sexta-feira, 10 de julho de 2015

O PROBLEMA É O PT

Por Rodrigo Constantino (*)

O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o partido traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão.

O Partido dos Trabalhadores está no olho do furacão, perdendo cada vez mais simpatizantes sob uma avalanche de escândalos de corrupção. Alguns já chegam a falar na possível extinção da sigla, o que parece um tanto prematuro. Outros surgem para jogar uma boia salvadora e fazer de tudo para separar a cúpula da base partidária, e com isso inocentar a última e preservar a aura de pureza do partido e seus ideais. Mas será que a liderança do PT realmente traiu seus membros?
Não engulo a tese nem por um segundo. Sou autor de um livro de 2005 chamado “Estrela cadente”, escrito antes do mensalão, e nele já mostro como a bandeira ética do PT era apenas marketing: “A principal bandeira do PT sempre foi a ética. O partido vendia uma imagem de que era diferente dos demais partidos, envoltos em escândalos de corrupção e acordos espúrios apenas para maior poder político. Pretendo mostrar que essa bandeira era feita de um pano falso, e não está apenas esgarçada, mas totalmente destruída pelas traças do poder”.
A esquerda radical tem uma habilidade incrível de se reinventar após cada desgraça que produz, e assim preservar sua utopia igualitária. Quando o socialismo se impôs em diferentes cantos do mundo, e os liberais já alertavam para a iminente tragédia, as experiências efetivamente trágicas não podiam ser culpa do socialismo. Era preciso criar o conceito de “socialismo real”, culpar os ditadores em si, os desvios éticos, tudo, menos a própria utopia.
A mesma coisa aconteceu recentemente com a Venezuela. Quantos “intelectuais” não se encantaram com o gorila Chávez e seu “socialismo do século XXI”? Quantos não vibraram com a “justiça social” que estava por vir? Depois que o resultado inexorável das práticas socialistas ficou evidente, com mais um rastro de miséria e escravidão deixado para trás, o problema não podia ser com o próprio socialismo, mas com os tais desvios das lideranças. O fracasso socialista é sempre órfão, quando a paternidade não é jogada sobre os ombros dos capitalistas, numa inversão que só socialistas teriam a cara de pau de fazer.
O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o PT traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão. Ora, que ideais seriam esses? O PT não é, por acaso, sócio da ditadura cubana no Foro de São Paulo? Não é aliado dos sequestradores das Farc? Não demonstrou sempre afinidade ideológica com o regime venezuelano? Então, qual ideal foi traído pela cúpula?
Quando José Dirceu e companhia foram condenados e presos, a postura oficial do PT não foi a de tratá-los como vítimas injustiçadas pelo “sistema burguês”? Quem permaneceu no partido após o mensalão não estava, portanto, dando seu aval aos métodos escancarados do partido para se perpetuar no poder? Não eram cúmplices da quadrilha?
Os socialistas sempre acharam que seus “nobres fins” justificavam quaisquer meios, por mais nefastos que fossem. Ora, essa espécie de salvo-conduto para o crime está no cerne dos problemas atuais do PT, mergulhado nos maiores escândalos de corrupção que o Brasil já viu. A concentração de amplo poder arbitrário no Estado, outra velha bandeira do partido, também tem tudo a ver com a situação atual. Como, então, alegar que a base do partido é uma vítima de sua liderança?
Como se não bastasse, e como que para ridicularizar a tese de sociólogos e jornalistas que tentam separar o joio do trigo, a própria base do PT lança um caderno de teses para seu próximo congresso simplesmente enaltecendo o comunismo, culpando a “imprensa golpista” pelo lamaçal em que o partido se encontra hoje. Imprensa legítima, pela ótica bizarra desses petistas, é aquela formada por blogs bancados por estatais e até dinheiro desviado dos nossos impostos, como mostra a Operação Lava-Jato. Quem aplaude essa mídia chapa-branca pode ser vítima da cúpula petista, por acaso?
Os “salvadores do PT limpo”, ou de seu “passado nobre”, posam como esquerdistas moderados, e acusam de “demônios” a direita “paranoica” que vive presa na Guerra Fria e fala em bolivarianismo. Em que mundo esses “moderados” vivem, que não enxergam o que prega oficialmente o próprio PT?
Não há nobres ideais no PT, tampouco vítimas inocentes. São todos cúmplices de um projeto totalitário de poder, que encara a democracia como uma “farsa” para se manter no poder, que endossa os métodos mais abjetos em nome de um igualitarismo utópico que mascara a inveja dos medíocres. O problema não está apenas na cúpula do partido, nem houve traição alguma. O problema é o PT.
(*) Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal.
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

quinta-feira, 9 de julho de 2015

REMÉDIOS TROCADOS

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, me dê algo para a diarreia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e lhe dá o remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega o remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico lhe diz:
- Mil desculpas senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, ao invés de algum remédio para diarréia. Como o senhor está se sentindo?
O senhor responde:
- Cagado... mas tô tranquilo.
Moral da História: "POR MAIS DESESPERADORA QUE SEJA A SITUAÇÃO, SE ESTIVER CALMO, AS COISAS SERÃO VISTAS DE OUTRA MANEIRA".

