sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

MENSAGEM DE PESAR PELO CONFRADE DR. PEDRO HENRIQUE SARAIVA LEÃO

Confrades e confreiras,

O Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão foi meu professor na Faculdade de Medicina e, tempos depois, colega no Departamento de Cirurgia da UFC. Foi, porém, na Academia Cearense de Medicina que nos estreitamos a amizade. Tornamo-nos grandes amigos. Tive o privilégio de dar carona para as reuniões da Academia. Foi uma oportunidade de ouro para conversarmos, especialmente sobre literatura. Culto e erudito. Falava, lia e escrevia em várias línguas.

Gostava da palavra, brincava com elas. Leitor habitual desde jovem. Tinha o dom da sabedoria, via-se nele o pendor pelas coisas divinas. Quando caminhava na Praça das Flores, fazia uma pausa diante da cruz e rezava o Pai Nosso. Era temente filial a Deus!

Seu lavor médico viverá na memória daqueles que receberam a assistência através das suas mãos. Li quase toda a sua obra literária. Esta será imortal, que o diga a sua biobibliografia de altíssima qualidade. Perdemos um grande confrade em pleno exercício da presidência da nossa agremiação. Com o agravamento da doença, estava pressentido o desenlace, mas a gente sempre espera um milagre de Deus. O milagre não veio, e estou triste e com muita saudade do meu amigo Pedro Henrique Saraiva Leão.

Que Deus o receba em seu Reino de Glória e conforte a sua família.

Graça e Paz!

Sebastião Diógenes e Erineide

21-02-2022

FOLCLORE POLÍTICO LXVIII: Porandubas Políticas 622

Abro a coluna com um “causo” de Minas Gerais.

Pleonasmo

Político esperto e simplório, Benedito Valadares era governador de Minas Gerais quando encontrou na ante-sala de Getúlio Vargas, no Rio, o ministro da Educação, Gustavo Capanema, que estranhou seus óculos escuros.

– É uma conjuntivite nos olhos – explicou Valadares.

– Benedito, isso é um pleonasmo! – reagiu o ministro, professoral.

Valadares ignorou a observação e entrou para falar com Vargas. O presidente também estranhou os óculos escuros. Ele reagiu:

– Presidente, o médico lá em Minas disse que era uma conjuntivite nos olhos, mas o Capanema, que quer ser mais sabido que os médicos, me disse que é um pleonasmo!

Getúlio gargalha e diz:

– Em minha modesta interpretação penso que Valadares está certo, existe outro lugar para dar conjuntivite, a não ser nos olhos?

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

FÓRMULA 1 DÁ LIÇÕES DE VIDA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Era dia de Fórmula 1. Os números-base não eram 0 e 1, como no sistema binário utilizado na computação. A decisão se dava em 12/12/21, data com apenas os algarismos 1, de 1º, e 2, de 2º. Coincidência? Nem os grandes Senna, Fangio, Piquet ou Schumacher saberiam. Já se conhecia a dupla de 1º e 2º lugares do ano. Lewis Hamilton e Max Verstappen iniciaram a corrida de Abu Dhabi com idêntico total de pontos (369,5).

Há 47 anos, não acontecia isso. A contrariar previsões, Hamilton partiu na frente. Liderou todas as voltas, exceto a parte final da última, quando Verstappen o ultrapassou e conquistou o título. Sendo a concorrência uma característica comum à Fórmula 1 e à área empresarial, momentos da 1ª servem à 2.ª

A 1ª lição é de todos os esportes. A Red Bull, equipe de Verstappen, admitiu como certa a permanência deste na frente após a largada. Conforme o chiste, que narra prepotência de Feola contestada por Garrincha na Copa de 1958, não combinaram com os russos, adversários do Brasil naquele jogo.

A 2ª lição. A Mercedes esqueceu a possibilidade de “safety car” e não trocou os pneus, a exemplo da Red Bull. Certo seria: se estamos na frente e o 2º lugar trocou os pneus, devemos trocá-los também, como, aliás, sempre fez a Mercedes.

A 3ª lição deu-se em Azerbaijão, quando Hamilton não soube o motivo de, na 1ª curva, ter seguido direto, em vez de contorná-la. Se não tiver pressionado o “botão mágico” inadvertidamente, ele deve ter se preocupado demais com o adversário Pérez, que ia ao lado. Numa empresa, o ideal é olhar mais para o próprio desempenho e, de “rabo de olho”, observar o concorrente.

A 4ª é de Bernardinho, técnico do nosso vôlei, e serve a todos os esportes: a vitória de ontem nada tem a ver com a de hoje.

