quinta-feira, 31 de maio de 2012

CÂNTICO DE NÚPCIAS

Dom Marcos Barbosa (*)
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.
Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.
Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.
Nossos mapas serão iguais,
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.
Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.
Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada,
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.
Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.
E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho, uma só carne
e um só coração.
Que o homem não separe o que Deus uniu.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.
Que eu não tenha outro repouso que o teu peito,
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.
E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.
E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute...
(*) Dom Marcos Barbosa (1915-1997) foi monge beneditino, poeta e tradutor; integrou a Academia Brasileira de Letras.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O BRASIL ANEDÓTICO XLI

O CASTIGO DE JOÃO HOMEM
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 26.
Assistia o vice-rei Conde da Cunha ao desembarque de materiais para a construção da casa de armas no morro da Conceição, quando avistou em uma janela, ao alto, um homem envolvido em vasto camisão, tendo na cabeça um grande barrete de cassa branca com babados.
- Quem é aquele sujeito? - perguntou o Vice-rei a um indivíduo que estava a seu lado.
- É o capitão João Homem Pereira.
- Vá buscá-lo e traga-me assim como está vestido.
Compareceu o capitão João Homem.
- Está vossa mercê na sua janela a divertir-se vendo o vice-rei trabalhar, não é assim? - gritou-lhe o Conde.
- Senhor...
- Pois carregue tijolo, que eu também estou servindo a el-rei nosso senhor.
E o capitão João Homem, cujo nome é guardado por uma das ladeiras do morro da Conceição, teve de entrar mesmo em serviço, carregando tijolos até tarde do dia, vestindo camisão e barrete de dormir.
PAIXÂO DAS MINÚCIAS
João Luso - "Elogios", pág.42.
Raimundo Correia nutria no meio dos seus altos cuidados de juiz e homem de letras, a ingênua paixão das minúcias, Às vezes, quase meio século após o acontecimento, subia ele as escadas do Jornal do Comércio, e pedia a um dos redatores conhecidos:
- Manda-me ver, por favor, a coleção do Jornal de 1874.
E, sentando-se a uma cadeira, à espera:
- Quero ver como foi que vocês noticiaram a morte de Castro Alves...
PEDRO II E A INSTRUÇÃO
Oliveira Lima - "O Jornal", de 5 de dezembro 1925
Terminada a campanha contra o Paraguai, que custara ao Imperador, em cinco anos de cuidados, vinte anos de vida, abriram os seus admiradores uma subscrição nacional, para erigir-lhe uma estátua. Ao ter notícia da idéia, S. M. dirigiu uma carta aos promotores do movimento, pedindo-lhes que aplicassem o produto da subscrição na instalação de escolas para o povo. E dizia, ao primeiro signatário:
- "O senhor e seus predecessores sabem como sempre tenho falado no sentido de cuidarmos seriamente da educação pública, e nada me agradaria tanto como ver a nova era de paz, firmada sobre o conceito de dignidade dos brasileiros, começar com um grande ato de iniciativa deles a bem da educação pública. Agradecendo a idéia que tiveram da estátua, estou certo que não serei forçado a recusá-la".
A EXALTAÇÃO DOS HUMILDES
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 21.
Era Serzedelo Correia ministro de Floriano, quando, um dia, enveredando pela casa em que residia o presidente, o encontrou à mesa do jantar, tendo a seu lado, na cabeceira, um soldado pretinho, carapinha branca.
- Meu velho amigo da campanha do Paraguai - apresentou Floriano.
E para o ministro:
- Foi um bravo. Saúde-o!
Serzedelo apertou-lhe a mão.
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927).

terça-feira, 29 de maio de 2012

GRAXA NA CÂMARA

O Valor da Graxa dos Exmos ...
Acredite se quiser
O valor da graxa para sapatos na Câmara Federal
Veja para onde vão os impostos que são extorquidos dos bolsos da população brasileira. Não é possível uma esculhambação dessas. Por favor, repassem.
Os sapatos dos nossos parlamentares devem brilhar mais que as barrigas inchadas e verminadas das nossas crianças famintas... Acredite se quiser...
O presidente da Câmara Federal, o triste deputado Marco Maia (PT-RS), quer todos os parlamentares, assessores e funcionários da casa de sapatos reluzentes. Acaba de abrir uma licitação para contratar serviços de engraxataria no prédio, num total de R$ 3.135.000,00 milhões por 12 meses, o que dá R$ 261.000,00 mil por mês ou, ainda, R$ 8.700,00 mil por dia.
O valor diário equivale à alimentação de 174 famílias num mês, pelas normas do falido FOME ZERO!
A custos da iniciativa privada, são mais de 3.000 pares de sapatos engraxados diariamente. PODE????
E os palhaços, quem são? Somos nós que pagamos o projeto FOME ZERO com os sapatos sujos pelo mar de lama e corrupção que os dirigentes desta pobre nação mergulhou o Brasil.
Por favor, repassar esse e-mail já é fazer alguma coisa.
Nota: O texto acima circula na net como de autoria da advogada Dra. Maria da Glória Bessa

segunda-feira, 28 de maio de 2012

OS FILHOS QUE ESTAMOS CRIANDO

Por Roberto Rabat Chame (*)
Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.
O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, “Tiveste alguma bolsa na escola?” o jovem respondeu, “nenhuma”.
O diretor perguntou, “Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?” o jovem respondeu, “O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.
O diretor perguntou, “Onde trabalha a tua mãe?” e o jovem respondeu, “A minha mãe lava roupa.
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, “Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?”, o jovem respondeu, “Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu.
O diretor disse, “Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã.
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos.
A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia.
Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos.
Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades.
As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, “Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?
O jovem respondeu, “Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.
O diretor pediu, “Por favor diz-me o que sentiste.
O jovem disse “Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, “Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados.
Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe.
O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver-se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro.
Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experimentar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe da história.
A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim? E por você?
Excelente semana das mães...
(*) É jornalista na Bahia.

