sábado, 18 de agosto de 2018

Posse novos membros da Academia Cearense de Ciências


A Academia Cearense de Ciências (ACECI), sob a presidência do Ac. Prof. José Albérsio, realizou ontem à noite, dia 17/08/18, no Auditório da Reitoria da UFC, a solenidade de posse dos seus acadêmicos titulares, os professores doutores Antônio Gomes de Souza Filho, Fernanda Montenegro de Araújo, Lucas Antônio de Sousa Leite,e Tarcísio Holanda Cavalcante Pequeno, Lineu Ferreira Jucá, e ainda Lucicléia Barros de Vasconcelos, como membro afiliada.
Os novos acadêmicos foram saudados pelo Ac. Krishnamurti Carvalho e, em nome dos recém-empossados, a fala de agradecimento foi assumida pelo Ac. Tarcísio Holanda Cavalcante Pequeno.
Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira 18

A MÃE DO ESCAPULÁRIO


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Neste mês de julho, mais precisamente no dia 16, celebramos a Festa de Nossa Senhora do Carmo, madrinha da Obra Evangelizar é Preciso.
Seu histórico narra que, na Idade Média, monges atuavam como cavaleiros cruzados. Por volta de 1155, fatigados pelas batalhas para conquistar a Terra Santa, fixaram-se no Monte Carmelo, montanha na costa de Israel e cujo nome significa “jardim” ou “campo fértil”. Desejosos de uma vida autenticamente cristã, ali se estabeleceram e fundaram uma capela dedicada à Virgem Maria, razão pela qual ficaram conhecidos como Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Em 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à Ordem fundada pelos monges carmelitas.
Em 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, durante oração feita à Nossa Senhora pelo superior da Ordem, São Simão Stock, pedindo um sinal de sua proteção que fosse visível aos inimigos, o Escapulário da Virgem do Carmo foi entregue por Nossa Senhora com a seguinte promessa: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.
Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. Nos ‘agarrarmos’ a ela e nos mantêm fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo que traz o santo escapulário.
O escapulário tem o propósito em duas vias: uma o nosso comprometimento com Jesus por Maria, assim como ela foi serva fiel, também nós trabalharemos pelo Reino de seu Filho Jesus Cristo. A outra via é um carinho de Maria para conosco. Na mesma disposição que temos em servir, Ela tem para conosco e nos dá um pedaço do seu manto para nos proteger. Nas horas em que nos sentirmos desencorajados ela nos sustenta. Na hora em que nos sentirmos abatidos, ela nos afaga. Na hora em que nos sentirmos cansados Ela será nosso descanso. É a Mãe a nos dizer: “Não desanimem porque a vitória vem depois da cruz”.
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 14/07/2018. Opinião. p.17.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Solenidade dos 124 Anos da Academia Cearense de Letras


Participei na noite de ontem, 16 de agosto de 2018, no Palácio da Luz, da solenidade comemorativa dos 124 anos de fundação da Academia Cearense de Letras (ACL), considerada a primeira do gênero no Brasil, tendo antecedido em três anos à criação da Academia Brasileira de Letras.
Na ocasião, foram contemplados pela entidade, com a Medalha Barão de Studart, as seguintes pessoas públicas: o chanceler da Universidade de Fortaleza, Adm. Edson Queiroz Neto, a Vice-Presidente da Fundação Beto Studart, Adm. Ana Maria Nogueira Studart Gomes e o Vice-Presidente do Grupo M. Dias Branco, Adm. Geraldo Luciano Andrade Filho, e com a Comenda Thomaz Pompeu, entregue ao Ac. Lúcio Gonçalo de Alcântara.
A solenidade foi conduzida pelo Presidente do sodalício, Ac. Ubiratan Diniz de Aguiar, tendo Sra. Norma Zélia assumido o cerimonial, seguindo o esquema agendado pela Diretora Administrativa da ACL, a escritora Regina Cláudia Fiúza.
A saudação aos homenageados foi pronunciada pelo Ac. José Batista de Lima e a fala de agradecimento dos mesmos coube ao chanceler Edson Queiroz Neto.
A efeméride foi prestigiada pela presença marcante de pessoas do mundo empresarial e cultural cearense, como integrantes de academias e sociedades locais, como o Instituto do Ceará, a Academia Cearense de Medicina e a Sobrames/CE.
Ao término, acadêmicos e seus convidados se confraternizaram em um coquetel oferecido pela ACL.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina e da Sobrames/CE

