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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

OLÍMPICAS

Por Romeu Duarte Junior (*)

Quem me conhece sabe que não tenho grande apreço pelas Olimpíadas. Aquele negócio de correr, pular, nadar, remar e um longo rol de etceteras esportivos me deixam extenuado. Aliás, até da Copa do Mundo tenho tido abuso, principalmente depois de 22 anos sem títulos e dos últimos tenebrosos resultados. Contudo, e de forma surpreendente para mim, acompanhei com muito interesse a Olimpíada de Paris, que terminou ontem. Impressionaram-me as atuações das nossas mulheres douradas, Bia, Duda, Ana Patrícia e Rebeca. Gostaria de colocar nesse pódio a seleção de futebol feminino. Entretanto, escrevendo no sábado e sem o dom da premonição, fica difícil. Mesmo assim, vale torcer e homenagear quem oferece o sangue pelo país em terra, mar e ar.

Bia Souza, a gigante do judô, simplesmente não tomou conhecimento de sua oponente israelense. Forte e serena, basicamente administrou a luta a seu favor. Como acontece nesse esporte, o lutador sábio usa da força do seu adversário para derrotá-lo. E foi exatamente o que aconteceu: um ippon na hora certa e babau. Ana Patrícia e Duda, no vôlei de praia, ganharam da dupla canadense dando um show de aplicação e intensidade. De nada valeram as mensagens de ódio e desistência dirigidas às duas. A resposta suada foi dada na quadra de areia aos pés da Torre Eiffel. Na torcida, vibrando intensamente, Sandra Pires e a minha heroína Jackie Silva, ouro na modalidade na Olimpíada de Atlanta, em 1996. Saudade da Isabel Salgado, a Isabel do vôlei, magnífica...

Rebeca Andrade é um alado feixe de músculos. Quando perguntada sobre o que passava na sua cabeça antes de entrar nas disputas, disse que estava pensando nas comidas que iria preparar quando voltasse ao Brasil. Lembrei-me de Garrincha, a quem, em 1962, o governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, prometeu um mainá caso a seleção brasileira fosse campeã do mundo. No Chile, nosso craque das pernas tortas só pensava no passarinho e não deu outra. Os voos, piruetas, danças e manobras da bela ginasta dizem de alguém que concentra toda a sua atenção e energia no seu mister, que, mais que ganhar medalhas, é transformar o esporte que pratica em obra de arte. Que o diga Simone Biles, com quem comparte o Olimpo da ginástica artística.

Todavia, o que mais me emocionou foi ver, por trás de toda a alegria pelas conquistas, as tremendas dificuldades que se interpuseram nos caminhos delas e os imensos esforços que elas despenderam para superá-las. Pobres, pretas, sofridas, desprezadas, massacradas, nem por isso se curvaram às adversidades. Até os nelsonrodrigueanos idiotas da objetividade as caçaram, defendendo a cobrança de impostos sobre os prêmios que ganharam. Ora, que defendam a cobrança de impostos das grandes fortunas do país e não de quem briga pelo Brasil nas canchas! O complexo de vira-lata é o que destrói Pindorama. De resto, fica a certeza de que o esporte salva e transforma vidas. Onde estariam elas se não fossem atletas? É, barão, o importante é competir...

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/08/24. Vida & Arte. p.2.


segunda-feira, 16 de setembro de 2024

UMA VIDA POR UM DIA

Por Sofia Lerche Vieira (*)

O Brasil comemora com alegria suas escassas vitórias nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde o grande brilho é das mulheres. As histórias de vida dos atletas medalhistas veiculadas pela mídia deixam uma impressão de que a maioria deles parece compartilhar uma história de superação.

É bonito vê-los no podium, entre risos e lágrimas, celebrando uma vida de esforço e dedicação ao esporte em que se destacam. Os brasileiros, de algum modo, reencontram os sentimentos de autoestima que vivenciavam com Ayrton Senna ou com a conquista da Copa do Mundo pela seleção de futebol, coisa que há muito desapareceu de nosso sonho coletivo. Ao nos congratularmos com amigos e desconhecidos, expressamos tal familiaridade com estes seres especiais de alta performance, que até parecem velhos conhecidos; o que, de fato, não são.

O que faz um grande atleta, para além das virtudes já sabidas? Tomando por referência pequenos recortes das competições e falas dos vencedores, é possível construir uma imagem da força invisível por trás de cada estrela que lá chegou e se consagrou. Bia Souza, nossa judoca de ouro, é um exemplo de inspiração nesse sentido. Ao vê-la entrar em disputa, tem-se a visão de um ser com claro domínio da arena em que se move. Sua conduta no espaço do tatame difere da de suas adversárias que expressam de forma visível a tensão angustiante do momento. Movimentando-se com a calma e precisão de um felino, não perde tempo. Na hora exata, ataca. Sem deixar espaço para o erro, vence. Observá-la em cena faz lembrar um guerreiro zen. Um samurai. Uma deusa do Olimpo que desceu à terra...

