Mostrando postagens com marcador Afeição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Afeição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de maio de 2023

BEM-VISTO

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Não porque hoje é sábado, o Dia da Criação, segundo Vinicius, mas porque hoje é um dia da criação, faz-nos bem seguir uma citação vista na parede de um dormitório de crianças do campo de concentração nazista de Auschwitz. A nota dizia: "Amanhã eu fico triste. Amanhã! Hoje não! Hoje fico alegre! E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: Amanhã fico triste, hoje não!"

Hoje foi o dia em que, de repente, ele chegou elegante e belo, sem artificialismos, a chamar para si a atenção de todos. Aquele é o lugar por ele preferido, e por isso frequenta-o quase diariamente. Mesmo não sendo o seu proprietário, lá de cima vê e olha tudo lá embaixo com ar de dono.

O brilho dos olhos demonstra felicidade. Se pudesse escolher uma corrente filosófica, seria um cínico, já que o Cinismo defendia o desprezo aos bens materiais e ao prazer, a considerar riqueza e pobreza situadas não nos ativos, senão nos corações das pessoas.

Sem exigências sofisticadas, encontra ali perto a bebida e a comida de qualidade. Embora com excessiva formosura, possui traços totalmente naturais, pois jamais se embelezou artificialmente. Não cursou aulas de música ou vocalização, mas, por dons congênitos, é lindo quando canta, quando chega e quando sai. Admira o direito de ir e vir e usufrui da consequente liberdade, porém muito se preocupa com a possibilidade de acontecer consigo o mesmo ocorrido com seus semelhantes e um dia ser preso, apesar de inocente.

Surge a companheira; os dois se entreolham e, como a provar que seres vivos tendem a acasalar-se, resolvem, juntos, abandonar o ambiente. Ao partirem, causam um misto de admiração e inveja. Retiram-se, a cometer o desejado sonho nunca efetivado pelos humanos com o próprio corpo. E um divino combinado de cores em duplicidade viaja rumo "à risca", como dizem os pescadores na pretensão de alcançar o horizonte. Enfeitam o mundo a voar em busca infinita do possível, numa procura finita do impossível. Lá se vai o encantamento sonoro e visual só encontrado naquele par de pássaros. Querido casal de bem-te-vis, faz-nos bem te ver.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/4/23. Opinião, p.18.

domingo, 13 de maio de 2018

CRIANÇAS FALAM DE SUAS MÃES


Entrevista realizada com crianças de 7 e 8 anos de idade sobre suas mães, cursando o ensino fundamental da Espanha. As respostas abaixo foram consideradas as mais interessantes.
QUEM É O CHEFE DA SUA CASA?
Resp. Acho que a minha mãe, porque ela tem muito mais coisas a fazer do que meu pai.
POR QUE DEUS FEZ O DIA DAS MÃES?
Resp. Porque elas são as únicas que sabem onde estão as coisas em casa.
COMO DEUS FEZ AS MÃES?
Resp. Com mágica, super-poderes e misturou tudo muito bem.
QUE INGREDIENTES ELE USOU?
Resp. Nuvem, cabelo de anjo e tudo de bom que há no mundo e uma pitada de mal.
POR QUE DEUS TE DEU SUA MÃE E NÃO OUTRA MÃE?
Resp. Porque Deus sabia que ela seria mais minha mãe do que outras mães.
POR QUE SUA MÃE SE CASOU COM SEU PAI?
Resp. Minha avó diz que é porque ela não pensou direito.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS MAMÃES E OS PAPAIS?
Resp. 1. As mamães trabalham no trabalho e em casa, os papais só vão ao trabalho; 2. As mães sabem falar com as professoras sem assustá-las; 3. Os papais são mais altos e fortes, mas as mamães têm o verdadeiro poder porque você tem de pedir pra elas quando quer dormir na casa de um amigo; 4. As mães são mágicas porque elas fazem você se sentir bem sem remédio.
O QUE SUA MÃE FAZ NO TEMPO LIVRE?
Resp. Mães não têm tempo livre.
SE VOCÊ PUDESSE MUDAR ALGO EM SUA MÃE, O QUE SERIA?
Resp. Eu queria que desaparecessem os olhos invisíveis que ela tem atrás da cabeça…
Feliz semana das mães, porque um dia é pouco!
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O ESPELHO DE GANDHI


Perguntaram a Mahatma Gandhi sobre os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
 "A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim." 

