quinta-feira, 31 de julho de 2025

UM PEDIATRA PARA CHAMAR DE SEU

Por João Borges (*)

A presença do pediatra é essencial em todas as instâncias do cuidado em saúde. Em cada etapa, ele é a ponte entre a ciência e o cuidado afetivo, a técnica e a escuta. É o pediatra que possibilita às famílias o acesso a uma assistência contínua, segura e personalizada. "Ter um pediatra para chamar de seu" descreve o vínculo de confiança, um relacionamento singular entre o pediatra e a família em todas as fases de seu desenvolvimento e dificuldades.

O acompanhamento desde o pré-natal até o adolescer é mais do que um ideal: é um direito e uma necessidade. A criança é um ser único, que se desenvolve dentro de um contexto familiar, social, econômico e cultural. Nenhuma outra especialidade médica é tão sensível e atenta a essa complexidade.

No contexto do serviço público, em pesquisa nacional (SBP-2024), apenas 20% dos pediatras aparecem com “vínculo seguro” através de Concurso Público. Essa situação mostra a fragilidade na assistência da criança e do adolescente. Ademais, é preocupante, a assistência nos serviços públicos de urgência e emergência onde 76% dos atendimentos são realizados por médicos generalistas e apenas 24% por Pediatras.

Esses dados confirmam a urgência de fortalecer a presença do pediatra em todos os níveis da atenção à saúde.

Na minha prática em consultório, sempre me senti mais seguro e eficiente ao cuidar de quem eu conhecia pelo nome, pelas suas histórias, pelos marcos de seu desenvolvimento. O vínculo formado dá profundidade à escuta, precisão às decisões médicas e, acima de tudo, humanidade entre médico, criança e família. Como bem canta Roberto Carlos "Em certos momentos difíceis da vida... a sua palavra de força, de fé e de carinho me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”.

Essa sensação de amparo é exatamente o que o pediatra oferece para ser um “pediatra chamado de seu”.

Por fim, podemos escolher dedicar parte de nossas vidas para melhorar o mundo e colher os bons resultados dessa escolha.

Eu escolhi ser pediatra, pois acredito no valor inestimável de cada vida. Cada gesto de cuidado importa. Toda criança merece ser protegida e acompanhada com responsabilidade, empatia e amor.

(*) Médico pediatra. Presidente da Sociedade Cearense de Pediatria.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/07/2025. Opinião. p.20.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

POSSE DO PROF. FRANCISCO PINHEIRO NO INSTITUTO DO CEARÁ

Alguns sócios na solenidade de posse do consócio Prof. Francisco Pinheiro no Instituto do Ceará em 29/07/25. (Foto cedida por Dra. Angelita Aníbal de Castro).

O Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) realizou na noite de ontem (29/07/25), em sua imponente sede, a sessão solene de posse do seu novo sócio efetivo, o Prof. Dr. Francisco José Pinheiro, um historiador de graduação e possuidor dos títulos de mestrado e de doutorado pela Universidade Federal de Pernambuco, eleito, por unanimidade, para preencher a vaga no quadro social do Instituto do Ceará, oriunda da transferência para o estado funcional de remido, do escritor e intelectual Dr. Ubiratan Diniz de Aguiar.

O discurso de recepção ao novo sócio efetivo, pronunciado pelo sócio Prof. Artur Vieira Bruno, que foi iniciado com os versos do poema de Demócrito Rocha, que diz que “o rio Jaguaribe é uma artéria aberta por onde escorre e se perde o sangue do Ceará. O mar não se tinge de vermelho porque o sangue do Ceará é azul”. O orador recorreu a esses afamados versos para lembrar das origens jaguaribanas do Dr. Francisco José Pinheiro.

Em sua peroração, o Prof. Artur Vieira Bruno enfatizou os criteriosos estudos realizados pelo pesquisador e escritor então empossado, focando especialmente os traços históricos dos povos originários nas terras cearenses, que redundaram em robusta produção historiográfica, sem olvidar o engajamento ´politico, alçado que fora a ocupar cargos dos poderes executivo e legislativo, posto que ungido pelo escrutínio das urnas, cumprindo mandatos resultantes dos sufrágios populares, bem como a liderança que teve ao dirigir a Associação dos Docentes da UFC.

O sócio recém-admitido optou por efetivar a sua fala de agradecimento, na forma de um improviso, com as palavras fluindo naturalmente, próprias de quem detém uma longa vivência no exercício da docência superior, pondo em evidência a sua satisfação em ingressar na “Casa do Barão”, um recinto que, desde há muito tempo, ele costumava frequentar para sedimentar suas pesquisas acadêmicas, ratificando a riqueza de conteúdo disposta nos números da centenária Revista do Instituto do Ceará.

