quinta-feira, 30 de julho de 2026

Livro resgata a história da Pediatria cearense e preserva legado para futuras gerações

 


 Reportagem: Argollo de Menezes

CEO, Editor Jornal do Médico®️, Jornalista DRT-CE 1950 e Membro Honorário SOBRAMES-CE | Instagram@jornaldomedico

Resultado de quase 2 anos de pesquisa, Pediatria no Ceará: História e Pediatras reúne documentos raros, fotos inéditas e biografias dos ex-presidentes da Sociedade Cearense de Pediatria. Lançado pela SOCEP em parceria com a SOBRAMES-CE, o livro celebra o aniversário de 80 anos da entidade e busca preservar o legado da especialidade para as próximas gerações. Em entrevista inédita, o presidente da SOCEP, Dr. João Cândido de Sousa Borges, fala sobre os bastidores da pesquisa e a importância de preservar a memória dos profissionais que construíram a pediatria cearense.

Jornal do Médico® – Dr. João Borges, o livro começou a ser planejado em agosto de 2024, nos 80 anos da SOCEP. Como surgiu a ideia dessa parceria com a Sobrames-CE e os autores Sidneuma Ventura e Marcelo Gurgel para realizar esse resgate histórico?

Dr. João Borges: Já de um tempo eu tinha um desejo de registrar a história da Pediatria no Ceará…. A ideia da construção deste livro, ocorreu durante as comemorações dos 80 anos da Sociedade Cearense de Pediatria, em agosto de 2024, naquele momento tão significativo para a nossa instituição, percebemos que celebrar a história da SOCEP também significava preservar a memória da Pediatria cearense. Foi então que o colega Marcelo Gurgel, escritor e integrante da Sobrames-CE, propôs essa parceria, que foi prontamente acolhida pela SOCEP. Ao lado da Dra. Sidneuma Ventura, iniciamos um trabalho intenso de pesquisa, levantamento documental e reconstrução histórica. Desde o início, compreendemos que não se tratava apenas de produzir um livro, mas de deixar um legado para as futuras gerações de pediatras, registrando a trajetória daqueles que ajudaram e ajudam a construir a nossa especialidade no Ceará.

Desde o início, compreendemos que não se tratava apenas de produzir um livro, mas de deixar um legado para as futuras gerações de pediatras…”

Jornal do Médico® – O livro traz registros biográficos, documentos e a trajetória dos ex-presidentes da SOCEP. Para o leitor que terá a obra em mãos, quais são as principais relíquias históricas ou marcos da Pediatria cearense que ele encontrará nessas páginas?

Dr. João Borges: O leitor encontrará um verdadeiro patrimônio histórico da Pediatria Cearense. A obra reúne documentos, fotografias, registros institucionais, relatos históricos e biografias de profissionais que foram fundamentais para o desenvolvimento da especialidade em nosso Estado. Também apresenta a trajetória dos ex-presidentes da SOCEP, mostrando como cada gestão contribuiu para fortalecer a assistência à criança, a formação médica e a defesa profissional do pediatra. Mais do que conhecer datas e fatos, o leitor poderá compreender como a Pediatria evoluiu no Ceará, acompanhando as transformações da medicina, da sociedade e das políticas voltadas à saúde infantil.

Jornal do Médico® – Foram quase dois anos de pesquisas e reuniões periódicas. Durante esse processo de resgate de memórias, houve algum fato esquecido ou personagem da Pediatria que surpreendeu a comissão ao ser redescoberto?

Dr. João Borges: Sem dúvida. Ao longo das pesquisas, tivemos a oportunidade de redescobrir profissionais cuja contribuição foi decisiva para a consolidação da Pediatria no Ceará, mas que, com o passar do tempo, acabaram pouco lembrados pelas novas gerações. Também encontramos documentos, registros e relatos que revelam o enorme esforço dos pioneiros para estruturar serviços, formar especialistas e fortalecer o ensino pediátrico em nosso Estado. Cada reunião trazia novas descobertas, reforçando a percepção de que preservar essa memória era uma responsabilidade coletiva e uma forma de prestar homenagem àqueles que dedicaram suas vidas ao cuidado das crianças.

Tivemos a oportunidade de redescobrir profissionais cuja contribuição foi decisiva para a consolidação da Pediatria no Ceará, mas que acabaram pouco lembrados pelas novas gerações.

