo, saudável e acolhedor.

O período menstrual não é apenas “mau humor” ou “exagero”, mas manifestações fisiológicas reais, é um passo essencial para desconstruir preconceitos e construir uma cultura mais justa. Quando a mulher é acolhida e respeitada em sua integralidade física, emocional e profissional, todos ganham: ela, a empresa e a sociedade.

É importante lembrar que o acompanhamento periódico com um ginecologista é essencial para que cada mulher compreenda melhor o próprio corpo e previna doenças ginecológicas. Consultas regulares ajudam a identificar condições que podem intensificar os sintomas menstruais e interferir na qualidade de vida. Cuidar da saúde é também um ato de empoderamento e de autoconhecimento.

(*) Médica ginecologista especialista em reprodução humana.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/11/2025. Opinião. p.16.

domingo, 14 de setembro de 2025

Diferenças biológicas entre mulheres e homens IV

11. As mulheres têm um sistema imunológico mais forte

Homens têm um sistema imunológico mais fraco do que as mulheres, e são mais propensos a contrair doenças infecciosas. A razão para isso é o alto nível de testosterona, que tem um efeito anti-inflamatório. A testosterona fortalece os genes que reduzem a inflamação, de modo que o corpo tende a produzir menos anticorpos para doenças que o atacam. As mulheres, por outro lado, desenvolvem mais anticorpos para doenças e, portanto, ao longo do tempo, ficam menos doentes que os homens.

12. É mais fácil para os homens segurar o xixi

Homens têm uma bexiga maior, que precisa ser esvaziada com menos frequência do que as mulheres. Isso ocorre porque as mulheres têm mais órgãos na região pélvica, deixando menos espaço para a bexiga. Uma bexiga masculina média pode conter até 800 ml antes de precisar urinar com urgência, enquanto nas mulheres a bexiga pode conter no máximo 500 mL.

13. Os homens suam mais

Os corpos masculinos contêm 1,5 vezes mais glândulas sebáceas e sudoríparas do que os corpos femininos. É por isso que os corpos dos homens tendem a ser mais oleosos do que as mulheres, e eles tendem a sofrer mais com manchas de suor na roupa.

14. Os homens também são mais quentes

Os homens são mais sensíveis a altas temperaturas, mas, por outro lado, estão mais protegidos contra baixas temperaturas. Isso ocorre porque a temperatura corporal média dos homens é maior que a das mulheres devido à sua taxa metabólica mais rápida.

15. As mulheres têm uma variedade maior de genes no corpo

Os homens são geneticamente mais simples do que as mulheres. As mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm um cromossomo X e um cromossomo Y. Um cromossomo X contém entre 900 e 1.200 genes, enquanto o cromossomo Y tem apenas 78 genes. De modo biológico, os corpos masculinos são muito menos complexos do que os femininos.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

Diferenças biológicas entre mulheres e homens III

6. Somente as mulheres sofrem de celulite

Uma vez que homens e mulheres têm uma proporção diferente de tecido muscular, gordura e outros tecidos conjuntivos em seus corpos, os homens não sofrem de celulite. Em geral, os homens nascem com músculos mais desenvolvidos do que as mulheres, e sua pele contém mais colágeno, o que ajuda a manter a elasticidade.

7. É mais fácil para os homens dormir à noite

O nível de atividade elétrica no cérebro dos homens diminui em 70% durante o sono, enquanto nas mulheres diminui apenas 10%. A razão para isso aparentemente está na história da sociedade humana. Os homens eram caçadores e costumavam descansar quando estavam em casa, enquanto as mulheres que estavam em casa regularmente cuidavam das crianças a qualquer hora.

8. É mais difícil para as mulheres perderem peso

Nossos corpos queimam mais calorias para fornecer energia a diferentes músculos e órgãos. Ao mesmo tempo, os níveis de testosterona masculina são sete vezes maiores do que o das mulheres, o que aumenta a taxa metabólica, apesar de a massa muscular masculina ser significativamente maior do que a das mulheres.

9. É mais fácil para os homens se concentrarem em objetos em movimento

Homens veem objetos em movimento muito melhor do que estáticos, provavelmente porque eram caçadores no passado e costumavam seguir presas. Hoje, os homens percebem e se sentem mais atraídos por mulheres dançando, ao contrário de outras sentadas à sua frente.

10. Os homens sofrem mais de gordura abdominal

Os homens são mais propensos a sofrer de gordura abdominal porque seus corpos não acumulam gordura debaixo da pele como o das mulheres, e sim armazenado entre os órgãos internos na área abdominal. Uma barriga com gordura extra é perigoso e aumenta o risco de morte prematura, o que pode explicar por que as mulheres vivem mais do que os homens.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 13 de setembro de 2025

Diferenças biológicas entre mulheres e homens II

1. Homens e mulheres ouvem de forma diferente

Quando os homens ouvem, eles usam apenas a parte esquerda do cérebro que está ligada à compreensão do idioma, de acordo com um estudo na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (Estados Unidos). Verificou-se que as mulheres usam ambas as partes do cérebro para ouvir uma conversa. É por isso que, ao falar com homens, é importante ser conciso e claro, e para as mulheres, é muito mais fácil realizar conversas detalhadas e longas.

2. Os sentidos de homens e mulheres funcionam de forma diferente

O olfato e o paladar dos homens são menos desenvolvidos do que o da maioria das mulheres, embora o senso de visão seja melhor. Pesquisadores avaliam que isso é parte dos processos evolutivos, pois os homens eram frequentemente os caçadores, o que facilitou a observação do movimento, enquanto as mulheres reuniam a comida, e usavam mais o olfato e o paladar.

