domingo, 22 de abril de 2018

UM VELHINHO PASSA FRENTE A UM BORDEL...


Um velhinho caminhava pelo centro da cidade e passou em frente um bordel. Uma moça bem bonita estava na porta e o chamou:
– E aí, vovô, vamos brincar um pouquinho?
O velhinho respondeu desolado:
– Já não consigo mais, minha filha!
A mulher então insiste:
– Eu serei paciente com o senhor.
Ela insiste mais de uma vez, e ele acaba cedendo. Foram para o quarto e logo foi a primeira. Quinze minutos depois, já foi a segunda e, em menos de meia hora partiram para a terceira.
Surpresa, a mulher diz a ele:
– E o senhor disse que não podia mais!
E o velhinho explicou:
– Isso eu consigo, eu não consigo mais é pagar! A aposentadoria não me permite...
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 21 de abril de 2018

Postos da Capital abrem no fim de semana para vacinação contra a gripe

Ana Rute Ramires (*)

INFLUENZA | Iniciada ontem, mobilização para imunizar grupos prioritários contra os vírus da gripe visa atingir mais de 2,2 milhões de habitantes no Ceará. Neste fim de semana, oito unidades devem abrir para vacinação

Antecipando a campanha nacional de vacinação contra a Influenza, unidades de saúde de Fortaleza devem funcionar excepcionalmente neste fim de semana para imunização contra o H1N1 e outros vírus da gripe. Desde ontem, postos de saúde da Capital e de alguns municípios do Ceará começaram a imunização, direcionada apenas a grupos prioritários (veja quadro na página ao lado).
No primeiro dia de mobilização, quem procurou as unidades de saúde enfrentou filas. Não obstante a importância da vacinação, especialistas e secretarias da saúde frisam que não há indícios de surto.

QUAL A SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA INFLUENZA EM FORTALEZA?

Antônio Silva Lima Neto (*)

Gerente de Vigilância Epidemiológica avalia situação da Influenza

Essa semana, as filas nas clínicas de vacina sugeriam que estávamos na vigência de um surto incontrolável de gripe, situação que exigia horas de espera, mesmo sabendo que em poucos dias o imunobiológico estaria disponível na rede pública. Mas, afinal, diante de inúmeros boatos, posts despropositados e mensagens de WhatsApp, qual a situação epidemiológica de Fortaleza? Vamos a algumas considerações.
Em 2018, 24 casos, incluindo dois óbitos, de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza foram confirmados até esta data em Fortaleza. A maioria por H1N1. Observando a série histórica, o número de casos de SRAG por Influenza em 2018 ainda é substancialmente menor do que em 2016 (68 casos), por exemplo.
O subtipo H3N2 esteve associado à maior gravidade nos surtos de inverno (2017-2018) dos EUA e Europa. No entanto, o padrão não está se repetindo em todo o Brasil. Em Fortaleza, dois casos de SRAG por H3N2 foram identificados em 2018. A distribuição espacial da SRAG por Influenza no município não apresenta aglomerados de casos (clusters). Em se tratando de doença de transmissão pessoa-pessoa, isso não indica a ocorrência de surtos locais, desde que o padrão dos casos brandos siga a mesma tendência.
A disponibilização pelas autoridades sanitárias do antiviral Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) para tratamento precoce dos casos de síndrome gripal em postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais pode ser estratégia ainda mais eficaz do que as vacinas para se evitar desfechos desfavoráveis em curto prazo. O início da campanha de vacinação deverá conter a propagação do vírus H1N1 e demais subtipos nas próximas semanas.
No entanto, o calendário de imunização proposto pelo Ministério da Saúde está em desacordo com a situação epidemiológica de Influenza sazonal do Nordeste. Em Fortaleza, a Influenza concentra-se nos meses da quadra chuvosa, normalmente entre março e maio. A vacinação deveria ocorrer, no máximo, em fevereiro.
A mobilização da população nunca é prejudicial. A adoção de medidas que evitem a transmissão é uma forma eficiente de interrupção da transmissão. Em especial: lavar as mãos, proteger os enfermos com máscara e evitar que crianças doentes frequentem a escola.
Não se descarta aumento de casos de gripe nos próximos dias, pois esta é a sazonalidade clássica da doença. Porém, serenidade e busca de evidências científicas são essenciais.
 (*) Médico epidemiologista, doutor em Saúde Coletiva, gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e professor do curso de Medicina da Unifor.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/04/2018. Opinião. p.7.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Dicionário do STF X Dicionário Cearense


