quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vaquinha é lançada para ajudar agente de blitz a pagar indenização a juiz


Por Gustavo Maia

Até as 16h20, mais de R$ 2.100 já haviam sido arrecadados

Uma vaquinha virtual foi lançada na tarde desta terça-feira (4/11/14) para ajudar a agente da Operação Lei Seca Luciana Silva Tamburini a pagar a indenização de R$ 5.000 ao juiz João Carlos de Souza Corrêa, hoje titular do 18º JEC (Juizado Especial Criminal) do Rio de Janeiro. Pouco mais de quatro horas depois da criação da página, no site "Vakinha", já haviam sido arrecadados cerca de R$ 2.800, mais da metade do valor total.

Luciana foi condenada por danos morais na última semana por conta de uma abordagem realizada durante uma blitz da Lei Seca na capital fluminense em 2011. De acordo com decisão, em primeira instância, da 36ª Vara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio), a servidora pública "agiu com abuso de poder" e "zombou" do magistrado ao afirmar que ele "era juiz, mas não Deus". Corrêa estava sem a carteira de habilitação, com o carro sem placa e sem documentos quando foi parado. O veículo do magistrado, que era titular da 1ª Vara da Comarca de Búzios, foi rebocado.

Segundo a denúncia, houve um desentendimento verbal entre os dois e o caso foi parar na 14ª DP (Leblon). Luciana chegou a receber voz de prisão por desacato, mas se negou a ir à delegacia em um veículo da Polícia Militar. "Ao apregoar que o demandado era 'juiz, mas não Deus', a agente de trânsito zombou do cargo por ele ocupado, bem como do que a função representa na sociedade", escreveu o desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do TJ-RJ, que manteve a condenação em segunda instância.

A advogada paulista Flavia Penido, criadora da vaquinha, justificou a iniciativa dizendo que a decisão "é um acinte a todos aqueles que defendem o direito de igualdade". A página ganhou o nome de "A divina vaquinha", uma referência irônica ao fato de que a agente disse que o juiz não é Deus. A advogada também propôs que a hashtag "#juiznaoehdeus" fosse compartilhada para divulgar a vaquinha. Dezenas de usuários da rede já haviam replicado o termo pedindo apoio para a agente.
"O pessoal está indignado. Eu, como cidadã, também fiquei. Como advogada, eu achei a decisão do tribunal digna de muitas críticas. Pode-se questionar se foi certo ou não ela ter dito que ele era juiz, mas não Deus, mas na hora que a gente confronta as duas atitudes é óbvio que ele estava errado", afirmou Flavia, que atua na área de direito digital.
Segundo a advogada, o objetivo da iniciativa não é apenas ajudar a agente financeiramente. "A intenção também foi dar suporte emocional a ela, fazê-la perceber que a atitude dela não foi em vão, que ela não está sozinha", disse. Flavia contou ainda que entrou em contato com a tia e advogada da agente e se colocou a disposição, junto a outros colegas, para dar apoio jurídico, se ela necessitar.
Satisfação
Quando a arrecadação da vaquinha já havia alcançado metade do valor pretendido, às 17h, Flavia afirmou que não esperava um resultado tão rápido, mas disse estar satisfeita e "muito feliz".
"Está tendo uma repercussão muito grande. Já estou muito feliz e vou ficar muito mais se conseguir o total ainda hoje. Foi a primeira vez que eu fiz uma vaquinha na vida. Nem sabia mexer na ferramenta, mas valeu a pena", declarou a advogada.
Para ela, é importante que o Judiciário perceba que a sociedade está atenta ao seu trabalho. "É um tapa com luva de pelica", resumiu.
Fonte: Do UOL, no Rio 04/11/2014 16h30

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PARTICIPAÇÃO EM “DIGNO DE NOTA”


Uma distinta audiência, composta por cerca de duzentas pessoas, participou em 24/10/14 da Célula de Arte e Cultura da Unicred Ceará Centro Norte, quando se deu o lançamento de Digno de Nota, a Antologia da Sobrames de 2014, produzida sob a nossa organização, em estreita colaboração com a Dra. Celina Côrte Pinheiro, reunindo contribuições literárias de cinquenta e cinco sobramistas.
Além da apresentação, nela republiquei quatro textos de nossa autoria, originalmente publicados In: “Medicina meu humor!”: São eles: “Micróbios da madrugada”, “Nomes exóticos”, “O exame do mais velhinho” e “A carga horária da anatomia”.
Esse material será postado neste blog, observando a sequência citada.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

terça-feira, 4 de novembro de 2014

E O "MAIS SAÚDE"?