3. Os homens são mais propensos a serem canhotos

Existem três vezes mais homens canhotos do que mulheres canhotas, e a ciência ainda não encontrou uma explicação para esse fenômeno. No entanto, pesquisadores da Universidade Nacional Australiana descobriram que as pessoas canhotas podem processar mais informações do que destras.

4. Homens e mulheres veem diferente no escuro

As mulheres podem ver mais coisas no escuro do que os homens. Os homens, por outro lado, não veem bem no escuro, mas podem identificar detalhes igualmente a qualquer distância.

5. Homens têm vantagem física

Homens podem lidar com exercícios melhor do que mulheres, devido ao seu volume sanguíneo. Em média, homens com peso corporal normal têm de 4,5 a 5,6 litros de sangue em seus corpos, enquanto as mulheres com peso corporal normal têm de 3,4 a 3,9 litros. Além disso, o sangue dos homens é mais rico em hemoglobina e glóbulos vermelhos, e todas essas diferenças fazem com que mais oxigênio atinja seus músculos durante a atividade física.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

Diferenças biológicas entre mulheres e homens I

Lembra que, antigamente, muitos diziam que tal atividade “era trabalho para homem”? Embora ninguém mais fale isso nos dias de hoje, essa citação possui uma certa base inerente à biologia humana. As diferenças entre os sexos não se somam apenas aos órgãos reprodutores, mas também à estrutura de nossos corpos, o tipo de hormônios que são segregados e as mudanças ocorridas ao longo de muitos anos nos processos evolutivos. Hoje, você descobrirá quais são as diferenças biológicas surpreendentes entre homens e mulheres.

Todas essas 15 diferenças listadas nas postagens seguintes não indicam necessariamente que homens ou mulheres são melhores ou menores em certas áreas, mas que devem enfrentar desafios diferentes. Agora que você conhece as diferenças biológicas entre homens e mulheres, você não só pode se conhecer melhor, mas também seu parceiro – compartilhe esta informação com para que eles possam aprender algo novo hoje também!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Os dois menores e melhores contos de fadas do mundo... II

Por Luís Fernando Veríssimo

1. Conto de fadas para mulheres do séc. XXI

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre.

FIM!!!

2. Conto de fadas para mulheres do séc. XXI

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de autoestima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre....

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo...den...do!

Fonte: Google


Os dois menores e melhores contos de fadas do mundo... I

Por Luís Fernando Veríssimo

Os dois contos a que a expressão "Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo" se refere são, na verdade, os contos humorísticos escritos por Luís Fernando Veríssimo que subvertem as convenções do gênero, mostrando uma princesa independente que recusa o príncipe e um príncipe que recusa a princesa.

1. O conto para mulheres do século XXI

Conteúdo: Uma linda moça pergunta a um lindo rapaz: "- Você quer casar comigo?". Ele responde: "- Não!". A moça, por sua vez, viveu feliz para sempre, pois descobriu que não precisava de um casamento para ser feliz e realizou os seus próprios sonhos.

2. O conto para mulheres do século XXI

Conteúdo: Um príncipe charmoso que procura o seu conto de fadas ideal encontra uma rã que o transforma numa princesa independente, que se recusa a casar com ele. O príncipe, por sua vez, vive sozinho e pobre, pois percebeu que não se constrói nada sem uma mulher.

Estes contos de Veríssimo são conhecidos pela sua irreverência e humor, que quebram os estereótipos de contos de fadas tradicionais, apresentando narrativas que promovem a autonomia e a igualdade.

Se procura contos de fadas mais tradicionais, Luís Fernando Veríssimo também escreveu outras obras, como "Histórias da Vó" e "Diário de um marido sozinho em casa".

Fonte: http://www.historiaviva.org.br/


terça-feira, 22 de abril de 2025

PRÊMIO RIOMAR MULHER: uma "pancada", cidadania e emoção

Por Márcia Alcântara Holanda (*)

Receber o comunicado de que havia sido eleita, junto com outras dez mulheres, para receber o Prêmio Riomar Mulher foi uma grande surpresa. Há nove anos, essa premiação reconhece e valoriza mulheres por suas grandezas, forças e ousadias em suas áreas de atuação na sociedade, celebrando suas realizações de sucesso em um evento grandioso e especial.

Ao receber a notícia, senti uma "pancada" forte no ser, e de dentro de mim saltou um sentimento de não merecimento. Perguntei-me: por que eu, se apenas fiz o que deveria ser feito?

Ventos ora fortes, ora suaves, entraram como ondas de percepções — o que chamo de consciência. Carrego em mim todos os meus perceberes: gravados, armazenados, desdobrados, transformados ou descartados. Esse terreno de elevada capacidade transformadora de ideias, comportamentos e identidades tem sido a base da minha jornada. Talvez por isso eu me veja apenas como cidadã. Sempre pensei que apenas fazia o que o mundo esperava de mim, sem precisar ser premiada.

Nesse exaustivo exercício reflexivo, tentando compreender a mim e ao outro, revi e analisei os feitos que doei ao mundo — sem ônus para ele, mas sim para mim. Vi que, em centenas de situações das quais participei, havia desafios que exigiam definição: atitudes, com ou sem risco. E percebi que, diante dessas situações, fui capaz de enfrentá-las, com riscos reais e pessoais, mas sempre as enxergando como passíveis de soluções e como realizações coletivas de extremo valor para o meu povo.

