quinta-feira, 22 de junho de 2023

CAMINHOS DO CEARÁ: mar é tempo

Por Izabel Gurgel (*)

Uma amiga do Acre usa como mantra "Serenai, verdes mares". Está no comecinho de "Iracema, lenda do Ceará". Mantra, sabemos sentindo, feito samba, convoca repetição. Serenai, serenai. Em onda.

Tem um painel marítimo de Zenon Barreto no Benfica, em Fortaleza. O mural com jangadas ao mar é de 1965. Pastilhas de porcelana, tons de azul e branco, 8,20 x 5 metros, na fachada do Museu de Arte da UFC, o Mauc. A pé, de bicicleta, moto, carro ou ônibus, quem passa pela 13 de Maio na direção Leste-Oeste, ali no cruzo com a Universidade, prestando atenção, vai ver as embarcações em movimento. As jangadas parecem vir em direção à praia. Cinema no espaço urbano. Vá devagar.

Conheço quase nada do trabalho do artista Gilberto Cardoso. Posso morar nos desenhos nas dunas feitos pelo vento, o ar em movimento. Obrigada, Gilberto. Outro dia, falei do seu trabalho para o Diego de Santos. Na paisagem dos nossos olhos - e a gente olha com o corpo todo -, Diego diz, silenciosa e seguidamente, da nossa ruidosa e repetida relação predatória, por exemplo, com o mar à vista.

Acabei de lembrar de aquarelas da Nícia Bormann. Prainha, Iguape como jamais se realizarão. Fica no nosso para sempre, como os Mucuripes guardados na fotografia por Chico Albuquerque.

Pensei também na casa de uma senhora de Umirim, a olhar dos altos o mar em Beberibe. Estive lá. A casa tão concreta quanto a história que ela me contou anos depois. Definido o lugar da construção, um senhor do lugar lhe disse que o mar levaria a casa. Ela perguntou quanto tempo o mar levaria para, digamos, realizar aquele destino. "Vinte anos". Vinte anos demoram tanto a chegar... O mar a ir e vir, não há sinal da casa.

Vejo Tatajuba em "Vilas volantes: o verbo contra o vento". O doc.miragem de Alexandre Veras é de 2005. Inspira-se na dissertação de mestrado, de mesmo nome, do poeta Ruy Vasconcelos. Narrativas de lugares moventes, como escuto de rendeiras do labirinto, em Canoa Quebrada. Da casa onde mora, Aldísia Pereira dos Santos, a Babai, ela me diz que é bem a quarta que fez. O mar engolindo e indo, lindo. Tocada pela ação do vento, Tatajuba migra como migramos cada qual. Às vezes, sem prestar atenção. Nos Camocins, experiências de litoral e vida junto às águas sem jangada, a embarcação sempre associada aos mares do Ceará. Mundo mar. Sempre outro.

Naiana Magalhães tem uma linha de trabalho na qual investiga, experimenta camadas do tempo no cotidiano junto à "natureza tão selvagem que é o mar". Para saber "o que acontece" depois que a embarcação sai, acompanhou pescas. "No alto mar, parece que o tempo se alarga". Navegou com Cláudio e Salete em Guajiru, Trairi, litoral oeste do Ceará. No litoral leste, com a família de Sidnéia, com Seu Nô e Dedé na Praia da Redonda.

"Sombra do Tempo" é um vídeo de título biográfico. Da primeira vez que o pai dela subiu na jangada, mergulhador na década de 1980, perguntou aos pescadores sobre as sombras no mar. "É a sombra do tempo", ouviu sobre o rastro das nuvens nas águas. Naiana nos oferece, também, na pele de prédios à beira-mar de Fortaleza uma projeção das imagens que captou nas navegações. Deu ao vídeo o título de Risca Delirante.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/05/23. Vida & Arte, p.2.


quarta-feira, 21 de junho de 2023

BRASIL, DEMOCRACIA SOB ATAQUE

Por Luiz Eduardo Girão (*)

A tramitação do PL 2630 que institui a censura no País, serviu para demonstrar a força da mobilização pacífica da população brasileira que, através das redes sociais, influenciou o voto dos parlamentares. A urgência foi aprovada por 238 a 192 votos. Mas dias depois, o placar já apontava para uma virada irreversível. E uma das bancadas com maior mudança foi a do Ceará. Dos 15 votos favoráveis à urgência, uma semana depois, 5 desses 15 já não mais sustentavam o voto em favor ao mérito da matéria, segundo um site pela liberdade que monitora as posições na Câmara.

