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sexta-feira, 27 de abril de 2018

O ADEUS À PROFESSORA CLEIDE ANCILON


Quando a bibliotecária Cleide Ancilon de Alencar Pereira largou suas atividades na Biblioteca do Curso de Medicina, da Universidade Federal do Ceará, para ir à Biblioteca Nacional (BN) no Rio de Janeiro para fazer um Curso Prático de Biblioteconomia, não imagina que aquele era um dos ritos de passagem para que seu nome se eternizasse na memória e na história da UFC e da Biblioteconomia brasileira.
Era início de 1963 e a visionária bibliotecária – juntamente com suas colegas – já levava consigo o sonho de fundar um Curso de Biblioteconomia no Ceará. Seus muitos depoimentos sobre essa estada na BN dão conta de que foi um curso intenso, com leituras, discussões e muitas práticas laboratoriais.
Na volta, transformou o sonho em realidade, sob o apadrinhamento do também visionário Reitor Antônio Martins Filho, de quem recebeu todas as ajudas necessárias. O curso já nascia forte e em 17 de fevereiro de 1964, à luz da Resolução nº 153, o Curso de Biblioteconomia da UFC nasceu, sendo instalado em 1965.
A bibliotecária de formação e Professora por convicção fez da sua vida a existência desse Curso, que hoje conta com 54 anos. Ela também responde pela formação de uma legião de profissionais que deram e dão à Biblioteconomia e à recente Ciência da Informação do Norte e Nordeste do Brasil os mais nobres e significativos sentidos de profissionalismo e de retidão ética.
Este Departamento de Ciências da Informação, o Curso de Biblioteconomia e o caçula Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação devem à Professora Cleide Ancilon as vossas vidas e os valores profissionais e éticos que os disciplinam.
De modo discreto – como foi toda a sua vida – mas com a grandeza dos desbravadores e incentivadores, a PROFESSORA CLEIDE ANCILON partiu para outras missões, em planos superiores. Conosco ficam a gratidão, o agradecimento, o sentimento de responsabilidade, a inalienável ética que ela tanto defendia e uma saudade, uma SAUDADE IMENSA. Fica também a gratidão pelo seu lindo legado deixado para a ciência, para a universidade, para as bibliotecas, para os livros e para as leituras, sob cujas asas nos eternizamos em voos e viagens eternas e sem fim.
Muito obrigado, Professora Cleide.
Fonte: Departamento de Ciências da Informação da UFC.

domingo, 26 de abril de 2015

FALECIMENTO DE AUDIFAX RIOS


Audifax Rios nasceu em Santana do Acaraú, Ceará, onde iniciou os estudos, e depois se transferiu, em 1962, para a capital cearense, prosseguindo os estudos no Liceu do Ceará, radicando-se em Fortaleza, desde então.
Trabalhou na extinta TV Ceará, em jornais e agências de propaganda. Artista plástico, fez duas dezenas de individuais (Brasília, Recife, Vaticano, Nova Canudos, Fortaleza etc.) e participou de inúmeras coletivas e salões onde foi premiado (Novos, Abril, Unifor etc.).
Fez capas e ilustrações para mais de uma centena de obras, a maioria de autores cearenses. Foi ainda cordelista e publicitário.
Autor dos livros “Bar Peixe Frito” (1978), “Já fez a sua fezinha hoje?” (1987), “Gentes da Licânia” (1989), “Porto dos Viventes de Aroeiras” (1993) e “Iracemar” (1996), além de participar de diversas antologias.
Há anos vinha assinando uma coluna semanal, às sextas-feiras, no jornal O Povo, na qual dava vazão à sua verve de notável memorialista.
Atualmente, era editor da revista “De Um Tudo” e secretariava as famosas reuniões do Clube do Bode, função que exerceu por longos anos.
Audifax Rios faleceu, ontem à tarde, dia 25/04/2015, de modo súbito, em Santana do Acaraú, e seu corpo foi trasladado para Fortaleza e está sendo velado no Jardim Metropolitano, onde ocorrerá o sepultamento às 15h de hoje.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Do Instituto do Ceará

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PESAR POR HELOÍSA JUAÇABA




É com profunda tristeza que assinalo aqui o falecimento, na noite de ontem (17/12/13), da nossa estimada amiga Heloísa Ferreira Juaçaba, viúva do Prof. Haroldo Juaçaba, e renomada artista plástica e mecenas da cultura e das artes cearenses.
Era a Presidente de Honra da Rede Feminina do Instituto do Câncer do Ceará, da qual foi fundadora e, por longos anos, a presidente dessa entidade, prestando um importante serviço de voluntariado aos pacientes de câncer, sobretudo os mais desvalidos.
O acontecimento aporta um grande pesar a tantos que conviveram com ela, e enluta os que fazem os meios artísticos e culturais do Ceará, bem como centenas de voluntários engajados na luta contra o câncer em nosso.
Com certeza, manterei, na lembrança, as boas recordações de nossa harmoniosa convivência.
Descansa em paz, Dona Heloísa!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor da Escola Cearense de Oncologia do ICC