 “Quem quer ser amado, ame”
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A VERDADE E A PAZ - Uma Croniqueta Quase Rabínica




Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Costuma-se comparar a verdade a um poliedro. Não se pode ver, simultaneamente, todas as suas faces. Da mesma maneira, é impossível perceber todos os componentes da verdade. De acordo com a posição tomada pelo observador, ela apresenta um aspecto diverso, para quem o examina. É uma questão de ângulo. Contudo, se juntarmos todas as percepções, poderemos alcançar o pleno significado daquilo que está à nossa frente. Eis a razão da necessidade de termos inúmeros observadores, comentários, opiniões sobre qualquer assunto e, mesmo assim, ainda é impossível, para os mortais, tudo abranger.
Diz a lenda que, a verdade, era um sólido com muitas faces planas e belas, feitas do mais puro cristal lapidado. Lapidado em mil facetas. E, cada uma delas, refletia uma luz diferente e esplendorosa. Uma vez por ano, um dos sábios, retirava aquele cristal de seu invólucro protetor e protegido, para que não sofresse qualquer arranhão. O reluzente cristal era mostrado, então, em sua perfeição, aos setenta sábios do Universo.
Certo dia, porém, as mãos do ancião-mor tremeram e, o Cristal da Verdade, caiu no chão, espatifando-se em mil pedaços. E, até hoje, todos os sábios ali presentes, tentam apanhar os cacos do quartzo, mas, não conseguem achá-los; e, muito menos, juntar suas partes. Por mais que tentem, não conseguem resolver o intrincado quebra-cabeça. Chamaram, inclusive, as crianças, porém elas não possuíam uma coordenação motora adequada, para realizar essa tarefa. Sendo assim, com a pequena parte que cada ancião ficou, afirmaram ser os únicos donos da verdade.
Portanto, nem aos sábios, após aquela ruptura, é ofertado o poder de enxergar a verdade por inteira. Somente as crianças (e, isto, quando muito pequenas), e os loucos, é que podem vê-la. No entanto, ambos representam um perigo para o poder constituído. Caso sejam realmente loucos, não podemos neles acreditar. E, no caso de serem crianças, elas são seres inocentes, pouco vividos, e que, também, não podem votar. E, não podendo votar, não têm poder algum.
A verdade pode ser idealizada, também, como um simples seixo. Se, visto muito de perto, enxergamos, apenas, certos detalhes de alguma de suas facetas. E, quando dele nos afastamos, vemos, somente, certas faces do seu todo. Por conseguinte, sempre haverá uma face que, para nós, ficará oculta.
Entra ano, sai ano, e os setentas sábios continuam se digladiando entre si, cada um com o seu fragmento da verdade, dizendo que aquele é o único válido. Após a quebra da verdade, e exaustos de tanto tentar juntar as partes da pedra de cristal, cada um voltou para a província que governavam, pela sabedoria, ou por direitos divinos. Traziam o seu pedacinho de verdade e, com ele, formaram exércitos para combater os vizinhos, cujas veracidades eram distintas da sua.
Travaram batalhas enormes! Chegou a peste, a violência, a incúria, os poderosos, a injustiça, a miséria, a escravidão, a luxúria. E a fome se espalhou pelo planeta Terra! Todas as nações, povos, tribos e, até, famílias, lutaram pelo seu naco de verdade, crentes de que possuíam as verdades verdadeiras! Subversivo era considerado aquele que, por tal cartilha, não fosse um leitor crédulo e obediente.
O tempo foi passando, as guerras ficaram cada vez mais mortíferas e, quando estavam prestes a se exaurirem, depois de causar tamanha carnificina e danos ambientais, em decorrência da imundícia dos combates sem fim, os anciões decidiram dar um basta final. Seria devido ao próprio instinto de conservação? Não se pode afirmar com precisão! Fato é que resolveram, por fim, viver em tranquilidade.
Passado o tormento, chegou à Terra um disco voador, vindo de uma galáxia distante. Aterrissado numa planície, ainda chamuscada pelo fogo dos combates, abriram a porta da espaçonave, desceram, e nada encontraram. À primeira vista, perceberam, tão-somente, a desolação e alguns arvoredos, renascendo.
- Que estranho esse planeta Terra, exclamou o astronauta Alfa, enquanto ajeitava o capacete.
- É mesmo! Mas, olhe ali uma casa que não desabou, disse o outro, que atendia pelo nome de Beta.
- Vamos lá, Alfa, falaram ambos, quase ao mesmo tempo.
E, foram andando, em direção àquela casa. Ao passar por um prado, eles viram algumas cabras, cuidadas por um pastor e, ao lado delas, uma onça-pintada, brincando com um cachorro. Admirados, certamente pensaram: Quem já se viu onça-pintada ser amiga de cachorro? Vou mandar um relatório para o Chefe!
Chegaram, afinal, à porta do casebre. Apesar de cansados, pois a força da gravidade exigia muito esforço deles, empunharam as armas de laser - seu lazer e instrumento de trabalho – e, com um chute, derrubaram a porta. Mas, qual não foi a surpresa ao virem homens e mulheres, das mais diversas cores e etnias, fazendo uma refeição, em perfeita harmonia! Eles pediram que os dois astronautas entrassem e, os mesmos, ficaram pasmos: pensaram que iam assustar os habitantes daquele planeta, com suas armas e violências... E, não sabiam como agir.
Os astronautas indagaram, em seguida:
- Aonde estão vossos soldados, vossos generais, e os donos do poder?
- Há muito tempo, deles não necessitamos, respondeu um dos presentes.
- E, vocês, não possuem heróis, nem exércitos, nem paradas militares, perguntou Alfa que me pareceu mais esperto?
- Para quê tudo isso, se temos nosso pão, nossos filhos, nossas azeitonas e, depois de comermos e bebermos, vamos todos rezar? Para quê precisamos de valentões?
- Que planeta mais estranho, será que erramos de endereço? Exclamaram Alfa e Beta, admirados! Que lugar é esse, não é o planeta Terra?
Nisso, um ancião parou de comer e, inquirindo suavemente os dois estranhos, perguntou:
- O que disseram vocês, caminhantes do espaço?
- Dissemos planeta Terra, retrucou Alfa, bastante mal humorado. Foi, então, que o ancião respondeu:
- Ah, nós mudamos o nome daqui para Planeta da Paz. O planeta Terra se foi há muito tempo, quando éramos uns tolos e guerreávamos por qualquer bobagem!
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ACORDA, ALICE: vai ter copa e não vai ter hospital!