A solenidade, presidida pelo escritor e intelectual Seridião Correia Montenegro, atual Presidente do Instituto do Ceará, contou com a substantiva presença de consócios e de muitos amigos e admiradores do empossado.

Após a solenidade de posse, o recipiendário anfitrionou seus convidados com um coquetel nos esplendorosos salões e na aprazível varanda do Palacete Jeremias Arruda.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará


O PARADOXO DA REPRESENTAÇÃO POPULAR

Por Heitor Férrer (*)

Quando menino, lembro-me das conversas entre parentes na tentativa de conseguir uma representação comercial. Ser representante comercial era sinal de prestígio e era uma maneira de ganhar dinheiro, melhorar a renda e, quem sabe, até "ficar rico". Por outro lado, as empresas, quanto mais representantes comerciais tivessem mais elas se consolidavam no mercado, mais elas prosperavam. Era uma relação de troca mútua: a empresa se expandia e lucrava com a força de trabalho local, enquanto o representante comercial também. Ambos prosperavam, uma mão lavava a outra.

Adulto, passei a ouvir outro tipo de representação: a representação popular. Nessa lógica, os representantes do povo - vereadores, deputados estaduais e deputados federais - seriam os responsáveis por lutar pelos interesses dos seus representados.

Assim como nas representações comerciais, quanto mais representantes, mais força teria o representado. Quanto mais deputados uma região tivesse, mais voz e poder de decisão ela teria nas casas legislativas. Logo, o povo deveria desejar e valorizar esse aumento de representantes, pois seriam eles os instrumentos para o atendimento de suas demandas e promover o bem-estar coletivo.

Eis que surge o paradoxo. A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o aumento do número de deputados federais de 513 para 531, acarretando aumento de deputados estaduais também. E qual sido a reação popular? Refuta, não quer, não aceita! O povo, paradoxalmente, não quer que aumente o número de seus representantes. Como pode?

Como entender que uma sociedade que precisa de soluções, que exige serviços públicos de qualidade, que clama por melhorias em saúde, educação e segurança, se oponha a ter mais representantes para defender seus interesses?

A resposta é dura, mas simples: essas representações não representam: O povo não se sente representado. Não sente suas demandas serem atendidas, suas dores serem sanadas. Ter mais deputados, para muitos, não é solução, é problema, é mais gastos sem retorno. E para consolidar ainda mais essa rejeição, junto a esse aumento de deputados federais, não aprovaram a isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais e rejeitaram o aumento de IOF, que atingiria apenas o andar superior da elite econômica do país.

É bom lembrar que o problema não está na democracia, mas na qualidade da nossa representação. E quem escolhe esses representantes? O próprio povo.

Portanto, enquanto o cidadão não compreender o valor e o peso do voto, continuaremos nesse ciclo vicioso. Aumentar o número de cadeiras não fará diferença se elas continuarem ocupadas por quem não tem compromisso com os representados. E assim seguirá o paradoxo de querermos soluções e rejeitarmos os solucionadores.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 30/06/2025. Opinião. p.17.

terça-feira, 29 de julho de 2025

COMBATER A INFLAÇÃO VIA SELIC É UM ERRO

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

No dia 18/06/2025 o Copom estabeleceu o valor da Selic em 15,0%. Assim, o Bacen voltou aos anos da década de noventas, quando em 17/12/1997, em sua 20ª reunião elevou essa taxa para 38,0%. Tal política perdurou até 2006, quando em sua 119ª reunião estabeleceu que ela seria de 15,25%.

Mas quanto era a taxa da inflação brasileira naquele período (1997-2006)?

Os dados revelam que naquele período ela variava em torno de 5,0 / 6,0% a.a. Vê-se, então que o Bacen não aumentava a Selic porque a inflação estava "muito alta". O que se nota é que se a inflação já estiver acima dos 4,0% ao ano, a Selic vai para os 15,0%. Assim, a história apenas está se repetindo.

Eu já escrevi neste mesmo Jornal que existem quatro preços fundamentais em qualquer sistema econômico: o salário (preço do trabalho); a taxa de juros (preço do capital); a taxa de câmbio (preço da moeda nacional em relação a uma outra moeda ou cesta de moeda) e preço geral (um índice de preço qualquer).

Em trabalho acadêmico demonstrei que esses preços mantêm relações entre si muito fortes.

No caso específico "taxa de juros versus Inflação", a relação é a seguinte: a variação na taxa de juros real é a diferença entre a taxa de juros nominal e a taxa de inflação.

Portanto, quando se aumenta a Selic nominal, a taxa de juros real aumenta, a menos que o aumento dos preços seja maior que o aumento na taxa nominal de juros.

Portanto, não há nenhuma garantia que haja queda na inflação!

Assim, a política do Bacen em querer combater a inflação (um preço) com o aumento da taxa de juros (outro preço) é um erro econômico histórico no Brasil.