Chargista: Montagem sem autoria definida.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

DAS ESPECIALIDADES MÉDICAS

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Oficialmente no Brasil são reconhecidas 53 especialidades. A terminologia médica é composta de termos (mais) gregos e latinos, em voga nos séculos XV e XVII, derivados de línguas ditas “mortas”, embora ainda vivas até hoje. Destarte, convém identificar suas origens ou etimologia para saber seu significado. Assim: angiologia (do grego aggêion = vaso sanguíneo); cardiologia (do grego kardia = coração, ou estômago); dermatologia (grego derma = pele); endoscopia (gr. endon = dentro + skopein = olhar para); (gr. Idem krinein = separado, refere-se às glândulas internas); geriatria (gr. géron = velho); hematologia (gr. haimato = sangue); mastologia (gr. mastós = seio); nefrologia (gr. nephrós = rim); oftalmologia (gr. opthalmos = olho); pediatria (gr. paidós = criança); pneumologia (gr. pneumón = pulmão); proctologia (gr. próktos = reto); otorrino (g. ótos = ouvido rhino = nariz); urologia (g. ouron = urina).
Creio ter explicado didaticamente a diferença entre proctologia e urologia em artigo aqui publicado a 12/09/2012. Mas vale repetir: aquela entende-se com (relaciona-se) as doenças do intestino grosso (ou cólons) (1,5m), desde o íleo terminal, incluindo o apêndice, até o reto e o ânus. Nem só de hemorroidas e fístulas vivem os proctologistas, mas também do câncer colo-retal, do megacólon, das colites (reto-colite ulcerativa; colite granulomatosa, ou de Crohn), da diverticulite, das colonoscopias, das alterações do hábito intestinal, etc. Esta, pois, a província dessa especialidade eminentemente cirúrgica.
Quando presidi nacionalmente sua sociedade (1982), desde 1979 funcionou como colo-proctologia. A urologia trata doenças dos sistemas urinário (máxime da próstata) e reprodutor.
Dos 7 papiros médicos famosos na iátrica antiga (arte de curar), um foi totalmente dedicado à proctologia, ratificando-a como uma das disciplinas médicas mais antigas. Consoante o historiador Heródoto, no Egito, àquelas pristinas (velhas) eras (>450 anos a.C.) cada médico cuidava de determinada parte do corpo, sendo o proctologista considerado o “guardião do ânus do faraó”.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 17/03/2018. Opinião, p.10.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

PAULO LEITÃO: o primeiro nutrólogo na Academia Cearense de Medicina



Ac. Paulo Leitão acompanhado de sua esposa Dione logo após a solenidade posse na Academia Cearense de Medicina
Paulo Roberto Leitão de Vasconcelos nasceu em Fortaleza-Ceará, em 12/08/1955, filho de Francisco Domingos de Vasconcelos e Francisca Celina Leitão Vasconcelos.
Foi aluno marista do primário ao científico no Colégio Cearense Sagrado Coração.
Cursou Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC), de 1974 a 1979.


