sábado, 19 de setembro de 2015

PÃO DE NÁDEGAS


 
Nota do editor: Além do equívoco anatômico, o cartaz contém um erro de concordância verbal.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto sem crédito definido.

PADRE MODERNO

 
Chargista: Indefinido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

UMA FÁBULA DE IMPRODUTIVIDADE

Por Marcos Mendes
João é inteligente e nasceu numa família de classe alta. Estudou em boas escolas e entrou para uma universidade pública, gratuita, no curso de Engenharia. Formado, viu que os melhores salários iniciais de engenheiros estavam em R$ 5 mil. Fez concurso para um cargo de nível médio num tribunal: salário de R$ 9 mil mais gratificações, aposentadoria integral, estabilidade, expediente de seis horas. O contribuinte custeou a formação de um engenheiro e recebeu um arquivador de processos sobrerremunerado. Amanhã João estará em frente ao Congresso, com seus colegas, todos em greve por aumento salarial. Não terá o dia de trabalho descontado nem se sente remotamente ameaçado de demissão.
Pedro não tem muito talento intelectual. Mas sua família pôde pagar uma boa escola, o que lhe garantiu uma vaga num curso não muito concorrido em universidade pública. Carente de habilidades acadêmicas, Pedro não se adaptou e mudou de curso duas vezes, deixando para trás centenas de horas-aula desperdiçadas e duas vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros estudantes que jamais terão acesso àquela universidade. Foi fácil desistir dos cursos, pois Pedro nada pagou por eles. 
Após oito anos na universidade, Pedro finalmente se formou em Biologia. Sonha em ter um emprego igual ao de João. Entrou num cursinho preparatório para concursos públicos. Lá conheceu centenas de jovens formados em universidades públicas que, em vez de irem para o mercado de trabalho aplicar os seus conhecimentos, estão em sala de aula decorando apostilas para conseguirem um emprego público. 
Jorge, o dono do cursinho, é um brilhante advogado que poderia contribuir para a sociedade redigindo contratos empresariais. Mas descobriu que ganha mais dinheiro preparando candidatos ao serviço público.
Um dos professores do cursinho de Jorge é Manuel, que também abandonou sua formação universitária e mudou de ramo. Ao perceber que jamais exercerá a profissão original, ele pediu desfiliação do respectivo conselho profissional.
Mas não consegue, porque Márcia, funcionária daquele conselho, tem como missão criar todo tipo de dificuldade às desfiliações e manter em dia a arrecadação compulsória. Manuel desistiu e vai pagar a contribuição pelo resto de sua vida profissional, ainda que não se beneficie em nada e pouca satisfação seja dada pelo conselho profissional acerca do uso desse dinheiro. 
As limitações acadêmicas de Pedro o impedem de ser aprovado em concurso público. Ele vai ser um medíocre professor numa escola de ensino fundamental de segunda linha (pública ou privada), oferecendo ensino de baixa qualidade às novas gerações das famílias que não podem pagar por uma escola melhor. Pedro só conseguiu essa vaga porque há uma reserva de mercado: por lei, as escolas de ensino fundamental só podem contratar professores com diploma de nível superior. Fosse permitido contratar universitários, diversos graduandos em Biologia mais talentosos e motivados que o diplomado Pedro estariam em sala de aula, oferecendo boas aulas às crianças.
Antônio é tão brilhante quanto João. Daria um excelente engenheiro, mas nasceu em família pobre e estudou em escola pública. Teve professores limitados, no padrão de Pedro, e a desorganização administrativa da escola piorava as coisas: muitas vezes não havia professores em sala. Falta com atestado médico não dá demissão.
Antônio até conseguiu passar no vestibular de Engenharia em universidade pública, pelo sistema de cotas, mas sua formação deficiente em Matemática foi uma barreira intransponível. Abandou o curso, deixando mais horas-aula perdidas e mais uma vaga ociosa na conta dos contribuintes.
Antônio, porém, é empreendedor. Não se abalou com o insucesso universitário, aprendeu a consertar eletrônicos por meio de vídeos no YouTube. Montou um pequeno negócio de manutenção de smartphones e computadores. Seu talento poderia torná-lo um grande empresário. Mas para crescer ele precisa transferir sua empresa do regime de tributação Simples para a tributação normal, pagando impostos muito mais altos, porque o governo precisa de muito dinheiro para pagar altos salários, para custear a universidade gratuita que desperdiça vagas e para sustentar escolas públicas que não dão aula, entre outras despesas. Mesmo assim, o governo permanece em déficit e toma empréstimo para se financiar, aumentando a taxa de juros. Com impostos altos e crédito caro, Antônio prefere manter seu negócio pequeno. A grande empresa e seus empregos morreram antes de nascer.
Chico é um líder talentoso. Dirige uma central sindical que congrega os sindicatos dos companheiros do Judiciário e dos professores, entre outras categorias. Chico está em frente ao Congresso Nacional apoiando a greve de Pedro por melhores salários. Faz um discurso contra os neoliberais, que só pensam em cortar gastos públicos e arrochar os trabalhadores. Chico não tem muito do que reclamar (embora, como líder sindical, a sua especialidade seja, justamente, reclamar): além da remuneração paga pelo sindicato (e custeada pelo imposto sindical, cobrado obrigatoriamente dos contribuintes), ele está aposentado pelo INSS desde os 52 anos de idade. Até o fim da sua vida receberá muito mais do que contribuiu para a Previdência.
Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar com talentos profissionais e dinheiro público mal alocados, empregos improdutivos, potenciais inexplorados, gasto público excessivo, oportunidades perdidas, incentivos errados. Uma fábula de improdutividade. 
* Marcos Mendes tem graduação, mestrado e doutorado em economia, custeados pelos contribuintes, em universidades públicas. Não se anuncia como ‘economista’, pois não é filiado ao conselho regional de economia e não quer ser processado por isso. É servidor público bem remunerado.
Fonte: Estadão/Opinião10/09/2015.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CONVITE: Dos Anos Dourados aos Anos Iluminados do Otávio Bonfim