Isso porque é evidente o objetivo de cercear a livre opinião da sociedade. O próprio Lula, durante a campanha, já tinha declarado que um de seus principais objetivos seria a regulamentação "dessas mídias sociais ". Confirmando essa sanha ditatorial, já nos primeiros dias de governo, cria a "Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia" no âmbito da AGU e da "Rede de Defesa da Verdade" na Secom.

Nessa mesma linha, o Min. da Justiça Flávio Dino, em tom de ameaça ao Congresso, brada existirem outras vias para essa regulação seja através do Poder Executivo ou via STF. "Coincidentemente" simultaneamente o min. Toffoli libera o julgamento de uma ação, engavetada desde 2017, sobre o Marco Civil da Internet.

Trata-se de mais um ativismo judicial dos "supremos" porque com isso força o Poder legislativo a aprovar esse ou qualquer outro PL para regulamentar as plataformas que democratizaram a comunicação para o povo.

As medidas autoritárias impostas pelo min. Alexandre de Moraes ao Telegram e ao Google, com multas milionárias por terem manifestado críticas ao PL obrigando eles dizerem o que não querem mas sim o que o min. quer dizer, dão uma ideia do nível de alinhamento com os desejos de Lula, já que o PL delega ao Gov. Federal todo o poder de regulamentação da lei como, por exemplo, a proibição de veiculação de notícias e a remoção de conteúdo, contas e usuários da Internet. Ou seja, teríamos a figura do "Censor Nacional" que seria o responsável por dizer o que pode e o que não pode ser publicado. O cidadão brasileiro precisará de coragem para vencer o medo da opressão, voltando às ruas ordeiramente em defesa dos direitos fundamentais garantidos na Constituição. Enquanto ainda há tempo! Paz & Bem.

(*) Empresário. Senador pelo Podemos/CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/05/23. Opinião, p.17.

terça-feira, 20 de junho de 2023

OS NOVOS GENERALISTAS

Por Henrique Soárez (*)

"O especialista sabe tudo sobre nada e o generalista sabe nada sobre tudo." Este era um bom aforismo, até a chegada dos modelos de linguagem de larga escala. O GPT-4 é o verdadeiro generalista. Nenhum ser humano conhece sobre tantos assuntos ao mesmo tempo.

Tentando aprender a programar em Python, pedi ao GPT-4 e ao Google Bard para resolverem um problema clássico do estudo dos algoritmos: como colocar 10 cavalos em um tabuleiro de xadrez sem que nenhum deles esteja em condições de atacar um outro. Ao comparar as respostas dadas pelos dois modelos pude entender um pouco sobre a sintaxe da nova linguagem. Pude também perceber como a qualidade das respostas era errática: não só entre os dois modelos, mas também entre duas tentativas do mesmo modelo.

Não foi difícil ver que a primeira solução oferecida pelo Bard sequer entendia o significado de um tabuleiro de xadrez. Mais um aprendizado: limpei o chat, perguntei novamente, e a resposta veio bem melhor.

Para ter acesso ao Google Bard foi necessário contratar uma VPN. A minha surpresa ao perceber que o Brasil não estaria entre os 180 primeiros países da lista de lançamento durou até quando descobri que também não havia nenhum país da União Europeia na relação. Estávamos em boa companhia, afinal de contas. O Bard ainda não fala português, mas se mantém continuamente atualizado sobre as novidades da Internet. O GPT, por outro lado, torna-se cada dia mais esperto sobre todo o conhecimento disponível publicamente até setembro/2021.