O problema é que essa política do Bacen admite como pressuposto que a inflação brasileira é uma "inflação de demanda".

Imaginemos que essa suposição seja verdadeira. Quem é o grande consumidor em nossa economia? É o setor público: federal, estadual e municipal. Portanto, devem ser os gastos públicos as variáveis a serem controladas. Mas, no Brasil, até o Congresso Nacional tem contribuído para que esses gastos aumentem, pois que as chamadas "emendas parlamentares" têm impactos positivos nos gastos públicos federais.

Temos aí um impasse. Como resolvê-lo?

Há várias possibilidades: a) queda nos gastos públicos; b) aumento na produção interna; c) crescimento das economias internacionais.

A primeira é fundamental. Por outro lado, como temos uma indústria ineficiente, a economia é muito dependente das commodities do setor primário, então dependemos das forças naturais, como, por exemplo, invernos regulares.

Como a situação internacional está complicada, temos pouca margem para solucionar o problema. A curto prazo, somente a hipótese "a" é a mais viável.

A Fiec tem razão!

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 29/06/25. Opinião. p.18.


segunda-feira, 28 de julho de 2025

O IBGE TAMBÉM NÃO PARA

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o maior provedor e fornecedor de dados e informações do Brasil, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento do país. Suas pesquisas e censos fornecem subsídios para a formulação de políticas públicas, o planejamento urbano, estudos acadêmicos e a tomada de decisões em diversos setores.

Entre os dias 11 e 13 de junho, o IBGE promoveu, em parceria com o Governo do Estado, um evento inédito: o Triplo Fórum Internacional da Governança Sul Global. Além da oportunidade de interação com mais de 30 delegações oficiais — oriundas dos países do Brics, do Mercosul e de nações de língua portuguesa —, o evento também se destacou pelas ações de formação. Um dos pontos altos foi a oferta de um curso introdutório em ciência de dados para mais de 500 estudantes da rede pública. As apresentações do encontro estão disponíveis em: <https://www.ibge.gov.br/ibge-digital>.

Durante o Triplo Fórum, o Instituto também entregou produtos estratégicos, entre os quais se destaca a Grade Estatística, disponível em: <https://mapasinterativos.ibge.gov.br/grade2022/default.html>. Por meio dessa ferramenta, é possível obter análises personalizadas, nas quais o usuário pode selecionar áreas específicas para obter informações sobre a população dos biomas, regiões hidrográficas, unidades de relevo e zonas climáticas presentes no país. Além disso, o sistema também permite estimar o número de pessoas afetadas por desastres climáticos ou ambientais e é útil para simulações de expansão urbana ou do uso da terra. Facilita, ainda, a comparação nacional e internacional de dados.

O produto foi desenvolvido a partir dos resultados numéricos do Censo Demográfico, combinados com dados vetoriais (espaciais) da Base Territorial e do Cadastro Nacional de Endereços para fins Estatísticos (CNEFE). Em cooperação com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o IBGE lançou, no último dia 24 de junho, o Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística e Geocientífica, com o objetivo de subsidiar políticas públicas preditivas.

A iniciativa propõe uma nova abordagem para o uso de dados estatísticos e geocientíficos, com foco na antecipação de cenários futuros. Com o apoio de tecnologias avançadas e de análises preditivas, o programa busca fortalecer a capacidade do Estado de identificar problemas e oportunidades, oferecendo uma base mais sólida para a formulação de políticas públicas eficazes, sustentáveis e voltadas ao médio e longo prazo.

A Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag-CE) não perdeu tempo: engatou a marcha da velocidade e firmou um termo de cooperação com o Instituto para subsidiar o programa de governança fiscal interfederativa Ceará um Só. A parceria prevê o fornecimento de dados estatísticos e capacitação técnica tanto para gestores públicos quanto para a sociedade.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 26/06/25. Opinião. p.19.


domingo, 27 de julho de 2025

HELÁDIO DE CASTRO FILHO: uma liderança cirúrgica nacional na ACM

Heládio Feitosa de Castro Filho nasceu em Fortaleza, Ceará, a 1º de maio de 1956, sendo o primeiro filho do casal Heládio Feitosa e Castro, médico cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, e Maria Stella de Aguiar Feitosa e Castro, farmacêutica e servidora do Instituto de Previdência do Estado do Ceará (IPEC).

Iniciou seus estudos primários em 1963, no Instituto Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, escola particular de Fortaleza, onde cursou da alfabetização até ao terceiro ano primário em 1966.

Em 1967, transferiu-se para o Colégio Cearense Sagrado Coração, uma instituição de ensino marista de Fortaleza, no qual terminou primário, e concluiu o ginásio, entre 1968 e 1971, e o científico, de 1972 a 1974.

