domingo, 3 de maio de 2020

Carta aberta aos trabalhadores e trabalhadoras no enfrentamento da Covid-19

Nesse ano de 2020, época em que vivenciamos a tragédia da pandemia pela Covid-19 imbricada a um quadro de profunda precarização das condições de trabalho, de vida, de saúde e bem-estar da classe trabalhadora, queremos relembrar a origem desta data, para que ela nos inspire a continuarmos na luta por um modelo de produção que respeite a vida e a saúde, que garanta trabalho digno para todos e todas e que proteja o ambiente.
Lembremos que a data comemorativa do 1º de maio foi instituída em memória de um grupo de trabalhadores de Chicago (EUA) que em 1886 foi às ruas da cidade para reivindicar melhores condições de trabalho. Naquele momento histórico, um dos principais pontos de reivindicação era a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Houve muita repressão ao movimento, com prisões, agressões físicas e mortes de trabalhadores nos confrontos com a polícia. Lembremo-nos, ainda, que a conquista de direitos sociais só foi possível pelas lutas políticas da classe trabalhadora, num processo permanente de disputa na sociedade, através de seus sindicatos e movimentos sociais ao longo dos tempos, particularmente a partir do século XX.
A chegada da pandemia do coronavírus descortinou a extrema desigualdade social global, muito aprofundada nos últimos anos no Brasil. Podemos dizer que se o vírus tem potencialidade para infectar pessoas de todos os grupos e classes sociais, a experiência do adoecimento pela Covid-19 de forma extremamente desigual e injusta na nossa população, afetando desproporcionalmente os trabalhadores mais pobres, negros em particular.
O mundo já contabiliza mais de 3 milhões de pessoas com a Covid-19 e mais de 200 mil mortes. O Brasil já ocupa o 10º lugar no mundo em número de casos e o número de mortes do país já ultrapassou o da China. No entanto, estudos mostram que estes números no Brasil tendem a ser bem maiores em relação ao que é divulgado oficialmente, dadas a pouca testagem realizada no país e a subnotificação.
Não sabemos, aqui no Brasil, quantos destes adoecimentos e mortes ocorrem em trabalhadores e trabalhadoras. Não sabemos quais são as ocupações mais atingidas. Afirmamos isto, tendo em vista a ausência de informações do Ministério da Saúde, a quem compete à divulgação oficial dos dados relativos à Covid-19 em âmbito nacional. É importante registrar que a ficha de notificação da Covid-19 do Ministério da Saúde especifica apenas as ocupações de trabalhadores da saúde e, mais recentemente, da segurança pública. Ainda assim, o órgão não tem divulgado informações sobre distribuição dos casos e dos óbitos confirmados segundo as ocupações registradas.
Mas sabemos também, através de publicações em diversos jornais impressos e digitais, nas páginas dos conselhos de classe, nas divulgações dos sindicatos e movimentos sociais, que trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias estão adoecendo e morrendo. Casos têm sido publicados referentes a empregadas domésticas, trabalhadores de indústrias, de serviços turísticos, caminhoneiros, sepultadores, motoristas, petroleiros, mineiros, jornalistas, policiais, entre outros, além dos profissionais de saúde.
Os serviços do SUS responsáveis até o momento, por garantir um tratamento sério, competente e humanitário aos usuários do sistema, começam a entrar em colapso, situação que já podemos observar em algumas capitais brasileiras.
Diante deste quadro, o principal mecanismo de prevenção da Covid-19, doença de alta transmissibilidade, grave em 20% dos casos e que demanda leitos hospitalares e de unidades de terapia intensiva, continua sendo o isolamento social, associado a medidas básicas de higiene.
Sabemos que a adesão dos trabalhadores e trabalhadoras ao isolamento social por tempo imprevisível não é fácil: 1) primeiro, porque o Brasil conta com milhões de desempregados, desalentados e trabalhadores/trabalhadoras informais, além dos muitos que, embora mantenham relações formais de emprego, se defrontam com condições cada vez mais precarizadas e sem garantia de renda mínima; 2) segundo, porque nos faltam políticas públicas efetivas que garantam o sustento e a vida dos trabalhadores e de suas famílias com decência e dignidade e, 3) porque a manutenção do isolamento social em si pode trazer problemas de saúde, particularmente, sofrimento mental, necessitando também de políticas públicas e outras iniciativas da sociedade que possam mitigar este quadro de ansiedade, angústia e medo.
Neste cenário, a participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas decisões políticas nacionais é fundamental. É preciso que superemos a falsa dicotomia salvar vidas versus salvar a economia, evitando cair na armadilha desta narrativa. É preciso denunciar esta aberração ética e buscar formas de garantir o isolamento social da população, e proteger aqueles envolvidos em atividades realmente essenciais.
À efetiva intervenção do Estado, no âmbito do Sistema Único de Saúde, ampliando tanto a capacidade e a infraestrutura dos serviços de saúde, quanto os investimentos em ciência, tecnologia e na produção de insumos e materiais necessários para salvar vidas, deve se somar a adoção de medidas econômicas concretas de transferência de renda, como a renda básica universal, protegendo os salários e o emprego da população trabalhadora, auxiliando financeiramente as pequenas e médias empresas. Essas medidas irão garantirão o sustento das famílias e das parcelas de trabalhadores em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que permitirão a manutenção do isolamento social pelo tempo necessário.
É possível, e absolutamente necessário, prover maciço investimento público para, ao mesmo tempo, salvar vidas e promover a atividade econômica básica por meio do consumo das famílias; assim, estaremos preparando uma saída mais rápida da crise sanitária e da crise econômica, com proteção da vida e saúde de toda a população.
A Abrasco se junta ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras na luta por melhores condições de vida, trabalho e bem-estar. Vamos juntos na luta por políticas públicas, incluindo a defesa do SUS, que possibilitem aos trabalhadores aderir ao fique em casa e, assim, SALVAR VIDAS!
Rio de janeiro, 1º de maio de 2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE COLETIVA – ABRASCO