Uma das novidades do recente lançamento do modelo da Google é a sua maior eficiência energética quando comparado ao GPT. Mas isso ainda não é motivo de festa: treinar um desses modelos consome a energia equivalente à produção mensal de uma usina nuclear de médio porte e custa algumas dezenas de milhões de dólares. Um humano, ainda que mais lentamente, chega a resultados comparáveis com uma fração deste investimento (as estatísticas americanas informam que criar um filho na classe média deles custa US$250.000). E nós humanos dependemos de pouco mais que um par de sanduíches por dia para seguir aprendendo.

(*) Engenheiro eletricista, diretor do Colégio 7 de Setembro e da Uni7.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/05/23. Opinião, p.20.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

A QUESTÃO POLÍTICA

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

A conceituação de desenvolvimento econômico pressupõe o aprimoramento do processo político, em que se incluem os conceitos de justiça e liberdade. As relações entre variáveis políticas e socioeconômicas, envolvendo intrinsecamente o Estado, afetam de forma cada vez mais decisiva a Nação. Nesse aspecto, aliás, verifica-se uma verdadeira simbiose, pela qual as variáveis políticas influenciam e são influenciadas pelas variáveis socioeconômicas. Tradicionalmente, mencionado problema tem sido enfocado por determinados analistas sob dois ângulos: de um lado, a abordagem sociopolítica, que procura penetrar na raiz da questão. De outro lado, a análise socioeconômica, detendo-se na descrição das características do atraso nacional, nas suas inter-relações e nas propostas de política econômica. Assim, parece-nos claro que os problemas inerentes ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, além de conotações de natureza cultural, estão relacionados a pontos como: desigualdades entre as áreas urbana e rural; disparidades inter e intra regionais; bem como distribuição perversa de renda, em termos pessoal e setorial. A estes desequilíbrios distributivos estruturais, conjugam-se problemas conjunturais, dentre outros: dívida financeira, taxas de inflação, níveis de desemprego, reduzidos índices educacionais, como também péssimas condições de saúde e saneamento básico. A problemática nacional não é de fácil solução e também não será resolvida com demagogia. As expectativas dos agentes econômicos e políticos muitas vezes se conflitam e, para tornar a situação mais complexa, existem fatores que fogem ao domínio das autoridades constituídas. Com a permanência deste quadro, ocorre a insatisfação da população, provocando tensões sociais e, naturalmente, desestimulando a colaboração no esforço nacional de retomada do desenvolvimento, de que o Brasil tanto necessita. Em outras palavras, existe uma relação direta entre o fator psicossocial e a produtividade geral da economia. Faz-se necessária uma maior identidade entre Nação e Estado ou entre os vários segmentos da sociedade e o Governo, com isso proporcionando bases mais sólidas para o desejado entendimento nacional. Entendemos que a viabilização do mencionado objetivo, entretanto, somente acontecerá na medida em que prevaleçam o espírito público, a independência e a harmonia dos poderes constituídos e a valorização das representações políticas, consolidando um verdadeiro Estado democrático com justiça social e investimentos públicos e privados.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, 12/05/2023. Ideias.

domingo, 18 de junho de 2023

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO V

10. O homem e o sátiro

É sobre o quê?

Certa vez, um homem fez amizade com um sátiro (uma classe de deuses bêbados da floresta na mitologia grega), e os dois logo se tornaram amigos inseparáveis. Numa noite de inverno, o sátiro viu o homem soprar nos dedos. O homem disse que fez isso para aquecer os dedos. Mais tarde naquela noite, o homem começou a soprar em sua tigela de mingau quente para esfriá-lo. Isso deixou o sátiro perplexo, e ele imediatamente se dirigiu para a porta, dizendo: “Um homem que sopra quente e frio ao mesmo tempo não pode ser meu amigo!"

O que os adultos podem aprender com isso?