Suas declarações trazem à pauta alguns de seus segredos: o esforço que faz valer "uma vida por um dia" e a aprendizagem de uma confiança que a levou a amar-se incondicionalmente, tal como é. Bia se assume e escancara a liberação de se reconhecer linda, feliz e totalmente fora do padrão. Eu me amo, ecoam suas palavras. Tu te amas? Valeria perguntar e repetir em coro a milhares de brasileiras em luta cotidiana na direção contrária. Bia, preta GG, mulher ouro, você é a cara do Brasil. Nós te amamos! 

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/08/24. Opinião. p.22.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

SEMPRE HÁ O QUE APRENDER

Por Maximiliano Ponte (*)

Sou um veterano-iniciante no judô. Veterano pela idade. Iniciante pelo pouco tempo de prática. Sou faixa laranja. Para adultos, acima apenas da branca e da amarela. Como iniciante tudo é novidade, fascinante para mim. Como veterano, acabo sendo, talvez, um pouco mais reflexivo com as experiências que adquiro na prática desta arte marcial.

Recentemente participei de um campeonato de judô. As lutas entre atletas veteranos se dão entre pessoas do mesmo sexo, com idade e peso aproximados, independentemente da faixa. Meu oponente foi um faixa preta, com excelente e longo retrospecto de lutas. Fiz com ele duas lutas e perdi ambas. Mas aprendi uma coisa interessante.

Diante de um oponente que consideramos muito mais forte, podemos tender a pensar que seus ataques são muito mais efetivos do que de fato são. Nas duas lutas que fiz, pensei que as quedas que levei no início dos combates haviam sido ippon, o golpe perfeito, que leva ao término imediato da luta. Mas não foram. Em virtude desse erro de percepção, perdi alguns instantes preciosos, demorando a voltar a me defender.

Quando de antemão consideramos o oponente como imbatível, antecipamos nossa derrota. Corremos o risco de vermos todas as suas investidas como perfeitas e fatais. Mas o golpe pode não ter sido tão preciso. Ou pode até ter sido, mas você pode ter subestimado sua capacidade de se defender de um golpe que te levou a queda. É importante sempre lembrar que nem toda queda é uma derrota necessária e imediata. E ainda, mesmo caído, em muitas situações ainda dá para seguir lutando.

Numa primeira versão deste texto, qualifiquei meu oponente de "grande judoca". Um amigo judoca, e psiquiatra como eu, comentou: "você já o chamou de grande judoca, ele está grande na sua mente, não respeite faixa, nem fama". Algo análogo ao ensinamento do senhor Kano, fundador do judô: "Quem teme perder, já está vencido". Assim, meu aprendizado principal foi: o primeiro oponente a ser vencido somos nós mesmos. No tatame ou na vida, cuidado com o que você faz com a valoração que faz do oponente (problema ou desafio) e foque nas suas estratégias de enfrentamento. Do contrário, poderá sentir, como eu senti, todos os golpes como avassaladores e fatais. Então, respeitosamente, não respeite (no sentido de "não se apequene ante") seu oponente.

(*) Médico psiquiatra e judoca.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/08/2024. Opinião. p.19.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

PELÉ, O ATLETA DO SÉCULO

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Quando um dos jovens faltava à "pelada", Roberto Pessoa, já líder carismático, dizia "bota o Pelezinho", aquele garoto que nada parecia fisicamente com Pelé, mas jogava muito bem e por isso recebeu o apelido dado pelo hoje destacado político. Também apareceram o "Pelé" das artes, o da economia, o das vendas. Em cada atividade, "Pelé" tornou-se sinônimo de primeiro.

Apesar de ser o melhor de todos, o rei nunca pôs corte ou pintura de cabelo à frente da bola. Por não considerar o seu corpo um instrumento de beleza, este não era tatuado, e sim burilado para o trabalho. Ao ver o pai chorar logo após o Brasil perder a Copa de 1950, disse: "Chora não, pai; vou ganhar uma Copa para o senhor."

Nelson Rodrigues profetizou, 8 anos depois, ao escrever em sua crônica: "Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós." Não deu outra. Surgia a expressão "complexo de vira-lata" como cousa nossa.

Em fato inédito, tornou-se campeão do planeta aos 17 anos. Em 1961, Pelé driblou quase todo o time do Fluminense e cometeu um golaço no Maracanã. O grande feito originou placa no estádio, criada pelo jornalista Joelmir Beting. Belo tento passou a ser "gol de placa".

No ano de 1968, em jogo do Santos na Colômbia, o juiz expulsou Pelé, e 50 mil colombianos, aos gritos, pediram a volta do craque. Expulsaram o árbitro, e o rei voltou a jogar.

Foi eleito o Atleta do Século em 1980 e recebeu da Rainha Elizabeth II o título de "Sir" em 1997.

Para Tostão, com ele consagrado em 1970, "Pelé foi o melhor de todos os tempos porque tinha (…) todas as qualidades de um supercraque. (…) procurei (…) alguma deficiência de Pelé e não encontrei. O que mais eu estranhava é que Pelé tinha uma condição física magistral, uma velocidade e uma impulsão maior que todos os outros (…) Os reis também morrem. É a finitude da vida, a única certeza absoluta."