Com prazer, convidamos os amigos e conhecidos, para o encontro de congraçamento dos que passaram sua juventude no Otávio Bonfim, compreendendo o período dos Anos Dourados aos Anos Iluminados, sob a benfazeja inspiração seráfica, que vai do Frei Teodoro ao Frei Lauro.
O encontro acontecerá em Fortaleza, às 19h30, do dia 17/09/2015, no Salão de Santo Antônio, da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, local escolhido por preservar, em seu recinto, um clima de saudade, permeado das mais caras lembranças.
O evento contará com projeção de slides e de vídeos e abrirá espaço para alguns depoimentos de representantes das diferentes gerações, de jovens das décadas de cinquenta a oitenta, como um indicativo da afeição ao bairro que abrigou tantas pessoas dignas e honestas.
A Comissão Organizadora

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

I Encontro de Congraçamento da Juventude do Otávio Bonfim

Vem aí o I Encontro de Congraçamento da Juventude do Otávio Bonfim, que reunirá jovens das décadas de 50 até a década de 80 que viveram no bairro do Otávio Bonfim. Segundo um dos organizadores, o médico, professor e escritor Marcelo Gurgel, o encontro ocorrerá, a partir das 19 horas da próxima quinta-feira (17/09/15), no salão da Paróquia de Nossa Senhora das Dores.
Para o evento, foram providenciados faixas, banners, convites, projetores e som, porteiros, aluguel de mesas e cadeiras, bem como refrigerantes, salgadinhos, descartáveis e outros. “Desta forma, quem puder colaborar financeiramente para cobrir as despesas - em torno de R$ 1.400,00, comunique-se com a nossa comissão”, apela Marcelo Gurgel.
A expectativa é congregar 180 pessoas.
Comissão Organizadora
* Edmar Gurgel, Vicente Moraes (Tente) e Marcelo Gurgel.
Fonte: Blog do Eliomar, em 14/09/15.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

ADMINISTRADORES


Por João Soares Neto (*)
Há 50 anos surgia a profissão de Administrador. O objetivo era suprir lacunas na gestão pública, formar quadros para a iniciativa privada e mudar a burocracia nacional, com toda a herança das ordenações portuguesas que permite o encastelamento de pessoas como detentoras de ricos feudos arquivadores do que deveria ser parte da administração pública, como em países civilizados.
O Brasil está loteado com milhares de cargos de confiança em todos os níveis. Nas mais de 5.500 prefeituras, nos 27 estados e no governo federal. Além disso, o fenômeno da terceirização é realidade cruel para os cofres públicos. Quem entra não quer sair. Quem está fora deseja participar.
E os Administradores? Apesar do esforço de profissionais de níveis ainda não se conseguiu o espaço que, por exemplo, têm na França. Lá, a “École Nationale d´Administration” é fornecedora de cérebros pensantes e atuantes em todas as esferas de governo.
Nesta semana em que se comemora os 50 anos da profissão de Administrador fica a questão: se os administradores públicos fossem profissionais de carreira, concursados, o Brasil ter-se-ia deixado engolfar nesta infindável senda de tantos despautérios?
Tenho dúvidas, mas há esperança de que os Administradores possam, por seus talentos e formações, ocupar cargos para os quais foram treinados e qualificados, nas empresas privadas e em órgãos públicos. As entidades de classe devem pugnar para que os governantes e as empresas, por concurso ou por mérito, absorvam milhares de administradores na procura de destino melhor para o Brasil. Agora, de grau rebaixado.
(*) João Soares Neto é escritor e membro da Academia Cearense de Letras.
Fonte: Publicado no jornal Diário do Nordeste, em 13/09/2015.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