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O CIRURGIÃO CARDÍACO E O MECÂNICO


Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardíaco muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. Então o mecânico pára e pergunta:
- Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?
O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa:
- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como é então, que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo?
Então o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:
- Você já tentou fazer como eu faço, com o motor funcionando?
Conclusão: “QUANDO A GENTE PENSA QUE SABE TODAS AS RESPOSTAS, VEM A VIDA E MUDA TODAS AS PERGUNTAS.”
Fonte: Historinha recorrente na internet.

terça-feira, 7 de julho de 2015

MINISTROS E CONTÍNUOS


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Fico surpreso com o comportamento midiático sobre a escolha e a posse do ministério do atual mandato presidencial, martelando os nossos sentimentos e inteligência, impiedosamente — argumentum ad nauseam (argumentação até provocar náusea), como se fôssemos todos idiotas. Como se tais ministros tivessem realmente algum Poder.
Nessas horas procuro abrandar esse desgosto passeando pelos textos do jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980), oficial do mesmo ofício desses seus colegas que tentam impingir fatos camuflados à maioria de nós, quando o seu dever seria esclarecer ainda mais o público. Cada vez gosto mais dos profissionais do jornalismo do passado, quando existia mais seriedade e menos recursos tecnológicos. Afirmaria até que, com os avanços da informática, é cada dia mais premente a necessidade de contarmos com jornalistas bons e honestos. Urgente.
Volto a Nelson Rodrigues, quando escreve:
Nos tempos de Getúlio Vargas, um dos seus ministros explodiu: — “Sou um ministro de Estado e não um amanuense!” Era um amanuense e não um ministro de Estado. O ministro que ele imaginava ser não existia. O que existia de concreto no tal ministro era o amanuense. Ou nem isso.
Em verdade, o ministro é, acima de tudo, um contínuo (empregado de repartições públicas ou estabelecimentos que leva e traz papéis, transmite recados e faz outros pequenos serviços, segundo diz o dicionário Aurélio sobre este verbete, na sua última edição).
As pessoas se esquecem de que homens e mulheres não nasceram para serem grandes. Um mínimo de grandeza já os desumaniza. Por exemplo: — um Ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se tivesse algodão por dentro e não entranhas vivas.
Por isso digo: ou o Ministro é um Benjamin Disraeli (1804-1881), um Otto von Bismarck (1815-1898) ou um Winston Churchill (1874-1965) e o demonstra, ou não passa de um contínuo. No caso das mulheres, o mesmo acontece. A ministra teria de ser uma Margareth Thatcher (1924-2013) ou uma Golda Meir (1898-1978), para ficar apenas com estas duas, por razões sentimentais. A régua que permite separar os verdadeiros ministros ou ministras obedece à mesma norma.
Para provar isto digo:
— Não existe ninguém mais vago, mais irrelevante do que um ex-ministro. Concordo com que dizia o Nelson, em parte: um ministro não passa de um contínuo de luxo com direito a água-gelada, cafezinho, casaca e carro-oficial.
Digo que, em parte, as coisas mudaram, recentemente. Foi-se o tempo em que a casaca bastava... O que funciona agora é a demissão, para aquele ou aquela que não cumpra as ordens de quem os nomeou. O que vale é quem foi eleito e não nomeado.  Ministro é como executivo de uma grande empresa. Pode ser demitido e perde todas as mordomias. Fica desempregado.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Luto na Sobrames – Regional Ceará por Airton Xavier e Lenir Ramos

A Sobrames/CE registra o pesar pelos falecimentos do colega e veterano sobramista AIRTON FONTENELE SAMPAIO XAVIER, um assíduo participante das reuniões mensais e das antologias anuais da entidade, e da Sra. LENIR CAVALCANTE RIBEIRO RAMOS, esposa do Vice-Presidente da Sobrames/CE, o sobramista Francisco Antônio Tomaz Ribeiro Ramos, acontecidos no dia 30 de junho próximo passado. As missas de sétimo dia ocorreram na noite de hoje (6/07/15).
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sobrames/CE e da Abrames

