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sábado, 11 de dezembro de 2021

A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA

“Este texto é dos melhores registros de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.”

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

“Compatriotas”, “companheiros”, “amigos”! Encontramo-nos aqui, “convocados “, “reunidos” ou “juntos” para “debater”, “tratar” ou “discutir” um “tópico”, “tema” ou “assunto”, o qual me parece “transcendente”, “importante” ou de “vida ou morte”. O “tópico”, “tema” ou “assunto” que hoje nos “convoca”, “reúne” ou “junta” é a minha “postulação”, “aspiração” ou “candidatura” a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:

- Pois veja, caro senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':

- Senhor “postulante”, “aspirante” ou “candidato”:(hic) o “fato”, “circunstância” ou “razão” pela qual me encontro num estado “etílico”, “alcoolizado” ou “mamado” (hic), não “implica”, ”significa”, ou “quer dizer” que o meu nível (hic) cultural seja ”ínfimo”, “baixo” ou mesmo “rasca” (hic). E com toda a “reverência”, “estima” ou “respeito” que o senhor me merece (hic) pode ir “agrupando”, “reunindo” ou “juntando” (hic) os seus “haveres”, “coisas” ou “bagulhos” (hic) e “encaminhar-se”, “dirigir-se” ou “ir direitinho” (hic) à “leviana da sua progenitora”, à “mundana da sua mãe biológica” ou à “puta que o pariu”!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

A GRAMÁTICA, O DICIONÁRIO E A LÓGICA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Uma brasileira, em Lisboa, perguntou a um português: "Que horas escurece aqui?" "Não escurece, acendemos as luzes", respondeu o lusitano a usar a língua ao pé da letra, o que, por vezes, leva-nos ao riso.

O português prefere a linguagem formal; e o brasileiro, a coloquial. Expressões errôneas entram em moda e são repetidas, como as fake news. Pedagogos utilizam uma delas, que, pelo constante emprego, já está no dicionário: se um aluno estuda no turno da manhã, algo realizado à tarde será no "contraturno", mas a tarde nunca foi contra a manhã.

Muito se menciona: "Concordo em gênero, número e grau." Porém, o saudoso Genuino Sales dizia concordar em gênero e número, visto que essas concordâncias são obrigatórias, enquanto a de grau é optativa.

Se alguém nada possui, deve falar "eu não tenho nada" ou "eu tenho nada" (em inglês, I have nothing)?

Os gramáticos, como Said Ali, em 1921, e seguidores, acham que duas negativas formam uma negação reforçada. Já os ligados à lógica aristotélica, com raízes filosóficas ou matemáticas, veem na dupla negativa uma afirmativa, já que se "não tenho nada" é porque detenho algo.

Este articulista elege a assertiva "eu tenho nada", a seguir Bertrand Russell e Alfred Whitehead no princípio da dupla negação: "Uma proposição é equivalente à falsidade de sua negação."

É a divergência que nos dá energia para a vida. Se duas pessoas tiverem uma conversa discordante, a tese vencedora não será a de uma ou a de outra, senão a resultante do diálogo entre ambas.

No país do futebol, se uma equipe perde no campo e ganha na justiça desportiva, diz-se que ganhou no tapetão, mas perdeu nas quatro linhas, uma vez que o campo é delimitado por quatro linhas.

Resolveu-se agora afirmar que obedecer à nossa Carta Magna é estar dentro das quatro linhas da Constituição, a admitir sua limitação por quatro segmentos de reta, o que seria, no mínimo, uma metáfora precária, de acordo com Merval Pereira, membro da Academia Brasileira de Letras.

Talvez, se seguirmos quem nos ensinou o idioma, tenhamos mais luzes acesas e nossa comunicação receba mais raios de sabedoria.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/8/21. Opinião, p.18.

sábado, 21 de março de 2020

REVISÃO GRAMATICAL FEITA PELO MATUTO


ABREVIATURA - ato de se abrir um carro de polícia.
ARMARINHO - ar proveniente do mar.
CÁLICE - ordem para ficar calado.
CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente.
DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá.
DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos.
DETERMINA - prender uma garota.
ESFERA - animal feroz amansado.
HOMOSSEXUAL - sabão em pó utilizado para lavar as partes íntimas.
MINISTÉRIO - aparelho de som de tamanho reduzido.
NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar.
RAZÃO - lago muito extenso, porém pouco profundo.
SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe.
TALENTO - característica de alguma coisa devagar.
UNÇÃO - erro de concordância, o correto seria: um é.
VOLÁTIL - sobrinho avisando ao tio onde vai.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PLANTÃO GRAMATICAL DO IMPARH


Professoras tiram dúvidas de português por telefone em Fortaleza

Criado há 35 anos, serviço de português já recebeu até pergunta sobre sexo

Em Fortaleza, um serviço que tira dúvidas de português por telefone funciona há 35 anos. Em 1980, quando os softwares de edição de texto e a internet existiam apenas em filmes de ficção, o servidor cearense Agnelo Neves pensou em criar uma opção prática e gratuita para ajudar as pessoas a tirarem dúvidas de português.
Então presidente do Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos, Neves levou a ideia ao prefeito para criar o "Plantão Gramatical".
"Na época, estava me preparando para despachar com o prefeito e tive essa ideia. Apresentei, e ele concordou plenamente. Peguei um professor que estava lá como diretor de departamento e chamei um outro colega que estudava comigo. Essa dupla começou o serviço", conta.