AOS VIVOS: Asfalto com farinha e outros causos


Por jornalista Tarcísio Matos, de O Povo
Asfalto com farinha
Empolgado com a possibilidade de reeleger-se tão-somente pavimentando os trechos mais críticos da cidade, Maria Sem Juízo, nos derradeiros 30 dias de campanha, era incansável. Nem aí pra lei eleitoral. Onde estivessem um caminhão com a farinha preta do asfalto e funcionários da prefeitura deitando piche no chão, lá ela chegava com a ruma de assessores, contando vantagens da administração.
À sombra da castanholeira em frente à casa de João Peba, encontramos Maria. Aponta o dedão pra lá e pra cá, se mete no serviço dos profissionais, instrui sobre como fazer mais rápido e melhor o recapeamento em andamento. Notando que João Peba cubava o movimento da janela, enquanto o asfalto descia fumegante da caçamba, conta que rua pavimentada é mais saúde, educação, emprego, segurança, paz. O velho e bruto morador desconcorda.
- Asfalto, dona prefeita. Homi, nós qué coisa que ‘inhencha’ barriga!!!
Maria Sem Juízo pode não ser boa administradora, mas é espirituosa.
- O senhor é que pensa! Aproveite enquanto ele tá quentinho!!!
Caba moleque!
Quem é usuário de transporte público sabe: coisa melhor do mundo é ônibus abundante na porta de casa e com lugar disponível pra sentar. Ainda mais agora, que muitos têm ar condicionado. A propósito, Jair Morais desce três, quatro, cinco paradas adiante da dele só por causa da frescurinha boa lá dentro.
O que nos leva de novo ao tema? Algo correlato, mas de pouca análise pelos sociólogos da coletividade: a forma como as pessoas dão sinal pro motorista parar. Acenos de todo tipo. Uns fazem o tradicional ok; outros esticam o dedo fura-bolo e se danam naquele sobe-desce incansável; há quem dê tchau; e até quem vá pro meio da pista gesticular com os braços abertos, como a pedir socorro.
Um jeito novo e moleque de dirigir-se ao motorista (“pedido de colega, pare!”) foi inaugurado ontem na Vila Manuel Sátiro. O sujeito acenou pro guiador parar com o gesto tradicional do “aí dentro!” moleque cearense. Se o chofer atendeu? Botou foi a mão pra fora e deu cotoco, rematando com outra fulerage – deu pra entender pela leitura labial:
- Fí de rapariga liso!
As forças obscuras do intestino
Me perdoem se eu insisto nessa tema / Mas não sei fazer poema ou canção / Que fale de outra coisa que não seja...” Lembra Antônio Carlos e Jocafi? Pois me desculpem a insistência, mas é que não posso deixar passar em branco mais esta (quase) cagada do João Mário Cangati. Qual a da hora?
Deu-lhe a vontade insana de obrar enquanto dirigia. Ligeiro parou o carro e como um raio tibungou no WC da primeira churrascaria aberta. Pelos cálculos da necessidade, era despacho pra 8 quilos. Mas, ó surpresa: nada saiu dos intestinos. “Nem um peidim em 20 minutos de tentativas!”. Simplesmente passou a vontade.
João Mário Cangati inconformado. De dentro do banheiro, verbera sem pena:
- Isso é inadmissível! Como é que se tem uma vontade dessas, para o carro em local proibido, adentra à porra dum banheiro imundo e nem um sinal!!! Nããã!!!
Fonte: O POVO, de 1º/10/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos. p.8.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

NOVA CLASSE TRABALHADORA


Por André Haguette (*)
Os governos de Lula e o primeiro mandato de Dilma lograram elevar os rendimentos de miseráveis e de pobres. Não há acordo, no entanto, sobre o número de pessoas beneficiadas e as consequências desse movimento em termos de igualdade social. Se o Bolsa Família aliviou famílias em situação de “extrema pobreza”, as sucessivas majorações em termos reais do salário mínimo e outras políticas conduziram milhões de trabalhadores a atravessar a “linha de pobreza”. Mas o que são “extrema pobreza” e “linha de pobreza” e quantos foram os miseráveis e os pobres favorecidos? 
Em 2009, o governo de Lula fixou a “linha de pobreza” em 1,25 dólar per capita por dia e a “extrema pobreza” em metade disso; logo, quem estivesse abaixo de uma ou outra marca seria considerado pobre ou extremamente pobre. Pessoalmente, sempre considerei vis essas marcas: 4,62 e 2,31 reais a preço de hoje! Há desacordo sobre a quantidade de pessoas nessas situações. Em 2012, o governo apontava uns 17 milhões de pobres no Brasil, ao passo que Waldir Quadros indicava 64 milhões de sorte que André Singer ponderou: “O lulismo por vezes considera que foi muito mais longe na redução do que realmente o fez. O que não significa que a redução da pobreza tenha sido pequena”. A passagem da extrema pobreza para a pobreza e da pobreza para além da linha de pobreza pode ter atingido 25 milhões de indivíduos, o que não é desprezível e provocou mudança na organização da sociedade e no padrão de consumo. 
Mas quem são esses mutantes? Não são operários qualificados; não são uma nova classe média, como queriam Marcelo Neri e a presidente Dilma. Eles formam uma “nova classe trabalhadora” empregados no setor de serviço com baixa remuneração, 95% deles com rendimento de um até 1,5 salário mínimo, como auxiliares de escritórios, balconistas, auxiliares de enfermagens, operadores de “call center”, diaristas domésticos e trabalhos semelhantes que batalham para manter-se acima da linha de pobreza. Jessé Souza afirma que eles se singularizam “pela ausência dos pressupostos para o exercício de atividade produtiva útil no contexto do “capitalismo do conhecimento”. E Ruy Braga vê-los como uma nova classe trabalhadora (o precariado): “uma massa formada por trabalhadores desqualificados e semiqualificados que entram e saem rapidamente do mercado de trabalho”.  
Não surpreende que a atual crise trabalhista (2014-2018) fez minguar a “nova classe trabalhadora” e reconduz milhões de pessoas ao estado de extrema miséria ou de pobreza, com sérios danos para todos nós.
(*) Sociólogo e professor titular da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Publicado In: O Povo, Opinião, de 2/7/18. p.217.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