História da Administração no Ceará, 50 Anos


Por João Soares Neto (*)
“Não se pode planejar o futuro pelo passado”. Edmund Burke, filósofo.
Anteontem, a Assembleia Legislativa do Ceará lembrou os 50 anos da profissão de Administrador e o fez homenageando dirigentes e ex-dirigentes do Conselho Regional de Administração-CRA, da Academia Cearense de Administração-ACAD e da Associação dos Administradores do Estado do Ceará- AADECE.
Há, como registro histórico, um grupo de então jovens, pioneiros, que acreditou na incipiente Escola de Administração do Ceará-EAC, o núcleo basilar dessa longa história. A EAC usava como referências a Escola Brasileira de Administração Pública – EBAP, da Fundação Getúlio Vargas, do RJ, e a Escola de Administração de Empresas de SP – EAESP. Havia, claro, a entronização dos princípios de Frederick Taylor e de Henry Ford, dos Estados Unidos, e de Henri Fayol, da França. A partir deles abriam-se leques de informação que, conforme os estofos de cada estudante iam se consolidando e transformando em conhecimento.
Muitos fizeram dois vestibulares –o MEC não reconheceu o primeiro – e aguentaram o pão que o diabo amassou. Passaram por três sedes: a da Faculdade de Ciências Econômicas da UFC, no Benfica, de onde foram enxotados como intrusos. A seguir, foi alugada casa na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Rua Jaime Benévolo. Imóvel simples, telhas vãs, piso de cimento, mas conseguia abrigar as primeiras turmas e os concursos para novos professores, quase todos do quadro de técnicos em desenvolvimento econômico-TDE, do Banco do Nordeste, então celeiro de talentos. Por fim, a sede da Rua 25 de Março, hoje desativada, com a ida para o Campus do Itaperi, da Universidade Estadual do Ceará-UECE.
Segunda-feira, 14, às 19h, na Câmara Municipal de Fortaleza serão homenageados profissionais eleitos, por votação, pela Comissão do Jubileu. Na categoria Efetividade e Dedicação à Profissão: Mauro Benevides, Zamenhof de Oliveira, Manoel Messias de Sousa, Aleuda Fernandes e Nilce Freire. Por Profícua Atuação Profissional: Antônio Cambraia, Beto Studart, José Caminha de Oliveira, Sérgio Aguiar e Tasso Jereissati.
Como Personalidades Públicas: Érica Cristino e Iracema Vale. Por Desempenho Acadêmico: Assis Moura Araripe, Sérgio Bezerra, Sarto Castelo, Paulo Tadeu, Vlademir Spinelli, e a UECE, pelo pioneirismo, o Reitor Jackson Coelho. Por Eficaz Ação Organizacional e Empresarial: Honório Pinheiro e João Soares Neto. Os funcionários do CRA serão homenageados nas pessoas de George da Silva e Marta Albuquerque. Haverá duas homenagens post-mortem: José Guilherme Pimenta e Rui de Castro e Silva.
Por suas carreiras públicas e privadas, por minha convicção e direito, lembro de: Beni Veras, Paulo Lustosa, Barros Pinho, Josino Lobo, Ivo Martins de Oliveira, Gerard Boris, Sieglinde Acioly, Vitor Hugo Sampaio, Lázaro Farias e Heloisa Barros Leal, entre outros.
Não seria justo deixar de citar os nomes dos primeiros diretores Mozart Soriano, Raimundo Girão e Aloisio Cavalcante. Honra e glória aos professores Parsifal Barroso, Paulo Bonavides, Ivan Barroso de Oliveira, João Clímaco, Filgueira Limas e Plácido Castelo, fundadores, entre outros, do Instituto de Administração do Ceará, em 1957, posteriormente, incorporado pelo Governo do Estado do Ceará.
Por fim, anoto: parte da turma pioneira realizou viagem de estudos à Europa, com a coragem e a cara, participando de encontros na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, Portugal; na fábrica da Olivetti, em Ivrea, Itália; e na École Nationale d´Administration, em Paris, França.
Esta história honra a quem dela tenha participado, no todo ou em parte.
 (*) João Soares Neto é escritor e membro da Academia Cearense de Letras.
Fonte: Publicado no jornal O Estado-Ceará, em 11/09/2015.
 

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