Jornal do Médico® – No prefácio, o senhor menciona que gerações de pediatras fizeram do cuidado à infância sua missão de vida. Como o senhor enxerga a evolução do perfil do pediatra no Ceará, desde os pioneiros até os profissionais de hoje?

Dr. João Borges: Os pioneiros construíram a Pediatria cearense em um contexto de muitos desafios, com recursos limitados, mas com enorme dedicação, compromisso e espírito de serviço. Foram eles que lançaram as bases da especialidade no nosso Estado. Hoje, encontramos uma Pediatria muito mais integrada ao conhecimento científico, às novas tecnologias e ao trabalho multiprofissional. Ao mesmo tempo, permanece inalterada a essência da profissão: o compromisso com a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar da criança e do adolescente. Vejo com satisfação uma nova geração de pediatras preparada tecnicamente, comprometida com a educação continuada e consciente da importância da humanização no cuidado.

Jornal do Médico® – Citando o filósofo Cícero, o senhor destaca que a história é a “vida da memória”. Qual é a principal lição que esta obra comemorativa deixa para inspirar os estudantes e os novos pediatras que assumirão o futuro da especialidade no nosso Estado?

Dr. João Borges: A principal mensagem é que nenhuma instituição e nenhuma especialidade se fortalecem sem conhecer sua própria história. Este livro mostra que os avanços conquistados ao longo das décadas são fruto da dedicação, da competência e do espírito coletivo de muitos profissionais que vieram antes de nós. Espero que os estudantes e os jovens pediatras encontrem nestas páginas inspiração para exercer a Medicina com excelência técnica, ética, sensibilidade e compromisso humano. Conhecer o legado dos nossos pioneiros nos ajuda a compreender que também somos responsáveis por construir os próximos capítulos da história da Pediatria Cearense, sempre colocando a criança e o adolescente no centro de nossa missão.

Fonte: Jornal do médico, 22(207): 9-10, julho de 2026.

https://jornaldomedico.com.br/2026/07/29/livro-resgata-a-historia-da-pediatria-cearense-e-preserva-legado-para-futuras-geracoes/

quarta-feira, 29 de julho de 2026

CONVITE: Lançamento do livro “Pediatria no Ceará: História e Pediatras”


A Sociedade Cearense de Pediatria (Socep) e a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE) convidam para a Solenidade de Lançamento do livro “Pediatria no Ceará: História e Pediatras”, uma obra dedicada a preservar a memória da pediatria cearense e homenagear os profissionais que fizeram e continuam fazendo parte dessa história.

O evento será realizado no dia 30 de julho de 2026 (quinta-feira), às 19h, na sede da Socep - Rua Maria Tomásia, 701 – Aldeota, Fortaleza-CE.

Atenciosamente,

João Cândido de Souza Borges                              Maria Sidneuma Melo Ventura

Presidente da Sociedade Cearense de Pediatria        Presidente da SOBRAMES-CE



terça-feira, 28 de julho de 2026

URCA: 40 anos promovendo o desenvolvendo regional

Por Carlos Kleber Oliveira (*)

A Universidade Regional do Cariri (Urca) nasceu de um sonho coletivo. Criada em 9 de junho de 1986 e implantada em 7 de março de 1987, foi resultado da mobilização de lideranças e da sociedade civil organizada, que compreendiam a importância de uma universidade pública no interior do Ceará para impulsionar o desenvolvimento regional por meio da educação, da ciência e da cultura.

Naquele momento, reunindo cursos oriundos da então Faculdade de Filosofia do Crato e da Universidade Estadual do Ceará, a instituição iniciou suas atividades com oito cursos de graduação, concentrados nos municípios de Crato e Juazeiro do Norte.

Ao longo desses 40 anos, a Urca cresceu e se consolidou como uma das mais importantes instituições de ensino superior do Nordeste. Atualmente, conta com 35 cursos de graduação, 13 mestrados, quatro doutorados e cerca de 20 especializações distribuídos em sete municípios - Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Campos Sales, Iguatu e Mauriti, além de ofertar 5 cursos de graduação na modalidade à distância, em vários municípios do Estado.

Durante esses anos a Urca formou aproximadamente 33 mil graduados, 944 mestres e 44 doutores, contribuindo decisivamente para a qualificação profissional e para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Cariri e de todo o Ceará.

A presença da URCA pode ser percebida em praticamente todos os setores da sociedade, como docentes para a educação básica e superior, e profissionais para as áreas de saúde, indústria, serviços, construção civil, jurídica, além de desenvolver pesquisas voltadas para os desafios e potencialidades da região.