OS DOIS AMIGOS


Dois amigos, Pedro e Fernando, se encontram e começam uma conversa.
- E aí, Pedro. Acho que estou precisando tirar umas férias, mas este ano eu quero fazer alguma coisa diferente.
- E por que, Fernando? - O amigo se interessa.
- Porque nos últimos anos eu segui os seus conselhos e me dei muito mal.
- Como assim? – pergunta Pedro.
- Ah, Pedro, há três anos atrás você me sugeriu ir ao Havaí. Eu fui e Maria ficou grávida. No ano seguinte, você me recomendou ir às Bahamas. Eu fui e Maria engravidou pela segunda vez. E, como se não bastasse, no ano passado você me disse pra ir a Cancun. E, claro, Maria ficou grávida de novo. – Respondeu Fernando indignado.
- E o que você está pretendendo fazer de diferente neste ano, Fernando?
- Vou levar a Maria comigo.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O MINEIRINHO E O DONO DO BAR


O mineirinho chega num bar e pergunta:
- Ocê pode me vendê uma pinga fiada?
O dono do bar olha para o homem, aponta para um sujeito forte e alto que está sentado numa mesa mais afastada e propõe:
- Aquele homem lá, de tanto malhar, ficou tão, mas tão musculoso que seu pescoço parece que ficou pequeno. E sempre que alguém o chama de “pescocinho”, ele enche de pancada. Então eu proponho o seguinte: se você tiver coragem de chamar aquele homem de “pescocinho”, eu te vendo pinga fiado por um ano inteiro!
- Uai! – responde o mineirinho.
Ao chegar na mesa do tal homem, ele dá uma batida nas costas do cara e diz baixinho:
- Meu amigo, cê tá bão?
- Mas eu nem te conheço. – responde o homem.
- Uai! A gente pescô junto!
- Claro que não! Nunca pescamos, não!
Aí o mineirinho diz bem algo:
- Pescô sim!!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 2 de maio de 2020