Como exemplo, lembro a erradicação da epidemia mortal da silicose (1988-1998) em cavadores de poços da Ibiapaba-CE, que salvou mais de 1.200 vidas de jovens trabalhadores, livrando-os dessa doença irreversível e fatal, por meio de ações educativas inspiradas nos princípios de Paulo Freire. Também recordo o controle das mortes e internações por asma em Fortaleza (2013-2017), que teve impacto direto na saúde pública.

Busquei entender a raiz dessas atitudes e descobri que foram fruto de um comportamento consistente e de um compromisso extremo. Segui a fórmula de Jocko Willink e Leif Babin, no conceito de responsabilidade extrema, juntando meus pares — que foram muitos — na consolidação de cada jornada traçada e executada.

Mergulhei nessa reflexão profunda sobre os feitos que me levaram a ser reconhecida como transformadora de mundos, como o prêmio me identificava. Então, finalmente, admiti que merecia, não apenas pelas realizações, mas pela forma como as conduzi: com uma riqueza de direitos e deveres, pessoais e coletivos.

Receber o prêmio foi, então, uma grande alegria, felicidade e emoção. Nesse momento, vi todos que estiveram comigo nessas realizações vitais para a nossa gente. Por isso, engrandeço a atitude — também cidadã — do Sr. Paes Mendonça, ao nos premiar por nossos feitos.

Por fim, penso que este prêmio representa, acima de tudo, a vitória da cidadania!

(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro honorável da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2025. Opinião. p. 20.


terça-feira, 8 de abril de 2025

A LUTA CONTRA A INVISIBILIDADE

Por Kathiane Lustosa (*)

A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais complexas e desafiadoras, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Apesar de sua alta prevalência, o diagnóstico tardio e as dificuldades no acesso ao tratamento continuam sendo desafios significativos. O movimento Março Amarelo desempenha um papel essencial na conscientização sobre essa condição, ressaltando a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e da assistência médica adequada.

Nos últimos anos, avanços significativos foram alcançados na compreensão dos mecanismos inflamatórios e imunológicos envolvidos na endometriose, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas. Estudos recentes indicam que biomarcadores plasmáticos podem viabilizar um diagnóstico menos invasivo, reduzindo a necessidade de procedimentos cirúrgicos exploratórios. Além disso, inovações tecnológicas, como a cirurgia robótica, estão aprimorando os resultados cirúrgicos, oferecendo maior precisão e recuperação mais rápida para as pacientes. Outro aspecto promissor é a investigação da relação entre a microbiota intestinal e a endometriose, que pode representar um novo alvo terapêutico no futuro.

Os impactos da endometriose vão muito além dos sintomas físicos. A dor crônica, as dificuldades para engravidar e a falta de compreensão sobre a doença geram desafios emocionais e profissionais para as pacientes. Muitas mulheres enfrentam preconceito e desinformação, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico e o tratamento adequado. Por isso, iniciativas como o Salvata Experience, evento sobre saúde feminina voltado para profissionais da área, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de março, em Fortaleza, são fundamentais para fomentar o debate e disseminar informação qualificada.

Discutir a endometriose é um compromisso com o avanço da medicina e com o bem-estar feminino. A conscientização e a disseminação de informação de qualidade são essenciais para que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos eficazes. Somente com educação e investimento em pesquisa será possível garantir um futuro com mais qualidade de vida para aquelas que convivem com essa condição.

(*) Médica ginecologista e diretora da Clínica Salvate.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 10/03/25. Opinião. p.20.

domingo, 6 de abril de 2025

MÉDICAS NAS ACADEMIAS DE MEDICINA DO CEARÁ

Como evento ápice das comemorações dos 30 anos da fundação da Faculdade de Medicina do Ceará, a Academia Cearense de Medicina (ACM) foi instalada, oficialmente, a 12 de maio de 1978, em solenidade que empossou os seus 26 membros fundadores, todos eles homens, conformando um fato até condizente para a época.

Ao contrário de outras academias literárias, que levaram décadas para acolher o segmento feminino, a ACM foi mais rápida nesse tocante da busca equânime de gênero, porquanto o acesso feminino aos seus quadros acadêmicos ocorreu em seu décimo-primeiro ano de funcionamento, quando a Dra. Glaura Ferrer Dias Martins, empossada em 15/09/1989, foi a primeira mulher admitida nesse sodalício.

Ao todo, já foram 14 mulheres eleitas e empossadas como membros titulares da ACM, das quais doze seguem vivas, sendo duas dessas, as acadêmicas Glaura Ferrer Dias Martins (cardiologista) e Márcia Alcântara Holanda (pneumologista), integrantes do quadro de membros honoráveis. As duas que voltaram ao Pai foram as acadêmicas Maria Gonzaga Pinheiro (anestesiologista) e Lise Mary Alves de Lima (hemoterapeuta).

As atuais dez confreiras: Adriana Costa e Forti (endocrinologista), Ana Margarida Arruda Rosemberg (pneumologista), Elizabeth De Francesco Daher (nefrologista), Lúcia Maria Alcântara de Albuquerque (radioterapeuta), Marta Maria das Chagas Medeiros (reumatologista), Maria (Helena) da Silva Pitombeira (hematologista), Maria dos Prazeres Ferreira Rabelo (pediatra), Maria Zélia Petrola Jorge Bezerra (patologista clínica), Sara Lúcia Ferreira Cavalcante (anestesiologista) e Sílvia Maria Meira Magalhães (hematologista) conferem brilho a arcádia médica cearense com suas presenças, propiciando um toque muito especial, mercê das boas qualidades técnicas e morais que possuem.