A 5ª lição é que a Fórmula 1 é dinâmica e sempre inova de acordo com a ciência. Quem assim não procede só encontra derrotas. Hamilton é heptacampeão, mas não obteve o título de 2021, que ficou com Verstappen. Vettel, Alonso e Raikkonen já não são os primeiros, e até as transmissoras das corridas e suas consequentes audiências mudam. É outra lição. No esporte e na vida, nada é eterno.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/12/21. Opinião, p.20.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

GORET CHAGAS: exemplo de superação

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Não sei precisar o ano, mas as imagens ficaram vívidas em minha memória como se fossem recentes. Fui apresentado a Goret Chagas pelo amigo comum, Xyco Theophilo, em um evento de Inovação em Fortaleza. Trocamos algumas palavras, fiquei sabendo que Goret, com atrofia nos braços, usava a boca e os pés para pintar seus quadros. Por ser uma Chagas, chamei-a de prima e assim nos tratamos até hoje. Naquele mesmo dia, fui presenteado com um dos seus belos quadros.

Estive depois com ela em um projeto da Pró-reitoria de Extensão da Uece, onde ministrou palestra e fez demonstração de sua arte, ou quando expôs em um hotel local, e ainda em visitas quando de suas anuais passagens por Fortaleza, estreitando a amizade. Ao escrever o livro "Ela, a Lua e outras cirandas - uma prosa poética", fiz menção especial a Goret, como fonte de inspiração, ao lado de outra prima, esta consanguínea, Nairzinha Spinelli, uma das maiores autoridades em ciranda do Brasil.

A história de Goret merece atenção. Nascida tetraplégica, não foi uma criança triste, porque interiormente dinâmica e feliz. Adorava desenhar com os pés e tinha uma cabeça pululando de ideias. Seus pais a criaram sem cuidados exagerados, incutindo-lhe o amor pela vida. Outras pessoas, como sua primeira professora, tiveram papel fundamental, melhorando o ambiente para minimizar os efeitos da sua tetraplegia.

Aos cinco anos, mesmo com fortes dores nas pernas paralisadas, embirrou que queria participar da Procissão do Divino Espírito Santo em sua Delfinópolis (MG). E foi. Nos braços, mas estava ali. De repente, fez uma nova exigência. Quis ir para o chão. Para total surpresa, começou então a andar, numa recuperação inesperada, embora permanecendo com a atrofia dos braços.

Desde pequenina, Goret escolheu viver e vem se adaptando às circunstâncias. Não encontrou empecilhos para pintar e escrever. Pelo contrário, teve ímpeto e força para se tornar a destacada artista de hoje, com quadros premiados mundo afora, como palestrante motivacional e como exemplo de superação para tantos quantos precisam olhar para o que têm e disso fazerem o melhor uso. 

(*) Professor da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/12/21. Opinião, p.20.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

MÁRCIA GURGEL CARLOS ADEODATO: 70 anos de vida

Márcia nasceu em 18/01/1952, na casa da Rua Justiniano de Serpa, 53. Começou seus estudos escolares em ambiente domiciliar, sendo educada por seus pais e tias paternas, concluindo o Curso Primário no Instituto Padre Anchieta, citado anteriormente.

Depois de aprovada no exame de admissão, Márcia iniciou o primeiro ano ginasial, em 1963, no Ginásio Santa Maria Goretti, a mesma escola onde Marta já estudava; daí, por desavença entre nosso pai e a direção da escola, se transferiu, contra a sua vontade, mas por determinação paterna, em 1964, para o Liceu do Ceará, onde seguiu, como aluna liceal, até o final do científico, em 1969. Nesse último ano, agregou também matrícula adicional, no turno da noite, no Curso Joaquim Pimenta, um “cursinho” preparatório ao vestibular voltado para área de Humanidades, dirigido pelo Prof. Francisco Uchoa de Albuquerque.

Obteve ela aprovação em segundo lugar no vestibular para o Curso de Comunicação Social da UFC, em 1970, bacharelando-se em Jornalismo em 1973, tendo sido excelente aluna; como o seu curso era noturno, em 1971 submeteu-se a outro exame vestibular da UFC, logrando, novamente, o segundo lugar, sendo admitida no Curso de Letras, com habilitação em Línguas Portuguesa e Inglesa, conseguindo levar os dois cursos, em parte, no mesmo período, porque o de Letras era matutino; em 1974 obteve o segundo diploma superior, conjugando dois títulos claramente complementares. Na vigência dos estudos universitários ainda encontrou tempo para lecionar em escola secundária de Fortaleza.