domingo, 27 de maio de 2012

JOSÉ ALVES FERNANDES: uma vida a serviço da educação


O Prof. José Alves Fernandes construiu uma carreira das mais brilhantes no Magistério, em nosso Estado, destacando-se, em sua área do conhecimento, pela profundidade e seriedade dos estudos que realizou, pela produção de uma rica bibliografia e pelo trabalho realizado em sala de aula, formando as novas gerações dentro de um espírito humanístico realçado pelo amor e defesa da Língua Pátria.
José Alves nasceu na cidade de Aracoiaba, em 1930, filho de Tarcísio Fernandes de Almeida e Josefa Alves Fernandes. Cursou o Seminário Arquidiocesano de Fortaleza, entre 1944 e 1951, absorvendo, no claustro, exemplos de virtudes intelectuais e morais que marcaram sua formação integral. Bacharelou-se em Letras Clássicas pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará e, em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Também obteve licenciatura em Letras Clássicas, Português, Latim e Grego, pela Faculdade de Filosofia do Ceará, agregada à UFC. Especializou-se em Latim Vulgar pela Universidade de Coimbra e obteve o título de Doutor pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
José Alves Fernandes é Professor Emérito da Universidade Federal do Ceará; membro efetivo da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da qual foi Presidente entre 1990 e 1992; da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos; da Academia de Letras e Artes do Nordeste, da Associação Brasileira de Bibliófilos, membro da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Academia Cearense de Letras. Sua produção científica inclui estudos sobre Pápi Júnior, Patativa do Assaré, José Albano e Alexandre Herculano, além de aprofundar-se em temas como a Lingüística, a Etimologia, o Latim e o ensino do Português, através de artigos publicados em revistas locais e nacionais. Profundo estudioso da história do Vernáculo, é autor do “Dicionário de formas e construções opcionais da Língua Portuguesa”, obra de grande porte, publicada no ano 2000 pelas Edições UFC. São igualmente de sua autoria colaborações lexicográficas inseridas no “Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa”.
Ao longo de 50 anos de magistério na cidade de Fortaleza, o Prof. José Alves lecionou nos seguintes estabelecimentos e instituições: Ginásio Santa Lúcia, Colégio Farias Brito, Colégio Lourenço Filho, Colégio 7 de Setembro, Colégio Agapito dos Santos, Colégio Nossa Senhora de Lurdes, Colégio Capistrano de Abreu, Liceu do Ceará e Escola Normal Justiniano de Serpa, além da Universidade Federal do Ceará. Também foi proprietário, diretor e professor do Centro Educacional Eduardo Claparède e do Curso de Vestibular Prof. José Alves Fernandes.
Com relação a essa última experiência, que se estendeu de 1955 a 1960, o mestre realça o caráter pioneiro do “cursinho” de preparação para vestibulares na área de Humanidades e que atendeu candidatos às faculdades de Direito, Letras e Serviço Social. Em seu discurso de agradecimento pela recepção do título de Professor Emérito da UFC, entregue em 2004, José Alves comentou: “Como resultado perdurável dessa atividade particular, posso afirmar que me foram extremamente compensadores o retorno social e os dividendos de natureza moral e psicológica. Numerosos profissionais da área do Direito, instalados nos diversos setores da ministração da Justiça ou a ela vinculados, na Magistratura, na Advocacia ou no Magistério universitário, tenho certeza de que, em variados graus, representam a função de arautos da nossa benemerência, reconhecidos ou reconhecedores, do papel benéfico que significou para a sua vida profissional, a preparação que lhes foi especificamente ministrada, habilitando-os para o ingresso na Universidade.”
Em 2011 recebe da Universidade do Vale do Acaraú – UVA, onde lecionou latim como professor convidado, o título de Doutor Honoris Causa.
Em breve será lançado seu Dicionário Cronológico da Língua Portuguesa, obra de valor inestimável para o país e a língua portuguesa com um todo.
Acentua-se, aqui, o caráter multiplicador da atividade profissional de José Alves Fernandes que, em meio século de exercício do Magistério, sempre atuou com ética e sensibilidade, investindo, em cada aula ministrada, todo o potencial de seu intelecto e todo o profundo amor que dedicou ao ofício de formar as novas gerações. Mas não foi só na seara profissional que José Alves Fernandes deixou grandes marcas. No âmbito familiar, com os amigos e na vida social sempre promoveu o bem, o progresso e a caridade, características das grandes almas. Por onde passou, o querido mestre ensinou a doçura, a ternura, a polidez e a marca do seu bom caráter com extrema humildade sempre, honrando suas raízes de sertanejo, filho da “Zefa” e do “Cici”, como carinhosamente eram chamados seus pais Josefa e Tarcísio Fernandes. Conheceu o mundo e os grandes mistérios, através das línguas e da literatura, mas não esquecia as traquinagens na “Pedra Aguda”, no terreiro de casa e nem as lições das primeiras mestras Raimunda Islai de Oliveira Melo, a dona Islai, e Antonia Ramos Holanda Melo, a tia Antonieta. Deixa muita saudade à sua extensa família consanguínea, espiritual, de amigos e admiradores, mas consola-nos a todos com o seu legado de amor e afabilidade. A nossa mais profunda gratidão a esse grande homem com coração de menino e a Deus por nos ter dado a oportunidade de conviver com um ser dessa magnitude e generosidade.
Karla Karenina Sales Fernandes
Atriz e humorista
O texto acima foi escrito por Karla Karenina, conhecida no meio artístico por Meirinha, que assim prestou homenagem ao pai, ao inseri-lo no livreto da Missa da Ressurreição, celebrada na intenção de José Alves Fernandes, na Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Fortaleza, em 24/05/12.

sábado, 26 de maio de 2012

SEXO E COCA-COLA

- E como vai sua vida sexual compadre?
- Bem, como a Coca-Cola.
- Como a Coca-Cola???!!! E como é isso???
- Primeiro normal, depois Light e agora Zero!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

“CRIDITA IN DEUS”?