A Urca abriga ainda importantes equipamentos científicos e culturais. Se destaca o Geoparque Araripe Mundial da UNESCO, o primeiro das Américas, e que está intrinsicamente inserido no território da Araripe. Tem o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, uma referência internacional na área da paleontologia, sendo também referência na repatriação de fósseis, que retornam ao território de origem.

A universidade possui em seu quadro pesquisadores que estão entre os 2% mais influentes do mundo. Participa ativamente de grandes projetos, que impactam no desenvolvimento, na preservação e no reconhecimento do território em que se situa, como por exemplo, dos esforços para que a Chapada do Araripe obtenha o reconhecimento como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Olhando para o futuro, a perspectiva é de continuidade do crescimento institucional, se consolidando como uma universidade cada vez mais inovadora, inclusiva e internacionalizada, mantendo seu compromisso histórico com o desenvolvimento regional.

(*) Reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/06/26. Opinião, p.17.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

MINIANIMALISMO - CINZEL & ESMERIL

Por Pedro Salgueiro, cronista de O Povo

Sempre desconfiei de que nós, os pobres escrevinhadores de vãs malfeitorias, não escolhemos o gênero literário no qual vamos nos expressar

Talvez por preguiça, sempre tive fascínio por textos curtos. Frases aparadas até quase o miolo. Gracilianos, Rulfos, Moreiras e João Cabrais limando adjetivos. Procurando substantivos que dispensem adereços, penduricalhos. Nenhum preconceito contra os caudalosos rios Euclidianos, Proustianos, Joyceanos, Roseanos. Apenas predileção e pronto. Ponto.

Sempre desconfiei de que nós, os pobres escrevinhadores de vãs malfeitorias, não escolhemos o gênero literário no qual vamos nos expressar. Mas ele, irremediavelmente, nos escolhe. Tenho certo amigo que até para me passar um número de telefone conta seu dia inteirinho. Outro, inquirido, me deixa apenas fragmentos de suas intenções. Claro que alguns podem, e até devem ir contra a corrente. Deslizar rio acima, olhos estufados de lama. Alma pesada, mas satisfeita.

Para mim, o "barato" é tentar dizer o máximo com o mínimo de palavras. Mesmo sem quase nunca conseguir.

Há tempos recebi convites dos colecionadores Marcelino Freire (Os Menores Contos Brasileiros do Século XX) e Laís Chaffe (Contos de Algibeira) para participar, com textos mínimos, de duas coletâneas. Tomei gosto pela coisa. Resumi contos antigos. Li Haicais. Reli Dalton Trevisan. Arrumei esmeril, comprei estilete. Lupa de relojoeiro, dedal de sapateiro... Encontrei um cinzel.

Os perigos do laconismo, da incompreensão total, da pura piada. Quase nunca encontramos o ponto certo. Mil tentativas e pouquíssimos acertos. Vamos tentando pulverizar o mundo, atomizar o cotidiano. Minimalistas que fomos. Minianimalista que somos. Ao pó que retornaremos.

Alguns amigos, recentemente, têm incorrido nessa prática de limar continhos já por demais curtos, numa quase obsessão.

Resgatei alguns relatos mínimos para distrair preguiçosos:

Mecanismo

Mesa posta. Pai, mãe e filho regem o silêncio.

Preces.

Novamente.

Medo na Praça

Silêncio. O artista sua, lapida suas preces. Aplausos. De novo. O silêncio.

Peso do morto

Noite sem lua. Rasga-mortalha.

— Dorme, pai. Deixa de falar só...

Já no meu segundo livro, "O Espantalho" (1996) eu havia (em vão) tentado:

Daltonianas em Fá Menor

A mulher matou o marido. Mandou matar em cima do túmulo. O único pecado dele trocar seu nome por outro e acender velas todas as quartas-feiras.

* * *

Havia olhos fugindo de órbita, um coração descompassado. Um medo de ir... outro de voltar.

Havia ossos enterrados no quintal e um medo danado de assombração.

Havia uma multidão de adrenalinas e uma certa dúvida...

* * *

Enquanto cancão brinca no quintal, deixei muleta, um pé-de-cabra e uma bengala. Deixei um grito preso no elevador.