E assim finalizou Tostão, ao particularizar trecho de um imortal em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras: "Parafraseando João Guimarães Rosa, Pelé não morreu, ficou encantado."

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/1/23. Opinião, p.20.


domingo, 23 de outubro de 2022

A DIETA MAIS EFICIENTE

Um homem liga para uma empresa e compra um programa de perda de peso que promete uma redução de 2 quilos em 5 dias, sem mudar nada na alimentação.

No dia seguinte, ele ouve uma batida na porta e lá está diante dele uma jovem de 19 anos, linda e voluptuosa, vestido nada além de um par de tênis e uma plaquinha pendurada no pescoço. Ela se apresenta como representante da empresa de perda de peso e a plaquinha diz: "Se você conseguir me alcançar, eu sou sua."

Sem pensar duas vezes, o homem sai correndo atrás dela. Alguns quilômetros depois, já completamente sem fôlego, ele finalmente desiste. A mesma moça aparece em sua casa nos próximos quatro dias e acontece a mesma coisa. No quinto dia, ele se pesa e tem o prazer de descobrir que perdeu 2 quilos, como prometido.

Animado, ele liga novamente para a empresa e compra o programa de 5 quilos em 5 dias. No dia seguinte, há uma batida na porta e lá está a mais deslumbrante e sexy mulher que ele já viu em sua vida. Ela está vestindo nada além do tênis e, novamente, uma plaquinha que diz: "Se você conseguir me alcançar, eu sou sua."

Logicamente, ele sai correndo atrás dela rápido como um tiro. A moça, em excelente forma, é rápida demais e o homem, é claro, não consegue alcançá-la. Assim são os próximos quatro dias, com a mesma rotina. No quinto dia, para seu prazer, o homem se pesa e descobre que perdeu mais 5 quilos, como prometido.

Então, ele decide investir ainda mais no programa e liga novamente para a empresa, dessa vez para encomendar o pacote de 15 quilos em 7 dias. "Você tem certeza?", pergunta o representante no telefone. "Este é o nosso programa mais rigoroso."

"Absoluta", o homem responde. "Eu não me sinto bem assim há anos."

No dia seguinte, há uma batida na porta, como de costume. Quando abre, o homem encontra um cara enorme, incrivelmente musculoso, vestindo nada além de um par de tênis cor-de-rosa e uma plaquinha que diz: "Se eu conseguir te alcançar, você é meu!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

FÓRMULA 1 DÁ LIÇÕES DE VIDA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Era dia de Fórmula 1. Os números-base não eram 0 e 1, como no sistema binário utilizado na computação. A decisão se dava em 12/12/21, data com apenas os algarismos 1, de 1º, e 2, de 2º. Coincidência? Nem os grandes Senna, Fangio, Piquet ou Schumacher saberiam. Já se conhecia a dupla de 1º e 2º lugares do ano. Lewis Hamilton e Max Verstappen iniciaram a corrida de Abu Dhabi com idêntico total de pontos (369,5).

Há 47 anos, não acontecia isso. A contrariar previsões, Hamilton partiu na frente. Liderou todas as voltas, exceto a parte final da última, quando Verstappen o ultrapassou e conquistou o título. Sendo a concorrência uma característica comum à Fórmula 1 e à área empresarial, momentos da 1ª servem à 2.ª

A 1ª lição é de todos os esportes. A Red Bull, equipe de Verstappen, admitiu como certa a permanência deste na frente após a largada. Conforme o chiste, que narra prepotência de Feola contestada por Garrincha na Copa de 1958, não combinaram com os russos, adversários do Brasil naquele jogo.

A 2ª lição. A Mercedes esqueceu a possibilidade de “safety car” e não trocou os pneus, a exemplo da Red Bull. Certo seria: se estamos na frente e o 2º lugar trocou os pneus, devemos trocá-los também, como, aliás, sempre fez a Mercedes.

A 3ª lição deu-se em Azerbaijão, quando Hamilton não soube o motivo de, na 1ª curva, ter seguido direto, em vez de contorná-la. Se não tiver pressionado o “botão mágico” inadvertidamente, ele deve ter se preocupado demais com o adversário Pérez, que ia ao lado. Numa empresa, o ideal é olhar mais para o próprio desempenho e, de “rabo de olho”, observar o concorrente.

A 4ª é de Bernardinho, técnico do nosso vôlei, e serve a todos os esportes: a vitória de ontem nada tem a ver com a de hoje.

A 5ª lição é que a Fórmula 1 é dinâmica e sempre inova de acordo com a ciência. Quem assim não procede só encontra derrotas. Hamilton é heptacampeão, mas não obteve o título de 2021, que ficou com Verstappen. Vettel, Alonso e Raikkonen já não são os primeiros, e até as transmissoras das corridas e suas consequentes audiências mudam. É outra lição. No esporte e na vida, nada é eterno.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/12/21. Opinião, p.20.


sábado, 11 de dezembro de 2021

DIARIO DE UM CINQUENTÃO NA ACADEMIA

Acabei de completar 56 anos.