Interior de Minas Gerais. Mulher grávida de oito meses na porta da cozinha, olhava o tempo e procurava um jeito de começar uma prosa com o marido, que descansava numa rede:
- Ô bem? Cê cridita in Deus?
- Ora, si criditu.... craro!
- Intão, si é da vontadi de Deus, nesse crima seco danado e Ele queresse fazê chuvê dirrepente, chuvia?
- Uai, muié. Si é da vontadi de Deus, chuvia na mema hora....
- Si é da vontadi de Deus, o dia pudia virá noiti num minutim?
- Ora, si é da vontadi de Deus, virava sim.... pru que não?
- Si é da vontadi de Deus, seno nóis dois branquelo azedo desse jeito, nosso fio pudia nascê pritim... quasi azurzin... qui nem cumpadi Toin?
- Uai, sô... Si fossi da vontadi de Deus nosso fio nascê pritim qui nem cumpadi Toin, nascia....... Mais qui ocê ia tomá uma surra de virá os zóio, arriá no chão e inté mijá pelas pernas, cêeeeeee..ia, aaaaaah! si ia!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

“SÓ LULA SALVA”

Por Ricardo Alcântara (*)
Tão logo colocou seu candidato Elmano Freitas na cabeceira da pista para decolagem, a prefeita Luizianne Lins foi, por iniciativa dos próprios aliados, alvejada pela publicação de uma pesquisa eleitoral que lhe trouxe as piores notícias.
A prefeita, diante do fato negativo, criou uma versão. A que lhe restou foi desqualificar a pesquisa por ser “encomenda de partido”. Poderia ter acrescentado que, em outra ocasião, o presidente do instituto, Ibope, já fora acusado de “vendido” pelo mesmo contratante.
A seu ver, não deveria admitir publicamente que o resultado não é diferente do exposto nas pesquisas que ela mesma contrata. Na perspectiva de seu interesse, está certa em dizer que a pesquisa está errada, mesmo sabendo que a pesquisa está certa e o que ela diz, errado.
Com aliados assim, quem precisa de adversários? E sequer pode reclamar: trata-os mal, igualmente. Certo é que quando um terço dos eleitores diz que não aprova a sua gestão, isto se chama oposição. Quando dois terços dizem o mesmo, é melhor mudar de direção.
As más notícias não se resumem ao fato de que em seu partido nenhum candidato é forte na largada (Artur Bruno, o melhor, tem 5% contra 8% de Renato Roseno) e sua gestão é muito mal avaliada (80% deseja mudança, 66% a desaprova, 36% a considera “péssima”).
Somadas as indicações dos candidatos já definidos – e todos se colocam numa perspectiva de mudança – obtém-se 89% das intenções de voto. Mais. Partem de um patamar elevado de reconhecimento (somente Renato Roseno é desconhecido para mais de 20% dos eleitores).
A seu favor, poderia contabilizar a rejeição acentuada dos adversários (Inácio, 34%, Moroni, 38%, Cals, 39%), mas seu candidato, Elmano Freitas, já bate nos 29%. Motivado pelo nível de desconhecimento? Nem tanto: Artur Bruno, bem conhecido, ostenta o mesmo índice.
A influência negativa de seu apoio consegue a proeza de superar um campeão olímpico (40% para Tasso Jereissati, 56% para ela), enquanto seu potencial agregador (18%) não chega a dois terços dos índices de um político cuja geração já entrou em declínio (Lúcio Alcântara pontua com 33%).
Nisso tudo, o pior é que nem mesmo a hipótese de aliança com o governador animaria. Ao contrário, 68% dos consultados desejam vê-los separados. Significa dizer que, em provável acordo, há maior potencial para acumular rejeições do que conciliar fatores positivos.
Em uma fala – política, ainda mais – às vezes o significado está mais no que foi ocultado do que naquilo que foi dito. Foi o que aconteceu quando o deputado José Airton disse que o PT de Fortaleza tem chances eleitorais com base no prestígio popular da presidente Dilma.
Com isso, admite ele, e reforça quando o diz, a percepção de que seu partido não tem, como força eleitoral, nem prefeita, nem candidato. Sim, é verdade: a ação da máquina municipal, somada aos mísseis balísticos de longo alcance Lula e Dilma, pode decidir a batalha.
Ao se admitir a excepcional capacidade de influência deles, a pergunta é: ainda assim, somente por eles, o cidadão de Fortaleza aceitaria mesmo fechar os olhos para o que vê e deixar de sentir o que sente? Para o PT, uma aposta de alto risco.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O QUE ACONTECEU ENTRE 1959 E 2011?

