quinta-feira, 24 de abril de 2025

Parabéns pra você, Santa Casa de Fortaleza

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Em 14 de março de 1861, um sonho acalentado desde 1839 e iniciado em março de 1854 torna-se palpável, com a inauguração do prédio e instalação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, que seria, de fato, implantada cinco dias depois, no Dia de São José, seu Patrono.

Em 1866, a Santa Casa passou a gerir o Cemitério São João Batista, um complexo de enorme riqueza histórica e cultural, que abriga túmulos de grandes vultos cearenses, na política, nas artes, nas ciências.

Durante essa tão profícua vida, a Santa Casa foi responsável por uma empresa funerária, inaugurada em 1876, pela Maternidade Dr. João Moreira e Casa de Saúde Dr. César Cals, ambas de 1928, que já não fazem parte da Irmandade.

Em 1877, a partir da visão de Mordomos da Santa Casa, resolveu-se criar uma unidade especializada em Psiquiatria, denominada de Asilo de Alienados e hoje Hospital São Vicente de Paulo, com atendimento humanizado, integralmente para pacientes SUS.

Em 1937, como forma de trazer novas fontes de recursos para a Santa Casa, foi criado o Pensionato Dr. Eduardo Salgado, hoje Casa de Saúde Dr. Eduardo Salgado, unidade hospitalar em pleno funcionamento e aberta a toda a população.

A Santa Casa foi responsável pela instalação do primeiro aparelho de Raio X, da primeira ala para tuberculosos, do primeiro pronto socorro e ambulatório. Na realidade, dela nasce, de fato, a Medicina cearense, reunindo nomes que fizeram história e são até hoje cultuados.

Fica muito clara a importância da Santa Casa na saúde cearense, quando compulsamos os dados entre 2014 e 2024, com números expressivos como 2,2 milhões de exames e diagnósticos, 116,7 mil cirurgias, 414,9 mil consultas e 46,5 mil internações.

E esses números só não são ainda mais robustos porquanto, nesse intervalo, convivemos com uma pandemia e, no último ano, com a dramática redução de atividades, dadas as dívidas que se acumulam por conta das perdas mensais provocadas pelo subfinanciamento de seus procedimentos: 95% de pacientes SUS e, destes, mais de 70% na deficitária média complexidade.

Vamos continuar salvando vidas? A Santa Casa sabe como.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/25. Opinião. p.20.

Quem não comunica, se trumbica

Por Sofia Lerche Vieira (*)

O comunicador Chacrinha na década de 1970 e 1980 utilizava muito a expressão "Quem não comunica, se trumbica". Acredito inclusive que é o autor da frase que hoje é de conhecimento público. Traduzindo quer dizer que se a comunicação não for eficaz, se não atingir seu objetivo, vai dar errado, vai criar conflito, confusão. É mais ou menos o que a gente identifica no governo Lula, por mais que tenha feito boas entregas, não as comunica bem, logo abaixa a aprovação de seu governo.

No campo do planejamento de políticas públicas a comunicação interna e externa da política é crucial para sua implementação e seu posterior impacto. Do ponto de vista interno planejar a comunicação intersetorial e institucional dos diversos atores burocráticos responsáveis pela implementação reduz os riscos de reformulações e custo desnecessário. Externamente uma boa comunicação da política garante pouca resistência da população em geral e maior compreensão, informação e adesão dos beneficiários da política em questão.

O que está acontecendo com o governo Lula reflete falta de planejamento da comunicação de suas políticas. Claro que tem outras variáveis interferindo nos índices de aprovação do governo, como a inflação dos alimentos, por exemplo, mas a falta de comunicação de boas entregas do governo, como a volta do investimento em Cisternas, a valorização do salário-mínimo, e agora o projeto de justiça tributária via mudança na tabela do imposto de renda, a ser aprovado no legislativo.

Outras entregas foram pouco exploradas em termos de comunicação. No campo da educação, por exemplo, o programa Pé de Meia, que já demonstrou seus resultados no último ENEM. O PIB que só cresce. Programas de incentivos aos microempreendedores e abertura de crédito. A retomada e reformulação do programa Bolsa Família e Minha Casa e Minha Vida, o Concurso Nacional Unificado para cargos federais, dentre outras iniciativas. A lista é enorme, e pouco explorada.

O episódio da Portaria do Pix, que gerou desinformação e pânico na população em relação a taxação, e acabou por ser revogada, é um sintoma dessa falha comunicacional do governo que precisa ser revista. Soma-se à falta de planejamento na comunicação das políticas a desinformação e Fake News gerada pelas plataformas digitais. Questão que deve ser incorporada no planejamento das políticas, calculando riscos e estratégias de ação.

