segunda-feira, 13 de abril de 2026

QUAL O MAIOR ROUBO?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Não há ninguém que, alguma vez, não tenha sido vítima de subtração de algum bem por um vadio. É um dos espinhos da humanidade, quando ela se satisfaz com o mergulho em poças lamacentas, ao invés de abraçar a grandeza da universalidade do mar.

Mas, existe algo bem mais grave, em nossa caminhada. Um bem patrimonial, mesmo que não se possa recuperar do delinquente, e, apesar do mal-estar do dano, é possível adquirir outro, com muito trabalho.

Então, qual o maior roubo?

Todos somos dotados da capacidade de pensar, de decidir e de escolher. Nisso, inserem-se os sonhos, os desejos, os quereres, tendo como luz indicadora a felicidade, na consecução do bem-estar. Daí que não há roubo maior do que destruir a esperança, que nos move os passos, doutrinando nossa mente, alienando nossa consciência, prostituindo nossa fé, massacrando nossa dignidade.

A essa altura, nossa humanidade está na berlinda e o 'opiáceo' nos regride, nos 'encabresta'. A miséria humana não é mais apenas uma questão econômica, senão ontológica, se pudermos assim nominar.

É a esperança que nos realiza o sonhar, como uma das necessidades fundamentais do ser racional, que fundamenta o sentido da vida e fortalece o propósito do caminhar, lutar e conquistar a felicidade, na sua perene dinâmica.

Ideologias não geram sonhos, produzem pesadelos e abrem espaço para corrupções, alienações, hipocrisias e dominações.

Dignidade é irmã gêmea da liberdade e coach da felicidade.

Tenhamos um homem sábado, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 7/03/26.


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