Com efeito, quando convocadas para funções diretivas ou mesmo designadas para tarefas específicas de interesse da ACM, elas as realizam com diligência, precisão e notável competência.

Fundada em 29 de outubro de 2015, em Fortaleza, a Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES) reúne médicos cearenses que, além de sua atuação na área da saúde, contribuem com produções literárias. O seu quadro de fundadores foi constituído, originalmente, de 32 homens e nenhuma mulher.

Atualmente, há apenas duas mulheres na ACEMES: a pediatra Maria Dione Mota Rola, que foi a primeira confreira, tendo sido empossada em 1º de junho de 2017, e Christiane Chaves Leite, também pediatra, que tomou posse em 30 de janeiro de 2025. No entanto, diante do surgimento de novas vagas na sequência da reforma estatutária, ora em andamento, por certo, a ACEMES dará acolhida a mais médicas escritoras radicadas no Ceará, cujos méritos literários são plenamente reconhecidos, alçando-as aos umbrais acadêmicos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da ACM (Cad. 18) e da ACEMES (Cad. 24)

* Publicado In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Março de 2025 - Edição n.42. p.22 (online).


domingo, 19 de maio de 2024

O SEGREDO MAIS PROFUNDO

Quatro senhoras muito amigas costumavam se reunir para tomar um chá toda sexta-feira, na associação da terceira idade do bairro, por mais de 30 anos.

Em um desses encontros, uma delas decide que é hora de contar seu maior segredo, e então diz:

- Meninas, somos amigas há muitos anos e acho que está na hora de conhecermos umas às outras mais profundamente. Eu, por exemplo, preciso confessar que sou cleptomaníaca, mas não se preocupem. Eu jamais seria capaz de roubar qualquer coisa de uma de vocês.

Um pouco surpresa, mas aliviada, a segunda senhora diz:

- Pois eu confesso que sou ninfomaníaca, mas não temam. Eu jamais estive com seus maridos, porque simplesmente não gosto de nenhum deles.

Seguindo a onda, a terceira senhora levanta-se e anuncia:

- Pois olhem, confesso que sou lésbica, mas não se preocupem. Juro que nenhuma de vocês me interessa sexualmente.

A quarta senhora, então, levanta-se, pega suas coisas e sai correndo. As outras três, confusas, gritam: "Espere, Jacira! Não precisa correr! Pode confessar o que quiser, sem medo!"

E Jacira responde:

 - Vocês me desculpem, mas eu preciso confessar que sou fofoqueira, e tenho que dar alguns telefonemas urgentes!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 7 de maio de 2024

FORTALEZA DAS MULHERES

Por Liduína Rocha (*)

Porque é preciso debater a existência e a resistência das mulheres contra tantas violências, discutir e reforçar a luta por diversidade, direitos, autonomia, respeito, valorização, combate ao machismo estrutural, e às diversas formas de violência, opressão, invisibilidade, desigualdade, estamos concluindo neste domingo, a partir das 18h, no Teatro do Centro Dragão do Mar, o seminário Fortaleza das Mulheres.

Ao longo da construção e da divulgação do evento, vimos mais e mais o quanto precisamos de mais espaços para esse debate, que precisa ser permanente, diante da imensa disparidade entre a realidade que temos e aquela de que necessitamos.

Entre a mentalidade predominante, equivocada, incompleta, com imensa dificuldade de olhar, perceber, sentir, e a nova sociedade que precisamos construir, para todas as mulheres, para todas as pessoas.

A vulnerabilidade social de muitas mulheres leva ao agravamento de problemas como violência, desrespeito, invisibilidade e opressão. Definir e colocar em prática ações para amenizar essas desigualdades é fundamental.

É muito raro e especial podermos debater isso escutando mulheres como Valéria Pinheiro, Maria do Socorro Lima, Dora Moreira, Luma Andrade, Melania Amorim, Camila Holanda, Débora Brito, Mariana Bertini, Silvinha Cavalleire, Rayanne Pinheiro, Camila Cabral (a Mila Vintage), Silvania de Deus, a Sil, entre várias outras que participaram do encontro, uma iniciativa do Simpósio de Assistência ao Parto, que também conclui hoje suas atividades, em sua décima edição, em Fortaleza, em valiosa parceria com o Centro Dragão do Mar.

Quem somos? Qual o nosso lugar no mundo?

Por que falar sobre direitos reprodutivos?

Toda Mulher nasce para ser mãe? Somos todas iguais, no sexo, no desejo e na maternidade?

Como vencer a imensa desigualdade social, que torna ainda mais difícil, para a maioria, a condição de mulher?

Estas e outras perguntas continuam a nos desafiar. Construir respostas e, muito mais do que isso, mudança de realidade e de mentalidades é nosso grande desafio.

Hoje e todos os dias.

(*) Médica obstetra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/04/2024. Opinião. p.18.Cr

terça-feira, 23 de abril de 2024

O empoderamento da mulher caririense impulsiona a economia do Crajubar

Por Fabiana Arrais (*)

O mês de março tem um significado de luta sociopolítico-econômica para todas as mulheres da Região Metropolitana do Cariri (RMC), que ao longo das décadas não permitiram que os casos regionais de feminicídio fossem silenciados como estatísticas.