O que essa história quer dizer é que alguém que serve a dois lados não deve ser confiável para nenhum deles. Em outras palavras, sempre seja verdadeiro e consistente com suas crenças, em vez de mudá-las constantemente. Faz alguém parecer insincero e faz com que as pessoas percam a confiança neles.

11. O garoto e as urtigas

É sobre o quê?

Um menino, picado por uma folha de urtiga, correu para casa chorando para sua mãe, pedindo-lhe que soprasse na ferida e a beijasse. A sábia mãe primeiro o consolou, depois disse que a urtiga o havia picado porque ele a havia roçado nela. "Da próxima vez que você chegar perto de uma urtiga, segure-a com rapidez e firmeza, e ela ficará macia como seda", acrescentou ela.

O que os adultos podem aprender com isso?

Diante de um desafio difícil, é melhor enfrentá-lo de uma vez. Faça tudo sem esconder nada, em vez de ser intimidado por isso. Se você seguir o último caminho, é provável que seja “picado”. Parece clichê, talvez, mas você ficaria surpreso como uma lição tão simples pode fazer uma grande diferença quando você está em uma situação semelhante.

12. O salto em Rodes

É sobre o quê?

Um homem que visitou terras estrangeiras começou a gabar-se das grandes aventuras que viveu ao voltar para casa. Ele ficou tão empolgado que contou a todos que havia dado um salto gigantesco em uma cidade chamada Rodes. “Aquele salto foi tão grande que nenhum outro homem poderia igualá-lo”, proclamou. Quando as pessoas duvidaram dele, ele disse que muitas pessoas em Rodes o viram fazer isso e poderiam testemunhar o feito.

No entanto, as pessoas zombaram dele. “Não há necessidade de testemunhas,” disse um dos ouvintes, “Considere esta cidade como Rodes e mostre-nos até onde você pode pular.”

O que os adultos podem aprender com isso?“

Ações falam mais alto que palavras” é o que vem imediatamente à mente quando você lê esta história. Nunca é uma boa ideia se gabar de coisas que você não fez para chamar a atenção. Outra maneira de ver essa história é que, mesmo que você tenha conquistado algo notável ou queira cometer uma boa ação, não o faça apenas para obter reconhecimento e um pouco de fama. Seja uma luz para os outros, não uma exibição para si mesmo.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO IV

7. O astrólogo

É sobre o quê?

Um astrólogo, que acreditava poder ler o futuro, costumava passar o tempo à noite olhando para o céu. Uma noite, enquanto olhava atentamente para as estrelas, ele caiu em um buraco cheio de lama e água. Seus gritos de socorro foram ouvidos pelos moradores que o puxaram para fora e lhe disseram para prestar mais atenção ao que estava bem na frente de seus pés.

O que os adultos podem aprender com isso?

Não devemos perder de vista o nosso presente focando demais no que pode acontecer no futuro – talvez sobre um problema de saúde ou ansiedade sobre o futuro de nossos filhos. Esta é uma armadilha na qual muitos de nós tendemos a cair de vez em quando. Algumas preocupações nos deixam tão obcecados com o que está por vir que estragamos nosso presente em vez de dedicar toda a nossa atenção a ele. 

8. O vendedor de imagens

É sobre o quê?

Um homem fez uma imagem de madeira do deus Mercúrio e foi ao mercado vendê-la. No entanto, ninguém prestou atenção nele. Então, ele começou a afirmar em voz alta que aquele que comprar a imagem seria inundado de riquezas e grandes fortunas por Mercúrio. As pessoas o confrontaram, perguntando por que ele queria vender a imagem quando ele mesmo poderia desfrutar das coisas boas que ela oferecia. O vendedor respondeu: “Ele traz riquezas, é verdade, mas demora um pouco. E eu tenho pressa."

O que os adultos podem aprender com isso?

Mentir para obter ganhos imediatos ou de curto prazo pode não parecer um grande problema. Mas às vezes essa mentira pode nos colocar em uma confusão tão grande que temos que encobri-la com mais mentiras e continuar expandindo-a. Tais situações nunca terminam bem, não é? 

