quarta-feira, 29 de abril de 2026

EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Thereza Moreira


 

Um trecho da história — e de um sonho que marcou gerações

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Em 1º de março de 2001, inauguramos o Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues. Ali começava um sonho ousado: criar no Ceará um centro de excelência capaz de unir assistência qualificada, pesquisa, ensino e inovação. Inspirados em modelos nacionais de referência, acreditávamos que era possível transformar a realidade da saúde pública do Estado.

De início, saímos divulgando a ideia, movidos por entusiasmo e esperança. Alguns embarcaram nessa jornada comigo, mesmo diante da descrença de tantos outros. Vieram anos de trabalho intenso, de tentativas, visitas técnicas pelo Brasil, análises de modelos de financiamento e estudos sobre o que deu certo e errado em outras instituições. Aprendemos que os modelos exclusivamente públicos enfrentavam limitações, enquanto os privados nem sempre priorizavam educação e pesquisa. Foi nesse contexto que fomos construindo, pouco a pouco, o nosso caminho.

Com o apoio sensível de líderes da sociedade cearense, conseguimos transformar parte desse sonho em realidade. A obra do hospital no Porangabuçu é fruto dessa união de esforços. O prédio, ao lado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, representa mais que uma construção física: simboliza uma visão de saúde que valoriza profissionais, incentiva inovação, atrai talentos e coloca o paciente no centro, independentemente de sua condição social.

No entanto, depois de 24 anos de dedicação contínua, compreendemos que o projeto, tal como foi concebido, ainda não encontrava apoio político e institucional suficiente para se concretizar plenamente. Assim, transferimos o patrimônio para a Universidade Federal do Ceará, que de parceira passou a ser a única responsável por seguir adiante.

A continuidade da obra foi licitada há cerca de um ano. Não sabemos se o projeto físico permanecerá fiel ao original e, certamente, o modelo assistencial idealizado não será mantido. Ainda assim, sua conclusão poderá fortalecer a assistência pública, ampliar oportunidades de ensino e contribuir para a humanização do atendimento no Estado. Mesmo distante da proposta inicial, será um passo importante para o Ceará.

Encerramos, assim, um ciclo. Mas não perdemos a esperança. Acreditamos que o tempo esclarecerá nossa trajetória e, quem sabe, permitirá que os princípios que guiaram essa instituição um dia sejam retomados. A responsabilidade por esse legado não se extingue; permanece com todos nós, os teimosos que continuam acreditando.

Um dia, como diz a música, "o sertão vai virar mar".

Agradeço profundamente a todos que ajudaram a construir essa história.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/03/2026. Opinião. p.17.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA

Por Davi Cunha (*)

A saúde bucal ainda é um desafio importante no Brasil, especialmente quando se observa a realidade da população idosa. Dados recentes indicam que cerca de 36,5% dos idosos brasileiros perderam todos os dentes naturais. No Ceará, esse índice é ainda mais elevado e chega a aproximadamente 45,9%, um dos maiores do país. Em Fortaleza, a situação também chama atenção: cerca de 42% das pessoas acima dos 60 anos já não possuem dentes naturais.

Embora muitas pessoas associam a perda dentária ao envelhecimento, especialistas destacam que esse processo não é inevitável. Na maior parte dos casos, a perda de dentes está relacionada a doenças bucais preveníveis, como cáries em estágio avançado e, principalmente, a periodontite, uma inflamação que afeta a gengiva e o osso responsável por sustentar os dentes.

Além de afetar a estética e a autoestima, a ausência de dentes pode trazer impactos diretos para a saúde geral. A dificuldade de mastigação costuma levar idosos a modificar a alimentação, priorizando alimentos mais macios e, muitas vezes, menos nutritivos. Esse hábito pode contribuir para quadros de desnutrição, perda de massa muscular e piora da qualidade de vida.

Outro fator comum é o uso prolongado de próteses dentárias. Embora as dentaduras representem uma solução importante para reabilitação bucal, quando utilizadas por muitos anos podem contribuir para a reabsorção do osso da mandíbula e da maxila, o que pode dificultar tratamentos futuros.

Alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde bucal ao longo da vida. A higiene adequada dos dentes e das próteses, o uso regular do fio dental e as consultas periódicas ao dentista são medidas fundamentais para prevenir doenças bucais.

Na terceira idade, também é importante estar atento à chamada boca seca, condição comum em pessoas que utilizam medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. A redução da saliva aumenta o risco de cáries e infecções, exigindo acompanhamento profissional.

Outro ponto de atenção são feridas ou manchas na boca que não cicatrizam em até 15 dias. Nesses casos, a avaliação de um dentista é fundamental para descartar problemas mais graves.

Mais do que tratar dores ou problemas já instalados, o cuidado com a saúde bucal deve fazer parte da rotina ao longo de toda a vida. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para garantir que mais pessoas envelheçam com saúde, autonomia e qualidade de vida.

