Mostrando postagens com marcador Colação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Uece promove ato administrativo de colação de grau para 10 novos médicos

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou, na tarde da última quarta-feira (4/02/26), ato administrativo de colação de grau para dez concludentes da 19ª turma do curso de Medicina. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre dos Órgãos de Deliberação Coletiva (SODC), no campus Itaperi, e foi presidida pelo vice-reitor da instituição, professor Dárcio Teixeira. O evento ocorreu em virtude da aprovação dos dez estudantes em provas de residências médicas.

O curso de Medicina da Uece recebeu nota máxima (5) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado em 2025. Ao todo, foram avaliados 351 cursos de Medicina em todo o país, dos quais apenas 49 alcançaram a nota máxima. O Enamed é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e tem como principal objetivo avaliar a formação médica brasileira. No resultado geral, a Uece se destaca como 1º lugar no Ceará e 28º no país, com 93,2% de seus participantes obtendo nota igual ou acima do esperado. Entre as universidades estaduais, a Uece está no Top 10 do Brasil.

Em seu discurso, o vice-reitor, professor Dárcio Teixeira, destacou: “Hoje, a Uece vive um momento de especial significado. Estamos aqui celebrando a conclusão da formação de dez novos médicos e médicas em uma cerimônia que simboliza não apenas o encerramento de um ciclo acadêmico, mas o início de uma trajetória profissional marcada por grandes responsabilidades, compromisso social e dedicação à vida humana. O curso de Medicina ocupa um lugar estratégico na história e no projeto acadêmico da Uece. Ao formar médicos e médicas, a universidade reafirma sua missão pública de contribuir diretamente com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e para a melhoria das condições de vida da população cearense”.

Finalizando sua fala, o professor Dárcio parabenizou os novos egressos da Uece e citou William Osler, um dos grandes mestres da medicina moderna, que ensinava: “Formar médicos vai muito além de indicadores de qualidade. A boa medicina trata a doença; a grande medicina trata o paciente”. Em nome da Uece, parabenizou também os formandos e seus familiares que estiveram presentes nessa caminhada e desejou que este seja apenas o início de uma trajetória marcada pelo conhecimento, pela ética e pelo cuidado com o ser humano.

O chefe de gabinete da Reitoria, professor Altemar Muniz, recordou que, institucionalmente, a Uece, ao longo desses anos, buscou democratizar o acesso de estudantes da escola pública ao curso de Medicina. O destaque desse processo foi a implantação do sistema de cotas, que permitiu o ingresso de alunos oriundos da educação pública de todo o país. Ele ressaltou que a turma de concludentes se forma no momento em que a instituição celebra seus 50 anos de atuação, cujo lema, “transformando vidas”, confirma o que a Uece realiza cotidianamente. “Sugiro a vocês, novos médicos, como extensão do trabalho da universidade, continuem a transformar vidas por meio de suas atividades profissionais, cumprindo a missão de cuidar da saúde e da vida da sociedade e defendendo o Sistema Único de Saúde.

A pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel, parabenizou os novos formandos em medicina após uma jornada árdua e desafiadora, na qual conseguiram vencer obstáculos e chegar a essa etapa. “Vocês alcançaram esse nível por mérito e competência de cada um, com o apoio inestimável de suas famílias. Agradeço a força-tarefa da equipe da Uece, que agilizou os procedimentos para que os concludentes tivessem a oportunidade de participar do processo de seleção para residência médica, assim como agradeço à Administração Superior, por intermédio do chefe de gabinete, professor Altemar Muniz, e a equipe do curso de Medicina, representada pelas professoras Graça Barbosa, Sheila Fontenele e Lúcia Duarte, além das ações do Centro de Ciências da Saúde (CCS).” Ela finalizou lembrando ainda que os concludentes cumprem apenas uma das várias etapas da vida pessoal e profissional e que a formação humana é contínua.

Após os discursos, foi realizada a leitura dos juramentos pelos concludentes. Em seguida, receberam a outorga de grau, além da certidão de conclusão do curso, das mãos do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira.

Estiveram presentes na solenidade, além do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira, a pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel; a diretora do Centro de Ciências da Saúde, professora Maria Lúcia Duarte; e a coordenadora do curso de Medicina, professora Sheila Márcia Fontenele e professores do curso, familiares dos concludentes e demais convidados.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Uece em 5/02/26.


quarta-feira, 29 de março de 2023

HOMENAGENS DA TURMA DE 2022 DA MEDICINA DA UECE

É com imensa alegria que informo ter sido um dos distinguidos com certificado e placa de “Professor Homenageado”, da Turma Dra. Camila Fernandes, a décima-quinta turma de concludentes do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará, conferidos por decisão dos formandos de 2022, como reconhecimento da atuação docente.

Tal honraria é razão de jcontentamento ainda maior para mim por ser essa a décima vez em que sou arrolado entre os homenageados das turmas da MedUece.

A nova turma tem por patrono o Prof. Daniel Bezerra de Castro e, por paraninfa, a Profa. Paula Frassinetti Camurça Castelo Branco Fernandes.

A solenidade de outorga ocorreu hoje, dia 29/03/2022, na Noite de Hipócrates, realizada no Theatro José de Alencar, cabendo à Profa. Paula Frassinetti Fernandes a responsabilidade de proferir o discurso de agradecimento em nome dos homenageados.

Aos médicos recém-graduados manifesto os meus sinceros agradecimentos pela distinção, que tanto dignifica a minha carreira docente, e os votos de uma vida profissional auspiciosa e humanamente enriquecedora.

Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Docente do Curso de Medicina-Uece


sábado, 30 de abril de 2022

CONVITE: Solenidade de Colação de Grau da Faculdade Rodolfo Teófilo – 2022.1

 

O Diretor Geral da Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT), mantida pelo Instituto do Câncer do Ceará (ICC), Prof. Dr. Manfredo Luís Lins e Silva, convida para a Solenidade de Colação de Grau das primeiras turmas do Curso Superior de Gestão Hospitalar e do Curso de Bacharelado em Serviço Social.

Local: Auditório da FRT, na Av. do Imperador, n° 1.360 – Bairro Farias Brito – Fortaleza-CE.

Data: 30 de abril de 2022 (Sábado) Horário: 19h.

Traje: Esporte Fino.

Prof. Dr. Manfredo Luís Lins e Silva

Diretor Geral da FRT

Nota: Uso obrigatório de máscara.


sábado, 12 de janeiro de 2019

Eventos da XI Turma de Medicina da UECE - 2018



A solenidade da Colação de Grau da XI Turma de Medicina da UECE ocorreu no dia 11/12/18 (terça-feira), às 15h, no Auditório Paulo Petrola da Universidade Estadual do Ceará.
Na próxima semana transcorrem mais alguns eventos comemorativos da Turma Prof. Herivaldo Santos da Silva, a décima-primeira turma de médicos da Universidade Estadual do Ceará.
Eis a programação oficial ainda a cumprir:
1) Dia 15/01/19 (terça-feira), às 18h, no Theatro José de Alencar, a Noite de Hipócrates. (Aberta aos formandos, familiares e convidados em geral).
2) Dia 17/01/19 (quinta-feira), às 19h, na Catedral Metropolitana de Fortaleza (Centro), a Missa em Ação de Graças.
3) Dia 18/01/19 (terça-feira), às 9h, na Coordenação do Curso de Medicina/UECE, o Descerramento de Placa.
4) Dia 19/12/19 (sábado), a partir das 20h, no La Maison Coliseu – Bairro Dunas, o Baile de Formatura. (Acesso restrito mediante convites).
Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Docente do Curso de Medicina-Uece

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Uece entrega mais 40 médicos para a sociedade


A Universidade Estadual do Ceará (Uece) acaba de diplomar sua 11ª turma do curso de Medicina. São mais 40 médicos capacitados para atender a sociedade. Os concludentes colaram grau na última terça-feira (11/12), no Campus Itaperi, em cerimônia presidida pelo reitor Jackson Sampaio.

Na solenidade, a turma, por meio de seu represente, o formando Leonardo Barreira Portela, relembrou o início dessa jornada. "Enxergo nesses sorrisos a mesma emoção de em 2013, quando descobrimos que teríamos o privilégio e a responsabilidade de sermos médicos. Alguns realizando seu sonho de infância, enquanto outros meio que, inconscientemente, respondendo ao chamado de Asclépio, deus da Medicina, que despertou em seus corações o desejo de ajudar o próximo e confortar as almas em sofrimento".
Após relembrar bons e também difíceis momentos ao longo da trajetória de seis anos, a exemplo do período de Internato, quando cuidavam de "pacientes que já depositavam confiança demasiada para o alívio de seus sintomas", o orador discente concluiu: "tudo isso valeu a pena!".
A professora Maria Nicó Duarte de Castro Alves, representante do corpo docente, conhece bem o caminho percorrido pelos concludentes. "Acompanhei as muitas pelejas e mesmo sem poder fazer muito, me admirei da força e da boa índole de vocês".
A docente orientou ainda os formandos para que sejam "eficientes e felizes" na profissão. "Com o genuíno respeito por si mesmo, facilmente enxergamos o outro. Cuida do outro quem sabe cuidar de si. Suportar a frustração gera um bem! Largamos o espelho ao lidarmos com a dor e a morte do outro. O tempo passa, a experiência transforma nosso limite e impotência, em juízo crítico. Esta é a essência do Juramento de Hipócrates, pura receita para sermos eficientes e felizes", destacou.
O juramento de Hipócrates, específico para médicos, assim como o juramento oficial, foi realizado pelos concludentes durante a cerimônia, momento de maior importância da ocasião, juntamente à outorga de grau dada pelo presidente da solenidade.

Foi sobre este mesmo juramento, de Hipócrates, de tão grande importância para os que tomam a Medicina como profissão, que o reitor, também médico, Jackson Sampaio, falou aos novos doutores.

"A ética sem a habilidade técnica torna-se apenas uma boa intenção fracassada e a habilidade técnica sem ética gera horrores. (...) Devemos ter sempre cuidado, não só de praticar a justiça, mas que ela seja distributiva, pensando mais no coletivo do que nos indivíduos (...). A ética coletiva, a justiça distributiva, é tão importante para a prática médica como qualquer cuidado individual", ressaltou Jackson Sampaio.
Os 40 médicos receberam ainda, das mãos do reitor, seus aguardados diplomas.
Estiveram também presentes na cerimônia o vice-reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares; a pró-reitora de Graduação, Mônica Cavaignac; a diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Glaucia Posso Lima; e a representante da Coordenação do curso de Medicina, Maria das Graças Barbosa Peixoto.