Minha mulher me presenteou com uma semana de treinamento físico em uma boa academia. Estou em excelente forma, mas achei boa idéia diminuir minha “barriguinha”.

Fiz reserva com a “personal trainner” Nádia, instrutora de Aeróbica e modelo de 26 anos. Foi-me recomendado levar um diário para documentar meu progresso, que vai transcrito a seguir.

*Segunda-feira*

Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena.

Nádia parecia uma deusa grega: ruiva, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Inicialmente, fizemos um tour pela academia para conhecer os aparelhos.

Comecei pela bicicleta. Ela me tomou o pulso, depois de 5 minutos, e se alarmou, pois estava muito acelerado. Não era a bicicleta, mas ela, vestida com uma malha de lycra coladinha. Desfrutei do exercício. Ela me motiva muito, apesar da dor na barriga, de tanto encolhê-la, toda vez que ela passa perto de mim.

*Terça-feira*

Tomei café e fui para a academia.

Nádia estava mais linda que nunca. Comecei a levantar uma barra de metal. Depois ela se atreveu a por pesos! Minhas pernas estavam debilitadas, mas consegui completar UM QUILÔMETRO. O sorriso arrebatador que Nádia deu me convenceu de que todo exercício valeu a pena… era uma nova vida para mim.

*Quarta-feira*

A única forma de conseguir escovar os dentes foi colocando a escova sobre a pia e movendo a cabeça para os lados.

Dirigir também não foi fácil: estender os braços para mudar as marchas era um esforço digno de Hércules, doía o peito e minhas panturrilhas ardiam toda vez que pisava na embreagem. Fisicamente impossibilitado, estacionei meu carro na vaga para deficientes físicos, até porque, saí mancando.

Nádia estava com a voz um pouco aguda a essa hora da manhã e quando gritava me incomodava muito. Meu corpo doeu inteiro quando ela me colocou uma cinta para fazer escalada.

Pra que merda alguém inventa um treco pra se escalar quando isso já está obsoleto com os elevadores? Nádia me disse que isso me ajudaria a ficar em forma e desfrutar a vida… ou alguma dessas merdas de promessas.

*Quinta-feira*

Nádia estava me esperando com seus odiosos dentes de vampiro escroto.

Cheguei meia-hora atrasado: foi o tempo que demorei pra colocar os sapatos. A desgraçada me colocou para trabalhar com os pesos.

Quando se distraiu, saí correndo e me escondi no banheiro. Mandou outro treinador me buscar e como castigo me pôs a trabalhar na máquina de remar… me fodi todo.

*Sexta-feira*

Odeio essa desgraçada.

Estúpida, magra, anêmica, chata e feminista sem cérebro!

Se houvesse uma parte do meu corpo que pudesse se mover sem uma dor angustiante, eu partiria no meio a vaca que pariu essa xexelenta.

Ela quis que eu trabalhasse meus tríceps… EU NEM SEI O QUE É ESSA PORRA DE TRÍCEPS, CARALHO!!!

E se não bastasse me colocar o peso para que o rompesse, me colocou aquelas merdas das barras… A bicicleta me fez desmaiar, e acordei na cama de uma nutricionista, uma idiota com cara de mal comida que me deu uma catequese de alimentação saudável, claro.

*Sábado*

A lazarenta me deixou uma mensagem no celular com sua vozinha de lésbica assumida, perguntando-me por que eu não fui.

Só com a vozinha me deu gana de quebrar o celular, porém não tinha certeza se teria força suficiente pra levantá-lo; até mesmo pra apertar os botões do controle remoto da tevê tava difícil…

*Domingo*

Pedi ao vizinho pra ir à missa agradecer a Deus por mim por essa semana que terminou.

Também rezei pra que o ano que vem, a infeliz da minha mulher me presenteie com algo um pouco mais divertido, como um tratamento dentário de canal, um cateterismo ou, até mesmo, um exame de próstata.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

sábado, 16 de outubro de 2021

O PADRE, O ANJO E A TACADA DE GOLFE

Havia um padre que era um ávido jogador de golfe. Sempre que havia alguma folga, ele podia ser encontrado no campo de golfe. Era uma obsessão.

Domingo passado foi um dia perfeito para jogar golfe. O sol estava brilhando, sem nuvens no céu e a temperatura estava perfeita. O padre estava em um dilema sobre o que fazer, e logo o desejo de jogar golfe o venceu.

Ele chamou um assistente para lhe dizer que estava doente e não podia rezar a missa na igreja, pôs seu equipamento no carro e dirigiu três horas até um campo de golfe onde ninguém o reconheceria. Feliz da vida, ele começou a jogar.

Enquanto isso acontecia, um anjo lá em cima observava o padre e ficou bastante incomodado. Ele foi a Deus e disse: "Olhe para o padre. Ele deve ser punido pelo que está fazendo".

