sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Dois em forma e um enfermo e outros causos


Por jornalista Tarcísio Matos, de O Povo
Dois em forma e um enfermo
Vilalba Lúcia morreu, tem 21 dias, mas pense numa trabalheira que deu! Malgrado o doençaral de múltiplas facetas, lutou pela vida por 15 sofridos anos. Arquejava de dar dó no fundo duma rede, na peinha de nada. A mazela diagnosticada de início sugeria algo fulminante. Pelos cálculos, quando do primeiro prognóstico médico, tinha um mês de vida. A sujeita estrebuchou, segurando o nó da vida com bravura. O que tanto lhe abatia e dava força para prosseguir de pé, ao ponto de segurar 11 velas? Eis o mistério. Reclamava-se de:
- Desmaio contínuo na janta, gastura na testa, peido perpendicular, coceira em X, carnegão na rodilha do caneco. Mas não dou o gostinho!!!
Não muito diferente do fenômeno supra, tínhamos o caso de Jomar Bartolomeu. Fez ele o dobro do esforço de Vilalba pra resistir em meio à versidade de moléstias. 22 dias atrás bateu a caçoleta, mas... Que tal 90 dias de UTI entre a vida e morte, com o agravante de um choque de mil volts lá dentro? E os 12 caixões encomendados? Morte cerebral decretada nove vezes. E Jomar segurando o cabeçote da existência física. Reclamava-se de corrimento na pleura, insuficiência de cuspe, testículo estoporado, goela seca. Palavras de Jomar:
- Vi a face do Cristo. Do jeito que Lázaro ficou, fiquei. Bati papo com Dom Pedro. Visitei vô Chichico no purgatório. Mas não dou o gostinho!!!
Epa! Perceberam a sentença derradeira de uma e de outro? “Mas não dou o gostinho!” Deslindado o mistério: Vilalba era sogra de Jomar. Odiavam-se. Insistiam em não morrer só pra não dar ao outro o gostinho de comemorar, mijar na cova. Jomar foi o grande vencedor, com um dia de vida a seu favor. Parabéns!
Jair Morais manda notícias
1. Fuleirosofias dele
• Atenção novos vereadores da capital: a primeira providência de vocês é aprender a chupar uma manga.
• Se existe licença-paternidade? Existe! É quando o pai pede licença à mãe pra botar o menino no colo.
• Antes só do que depois.
• O melhor airbag pra moto é botar 15 travesseiros dentro da camisa do motoboy.
• Se a corrupção já é muita sem cortar um bolo, imagina cantando parabéns pra você!
• Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse são a Peste, a Guerra, a Fome e a Morte. Se tivesse um quinto, seria a Liseira.
• É mais fácil eu esquecer um casal de bacurim na sala VIP do Aeroporto Internacional Tom Jobim que meu violão em casa.
• Já viram coveiro urinar de ‘cóca’ em noite de lua cheia? Queiram não!
• Doidão é quem faz doidim numa doidona...
2. Avisa que é representante comercial de:
• Tesourinha de cortar unha de bode.
• Aparador de pelo de guaxinim.
• Balde de disgotar fossa.
• Prato de porcelana feito de barro.
• Armadilha pra formiga em açucareiro.
3. E que preciso dos seguintes profissionais:
• Churrasqueiro de cemitério.
• Disgotador de fossa que trabalhe de dupla.
• Descascador de coco com experiência em sala de aula.
• Auxiliar de sacristão em missa de corpo presente.
Fonte: O POVO, de 22/10/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos. p.8.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS... DO CONHECIMENTO