REFORMA EDUCACIONAL (Tem Muito Cacique Para Pouco Índio)


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Existe uma piada dizendo que se você quer fazer Deus rir, basta fazer uma previsão. Ou como diz um dito judaico: O homem planeja e o Deus de Israel acha graça.
É importante relembrar o que escreveu o poeta judeu-russo naturalizado americano Joseph Brodsky (nome de batismo Iosif Aleksandrovich Brodsky), nascido em Leningrado, 24 de maio de 1940 e falecido em Nova Iorque em 28 de janeiro de 1996, detentor do prêmio Nobel de Literatura por seu trabalho de grande envergadura, imbuído de clareza de pensamento e intensidade poética.
Em discurso intitulado ELOGIO AO TÉDIO, feito aos formandos do Dartmouth College, instituição fundada em 1769 e uma das universidades mais conceituadas dos Estados Unidos, dois anos após ganhar o Nobel de Literatura de 1987, o poeta previa ou especulava (esclareço: nos séculos XX e XXI não existem mais profetas, quando muito há especuladores, com todo respeito ao bardo naturalizado americano):
“Neurose e depressão vão entrar no vocabulário de vocês; comprimidos passarão a frequentar suas gavetas. Não há nada essencialmente errado em fazer da própria vida uma busca constante por alternativas, nada errado em pular de emprego em emprego, de casamento em casamento, mudar de casa, clima, etc., desde que se possa bancar as pensões e suportar o tumulto das lembranças”.
Como psicoterapeuta de jovens, conheço alguns de meus pacientes desde crianças, a maioria deles vi nascer e acompanhei até à idade adulta. Apesar de meus muitos anos da prática médica, fico assombrado com o sofrimento desses, para mim, sempre, jovens, embora, alguns deles já estejam para lá dos quarenta. Para mim continuam crianças, do ponto de vista afetivo e são, também, agora, mãe e pai. Quando percebem que a vida é uma repetição de fatos, entram em tédio vital.
A vida real não é aquela para a qual foram educados, se formaram, e, muito menos a dantes apalavrada, ou, aquela com a qual sonharam ou lhes foi prometida. Nem eles nem eu, conseguiríamos assegurar, que o Mercado ou alguma das Entidades Transcendentais ou Metafísicas apelidadas de representantes do Poder, têm ocupação para tantos portadores de títulos universitários.
Entretanto, mesmo antes da crise econômica que estamos vivendo, eu já havia registrado tal fenômeno clínico. E, não pretendo discutir aqui a qualidade das universidades: particulares, estaduais, federais, e sim, a condição dos jovens que navegam por tais cursos... de curso tão impreciso. Já que contexto sócio/econômico-financeiro piorou, uma colocação no mercado de trabalho é cada vez menor, enquanto o avanço tecnológico está cada vez mais rápido. Logo, fica evidente, que, cada vez mais raros serão os empregos.
Perguntar não ofende:
“Não seria melhor que o dinheiro empregado para financiar esses jovens desavisados e seus responsáveis, fosse utilizado para melhorar os ensinos primário e médio ou as escolas técnicas? Não seria essa conduta mais urgente do que ficar proclamando estratégias e reformas curriculares?”
Cito, para terminar, um clichê que aprendi na minha infância:
“Tem muito cacique para pouco índio”.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Foi um dos primeiros neonatologistas brasileiros.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sessão solene pelo centenário de nascimento de LUIZ CARLOS DA SILVA


A família Gurgel Carlos sente-se honrada com a presença de amigos e colegas na homenagem póstuma pelo centenário de nascimento do nosso patriarca LUIZ CARLOS DA SILVA que a Assembleia Legislativa do Ceará realiza às quinze horas de hoje, dia quatorze de agosto de 2018, no Plenário 13 de Maio, conforme convite acima.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Editor do Blog
 

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