* * *

Antigas visitas já mortas retornam à antiga sala de visitas. Cumprimentam o cadáver de minha mãe, recebem um aceno eufórico de meu pai moribundo.

— Cala a boca, velho caduco, deixa de falar só.

Grita a Suzete, lá da pia.

Fonte: O POVO, de 26/06/2026. Coluna “Crônicas”, de Pedro Salgueiro. p.2.


domingo, 26 de julho de 2026

O PADRE NA ENCHENTE

Em uma cidadezinha do interior, havia um padre da única igreja do local, muito devoto e fervoroso, que confiava em Deus para a solução de todos os seus problemas. Um dia, veio uma enorme tempestade na cidade, que foi ficando cada vez mais inundada, inclusive a igreja. Mas o padre, com toda sua devoção, começou a rezar fervorosamente para ser salvo. Quando a água estava chegando em seus ombros, passa um homem em uma canoa e lhe diz:

— Sobe, padre, sobe! Vou te salvar!

O pare responde:

— Não precisa, meu filho, tenho fé em Deus e ele vai me ajudar!

E lá se foi o homem na canoa. As águas subiram ainda mais e o padre teve que ir até o telhado, e continua rezando esperando por um milagre. E eis que surge um homem com um barco a motor:

— Vem, padre, sobe no barco! Eu vou te salvar!

E o padre mais uma vez recusa a ajuda:

— Não precisa, porque creio em Deus e Ele vai me ajudar!

A água foi subindo cada vez mais e o padre foi parar no topo da igrejinha, que estava quase desabando, e ele firme e forte na fé de que ia ser salvo. Quando as águas subiram até o pescoço do padre, aparece o helicóptero dos bombeiros e eles o chamam pelo megafone:

— Pega a corda para podermos te salvar, padre!

E o padre responde:

— Obrigado, mas não precisa, porque Deus vai me salvar!

A tempestade piorou, e toda a cidade ficou coberta em água.

Como o padre não sabia nadar, ele se afogou e foi para o céu. Chegando lá, ele perguntou para Deus:

— Confiei tanto no Senhor! Por que me abandonou quando pedi tanto pela Sua ajuda?

E Deus responde:

— Como é que eu não ajudei? Mandei uma canoa e você não subiu nela. Depois mandei um barco a motor e você também recusou. Por último mandei um helicóptero e você não subiu!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


O POLICIAL E A DISCUSSÃO DO CASAL

Marcelo e Jéssica estavam no carro voltando para casa, depois de passar algumas horas no bar com os amigos. No caminho, foram parados pela polícia. O policial alegou que os fez parar porque a luz traseira do carro estava queimada.

Marcelo disse: "Eu peço desculpas, senhor policial, eu não sabia que estava quebrada, eu vou consertá-la assim que chegar em casa."

Então Jéssica disse: "Eu sabia que isso ia acontecer! Eu disse há dois dias atrás que você precisava consertar essa luz!"

Então, o policial pediu para ver a carteira de motorista de Marcelo. Ele o olhou com certa indignação e disse: "Senhor, sua carteira está vencida".

E mais uma vez Marcelo pediu desculpas e disse que não sabia que a carteira estava vencida, e tomaria as providências o mais rápido possível.

Jéssica, a ponto de gritar, diz: "Eu lhe disse há uma semana que o Detran enviou várias cartinhas avisando que sua carteira estava vencida!"

A esta altura, Marcelo já estava irritado com a esposa que rebatia tudo o que ele dizia ao policial, e então diz bem alto a ela: "Jéssica, cala essa boca!!"

O policial ficou indignado e disse à mulher: "Mas que absurdo! A senhora não deve permitir isso! Por acaso ele grita com a senhora o tempo todo? Se fizer, posso tomar providências!"

Jéssica, muito calma, dá uma sonora risada e diz: "Que nada, policial. Só quando está bêbado!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


EU TE CONHEÇO DE ALGUM LUGAR...

Em uma festa, um homem tomava um drinque enquanto conversava com os amigos. Quando ele sai para pegar outra bebida na mesa, surge um homem que começa a puxar assunto:

— Olá! A festa está boa, não é mesmo?

— Sim, muito boa mesmo — ele responde, sem muito interesse.

Mas o estranho prossegue a conversa:

— Muito prazer, meu nome é Gilberto das Dores e eu sou médico.

— Prazer, meu nome é Souza — responde o homem.

— Senhor Souza, desculpe incomodá-lo aqui na festa, mas eu me aproximei porque o senhor me é familiar. Acho que já o vi antes. Eu já não tirei as suas amídalas?