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/25. Opinião. p.20.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

TAXI DRIVERS

Por Romeu Duarte Junior (*)

Como não sei, nunca me interessei e já está tarde para aprender, esse negócio de dirigir carro nunca foi comigo. Se estou sem pressa, vou de ônibus (por falar nisso, tenho que tirar a carteirinha do idoso). Se estou com a agenda lotada e com o tempo escasso, faço como a Angélica: vou de táxi. Como esta última situação é a mais frequente, sou um fiel cliente dos motoristas de praça (é o novo!). O bom é que raramente ligo para chamar um. Da velha guarda, pego os caras na rua mesmo, acenando com a mão. "O senhor é o único que ainda faz isso", disse-me um deles um dia desses. No trajeto, rola de tudo: papos sérios e engraçados, mentiras, reacionarismo (como tem taxista bolsonarista...), histórias hilárias, música gospel (argh!), por aí. Ah, um Scorsese para filmar as lorotas...

Na semana passada, peguei um que passou por uma marmota curiosa. Aceitou a corrida de uma loura na Praça do Ferreira ("um mulherão, doutor") e foi bater com ela na Vila Manoel Sátiro. Em lá chegando, a dona desceu numa praça e pediu para ele esperar. "Pronto, levei um calote", disse ele. Súbito, chegou um sujeito numa moto e encostou. "Eita, que agora, além do beiço, vou ser assaltado". "Fica frio, coroa", disse o motoqueiro, "sou detetive e achei o marido da comadre aí". De repente, lá vem a loura trazendo debaixo de tapas, só de cueca, o seu consorte (ou sem sorte...), com uma pessoa aos prantos atrás. "Meu amigo, o cabra apanhou mais do que mala velha para largar o mofo", disse o chofer, "e o legal foi que ela me pagou e eu ainda voltei com a pessoa. É mole?".

O caso me lembrou outro que aconteceu com um conhecido meu há muitos anos na Praia de Iracema. Tarde da noite, pegou um táxi no largo da Igreja de São Pedro. Mal entrou no carro, o cinesíforo foi logo saudando-o e destacando os seus predicados de beleza. "Aí, garotão, passou o rodo no mulherio da PI, né?", falou-lhe o condutor, enquanto passava a mão nas suas pernas. No meio do caminho, parou a viatura num posto de gasolina e tascou: "Jovem, gostei de você. Que tal nos divertirmos nos bares da Leste-Oeste?". "Quero ir para casa, nada de programa, qual é, cara?!". Ao chegar ao destino, o motorista recusou o pagamento, choroso. "Tome, é seu", impôs o rapaz. Algum tempo depois, mais uma vez se encontraram, desta vez no Centro. Cumprimentos formais, apenas.

Pois bem, o que não falta numa corrida de táxi é prosa boa e marmotas mil, todas temperadas com uma boa dose de patranha. O senhorzinho que se garante na cama sem precisar de viagra, o cara que anda armado, o outro que foi roubado, sequestrado e colocado no porta-malas do carro, a taxista que não leva desaforo para casa, o magrelo com bandeirada cara, tem gente de todo tipo e com muita conversa fiada. Isso tudo me lembrou um antigo samba do Zé Kéti, "Motorista de praça", "Quando preciso de um táxi, faço o sinal / Olhas para o outro lado / Fico muito invocado / Mas no fundo eu te dou razão / Sei que não fazes por mal / A cara da gente não diz quem é o marginal". Tomei um táxi um dia desses e disse "Para a Procuradoria da República", ao que o chofer falou: "Já vai para a Embaixada?".

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/03/25. Vida & Arte. p.2.


terça-feira, 22 de abril de 2025

IA e economias contra hegemônicas: o que está em disputa?

Por Cláudia Leitão (*)

A Cúpula de Ação em Inteligência Artificial (IA) assumiu recentemente como seu maior desafio o enfrentamento da hegemonia dos interesses de grandes grupos econômicos e de seus impactos no desenvolvimento tecnológico e na governança das nações. Mariana Mazzucato alerta sobre o perigo da dominação das "big techs" sobre a IA, capturada pelos usos tortos e escusos da plutocracia global.

Afinal, a IA não pode ser refém do mercado, mas instrumento de emancipação das populações. Ora, os avanços tecnológicos são, em sua grande maioria, resultado de investimento público, embora acabem sempre sendo apropriados por discursos "liberais" que esvaziam e deslegitimam o Estado de suas funções.