Por Ricardo Alcântara (*)
Alice gosta de viajar através do espelho. Lá, uma floresta mágica de boas notícias abranda os temores de seus dias e renovar seu ânimo com novas promessas de um nunca alcançado horizonte de coisas belas e sublimes. Pobre Alice!
Alice foi a pé ao novo Centro de Eventos e adorou, apesar do look ‘arquibancada de circo’ da nova passarela. Teve seu encantamento abalado, no entanto, ao saber que, entre balas e festins, o colosso fora erguido na 7ª cidade mais violenta do mundo.
Ela também desfez-se em lágrimas ao assistir o civismo performático de uma sessão da Comissão da Verdade, mas, em desalento, leu relatório da ONU onde a tortura recebe carimbo de ‘problema crônico’ no país, inclusive contra menores.
De repente, viu-se em um shopping center onde, contagiada pelo que imaginou ser a eclosão de um novo tipo de contestação juvenil, logo teve o entusiasmo contrariado: era só um rolezinho de desocupados, apesar da ira dos policiais.
Ela também viu emergir ao horizonte o perfil impávido de um novo líder, mas logo se deu conta: era apenas o Eunício Oliveira, lobo sagaz do mercado eleitoral, erguendo as patas sobre uma nova presa: pobre Alice, pobre Ceará!
Alice sempre sonhou em morar numa cidade que tem metrô. Adora metrô! E aguarda, já desencantada, que as primeiras linhas de Fortaleza saiam de uma fase experimental de uso que já dura dois anos. Alice não entende tanta demora!
Alice vislumbra Neymar campeão do mundo e eleito o melhor do planeta, mas anda desapontada: descobriu que seu ídolo, ao ser transferido para Barcelona, enroscou-se ligeiramente com seu paizão numa lavagem de 38 milhões de euros.
E por falar em Copa, Alice também acreditou que o evento faria uma revolução de mobilidade em Fortaleza, mas agora lhe contam que somente as vias no entorno da Arena Castelão estarão prontas... e nem serão usadas durante a competição!
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

