Por Luigi Morais (*)
Os sindicatos da área da saúde, como o
Sindicato dos Médicos do Ceará, têm a obrigação de ir além da defesa de
benefícios diretos dos profissionais que representam. A missão sindical é atuar
como voz ativa na reivindicação de melhores condições de trabalho, que resultem
em um atendimento mais digno à população. Não há como dissociar o bem-estar dos
profissionais da qualidade do serviço prestado.
A luta por saúde pública de qualidade não
pode ser travada individualmente. Cada profissional (médicos, enfermeiros,
técnicos ou agentes comunitários) é peça indispensável nesse sistema. No
entanto, é somente por meio da união das classes, articulada pelos sindicatos,
que conseguimos força suficiente para reivindicar mudanças estruturais.
O Ceará tem vivenciado episódios que
ilustram claramente a importância dessa atuação. A falta de insumos e de
profissionais em unidades de denunciados pelo Sindicato em diversos municípios,
os recorrentes atrasos salariais e as dificuldades enfrentadas no Instituto Dr.
José Frota (IJF) são exemplos concretos de que a saúde pública está em colapso.
A sindicalização, nesse contexto, é a
ferramenta que permite resistir a essas adversidades e projetar mudanças reais.
Reivindicar melhores condições de trabalho é reivindicar respeito ao usuário do
SUS, ao trabalhador da saúde e à ideia de que a saúde é um direito fundamental.
A luta sindical é, portanto, uma luta de todos — profissionais e sociedade —
pela dignidade no atendimento, pela valorização da saúde pública e pela
construção de um sistema mais justo e eficiente.
(*) Presidente interino do Sindicato dos Médicos do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/02/2025. Opinião. p.16.
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