Fonte: Uece/Assessoria de Comunicação, em 14/12/2018.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

SETENTA ANOS DA TURMA DE 1947 DA FACULDADE DE DIREITO DO CEARÁ


Em 8/12/1947, o Theatro José de Alencar engalanou-se para abrigar a solenidade de Formatura da Turma de 1947, da FACULDADE DE DIREITO DO CEARÁ, que teve por lema a citação em latim OPUS JUSTITIÆ PAX (A Paz é obra da Justiça).
A turma escolheu o Dr. Sobral Pinto, como Patrono, e o Dr. Álvaro Costa, como Paraninfo. Homenagem especial foi conferida aos Drs. Mateus Coutinho, Perboyre e Silva e Aderbal Freire. Houve também menção de reconhecimento ao Diretor, Dr. Otávio Lobo, e ao Secretário, Dr. João Pinto, e uma homenagem póstuma ao Dr. Mozart Pinto.
A mesma oportunidade valeu para homenagear os Drs. Andrade Furtado, Vicente P. Pessoa, Omar Paiva, Ibiapina Siqueira, Magdaleno Girão e Martins Filho e o Inspetor de Alunos, Sr. Luiz Pereira Souza.
Mário Cordeiro foi o orador da turma. Também foi prestada uma homenagem póstuma ao colega Pedro Pompeu Freitas, falecido antes do término do curso.
De acordo com o quadro de formatura, com os nomes reduzidos, os BACHARÉIS DE 1947 foram: Adamir Alencar (Ceará), Aldenor Freire (Pará), Alencar Monteiro (Ceará), Aluisio Barroso (Ceará), Amauri Fernandes (R.G.do Norte), Aristides Ribeiro (Ceará), Arruda Furtado (Ceará), Artur Benevides (Ceará), Dante Vieira (Ceará), Jefferson Quezado (Ceará), Ernesto Serra (Ceará), J. Josino da Costa (Ceará), Lourival Banhos (Ceará), Luiz C. da Silva (Ceará), M. Airton Silva (Ceará), Maria Alice Santos (Ceará), Mário Cordeiro (Ceará), Nerina Falcão (Ceará), Osmar Moura (Piauí), Rdo. Gomes Silva (Ceará), Rdo. Silva Cavalcante (Ceará), Wellington Godinho (Ceará).
A turma possuía apenas três mulheres: Adamir Alencar, Maria Alice Santos e Nerina Falcão. Do grupo, apenas três concludentes não eram procedentes do Ceará.
Da turma, ao que constavam, estavam vivos e comemoraram os sessenta anos de formatura, os Drs. Adamir Peixoto de Alencar, Artur Eduardo Benevides, Ernesto Aguiar Serra, Francisco de Assis Arruda Furtado, Manuel Airton da Silva, Maria Alice Barros dos Santos, Mário Barbosa Cordeiro, Nerina Rodrigues Falcão, Osmar de Freitas Moura, Raimundo Gomes da Silva e Raimundo Silva Cavalcante.
Agora, dez anos passados, quando alguns retornaram à Morada Eterna, a exemplo de Artur Eduardo Benevides e Francisco de Assis Arruda Furtado, restam poucos sobreviventes, todos nonagenários, para relembrarem daquela magna noite, acontecida há exatos setenta anos.
Fizera parte dessa turma, o nosso genitor, Dr. Luiz Carlos da Silva, que participou das festividades alusivas aos jubileus de prata e de ouro da formatura; porém, faleceu quando contava com 53 anos de formado, acumulando mais de cinquenta anos de prática advocatícia.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
* Texto baseado em artigo publicado. In: O Povo, Jornal do Leitor, de 12 de junho de 2010. p.3.
os

Eventos da X Turma de Medicina da UECE - 2017


A partir desta semana, transcorrem alguns eventos comemorativos da Turma Prof. Pedro Braga Neto, a décima turma de médicos da Universidade Estadual do Ceará.
Eis a programação oficial traçada:
1) Dia 8/12/17 (sexta-feira), às 15h, no Auditório Paulo Petrola na Universidade Estadual do Ceará, a Colação de Grau.
2) Dia 12/12/17 (terça-feira), às 9h, na Coordenação do Curso de Medicina/UECE, o Descerramento de Placa.
3) Dia 13/12/17 (quarta-feira), às 19h, na Assembleia Legislativa do Ceará, a Noite de Hipócrates. (Aberta aos formandos, familiares e convidados em geral).
4) Dia 14/01/17 (quinta-feira), às 20h, na Igreja de Fátima (Av. 13 de Maio - Fátima), a Missa em Ação de Graças.
5) Dia 16/12/17 (sábado), às 22h, no La Maison Coliseu – Bairro Dunas, o Baile de Formatura. (Acesso restrito mediante convites).
Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Docente do Curso de Medicina-Uece

sábado, 17 de dezembro de 2016

UECE FORMA SUA NONA DE MEDICINA


Mesa diretora da Colação de Grau da MedUece 2016
A Universidade Estadual do Ceará (UECE) realizou ontem, dia 16 de dezembro, às 15h30, no Auditório Paulo Petrola da Reitoria, a solenidade de Colação de Grau do curso de Medicina do ano 2016, com 28 concludentes. Esse número foi o menor das turmas já formadas pela UECE porque dez de seus alunos tomaram parte no Programa Ciências sem Fronteiras, cumprindo um ano de intercâmbio no exterior, e devem colar grau na turma de 2017.
O Reitor da UECE, professor José Jackson Coelho Sampaio, presidiu a cerimônia de outorga de Grau, assegurando a manutenção do ritual acadêmico da formatura, que contou com a presença de pró-reitores e professores do colegiado do curso, além de convidados e familiares dos concluintes.
Prof. Daniel de Castro profere o discurso docente
O médico Daniel Bezerra de Castro, que dá o nome à nova turma, foi o Orador Docente. O Orador Discente foi o concludente José Andreolli Faustino Andrade e o juramentista da turma foi o formando João Pedro Carlos de Oliveira, que conduziu a leitura do Juramento Oficial e do Juramento de Hipócrates.
O concludente José Andreolli Faustino discursa em nome dos formandos
Boa parte desses novos médicos já foi aprovada nos processos seletivos da Residência Médica em diferentes especialidades, para cumprir programas no Ceará e em outros estados; outra parcela está assumindo postos de trabalho na Estratégia Saúde da Família em municípios interioranos cearenses.
Flagrante da Solenidade de Colação de Grau da Turma MedUece 2016
 