Deus assentiu em concordância.

O padre foi até o primeiro buraco, preparou a jogada e bateu com o taco na bola, que voou sem esforço pelo ar e aterrissou no buraco a trezentos e cinquenta metros de distância! Uma imagem perfeita em um raríssimo hole-in-one. O padre ficou surpreso e empolgado, com a boca aberta, não acreditando na façanha. Em choque.

O anjo também ficou um pouco chocado. Ele se virou para Deus e disse: "Perdão, mas eu pensei que o senhor iria puni-lo".

Deus sorriu. "Pense nisso ... para quem ele vai poder contar?!?"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

APRENDENDO A JOGAR

Por Sofia Lerche Vieira (*)

A festa da Olimpíada acabou. Passado o bastão de Tóquio para Paris, agora é esperar 2024 e dias melhores para todos. O sax do astronauta francês, Thomas Pesquet, tocando a Marselhesa do espaço promete.

Uma olimpíada tem sempre muito a ensinar sobre coisas que o ser humano precisa aprender. Resiliência é uma delas. Cair e levantar sempre.

Consciência de que a derrota pode abrir caminho para a vitória. Conhecer os limites do corpo e ir além. Saber que o cérebro está no comando. E que a saúde mental importa.

Comparado com desempenhos anteriores, o Brasil se saiu bem nessa olimpíada. Mostramos a cara de um país diverso, onde minorias revelam seu brilho no esporte.

Atletas que, sob condições as mais adversas, chegaram ao pódio inspiram uma juventude carente de exemplos e lideranças.

Em todas as esferas da vida, perder nunca é fácil. Mas é aprendizagem que se impõe. Os incontáveis testemunhos de brasileiros vencedores e vencidos, oferecem preciosas lições sobre a matéria.

Se para uns, o simples chegar à olimpíada é prêmio, para outros, a derrota tem amargo sabor.

Dentre tantos fatos memoráveis, fiquemos com dois: a vitória de Isaquias Queiroz na canoagem e a derrota de Gabriel Medina no surf. O primeiro expressou um Brasil que honra a si próprio, dedicando sua medalha aos que se foram ceifados pela Covid 19. Ganhou na raia e conquistou o coração de milhares de compatriotas, tão carentes de ídolos nesses tempos sombrios.

A performance do segundo, campeão mundial do surf, foi triste não apenas pelas ondas perdidas.

Sozinho com sua prancha, saiu de cena, sem se deter para prestigiar Ítalo Ferreira, que arrebatou a medalha de ouro. Sem sequer ter se vacinado, até mesmo da próxima etapa do mundial estará ausente.

Terminado o sonho, o retorno à normalidade se impõe. Passados os dias alegres, é retomar a CPI da Covid, o ácido sabor dos dias que correm e seguir em frente.

Lembrando que, como a resiliência, humildade na vitória e dignidade na derrota são sinais de sabedoria. Como nos versos cantados por Elis: "Nem sempre ganhando / Nem sempre perdendo / Mas aprendendo a jogar".

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/08/21. Opinião, p.22.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

LIÇÕES DO ESPORTE PARA A VIDA

O esporte é uma fonte de inspiração tanto para o desenvolvimento pessoal quanto para o profissional. Se perguntarmos a algum amigo que já participou de um esporte, individual ou coletivo de alto rendimento, de forma competitiva, sobre as principais experiências ou ensinamentos positivos ou negativos já vividos por ele, ficaremos surpresos com a profundidade da maior parte das narrativas.
A chegada da última Corrida de São Silvestre é um primor de aprendizado sob duas perspectivas: a do vencedor Queniano ou a do segundo colocado, o Ugandense, ultrapassado nos últimos metros de uma prova de 15 km. Esse fato pode ser comparado a um gol, em disputa de título, aos 47 minutos do segundo tempo, ou a uma cesta no último segundo de uma partida decisiva.
Nunca se render às adversidades e continuar lutando por uma vitória, quando a derrota já parecia consumada, são oportunidades que nos levam a refletir sobre a vida e as voltas que ela dá. Quantos não estiveram no auge e viram o chão desabar, aparentemente sem solução, e depois se reergueram e reconstruíram, degrau a degrau, a vida pessoal e profissional? Por outro lado, quantos continuaram lutando diante da falta de perspectivas até que as oportunidades apareceram e lhes deram novos rumos para o futuro?
A final do Mundial de Clubes da FIFA, quando o campeão europeu Liverpool venceu o campeão sul-americano Flamengo, e o derrotado foi, por muitos, enaltecido por não se ter acovardado diante da diferença de poderio econômico e de elenco. O Fortaleza foi festejado por obter o nono lugar no campeonato brasileiro e vaga na sul-americana, mesmo com o segundo menor orçamento entre os 20 participantes.
Quem se espanta com a competitividade no mundo nos negócios e no mercado de trabalho não tem ideia da pressão existente nos esportes de alto rendimento, onde cada detalhe faz a diferença entre a vitória e a derrota; onde a rivalidade é absurda, multiplicando os casos de depressão entre os atletas.
Nos esportes, na vida pessoal e no mundo empresarial são os desafios impostos pelos grandes objetivos que mobilizam as energias para superar limites, sempre valorizando indicadores para medir o desempenho, avaliando a relação risco x retorno de cada decisão a ser tomada.
(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.
Fonte: O Povo, de 20/1/20. Opinião. p.24.