Em 1980, foi estagiário da enfermaria cirúrgica do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) da UFC, chefiada pelo Prof. Haroldo Juaçaba. Paulo Leitão cumpriu Residência Médica em Cirurgia Geral, no Hospital Geral de Fortaleza, de 1981 a 1982.
De 1983 a 1987, completou sua formação na Universidade de Oxford, Inglaterra. Nesse país, fez uma extensão da residência cirúrgica no John Radcliffe Hospital, e os cursos de Mestrado e Doutorado, sob a orientação do Prof. Dermont Williamson. Em agosto de 1987, recebeu o Grau de Doutor em Filosofia da Universidade de Oxford.
Ao regressar a Fortaleza, Paulo Leitão, de início, foi médico voluntário do HUWC/UFC, pesquisador do CNPq, sob orientação do Prof. Manassés Fonteles, e integrou a equipe de cirurgia do Prof. João Evangelista Bezerra Filho, na Gastroclínica.
Mediante concurso, Paulo Leitão ingressou na vida acadêmica no Departamento de Cirurgia da UFC, chegando a Professor Titular em Cirurgia/Nutrologia em 2012.
Paulo Leitão foi um dos fundadores do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC, em 1992, tendo sido o coordenador de 1993 a 2015.
É docente na graduação em Medicina, coordenando o módulo de Nutrologia, e bolsista de pesquisa do CNPq nível 2. Foi consultor ad-hoc da CAPES, de 1998 a 2014.
Sua produção científica destaca-se pela publicação de 93 artigos, dois livros e nove capítulos de livros. Orientou 44 alunos de iniciação científica, 34 mestres e 13 doutores. Possui uma patente registrada.
É membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e membro honorário do Colégio Real de Cirurgiões do Reino Unido.
O Ac. Paulo Leitão foi empossado, em 22/09/17, na Cadeira Nº 47 da Academia Cearense de Medicina (ACM), patroneada pelo Dr. Livino Virgínio Pinheiro, em vaga preenchida anteriormente pelo Ac. João Pompeu Lopes Randal, sendo saudado, na ocasião, pelo Ac. Janedson Baima Bezerra.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Titular da Cadeira Nº 18 da ACM
 
* Publicado. In: Revista Jornal do Médico, 14(94): 6, janeiro-fevereiro de 2018. (Revista Médica Independente do Ceará).