Saliente-se que, mesmo combinando a dupla jornada de trabalho, como jornalista e como assessora de comunicação, em um conceituado jornal e em um órgão público, respectivamente, ela cumpriu, em 1977, com excelente aproveitamento, o Curso de Especialização em Metodologia da Pesquisa em Comunicação, na UFC. Também na UFC apostilou uma nova habilitação ao seu diploma original: a de Relações Públicas.

Exerceu o jornalismo por seguidos anos, no jornal O Povo, ocupando, de forma competente, diferentes funções em várias editorias, incluindo a de ombudsman, sucedendo nesse encargo a valorosa decana do jornalismo cearense, a Profa. Adísia Sá. Na medida de sua notória e brilhante prática profissional, reconhecida por suas preciosas matérias veiculadas na grande mídia cearense, tornou-se a maior colecionadora de prêmios da imprensa local, somando quase três dezenas deles, enquanto exercitou a sua profissão.

Aposentou-se de O Povo, em 2004, após 30 anos de atividades, mas continuou a sua atividade funcional na Coordenadoria de Comunicação da UFC, na qual ingressara, mediante concurso público, e daí requereu a aposentadoria em março de 2007. Durante vinte anos, foi jornalista da Prefeitura de Fortaleza. Foi atuante nos órgãos de classe, pugnando em defesa de seus colegas de profissão, tendo sido dirigente sindical em sucessivas gestões do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará. De 2002 a 2004, foi Assessora de Comunicação Social do Tribunal Regional do Trabalho – 7ª Região.

Casou-se, em 17/01/1978, com o jornalista Fernando Adeodato Jr., o seu querido Nando, com quem teve três filhas, nascidas na sequência: Melissa (31/03/1979), Vanessa (21/09/1981) e Larissa (03/06/1986). Profissionalmente, Melissa formou-se em Engenharia Química na UFC, fez mestrado e doutorado na Unicamp e cumpriu programa de pós-doutorado na Alemanha. Atualmente, integra o seleto grupo dos mais influentes professores pesquisadores da Unicamp; Vanessa concluiu Medicina na UFC e após ser bem-sucedida em concursos públicos para médicos, cursou os Programas de Residência Médica em Clínica Médica e em Nefrologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, na capital paulista; Larissa é Médica Veterinária formada pela UECE, com especialização em fisioterapia animal. Trabalha como profissional liberal no campo da sua bem-qualificada área da Veterinária. Márcia e Nando possuem quatro netos: Rafael e Lucas, filhos da Melissa, e João Victor e Livia, filhos da Vanessa.

Feliz aniversário, Márcia.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Um irmão mais novo de Márcia

SECRETO, MAS NEM TANTO...

Por Sofia Lerche Vieira (*)

Não é segredo que o Orçamento Público Federal é peça de barganha política e integra o toma-lá-dá-cá que ronda a partilha de recursos provenientes de impostos arrecadados com o suor do povo brasileiro. A distribuição de verbas para parlamentares, sob a forma de emendas individuais ou de bancada, são práticas pouco conhecidas do grande público. Entretanto, viabilizam apoio político em contextos de debilidade política dos governos.

As chamadas emendas individuais têm se revelado um espaço propício para o exercício de práticas que ferem a ética e os princípios orientadores da administração pública firmados no artigo 37 da Constituição Federal (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência). Para além do que já se sabia ou suspeitava sobre o jogo de interesses presente na repartição desses recursos, outra informação chocou o País: a divulgação da existência de verbas secretas destinadas a parlamentares sobre as quais pouco se conhece e cujas autorias são propositalmente sonegadas ao grande público.

Instados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a revelar os beneficiados pelo orçamento secreto, deputados e senadores se negaram a nomeá-los. Embora acenem com a possibilidade de identificá-los em futuras votações, agem no sentido de que a autoria das emendas de 2020 e 2021 permaneça na penumbra. Artigo do prof. Pedro Jorge Vianna (O POVO. 21 nov. 2021) bem qualifica tal prática: "Orçamento secreto, que vergonha".

Se o questionável destino das emendas individuais está sob o escrutínio das instituições, causa indignação a notícia de que também emendas de bancadas - aquelas destinadas a obras de interesse coletivo - correm semelhante risco. Nessa terra de sombras se moveram sete parlamentares federais cearenses que, ao se recusarem a aprovar emenda de bancada que beneficiaria o Hospital de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece), mantiveram a divisão do bolo orçamentário em benefício político próprio (O POVO, 19 nov. 2021). Perde o Ceará, perde o eleitor. A imprensa divulga e o povo precisa saber. Que lástima, senhores!