Heládio Feitosa de Castro Filho prestou Concurso Vestibular para a Universidade Federal do Ceará (UFC) no início de 1975 e logrou aprovação para o Curso de Medicina.

Durante seu curso médico, de 1975 a 1980, além das disciplinas obrigatórias, cursou várias optativas, em períodos de férias, o que lhe valeu antecipar em seis meses a sua formatura em Medicina, colando grau em julho de 1980.

Nos anos de graduação sempre esteve envolvido com atividades de pesquisa e ensino, atuando como monitor e bolsista de pesquisa, sob a orientação do Prof. Dr. Joaquim Eduardo de Alencar e, dessa parceria, resultaram publicações científicas, e foi membro do Diretório Acadêmico XII de Maio.

Concluído o curso de Medicina, o Dr. Heládio Feitosa de Castro Filho prestou exame para Residência Médica em Cirurgia Geral, sendo aprovado em segundo lugar no Hospital Universitário Walter Cantidio (HUWC) da UFC, fazendo então a sua formação cirúrgica no período de julho de 1980 a julho de 1982.

Ainda durante a Residência Médica, o Dr. Heládio de Castro Filho foi contratado como médico cirurgião geral do IPEC, a partir de agosto de 1980, função que atuou até 1992, quando se demitiu.

Em abril de 1982, foi admitido como plantonista do Instituto Dr. José Frota (IJF), na especialidade de Cirurgia Geral, atividade que exerceu até 31 de março de 2021, quando se aposentou aos 42 anos de serviço.

Em São Paulo-SP, no começo de 1984, deu início à Especialização em Cirurgia Biliar e Pancreática no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), junto ao Serviço do Prof. Dr. Marcel Machado, ali permanecendo como médico colaborador até o final de 1986.

Em 1984, ingressou no Mestrado em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da Escola Paulista de Medicina, atualmente integrante da Unifesp. Durante o mestrado realizou atividades de orientação aos Residentes de Cirurgia da instituição, como parte do seu treinamento docente, realizando operações básicas demonstrativas em cadáveres.

Em dezembro de 1986, com a dissertação “Conteúdo de colágeno e elastina no colédoco normal e obstruído: estudo experimental em cães”, conduzida sob a orientação do Prof. Dr. Boris Barone, aprovada em defesa pública com nota 10 (dez), e acrescida da láurea “com louvor”, obteve o Título de Mestre em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental.

O Dr. Heládio Feitosa de Castro Filho regressou a Fortaleza no início de 1987 e reassumiu suas funções de cirurgião geral do IJF e do IPEC.

De 1987 a 1989, foi Professor Assistente da Universidade de Fortaleza (Unifor) da Fundação Educacional Edson Queiroz, ministrando as disciplinas de Anatomia Humana e Fisiologia Humana.

Prestou concurso público para o cargo de Professor Assistente nível I, junto ao Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC, sendo admitido no cargo em 24/02/1992. Coordenador da Disciplina de Urgências Médicas (1999-2011). Continua nessa função, agora no cargo de Professor Assistente IV. Coordena o Projeto Acadêmico “Liga do Trauma”, uma atividade de extensão universitária, desde 2000 até o presente. Atualmente, é Chefe do Departamento de Cirurgia do FAMED-UFC, com mandato até outubro de 2025.

No HUWC da UFC, exerceu as seguintes funções: Cirurgião Geral da Emergência (1988-1992); Chefe da Enfermaria A de Cirurgia Geral (1999-2001); Chefe da Unidade de Serviços Cirúrgicos (1995-1999); Chefe da Cirurgia Geral II (2003-2005); Introdutor e Responsável Técnico pelo Programa de Cirurgia Bariátrica e Metabólica de 2001 até 2018.

No Instituto Dr. José Frota foi: Chefe de Equipe "A" de Plantão aos domingos em 1989; Diretor do Departamento Médico-Assistencial 1990-1991, Diretor Médico 1992-1994; Chefe do Serviço de Cirurgia Geral e Coordenador do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral, de 1º de fevereiro de 2017 a 1º de outubro de 2019.

Na Prefeitura Municipal de Fortaleza ocupou os cargos comissionados de: Diretor Médico do Hospital Distrital Evandro Ayres de Moura (2005-2006); Chefe da Central de Referência e Regulação das Internações de Fortaleza (CRRIFOR) (2006-2010).

Na esfera privada, é Cirurgião Geral cooperado da Unimed de Fortaleza, desde 1987; Cirurgião do Núcleo do Obeso do Ceará, desde 1997; e Cirurgião Geral cooperado da Cooperativa de Trabalho dos Cirurgiões Gerais do Ceará Ltda. (COOCIRURGE), da qual foi fundador, desde 1998. Foi Diretor Técnico do Hospital Regional da Unimed Fortaleza (2000-2002). É preceptor do curso de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica - Lato Sensu – da Universidade Christus.