— Não, doutor! — espanta-se o homem

— As minhas amídalas estão aqui.

— Então foi o seu apêndice.

— Não, doutor, foi um outro médico que tirou o meu apêndice.

O médico então pensa por alguns instantes. E continua:

— Espera aí. Souza... O senhor por acaso era casado com a Maria Emília Silva e Souza?

O homem se espanta:

— Era sim! Mas nós nos separamos em 2007! Por que o senhor está me perguntando isso? E o médico responde:

— Ah... Eu sabia que já tinha tirado alguma coisa do senhor!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 25 de julho de 2026

ENGANANDO O PROFESSORdo Núcleo do Obeso

Na véspera de uma prova importante que seria aplicada em uma segunda-feira, quatro alunos resolveram viajar ao litoral para curtir uma festa na praia no fim de semana, mas a festa estava tão boa que não conseguiram chegar a tempo. Faltaram à prova e então resolveram dar um "jeitinho". Voltaram à universidade na terça e então dirigiram-se ao professor:

— Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas para conseguir ajuda no meio da estrada, sem sinal de celular, e por conta disso tudo nós nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova.

O professor, sempre compreensivo:

— Claro, vocês podem fazer a prova hoje à tarde, após o almoço.

E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e se racharam de tanto estudar, na medida do possível. Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente e entregou a prova para cada um. A primeira pergunta era:

"Valendo 1 ponto: Descreva a Lei de Ohm."

Os quatro ficaram contentes pois havia estudado sobre o assunto. Pensaram que a prova seria muito fácil e que tinham conseguido se "dar bem". Mas aí veio a segunda pergunta:

"Valendo 9 pontos: Qual dos quatro pneus furou?"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


ELSIE STUDART: treze anos de sua partida

Hoje, ao tempo em se comemora o Dia do Escritor, somam-se treze anos do desaparecimento trreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, que faleceu, em Fortaleza, em 25/07/2013.

Ao longo desses anos, como demonstração de amizade e de estima, que por ela devotamos, temos procurado recordar a sua memória, por intermédio de homenagens especiais, divulgação de artigos sobre ela e lançamentos de sua produção literária póstuma.

Dela dispomos ainda de material esparso, mas o bastante para editar mais duas ou três obras póstumas, assim que lograrmos reunir o apoio financeiro para bancar a impressão física desses livros ou, quiçá, como possível alternativa, optar pela editoração eletrônica a ser hospedada em site apropriado.

Nos últimos dias, passamos a prospectar os meios necessários para enfeixar uma nova publicação, focada em textos relacionados com o DNOCS, órgão federal em que ela trabalhara por muitos anos, até a sua aposentadoria por tempo de serviço.

Isso tem cooperado, também, para amainar a saudade que nos atinge desde quando ela retornou à Casa do Pai.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Studart Gurgel

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2026

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de julho/2026, que será realizada HOJE (25/07/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 24 de julho de 2026

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 872

Abro a coluna com uma historinha dos mineiros, contada por Sebastião Nery.

Desde que o dinheiro venha

Mais uma da matreirice mineira. Benedito Valadares chegou a Curvelo/MG, para visitar a exposição de gado do município. Na hora do discurso, atrapalhou-se:

- Quero dizer aos fazendeiros aqui reunidos que já determinei à Caixa Econômica e aos bancos do Estado a concessão de empréstimos agrícolas a prazos curtos e juros longos.

Lá do povo, alguém corrigiu:

- É o contrário, governador! Empréstimo a prazo longo e juros curtos.

- Desde que o dinheiro venha, os pronomes não têm importância.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/421845/porandubas-n-872


quinta-feira, 23 de julho de 2026

UM BOM EXEMPLO

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

O iteano (engenheiro formado no ITA) Sílvio Meira, em uma de suas brilhantes conferências, solicitou: "Por favor, levante o braço quem estiver com celular." Todos ergueram. Em seguida, indagou: "Quem aceita passar meia hora com todos a ficarem com um telefone de outro?" Quase ninguém aceitou.

Meira demonstrou que o chamado telefone móvel não é tão móvel. Ou: só é móvel quando o seu portador se move. Silvio mostrou: a máquina já se integra ao corpo humano. Estamos em tempos de "cyborg" e a antiga ficção da TV "O Homem de Seis Milhões de Dólares" já é real.