AMOR E SOLIDÃO



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Aristóteles apregoa “Quem encontra prazer na solidão ou é uma fera selvagem ou julga-se — um Deus".
O medo da solidão vem desde quando nasci. É um temor congênito. Temor tamanho que parto a procura do amor e seu imprevisto. Tentativa, na maior das vezes, frustrada e frustrante de encontrar quem faça companhia à minha solidão existencial. Tudo pode ser adquirido na solidão menos o caráter - sem caráter - não interessa permanecer vivendo e por isso... continuo buscando.
Busco o amor, que quando acontece é inconsciente, inconstante e enganoso. E ninguém é dono das próprias emoções, quanto mais das alheias.
Sendo a natureza humana contraditória, ocorre que quando estou sozinho, sinto o desejo de estar acompanhado e quando acompanhado chega o anseio de ficar sozinho... E vivendo nesse dilema com medo de amar, e amar muito mais, da solidão busco o amor embora sabendo que ele, quase rotineiramente, conduz à pior das frustrações do desamparo existencial.
Vejo como a saída, sem escolha, o fado de buscar o amor nas trilhas da vida. Não existe outro caminho para não ficar sozinho. O amor é um afeto criado para enfrentar o desamparo. É parte daquele misterioso salto da mente para o corpo que alguns estudiosos denominam de Psicossoma.
Lembro ao companheiro de jornada: o solitário (não importa o gênero) não tem alegria, nem bênção e nem sorte. Gostando ou não, sem amor não há vida. Destarte quando ouso falar do amor falo baixinho. Ele completa o que me falta, mesmo quando acerto... vez por outra.
Mas, como tudo nesta vida tem um sentido, a solidão existe para se que se atinja a sabedoria que leva a conhecer a importância no amor. Muito embora saiba que “O amor é eterno enquanto durar." (Henri de Régnier-1864-1936).
Concluo.
O amor é a arte de ajudar a Natureza. O celibatário não tem alegria, nem bênção e muito menos sorte. Não fujo do amor. Ele vai me encontrar na mais profunda solidão. Quem não ama declina da oportunidade de alcançar o amadurecimento.
O ser humano foi inventado para sentir o castigo de viver ou sobreviver na solidão. De qualquer maneira aprendi que ficar com medo de decepções amorosas é bobagem e que o amor é bem mais misterioso do que fatos e palavras poéticas.
Palavras? Essas surgirão na hora oportuna.
De qualquer maneira, não perco a oportunidade de Amar. Aproveito o momento. É o que faço e o que gosto. O resto é resto.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ALGUNS PENSAMENTOS DE ZILDA ARNS



“O futuro da paz depende de nós cuidarmos agora do bem-estar de todos.”
“Amar é acolher, é compreender, é fazer o outro crescer.”
“O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país.”
“Indispensável relacionar saúde com educação.”
“O fato de ela [a mulher] ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.”
“Nunca se deve complicar o que pode ser feito de maneira simples.”
“Eu tinha certeza que seria um trabalho fantástico ensinar as mães, as famílias a cuidarem bem dos filhos.”
Fonte: Boa Notícia / Pastoral da Comunicação. Sexta-Feira, 13/2/2012.

domingo, 11 de agosto de 2013

Eric Moraes Gurgel: em três momentos especiais





Na fotomontagem enviada pela minha nora Anna Paula, na manhã de hoje (11/8/13), Eric Moraes Gurgel, nosso primeiro neto, aparece com o pai e o avô blogueiro, na passagem do seu primeiro mês, em New York city; no seu quarto mês, na casa dos avós paternos; e no quinto mês de vida, na casa dos avós paternos, em Fortaleza.
Que Deus o guarde sempre!
Beijos carinhosos do seu avô, plenos de saudades.
Marcelo Gurgel