O Dr. Heládio Feitosa de Castro Filho possui os títulos de especialista em: a) Cirurgia Geral, por concurso, pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC)/Associação Médica Brasileira (AMB) (1985); b) Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE)/Associação Médica Brasileira (AMB) (1991); c) Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE)/Associação Médica Brasileira (AMB) (1991); e d) Certificado de Atuação na Área de Cirurgia Bariátrica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC)/Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD)/Associação Médica Brasileira (AMB) (2016).

É membro de sociedades cirúrgicas nacionais e internacionais, a saber: Membro Ativo da Sociedade Cearense de Cirurgia (SCC) - (a SCC agregou-se ao Colégio Brasileiro de Cirurgiões em 1996); Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC); Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD); Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM); Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (SOBRACIL); Fundador da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia (SOBRADPEC); Membro Ativo da Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (ABRAMURGEM); Sócio Ativo da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM); Fellow da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO); Miembro Activo da Federación Latinoamericana de Cirugía (FELAC) ; Miembro Honorario Sociedad de Cirujanos Generales del Perú (SCGP); Fellow do American College of Surgeons (ACS).

Em várias destas agremiações exerceu ou exerce cargos e funções como arrolados a seguir. Sociedade Cearense de Cirurgia: Secretário (1988-1989), Vice-presidente (1990-1991) e Presidente (1992-1993); Cooperativa de Trabalho dos Cirurgiões Gerais do Ceará Ltda. (COOCIRURGE): Presidente (1998-2003); Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - Capítulo do Ceará: Secretário (2003-2004), Vice-Presidente (2005-2006) e Presidente (2007-2008); Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (Nacional): Tesoureiro Geral (2013-2014); Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Capítulo do Ceará: Vice-mestre (2004-2005) e Mestre (2006-2009) (dois períodos).

No Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Diretório Nacional, assumiu os seguintes encargos: Vice-presidente Setorial do Setor II (2010-2011) e (2020-2021); Coordenador Geral da Comissão Organizadora do XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia (2011); Diretor de Defesa Profissional (2012-2013); Presidente Nacional (2014-2015); Presidente do XXXI Congresso Brasileiro de Cirurgia, realizado em Curitiba (2015); Presidente da Comissão de Revisão do Estatuto do CBC (2017) e (2020); Membro da Comissão de Planejamento Estratégico (2016-2023); Membro da Comissão de Relações Internacionais (2018-2019) e (2020-2021); Membro da Comissão de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (2018-2019); Membro da Comissão de Qualidade e Segurança em Cirurgia (2018-2021) e Conselheiro Vitalício de Conselho Consultivo Superior, desde 2016.

No âmbito internacional, foi Presidente da Federación Latinoamericana de Cirugía (FELAC) (2021-2023) e é Councilor (Conselheiro) do American College of Surgeons (ACS) - Brazil Chapter (2019-2025).

Além das entidades associativas cirúrgicas, contribuiu, com sua participação, como: Coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Geral do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (2002-2018); Membro da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Conselho Federal de Medicina (2015-2019); e Membro do Conselho Deliberativo (2013-2016) e Membro do Conselho Científico da Associação Médica Brasileira (2013-2016).

A despeito da sua intensa atividade médica assistencial, ainda mantém produção científica significativa, representada por publicações de artigos científicos, capítulos e edição de livros de cirurgia, apresentação de trabalhos em congressos nacionais e internacionais. Também é palestrante com participação intensa em congressos da sua especialidade, proferindo conferências, atuando em mesas redondas e fóruns de discussão.

Como reconhecimento da sua competência profissional, foi distinguido por várias honrarias, a mencionar: o Prêmio Pedro Henrique Saraiva Leão, da Regional Norte Nordeste de Coloproctologia, (1988); a Medalha Boticário Ferreira outorgada pela Câmara Municipal de Fortaleza (2015); a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, outorgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2015); a Comenda “Cirurgião Destaque do Ceará 2015”, outorgada pela Cooperativa de Trabalho dos Cirurgiões Gerais do Ceará Ltda. em 2015; o Prêmio Colégio Brasileiro de Cirurgiões 2020, concedido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (2020); e a Comenda Pratas da Casa, outorgada pela Unimed de Fortaleza (2024).

Em que pese a sua intensa vida profissional, o Dr. Heládio Filho ainda acha espaço para atividades culturais. Para tanto, em sociedades literárias e de academias, ele pertence às seguintes entidades: sócio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE); Membro Titular da Cadeira 54 da Academia Cearense de Medicina; Membro Titular da Cadeira 17 da Academia Cearense de Médicos Escritores, patroneada por seu genitor Heládio Feitosa e Castro; e Membro da Comissão Social da Academia Cearense de Medicina.