UM MENINO QUE SABE APROVEITAR OPORTUNIDADES


Uma mulher leva um amante para casa durante o dia, enquanto o marido está no trabalho...
Seu filho de 9 anos chega em casa inesperadamente, os vê e se esconde no armário do quarto para assistir.
O marido também chega em casa. Ela coloca seu amante no armário, sem perceber que o garotinho já está lá.
O garotinho diz: "Escuro aqui, né?".
O homem diz: "Sim, está".
Menino - "Eu tenho uma bola de beisebol".
Amante - "Que legal"
Menino - "Quer comprar?"
Amante - "Não, obrigado."
Menino - "Meu pai está do lado de fora."
Amante - "OK, quanto?"
Menino - "R$ 150"
Amante - "Tudo bem, tudo bem, fique quieto".
Algumas semanas depois, o marido chega cedo novamente. O amante, já sabendo o que fazer, mergulha no armário bem a tempo. Ele respira pesadamente, então ouve um farfalhar repentino atrás dele.
Menino - "Escuro aqui, né? "
Amante - "Sim, está."
Menino - "Eu tenho uma luva de beisebol da Wilson."
O amante suspira. "Quanto?"
Menino - "R$ 350"
Homem - "Um roubo. Vendida"
Alguns dias depois, o pai diz ao menino: "Pegue sua luva, lá fora jogar beisebol".
O menino diz: "Eu não posso, vendi minha bola e minha luva".
O pai pergunta: "Por quanto você as vendeu?"
O menino diz: "Uns R$ 500"
O pai diz: "É terrível cobrar tanto de seus amigos assim... Isso é muito mais do que elas custam. Vou levá-lo à igreja e fazer você confessar sua ganância".
Eles vão para a igreja e o pai faz o menino sentar na cabine de confissão com o padre para confessar seus pecados. Ele entra e ele fecha a porta.
O menino diz: "Escuro aqui, né".
O padre, então, responde: "Não comece essa porcaria de novo."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

A BICICLETA NO PLANALTO


Um bêbado chega ao Planalto Central e deixa sua bicicleta estacionada. O segurança logo vem, chama o bêbado e diz:
- Senhor, não posso permitir que deixe sua bicicleta aqui.
- Por que não? - pergunta o bêbado.
- Senhor, não sabe que este é o Planalto Central? Aqui está cheio de ministros, governadores, parlamentares, e acima de tudo, aqui que fica o presidente. – diz imponentemente o segurança.
Mais tranquilizado, o bêbado olha para o segurança e responde:
- Não precisa ficar preocupado, eu tenho cadeado.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

O LEITEIRO DE LONDRES E AS BOMBAS QUE NOS FRAGMENTAM

O leiteiro de Londres (1940). Fotógrafo Fred Morley.
Por Edu Oliveira (*)