O "Departamento de Eficiência Governamental" de Trump, conduzido por Elon Musk, simboliza, em sua recente ação de demissões em massa, o desprezo pela expertise do Estado e sua capacidade formuladora de políticas públicas. Triste ironia. Foram os subsídios governamentais de 5 bilhões de dólares que permitiram à Tesla de Musk a sua existência e sustentabilidade.

Em meio a um turbilhão de algoritmos, instrumentalizados para a proliferação de conteúdos ilegais e engajamentos suspeitos, o Estado deve assumir novas tarefas, reconhecendo a importância estratégica do conhecimento aberto e o valor das novas economias dispostas a quebrar o domínio e o controle de dados em favor do conhecimento produzido entre e para todos.

Ronaldo Lemos nos lembra que "o Brasil é um laboratório permanente de experimentação" e observa, que "temos uma imensa capacidade de absorvermos e remixarmos referências externas, criando algo totalmente novo e original". Essa vocação é um ativo essencial para que possamos avançar rumo a um outro desenvolvimento.

Por isso, é impossível abrir mão do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e de seu compromisso com novos marcos legais para a inovação, a inteligência artificial e a economia criativa. Como enfatiza Mazzucato: "não se trata de escolher entre inovação e regulamentação, mas de criar incentivos e condições para direcionar os mercados a entregar os resultados que desejamos como sociedade".

(*) Cientista Social. Professora da Uece. Diretora do Centro Internacional Celso Furtado para o Desenvolvimento.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/03/25. Opinião. p.18.

PRÊMIO RIOMAR MULHER: uma "pancada", cidadania e emoção

Por Márcia Alcântara Holanda (*)

Receber o comunicado de que havia sido eleita, junto com outras dez mulheres, para receber o Prêmio Riomar Mulher foi uma grande surpresa. Há nove anos, essa premiação reconhece e valoriza mulheres por suas grandezas, forças e ousadias em suas áreas de atuação na sociedade, celebrando suas realizações de sucesso em um evento grandioso e especial.

Ao receber a notícia, senti uma "pancada" forte no ser, e de dentro de mim saltou um sentimento de não merecimento. Perguntei-me: por que eu, se apenas fiz o que deveria ser feito?

Ventos ora fortes, ora suaves, entraram como ondas de percepções — o que chamo de consciência. Carrego em mim todos os meus perceberes: gravados, armazenados, desdobrados, transformados ou descartados. Esse terreno de elevada capacidade transformadora de ideias, comportamentos e identidades tem sido a base da minha jornada. Talvez por isso eu me veja apenas como cidadã. Sempre pensei que apenas fazia o que o mundo esperava de mim, sem precisar ser premiada.

Nesse exaustivo exercício reflexivo, tentando compreender a mim e ao outro, revi e analisei os feitos que doei ao mundo — sem ônus para ele, mas sim para mim. Vi que, em centenas de situações das quais participei, havia desafios que exigiam definição: atitudes, com ou sem risco. E percebi que, diante dessas situações, fui capaz de enfrentá-las, com riscos reais e pessoais, mas sempre as enxergando como passíveis de soluções e como realizações coletivas de extremo valor para o meu povo.

Como exemplo, lembro a erradicação da epidemia mortal da silicose (1988-1998) em cavadores de poços da Ibiapaba-CE, que salvou mais de 1.200 vidas de jovens trabalhadores, livrando-os dessa doença irreversível e fatal, por meio de ações educativas inspiradas nos princípios de Paulo Freire. Também recordo o controle das mortes e internações por asma em Fortaleza (2013-2017), que teve impacto direto na saúde pública.

Busquei entender a raiz dessas atitudes e descobri que foram fruto de um comportamento consistente e de um compromisso extremo. Segui a fórmula de Jocko Willink e Leif Babin, no conceito de responsabilidade extrema, juntando meus pares — que foram muitos — na consolidação de cada jornada traçada e executada.

Mergulhei nessa reflexão profunda sobre os feitos que me levaram a ser reconhecida como transformadora de mundos, como o prêmio me identificava. Então, finalmente, admiti que merecia, não apenas pelas realizações, mas pela forma como as conduzi: com uma riqueza de direitos e deveres, pessoais e coletivos.

Receber o prêmio foi, então, uma grande alegria, felicidade e emoção. Nesse momento, vi todos que estiveram comigo nessas realizações vitais para a nossa gente. Por isso, engrandeço a atitude — também cidadã — do Sr. Paes Mendonça, ao nos premiar por nossos feitos.

Por fim, penso que este prêmio representa, acima de tudo, a vitória da cidadania!