Casado há 42 anos com sua colega de faculdade, a pediatra e Professora Adjunta do Curso de Medicina da Universidade de Fortaleza, Maria Ceci do Vale Martins, tem quatro filhos, Ana Vládia, advogada e professora universitária; Heládio Neto, médico cirurgião geral e cirurgião oncológico; Laura, pediatra e psiquiatra da infância e adolescência, e Roberta, arquiteta. Atualmente, o casal possui cinco netos: Heitor, Arthur, Murilo, Heloísa e Rodrigo.

O Acad. Heládio Feitosa de Castro Filho tomou posse na Academia Cearense de Medicina (ACM), em 27/09/2024, na Cadeira nº 54, patroneada por médico Antônio Wandick de Andrade Ponte, e por último ocupada pelo Acad.  José Ribeiro de Sousa, que passara para a categoria de membro titular honorável, sendo saudado, na ocasião, pelo confrade Luiz Gonzaga de Moura Júnior.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM - Cad. 18

* Publicado. In: Jornal do médico digital, 21(192): 37-42, junho de 2025. (Revista Médica Independente do Ceará).


O CRIME E A MULTA

Um guarda de trânsito para uma mulher em seu carro.

Mulher: "Algum problema?"

Guarda: "Minha senhora, você estava indo rápido demais."

Mulher: "Ah, bem..."

Guarda: "Posso ver sua carteira de motorista, por favor?"

Mulher: "Eu não tenho carteira."

Guarda: "Não?"

Mulher: "Não, eu a perdi 4 vezes por dirigir bêbada."

Guarda: "Bem, posso ver os documentos do carro, por favor?"

Mulher: "Não."

Guarda: "Por que não?"

Mulher: "Eu roubei este carro e matei o proprietário."

Guarda: "Você o quê?!"

 Mulher: "Sim, eu piquei o corpo todinho e as partes estão em sacos plásticos no porta-malas."

O guarda olha para a mulher, lentamente se afasta de seu carro, e chama a polícia. Em 5 minutos, cinco carros da polícia cercam a mulher.

Um policial lentamente se aproxima do carro, e aponta para ela com a sua arma.

Policial: "Saia do seu veículo!"

Mulher: "Algum problema?"

Policial: "O guarda de trânsito disse que você roubou esse carro e matou o proprietário".

Mulher: "Que eu matei o proprietário?!"

Policial: "Sim, abra o porta-malas!"

A mulher abre o porta-malas, que está vazio.

Policial: "Este carro pertence a você?"

Mulher: "Sim, aqui estão os documentos."

O primeiro agente fica atordoado.

Policial: "Esse agente diz que você não tem uma carteira de motorista".

A mulher tira sua carteira de dentro da bolsa e entrega ao policial, deixando o guarda de trânsito mais confuso ainda. 

Policial: "Desculpe-me, mas o agente disse que a senhora não tem carteira, que roubou o carro e que matou o proprietário."

Mulher: "Aposto que o mentiroso também disse que eu estava em alta velocidade!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

A NOVA ARCA DE NOÉ E AS BUROCRACIAS BRASILEIRAS!

No ano de 2005, Deus, lá no Céu, pediu para conversar com Noé, que, pasmem, estava morando no Brasil. Ele disse: “Noé, é o seguinte: a Terra está ficando mais uma vez superpopulosa e não há espaço para todo mundo. Por isso vou ter que fazer o que fiz lá há muito tempo, e vou pedir a sua ajuda para construir outra Arca. Dessa vez, além das espécies animais, você vai pegar apenas algumas famílias de humanos, incluindo os filhos, ok?”

Então Deus entregou todo o plano e o cronograma a Noé, dizendo: “Você tem seis meses para construir esta Arca antes que eu derrube chuva na Terra por 40 dias e 40 noites”.

Passados seis meses, Deus olhou para a Terra e viu Noé chorando. E nada de Arca!

“Noé!”, disse Deus, “Eu vou começar a mandar a chuva! Onde está a Arca?”

“Perdão, Deus”, clamou Noé, aos pratos. “Mas as coisas mudaram”.

“Primeiro: eu precisava de uma autorização do governo para construir a Arca. Discuti com o inspetor porque eu precisava de um sistema elétrico para a Arca e para isso precisava de uma autorização que ia demorar mais de seis meses. Os vizinhos reclamaram do barulho dos animais aqui no quintal e disseram que iam me denunciar à lei do silêncio se eu não os fizesse parar. Além disso, havia limites do departamento de urbanismo sobre o tamanho da Arca.”

E Deus só escutando.

“Então o Departamento de Transportes exigiu que eu emitisse um documento para poder mover a Arca, porque seria preciso bloquear várias ruas e até mesmo estradas para tirar a Arca daqui e levar até o mar. Eu disse que não seria preciso, pois o mar chegaria até a Arca, mas eles não acreditaram. Até riram de mim.”

Deus não falava nada.