Por Cláudio Ferreira Lima (*)
Segundo Lord Byron, o famoso poeta inglês, o passado é o maior profeta do futuro. Comprovemos esta assertiva com o exemplo do Ceará.
Ora, a nossa formação econômica se deu, basicamente, com a pecuária, o algodão e as culturas de subsistência: arroz, milho, feijão e mandioca.
Para criar e plantar, dependia-se quase só dos caprichos da natureza; era muito pouco o conhecimento exigido.
Assim, ao iniciar-se a industrialização nos anos 1960, os ramos da matéria-prima local e a mão de obra pouco qualificada pontificaram. E isso, mutatis mutandi, ainda está presente: calçados, têxteis, confecções e produtos alimentares dominam em produto e emprego.
A agropecuária continua refém das chuvas e os serviços têm no governo e no comércio, ambos de baixa produtividade, os grandes empregadores.
Daí, quando o IBGE calcula a renda domiciliar per capita, o Ceará não fica em boa posição. Em 2017, é a 6ª menor do Brasil (em 2014, foi a 3ª). Lord Byron tem razão. Mas como mudar essa realidade?
Claro que já vem mudando. O ritmo é que deixa a desejar. Washington Luís, o presidente da República deposto em 1930, quando comandava São Paulo, cunhou o lema “governar é abrir estradas”, prioridade da época e daquele Estado.
Mas, hoje, as estradas almejadas são as do conhecimento. Nelas, as transformações correm a velocidades bem maiores e, daí, pode-se superar em pouco tempo uma realidade adversa.
Nesse sentido, o atual governo, aproveitando as picadas e, como se diz na engenharia, as “camadas de base” – sejam novas, sejam preexistentes –, tem atuado fortemente nessa linha.
Sobre as picadas, evoluem as pesquisas na UFC e na Uece, as incubadoras e outras iniciativas com o apoio do CNPq e da Funcap. Quanto às “camadas de base”, têm-se, de um lado, os avanços na educação formal (referência nacional), assim como na profissional e tecnológica, e, do outro, a invejável infraestrutura digital (o Cinturão Digital, que penetra todas as regiões do Estado, e os cabos submarinos, que fazem do Ceará destacado centro de conexão intercontinental).
A partir daí, é possível realizar projetos que conduzem a um futuro melhor, aliás, já em plena gestação. São os polos tecnológicos de saúde em implantação no Eusébio e em Fortaleza (Porangabuçu), o sucesso das empresas de tecnologias da informação e comunicação – TICs, o Data Center da Angola Cables, em Fortaleza (Praia do Futuro), e outros mais que virão, matrizes de distritos digitais, sem esquecer os ricos desdobramentos da sociedade do conhecimento sobre toda a economia, que trazem emprego de qualidade, bons salários e mais elevados padrões de vida.
Que se torne cada vez mais densa nossa malha viária do conhecimento! É por aí que circula nosso desenvolvimento.
(*) Economista e membro do Instituto do Ceará.
Fonte: O Povo, 25/03/18, Opinião. p.25.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

CONVITE: Bicentenário de Nascimento de Thomaz Pompeu




O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), médico e escritor Lúcio Alcântara, convida para a solenidade de abertura das comemorações do bicentenário de nascimento do Senador “Thomaz Pompeu de Sousa Brasil”, a ser realizada no Auditório Thomaz Pompeu Sobrinho, na sede da instituição.
Na ocasião, a sócia efetiva professora Angela Gutierrez falará sobre o ilustre Senador do Império.
Data: 23 de agosto de 2018 (quinta-feira).
Horário: 17 horas.
Local: Instituto do Ceará – Rua Barão do Rio Branco, 1.594 – Praça do Carmo, em Fortaleza-CE.
Traje: esporte fino.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

CURIOSIDADES DA ENGENHARIA!