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranqüilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.
Se ocorresse no Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.
Cenário 2: Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.
Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova “cagada”, cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
Se ocorresse no Ano 2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luís se volta para a droga, delinqüe e fica preso num presídio especial para adolescentes.
Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
Ano 1959: Rapidamente, José se sente melhor e continua brincando.
Se ocorresse no Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...
Cenário 4: Disciplina escolar
Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa “mijada” e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
Se ocorresse no Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.
Cenário 5: Horário de Verão.
Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
Se ocorresse no Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.
Cenário 6: Fim das férias.
Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Se ocorresse no Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem ‘all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, “panic attack”, seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...
Cenário 7: Saúde.
Ano 1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
Se ocorresse no Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.
Cenário 8: Trabalho.
Ano 1959: O funcionário era “pego” fazendo cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
Se ocorresse no Ano 2011: O funcionário pego “desestressando” é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.
Cenário 9: Assédio.
Ano 1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho, mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
Se ocorresse no Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.
Cenário 10: Comportamento.
Pergunta-se:
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS EM UM BANDO DE “BABACAS”???
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).

quarta-feira, 23 de maio de 2012

LONGEVIDADE ATIVA, CRIATIVA E SAUDÁVEL

Antero Coelho Neto (*)
No dia 19 de maio comemoramos 6 anos do programa Novas Idades, na Rádio FM Universitária. Serão 300 programas efetuados, juntamente com os geriatras João Macedo, Charlys Nogueira e Jarbas Roriz, que, somados aos 370 realizados durante 7 anos, na Rádio AM do Povo (denominados Novas Dimensões, por sugestão do Eterno Amigo Demócrito), somam 670.
Foram 13 anos de satisfação e muitos momentos de felicidade. Todos eles com o objetivo fundamental de analisar, discutir e indicar a importância de se ter uma longevidade ativa, criativa e saudável. Sempre brinco com os meus velhos amigos dizendo para eles que devemos sempre buscar essa “trinca” para um futuro feliz. São determinantes estudados por muitos pesquisadores conhecidos e com resultados já mundialmente comprovados.
A vida deve e tem de ser “ativa”. E quando dizemos “ativa”, não queremos dizer simplesmente prática de atividade física, ginástica, exercícios ou outro tipo de reconhecido valor atual para o nosso corpo, mas com uma abrangência muito maior. Sumamente importante é manter a nossa mente em atividade constante e para isto temos já uma série de indicações pesquisadas e testadas as suas validades para a manutenção de nossas memórias cognitiva (mais eficazes), dedutiva, interpretativa e associativa. Leitura, prática de diferentes tipos de jogos (são vários e alguns de grande eficiência) e de técnicas específicas para a manutenção da mente, estão largamente difundidas nos vários países do mundo oriental e ocidental. A internet tem sido, e constitui, um excelente meio de comunicação valorizando o tema da mente ativa.
Mas também devemos destacar a possibilidade e a necessidade de uma prática de atividade social, cultural, religiosa, familiar e ambiental. Não parar nunca. Quando o corpo não puder mais ser ativo, que a mente seja. E que não exista nenhuma demência.
Que a nossa capacidade de fazer, elaborar, criar coisas novas para nós mesmos, para a família e para melhorar as nossas condições financeiras e facilitar a nossa vida, sejam constantemente valorizadas. A capacidade de “criar” constitui, segundo vários estudos tem demonstrado, um dos mais importantes determinantes da nossa satisfação de viver e qualidade de vida. Eu faço e você? Nós fazemos e vocês?
Também a internet está, cada vez mais, possibilitando a criação de novas técnicas e produção de novas oportunidades que mantém a nossa mente ativa e criativa.
E a saúde? Como tê-la? Como mantê-la? Neste nosso país tão ingrato com a nossa saúde, educação e satisfação de viver?
O que podemos aconselhar é praticar ao máximo as indicações da promoção da saúde, como sempre estamos repetindo (prevenção das enfermidades, dos riscos físicos, químicos e biológicos, estilos de vida saudáveis, educação e comunicação sobre saúde) e utilizar corretamente os diferentes níveis de atenção da saúde - postos, centros de saúde e hospitais. Promoção da saúde é muito mais de nossa responsabilidade direta, mas os níveis de atenção de saúde não são, e aí está a grande dificuldade do brasileiro. Por isso a validade de gritar sempre: Saúde para a nossa satisfação de viver. Saúde para a nossa Vida Longa.
Por isso é que sempre estamos pedindo para nossos amigos, leitores e ouvintes: tentem, busquem e achem como ter uma vida ativa, criativa e saudável. E quanto mais cedo isto for praticado, mais anos de vida vamos conquistar. Mais anos da vida que já temos direito serão resgatados.
Vamos praticar a “trinca” da vida longa?
(*) Professor, Médico e Presidente da Academia Cearense de Medicina.
Publicado In: O Povo, 17/05/2012.