As mulheres se empoderaram, aproveitaram as novas demandas do mercado e tornaram-se essenciais para que o Brasil possa crescer e se desenvolver economicamente. E, isso é demonstrado pelo avanço do empreendedorismo feminino.

Empreender é ação, criação e inovação. É desenvolver habilidades para mediar conflitos, identificar oportunidades e executar objetivos traçados. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae, 2023) o empreendedorismo feminina"[...] proporciona autonomia, fortalecimento, e é um importante meio de quebrar as barreiras sociais e econômicas que muitas vezes limitam as mulheres".

Dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023) evidenciam uma ascensão considerável na participação das mulheres na economia nacional. No ano de 2022 mais de 10,3 milhões de empresas de diversas áreas tinham mulheres como proprietárias, equivalendo a 34,4% do mercado.

Este novo cenário econômico é fruto de uma reconfiguração das políticas públicas para o enfrentamento da violência de gênero, como também na promoção/garantia da autonomia da mulher e da equidade de gênero nas relações de trabalho.

O crescimento do empreendedorismo feminino é uma realidade! E a RMC impulsiona as mulheres carirenses a empreenderem, ao mesmo tempo em que incentiva a qualificação pessoal no intuito de que a permanência do seu empreendimento no mercado seja mais segura.

Um dos exemplos de fomento para o empreendedorismo feminino no Cariri foi a II Feira de Empoderamento da Mulher que ocorreu em Barbalha do dia 19 a 29 de fevereiro. A feira teve como objetivo fortalecer o protagonismo feminino nos ambientes mercadológicos - ao mesmo tempo em que gerou oportunidades de aprendizagem - por meio da realização de oficinas de aperfeiçoamento em gestão de vendas, modelos de negócios, vendas virtuais, economia-mercado e mentorias com consultoras.

Este ano foram 45 mulheres empreendedoras a participarem da Feira, um marco na história da Região do Cariri. Os organizadores apontam crescimento de 47% em relação ao ano de 2022 período da última feira.

Sigamos nós mulheres a Esperançar, pois já filosofava Paulo Freire (1992): "Esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo"

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 15/03/24. Opinião. p.17.

sexta-feira, 8 de março de 2024

SAÚDE FEMININA E AFASTAMENTO DO TRABALHO

Por Kathiane Lustosa (*)

Ao contrário do que muita gente pensa, os miomas são tumores benignos formados por tecido muscular. Não é câncer e não evolui para uma condição cancerosa. São provocados pelo crescimento exagerado das células, que ocorre de forma delimitada, dando o aspecto de nódulo, e ocorrem somente no útero.

Segundo um levantamento do Ministério da Previdência Social (INSS), o mioma é a principal causa de afastamento do trabalho registrado pelo órgão no primeiro semestre de 2023. Foram mais de 21 mil mulheres afastadas dos seus postos de trabalho no período. A pesquisa considera somente afastamentos por mais de 15 dias, que provoca benefício ao segurado do INSS. A maioria desses casos ocorre porque as mulheres precisam realizar cirurgias para a retirada dos miomas.

Mas essa não é a realidade da maioria das mulheres que sofrem com a doença. Dados da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, estima que 80% das mulheres em idade fértil tenham miomas. A maioria das incidências pode ser solucionada sem cirurgia, não necessitando do afastamento do trabalho.

A causa ainda é desconhecida, mas já foi comprovado que o mioma está relacionado a questões genéticas e fatores hormonais, principalmente ao estrogênio. Podem ocorrer de diversos tamanhos, sozinhos ou múltiplos, e em qualquer parte do útero. É importante salientar que muitas mulheres só descobrem o problema quando enfrentam dificuldades para engravidar e buscam ajuda profissional.

Quanto maiores e mais perto o endométrio, tecido que reveste a parede do útero, mais nítidos são os sintomas. Os mais frequentes são menstruações irregulares e excessivas, cólica, dor na relação sexual, aumento do volume abdominal e alterações do hábito intestinal e urinário, além das questões relacionadas à gestação.

Dependendo da localização, o mioma pode obstruir as trompas e também prejudicar a fixação do embrião, levando ao abortamento e ao parto prematuro, podendo também interferir na evolução de um parto normal.

Por isso, alertamos sempre sobre a importância de consultas regulares ao ginecologista. A saúde é importante demais para ser negligenciada.

(*) Médica ginecologista e diretora da Clínica Salvate.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/01/2024. Opinião. p.16.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

NO OUTUBRO ROSA: Claudia Goldin - uma nobilíssima economista

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

No Outubro Rosa, a professora da Universidade de Harvard, Claudia Goldin, recebeu o Prêmio Nobel de Economia de 2023. Essa conquista foi em reconhecimento ao conjunto vasto de sua obra, que inclui pesquisas sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, estudos sobre educação e tecnologia e análises desses temas pelas lentes da história econômica. Até então, apenas duas mulheres haviam conquistado o Nobel de Economia: a americana Elinor Ostrom (2009) e a franco-americana Esther Duflo (2019).

Cláudia Goldin foi, também, a primeira mulher a atingir o título de professora titular na Faculdade de Economia de Harvard. O trabalho dela tornou-se referência para qualquer pesquisador que queira compreender questões como a disparidade salarial entre homens e mulheres, o impacto das novas tecnologias e até mesmo os efeitos da pílula anticoncepcional.