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da UECE / Curso de Medicina

sábado, 28 de junho de 2014




Ontem à noite, dia 27/06/14, a Universidade de Fortaleza (Unifor) realizou a solenidade única de colação de grau dos seus formandos do primeiro semestre deste ano. O título de graduado pela Unifor foi concedido, na noite passada, a mais de 1.500 concludentes de 35 cursos da instituição.
A solenidade de Colação de Grau 2014.1 contou com a participação da Camerata e do Coral da Universidade e aconteceu na Praça da Biblioteca, reunindo formandos, parentes, amigos e professores em uma bonita confraternização.
Entre os concludentes, o meu filho André Bastos Gurgel, que colou grau em Direito, tornando-se o sexto neto de Luiz Carlos da Silva a seguir os passos do avô, que foi um notável operador do Direito.
O evento foi uma oportunidade para o congraçamento familiar, pois teve a presença do meu primogênito Felipe, recém-chegado dos EUA, onde cumpre o PhD em Economia na Cornell University.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista pela UFC

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Solenidade de Colação de Grau de Mestre e Outorga de Título de Doutor da Uece-2014

A recém-doutora Helena Lima de Sousa, ladeada pelo Magnífico Reitor Jackson Sampaio e o seu ex-orientador Marcelo Gurgel.
A Universidade Estadual do Ceará (UECE) promoveu na noite da terça-feira (6/05/2014), no Auditório da Assembleia Legislativa do Ceará, a solenidade de Colação de Grau de Mestre, e da Outorga de Título de Doutor, aos concluintes de programas de mestrado e de doutorado do Centro de Ciências da Saúde, do Centro de Educação, da Faculdade de Veterinária e do RENORBIO.

Os concludentes foram recepcionados pelo Quinteto de Metais da Orquestra Sinfônica do Ceará (OSUECE). O evento foi presidido pelo Magnífico Reitor Professor Jackson Sampaio e coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.

Na cerimônia foi conferida uma placa em homenagem aos Programas de Doutorado em Saúde Coletiva e em Ciências Fisiológicas, aprovados pela Capes, em 2013.

Participei da mesa diretora da solenidade, na condição de decano, representando a Diretora do Centro de Ciências da Saúde, a Profa. Gláucia Posso Lima. Entre os titulados, estavam as nossas orientadas Juliana Lucena e Sílvia Morgana Oliveira, do Mestrado em Saúde Coletiva, e Helena Lima de Sousa e Regina Cláudia Furtado Maia, do Doutorado em Saúde Coletiva

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Solenidade de Colação de Grau de Mestre e Outorga de Título de Doutor da Uece



A Universidade Estadual do Ceará (UECE) promoveu na noite da quarta-feira (22/05), no Centro de Eventos do SEBRAE, a solenidade da XVIII Colação de Grau de Mestre, diplomando 298, e da X Outorga de Título de Doutor, diplomando 56 doutores. Os 354 concludentes foram recepcionados pelo Octeto Feminino da Orquestra Sinfônica do Ceará (OSUECE). O evento foi presidido pelo Reitor Professor Jackson Sampaio e coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.
A cerimônia teve como oradora docente, Maria das Dores Mendes Segundo, professora do curso de História e Coordenadora do Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino e, como oradora discente, Ayeska Costa Barroso, concludente do curso de Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade.
Participei da cerimônia na condição de Coordenador do Mestrado Acadêmico em Saúde Pública e representando o doutorado em Saúde Coletiva, cuja Coordenadora, a Profa. Salete Bessa, encontrava-se nos EUA.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

COLAÇÃO DE GRAU DA UNIFOR 2011.2

Amanhã, dia 22/12/11, a Universidade de Ceará (Unifor) realiza a solenidade única de colação de grau dos seus formandos do segundo semestre deste ano.
Entre os concludentes, os meus sobrinhos Marta e Tiago, filhos do meu irmão Germano e Maíza. Martinha, que era bacharelada em Geografia pela Uece, formou-se em Turismo, e Tiago, formado em Física pela UFC, receberá o diploma de Engenheiro Mecânico.
Na oportunidade, mais um médico acumulará o diploma de bacharel em Direito. Trata-se do psiquiatra Úrico Gadelha, conselheiro do CREMEC, que escolheu por padrinho o também conselheiro Dalgimar Beserra de Meneses.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico da Turma José Carlos Ribeiro