 “Pegar a madeira foi outro problema: o IBAMA não permitiu que eu pegasse madeira suficiente para construir a Arca. Eles alegaram que se eu cortasse madeira nessa região ia extinguir as corujas, mas disse a eles que na verdade eu ia era salvar as corujas. Eles não acreditaram! Tentei comprar as tábuas em uma madeireira, mas o preço está muito alto com essa inflação que não para!”

“Como os animais não paravam com a barulheira, o IBAMA apareceu por aqui junto com um grupo de direitos dos animais. Eles insistiram que eu estava contrabandeando os animais. Tentei convencê-los de que na verdade eu estava era salvando todos eles. Por isso, eles levaram todos embora e eu ainda fiquei com uma multa enorme para pagar.” i

Deus caladinho.

“Além disso, o Ministério do Trabalho veio aqui e disse que eu precisava pagar todos os direitos trabalhistas dos trabalhadores. Eu estava fazendo isso certinho, mas sabe como é... Eles sempre acham um problema nisso!”

“E tem mais: o departamento de imigração não permitiu que eu escolhesse as famílias, porque eles suspeitaram de que eu talvez fosse pegar essas famílias para algum trabalho obtuso. Eu disse que na verdade eu estava é salvando a vida delas, mas eles não acreditaram!”

Aí eu tentei reaver os animais, mas o Departamento de Meio Ambiente me disse que eu não podia transportar espécies raras e com risco de extinção!”

“Por isso, Deus, perdoe-me, mas acho que vai demorar no mínimo uns CINCO anos para construir a Arca. E olhe lá!”

De repente, o céu que já estava ficando nublado para derrubar toda a chuva se abriu e ficou azul e ensolarado. O Sol brilhava reinante, os pássaros voavam felizes e havia até um lindo arco-íris.

Noé olhou espantando e disse: “Ué, Deus, o Senhor não iria destruir o mundo?”

“Deixa pra lá”, disse Deus. “O governo já está fazendo isso e estragou meus planos...”

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 26 de julho de 2025

ÀS AVESSAS

Um belo jovem, que sonha em ser o garanhão do pedaço, resolve tirar férias sozinho no Havaí. Ele vai à praia, na esperança de conhecer algumas das belas moças que frequentam o local. Chegando lá, para sua surpresa, todas elas parecem estar atraídas por um senhor bem mais velho, que passeia de braços dados com várias delas.

O moço então volta ao hotel, esperando ter uma sorte melhor naquela noite, quando planejava ir a uma festa local.

À noite, chegando no clube, ele vê o mesmo senhor, novamente cercado por belas mulheres. Ele puxa o homem de lado e pergunta: "Senhor, qual é o seu segredo?"

 O velho responde: "Eu vi você na praia hoje e admito que senti pena. Então, vou te dar uma dica: amanhã, antes de ir à praia, coloque um par de meias dentro do seu calção de banho."

O jovem agradece pelo conselho, e não vê a hora de tentar a sorte novamente no dia seguinte. Então, pela manhã, ele vai à praia com um par de meias posicionado estrategicamente dentro do seu calção de banho.

Entretanto, novamente as moças lhe dão apenas um sorriso e seguem em frente.

Como esperado, lá está também o senhor mais velho, cercado - é claro - por belas mulheres.

Naquela noite, o moço encontra o senhor novamente, e pede mais ajuda.

O sábio homem, então, responde com outra boa dica:

"Meu filho, da próxima vez, coloque as meias NA FRENTE do seu calção de banho!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2025


A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de julho/2025, que será realizada HOJE (26/07/2025), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

QUAL É O SOLDADO MAIS CORAJOSO?

Um esquadrão do SAS britânico e um esquadrão da Marinha dos Estados Unidos, os Marines, encontram-se no centro de uma cidade.

Os comandantes de cada grupo começam a discutir os méritos do SAS comparados com os Marines, pois ambos os têm a reputação de serem os mais bravos, corajosos e temidos de todas as forças armadas.

O comandante dos Marines diz ao oficial da SAS:

"Meus Marines são muito mais corajosos do que os seus do SAS".

"Duvido muito", responde o oficial do SAS.

"São muito mais valentes," diz o americano. "Olhe só"

O comandante dos Marines vira-se para um dos seus comandados e ordena:

"SARGENTO! Suba até o topo daquele edifício e pule do último andar!"

"SIM, SENHOR!", responde o sargento, que corre até o edifício, chega até o topo e, sem hesitar, salta do prédio, esborrachando-se no chão. Ele sobrevive, mas, como está muito machucado, é levado para o hospital em uma maca.

O comandante americano vira-se para o comandante do SAS e diz:

"Viu? Isto é coragem".

"Ah, é? Bem, olhe só para isto," diz o oficial britânico.

