sexta-feira, 7 de outubro de 2011

VIAGEM A PORTUGAL

Sigo hoje, 7/10/2011, para Portugal , a fim de participar da “XII Conferência Nacional de Economia da Saúde”, que transcorrerá em Lisboa, de 13 a 15 de outubro corrente, com apresentação de três trabalhos, realizados em parceria com meus orientandos do Doutorado em Saúde Coletiva. Nos dias que antecedem ao evento, farei visitas às Universidades de Coimbra, do Porto e Nova de Lisboa, para prospectar intercâmbios acadêmicos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece Corecon-CE 1.999

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O VALOR DAS NOSSAS MEMÓRIAS

Antero Coelho Neto (*)

Um leitor escreveu: “Por que o Sr. valoriza tanto a Memória? Será que com isto a pessoa passa a não dar o devido valor ao presente? Perdendo tempo guardando os fatos passados?”
Boa pergunta, amigo, Eu mesmo fiz esta reflexão quando, em 1990, iniciava a minha aceitação para o que chamei de “trinca da minha vida”: liberdade, amor e memória.
Lembrei então da frase de Gabriel Garcia Márquez: “La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla”.
Sim, mas também é preciso ter cuidado para não “endeusar” o passado.
Convencido disso comecei, desde então, a estudar as técnicas de futurologia e passei a pertencer à varias organizações futuristas. Muito aprendi e até escrevi vários artigos e o livro “O Futurista e o Adivinho”, que me deu muita satisfação. Nele destaco a importância de planejar o futuro para alcançar o presente desejado. Nós, brasileiros, principalmente os nordestinos, não gostamos de planejar o futuro. Sem passado e sem futuro, vamos viver, simplesmente, o presente? E seja o que Deus quiser?
Costumo destacar que temos 2 tipos fundamentais de Memórias Cognitivas: a do presente e a do passado. A primeira, é a memória do momento, para a solução das coisas imediatas e que decide sobre “o que” e “como” fazer. A segunda, a que “guarda” os valores antigos, acontecidos, e que valeram e que valem a pena para a pessoa, a família, amigos e, depois, para as bibliotecas e historiadores.  De enorme importância com o passar dos anos, nos permite permanecer lúcido e atualizado com as “coisas” do presente, com a nossa vida diária.
Os dois tipos constituem toda uma grande luta da gerontologia e geriatria atuais, na tentativa de mantê-las sempre vivas, permitindo a nossa “normalidade”, com o passar dos anos.
Devemos destacar que a mente também mobiliza outros tipos de memórias (associativa, interpretativa, dedutiva, seletiva, etc.), no desenvolver das ações diárias de nossa vida. E mais, a mobilização e bom uso dessas memórias, ajudam a permanência de uma vida ativa, saudável e com melhor qualidade.
Portanto, quando valorizo a Memória me refiro ao seu conjunto. E, garanto para vocês, esta atitude tem me presenteado com uma evidente melhoria da minha qualidade de vida. Espero que também me ajude na longevidade que vou poder alcançar. E, como destaque especial na perpetuação de nossas Memórias sociais, profissionais, educacionais, científicas, técnicas, etc., lembro a importância das bibliotecas, dos colecionadores, dos memorialistas  e de outros meios modernos de comunicação.
Vamos então Memorizar a nossa Vida?
Vamos escrever artigos, livros, poesias, canções, manifestos, biografias?
Vamos fotografar, esculpir, pintar, gravar, digitar?
Sem isso meu amigo, eu sempre digo: a vida simplesmente passou e não EXISTIU.
E você, Amigo Velho, vai querer que seu bisneto não saiba nem quem foi o seu Bisavô? Nem mesmo o seu nome?
Será que você esteve mesmo na Terra?

(*) Médico, Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

Publicado In: O Povo, 5/10/2011.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

DIVÓRCIO DE JUIZ E SUA MULHER ADVOGADA

Por Rafael Berthold,
Advogado (OAB-RS nº 62.120)

Desajeitado, o magistrado Dr. Juílson tentava equilibrar em suas as mãos, a cuia, a térmica, um pacotinho de biscoitos, e uma pasta de documentos.
Com toda esta tralha, dirigir-se-ia para seu gabinete, mas ao dar meia volta deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há sabe-se lá quantos minutos. O susto foi tal que cuia, erva e documentos foram ao chão. O juiz franziu o cenho e estava pronto para praguejar, quando observou que a testa da mulher era ainda mais franzida que a sua.
Por se tratarem de dois juristas experientes, não é estranho que o diálogo litigioso que se instaurava obedecesse aos mais altos padrões de erudição processual.
– Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende?
– Carente de ação? Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja contestação.
– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito. E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente... Daí é que a execução fica frustrada.
– Calma aí, agora você está apelando. Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa.
– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo.
– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual. Isso quando não embarga a execução.
Mas existia um fundo de verdade nos argumentos da Dra. Themis. E o Dr. Juílson só se recusava a aceitar a culpa exclusiva pela crise do relacionamento. Por isso, complementou:
– Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes.. Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor amigavelmente o litígio.
– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa.
- Meu Deus! Mas de minha parte não havia sequer suspeição!
– Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da minha mãe.
E ao ver a mulher bater a porta atrás de si, Dr.. Juílson fica tentando compreender tudo o que havia acontecido. Após deliberar por alguns minutos, chegou a uma triste conclusão:
– E eu é que vou ter que pagar as custas...
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O PODER!!!