domingo, 20 de agosto de 2017

ESPORTE “VERNACULICIDA”


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

PRONUNCIE SEM GAGUEJAR


Pronuncie sem gaguejar: Efmamjjasond Gonzáles chama atenção em campeonato contra juvenis do grêmio
O time Sub-18 do Grêmio está disputando a Copa Mitad del Mundo, torneio juvenil em Sangolquí, no Equador. O que chamou a atenção na partida do último domingo (2/7/17), que terminou com derrota brasileira por 1 a 0, porém, foi o nome do autor do gol do Atlético Nacional: Efmamjjasond Gonzáles.
O nome praticamente impronunciável não tem nada a ver com a nacionalidade – o jovem é colombiano. Ele nada mais é que uma homenagem aos meses do ano em espanhol. Isso mesmo: Enero, Febrero, Marzo, Abril, Mayo, Junio, Julio, Agosto, Septiembre, Octubre, Noviembre e Diciembre.
Calendário” Gonzáles, como já está carinhosamente conhecido nas redes sociais, promete ser uma dor de cabeça aos narradores quando chegar no time profissional do Atlético Nacional.
Fonte: UOL Esporte, 6/07/2017. (foto sem créditos na matéria).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

VEJA O QUE ESTÃO FAZENDO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
“O importante nessas olimpíadas é menos ganhá-las do que tomar parte nelas... o importante na vida não é o triunfo, mas o combate” - discursava no banquete olímpico de Londres em 24/08/1908 Pierre de Coubertin (1896–1925), mais conhecido por Barão de Coubertin, descendente de Fernando III de Castela e, dizem, idealizador dos modernos jogos olímpicos.
Assistindo pela televisão esses jovens batendo recordes, ganhando medalhas, sofrendo, chorando, imagino a situação destes moços e moças quando deixarem a idade de praticarem suas modalidades esportivas. A última coisa que vão querer fazer é praticar esportes, pois "perderam" a melhor fase da vida.
Enquanto isso a forte competitividade, a fama, o consumismo, os narcisismos fazem com que eles venham a ser mais propícios à aquisição de problemas de saúde. Passam muitos anos de dedicação, não à saúde, mas aos resultados, tudo isso feito de uma forma não prazerosa, mas obrigatória, para estar na moda ‘entre os vencedores olímpicos’ pouco triunfaram na vida. Os esforços prematuros exigidos pelos treinamentos preparatórios esgotam de tal maneira as energias psíquicas e físicas que depois elas vêm a faltar no curso da vida.
Independente da importância dos esportes para a saúde ou para o movimento financeiro, econômico, político, desemprego, violência e até quanto ao andamento da crise nacional, enquanto assistia o desnecessário desgaste a que são submetidos os jovens atletas, ponderei, como simples cidadão:  O que se poderá dizer de ganhar uma medalhinha de prêmio por tanto sacrifício?
Sem saúde, desaparece todo o prazer de viver. Lembro aos nossos economistas, políticos, autoridades e assemelhados que a nossa maior riqueza é a juventude. Somos todos por ela responsáveis. O esporte é um faz de conta de uma guerra. Mais perto de uma verdadeira guerra é o que está ocorrendo agora, na cuia invertida de Niemeyer, em Brasília.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

SEGURANÇA E OLIMPÍADA


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (em inglês: Center for Disease Control and Prevention - CDC), agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos dedicada à prevenção de doenças transmissíveis, alerta seus cidadãos e, sobretudo as gestantes, em qualquer período gestacional, quanto a não ser aconselhável viajar para o Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Martinica, México, Paraguai, Suriname, Venezuela, El Salvador e Porto Rico.
Por causa desse alerta as empresas de cruzeiros marítimos pelo Caribe estão alarmadas. Os seus navios (verdadeiros shopping centers flutuantes), já estão acautelando aos seus passageiros/consumidores quanto às picadas dos mosquitos, com avisos em seus boletins de bordo: ‘Usem repelentes contra mosquitos e roupas longas’.
Para os que apreciam os estudos de psicologia profunda, a designação do mosquito vetor (dengue, febre amarela, chicungunha), Aedes aegypti (aēdēs do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egito"), faz lembrar as 7 pragas do Egito, agravado mais ainda e virilizado pelas diversas mídias. É o pânico midiático. Pouco conhecido, creio eu, é o fato de que nos países desenvolvidos os Sistemas de Saúde Coletiva permanecem em alerta sobre a possibilidade de disseminação, para dentro das suas fronteiras, de doenças tropicais.
Advirto. ‘Doenças Tropicais’ é um rodeio para evitar a denominação das doenças da pobreza e do atraso sanitário.
Acrescento ser o Aedes aegypti existente entre nós há tempos e soube – por ouvir dizer – que já pediu sua naturalização...
Vide o Dr. Oswaldo Cruz (1872-1917) e o combate à febre amarela na então capital do Brasil. O temor dos europeus de vir para o Brasil pela infestação pela febre amarela urbana é histórico. Bem como a pitoresca ‘revolta da vacina’ ocorrida no Rio de Janeiro (1905) contra a vacinação da febre amarela.
Filosofo eu, como médico e cidadão: A história se repete “a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
Quanto à segurança olímpica, ajunte-se a situação mundial e a luta contra o terrorismo internacional, refugiados, crimes, violências e outras mazelas. Dado que mosquitos e vírus não carecem de passaporte para entrar no Brasil, como fica a segurança das Olimpíadas a realizarem-se em agosto de 2016? Isso, sem falar na crise política–econômica que estamos vivendo. Tenho esperança que, apesar dos pecados dos nossos políticos (salvo as exceções de praxe), as coisas se arranjem sozinhas.
Deus não deixou de ser brasileiro e tudo que acaba bem passa a ser bom...
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