(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro honorável da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2025. Opinião. p. 20.


segunda-feira, 21 de abril de 2025

Educação superior e o desenvolvimento de suas atividades

Por Cândido B.C. Neto (*)

Vivemos num contexto em que a produção e a difusão do conhecimento são aspectos fundamentais para o crescimento socioeconômico de um povo, de uma região e de um país. Compete à Educação Superior o desafio de criar oportunidades de ascensão social, com impactos positivos sobre a distribuição de renda, por meio de uma educação humanista, inclusiva e libertadora. Desse modo, nas últimas décadas, a educação superior pública, principalmente a partir da expansão geo territorial e da interiorização das instituições de ensino federais e estaduais, vem expandindo a excelência no desenvolvimento de suas atividades.

Partindo de uma compreensão mais ampla da educação superior, a qual envolve não apenas o ingresso, mas também a permanência e a qualidade da formação dos estudantes, destacamos a necessidade de ampliação urgente de investimentos em infraestrutura, formação profissional e contratação de pessoal docente e técnico-administrativo, por meio de concurso público, de modo a garantir condições efetivas de acessibilidade diante da democratização, sobretudo por meio da implantação das políticas de cotas sociais, étnico-raciais e para pessoas com deficiência. Ressaltamos que faz-se necessário, investir em políticas de assistência estudantil e, especialmente, nos programas de bolsa de permanência universitária, com o objetivo de evitar a evasão, viabilizando ao aluno concluir o curso de graduação no tempo regular.

A especificidade da Educação Superior exige dos seus integrantes a constante busca do equilíbrio entre o desenvolvimento dos saberes e inovações produzidos pelas IES, fundamentado num compromisso social visando o atendimento das demandas que lhes são exigidas, tendo em vista a superação das necessidades históricas e reconhecendo ser de fundamental importância o bom desempenho em favor da nossa população.

A justificativa deve trazer dados e evidências de como a política educacional se encontra. Como se comportam os principais indicadores do desenvolvimento humano. Quais ações, propostas e metodologias serão usadas para resolver os principais desafios do mundo contemporâneo.

(*) Professor da Uece e coordenador da Educação Superior da Secitece.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/03/25. Opinião. p.18.

Os verdadeiros heróis e a importância dos exemplos de vida

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Vivemos um tempo sem lideranças e relações práticas entre filosofia e política, questões que tem relevância na busca da felicidade em sociedades mais evoluídas.

Os representantes dos extremos, da esquerda e da direita, versam sobre o mantra dos justiceiros e dos pseudo representantes das minorias, características bem próprias dos que temem o debate e têm certeza de quase tudo. Aliás, esses são ingredientes dos movimentos de massificação e manipulação.

Nas últimas décadas, o Brasil amparou-se na lógica da economia mais ortodoxa, influência inequívoca do mercado e da sociedade de consumo. Tempo em que não podíamos questionar axiomas, como aquele que afirmava que a responsabilidade fiscal propiciaria o "welfare state". Infelizmente, o estado de bem-estar social não aconteceu, o mundo expandiu as desigualdades e os conflitos.

Por outro lado, os que se antepõem a esses dogmas, estão aprofundando a crise social.

No Ceará não é diferente. Nesse momento não podemos cantarolar no Ceará não tem disso não ". A melhoria da saúde e da felicidade tem relação com a redução de desigualdades. No entanto, caminhamos para um estado com maior concentração de renda, e para um povo mais pobre, temos a segunda pior renda per capita do Brasil.

Em 1988 o Ceará representava 2% da população brasileira e 1,7% do PIB. Atualmente, representamos 4% da população brasileira e apenas 2,2% do PIB.

Afinal, empobrecemos? Sim, pioramos os indicadores como os da violência, que guardam relação direta com a desigualdade.

Sou otimista e realista. Não sou daqueles cegos seguidores do método científico, por compreender dos males que algumas certezas e a falta de humildade proporcionam à humanidade, e pelos prejuízos que causam ao espírito e à possibilidade de colaboração com o desenvolvimento intuitivo, tão importante na história de nossa sociedade.

Somente uma análise franca da realidade combaterá a apatia e o autoritarismo, apontando novas estratégias, novos modelos de estado.

A meu ver um bom começo seria enaltecer heróis como Carlos Chagas, Machado de Assis, Rodolfo Teófilo, dentre outros. São eles os exemplos de dedicação, altruísmo e coragem, valores essenciais para uma sociedade mais justa.

Enfim, não precisamos usar ou manchar a bandeira, nem tampouco exaltar um positivismo ou um populismo excludente. A bandeira significa pouco, mas os valores exprimem muito de uma sociedade.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 22/03/2025. Opinião. p.17.


 

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