ORAÇÕES PELOS PAIS



Do livro “Dialogando com Deus”
Oração pelos pais - I
Senhor, Deus e Pai, nós te louvamos e agradecemos pelos pais que temos.
Com tua fraca, eles abraçaram a missão de revelar tua face paterna, gerando e cuidando da vida.
Senhor, hoje queremos pedir por todos os pais: abençoa-os e protege-os. Que todos aprendam de ti como ser verdadeiro pai.
Derrama sobre eles as tuas infinitas bênçãos: saúde, paz, fé, alegria e serenidade para todos eles.
Dá-lhes, Senhor, a capacidade de amar, como teu Filho amou.
Ensina-nos a ser filhos amáveis, compreensivos e agradecidos pelo pai que temos.
Que pais e filhos vivam a paz, a harmonia e o bem-querer.
Que todos nós, pais e filhos, vivamos a graça da tua presença e do amor que nos faz família.
Amém.
Oração pelos pais - II
Deus, Pai de bondade, hoje venho agradecer-te e louvar-te pelo meu pai.
Obrigado por confiar nele, Senhor, e partilhar com ele o dom da tua paternidade.
Obrigado por tudo quanto recebi dele.
Sei que por mim e por nossa família ele se sacrificou e se sacrifica muito.
Recompensa-o por todo suor, por toda lágrima, por cada preocupação, por cada gesto de carinho, por cada olhar de incentivo ou de repreensão.
Abençoa-o e torna-o sempre mais digno da missão divina que lhe deste.
Pai dos pais, perdoa-me por nem sempre ter amado e obedecido a meu pai.
Que ele saiba que, apesar de minhas imperfeições e limitações, eu o amo muito, muito mesmo. Cuida dele, Senhor, afinal ele é a tua imagem e semelhança.
Fonte: Almanaque de Santo Antônio, 2000
Paróquia Porciúncula de Sant’Ana, Niterói-RJ 10/8/13

CELEBRE O SEU PAI



Pe. Orlando Gambi
Já virou tradição celebrar o pai no segundo domingo de agosto. Ótimo! Faça com que seu pai, nesse dia, prove algo especial. Ofereça-lhe o que há de melhor em você; sobretudo, mostre-lhe respeito e gratidão. Não passe esse dia só com oferta de presentes, com abraços e palavras bonitas. Nunca seremos devidamente gratos a nosso pai pelo dom da vida que ele nos transmitiu.
Nas escrituras encontramos o verdadeiro conceito de pai. Ele é o chefe de família, é o princípio de uma descendência e elo de uma linhagem. É também nas escrituras que vemos um conceito mais amplo de pai com o significado de chefe de uma parte do povo, chefe de diversos grupos e até mesmo chefe de todo um povo.
Em determinados momentos a palavra pai é atribuída ao rei, aos sacerdotes, aos profetas e aos sábios, em virtude de sua autoridade e missão de educadores.
Abençoar é o que mais importa na missão de pai. A energia para punir nunca pode dissociar-se da obrigação de abençoar. O pai sempre deve abençoar, mesmo no caso em que os filhos se mostrem maus, rebeldes e ingratos.
O bom pai não é aquele que faz todas as vontades dos filhos. É aquele que busca o melhor para eles, que procura ensinar-lhes sobre a vida com palavras e exemplos, que procura ensinar-lhes a viver com retidão e dignidade, que procura ensinar-lhes o sentido da vida.
Bom é o pai que, por amar, sabe o tempo de dizer “sim” e o tempo de dizer “não” aos filhos.
Esqueça os defeitos que seu pai possa ter; esqueças as vezes em que ele falhou, as vezes em que ele não foi ta bom quanto você esperava. Deixe que Deus julgue os casos de suas fraquezas e misérias.
Deus é o único que conhece a fundo os corações e as intenções. De mais a mais, sua misericórdia é infinita e ele está sempre pronto a perdoar.
(*) Orlando Gambi foi um missionário redentorista da Província da São Paulo. Nasceu em 17/05/1925, professou seus votos em 02/02/1946 e recebeu o sacerdócio em 27/12/1950. Faleceu em 22/11/2005.
Esse padre redentorista foi autor de vários livros publicados pela Editora Santuário: “Paz & Bem”, “Gosto que me falem de amor”, “Ver a vida com amor”, “Como eu dizia, Senhor”, “Fique de bem com a vida”, “Vida de Santa Teresinha”, entre outros.
Em cada livro seu ele sempre desejou que o leitor acreditasse firmemente no amor de Deus e acreditasse, sobretudo, que o amor de Deus é, ao mesmo tempo, um convite para amar. Em suas mensagens ele também procurou transmitir o mesmo sentimento.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CONVITE MISSA DE SÉTIMO DIA POR ELSIE STUDART