Os estudos de Goldin, embasados na economia americana, destacaram que, nos Estados Unidos, as mulheres com formação universitária ganhavam 8% a menos que os homens com a mesma formação. No entanto, a diferença salarial se ampliava a partir da chegada dos filhos, atingindo 27% quando as mulheres chegavam aos 40 anos.

No Brasil, segundo o estudo "Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil - 2ª edição", lançado em 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres, principalmente as pretas ou pardas, dedicam quase o dobro do tempo dos homens aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos (21,4 horas contra 11,0 horas).

Outro indicador que aponta a dificuldade de inserção das mulheres no mercado de trabalho é a Taxa de Participação, que tem como objetivo medir a parcela da População em Idade de Trabalhar (PIT). Em 2019, a taxa de participação das mulheres com 15 anos ou mais de idade foi de 54,5%, em comparação com 73,7% dos homens, uma diferença de 19,2 pontos percentuais, o que evidencia uma desigualdade expressiva de gênero.

Recentemente, a pesquisa da economista direcionou-se para a análise da trajetória das mulheres universitárias em relação às conquistas profissionais e familiares. Um dos resultados foi o livro "Journey Across a Century of Women: The Quest for Career and Family" (Jornada por um século das mulheres: a busca pela carreira e família), lançado em 2021, que abrange um período de 120 anos e mostra como as aspirações pessoais e profissionais das mulheres evoluíram ao longo do tempo. Baseada em um vasto levantamento de dados, a obra levanta pontos essenciais para o entendimento da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. (https://encurtador.com.br/zBDJ6).

Claudia Gondin demonstrou na economia o que Cora Coralina relatou na poesia : "O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher".

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 19/10/23. Opinião. p.19

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

PARTICIPAÇÃO FEMININA NO MUNDO DOS NEGÓCIOS

Por Desirée Mota (*)

Do universo de donos de negócios no país, 34,4% são mulheres. Juntos, homens e mulheres, perfazem um total de 30 milhões segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE.

A participação delas tem crescido principalmente nos setores de serviços e comércio. As principais atividades são: cabeleireiros e tratamento de beleza, comércio de vestuário, serviços de buffet e serviços de comida preparada, comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria, confecção sob medida dentre outros.

A promoção da igualdade de condições de trabalho produz um incremento de cerca de 30% do Produto interno bruto (PIB) brasileiro, segundo um estudo realizado pelo Mckinsey Global Institute. Quando as mulheres estão na ativa elas geram emprego e oportunidades para outras mulheres fomentando uma rede de crescimento e de grande aprendizado. Elas tendem a direcionar os ganhos para a família e comunidade ao seu redor, além de aumentar o PIB e impulsionar a equidade de gênero.

O Brasil foi classificado como o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2020 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). As mulheres estão a cada dia se empoderando por meio do trabalho, empreendendo com mais espaço de fala, escolhas, vivências, experiências e opiniões, mas ao mesmo tempo também precisam lidar com todas as dificuldades inerentes às suas vidas e as diversas jornadas que assumem, tendo que conciliar um número considerável de responsabilidades dentro e fora de casa.

O empreendedorismo feminino é inovador, pois as mulheres são criativas e desenvolvem novas idéias. Elas buscam conhecimentos de diferentes formas: por meio das redes sociais, palestras, livros, jornais, entre outros e procuram criar uma rede de apoio a negócios de outras mulheres.

Com o intuito de tornar os negócios mais competitivos e consequentemente conquistar mais espaço no mercado o Sebrae criou um programa Sebrae Delas - Desenvolvendo Empreendedoras & Líderes Apaixonadas pelo Sucesso - com diversas ações para incentivar, apoiar e fortalecer a cultura empreendedora entre as mulheres. Essa iniciativa tem o objetivo de fomentar e profissionalizar práticas empresariais e políticas públicas para valorizar as competências, comportamentos e habilidades das mulheres.

(*) Economista e diretora do Instituto EDESE (Estudos de Desenvolvimento Econômico Social e Empreendedorismo).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/08/23. Opinião, p.21.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Como falta de mulheres está formando legião de homens frustrados no Vietnã

Por Rodion Ebbighausen

A educação dele é suficiente? Ele ganha o suficiente? Ele sabe se comportar? São algumas das perguntas que os pais se fazem. Se as respostas forem negativas, a perspectiva de que o filho encontre uma esposa diminui.

Atualmente, há 1,2 milhão de rapazes a mais do que meninas vietnamitas na faixa entre 0 e 19 anos, de acordo com o censo de 2019. Assim, o Vietnã se equipara à China e Índia em relação à desproporção populacional entre os sexos. Há poucos países do mundo com tanta disparidade demográfica do tipo.

As consequências sociais deste desenvolvimento são dramáticas, tanto para os homens, que não conseguem encontrar uma parceira, quanto para as mulheres, que estão sujeitas a uma grande pressão por serem vistas como "uma mercadoria disputada".

Preferências tradicionais

Em 2018, o estudo Desequilíbrio de Gênero no Vietnã: Problemas e Soluções identificou diversos motivos que levaram ao atual cenário. A disparidade é em parte explicada pela preferência social por meninos, num país onde tradicionalmente as meninas são menos valorizadas. O confucionismo, que tem forte influência na sociedade vietnamita, defende a separação dos papeis de gênero e a subordinação das mulheres aos homens.

Após o casamento, as mulheres se juntam às famílias do marido. Assim, suas famílias acabando "perdendo" as filhas. Como o Estado vietnamita não oferece uma rede de proteção social suficiente e a aposentadoria é incerta, os pais dependem dos filhos para sustentá-los na velhice.

