Dia 3
de fevereiro marca o Dia da Mulher Médica em homenagem a Elizabeth Blackwell
(1821-1910), que foi a primeira mulher que conseguiu ser médica nos Estados
Unidos e em todo o mundo. Dez universidades rejeitaram seu pedido até ser
admitida no Geneva Medical College (NY) e, em janeiro de 1849, tornou-se
a primeira mulher a receber um título de medicina. Pioneira em promover a
entrada de mais mulheres na medicina nos Estados Unidos, foi também uma
reformista e abolicionista. Sua irmã, Emily, foi a terceira mulher a se formar
em medicina nos Estados Unidos.
Em 11
janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados
Unidos. Ela foi para Paris onde trabalhou na maternidade. Quando tratava de uma
criança, uma secreção purulenta espirrou no seu olho esquerdo deixando-a cega.
Logo depois, foi para a Inglaterra. Quando retornou para os Estados Unidos,
fundou com a irmã Emily, uma escola de enfermagem para as mulheres.
Depois
da guerra, em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte
foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua
aposentadoria em 1907.
Brasil
– A primeira médica brasileira foi uma desbravadora. Maria Augusta Generoso
Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e tinha inteligência superior.
Decidida a ser médica enfrentou e venceu preconceitos e até barreiras legais
para conseguir o que queria. Como lhe era vedado o acesso às faculdades de
medicina no Brasil, Maria Augusta convenceu seus pais a lhe permitirem viajar
aos EUA para tentar a matricula em uma das faculdades americanas, que já
admitiam mulheres. Acontece que ela tinha menos de 16 anos e a idade mínima
para ingresso era de 18 anos e a New York Medical College and Hospital for
Women recusou sua matrícula. Inconformada, Maria Augusta conseguiu ser
ouvida por um colegiado, que aquiesceu aos seus argumentos e ela foi em seguida
submetida ao exame de suficiência para ingresso. Foi aprovada com distinção.
Seus
estudos nos EUA foram bancados pelo Império brasileiro, por decreto do
Imperador Pedro II. D. Pedro tomou essa iniciativa por conhecer a história de
Maria Augusta e pelo fato de que o pai dela, não teve mais condições de
mantê-la em Nova Yorque, por conta da falência da companhia que representava.
Pelo decreto imperial, a bolsa foi de 100 mil reis mensais para a faculdade,
mais 300 mil reis anuais para as despesas gerais.
O curso
de medicina foi completado em 1879 e aí outro problema: Maria Augusta não tinha
idade suficiente para receber o diploma. Teve que aguardar por mais dois anos,
tempo que utilizou em estágios profissionais.
Finalmente
graduada doutora Maria Augusta Generoso Estrella voltou ao Brasil em 1882 e foi
submetida a exames para validar seu diploma americano e conquistar o direito de
exercer a profissão no Brasil. Isso só foi possível porque em 1879, o imperador
havia emitido um decreto permitindo às mulheres o acesso ao ensino superior. É
bem possível que a saga de Maria Augusta tenha influenciado o imperador a tomar
essa medida, afinal ele custeara os estudos dela. A jovem doutora
estabeleceu-se no Rio de Janeiro e atendia principalmente mulheres e crianças.
Fonte: FenaSaúde.

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