terça-feira, 17 de abril de 2018

SER BRANCO DOS OLHOS AZUIS

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
... Foi assim: o presidente diz que a culpa da crise foi dos loiros de olhos azuis. E emendou dizendo que "não conhece nenhum banqueiro negro ou índio". Pois eu conheço vários que são semitas, indianos, chineses, japoneses, mas nenhum deles é "loiro de olhos azuis”. (26/03/2009).
Aprendi desde criança que o Brasil é um país livre de preconceitos. Menino ainda, encontrei algumas manifestações de que eu era diferente. Apenas tentava ser igual aos demais. Navio Negreiro de Castro Alves foi o meu poema preferindo, para fazer lembrar a chaga da escravidão, perseguição e preconceito contra os africanos escravizados.
Quando deixei o Colégio Israelita tive o meu primeiro choque racial. Eu e meus colegas de mesma origem, conhecidos por judeus. Muitas vezes as xingações eram tantas que ocorriam brigas homéricas. ‘Te espero na saída’ e estava marcada a briga. Naquele tempo não se sabia nem de longe o que era o tal do bullying. Mas se fosse conhecido nós, judeus, sofríamos bullying. Patrício não significava ser brasileiro da gema, mas sim cognome de outro judeu. Assim fui crescendo e entendendo que era diferente, embora não o desejasse e tentasse ser igual à maioria. Era muito difícil.
Quando tentava namorar alguma moça era perguntado e soletrava o meu sobrenome, perguntavam sempre se era judeu. Os mais delicados indagavam se minha origem era alemã. Os que diziam admirar os israelitas o faziam na forma de elogio, destacando a inteligência, a sagacidade e outros atributos comerciais da raça privilegiada. Isso feria mais do que o próprio preconceito. Mesmo que não o desejassem, os autores de tais louvores ou distinções, ainda mais golpeavam este jovem cujos pais não eram mais que refugiados de pogroms e do holocausto. Sem falar da Inquisição que ainda permanece encruada nos descendentes dos nossos colonizadores.
O pior era quando me encontravam pela primeira vez e, no início da conversa, enumeravam um grande número de pessoas patrícias (compatriotas de mesma origem), achando que com isso iriam ganhar pontos comigo e serem politicamente corretos. Não sei para quê? Agradar a um estranho, filho de um modesto prestamista. E eu pensava, como aprendi ou li depois, sobre a cordialidade do povo brasileiro.
Do meu tempo de vestibular no Recife não tenho notícia de judeu que tenha se formado Bacharel em Direito. Para ser advogado ou entrar para magistratura tinha de ter sobrenome brasileiro.
Pertencer à nobreza canavieira, ter nome de família. Restavam para essa primeira geração de filhos de imigrantes apenas duas oportunidades no Recife. Os que davam para matemática faziam vestibular para Engenharia e para isso escolhiam fazer tanto o curso ginasial e como o cientifico no antigo Ginásio Pernambucano. Os que não possuíam propensão à matemática estudavam no Colégio Oswaldo Cruz, uma vez que a grade escolar desse colégio era mais orientada para as humanidade e medicina. Restava ainda a Escola de Química e algumas outras que atraiam alguns poucos filhos desses imigrantes.
As moças estudavam para Odontologia, Farmácia, Línguas, Filosofia e outras profissões humanísticas conhecidas por ‘espera marido’.
Para fugir à regra na minha família tive um irmão formado em Direito e um primo Engenheiro Agrônomo. O resto era Medicina ou Engenharia.
Os mais ricos estudavam para “inglês ver” ou para prosseguir o negócio paterno. Era já uma grande vantagem não haver cotas raciais para entrar como aluno em uma Universidade brasileira.
Assim fui aprendendo que a vida em um país cristão era dura para um judeu. Apesar de o convencionalismo físico não estar explícito, o psicossocial estava presente e latente, sobretudo da classe média para cima— a ferida do antissemitismo permanecia cruenta e vergonhosa, plantada pela infame Inquisição.
Falavam os mais velhos frequentadores da Praça Maciel Pinheiro de um Congresso Eucarístico Nacional (1939) que tinha por lema o refrão “Quem não crê brasileiro não é".
E como ficavam os não-católicos?
Ainda hoje as cátedras (hoje, sou professor titular) não podem ser ocupadas por judeus e somente conheci um catedrático judeu já falecido na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. E mais dois na Universidade de Pernambuco, na minha profissão. Ser judeu é ou era um entrave.
O Brasil é um país com preconceito disfarçado. Até que um dia alcança um mulato, pobre, operário e sem diploma superior a Presidência de República Federativa do Brasil.
Por incrível que parece é quem estabelece quotas raciais para as universidades. E termina dizendo em plena crise econômica mundial que os culpados são os brancos de olhos azuis.
Pela experiência de mais de cinco mil anos de perseguição fico com medo. Medo justificado. A nossa cor brasileira não é de raça e sim do local onde o grosso da população brasileira migrou para fugir das perseguições raciais, religiosas ou econômicas. Não importa se de própria vontade ou à força, como no caso dos escravos africanos.
Quanto à dizimação dos povos indígenas nem é bom falar, no momento. Somos todos brasileiros por opção ou imposição que se transmudou em grande orgulho de pertencer a esta Nação miscigenada.
Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, não nos deixe com mais preconceito racial após o seu mandato. Os nossos problemas são outros. Não nos acrescente mais esse — pelo amor ao nosso querido Brasil.
Veja como Lula acabou? Se acabou.
(atualizada: 8 de janeiro de 2017)
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Foi um dos primeiros neonatologistas brasileiros.
 

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