A popularização do pré-natal, com a realização de ultrassonografia, tornou possível identificar o sexo do bebê antes do nascimento. Apesar de o governo ter proibido esse tipo de ultrassom em 2003, atualmente 83% das grávidas vietnamitas sabem o sexo do bebê antes do nascimento, segundo um relatório da ONU de 2021.

A ultrassonografia, juntamente com políticas para conter o crescimento populacional, influenciaram negativamente a proporção entre os sexos no país. Em 1988, o Vietnã adotou a política de dois filhos - apesar de não ser aplicada rigorosamente. Como todas as famílias querem um filho, para dar continuidade a sua linhagem, houve um aumento do aborto de fetos femininos, especialmente na segunda ou terceira gravidez.

"As vietnamitas estão sob pressão extrema para dar à luz a um filho. Se não conseguirem, seus maridos e familiares provavelmente a tratarão mal, principalmente em regiões rurais", afirma Khuat Thu Hong, diretora do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Social em Hanói.

Tráfico humano e instabilidade social

Ao contrário do que se poderia esperar, a desproporção populacional não levou à melhoria do status ou posição social da mulher no Vietnã. De acordo com o estudo de 2018, houve um aumento dos casamentos forçados, do tráfico humano e da violência contra mulheres e meninas.

Foi registrado ainda um aumento da prostituição e de outras formas de exploração sexual. Ao mesmo tempo, cresce o risco de agitação social com um número cada vez maior de homens frustrados social e sexualmente.

Esses problemas devem continuar a se agravar e a disparidade populacional deve aumentar ainda mais, se o governo não conseguir reverter essa tendência. De acordo com a ONU, a lacuna populacional entre homens e mulheres entre 20 e 39 anos deve passar dos atuais 3,5% para 10% em 2059. Isso significa, em termos puramente matemáticos, que um em cada dez homens nesta faixa etária não conseguirá encontrar uma esposa.

Estado de bem-estar social fraco

Uma série de medidas é necessária para diminuir essa lacuna, avalia Khuat Thu Hong, destacando que o maior desafio é mudar uma norma cultural secular. A especialista ressalta que, além de leis, é preciso investir em educação e bem-estar social.

Em 2006, o Parlamento vietnamita aprovou uma lei de igualdade. Em 2013, a Constituição proibiu a discriminação de gênero. Atualmente, o governo está implementando um plano de dez anos para promover a igualdade de gênero até 2030.

"Há um forte desejo político do governo vietnamita para promover a igualdade de gênero", destaca Khuat. Segundo a especialista, a sensibilização para o problema também aumentou significativamente. "Hoje em dia, os vietnamitas sabem que a igualdade de gênero é uma coisa boa, mas a cultura e a tradição ainda são muito fortes."

Khuat acrescenta que somente leis e sensibilização não são suficientes. "Se não melhorarmos o sistema social, a rede de segurança social, a mudança não vai longe", pontua, afirmando que os filhos precisam ser libertados dos encargos materiais e financeiros no cuidado dos pais na velhice.

Isso demanda a inclusão de um número maior de vietnamitas no sistema previdenciário. Atualmente, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), apenas um terço da população do país está inserida nesse sistema.

Fonte: UOL Notícias. Em 7/09/2023 uol/com.br.

domingo, 27 de agosto de 2023

MULHERES organizando churrasco pelo WhatsApp

Assunto: CHURRASCO

Mulher 1: Oi gente, quando a gente vai encontrar e fazer um churrasco?

Mulher 2: Quinta feira às 20hs?

Mulher 3: Onde?

Mulher 2: Não sei

Mulher 4: Onde meninas?

Mulher 4: Se quiserem podem vir em casa de mamãe

Mulher 2: Não seria melhor ir a um restaurante?

Mulher 5: Não, em uma casa é melhor, assim não gastamos tanto e temos mais tempo

Mulher 2: Por mim ok

Mulher 3: Ok Mulher 5: Ok

Mulher 4: Ok

Mulher 6: Ok o que? Restaurante ou casa?

Mulher 2: Casa

Mulher 7: Restaurante

Mulher 2: Vamos na casa da Mulher 4 então

Mulher 3: Ok, o que levamos?

Mulher 8: Alguém sabe fazer churrasco?

Mulher 2: Eu me animo.

Mulher 6: O que compraremos?

Mulher 2: Vamos fazer uma lista

Mulher 8: Ok

Mulher 4: Um pouco de carne e salada, o que acham?

Mulher 5: Por mim beleza. Estou de dieta então vou comer só alface e tomate

Mulher 2: Ok, então?

Mulher 1: Faço uma lista e cada uma diz o que vai levar

Mulher 2: Picanha

Mulher 3: Fraldinha

Mulher 4: Linguiça e Coração

Mulher 5: Alface, tomate e mais alguns legumes para outra salada

Mulher 1: Ok, quanto?

Mulher 6: Não sei

Mulher 2: 5 linguiças?

Mulher 2: Quem come linguiça?

Mulher 2: Eu não

Mulher 5: Eu não

Mulher 7: Eu não

Mulher 3: Eu não

Mulher 4: Eu não

Mulher 8: Eu não

Mulher 1: Ok, não compro linguiça então

Mulher 2: Mas você, Mulher 4, por que disse que ia comprar linguiça se não come?

Mulher 4: Porque tinha me colocado no lugar de quem come linguiça

Mulher 1: Ok, sem linguiça

Mulher 1: Picanha e Fraldinha, 1 kilo e 1 kilo, está bom?