Outubro de 1940, em uma Londres devastada por mais um bombardeio nazista, um leiteiro caminha entre os escombros enquanto atrás de si bombeiros apagam um incêndio.
Essa clássica foto foi divulgada como um símbolo da resistência britânica aos ataques do Eixo, e deu certo. Embora os bombardeios continuassem até maio de 1941, Hitler teve que reconhecer que foi incapaz de acabar com o moral dos ingleses.
A fotografia do leiteiro era uma mensagem de que, apesar de tudo o que acontecia, era preciso manter a calma e continuar em frente, a vida deveria seguir adiante.
Essa imagem, porém, foi preparada pelo fotógrafo Fred Morley e seu assistente, que escolheram o caminho e o ângulo para que fosse tirada, pegando emprestado o jaleco e a caixa de leite de um leiteiro.
Isso o desanima? É uma fraude?
Pense de novo. A foto foi planejada, sim, mas havia um leiteiro que emprestou suas coisas para compor a cena. Havia um homem trabalhando e entregando leite, mesmo com bombas nazistas caindo dia e noite, porque, bem, era o seu trabalho e as pessoas dependiam dele.
E para que houvesse um leiteiro, alguém deveria estar cuidando das vacas, transportando o leite, envasando e distribuindo.
Apesar das bombas, apesar dos incêndios, apesar de tudo, a vida continuava, plena e soberana, como se seu simples vicejar bastasse como desafio à política de morte de um nazismo totalitário.
As brigas no parlamento, as traições, as interferências políticas, os financiamentos à guerra por empresários inescrupulosos que se refestelavam sobre a mão-de-obra de Auschwitz e outros campos de extermínio… As grandes questões econômicas e as estratégias decididas no Olimpo nunca foram problema do leiteiro.
Ai, se perdesse seu tempo brigando em bares, hoje na internet, para dizer como o mundo deveria ser e que quem discordasse era idiota!
O leiteiro fez o que fazia melhor: seu trabalho. E dele dependiam tanto o operário, quanto Winston Churchill, porque as convenções sobre poder não nos expurgam da condição humana que nos iguala em fragilidade.
Foi também em Londres que outra foto foi tirada, em dezembro de 1940, quando, após uma gélida noite de intenso bombardeio sobre a região da Catedral de São Paulo, os britânicos saíram pela manhã às ruas com a certeza de que o prédio não haveria resistido aos ataques.
Ali, no cenário coberto de fumaça, um súbito golpe de vento clareou o ambiente e mostrou-a, a catedral, intacta e imponente. Se ela resistiu, pensaram os ingleses, nós também podemos.
É verdade que a foto de Morley foi preparada, mas é tão verdadeira quanto qualquer quadro ou escultura que retrate um evento real, porque de fato as pessoas comuns continuavam suas rotinas como um desafio às atrocidades nazistas.
Nas nossas vidas, individual ou coletivamente, passaremos por tragédias. Podemos escolher lamentá-las e sucumbir. Podemos escolher discutir com os outros como o mundo deveria ser, como se vencer um debate pudesse mudar as coisas. Podemos nos agarrar a ídolos com pés de barro e suas promessas vãs e palavras vazias.
Ou podemos fazer o mais difícil: continuar a entregar o leite mesmo que andemos sobre a terra devastada.
O caminho mais árduo é o de tomar posse daquela parcela do mundo que depende de nós para permanecer em pé.
E cada um tem a sua função, nenhuma pequena ou irrelevante.
Apenas o super-homem voa sem ajuda. O resto de nós tem os pés no chão e sabe que ninguém vive sozinho: o soldado que vai à guerra precisa daquele que semeia o campo para comer, o médico que vai ao consultório precisa do mecânico para arrumar seu carro.
A diferença não nos separa, ela nos completa em sociedade. Solitários, somos entulho, cacos de vidro espalhados pelo chão. Unidos, somos um vitral cuja imagem formada por seus vários pedaços é destacada pela luz que a atravessa.
A verdade é que ninguém é imune aos bombardeios da vida. Quem te disser o contrário estará mentindo.
Mas as bombas só destroem a matéria. O maior perigo é o que sua existência representa, a capacidade de fragmentar a nossa alma, de nos afastar uns dos outros na angústia egoísta de sobreviver sozinho.
Não há antídoto para bombas, mas para a doença do desespero que elas carregam sempre há a cura pela fé.
Entregue o seu leite.
Fique calmo e continue em frente.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Com autoria atribuída a Edu Oliveira.

FOLCLORE POLÍTICO XXXIII


Ato vil
A historinha é conhecida e, por ser muito boa, merece um repeteco.
Rui Barbosa, o Águia de Haia, chegava em sua casa, à noitinha, quando ouviu um barulho vindo do quintal. Chegando lá, viu um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, ao tentar pular o muro com seus amados patos, passou-lhe um pito:
- Oh, bucéfalo anacrônico! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da sua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, perplexo e confuso, com um fio de voz, perguntou:
- Doutor, eu levo ou deixo os patos?
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).
 

Free Blog Counter
Poker Blog