terça-feira, 22 de maio de 2012

COMO PERDER UMA ELEIÇÃO

Por Ricardo Alcântara (*)
Se você governa uma cidade com mais de dois milhões de pessoas e, apesar de investir pesado em propaganda, ainda assim tem seis em cada dez eleitores que fazem uma avaliação negativa de sua gestão, não se preocupe.
Será fácil perder a eleição, caso seja este o seu desejo. Se a metade dos eleitores já declarou que não votaria de jeito nenhum em um candidato indicado por você, eis aí a boa notícia: metade do caminho já foi cumprido.
Falta agora, tão somente, concluir o serviço. É fácil. De início, trate de fazer sua parte, indicando como herdeiro de toda essa popularidade um candidato sob medida para sua tão sonhada derrota. O resto virá por acréscimo.
Para começar, escolha alguém desconhecido, sem atributos positivos reconhecidos pelos eleitores. Assim, ele não oferecerá nenhuma resistência ao esforço dos adversários em colar nele todas as causas de sua rejeição.
Será uma cópia autenticada do que, segundo eles, você fez de pior: buracos nas ruas, lixo nas calçadas, trânsito caótico, filas nos postos de saúde – você sabe, aquelas mentiras que os adversários costumam espalhar por aí.
Agora, seu candidato, apoiado por militantes remunerados, terá que dividir o tempo e a energia que deveria dedicar à construção de uma boa imagem com cansativas explicações sobre atrasos em obras e outros queixumes.
Não se preocupe com a propaganda eleitoral: afinal, o que seu candidato dirá em 50 dias não é muito diferente do que você vem dizendo há meses e, lá, ele será contraditado por um pelotão de adversários, alguns muito inteligentes.
Pronto. Com elevada rejeição e um candidato desconhecido, será mais fácil dar o passo seguinte: passe a tratar seus principais aliados como inimigos de infância e aí, onde quer que esteja agora, Maquiavel sentirá inveja de você.
Disperse a base. Mande essa gente passear. Que percam de vez a esperança aqueles caras com longa tradição de militância entre os seus mesmos eleitores. Afinal, se é para perder, comece dentro de sua própria casa.
Quanto ao governador do estado, faça de conta que ele não manda em nada. Ignore o fato de que ele tem mais aliados que você, inclusive dentro do seu próprio partido. De tanto maltratá-lo, é possível que acabe convencido.
Quem sabe, entenda de uma vez por todas que o lugar dele é na oposição, como, aliás, é obrigado a ouvir todos os domingos, quando se reúne com a própria família para a tradicional feijoada. Com gente teimosa, só vai assim.
Há algo mais que, por dever de ofício, devo dizer, antes de concluir: este não é um plano com garantia absoluta de êxito. Conte com a possibilidade de que seus adversários venham a cometer erros crassos – alguns são bons nisso.
Vai que o Inácio decide fazer contigo o que fez com a Patrícia Saboya. E se o Moroni se aliar de novo ao Tasso Jereissati? Já pensou se o Cid Gomes lança o cara que soltou a polícia em cima dos professores? Você corre o risco de vencer.
Não quero com isso lhe roubar o sono, mas você sabe: coisas más também acontecem a quem só deseja uma mísera derrota. Portanto, siga seu plano e reze para que os adversários acreditem na ajuda que você pretende dar.
Sei que você não me pediu conselho e se fosse mesmo coisa boa – é o que dizem – ninguém dava, vendia. Mas eu também sei que você odeia o poder e não vê a hora de largar tudo isso. E nem precisa agradecer: eu disse o óbvio.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Câmara se queixa do 'Casseta & Planeta'

Nota de esclarecimento do Casseta & Planeta aos Deputados...
Veja a notícia... depois leia a resposta do pessoal do Casseta e Planeta, aos Deputados...
A Nota de Esclarecimento realmente é digna dos Cassetas.
Jornal O Globo (Brasília-DF)
Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara foi reclamar junto à Rede Globo pelas alusões feitas no programa 'Casseta & Planeta' exibido terça-feira passada.
Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de ' deputados de programa '. Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se ela é deputada!
O quadro em que são vacinados contra a “febre afurtosa” também provocou grande constrangimento.
Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP), duas parlamentares choraram (coitadinhas). Izar se encontrará segunda-feira com representantes da emissora, para tentar um acordo, antes de recorrer à Justiça.
O presidente da Câmara também se disse indignado:
- O programa passou dos limites. Eles têm talento suficiente para fazer graça sem desqualificar a instituição (que instituição?), que garante a liberdade para que façam graça.
O diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, disse que a rede só se pronuncia sobre ações judiciais, depois de serem efetivadas.
Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto, dizendo não querer 'dar importância à concorrência'.
Fonte: Jornal O Globo (Brasília-DF)
Segue agora a Nota de Esclarecimento enviada pelos Cassetas:
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
'Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos:
1. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as prostitutas. O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição.
2. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de Resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa.
3. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a interromper seu descanso..'
Equipe do Casseta & Planeta.

domingo, 20 de maio de 2012

Advogado não Mente... Só é criativo...

UM ADVOGADO tinha 12 filhos e precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia por causa do monte de crianças.
Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada iria destruir a casa.
Ele não podia dizer que não tinha filhos, não podia mentir, afinal os ADVOGADOS não podem mentir.
Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar estava se esgotando.
Daí teve uma idéia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 filhos.
Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o agente da imobiliária.
Gostou de uma e o agente lhe perguntou quantos filhos ele tinha.
Ele respondeu que tinha 12.
Daí o agente perguntou: onde estão os outros?!
E ele respondeu, com um ar muito triste:
“Estão no cemitério, junto com a mãe deles”.
E foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir...
Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

Visita do Papa ao Brasil...

Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, nós estávamos em transição do regime militar para a democracia.
O Presidente era o General João Batista Figueiredo.
O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, e obteve como resposta:
- Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros. (dizem que o fato é verídico)
Agora, quando o Papa Bento XVI retornar ao Brasil e perguntar à Dilma para que 38 ministros, ela, certamente, responderá:
- Veja bem, companheiro santidade. ........... Ali Babá tinha 40 ladrões e eu estou quase lá!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
Nota do Blog: Piada antiga, da época do Lula, e atualizada para o momento.

sábado, 19 de maio de 2012

DIA DO ORGULHO HÉTERO


Nota: A foto dessa postagem acima foi enviada por um amigo médico que acrescentou o seguinte comentário:
Amigos,
Conto com você na nossa passeata “Orgulho Hétero”.
Por favor, repasse para os que ainda gostam de mulher; mas, caso não se sinta incluído, pode deletar esse e-mail