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REVISTA MedUECE 2010


Ao ensejo da solenidade de Colação de Grau da Turma 2010 do Curso de Medicina, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), ocorrida no dia 12 de janeiro último, no Teatro José de Alencar, deu-se a distribuição da Revista MedUECE às pessoas que ali acorreram, para prestigiar os 41 novos médicos formados por nossa universidade.
A Revista, agora em sua terceira edição, mantém a prática das duas turmas precedentes de brindar o público, com um veículo de comunicação, ágil e versátil, que dá eco aos relatos das vivências estudantis e preserva parte da memória iconográfica dos concludentes.
Essa ideia de compor a Revista MedUECE baseou-se em experiência similar do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), na qual nosso filho Felipe formou-se, e tem sido levada por nós, a cada turma, logrando boa receptividade.
A editoração e a escolha dos textos, bem como as ilustrações são de responsabilidade dos formandos, que recorrem a contribuições escritas por alunos e professores. Além de incentivá-los a publicar a revista, atuamos na negociação junto à Editora Expressão e na captação de parte dos recursos financeiros necessários à impressão. Como nas edições anteriores, há um texto de nossa lavra que oportunamente será postado neste blog.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

UECE FORMA SUA TERCEIRA TURMA DE MEDICINA


A Universidade Estadual do Ceará (UECE) realizou na última quarta-feira, dia 12 de janeiro, às 20h, no Teatro José de Alencar, a solenidade de Colação de Grau do curso de Medicina do ano 2010, com 41 concludentes.
O Reitor da UECE, professor Francisco de Assis Moura Araripe, presidiu a cerimônia de outorga de Grau, assegurando a manutenção da belíssima solenidade, que marcou a formatura das duas turmas anteriores.
A médica Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes foi escolhida como Patronesse e teve seu nome indicado, pela instituição, para ser a Oradora Docente e o Dr. Francisco José Costa Eleutério como Paraninfo. A nova turma recebeu o nome do professor Dr. José Moreira Lima. O Orador Discente foi o concludente Vitor Sarmento Mesquita e o juramentista da turma foi o formando Francisco Andrade Neto, que conduziu a leitura do Juramento de Hipócrates.
Os novos médicos foram saudados pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea do Ceará, sob a regência do maestro Alfredo Barros, professor do curso de música da UECE.
Boa parte desses novos médicos já foi aprovada nos processos seletivos da Residência Médica em diferentes especialidades, para cumprir programas no Ceará e em outros estados; outra parcela está assumindo postos de trabalho na Estratégia Saúde da Família em municípios interioranos cearenses.

sábado, 13 de março de 2010

JURAM POR HIPÓCRATES


Após sete longos anos, a Universidade Estadual do Ceará orgulha-se por apresentar à sociedade cearense 36 novos médicos artesanalmente fabricados, tal qual uma obra de arte, por um curso de Medicina que reconhece muito além do seu essencial compromisso de tecnicamente bem preparar seus profissionais: vê a importância da integração universitária, do exercício da cidadania e da formação de líderes e gestores aptos ao trabalho transformador nas políticas públicas de saúde.

Muito, no entanto, foi necessário para que a UECE, uma universidade até poucos anos tratada em um regime de parcos recursos, pudesse neutralizar os déficits de financiamento e bem graduar sua segunda turma de jovens médicos. A Turma Prima, graduada há quase que exato um ano, mostrou-se ousada e vitoriosa: além dos elogios que arrecadou durante o internato nos principais hospitais cearenses, tem quase todos os seus filhos empregados ou ingressos na residência médica, cujo índice de aprovação excedeu os 70%. A receita do sucesso merece, portanto, ser compartilhada entre os mestres, que, pouco a pouco, foram se somando ao pequeno grupo inicial de docentes, e os alunos, que, mesmo contrariando a tendência dos cursinhos pré-universitários em emanar esforços e interesses unicamente à nossa congênere federal, foram corajosos e, concomitantemente, crédulos de que poderiam receber uma formação médica digna aos olhos de Hipócrates.
Os anos foram longos, assim como os desafios que ladrilharam os caminhos de um jovem curso de Medicina nascido sob olhares de receio. Pouco se cria que a UECE, tão maltratada em décadas anteriores, poderia ser capaz de corresponder aos anseios de preparadíssimos jovens que se digladiavam em concorrido concurso vestibular, que, por várias edições, beirou a concorrência de 70 candidatos por vaga. A UECE, no entanto, venceu os olhares de receio e hoje se porta hígida às mais usuais comparações: já conquistou a segunda colocação nacional no ENADE do ano de 2005, feito similar obtido em 2007, quando da conquista da terceira posição nacional. Recebeu ainda reforço de mais docentes que hoje somam esforços a um time de 90% de mestres e doutores e aos recentemente instituídos professores de práticas médicas. O trunfo do curso médico ueceano vai além: trabalha hoje na perspectiva da pós-graduação, recebe recursos para infraestrutura e solidifica ainda mais o intercâmbio de ensino e pesquisa aos hospitais públicos estaduais, hoje concebidos como hospitais universitários da UECE.
Que os novos profissionais oriundos do seio acolhedor ueceano possam se lembrar das noites insones dos que trabalharam no embrião desse curso de Medicina, do primeiro paciente com que conversaram, dos mestres atenciosos e dedicados com que aprenderam, do primeiro e receoso plantão que deram, das aulas emocionadas que tiveram, dos amores que sentiram, das lágrimas que derramaram, das ansiedades que presenciaram, das páginas que estudaram e, sobretudo, do compromisso que selaram com Hipócrates em nome da Medicina, que agora, ainda mais apaixonados, carregam-na no peito.
João Brainer Clares de Andrade
Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará


* Publicado In: O Povo, de 13/03/10. Jornal do Leitor. p.3.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TURMA DR. FÁBIO LANDIM: uma sábia escolha