João Brainer Clares de Andrade (*)
Os debates do último pleito deram conta de uma atípica indiferença presidencial aos problemas brasileiros. Qualquer queixa ou denúncia do oponente eram ultimadas pela frase “eu não concordo com o senhor, candidato”. Passados os debates, é tempo de sentar e considerar, de verdade, onde há problemas. Na saúde, ponto de principal queixa do eleitorado, a presidente reeleita encontrará dificuldades muito além daquelas que ela não deseja ver. Se filtrarmos o novo programa de governo, nada além do programa “Mais Especialidades” foi ofertado, além da promessa de perpetuar os programas que já existem.
Dilma crê, mais uma vez, no aumento do número de atendimentos, sejam eles na esfera da cambaleante atenção básica ou na atenção secundária. A estratégia saúde da família, lançada pelo governo tucano e expandida pelo PT, perdeu, no entanto, fôlego. A vinda dos cubanos contrasta com o elo cultural previsto pela estratégia, assim como a longitudinalidade no atendimento, quando a permanência cubana tem validade, e iniciativas reais de fixação do médico brasileiro nas comunidades não foram feitas.
A justificativa foi a melhor encontrada: “médicos brasileiros não quererem ir para o interior”. No entanto, isso foi possível com a abertura das inscrições longe do período de graduação (meio ou final do ano), fazendo com que milhares de médicos brasileiros recém-formados e dispostos a ocupar esses postos perdessem vaga. Assim, eis a realidade: o governo substituiu médicos brasileiros por cubanos.
Com o “Mais Especialidades” o erro persiste: investe-se no aumento de atendimentos sem o fluxo devido. Continuaremos com a tabela do SUS defasada há 15 anos, leitos hospitalares sendo fechados, exames de imagem com filas de mais de 1 ano e a falta de continuidade na distribuição de medicamentos e insumos. A ideia é bem-vinda, desde que não demonize a imagem da medicina brasileira, acusando-a por não querer compactuar com o financiamento minguante da saúde, hoje, ancorada em medidas de efeito imediativista. E o desafio é ainda maior: especialistas demandam mais exames, mais medicamentos e mais leitos hospitalares para investigação e tratamento, além de melhores salários e um vínculo que não seja de “bolsista”, como ocorre hoje para se driblar a legislação trabalhista.
Quanto mais melhor, é bem sabido. Mais gestão, mais medicamentos, mais unidades de saúde, mais médicos com boa e validada formação, mais universidades públicas, mais hospitais, mais especialistas brasileiros bem remunerados e servidos de estrutura de trabalho... Mais fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos... Mais estrutura, mais investimentos... E o principal: mais respeito com o paciente.
(*) Médico residente de Neurologia – Hospital Geral de Fortaleza.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 3/11/2014. p.9.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

FALANDO COM EFE



O cara chega ao restaurante, senta-se e acenando com o braço, diz:
- Faz favor, firmeza, fineza fazer frango frito!
- Pois não, com quê, cavalheiro?
- Farofa, feijão e fritas!
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta!
- Um pãozinho para esperar a refeição?
- Faça fatiado!
O garçom serve o cliente inconformado com o fato dele falar tudo com F, e volta depois que o sujeito termina a refeição.
- Vai querer sobremesa?
- Frutas frescas!
- Tem alguma preferência?
- Figo!
Depois da sobremesa, ainda curioso, o garçom pergunta:
- O senhor deseja um café?
- Forte!
Quando o sujeito termina o café, o garçom lhe faz algumas perguntas:
- E então, como estava o cafezinho?
- Frio, fraco, fedorento, formiguinhas flutuando no fundo e fazendo fofoca!
Aí o garçom decide desafiá-lo a fim de testar até onde ele vai.
- Qual é sua graça?
- Fernando Fagundes Faria Filho!
- De onde o senhor vem?
- Fortaleza!
- O senhor trabalha?
- Fui ferreiro!
- Deixou o serviço?
- Fui forçado!
- Por que?
- Faltou ferro!
- E o que o senhor fazia?
- Ferrolho, ferradura, faca... Ferragens!
- O senhor torce por algum time?
- Fui Ferroviário!
- E deixou de ser por que?
- Fez feio!
- Qual é o seu time agora?
- Fortaleza!
- O senhor é casado?
- Fui!
- E sua esposa?
- Faleceu!
- De que?
- Fome e frio!
O garçom perde a calma e diz:
- Escute aqui, se você falar mais dez palavras com a letra F, pode se levantar e ir embora sem pagar a conta!
- Foi formidável, figura. Fazendo fiado, fácil, fácil fico freguês!
O homem levanta-se e sai andando, mas o garçom grita:
- Hei, espere aí! Ainda falta uma palavra!
O homem responde, sem se virar:
- F...-se!!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail). Sem autoria explícita.