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FILHOS DE PROSTITUTA

Esta história é VERÍDICA:
O sujeito se chama Marc Faber, e é norte-americano - Ele é Analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600.00.”
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China. Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes. Se comprarmos um computador, vai para a Índia. Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão. Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan.... E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte...
Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:
“Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior.”
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas. Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.”
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Comunicação da Posse da Nova Diretoria Academia Cearense de Medicina



Este é um Momento muito importante de minha Vida e, por isso, gostaria de comunicar a todos Vocês e também convidar aqueles que vivem em Fortaleza para participarem da Solenidade no dia 17 de maio próximo.
Estou terminando os meus dois anos (2010-2012) como Presidente da Academia Cearense de Medicina. Nessa função tive muitos Momentos felizes em minha vida e que foram fundamentais para a manutenção da nossa Memória.
Pois, como já disse para Vocês, as Dimensões fundamentais da minha vida são a Liberdade, a Memória e o Amor.
E, para a nossa Academia, as suas Grandes Metas são a Ética Médica, a manutenção da Memória de nossa Medicina e o Desenvolvimento Científico para o bem de nossa gente.
Assim, não poderia deixar de fazer esta comunicação pessoal para os nossos Amigos da Rede.
Atenciosamente,
Antero Coelho Neto
Presidente da ACM

CASA DA SOGRA

Frei Betto
Sábado, 28 de abril, comemora-se, no Brasil, o Dia da Sogra. O calendário de efemérides está repleto de dias consagrados a quase todos os galhos da árvore genealógica. Predomina, por razões óbvias, o Dia das Mães. Mãe todos temos, com certeza.
O Dia da Sogra deve ter sido incluído por proposta de algum político corrupto que, tendo escutado ofensas óbvias à sua progenitora, decidiu homenagear a mãe de sua mulher. Ou de suas mulheres, embora o calendário singularize (sogra) o que pluraliza na efeméride de maio (mães).
Sogras padecem no anedotário. “Feliz foi Adão que não teve sogra nem caminhão”, li no para-choque de uma jamanta na Via Dutra. Cinco coisas que ninguém jamais viu: cabeça de bacalhau; mendigo careca; ex-corrupto; santo de óculos; e retrato de sogra na sala.
Faz-se de um lugar ou ambiente “casa da sogra” quando alguém se julga no direito de abusar da hospitalidade de parentes ou amigos. Na casa da sogra tudo é permitido, até a má educação e a falta de higiene.
A cascata de escândalos do caso Carlinhos Cachoeira, com perdão da redundância, projeta o Brasil como a própria casa da sogra. Muitos políticos – há exceções, felizmente - adotam três discursos: o eleitoral, da captação de votos; o partidário, das articulações de bastidores; e o salafrário, para amealhar dinheiro e poder.
Inúmeros empresários e comerciantes se queixam de que, no Brasil, não se vence licitações nem se obtém recurso público sem “molhar” a mão de políticos e funcionários do governo. A prática já está incorporada às negociações entre empresas privadas ou pessoas e agentes públicos. Amigo meu, ao ver sua moto recuperada pela polícia, se espantou com a lisura do investigador, que não lhe pediu nem um centavo.
Raros os políticos brasileiros que vieram de berço esplêndido. E todos sabem quão cara é uma campanha eleitoral. Essa vulnerabilidade é a porta de entrada dos corruptores, em geral travestidos de lobistas. Aproximam-se do político e se tornam facilitadores de suas vontades e necessidades: empregos aos parentes; viagens em jatinhos; férias em locais paradisíacos; presentes caros etc.
Na primeira fase, o corruptor nada pede, apenas oferece. Demonstra um desprendimento e dedicação ao político de fazer inveja a madre Teresa de Calcutá. Essa aproximação, que socialmente faz o político passar da classe econômica à executiva, introduzido aos prazeres privativos do mundo dos ricos, cria vínculos de amizade.
A segunda fase se inicia quando o político se sente na obrigação de ser grato ao amigo. Em que posso ajudá-lo? Ora, o amigo tem seus amigos: as empresas que o abastecem de recursos para abrir caminhos na intrincada burocracia da floresta governamental. Começam então as facilitações obtidas pelo político: licitações fajutas; informações privilegiadas; nomeações convenientes; tráfico de influência etc.
A terceira fase da transformação do exercício de um mandato popular em casa da sogra é o caixa de campanha. O político não pode perder eleição. E para ganhá-la precisa de visibilidade (poucos a alcançam) e dinheiro (imprescindível). Criam-se o caixa um, legal, declarado à Justiça Eleitoral, e o caixa dois, por baixo dos panos, abastecido pelo amigo lobista e outras vias escusas.
É possível acabar com a corrupção? No coração humano, anabolizado por ambições desmedidas, jamais. Há, contudo, antídotos objetivos: financiamento público das campanhas eleitorais; controle da administração pública pela sociedade civil; ficha limpa também quanto ao patrimônio familiar acumulado; apurações rápidas e punições rigorosas aos corruptos.
Isso depende de reforma política, que o governo e o Congresso tanto protelam. Enquanto perdurar o atual sistema político, contaminado por 21 anos de ditadura militar, como a isonomia de representações estaduais no Senado, os ratos da corrupção haverão de trafegar à vontade pelos buracos do queijo suíço das maracutaias.
O Brasil deixará de ser a casa da sogra quando nossa indignação se converter em mobilização e proposta.
Fonte: uol.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Solenidade de Entrega do Troféu Amigo da ABEn-CE


Foto colhida por Jacques Therrién, durante o coquetel servido após à solenidade. Nela, observam-se, da esquerda para a direita, as acadêmicas Irismar de Almeida, Almerinda Gurgel, Suêuda Costa, Neiva Francely e Sílvia Therrien, e o médico Marcelo Gurgel, como “bendita sois”.