Há sete dias ficamos privados do convívio terreno da Profa. Elsie Studart, uma amiga de longa data, com quem trabalhamos, lado a lado, no Instituto do Câncer do Ceará, por mais de vinte anos. Foi nossa sócia na Peritvs – Consultoria, Projetos e Pesquisas, empresa que organizou diversos eventos científicos e projetos de natureza econômica na praça de Fortaleza, atualmente inativa.
O Instituto do Câncer do Ceará, por meio de anúncio publicado nos jornais locais, convida familiares e amigos, para a missa de sétimo dia, a ser celebrada em sufrágio de sua alma, hoje, dia 1º/08/13, às 18h45min, na Igreja de São Raimundo, situada na Rua Francisca Clotilde, 826, Bairro Rodolfo Teófilo.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um gesto de solidariedade magnífico


Foto de Jennifer Foster


A Prepotência te faz forte por um dia; a Humildade, para sempre!
O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo!
O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo graças a uma turista do Arizona que registrou com a câmera de seu celular e postou no Facebook a imagem de um ser humano agindo com humanidade.
Estranho mundo esse nosso!
O que deveria ser corriqueiro causou espanto e admiração.
Foram mais de 400.000 compartilhamentos.
Tudo começou quando Larry DePrimo, um policial de Nova York de 25 anos, fazia sua ronda normal pela 7º Avenida na altura da Rua 44.
DePrimo, observou sentado numa calçada um morador de rua que tremia de frio.
Sem ter com que se cobrir e descalço o homem tentava se aquecer mantendo-se encolhido e silencioso.
Diante da cena, o jovem policial se aproximou olhou, deu meia volta, entrou numa loja e com o dinheiro que carregava em seu bolso, comprou um par de meias térmicas e uma bota de inverno – gastou 75 dólares.
De volta à presença do morador de rua, DePrimo, lhe entregou as meias e as botas. O homem, segundo DePrimo, deu um sorriso de orelha a orelha e lhe disse: “Eu nunca tive um par de sapatos em toda a minha vida”. No entanto, o gesto não se concluiu na entrega do presente.
Percebendo que o morador de rua tinha dificuldade em se mover, o policial se agachou, colocou as meias, as botas, amarrou os cadarços e perguntou: ficou bom? A resposta foram dois olhos felizes, lagrimejados e um novo sorriso. Ao se despedir, DePrimo perguntou se o homem queria um copo de café e algo para comer.
“Ele me olhou e cortesmente declinou a oferta. Disse que eu já havia feito muito por ele”. Aqui deveria ser o fim da cena. O pano cairia e todos iriam para casa.
Mas não foi.
Jennifer Foster, autora da foto, foi para casa abriu seu computador e postou em sua página a foto e escreveu o seguinte texto, dirigido ao Departamento de Polícia de Nova York.
“Hoje, me deparei com a seguinte situação. Caminhava pela cidade e vi um homem sentado na rua com frio, sem cobertor e descalço. Aproximei-me e justamente quando ia falar com ele, surgiu por trás de mim um policial de seu departamento. O policial disse: ‘tenho umas botas tamanho 12 para você e umas meias. As botas servem para todo tipo de clima. Vamos colocar’?” “Afastei-me e fiquei observando. O policial se abaixou, calçou as meias no homem, as botas e amarrou seus cadarços. Falou alguma coisa a mais que não entendi, levantou e falou, cuide-se”. “Ele foi discreto, não fez aquilo para chamar a atenção, não esperou reconhecimento, apenas fez”.
“Foi-se sem perceber que eu o olhava e que havia fotografado a cena. Pena que me faltou coragem para me aproximar, lhe estender a mão e dizer obrigado por me fazer crer que a polícia que sonho é possível”.
“Bem, digam isso a ele, por mim”.
Jennifer Foster.
Em poucas horas, o texto e a foto de Jennifer pipocaram por todo o território americano e boa parte do mundo.
Larry DePrimo, soube por um colega que lhe telefonou para contar.
Quando voltou ao trabalho e se preparava para sair às ruas foi chamado por seus superiores, ouviu um elogio, recebeu abraços de seus companheiros e quando seu chefe lhe disse que o departamento iria lhe ressarcir o dinheiro gasto de seu próprio bolso, Larry recusou e disse:
“Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mensagem de Felipe e Anna Paula pela Chegada de Eric Gurgel