O Dr. Fábio Machado Landim nasceu em Fortaleza, em 05/04/1974, em um lar de sólida fundamentação cristã, sendo o primogênito do casal de educadores Luís Carlos e Rita Maria. A educação propiciada pelo Colégio Irmã Maria Montenegro, escola de propriedade dos seus pais, encontrou nele um terreno fértil, à conta de sua excepcional inteligência, indicativa de uma precocidade singular, a qual se agregava a disposição para estudar, que fez dele um bem sucedido aluno, vencedor contumaz de olimpíadas estudantis, culminando com a brilhante aprovação, no concorrido vestibular para o curso de Medicina da UFC, onde ingressou aos 16 anos de idade.
Por sua extrema ânsia em auferir conhecimentos, mediante a devoção aos livros, foi aluno de Medicina, com notável rendimento acadêmico, mas sempre encontrou tempo para iniciar-se nos meandros da prática médica, engajando-se cedo, como estagiário concursado, na Emergência do IJF (Frotinha) de Messejana e no Serviço de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.
Ainda como universitário, participou de vários congressos médicos, quase sempre com a apresentação de trabalhos científicos advindos da experiência que adquiria nos locais de estágio, robustecendo o seu currículo complementar, e evidenciando uma latente vocação científica.
Teve o privilégio, nesse período, de receber a orientação segura do Dr. Florentino Araújo Cardoso Filho, que, por certo, emulou-o a optar pela Oncologia, que foi seguida do contato tutorial com o Dr. José Eudes Bastos Pinho, preceptor do Internato e da Residência Médica em Cirurgia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), a quem coube acolher aquele rapaz, imberbe, que mais lembrava um calouro de tão jovem, quando Fábio ingressou no Internato do HGF.
Aos 22 anos de idade, já médico, deparou-se com um leque de aprovações para cumprir Residência Médica (RM) em Cirurgia Geral, o que incluía vários programas dessa especialidade no Ceará e em outros estados, do Sul e do Sudeste, do Brasil. O apreço que sempre deu aos seus laços familiares levou-o a escolher a RM do HGF, postergando o seu deslocamento para fora de sua cidade natal, para quando fosse obter o treinamento em Oncologia Cirúrgica, uma feliz decisão porquanto permitiu que ele continuasse, durante três anos, sob a orientação de alguns dos mais experimentados cirurgiões do Ceará, integrantes do “staff” desse nosocômio.
Em 2000, após a conclusão do R3 e da Especialização em Medicina do Trabalho, foi selecionado pelo Prof. Abdul Haim Moossa, que o classificou como “outstanding”, um estupendo adjetivo devidamente comunicado ao Dr. Eudes Pinho, para realizar um “fellowship” em Cirurgia, no afamado Departamento de Cirurgia da University of Califórnia Los Angeles (UCLA). De novo, os fortes laços afetivos, dessa vez majorados pela distância da pátria, trouxeram-no de volta ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro, onde efetuou, com brilhantismo, a RM em Cancerologia Cirúrgica, no Instituto Nacional de Câncer (INCA). O Dr. Moossa, figura exponencial da cirurgia norte-americana, apesar da convivência de apenas um mês entre os dois, lamentou a desistência do Fábio Landim, mas demonstrou compreender as razões dessa renúncia e se prontificou a acolhê-lo, em outra oportunidade, isso se fosse da conveniência do próprio Fábio.
Em 2003, o Dr. Fábio Landim retorna em definitivo ao Ceará, assumindo posto de trabalho conquistado por concurso público no Hospital Geral Dr. Waldemar de Alcântara e integrando, a convite institucional, o corpo clínico do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), que, com o seu Hospital do Câncer, se consolidava como entidade de referência em Cancerologia, para as regiões Norte e Nordeste.
Nesses quase seis anos de atuação no ICC, nosso colega Fábio exibiu uma capacidade laboral inexcedível, tanto em intensidade como em qualidade, nos mais variados campos, surpreendendo a todos pela versatilidade e pela competência. Em que pese a sua juventude, desde o princípio, não parecia ser um médico, em início de carreira, tal era a sua desenvoltura para lidar com as situações do cotidiano médico e a sua garra em enfrentar novos desafios gerenciais e de conceber projetos estruturantes e arrojados para o ICC.
Foi ele de capital importância para assegurar a manutenção da qualidade e da credibilidade da RM do ICC e ainda para a abertura de novos programas de RM, que fazem do ICC o terceiro maior centro de formação de oncologistas do País. A sua vocação para o ensino aflorou no ICC, pois, além da RM, a instituição é campo de estágio para diferentes cursos da área da saúde, sejam eles públicos ou privados. Nesse aspecto, convém salientar a gratificante inserção do Dr. Fábio Landim, como Professor de Práticas Médicas do Curso de Medicina da UECE, ministrando aulas teóricas e práticas de Oncologia, e docente dos cursos e dos eventos científicos patrocinados pela Escola Cearense de Oncologia (ECO), bem como exímio elaborador de provas de cirurgia para concursos públicos e processos seletivos.
Para o curso médico da UECE, ele desempenhou importante papel na organização e na condução do Módulo de Oncologia, da disciplina de Clínica Cirúrgica II, além da sua inserção em outras disciplinas da grade curricular. Foi dele, aliás, a última aula que antecedeu ao ingresso no internato da Turma de 2009, ministrando, na disciplina Ambulatório de Atenção Básica, o tema “Atenção Primária em Oncologia”. Essa cuidadosa exposição, ocorrida no Auditório do ICC, foi seguida de calorosos cumprimentos e de uma sessão de fotografias, revestida de uma atmosfera de congraçamento.
No final do ano de 2007, Dr. Landim decidiu buscar a pós-graduação senso estrito, matriculando-se no Mestrado em Oncologia, fruto da parceria Minter/Dinter envolvendo o Hospital A. C. Camargo, como entidade proponente, e o ICC, como instituição receptora. Desde então, o nosso perfilado revestiu-se de uma nova vibrante faceta – a de pesquisador, que se consubstanciava na elevada freqüência de submissão, de projetos de pesquisa de sua lavra, ao Comitê de Ética em Pesquisa do ICC, e nos costumeiros aceites de seus artigos originais, para publicações em periódicos portadores de certificação intelectual e legal. Ademais, para o seu orientador, a qualidade excepcional do seu projeto de dissertação, já posto em marcha, reforçava a proposta de “up grade” para tese, o que ensejaria a obtenção do diploma de doutorado.
Não há dúvidas de que esses atributos de competência foram relevantes para firmar o reconhecimento da excelência profissional do Fábio, entre os seus pares, e para avalizar a vasta clientela de pacientes, de convênios ou particulares, bem como inspirar confiança nos usuários do SUS. No entanto, como nos diz São Paulo na Carta aos Coríntios I, em seu versículo 2: “ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada”. De pouco adiantaria tanta competência técnica se o médico não tivesse o amor.
O amor permeava todas as ações, profissionais ou não, de Fábio e, nisso, talvez residisse, em grande parte, a razão do seu crescente número de admiradores, igualmente colhidos na legião dos seus beneficiados e dos seus colegas de trabalho, que, neste ano, sufragaram-no para distintas funções: Presidência da Comissão de Ética Médica do ICC, membro da Diretoria da Associação Médica Cearense e conselheiro do CREMEC.
Apesar da sua devoção ao trabalho, que o impossibilitava de se negar a absorver mais fardos, sabia ele usar muito bem o seu tempo, para, com a devida intensidade, interagir com a família (pais e irmãos) e se dedicar afetuosamente à criação e à educação dos seus amados Maria e Pedro, gerados no abençoado amor de Camila e Fábio, responsabilidades compartilhadas com sua esposa e dileta companheira.
A família que lhe serviu de berço forjou nele a temperança, a lhaneza de trato, a determinação, qualidades que, todavia, não tolhiam o seu espírito crítico, pois possuía notória capacidade de defender seus pontos de vista, construída com argumentos traçados sob a égide da lógica e da busca do convencimento; mas era uma pessoa permeável, apto a ouvir os seus interlocutores, e de mudar de opinião ao reconhecer que o outro tinha sobejas razões.
O infausto acontecimento, iniciado em 14 de outubro, que se prolongou durante uma semana, marcada por angústias e incertezas, mas aliviada pela força das orações e temperada pela demonstração da solidariedade de tantos, que fomentavam a esperança de que Fábio viesse a sobreviver e dar continuidade a sua boa obra terrena dissipou-se em 21 de outubro de 2008, quando partiu de volta ao Pai, onde se encontra a Irmã Maria Montenegro, a carismática amiga da família Machado Landim, que partira um pouco antes dele.
Esse é um momento que cabe uma passageira recordação do conhecido soneto de Luiz Vaz de Camões: “Alma minha gentil, que te partiste / Tão cedo desta vida, descontente, / Repousa lá no Céu eternamente / E viva eu cá na terra sempre triste...” Instante como esse, é, pois, de extrema saudade, que, mercê da fé em Deus, exige de nós o esforço de superação, para, gradualmente, substituí-la pelas boas lembranças da convivência que se teve ao seu lado. Mesmo que não tenha sido tão prolongada, porquanto, poucos foram os seus 34 anos de vida e apenas quase doze, os de labuta médica, ele deixou um legado intenso de boas ações, que perdurará nos corações de muitos que foram gratificados por conhecê-lo.
Descansa em paz, nobre e gentil cavaleiro! Que Deus nos conforte a todos! Essa valorosa turma de médicos da UECE, que, por uma feliz e sábia escolha, leva o seu nome, velará por sua memória durante muitos anos.
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do Curso de Medicina – UECE