9. As duas bolsas

É sobre o quê?

Segundo uma antiga lenda, todo homem nasce com duas bolsas. A primeira, que ele pendura do ombro para a frente, contém as faltas de seus amigos e parentes, seu vizinho e outras pessoas que estão ao seu redor. A segunda, que ele pendura nas costas, está cheia de suas faltas e erros. Assim, os homens não veem suas próprias falhas, mas são rápidos em ver as falhas das pessoas ao seu redor. 

O que os adultos podem aprender com isso?

Todos nós cometemos erros e temos falhas. No entanto, muito raramente tendemos a olhar para dentro e corrigir nossas tolices. Em vez disso, somos rápidos em julgar os outros e culpá-los por quaisquer erros que cometam. Concentrar-se na bolsa que contém nossas falhas e corrigi-las nos ajudará mais a longo prazo. 

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 17 de junho de 2023

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO III

4. A rosa e o amaranto

É sobre o quê?

Uma roseira e um pé de amaranto floresciam lado a lado em um jardim. O amaranto invejava a beleza da rosa e sempre a elogiava. Um dia, a rosa disse que preferia ter a vida imortal do amaranto a ser cruelmente arrancada de seu caule ou murchar e morrer.  

O que os adultos podem aprender com isso?

Muitos de nós tendemos a nos apaixonar pelo estilo de vida chamativo de algumas pessoas em nosso círculo social. Nesta era da mídia social, onde as pessoas gostam de exibir seus sucessos para todo mundo ver, você não pode realmente culpar alguém por pensar: “Como eu gostaria de ter a mesma vida!”. No entanto, cada um tem que viver com sua própria parte de problemas, dos quais podemos não estar cientes. Por exemplo, o casal feliz em sua lista de amigos do Facebook que você vê com frequência saindo de férias pode, na verdade, estar mascarando alguma outra dor ou lidando com outros conflitos que estão causando aflição regular. Portanto, nós devemos aprender a nos contentar com o que temos.

5. A raposa e o ouriço

É sobre o quê?

Ao tentar atravessar um rio a nado, uma raposa fica gravemente ferida. Enquanto ela descansa nas margens, um enxame de mosquitos sugadores de sangue pousa sobre ele. A raposa exausta fica quieta e não foge deles. Um ouriço percebe isso e se oferece para espantar os mosquitos. Mas a raposa se recusa, dizendo; “Se você os expulsar, outro enxame ganancioso virá e pegará o pouco de sangue que me resta."

O que os adultos podem aprender com isso?

Às vezes, ficamos presos em uma situação terrível da qual não podemos fugir. Na verdade, tentar escapar dessa situação pode trazer mais problemas para nós. Nesses casos, é melhor suportar a dor momentânea e deixá-la passar. Porque fugir dele pode ser muito mais arriscado.

6. O cão e o jantar do seu dono

É sobre o quê?

Um cachorro costumava carregar a cesta de jantar de seu dono todas as noites. Os outros cachorros da vizinhança o viam e tentavam roubar a cesta dele. Mas o cão fiel evitava-os com inteligência. Um dia, todos os cachorros da vizinhança o seguiram. A princípio, o fiel cachorro tentou fugir deles, mas quando eles o alcançaram, ele parou e começou a brigar com eles.

Cansado das brigas sem fim, o cachorro acabou cedendo. Ele pegou o melhor pedaço de frango da cesta e deixou o resto para os outros se deliciarem.

O que os adultos podem aprender com isso?

Embora a mensagem desta história seja bastante simples - não parar para discutir com a tentação - muitas vezes ela não é percebida por nós. Pense em quanto tempo e esforço você desperdiçou desnecessariamente discutindo com um estranho. Isso é mais relevante nos tempos de hoje, onde muitas vezes brigamos com estranhos aleatórios na Internet, apenas para acabar ficando frustrados e perceber que desperdiçamos nosso precioso tempo e perdemos algo importante. Isso realmente vale a pena?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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