PLANTÃO GRAMATICAL DO IMPARH


Professoras tiram dúvidas de português por telefone em Fortaleza

Criado há 35 anos, serviço de português já recebeu até pergunta sobre sexo

Em Fortaleza, um serviço que tira dúvidas de português por telefone funciona há 35 anos. Em 1980, quando os softwares de edição de texto e a internet existiam apenas em filmes de ficção, o servidor cearense Agnelo Neves pensou em criar uma opção prática e gratuita para ajudar as pessoas a tirarem dúvidas de português.
Então presidente do Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos, Neves levou a ideia ao prefeito para criar o "Plantão Gramatical".
"Na época, estava me preparando para despachar com o prefeito e tive essa ideia. Apresentei, e ele concordou plenamente. Peguei um professor que estava lá como diretor de departamento e chamei um outro colega que estudava comigo. Essa dupla começou o serviço", conta.

Histórias curiosas

O plantão funciona das 8h às 18h e conta com sete professores que se revezam nos atendimentos. O mais antigo deles é Francisco Marino Neto, que foi convidado a participar do serviço há 22 anos.
Marino conta que os motivos das ligações são os mais variados possíveis e apresentam características sazonais. "No caso do acordo ortográfico, a questão do emprego do hífen deu um 'boom' em 2010, mas depois foi caindo", explica.
Mas nem só de dúvidas de português vive o serviço, algumas delas são embaraçosas. "Já ligaram para pedir orientação de como se usa tabela, para evitar filho", lembra. 
Neves relata que, no início, houve problemas com os "engraçadinhos" que ligavam para fazer piada com os professores. "No começo, na implantação, teve perguntas jocosas que prefiro não dizer. Eram coisas imorais, e que o professor respondia dentro de um diapasão gramatical, dizia como escrevia a palavra de baixo calão [palavrões, por exemplo]", lembrou, dizendo que hoje a situação é diferente.
Às vezes, as ligações causam até briga entre os interessados e embaraço ao atendente. "Uma vez ligaram de um sítio, onde fizeram uma aposta de um engradado de cerveja e um bode, para saber se botava o nome do sítio de 'os Maia' ou 'os Maias'. Aí disse que bastava olhar o livro de Eça de Queiroz e ver que o certo é 'os Maias'. Foi uma confusão lá, ouvia as reclamações", relata, complementando: "Às vezes a resposta não condiz com o que a pessoa quer ouvir, e a pessoa é grosseira. Mas graças a Deus não é comum".
Para dar direito a que várias pessoas tenham acesso ao serviço, cada ligação não deve durar mais que três minutos. Mesmo sem o serviço de identificação de chamadas, em alguns casos as vozes já são conhecidas.
"Uma determinada vez, uma senhora estava escrevendo um livro e acho que não queria pagar um revisor e ligou inúmeras vezes para tirar dúvidas. Só eu devo ter atendido umas 100 ligações dela", diz.
E como não poderia deixar de ser, o professor Marino Neto não deixa passar batido e faz um alerta sobre o tema do momento na política: as investigações na Petrobras. "Todo mundo fala Lava-Jato. Está errado! O certo, depois do acordo ortográfico, é 'lava a jato', que significa lavar muito rapidamente. Até 31 de dezembro de 2015 você ainda pode usar o hífen: lava-a-jato. Mas um 'lava-jato', com certeza o dono iria falir, pois onde iria arrumar jatos para lavar?", questiona, sem perder o bom humor.

Serviço gratuito

O serviço telefônico é público, gratuito e engana-se quem pensa que a tecnologia afastou os usuários: somente nos 100 primeiros dias do ano foram 2.600 atendimentos. Até o dia 10 de abril, foram 657 mil ajudas feitas em sua longa trajetória.
À época do lançamento, os telefones ainda eram artigo de luxo e existia em poucas casas. O plantão fazia a maioria das consultas pessoalmente. Hoje, os atendimentos são por telefone.
Neves ainda é servidor do mesmo órgão que presidiu, onde iniciou carreira há 39 anos. E não pensa em se aposentar tão cedo. "Quero seguir trabalhando, servindo a população da melhor forma possível. Tenho muito amor e dedicação. acho que por isso exerço cargo de confiança há 31 anos, um recorde nacional", explicou.
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas e o número de atendimento é (85) 3225-1979.
Fonte: UOL Notícias, de 24/4/2015.

domingo, 5 de julho de 2015

PT é igual a PERDA TOTAL...

 

Fonte: Fotomontagem circulando por e-mail (internet).
 

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