ISSO É QUE É PODER!
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BALANÇA... MAS NÃO CAI?

Por Ricardo Alcântara (*)
A “faca de dois Gomes”, assim definida por um habituè do clã, continua afiada: enquanto Cid se movimenta sem contrariar a tese de que seu partido pretende apoiar um petista na disputa municipal de Fortaleza, o irmão mais velho, Ciro, livre das conveniências impostas pelo lugar que ocupa o irmão mais novo, continua produzindo tensões deliberadas.
Por mais que se dê procedência ao argumento pragmático de que os riscos de uma ruptura com os petistas já no próximo ano são bem maiores do que as oportunidades para o objetivo central do governador de eleger o sucessor no ano da Copa, a toxidade está alcançando níveis que podem, à revelia dos agentes mais moderados dos dois lados, tornar inevitável uma ruptura.
O que Ciro Gomes anda dizendo por aí até poderia ser creditado à sua fama de boquirroto – da qual, aliás, se vale ele com astúcia: o excesso de uso a faz a cada dia mais assimilável. Afinal, “nunca antes na história desse país” se viu os petistas engolirem tantos sapos com tão contrita passividade.
Ocorre que, desta feita, a prosopopéia truculenta vem associada a efetivos atos de confrontação, como não deixa dúvidas em sua disposição o expurgo drástico impingido a Sérgio Novais, o mais fiel escudeiro da prefeita Luizianne Lins. Quem começa daquele jeito não parece disposto a tirar férias tão cedo.
Como aqui não se pratica ofícios de alcova, nem mesmo parcerias institucionais, não privamos de informações que nos dêem elementos para avaliações baseadas no ânimo subjetivo dos agentes políticos – saudável desvantagem, diga-se. É fácil, no entanto, perceber que ali se esvaíram quaisquer vestígios de afinidades com a prefeita Luizianne Lins.
Sintoma da dificuldade foi a decisão do PT de escolher seu candidato à sucessão até o final do ano, uma opção, a princípio, danosa para a normalidade administrativa do município, mas inevitável por pelo menos duas imperiosas necessidades: tempo para “trabalhar” o nome do candidato nas condições adversas de representar uma gestão mal avaliada nas pesquisas e tempo ainda maior para negociar com o governador do Estado.
E aí, se tem no PT a grande esperança, cujo fundamento excede ao conhecimento deste analista, de que “Brasília será ouvida” – a velha Brasília de sempre, que muda de mãos, mas não muda de método, cujas ferramentas de trabalho têm o poder de transformar lobos em cordeiros (e vice-versa) em poucos minutos de uma boa (ou má) conversa.
Enquanto não houver desfecho seguro para as agruras desse casamento de conveniências, a incerteza sobre a sua continuidade – mais relevante fator que incidirá sobre a conjuntura eleitoral – fará com que a combalida oposição continue cultivando sua paralisia crônica. Mesmo os partidos que habitam os arredores do poder, como PMDB e PCdoB, encontrarão dificuldades em assumir posições definitivas no desenho eleitoral até que se saiba se tudo isso foi ou não foi muito barulho por nada. 
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

domingo, 2 de outubro de 2011

DESPEDIDA DE NANCY IRIARTE AO EX-MARIDO HUGO CHAVEZ

Impressionante, muito profunda a despedida precoce de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez; que foi publicada em 9 de agosto de 2011 num dos jornais venezuelanos de maior circulação: o “El Universal”.

Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima: Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal... Porque o fim dos tempos não te alcançaria.
Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu “ciclo vital” se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.
Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.
Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado...
Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.
Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?...
Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil...
Era isso o que querias?
Foi essa a tua missão nesta vida?
Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.
Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário... imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura... Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham...
Sentes a presença deles no quarto?
Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.         Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.
“O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem”.
Nancy Iriarte Díaz
Fonte: publicada em “El Universal”, em 9/08/2011.

sábado, 1 de outubro de 2011

HUMOR CUBANO III

En Cuba:
- Al autobús le dicen aspirina... una cada cuatro horas.
- Al bistec le dicen Jesucristo... se habla de él, pero nadie lo ha visto.
- Al refrigerador le dicen coco... porque adentro sólo tiene agua.

¿Cómo maúllan los gatos en Cuba?
Miaaami... Miaaami... Miaaami...

¿Por qué a Fidel Castro le dicen el semáforo?...
Porque primero estuvo con los rojos (rusos), después con los amarillos (chinos), y ahora con los verdes (dólares).

Fonte: Internet (circulando por e-mail).
Nota: mantido no original em castelhano.
 

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