Mulher 7: Me parece pouco

Mulher 1: Quanto então?

Mulher 2: Não sei

Mulher 2: Meninas? O que acham?

Mulher 8: Acho que é meio quilo por pessoa

Mulher 4: Quantas somos?

Mulher 1: Não sei. Meninas, confirmem quem vai

Mulher 2: Eu vou

Mulher 3: Eu vou

Mulher 5: Eu vou

Mulher 6: Eu vou

Mulher 7: Eu vou

Mulher 8: Eu vou

Mulher 9: Eu vou

Mulher 10: Eu vou

Mulher 11: Eu vou

Mulher 4: Quando é?

Mulher 2: Quinta feira?

Mulher 4: Eu não posso, tenho médico

Mulher 2: Que azar, ficamos sem casa pra fazer o churrasco então?

Mulher 4: Desculpa meninas, acabou de tocar o lembrete dessa consulta

Mulher 1: Que outra casa está disponível?

Mulher 8: Quantas somos?

Mulher 2: 10

Mulher 3: Na minha casa não cabe

Mulher 5: Na minha também não

Mulher 6: Na minha também não

Mulher 7: Muito menos na minha

Mulher 8: Na minha também não

Mulher 9: Na minha também não

Mulher 10: Na minha pode ser.....mas preciso de cadeiras, alguém pode trazer?

Mulher 2: Mulher 11 tem loja de aluguel de cadeiras, ela pode levar

Mulher 5: Mas ela não responde, deve estar trabalhando

Mulher 9: Eu não como linguiça

Mulher 2: Ainda estamos vendo onde vamos fazer

Mulher 12: Desculpa meninas, acabei de pegar o telefone, o que aconteceu?

Mulher 2: Estamos procurando casa ainda

Mulher 12: Venham na minha casa, sem stress

Mulher 2: Ok, excelente

Mulher 12: Esperem...que dia?

Mulher 2: Quinta feira às 20hs

Mulher 12: Huummmmm me complica… pode ser na quarta feira?

Mulher 2: Por mim ok

Mulher 2: Mesmo horário?

Mulher 2: Sim?

Mulher 3: Eu vou

Mulher 4: Eu vou

Mulher 5: Eu tenho que levar a Gabi na casa da avó, mas consigo passar mais tarde depois que ela dormir

Mulher 8: Ok.

Mulher 9: Eu vou

Mulher 6: Eu vou

Mulher 7: Eu vou

Mulher 11: Eu vou

Mulher 2: Feito, quarta feira na casa da Mulher 12.

Mulher 3: Sim

Mulher 1: Meninas, voltando ao churrasco… compro meio kilo por pessoa?

Mulher 8: Sim

Mulher 1: Ok, assim peço para o Paulo comprar

Mulher 2: Ok…e como fazemos com as bebidas?

Mulher 3: Cada uma leva o que for beber e pronto

Mulher 9: Eu não posso porque vou direto do trabalho

Mulher 6: Bom, melhor a Mulher 1 comprar tudo e rachamos depois Mulher 1: Meninas, não consigo comprar tudo, alguém me dá uma mão?

Mulher 6: Eu ajudo, o que vocês bebem meninas?

Mulher 2: Coca Zero

Mulher 4: Água

Mulher 5: Suco natural

Mulher 6: Agua com gás

Mulher 9: Refri

Mulher 3: Meninas, podemos comprar um "Ice tea" de Pêssego?

Mulher 8: Vamos para um restaurante meninas, assim dá menos trabalho

Mulher 2: Também acho

Mulher 4: Eu também

Mulher 6: Eu também

Mulher 7: Eu também

Mulher 9: Eu também

Mulher 11: Eu também

Mulher 12: Eu também

Mulher 1: Ahhh não meninas, já mandei o Paulo comprar tudo, temos que fazer o churrasco

Mulher 2: Uhh que cagada…

Mulher 4: Eu quero água, mas tem que ser Bonafont que tem menos sódio, assim não fico inchada

Mulher 1: Meninas, podemos nos organizar por favor?????

Mulher 2: Ok

Mulher 6: Ok

Mulher 4: Ok

Mulher 9: Ok

Mulher 5: Ok

Mulher 8: Ok

Mulher 11: Eu não como linguiça também

Mulher 5: (enviando una corrente) Meninas… por favor compartilhem… O cachorro se chama BOB… se perdeu ontem perto da estação, se todos colaborarem podemos fazer com o que o BOB volte para a sua casa

Mulher 6: Sim, coitado do BOB

Mulher 9: Que lindo o BOB. Que raça é?

Mulher 5: Não sei… me passaram em uma corrente

Mulher 2: Mas você conhece os donos?

Mulher 5: Não, mas me deu pena.

Mulher 1: O Paulo me ligou do açougue dizendo que não tem picanha, se queremos maminha e contra filet

Mulher 2: Eu prefiro bife de chorizo

Mulher 4: Eu também

Mulher 1: Meninas, podemos resolver logo a carne porque o Paulo vai me matar, está no açougue esperando a gente decidir

Mulher 6: Eu acho injusto ser sempre assim, somos sempre as mesmas que organizamos tudo e ninguém mais se abala para fazer nada

Mulher 10: Oi meninas, acabei de acordar e tenho 369 mensagens no nosso grupo, o que aconteceu?

Mulher 3: Vou te contar......

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). (Autor desconhecido).

 

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