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/12/21. Opinião, p.20.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

O “BOOM” DAS ESCOLAS MÉDICAS NO BRASIL

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

NESTE MOMENTO DE PANDEMIA (COVID-19) FICOU EVIDENTE QUE O CRESCIMENTO DESMESURADO DE ESCOLAS MÉDICAS LEVOU A UM POUCO/DEFICIENTE PREPARO E TREINAMENTO DA GRANDE MAIORIA DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE: ENFERMAGEM. FARMÁCIA. FONOAUDIOLOGIA MEDICINA. ODONTOLOGIA. PSICOLOGIA. FISIOTERAPIA. TERAPIA OCUPACIONAL.

****

O Brasil tornou-se o segundo país com mais escolas médicas:

Índia – 381 Escolas Médicas (população 1.210.569.573).

Brasil – 303 Escolas Médicas (população 201.032.000).

China – 150 Escolas Médicas (população 1.354.040.000).

Em 1997, tínhamos 85 escolas médicas. Em vinte anos, mais do que triplicamos esse número, graças à explosão das escolas particulares que hoje correspondem a mais de 60% do total e cobram mensalidades de R$5 mil a R$16 mil por aluno.

De 2000 a 2015, foram criadas 142 escolas médicas: 51 públicas e 91 particulares. Em dezembro de 2017 havia 303 escolas médicas, das quais 172 eram particulares, 78 federais, 35 estaduais, 16 municipais e 2 públicas, somando 29 753 vagas oferecidas anualmente.

No estado de Pernambuco, no ano em que me graduei, existiam apenas 2 escolas de Medicina, uma Federal e a outra da FESP (Fundação do Ensino Superior de Pernambuco), depois pertencente à UPE (Universidade de Pernambuco). Atualmente não saberia informar o número delas em meu Estado.

Neste momento vivemos, quando o assunto é escolas de Medicina, exatamente como os EUA há 100 anos. Naquela época, o governo criou uma comissão chefiada por Abraham Flexner (1855-1959) para visitar e elaborar um relatório sobre as 155 faculdades de Medicina existentes no país e no Canadá. O resultado foi o fechamento de muitas dessas instituições e convenceu o Governo e a sociedade da necessidade de financiar e monitorar as melhores instituições. Ao fim de seu relatório, Flexner escreveu: “As escolas médicas eram essencialmente iniciativas privadas cujo espírito e objetivo eram gerar dinheiro… Um homem que pagasse suas mensalidades, assim, praticamente tinha seu título assegurado, assistisse ele ou não às aulas.”

Não se aprende, como se dizia no meu tempo, com giz e cuspe. Aprende-se nos ambulatórios, enfermarias, salas cirúrgicas, com preceptores e professores qualificados.

O resultado foi que o número de escolas de Medicina nos USA caiu de 131 para 81 nos 12 anos posteriores ao informe. Estamos em um momento no Brasil em que boa parte das faculdades de Medicina não possuem as mínimas condições e não são exigidas a se adequar. Será que haverá professores qualificados para atender a demanda didática e operacional desses estudantes?

A Medicina não se aprende exclusivamente nos livros, aulas teóricas, mas sim na prática médico-hospitalar. A necessidade da Residência Médica é indiscutível e sua realização didática.

Aprendi nas minhas andanças pelo mundo que as escolas médicas começam por bons hospitais onde podem ser treinados os acadêmicos de medicina e depois se monta Universidades. Aqui está sendo ao contrário. Primeiro funda-se uma Faculdade de Medicina e depois procura-se um hospital para complementar o treinamento do estudante. Medicina não se aprende, como se dizia no meu tempo, com giz e cuspe. Aprende-se nos ambulatórios, enfermarias, salas cirúrgicas, com preceptores e professores qualificados.

Nos países em desenvolvimento qualquer reitor sabe que a maior parte das verbas universitárias vai para a Medicina. Sei que em países desenvolvidos as maiores cotas vão para as ciências como Física, Química e outras denominadas de Exatas. Necessitamos urgentemente de um relatório Flexner para autorizar que só as faculdades sérias tenham condições mínimas de funcionamento, acompanhadas por hospitais, ambulatórios, medicina da família, saúde coletiva, higiene mental, etc. No momento em que vivemos devemos tentar reduzir a influência política sobre as Escolas Médicas assim como seu ‘boom’ desenfreado.

Caçoar da importância da Medicina é fácil quando se vai bem, com saúde.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

 

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