Sempre com seu celular, Darilane seguia Chico Buarque em "Cotidiano" e fazia tudo sempre igual. Findo o trabalho, ingressou na van topic que a levava ao seu lar, cotidianamente. Naquele dia, havia um passageiro destoante. Em uma das paradas, furtou o telefone de Dari e saiu a correr.

A vítima o perseguiu. O assaltante entrou num ônibus. Dari ingressou no coletivo que vinha a seguir e contou o ocorrido ao motorista. O condutor acalmou-a, ao dizer: ambos os veículos irão parar no terminal de Messejana, já próximo.

Lá, o meliante desceu e correu. Dari disparou atrás, a ecoar o conhecido grito de guerra "pega ladrão" e a solicitar companhia na perseguição. Os transeuntes a acompanharam, dominaram o bandido e o entregaram à polícia.

Duas lições foram dadas: a primeira quando Dari, ao correr perigo de vida, ignorou a orientação da polícia para não reagir. A segunda deu-se quando Dari, ao invés de acomodar-se, perseguiu o ladrão e convocou à ação os que ali estavam.

E por qual motivo não nos revoltamos ao saber dos desvios de dinheiro comunitário?

Devemos nos conscientizar de que os haveres públicos não são de uma pessoa chamada União, governo, prefeitura, et cetera. O bem público é nosso. Se nos incomoda o roubo de um simples celular, por que não nos revoltamos com os nossos bilhões desviados atualmente, no maior escândalo financeiro de nossa História?

Ao reconhecermos todo o dinheiro desviado na atual e imensa fraude, como nosso, dos brasileiros, provavelmente seguiremos o exemplo de Dari. Como? 2026 é ano de eleição. Que tal iniciar pelo voto?

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 25/06/26. Opinião, p.16.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

INESP: Lançamento do livro “Academia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece)

Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp)

Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes)

Convite para a solenidade de lançamento do livro Academia Cearense de Médicos Escritores em biografias e crônicas

Uma obra de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.

A solenidade ocorrerá durante a palestra “A trajetória de um discurso poético”, proferida pelo professor e poeta Carlos Augusto Viana.

Dia: 23/7/2026 (quinta-feira).

Horário: 19h.

Traje: esporte fino.

Local: Núcleo do Obeso do Ceará, Av. Antônio Sales, 1.540 - Joaquim Távora, Fortaleza - CE.


JUROS ALTOS, RISCOS PERSISTENTES

Por Lauro Chaves Neto (*)

O cenário econômico brasileiro volta a se deteriorar de forma evidente, frustrando a expectativa, ainda recente, de um ciclo mais consistente de queda da taxa Selec ao longo de 2026.   O que se desenhava como um processo gradual de afrouxamento monetário deu lugar a um ambiente de maior incerteza.

Parte dessa mudança vem do cenário externo. As tensões no Oriente Médio mantêm o petróleo em patamares elevados, pressionando custos logísticos e produtivos. Ao mesmo tempo, o El Niño já projeta impactos sobre a produção agrícola, com reflexos diretos sobre os preços dos alimentos.

Some-se a isso a resiliência da economia americana, que reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve e pressiona o câmbio em países emergentes como o Brasil.

No plano doméstico a política econômica contribui para esse quadro. A ampliação de estímulos fiscais e creditícios, em um ambiente já pressionado, reforça expectativas inflacionárias. Não por acaso, as projeções para o IPCA seguem em trajetória ascendente, afastando-se do centro da meta e exigindo cautela do Banco Central.

Nesse contexto, a autoridade monetária se vê diante de um dilema clássico. Diante de uma inflação de 4,72% nos últimos 12 meses, portanto acima do teto da meta, reduzir juros prematuramente pode significar subestimar choques que se mostram persistentes. Por outro lado, manter a Selic em patamares elevados prolonga o custo financeiro para famílias, empresas e o próprio setor público.

Os sinais já são visíveis. A inadimplência cresce, os pedidos de recuperação judicial se multiplicam e o mercado financeiro reage com maior aversão ao risco. O otimismo que marcou o início do ano dá lugar a uma maior volatilidade da bolsa e do câmbio.