OLIMPÍADA 2016


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Os Jogos Olímpicos foram realizados na Grécia Antiga no ano 776 ad, como uma importante celebração e tributo a Zeus. Passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia. A prova principal “a Maratona”, corrida de fundo, na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade ou de louvor a Guerra?
No ano de 392, os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo.
As modernas Olimpíadas foram retornadas pelo empenho de um aristocrata francês, Barão de Coubertin (1863-1937); em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna criado, segundo falam, para melhorar e aperfeiçoar a saúde física dos jovens e promover a paz entre as Nações.
Essas Olimpíadas da era Moderna mudaram conceitos desportivos. Do amadorismo puro para um profissionalismo desenfreado, político econômico e de superioridades raciais. O mercantilismo do século XXI encontra cada vez mais espaço dentro desta disputa hegemônica entre nações e ideologias. Investem-se milhões de dólares em suas delegações, sendo as disputas, a melhor propaganda de uma Nação.
Será que as lideranças mundiais não estão vendo que todo pódio é uma celebração do narcisismo, produtor de estresse, de inveja entre os povos?  E que esta é uma nova patologia (vencer e vencer) incutida nos jovens, está se tornado um desastre. Desconheço atleta longevo. A maioria morre cedo, tem o corpo deformado ou quando menos, antes do tempo, quando aparecem na TV, parecem ter mais idade do que possuem. Os pobres brasileiros têm no esporte, principalmente o futebol (ou outros esportes de equipe), uma das principais saídas à ascensão social, depois se acabam no esquecimento.
Raríssimo são os que têm um final de vida feliz apesar de uma minoria auferir salários mirabolantes. Muito antes dos psicanalistas os sábios das antiguidades já afirmavam da importância do esporte, como uma maneira de esgotarem-se na ginástica, desejos reprimidos. Lembro-me bem, antes da pílula anticoncepcional e da — moral vitoriana — escoar-se pelo ralo, para se evitar os excessos masturbatórios a Medicina de antanho receitava tanto para os adolescentes do sexo masculino quanto “mais discretamente” às moças exercícios para sublimar a explosão do sexo na adolescência.
Esportes é bom, o problema é como ele é praticado e comercializado no momento. 
Nota: Crônica escrita no dia 2 de outubro de 2009 (dia em que o Brasil ganhou a indicação para sediar os jogos olímpicos) e não havia na ocasião nem Crise nem Zika.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

domingo, 14 de junho de 2015

Previsões de José Simão para as Olimpíadas no Rio - 2016 IV


José Simão é considerado o jornalista mais louco da imprensa brasileira, mas o que ele escreveu sobre as Olimpíadas a serem realizadas aqui em Tupiniquim é incontestável e, lamentavelmente, divertido.
Com vocês, o 'ORÁCULO' JOSÉ SIMÃO!!!!
Previsões de Pai JOSÉ SIMÃO para as Olimpíadas no Rio - 2016
Após os jogos
1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos e por não obter patrocínio.
2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras besteiras.
3. No início do ano seguinte, vários bebês de olhos azuis virão ao mundo e as filas para embarque nos voos para a Itália, Portugal e Alemanha serão intermináveis, com mães "ofendidas", segurando seus rebentos...
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

Previsões de José Simão para as Olimpíadas no Rio - 2016 III


José Simão é considerado o jornalista mais louco da imprensa brasileira, mas o que ele escreveu sobre as Olimpíadas a serem realizadas aqui em Tupiniquim é incontestável e, lamentavelmente, divertido.
Com vocês, o 'ORÁCULO' JOSÉ SIMÃO!!!!
Previsões de Pai JOSÉ SIMÃO para as Olimpíadas no Rio - 2016
Durante os jogos
1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.
2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-exBBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida boa nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.
3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 64.
4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação. A Hebe vai dizer que eles são “uma gracinha” ao posarem mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.
5. A seleção brasileira de futebol comandada por Ronaldinho vai chegar como favorita. Passará fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para a seleção de Sumatra.
6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.
7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.
8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 57º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra frase onde se lê: JARDIM MATILDE NA VEIA.
9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no início da competição. Suas provas serão reprisadas em 'slow motion' e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.
ALGUÉM DUVIDA???
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 13 de junho de 2015

