Abro a
coluna com a solidariedade em Petrópolis.
Sou solidário e não pago
Antônio
Carlos Portela era um senhor rico e bom. Dava aval a todo o mundo, em
Petrópolis. Gostava de política. Gostava demais. Quando chegava a campanha
eleitoral, sua maneira de ajudar os amigos era avalizar empréstimos para as
despesas de campanha. Certa eleição, avalizou um título para um candidato a
deputado, que perdeu feio e ficou em dificuldades de pagar. O gerente do banco,
sabendo que não receberia do devedor, foi ao avalista:
– Senhor
Portela, o título está vencido. Preciso que o senhor pague. Como avalista, o
senhor é solidário.
– Sou,
sim. Sou muito amigo dele e estou inteiramente solidário com ele. Se ele não
pagou, é porque tem seus motivos. Porque estou solidário, não pago também.
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).
https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/351366/porandubas-n-730

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