Ele se vira para seus comandados e berra:

"VOCÊ, SOLDADO, SUBA ATÉ O TOPO DAQUELE PRÉDIO E PULE DO ÚLTIMO ANDAR."

O soldado olha para o oficial e diz:

"O SENHOR ACHA QUE EU SOU IDIOTA, SENHOR?!"

O oficial se vira para o americano e diz: "Viu? ISTO é coragem!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

ELSIE STUDART: doze anos de sua partida

Hoje, quando se comemora o Dia do Escritor, completam-se doze anos da perda deste mundo menor da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, falecida em Fortaleza, em 25/07/2013.

Por todos esses anos, como ratificação de apreço e de afeição, que por ela nutrimos, temos buscado preservar a sua memória, por meio de homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos póstumos de suas obras literárias.

Recentemente, inserimos no livro “Laudamus Vos”, de nossa lavra, o texto “ELSIE STUDART: uma existência profícua e sensata”, contendo uma síntese biográfica em sua homenagem.

Ainda dispomos de material suficiente para editar mais dois ou três livros póstumos, assim que obtivermos os recursos monetários para arcar com a impressão dessas obras ou, talvez, como possível alternativa, cuidar da editoração eletrônica para ser abrigada em site adequado.

Isso tem colaborado, também, para amenizar a saudade que nos infringe desde quando partiu para outro plano.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Studart Gurgel


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 843b

Abro com os semáforos, todos juntos.

Os quatro semáforos

Certo prefeito de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, ao ver nomeado um amigo para comandar o DETRAN, correu a Belo Horizonte, e não se fez de rogado. Foi logo pedindo:

- Amigo, me arranje umas sinaleiras para minha cidade. Vai ser o maior sucesso. Vai ajudar muito a minha popularidade.

O diretor, tomado de surpresa, ante tão inusitado pedido, procurou administrar a euforia do prefeito, mas não tinha como escapar à pressão:

- Compadre, está difícil arrumar esses aparelhos. Tenho de fazer uma grande reforma aqui na capital. Mas vou me esforçar para lhe arrumar quatro semáforos. Mas, por favor, não espalhe. Insisto: não espalhe.

E assim foi. Ao chegar a Santa Rita, um mês depois da entrega, ficou embasbacado. Viu os quatro semáforos colocados no mesmo lugar: o centro da cidade. Perguntou ao alcaide: "por que você mandou colocar todos eles naquele lugar"?

Sorriso no canto da boca, o prefeito respondeu:

- Ora, compadre, você esqueceu? Me lembro bem: você bem que me pediu para não espalhar os faróis.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/405153/porandubas-n-843


quinta-feira, 24 de julho de 2025

Junho Prateado: compromisso com a dignidade na velhice

Por Marcos Giordano (*)

É urgente que o Brasil encare uma realidade silenciosa, mas devastadora: as quedas entre os idosos. Com base em dados do Ministério da Saúde, sete em cada dez mortes acidentais em pessoas com mais de 75 anos decorrem desse tipo de acidente. Por isso, iniciativas como o "Junho Prateado", proposto pela Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ), são mais do que bem-vindas são essenciais.

A proposta, já encaminhada a deputados e senadores, visa oficializar o mês de junho como referência nacional para a conscientização e prevenção de quedas em idosos. A campanha culmina no Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, data reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Trata-se de uma pauta que vai além dos números frios: diz respeito à dignidade, à autonomia e ao direito de envelhecer com segurança, integridade física e qualidade de vida.

A atuação da SBQ, nesse contexto, é exemplar. Com base em evidências médicas, científicas e alinhada a diretrizes internacionais, a entidade tem promovido ações educativas e contribuído para o debate sobre políticas públicas voltadas à terceira idade. O "Junho Prateado" é mais do que uma campanha institucional é um alerta nacional e um movimento social em defesa da vida.

Quedas não afetam apenas o corpo; fragilizam o espírito, limitam a mobilidade, isolam emocionalmente e geram custos altíssimos ao sistema de saúde, especialmente o público. Prevenir é, portanto, uma questão de humanidade e também de eficiência estrutural. Ambientes adaptados, informação acessível, apoio familiar e atenção médica qualificada são medidas urgentes.

Apoiar o Junho Prateado é reconhecer que envelhecer não deve ser um risco. É defender uma sociedade que cuida de quem construiu o presente que vivemos e que nos permitiu sonhar desimpedidamente. Responsabilidade que é de todos. Nós, da SBQ, seguimos na certeza de que apoiar o "Junho Prateado" é mais do que uma ação simbólica, é um passo concreto, na promoção da saúde, da segurança e da valorização dos idosos, refletindo o compromisso da Sociedade com a qualidade de vida dessa população.

(*) Médico ortopedista. Presidente da Sociedade Brasileira de Quadril.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/06/2025. Opinião. p.18

 

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