Aqui está o mais puro exemplo de como temos, muitas vezes, de nos adaptar às atitudes tomadas no passado:
A bitola das ferrovias (distância entre os dois trilhos) nos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.
Por que esse número foi utilizado?
Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e, como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta foi a medida adotada.
Por que os ingleses usavam essa medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que, antes das ferrovias, construíam as carroças e utilizavam as mesmas ferramentas.
Por que utilizar essas medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria servir para as estradas antigas da Europa, que tinham essas medidas.
E por que tinham essas medidas?
Porque as estradas foram abertas pelo antigo Império Romano, quando de suas conquistas, e tinham as medidas baseadas nas antigas bigas romanas.
E por que as medidas das bigas foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar dois traseiros de cavalos!
Finalmente...
O ônibus espacial americano utiliza dois tanques de combustível sólido SRB (Solid Rocket Booster) que são fabricados pela AtK Thiokol, no Estado americano de Minnesota.
Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-lo mais largo, porém tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.
Conclusão:  O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia acaba sendo afetado pelo tamanho da bunda dos cavalos da Roma antiga.
Cavalaria também é cultura...
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CIDADANIA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Cidadania, conceito essencial à atividade política, representa os direitos e deveres exercidos por uma pessoa dentro de um Estado. Por sua vez, o Estado existe não para ser opressor ou submisso, tampouco de direita ou de esquerda, mas para eliminar as injustiças e desigualdades, em vários aspectos, bem como para assegurar os princípios da democracia. É fundamental o conhecimento das verdades básicas, visando alcançar os valores éticos e morais indicadores da justiça, da liberdade, não da libertinagem, e da igualdade de oportunidades. O objetivo da política é a conquista, a expansão e a preservação dos espaços de poder. O embate dos contrários constitui o âmago dos sistemas democráticos, respeitando-se a estrutura legal, a ética e a moral, e rejeitando-se acordos espúrios, emboscadas, perspectivas de corrupção e conluios. Vale lembrar Bacon: “Como é estranho ambicionar o poder e perder a liberdade”. A política é dinâmica, porém a moral é permanente. O importante é compatibilizar a política e a moral dentro de bases éticas para que se tenha uma verdadeira democracia. Não se trata de utopia, mas de um caminho seguro para se encontrar uma sociedade justa. Ademais, em vários Estados do mundo, precisa-se recuperar ou encontrar a eficácia do Poder Executivo; resgatar a capacidade deliberativa e representativa do Poder Legislativo; assim como, a importância do Poder Judiciário em garantir a ordem legal e constitucional. Não esquecer os fundamentos democráticos propostos por Montesquieu. Com efeito, considerando-se as observações mencionadas, sem dúvida, alcança-se a cidadania desejada por todos.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 10/8/2018.

domingo, 19 de agosto de 2018

UM CASAL DE IDOSOS DECIDE JOGAR GOLFE


"Como foi sua partida de golfe, querido?" perguntou a esposa de Juca.
"Então... Eu estava indo muito bem, mas minha visão está tão ruim que não conseguia ver em que direção a bola ia".
"Bem, você tem 75 anos agora, Juca, por que você não traz meu irmão Mauro na próxima vez?", sugeriu a esposa.
"Mas ele tem 85 anos e não joga golfe há mais de 10 anos, querida", protestou Juca.
"Mas ele tem uma visão perfeita, disso eu tenho certeza! Ele pode ficar olhando em que direção a sua bola vai", explicou a mulher.
No dia seguinte, Juca foi à partida de golfe e Mauro deveria ficar olhando a bola. Juca fez a tacada e a bola desapareceu pelo no campo.
"Você viu a bola?", perguntou Juca.
"Sim", Mauro respondeu.
"Então me diga, pra onde ela foi?", gritou Juca, caminhando em direção ao campo.
"Esqueci."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

A PRIMEIRA CONFISSÃO DA PARÓQUIA


Em uma pequena cidade do interior, um padre estava sendo homenageado com um jantar em comemoração de seus 25 anos na paróquia. O prefeito da cidade, que era um membro da congregação, foi escolhido para fazer uma homenagem ao padre e dar um pequeno discurso durante o jantar, mas estava atrasado, preso no trânsito.
Enquanto esperavam, o padre achou que seria apropriado dizer algumas palavras de agradecimento à comunidade.
"Vejam bem", começou, "a privacidade do confessionário jamais pode ser quebrada. No entanto, sem entrar em muitos detalhes, posso dizer que tive as minhas primeiras impressões da paróquia com a primeira confissão que ouvi aqui. Eu só posso falar vagamente sobre isso, mas quando cheguei, há 25 anos, achei que tinha vindo parar em um lugar terrível.
O primeiro rapaz que entrou no meu confessionário me contou que havia roubado um aparelho de televisão e, quando parado pela polícia, quase assassinou o oficial. Além disso, ele me disse que tinha roubado dinheiro de seus pais, desviado verbas do seu local de trabalho, teve um caso com a esposa do seu chefe, usou drogas, e passou uma doença venérea à sua prima.
Eu fiquei chocado, mas com o passar dos dias, percebi que as pessoas da cidade não eram todas assim, e que eu tinha, de fato, chegado a uma paróquia ótima. Hoje vejo como aquele era um caso à parte."
Assim que o padre terminou seu discurso, o político chegou cheio de desculpas pelo atraso. Ele imediatamente começou seu discurso, sem saber o que padre havia falado antes...
"Eu nunca vou esquecer o primeiro dia do nosso padre na nossa cidade", disse o político. "Na verdade, eu tive a honra de ser o primeiro cidadão a confessar com ele..."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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