Eric bem agasalhado para enfrentar o frio de New York.


Caros amigos e família,
Conforme muitos já ficaram sabendo, nosso primeiro filho, Eric, nasceu dia 7 de março, pela manhã, aqui em NYC.
Depois de longos últimos dias - e de uma serie de muitas “mudanças de curso” nas últimas horas, deu o ar de sua presença 5:43 AM. Apesar disso, tanto ele como a Anna Paula não correram riscos e, no final, foi feita a c-section mesmo. Chegamos em casa apenas no domingo por conta da recuperação natural da cirurgia.
Muitos de vocês acompanharam a evolução de nossa gravidez mais de perto. Outros mandaram mensagens (SMS, e-mail etc.), portanto peço desculpas por essa mensagem geral endereçada a todos nossos contatos. Realmente fica complicado responder no hospital e ainda mais nesse período onde você esta aprendendo como cuidar de um filho. É uma experiência única, mas bem trabalhosa. Nas próximas semanas espero poder responder individualmente a todos que nos mandaram votos - não vamos conseguir ser tão imediatos nas respostas, mas de antemão agradecemos a todos que nos desejaram sorte nesse processo. Também pedimos desculpas a todos que por ventura não receberam essa mensagem.
Grande abraço a todos,

Anna Paula, Felipe e Eric

quinta-feira, 7 de março de 2013

NASCIMENTO DE ERIC MORAES GURGEL



Fátima Bastos aconchega o neto Eric.


Nasceu, na manhã de hoje (7/3/13), no Mount Sinai Hospital, na cidade de New York, o párvulo Eric Moraes Gurgel, filho primogênito de Felipe Bastos Gurgel Silva e Anna Paula Moraes Lima Gurgel, e nosso primeiro neto.
Mesmo distantes, eu e meu filho André, enviamos as nossas felicitações ao jovem casal e auguramos votos de imensa alegria ao lar, presentemente enriquecido com a chegada do tão esperado varão.
Eric aparece acima, na sua primeira foto, colhida logo depois do nascimento, nos braços de sua avó paterna, a pediatra Fátima Bastos.
Seja bem-vindo, pequeno Eric!
Que Deus o guarde sempre!
Beijos carinhosos do seu avô estreante.
Marcelo Gurgel

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A IGREJA QUE O PADRE HAROLDO NÃO CONCLUIU II



Em 23 de maio de 2009, publicamos In: O Povo. Jornal do Leitor. p.3, o artigo “Uma Igreja para o Padre Haroldo”, no qual conclamamos o Padre Haroldo Coelho a retomar as obras e soerguer a Igreja de São Francisco de Assis, paralisada há mais de cinquenta anos.

Em nosso julgamento, isso poderia ser um grande desafio para o Pe. Haroldo Coelho, então vigário coadjutor da paróquia a que pertence essa igreja. Esse feito, somado ao engajamento político e social desse prelado, um defensor permanente dos descamisados e dos marginalizados, dar-lhe-ia, certamente, uma dimensão pública ainda maior, além do reconhecimento dos fiéis e dos devotos franciscanos.