Foi com imenso contentamento que recebi da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Ceará, no último dia 11 de maio de 2012, o Troféu “Amigo da ABEn-Ceará”, ao ensejo da abertura da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem.
A distinção em apreço foi concedida a mim pela ABEn-CE, como gratidão dessa entidade por meu papel na criação da Academia Cearense de Enfermagem, a primeira academia que se instala no Brasil.
Foram igualmente agraciados com a mesma honraria o estatístico e professor do Curso de Enfermagem da UECE Paulo César de Almeida e a enfermeira e deputada estadual Miriam Sobreira.
O ponto alto da solenidade, sem dúvida, foi a posse da primeira diretoria da ACEn. Igualmente relevantes foram as homenagens prestadas às enfermeiras de destaque, em especial à Profa. Sâmia Coutinho, presidente licenciada da ABEn-CE, citada como exemplo de superação frente às adversidades da vida.
Louve-se, ainda, o cuidado dessa entidade associativa em conferir placas de reconhecimento a quase vinte profissionais de enfermagem recentemente titulados com o doutorado, o que demonstra a valorização emprestada  pela ABEn-CE aos que se esforçam para galgar o exercício da nobre profissão com maior apuro científico.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

terça-feira, 15 de maio de 2012

UECE: novo reitor

Adísia Sá (*)
A comunidade universitária da Universidade Estadual do Ceará (Uece), compreendendo professores, estudantes e funcionários, acaba de realizar mais uma eleição para escolha de seu novo reitor. Pertencendo à instituição (aluna, professora) antes de ser criada, sou também fundadora e, como tal, me encho de justificada euforia (para não dizer “orgulho”) pela caminhada da instituição, dos primeiros momentos aos atuais.
Como ex-aluna e professora, celebrar a chegada de um novo reitor é motivo de satisfação, orgulho e expectativa.
Foi eleita a lista tríplice para escolha, pelo governador, do novo gestor da instituição. Dos três candidatos, um eu conheço de perto e de longa data: o professor Jackson Sampaio. Fez parte, quando mais jovem, de grupos de talentosos moços universitários voltados para a Literatura e a Filosofia. Daí a minha aproximação com Jackson: ele era o líder dos que frequentavam a sua casa. Ali todos se irmanavam, inclusive seu jovens filhos e a esposa, incansável, a servir café, refrigerantes, biscoitos e doces que nós, sem muita parcimônia, regalávamos gulosamente, entre risos e tiradas inteligentes.
Do grupo saíram brilhantes profissionais, alguns já grisalhos, de posição firmada em seus ramos profissionais, mas cheios daquela vivacidade própria dos espíritos criativos e engajados em postulados científicos, filosóficos e ideológicos.
Cada um de nós seguiu seu caminho e eis que agora surge Jackson na lista tríplice para escolha de reitor da Uece. Não desmereço os outros dois, em absoluto, mas torço, e como torço, para a escolha cair em Jackson: não será um novo dirigente da Universidade Estadual, mas um reitor – com todas as letras. Não sou de sair do meu casulo, mas à posse do Jackson (benza a Deus) estarei na primeira fila: “é isso, doutor, você merece”.
(*) Jornalista.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 15/05/12.

VISITA AO CLUBE DO BODE


Flagrante do momento de nossa assinatura do livro de atas DO Clube do Bode, sob a observação do Prof. Pedro Henrique Saraiva Leão, presidente da Academia Cearense de Letras, à esquerda, do livreiro Sérgio Braga, de frente, e do laureado escritor e ilustrador Audífax Rios. ao fundo, à direita.

Sábado passado, 12 de maio de 2012, estive na livraria Ao Livro Técnico, a da Rua D. Joaquim, em Fortaleza, em visita ao livreiro Sérgio Braga, conhecido nos meios culturais cearenses como um efetivo produtor cultural.
Na oportunidade, precedendo à reunião semanal do Clube do Bode, fui honrado com o convite para assinar a lista de presença dos participantes do aludido encontro, informalmente instalado no tradicional Florida Bar, estabelecimento comercial sob o comando do Hermínio Sá, um companheiro de adolescência dos tempos do Frei Lauro, na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Otávio Bonfim.
O Clube do Bode é uma confraria de intelectuais cearenses, que, há muitos anos, se encontram, aos sábados, para se deleitar em papos literários, enriquecidos por valores pessoais de mentes privilegiadas, bem antenadas com o sabor da cultura alencarina.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro da SOBRAMES–CE

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CID GOMES: nem temido, nem amado