domingo, 2 de novembro de 2014

DIA DE FINADOS

Por Pe. Brendan Coleman Mc Donald
O dia 2 de novembro de 2014 é o Dia de Finados, quando recordamos com saudades a memória de nossos mortos. Visitamos respeitosamente nos cemitérios, os túmulos de nossos parentes e amigos já falecidos. O encontro da cultura cristã com a cultura celta deu origem à comemoração do Dia de Finados. Os celtas – povos que habitavam a região da atual Irlanda – tinham no seu calendário a festa conhecida como “Samhain”. Nesse dia os celtas acreditavam que os dois mundos – o dos vivos e dos mortos – ficavam muito próximos e eles celebravam essa comunhão. Desde o século l, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, aqueles aos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. O abade do Mosteiro de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. E os papas Silvestre ll (996) e João XVll (1012) convidaram a comunidade cristã a dedicar um dia cada ano aos mortos. No século Xl, o calendário litúrgico cristão incorporou o Dia de Finados, que deveria cair no dia 2 de novembro para não se sobrepor ao Dia de Todos os Santos, comemorado no dia 1º naquela época. Este ano a Festa de Todos os Santos será celebrada no domingo dia 3 de novembro.
Nossa sociedade de consumo e tecnologicamente avançada faz tudo para que se esqueça da morte. Frequentemente um amigo morto já é sepultado antes que as notícias de seu falecimento cheguem a nós. Para muitos, participar na Missa de 7º. Dia é uma mera formalidade social sem qualquer significado religioso.
A morte não é o simples fato biológico da cessação do nosso existir. É o ponto culminante do viver e vem coroar as boas opções que fizemos durante a vida. Neste dia os fiéis católicos têm o secular e piedoso costume de rezar pelas almas que ainda podem estar num estado de purificação antes de gozar da Visão de Deus. Em nossos dias, em certos ambientes católicos se propagam dúvidas com relação à católica devoção pelas “almas no estado de purificação”. Obviamente nossa atitude neste assunto não pode e nem deve ser determinada pelo parecer do último livro de um teólogo. Em nossa vida cristã somos orientados por uma instância superior. No caso, esta autoridade é o próprio Concílio Vaticano ll. Na Constituição Dogmática “Lumen Gentium” (cf. Nos. 49-50) recorda o Concílio que a Igreja sempre venerou com grande piedade a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios por eles; cito o texto bíblico de 2 Mac 12, 46: “É um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam livres de seus pecados”. Depois, no No. 51, o mesmo Concílio Vaticano ll torna a referir-se à nossa “comunhão vital com os irmãos que ainda se purificam depois da morte”, e decide propor de novo os decretos dos Concílios de Florença e de Trento acerca desta doutrina.
É importante lembrar que depois da morte não há mais tempo nem espaço, e falar sobre a “duração” deste estado de purificação não faz sentido. Não há nenhuma doutrina da Igreja relação ao tipo de purificação dispensada depois da morte. Portanto, precisamos tomar muito cuidado com os exageros nas fantasias populares.
O estado de purificação possível nada tem a ver com as imagens medievais de um lugar de castigo e de penas. Também falando sobre “tempo” no estado de purificação não faz sentido. O Catecismo da Igreja Católica ensino: “Aqueles que morrem na graça e amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenha garantida a sua salvação eterna, passam, após a morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (No. 1.030). Para o católico, então, o Dia de Finados não é um dia de tristeza ou lamúrias, mas é um dia de saudosa recordação, confortada pela fé que nos garante que nosso relacionamento com os finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração do sufrágio. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo e da graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir o seu destino último” (CIC, 1013). Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre” (L.G. No. 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres. A Bíblia afirma: “Os homens devem morrer uma só vez” (cf. Hb 9, 27).
Portanto, para os católicos não existe “reencarnação” depois da morte. Somos salvos pelos méritos de Cristo e não pelos nossos próprios méritos. Sem dúvida, a visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja que reza: “Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. O Dia de Finados deve ser para nós vivos, um eficaz ensejo para refletirmos sobre o sentido e a brevidade da vida presente.
Dr. Brendan Coleman Mc Donald é padre redentorista e assessor da CNBB Reg. NE1.

Fonte: O Povo, de 2/11/2014. Espiritualidade. p.16.

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?!
- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são... - disse o médico - ... as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
Um dos mais belos trajes da alma é a educação; sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que:
Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.
Bastam, às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro.

Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 1 de novembro de 2014

A DESCOBERTA DE PITÁGORAS

Pitágoras estava com um problema de Geometria que não conseguia resolver. Não parava mais em casa, de tanto que trabalhava na solução do problema. A mulher dele, Nusa, aproveitava-se da situação e tinha relações ilícitas com 4 cadetes de um quartel, que ficava bem ao lado da residência do Pitágoras.
Um dia, Pitágoras, cansado de tanto pensar, voltou mais cedo para casa. Não deu outra: pegou Nusa no flagra e matou os 5, que faziam uma orgia.
Na hora de enterrar os safados, em consideração à esposa, dividiu o terreno do cemitério ao meio. De um lado enterrou a mulher. Então, dividiu em 4 partes o outro lado e enterrou cada cadete num quadrado.
Subiu na montanha ao lado do cemitério para descansar e meditar e, olhando lá de cima para o cemitério, achou a solução do seu problema. Era óbvio:
"O quadrado da puta Nusa é igual à soma dos quadrados dos cadetes"

Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

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