O risco não é apenas inflacionário, é também de um esgotamento gradual da capacidade de crescimento sustentado, caso a política econômica permaneça refém de estímulos de curto prazo. Em um ambiente global mais adverso, disciplina fiscal e previsibilidade deixam de ser opções e passam a ser condições necessárias para restaurar a confiança e abrir espaço para a redução sustentável dos juros.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 22/06/26. Opinião. p.16.

terça-feira, 21 de julho de 2026

CONVITE: Lançamento do livro “Academia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”

A Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES) e o Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp) convidam para o lançamento do livroAcademia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”, de autoria do Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva. (Vide convite).

A apresentação será conduzida pelo acadêmico Luiz Moura Jr., presidente da ACEMES, que falará sobre o biografado, e, pelo Dr. João Milton Cunha, presidente do Inesp, que discorrerá sobre a edição da obra.

Data: 23 de julho de 2026 (quinta-feira).

Horário: 19 horas.

Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará – Av. Antônio Sales, 1.540, em Fortaleza-CE (em frente ao antigo Carrefour).

Acad. Luiz Gonzaga de Moura Jr.

Presidente da ACEMES


Tirar a marca d'água de fotos com IA para não pagar pela imagem é crime

Por Ana Rute Ramires (*)

Parece que alguns corredores que desfilam pela Beira Mar não gostam de pagar o devido valor das imagens de seus treinos aos fotógrafos que madrugam para registrá-las. Mas, usar inteligência artificial para retirar a marca d’água de fotos profissionais e utilizar a imagem sem pagar ao autor — além de desrespeitoso — é crime.

Conforme Iago Capistrano, vice-presidente da Comissão de Direito Digital, Inovação, Inteligência Artificial e Startups da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), "a remoção de marcas d’água de fotografias, seja por inteligência artificial ou outros meios, constitui uma violação direta da Lei de Direitos Autorais e do Código Penal".

O fotógrafo pode processar quem utilizou a foto, exigindo a retirada imediata da imagem do ar e uma indenização por danos morais e materiais.

Em Fortaleza, fotógrafos do Fotopix e do Olha a Foto decidiram usar a plataforma de venda de fotos Banlek, que possui um aplicativo para Android e IOS com bloqueio de print na tentativa de coibir a prática.

Nicola Braga, fotógrafo esportivo, diz que começou a perceber o uso indevido de suas fotos de forma mais evidente nos últimos meses, principalmente com a popularização das ferramentas de inteligência artificial.

"Antes já existiam casos de pessoas recortando ou tentando editar as imagens, mas agora o processo ficou muito mais simples e acessível, o que aumentou bastante esse tipo de prática", conta.

Segundo o profissional, que trabalha com fotografia esportiva desde 2000, o impacto financeiro é significativo.

"Cada fotografia comercializada representa o resultado de investimento em equipamentos, deslocamento, equipe, conhecimento técnico e horas de trabalho antes, durante e depois do evento", diz.

Ele destaca que, além do prejuízo financeiro direto, utilizar a foto sem pagar acaba desvalorizando o trabalho do fotógrafo e coloca em risco a sustentabilidade da profissão.

Para Nicola, não vale a pena entrar com um processo: "Prefiro que a pessoa se conscientize em NÃO fazer mais aquilo".

"A intenção do vídeo que publiquei não é apenas denunciar esse tipo de prática, mas conscientizar as pessoas de que por trás de cada fotografia existe um profissional que vive desse trabalho e depende da venda das imagens para continuar registrando momentos especiais", diz, sobre publicação recente no Instagram sobre o tema.

Direitos autorais: o que diz a lei

Conforme a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998), a obra fotográfica é protegida por lei desde o momento da sua criação, independentemente de o autor (fotógrafo) ter realizado um registro oficial.

Além disso, o advogado explica que a marca d'água é considerada uma informação de gestão de direitos autorais.

Removê-la por meio de inteligência artificial ou qualquer outra ferramenta é uma conduta proibida, pois viola a mensagem explícita de que a imagem não deve ser utilizada sem a devida remuneração ao autor.

Na esfera criminal, Iago Capistrano afirma que o ato se enquadra no crime de Violação de Direito Autoral Código Penal Brasileiro (Art. 184: Violar direitos de autor e os que lhe são conexos), cuja pena pode ser detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.

Se a remoção da marca d'água for feita com o intuito de vender, explorar publicamente ou lucrar com a imagem (de forma direta ou indireta), a pena torna-se mais severa, podendo chegar a 2 a 4 anos de reclusão e multa.

O que fazer se identificar violação de seus direitos autorais

Se autor identificar que sua obra foi utilizada indevidamente ou que a marca d'água foi removida, a primeira providência é documentar tudo antes de fazer contato com a pessoa que usou a foto indevidamente.

