Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)
É comum ouvir-se, amiúde, ‘feliz ano novo’.
Todo mundo quer ser feliz. E quem não o
quer?
Pela vitrine, descortinam-se os que,
simplesmente, desejam, mas ficam perambulando com seus desejos. Há os que
aninham seu desejo no colo do ano novo e cruzam esforços, fugindo ao prélio.
Outros veem-se que vão à luta, cientes de que o embate é duro, requer uma
dinâmica constante, poderão sofrer dores, decepções, derrotas e outros revezes,
mas sempre prontos e dispostos a nunca desistir: estes têm o poder da fé, da
esperança e da confiança. São
vitoriosos, porque conhecem o processo da felicidade e a inserem no sentido de
suas vidas, promovendo a serenidade de ‘seu eu profundo’.
Todos os começos de ano, a felicidade, o
estar bem são palavras ‘passageiras’, repetem-se esses augúrios, que, na
maioria das vezes, não passam de um lenga-lenga, não vingam, dissipam-se na
poeira de um caminhar incongruente. E os sonhos sonhados permanecem
adormecidos, comatosos, por falta de determinação e excesso de covardia. À
margem do medo, não conseguem fazer a travessia para a outra margem, onde a
coragem está sempre à espera.
Este novo ano, que adentra, quero que seja
diferente, que seja viçoso, que tenha comprometimento, que não se ensoberbeça
das alegrias e elogios, nem se deprima das críticas, das dores e sofrimentos.
Para mim, para ti, para teus e meus
familiares e amigos!
Este ano novo, que adentra, quero que haja
o plantio da tolerância, que se consolide a segurança da fé, que a fraternidade
salte fora do dicionário, a ideologia ceda lugar à tolerância e a paz consiga
sorrir um sorriso franco.
Para mim, para ti, para teus e meus
familiares e amigos!
Este ano novo, que adentra, quero que,
vigoroso e vibrante, corra nas veias, que pulse no coração, que embale o enlace
dos neurônios e revigore a força da fé, do início até o fim.
Este ano novo, que adentra, quero que sejas
Novo no Ano Novo e não um Velho no Ano Novo.
Tu, eu, meus e teus familiares e amigos!
Que não haja lugar para o quase, nem para o
depois.
E o protagonista não seja o tempo, sejamos
Eu, Tu, Meus e Teus familiares e amigos, Novos no Ano Novo, do início até o
fim!!!
E Deus seja sempre o nosso farol, sem o
Qual pereceremos na escuridão!!!
(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 30/12.25.

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