(*) Cirurgião-dentista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/03/2026. Opinião. p.16.

domingo, 26 de abril de 2026

O HOMEM NO PARQUE!

Um homem de oitenta e quatro anos de idade estava sentado em um banco do parque chorando sem parar, quando um jovem passa por ele e pergunta o que está errado. Com lágrimas no rosto, o velho responde:

"Eu estou apaixonado por uma mulher de 22 anos de idade".

"Ah, tudo bem, mas qual seria o problema a respeito disso?", diz o jovem.

Em soluços, o senhor responde:

"Você não me entende, antes de ir trabalhar, fazemos amor todos os dias e também na hora do almoço. Quando ela chega em casa do trabalho, fazemos amor novamente e, em seguida, ela prepara a minha refeição favorita para, depois do jantar, repetirmos tudo de novo na cama. Quando eu preciso de alguma coisa, ela sempre está disponível e corre para casa e me faz o que eu quero, sempre querendo me agradar de maneiras inimagináveis. Essa mulher é a melhor coisa que um homem como eu poderia desejar!" O homem cai em lágrimas e não é mais capaz de falar.

O jovem coloca o braço em volta dele e fala:

"Eu não entendo. Parece que o senhor tem um relacionamento perfeito! Então, por que está sentado aqui neste parque chorando?"

O homem responde, com lágrimas no rosto: "Eu não consigo me lembrar onde moro!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


O COMPUTADOR MAIS EXATO DO MUNDO

Um dia, Pedro queixou-se ao seu amigo: "Tenho tido muitas dores de cabeça. Acho que vou ao médico". Seu amigo disse: "Não faça isso. Há um computador na farmácia que pode diagnosticar qualquer coisa e é mais rápido e mais barato que um médico. Basta dizer qual o problema, colocar uma amostra da sua urina, e o computador faz o diagnóstico e diz o que você deve fazer. E só custa R$ 20,00."

Pedro não tinha nada a perder, então encheu um frasco com sua urina e foi até a farmácia. Encontrou o computador, colocou dentro a amostra e depositou os R$ 20,00.

O computador começou a fazer ruídos e várias luzes começaram a piscar. Após uma breve pausa, sai do computador um pequeno pedaço de papel que dizia:

'Você tem enxaqueca. Você precisa cuidar melhor de si mesmo. Descanse mais, beba muita água e evite luzes fortes, estresse e tensão. Volte aqui em duas semanas.'

Durante as duas semanas seguintes, Pedro pensou sobre como era incrível esta nova tecnologia e como ela iria mudar para sempre o curso da medicina, mas começou a se perguntar se o computador poderia ser enganado. Ele decidiu tentar algo diferente: misturou água da torneira, uma amostra de fezes do seu cão, e amostras de urina de sua esposa e filha. Para confundir ainda mais o computador, ainda acrescentou um pouco de óleo do seu carro.

Ele voltou para a farmácia, localizou o computador, colocou a amostra dentro e depositou os R$ 20,00. Mais uma vez, disse ao computador que sofria de dores de cabeça. Pedro aguardou com curiosidade para ver o que o computador iria dizer sobre a estranha mistura. A máquina novamente fez os ruídos habituais, luzes piscavam, até que saiu a seguinte análise:

A água da sua torneira tem muito cloro.

O seu cachorro está com micose.

Sua filha adolescente está grávida.

Sua esposa teve cinco amantes diferentes nos últimos seis meses.

Além disso, seu carro precisa de um novo radiador.

E você ainda não entende por que tem tanta dor de cabeça?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 25 de abril de 2026

UMA VELHINHA COM O OLHO ROXO...

Duas amigas bem velhinhas, ambas na terceira idade, se encontraram na praça da cidade para conversar. Com o avanço dos anos, uma delas, Madalena, já estava fazendo algumas confusões. Coisas da idade. E eis que, nesse encontro, ela aparece com o olho roxo. Sua amiga Sueli fica espantada:

— Madalena, minha amiga! O que é esse olho roxo? O que foi que aconteceu? Não vai me dizer que seu marido...

— Não, não, amiga. Meu marido é um santo!

— Então por que esse olho roxo?

— É o cafezinho que me deixa assim... Sueli não entende nada.

— O cafezinho? Como assim?

E Madalena explica:

— Todas as vezes que vou tomar um café eu fico com o olho roxo.

Sueli fica mais confusa ainda. E pergunta:

— Mas você foi ao médico para ver por que isso acontece?

— Sim, fui sim.

— E o que ele falou? É um tipo de alergia?

— Não, só me disse para tomar mais cuidado.

Aí Sueli se confunde por completo e diz:

— Não consigo mais entender, minha amiga. Que tipo de cuidado?

E Madalena responde:

— Ele me disse: Dona Madalena, toda vez que a senhora for tomar um café, tente não esquecer de tirar a colher da xícara!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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