* Publicado In: Revista MedUECE: Turma Dr. Fábio Machado Landim. Fortaleza, janeiro de 2010. p.14-5.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

COLAÇÃO DE GRAU DA SEGUNDA TURMA DE MEDICINA DA UECE



O magnífico Theatro José da Alencar abriu suas portas para acolher, ontem, 06 de janeiro de 2010, a belíssima cerimônia de Colação de Grau da segunda turma de concludentes do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará.
A Turma Dr. Fábio Machado Landim, que leva o nome de um excepcional médico, prematura e abruptamente falecido em 21/10/09, é composta por trinta e seis formandos, que ocuparam a ribalta, sob os aplausos de familiares, amigos e professores. A beleza e a organização da solenidade encantaram a todos que se fizeram presentes em nossa mais tradicional casa de espetáculos do Ceará, na noite passada.
O Prof. Manassés Fonteles acumulou as honrarias de Patrono da turma e de orador docente da solenidade; o Prof. José Moreira Lima, ratificando o quanto é querido por seus alunos, foi novamente escolhido como Paraninfo. O orador discente foi o doutorando Leandro Augusto de Menezes Rego e o Juramento de Hipócrates foi lido pela concludente Carolina Oliveira Costa.
Repetindo o êxito da primeira turma, os formandos lançaram e distribuíram a Revista MedUECE que narra aspectos importantes da convivência experimentada durante os seis anos em que estudaram na UECE.
Aos colegas recém-formados, desejo que sigam uma trajetória de vida repleta de realizações, devolvendo aos concidadãos, sob a forma de bons serviços de saúde, o investimento público aplicado durante a graduação, ao tempo em que a satisfação pessoal do exercício da Medicina seja a maior compensação do esforço individual, conduzido até chegar a esse momento tão sublime de suas vidas.