Ao final do artigo, provocamos: “Que venha a nova igreja: que se acerque do pastor um novo rebanho de ovelhas, munidas de fé e transformadas, de fato, em instrumento de paz, como quer a Oração de São Francisco. Por conseguinte, mãos à obra, Pe. Haroldo.”

Infelizmente, o Pe. Haroldo, talvez pela idade, já tendo entrado na oitava década da vida, ou por outras razões motivacionais, a exemplo do seu envolvimento direto nas grandes causas sociais, não aderiu à proposição pública que apresentáramos. No entanto, pensamos que tal inação não diminuirá o legado, político, social e religioso, que ele deixa ao povo cearense, com sua súbita e inoportuna partida, em 11 de janeiro de 2013, submisso à orfandade, tomado de um sentimento de intensa perda.

A edificação em epígrafe está sendo cuidada, atualmente, pelo Pe. Bezerra que, aos poucos, vem fazendo reparos na estrutura corroída pelo tempo e captando recursos com a intenção de concluir essa obra inacabada. Temos sido testemunhas desse desmedido esforço do Pe. Bezerra, e, dentro do possível, nossa família tem-lhe emprestado o apoio material, com vistas à concretização do sonho do Pe. Hélio Campos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro da Sociedade Médica São Lucas

* Publicado, com ajustes, In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 9(67): 5, fevereiro de 2013.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

CÂNTICO DE NÚPCIAS

Dom Marcos Barbosa (*)
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.
Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.
Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.
Nossos mapas serão iguais,
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.
Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.
Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada,
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.
Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.
E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho, uma só carne
e um só coração.
Que o homem não separe o que Deus uniu.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.
Que eu não tenha outro repouso que o teu peito,
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.
E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.
E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute...
(*) Dom Marcos Barbosa (1915-1997) foi monge beneditino, poeta e tradutor; integrou a Academia Brasileira de Letras.

domingo, 13 de maio de 2012

EM LOUVOR À MÃE

Por Luiz Carlos da Silva *

Há um ser sem par que nós amamos
Que sentimos em nós um coração a dois
As alegrias da vida em profusão
A repetir no peito o eco da ternura
Que sobre nós esparze o amor de mãe

Desde os vagidos primeiros da existência
O olhar, o doce olhar materno
Contempla-nos com o brilho da esperança
A derramar as bênçãos da bondade
Vendo no filho tenro, na criança amada

O sol que lhe ilumina a vida

Razão suprema de ser mãe feliz!

Mas, eis que no passar dos anos
Os dias de ventura, os sonhos do porvir
Cruzam os caminhos da dor e da tristeza
A mão que tantas vezes afagara o filho
Os lábios que beijaram o pequenino ser
A voz sussurra cantigas de ninar
Sente o amargor das primeiras desditas
Os espinhos da longa caminhada

A Mãe que exulta é a mesma que sofre
São duas faces da vida – a hipóstase eterna –
Perpetuando a dor, a angustia, o prazer
Entrelaçando a vida nos braços da morte

A grandeza do amor de todas as mães
É bem maior, mais forte que o Universo
Mais bela, até, que a própria Natureza.
Guarda no escrínio do seu coração
O segredo da vida nas gerações que passam

Mulher, mãe, ser quase divino
Parcela de Deus na criação dos mundos
Tens o poder de transmitir o amor
Num gesto amigo, num sorriso, apenas

No murmúrio da voz meiga e sublime
No afago das mãos feito caricias,
No rolar de uma lágrima furtiva
Espelha-se a imagem de uma santa
Que fez da terra um trono, um paraíso
E de si mesma, bipartindo as células,
Transfundindo o sangue de seu próprio sangue
Deu-nos o maior dos bens: A Vida

* Essa poesia de nosso pai, Luiz Carlos da Silva, feita em Fortaleza e datada de 7 de maio de 1971, certamente que dedicada à nossa avó Valdevina, foi encontrada há seis anos e lida em família, por ocasião do Dia das Mães, em 14 de maio de 2006. Ela foi publicada no livro “Dos Canaviais aos Tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva”.
 

Free Blog Counter
Poker Blog