Histórias curiosas

O plantão funciona das 8h às 18h e conta com sete professores que se revezam nos atendimentos. O mais antigo deles é Francisco Marino Neto, que foi convidado a participar do serviço há 22 anos.
Marino conta que os motivos das ligações são os mais variados possíveis e apresentam características sazonais. "No caso do acordo ortográfico, a questão do emprego do hífen deu um 'boom' em 2010, mas depois foi caindo", explica.
Mas nem só de dúvidas de português vive o serviço, algumas delas são embaraçosas. "Já ligaram para pedir orientação de como se usa tabela, para evitar filho", lembra. 
Neves relata que, no início, houve problemas com os "engraçadinhos" que ligavam para fazer piada com os professores. "No começo, na implantação, teve perguntas jocosas que prefiro não dizer. Eram coisas imorais, e que o professor respondia dentro de um diapasão gramatical, dizia como escrevia a palavra de baixo calão [palavrões, por exemplo]", lembrou, dizendo que hoje a situação é diferente.
Às vezes, as ligações causam até briga entre os interessados e embaraço ao atendente. "Uma vez ligaram de um sítio, onde fizeram uma aposta de um engradado de cerveja e um bode, para saber se botava o nome do sítio de 'os Maia' ou 'os Maias'. Aí disse que bastava olhar o livro de Eça de Queiroz e ver que o certo é 'os Maias'. Foi uma confusão lá, ouvia as reclamações", relata, complementando: "Às vezes a resposta não condiz com o que a pessoa quer ouvir, e a pessoa é grosseira. Mas graças a Deus não é comum".
Para dar direito a que várias pessoas tenham acesso ao serviço, cada ligação não deve durar mais que três minutos. Mesmo sem o serviço de identificação de chamadas, em alguns casos as vozes já são conhecidas.
"Uma determinada vez, uma senhora estava escrevendo um livro e acho que não queria pagar um revisor e ligou inúmeras vezes para tirar dúvidas. Só eu devo ter atendido umas 100 ligações dela", diz.
E como não poderia deixar de ser, o professor Marino Neto não deixa passar batido e faz um alerta sobre o tema do momento na política: as investigações na Petrobras. "Todo mundo fala Lava-Jato. Está errado! O certo, depois do acordo ortográfico, é 'lava a jato', que significa lavar muito rapidamente. Até 31 de dezembro de 2015 você ainda pode usar o hífen: lava-a-jato. Mas um 'lava-jato', com certeza o dono iria falir, pois onde iria arrumar jatos para lavar?", questiona, sem perder o bom humor.

Serviço gratuito

O serviço telefônico é público, gratuito e engana-se quem pensa que a tecnologia afastou os usuários: somente nos 100 primeiros dias do ano foram 2.600 atendimentos. Até o dia 10 de abril, foram 657 mil ajudas feitas em sua longa trajetória.
À época do lançamento, os telefones ainda eram artigo de luxo e existia em poucas casas. O plantão fazia a maioria das consultas pessoalmente. Hoje, os atendimentos são por telefone.
Neves ainda é servidor do mesmo órgão que presidiu, onde iniciou carreira há 39 anos. E não pensa em se aposentar tão cedo. "Quero seguir trabalhando, servindo a população da melhor forma possível. Tenho muito amor e dedicação. acho que por isso exerço cargo de confiança há 31 anos, um recorde nacional", explicou.
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas e o número de atendimento é (85) 3225-1979.
Fonte: UOL Notícias, de 24/4/2015.

sábado, 6 de junho de 2015

GRAMATICA NA POLÍTICA


Apenas para o estudo da gramática qualquer semelhança é mera coincidência
Sempre gostei de gramática, mas há muito tempo não via uma lição tão bem preparada...
Pena que não podemos mostrar aos alunos. Num instante eles iriam entender.
- “Filho da puta é adjunto adnominal, quando a frase for: "Conheci um político filho da puta".
- Mas se a frase for: "O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Agora, se a frase for: "Esse filho da puta é um político", é sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz: "Agora nega o roubo, filho da puta!" - aí é vocativo.
- Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro..., aquele filho da puta, desviou o dinheiro das estradas" daí, é aposto.
Que língua a nossa, não?!
Agora vem o mais importante para o aprendizado:
- Se estiver escrito: "Saiu da presidência em janeiro e ainda se acha presidente”. O filho da puta é sujeito oculto...
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

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