Por Ricardo Alcântara (*)
Não delete! Prometo não tocar naquele assunto desagradável, a novelinha mexicana sobre a escolha do candidato petista à prefeitura da capital. Aquilo lá já virou briga de comadres. Você e eu temos mais o que fazer.
Por força de minhas obrigações profissionais, tenho acesso frequente a pesquisas de opinião realizadas em todas as regiões do estado e elas revelam um quadro que muitos na imprensa – o porquê, não sei – têm evitado.
Os índices não confirmam a avaliação de alguns intérpretes, quando conferem ao peso da participação do governador Cid Gomes força quase decisiva mesmo em Fortaleza – e quem dirá onde o vento faz a curva.
Os números indicam um governo de estado enfraquecido. As consultas não apontam uma percepção expressiva de nenhum aspecto em especial que demarque um diferencial em sua atuação – e lá se foram mais de cinco anos.
Em contrapartida, são acentuadas as reações negativas a alguns setores, sobretudo em questões de segurança, com aguda sensação de perda de controle sobre problemas relacionados ao uso de drogas.
Não é nada que se compare ainda à avalanche de rejeição que desaba sobre a cabeça da prefeita da capital, Luizianne Lins, que já alcança índices próximos de 50 por cento a apenas cinco meses do seu desejado plebiscito.
O termo que melhor definiria o que se lê nos índices levantados sobre o governo do estado é “apatia” – a massa frouxa de uma maioria imobilizada por um misto de indiferença e desinformação. A imagem é pálida.
Não significa dizer – nunca foi assim e não será diferente agora – que os recursos acionados por um governo de estado possam ser desprezados em disputas eleitorais travadas em territórios municipais pobres e dependentes.
Mas o apoio político do governador, com base em seu prestígio popular e potencial de transferência de votos, ficará distante, por exemplo, do caráter imperioso que o Ceará conheceu com Tasso Jereissati e Ciro Gomes.
Como Lúcio Alcântara, Cid Gomes não impressiona. Sua gestão é, inclusive, pior avaliada hoje do que a de seu antecessor no mesmo período, mas leva sobre ele a grande vantagem de deter uma frente partidária muito ampla.
A vantagem decorre da fragilidade dos poucos canais políticos abertos à drenagem dos sentimentos de insatisfação que aquela hegemonia, calcada mais em favores do que motivações, represa, mas não elimina.
Ao contrário de Lula e Dilma, Cid não faz a diferença. Não significa dizer que não faça diferença nenhuma o apoio da máquina que comanda, mas não será decisiva onde fatores locais mais acentuados se manifestarem.
Para o amplo apoio político que recebe e o quadro financeiro positivo da gestão, somados a uma boa tradição de governança herdada, o governador deveria estar um passo à frente na afirmação de sua vontade. Não está.
Faltam a ele desenvoltura, ao seu governo diferenciais substantivos e à sua comunicação atributos elementares de competência. O fato é que se não é muito o que se tem dito contra ele, a favor é igualmente escasso.
Para efeito das eleições municipais, o apoio do governador ainda será quase sempre um fator positivo, mas decisivo apenas onde houver déficits locais de liderança. Cid Gomes não chega a ser temido e está longe de ser amado.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

domingo, 13 de maio de 2012

SANTO REMÉDIO...

Médico:
“Sim, o que aconteceu?”
Mulher:
“Doutor, eu não sei o que fazer. Toda vez que meu marido chega em casa bêbado, ele me bate. Me dá muita porrada!”
Médico:
“Eu tenho um remédio muito bom para isso. Quando seu marido chegar em casa embriagado, basta pegar uma xícara de chá de camomila e começar a gargarejar... Apenas gargareje e gargareje que vai dar certo...”
E, incrédula questiona:
“Doutor, gargarejar chá vai acalmar meu marido que chega bêbado e violento?”
Respondeu o paciente médico:
“Aprendi com a minha avó. Apenas faça isto, gargareje e gargareje...”
Duas semanas depois, ela retorna e parece ter nascido de novo.
“Doutor, Isso foi uma ideia brilhante! Toda vez que meu marido chegou em casa bêbado, eu gargarejei muitas vezes com chá e ele não me bate mais... Será que a simpatia esta fazendo efeito, Doutor?”
E o sábio médico responde:
“Você viu como calar a boca ajuda?”
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

EM LOUVOR À MÃE

Por Luiz Carlos da Silva *

Há um ser sem par que nós amamos
Que sentimos em nós um coração a dois
As alegrias da vida em profusão
A repetir no peito o eco da ternura
Que sobre nós esparze o amor de mãe

Desde os vagidos primeiros da existência
O olhar, o doce olhar materno
Contempla-nos com o brilho da esperança
A derramar as bênçãos da bondade
Vendo no filho tenro, na criança amada

O sol que lhe ilumina a vida

Razão suprema de ser mãe feliz!

Mas, eis que no passar dos anos
Os dias de ventura, os sonhos do porvir
Cruzam os caminhos da dor e da tristeza
A mão que tantas vezes afagara o filho
Os lábios que beijaram o pequenino ser
A voz sussurra cantigas de ninar
Sente o amargor das primeiras desditas
Os espinhos da longa caminhada

A Mãe que exulta é a mesma que sofre
São duas faces da vida – a hipóstase eterna –
Perpetuando a dor, a angustia, o prazer
Entrelaçando a vida nos braços da morte

A grandeza do amor de todas as mães
É bem maior, mais forte que o Universo
Mais bela, até, que a própria Natureza.
Guarda no escrínio do seu coração
O segredo da vida nas gerações que passam

Mulher, mãe, ser quase divino
Parcela de Deus na criação dos mundos
Tens o poder de transmitir o amor
Num gesto amigo, num sorriso, apenas

No murmúrio da voz meiga e sublime
No afago das mãos feito caricias,
No rolar de uma lágrima furtiva
Espelha-se a imagem de uma santa
Que fez da terra um trono, um paraíso
E de si mesma, bipartindo as células,
Transfundindo o sangue de seu próprio sangue
Deu-nos o maior dos bens: A Vida

* Essa poesia de nosso pai, Luiz Carlos da Silva, feita em Fortaleza e datada de 7 de maio de 1971, certamente que dedicada à nossa avó Valdevina, foi encontrada há seis anos e lida em família, por ocasião do Dia das Mães, em 14 de maio de 2006. Ela foi publicada no livro “Dos Canaviais aos Tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva”.
 

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