O fotógrafo deve tirar prints (capturas de tela) de onde a imagem foi publicada, registrar a data do acesso, o perfil de quem utilizou a foto e o contexto do uso (se é para fins pessoais ou comerciais).

O autor da imagem também pode utilizar os mecanismos de denúncia das redes sociais (Instagram, X, Facebook, etc.).

As plataformas têm a obrigação legal de remover conteúdos que violem direitos autorais mediante a comprovação da autoria.

"O autor pode notificar extrajudicialmente, ou seja, sem se valer das vias do poder judiciário, a pessoa que fez essa prática, a pessoa infratora, exigindo que o conteúdo seja retirado e até pedindo uma indenização pela violação dos direitos autorais", explica.

De acordo com o advogado Iago Capistrano, uma ação cível é a via mais eficaz para quem busca uma reparação financeira pelos danos causados.

Caso deseje a responsabilização criminal, o fotógrafo deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) para dar início ao processo.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/06/26. Esportes, p.2.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

BORA BRINCAR

Por Izabel Gurgel (*)

Chegamos em Alcântara para os últimos dias da Festa do Divino. Acompanhamos o Imperador e comitiva em cortejo, indo a cada uma das casas dos nove mordomos previamente escolhidos para receber a real visita. Era o começo da despedida, o Imperador agradecia a acolhida ao longo da temporada.

O cortejo incluía as mulheres caixeiras do Divino Espírito Santo, tocadoras responsáveis pela animação da sala de baile que havia em cada casa. Em cada casa, havia também uma sala do trono e uma do banquete. Os mordomos e suas famílias, o que meus olhos de visitante queriam e podiam perceber, eram a parte mais visível da mobilização de Alcântara inteira para a festa. O todo, sabemos, pode tocar algo maior do que a soma das partes.

Depois de Alcântara, dava mais gosto ainda ver, rever o documentário de Isa Grinspum Ferraz, com argumento de Antônio Risério, feito a partir do livro "O povo brasileiro", de Darcy Ribeiro (1922-1997). E encontrar Agostinho da Silva a dizer do desejo, da utopia de uma era sem fome, onde haveria abundância para todas as pessoas, e todos os seres experimentariam a plenitude. Ouvir Agostinho da Silva (1906-1994) sobre a figura do Imperador Criança, um menino ou uma menina fazendo a real presença viver naquele pedaço do mundo, é uma fala de sustança até hoje.

Dia desses, uma contadora de histórias com origem nos Inhamuns e moradora da serra de São Pedro, Caririaçu, me enviou um vídeo da feitura de uma iguaria da Festa do Divino em, salvo engano, algum lugar do imenso Tocantins. Atriz e produtora cultural, Thailyta Feitosa sabe bem que o que quer que seja necessário para uma cena, incontornável é a aplicação ao que precisa ser feito.

Os nove banquetes da (última?) noite de festa em Alcântara vez e outra figuram na memória. Pelo imenso trabalho que torna cada um deles possível. Pela inscrição que deixam em quem viveu pelo menos um deles. Mesmo que, como se deu conosco, nada tenham saboreado, uma vez que as crianças de Alcântara, como diz a boa saúde de uma criança, vivem tal noite tocadas pelo para-sempre e adivinhando os nunca-mais.

Fizemos todo o cortejo, casa após casa, com rapapés na sala do trono, um toque de caixa na sala de baile e a passagem à sala do banquete. As crianças nos antecediam, e pareciam coladas à cada mesa mui fartamente montada. Eram a mais bonita interdição do acesso às bebidas, comidas e lembrancinhas de cada casa. Elas viam melhor o bolo confeitado - cada um único, irrepetível - não porque se tornassem, elas próprias, partes da mesa, mas pelos olhos então nunca saciados da capacidade de se encantar, de lamber o mundo. Dia já clareando, de volta à pousada, provamos no café o doce de espécie servido na festa. E haveria, na manhã iniciada, o banquete final na casa do Imperador.

Foi o colega jornalista Arthur Gadelha ligar sobre a pauta de festa junina que ele acabara de receber e eu lembrar do serviço grande que uma festa requer. Já reparou como brilham cada vez mais as pessoas que brincam quadrilha? A brincadeira é a sustentação do todo-dia.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/06/26. Vida & Arte, p.2.


 

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