sábado, 14 de março de 2009

O THEATRO JOSÉ DE ALENCAR EM MINHA VIDA


Na encantadora noite de 06 de janeiro de 2009, um Dia de Reis, o Theatro José de Alencar, majestosamente decorado em branco e verde esmeralda, com uma infinidade de arranjos florais, espalhados em sua estrutura marcial quase centenária, fundida na Inglaterra, engalanou-se para acolher os primeiros formandos do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará-UECE.
Os concludentes eram, na verdade, os astros e as estrelas principais da festa; muito embora, como coordenador do curso e patrono da Turma Prima, tenha sido eu guindado à posição de ator coadjuvante a figurar no palco, integrando à mesa dirigente da solenidade, e terminando por exercer uma função de destaque, pela própria condição de orador docente.
É correto dizer que pronunciei um longo discurso, não à moda do Fidel, posto que a sua leitura durou pouco menos de meia hora. No entanto, é forçoso reconhecer que os comentários gerais da platéia, dentre os que aportaram aos meus ouvidos, foram sobejamente elogiosos quanto ao teor e ao bom uso do vernáculo, sem reparo à extensão da peça oratória ou qualquer menção de fadiga ou bocejo durante o discurso.
Na noite seguinte, despertei na madrugada, e ao recordar da recente Colação de Grau da Medicina da UECE, tida e havida por muitos como a mais bela do Ceará, dentre as ocorridas nos últimos anos, vieram-me à mente as recordações das minhas passagens nessa casa de espetáculos que se abeira dos cem anos.
Da minha meninice, lembro-me de ali ter assistido duas peças: “A Valsa Proibida”, um musical, do tipo opereta, tendo Orlando Leite e Ayla Maria nos papéis centrais, e “O Casamento da Peraldiana”, uma comédia musical, em tom burlesco, de Carlos Câmara, datada de 1919, encenada pelo notável ator e dramaturgo Haroldo Serra.
Na adolescência, costumava ir ao Theatro José de Alencar, nas manhãs domingueiras, quando havia concertos destinados a jovens. Por vezes, dada à influência dos frades alemães do Convento Nossa Senhora das Dores, eu era incentivado a ver as apresentações de artistas germânicos que se exibiam nesse teatro; o mesmo se repetiu, à época de universitário, quando fui aluno do Centro de Cultura Alemã da UFC.
Em 1968, acompanhei emocionado, nessa casa de espetáculos, a grande final do I Festival Lítero-Musical do Liceu do Ceará, quando a minha irmã Márcia arrebatou o troféu de primeiro lugar, na categoria Poesia, consagrando-se como promissora poetisa juvenil.
Recordei-me igualmente que, em 1970, freqüentei, durante um ano, o curso de Canto Coral, no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno. Ali eram ministradas aulas teóricas de educação musical, e prática coral, que me faziam, ainda que parcialmente, recuperar um pouco da matéria Educação Artística, com ênfase no Canto Orfeônico, que me vira obrigado a cursar, no começo do ginasial, no velho Liceu do Ceará.
Por essa época, como parte da programação final do ano letivo, o Conservatório promoveu um concerto no Theatro José de Alencar, cujo “Grand Finale” foi a exibição de “Jesus Alegria dos Homens”, de Johann Sebastian Bach, pelo Grande Coral da Universidade, acompanhado pela Orquestra Sinfônica Henrique Jorge, sob a regência do maestro Orlando Leite.
Como aluno do curso de Canto Coral, participei do grupo que estava se apresentando, sendo testemunha de um fato inusitado. Ao me perfilar, no palco, com os demais integrantes do Grande Coral, percebi que a ribalta tinha mais gente do que a audiência disposta nas cadeiras, muitas delas desocupadas por nós, face à permuta de funções, de assistência para a de artista.
Como adulto, por força das atividades laborais e dos compromissos familiares, só poucas vezes voltei ao velho teatro, ora tão desprestigiado pelo grande público, em decorrência de sua localização, com um entorno inseguro no horário noturno, e a sabida dificuldade de estacionamento de veículos.
A solenidade de formatura, ali acontecida recentemente, trouxe-me a dupla alegria de rever a magnífica edificação, e, maiormente, pelo significado desse evento, de sentir consolidada a iniciativa dos que ousaram criar um novo curso médico público, em Fortaleza.
Na minha mente, não mais os acordes de Bach, pareciam impregnar o espaço da mais tradicional casa de cultura do povo e da alma cearenses. “Jesus, Alegria dos Homens”, ou “Jesus bleibet meine Freude”, cedera lugar, enfim, a um outro espetáculo, nutrido pelo sabor da vitória: “Formatura, Alegria dos Médicos”; fechava, assim, com chave de ouro, um tempo gestado na luta, em nome de um sonho que tinha, ao seu favor, a obtenção do grau, com direito a prevenir, a mitigar e a curar o sofrimento humano.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina
* Publicado in: O Povo, Jornal do Leitor, de 14 de março de 2009. p.3.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Medicina da UECE: o presente do Dia de Reis

Vejam artigo do jornalista Paulo Tadeu sobre a Coleção da Turma Prima
http://www.oestadoce.com.br/index.php?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=13¬iciaID=7627

sábado, 10 de janeiro de 2009

Colação de Grau de Medicina-UECE Repercussão

http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=244889&modulo=966
 

Free Blog Counter
Poker Blog