Previsões de José Simão para as Olimpíadas no Rio - 2016 II


José Simão é considerado o jornalista mais louco da imprensa brasileira, mas o que ele escreveu sobre as Olimpíadas a serem realizadas aqui em Tupiniquim é incontestável e, lamentavelmente, divertido.
Com vocês, o 'ORÁCULO' JOSÉ SIMÃO!!!!
Previsões de Pai JOSÉ SIMÃO para as Olimpíadas no Rio - 2016
Abertura dos jogos
1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência para um carnavalesco da Beija-flor.
2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana para comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha.
3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê GALVÃO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO.
4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de merda elogiando o povo carioca e, ao final, vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.
5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para ver quem aparece mais na TV.
6. O Hino Nacional Brasileiro será entoado a capella por uma arrependida Vanuza, que jura que "não bota uma gota de álcool na boca desde a última copa". A plateia vai errar a letra, em homenagem a ela, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.
7. Uma brasileira vai ser filmada várias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira dos jogos pintada na cara. Ela posará para a Playboy sem o top e sem o shortinho e com a bandeira pintada na bunda.
8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico ele dirá que não se lembra direito do fato.
9. Setenta e quatro passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Rio ao mundo: a bala perdida, o tráfico, o funk, o sequestro relâmpago e a favela.
10. Durante os jogos de tênis a plateia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silêncio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vão continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.
11. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.
12. Adriane Galisteu posará para a capa de CARAS ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB.
13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do Maracanã por “dois real”.
ALGUÉM DUVIDA???
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

Previsões de José Simão para as Olimpíadas no Rio - 2016 I


José Simão é considerado o jornalista mais louco da imprensa brasileira, mas o que ele escreveu sobre as Olimpíadas a serem realizadas aqui em Tupiniquim é incontestável e, lamentavelmente, divertido.
Com vocês, o 'ORÁCULO' JOSÉ SIMÃO!!!!
Previsões de Pai JOSÉ SIMÃO para as Olimpíadas no Rio - 2016
De 2011 a 2015
1. ONGs vão pipocar dizendo que apoiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Ninguém será preso ou indiciado.
2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: Vou pegar na tua tocha pra você pôr na minha pira.
3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “Barão de Coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lamê dourado representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitória”.
4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”.
5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.
ALGUÉM DUVIDA???
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

terça-feira, 8 de julho de 2014

Deus é Brasileiro


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta

A contusão no Neymar foi praticada por outro craque da bola de nome Juan Zuñiga, que deve ser da mesma origem social do nosso atleta. Devemos agradecer que seja o autor da falta (com ou sem intenção) colombiano e preto. Assim ao menos estamos livres de mesas redondas globais que incluem sociólogos, antropólogos e assemelhados para proferir na TV as xaropadas e teteias intelectualóides, quanto a preconceitos raciais.
Ao menos disto estamos livres!

Embora saibamos que o sofrimento doloroso do jovem seja intenso. Mais difícil é aceitar o sonho não realizado...
Em minha opinião de médico-psicoterapeuta, ‘puseram’ um gigantesco peso nas costas desses jovens atletas. Se eu fosse um psicanalista dos ortodoxos diria que o lugar da pancada recebida por Neymar foi escolhido a partir das dores/peso/responsabilidade postos no lombo desses jovens gladiadores (futebolistas), começando pelo mensalão, protestos de ruas, desmandos governamentais, black-blocs, eleições, pibinho e termino com um enorme,etecetera. O resultado desse imbróglio politico-midiático-eleitoreiro-baderneiro levou ao desequilíbrio emocional desses coitados.

Compreensivamente, virou também matéria jornalística sobre esses escravos/ricos gladiadores do século XXI. Querem ver uma coisa? O Inconsciente é atemporal. Ele existe desde o aparecimento do Homo Sapiens e, assim como a anatomia, não mudou. A mesma coisa aconteceu com o nosso aparelho mental. Não por acaso, os nossos estádios passaram a ser denominados de Arena, evocando o Coliseu romano.
Para completar a maldade, puseram os nossos jogadores no divã do Sigmund Freud, sem necessidade. Disso eu entendo um pouco. De futebol sou um leigo. E como Freud era judeu, que nem eu, nada melhor que repetir uma velha frase ou provérbio em 'ídiche' que aprendi com meu pai fugido do holocausto e pogroms da velha Europa: — O homem planeja (sonha) e Deus ri.

Não chore não, Neymar, embora o papa seja da Argentina... Lembre-se: ‘Deus é Brasileiro’.
Aguardemos até à terça-feira.

Vamos todos sonhar.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).
 

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