Em tempo: o corpo de Dona Heloísa está sendo velado no Ternura, onde ocorrerá a Missa às 14h30min, seguindo para sepultamento no Cemitério São João Batista, passando a repousar jazigo da Família Juaçaba, juntando-se ao seu eterno amado Haroldo Juaçaba.

domingo, 6 de setembro de 2009

“IN EXTREMIS” IX

“Vitória! O triunfo é nosso” – O soldado da Maratona
“Senhor, não lhes imputeis esse pecado” – Santo Estevão
“A geração da águia foi castigada até no seio de Júpiter” – Esopo
“Os franceses me mataram!... Beija-me Hardy...” – Nelson
Ah moi! Auvergne! Ce sont les ennemis!” – Chevaller d’Assas
“O mar é o único túmulo digno de um almirante batavo” – Adrian Pater
“Livremos Roma de seu terror” – Aníbal
“Monge perverso! Matou-me” – Henrique II de França
“Que infelicidade! – Floriano Peixoto
“Canalha!” – Pinheiro Machado
“A morte é o descanso do guerreiro – Duque de Caxias

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

“IN EXTREMIS” VIII

“Lembra-te!” – Carlos I da Inglaterra
“Espero firmemente que se possa pintar no céu” – Corot
“Um cavalo! Um cavalo. Minha coroa.” – Ricardo III da Inglaterra
“De mal com el-Rey por amor dos homens, de mal com os homens por amor de el-Rey” – Afonso de Albuquerque
“Morro na Vanguarda” – General Caucha
“Tem razão: não quero morrer já, assim ficará muito bem” – Turenne
“Senhor! Não quero sobreviver a essa afronta” – Vatel
“Espera pelo sinal!” – Carlos I da Inglaterra (ao carrasco)
“Morro sem saudades, pois deixo a minha Pátria vencedora” – Epaminondas

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

domingo, 5 de julho de 2009

“IN EXTREMIS” VII

“Oh liberdade! Quantos crimes se cometem em teu nome!” – Madame Roland
“Meu amigo a artéria deixa de bater.” – Hall (era médico, e estava segurando o próprio pulso).
“O quadrado de 12 é 144”– Lagny (morre como matemático)
“Je m’em vais ou je m’em vas car l’un et l’autre se dit ou se dissent” – Vougelas (morre como gramático)
“Peço que me desculpe essa agonia” – Carlos II da Inglaterra
“Perdoa a seus inimigos?” – perguntou-lhe o confessor na hora da morte. – Só tenho os do Estado. – Richelieu
“Perdoa a seus inimigos?” perguntou-lhe o confessor no momento supremo. – Não posso, matei-os todos – Marquês de Alba.
“Vão matar o primeiro apóstolo da Liberdade. Os monstros que me assassinam não me sobreviverão muito tempo” – Camille Desmoulins
“Que grande artista perde o mundo!” – Nero

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

terça-feira, 23 de junho de 2009

“IN EXTREMIS” VI

“Nu vim ao mundo e nu partirei. Não quero vestir o meu uniforme” – Frederico I da Prússia
“Enterrem-me junto de meu cão” – Frederico, o Grande
“Que Deus não me abandone nunca” – Pascal“Não há mais nada, nada mais” – Valentino de Milão
“Avancemos” – Foch
“Eu sou de Cristo” – Barrés
“Luz, mais luz!” – Goethe
“Mamãe” – Anatole France
“Venceste, Galileu!” – Juliano, Imperador

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

sábado, 30 de maio de 2009

“IN EXTREMIS” V

“Tira-me daqui: sinto-me morrer.” – Gustavo Adolfo
“Mostrarás a minha cabeça ao povo, que vale a pena” – Danton
“Escutem todas esta minha: detesto Dante” – Lopes da Veja
“Um imperador deve morrer em pé” – Vespasiano
“Só sinto ter de curvar a cabeça...” – La Rochefoucaud
“Soldados! Apontem para o coração” – Ney
“France ... Tête d’armée” – Napoleão
“Acta est fabula” – Augusto
“Franceses! Eu morro inocente, não desejo que o meu sangue recaia sobre vós” – Luiz XVI

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

sábado, 16 de maio de 2009

“IN EXTREMIS” IV

“É já tarde” – Beethoven
“Sempre melhor, sempre mais tranqüilo” – Schiller
“Faça-me o favor de acender as luzes. Tenho medo de ir para casa às escuras.” – Henry (escritor americano)
”Deus! Paz! – Pio XI
“Por favor, não me pendure muito alto” – Mary Blandy (ao verdugo que a devia enforcar na Escócia).
“Liberdade para sempre” – Adam Smith
“Amei a Deus, meu pai e a liberdade” – Madame de Stael
“É chegada a ocasião de descansar. Faça-se a vontade de Deus, já que não é possível fazer-se a minha” – Byron
“Tornar-nos-emos a ver” – Lamennais

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

domingo, 3 de maio de 2009

“IN EXTREMIS” III

“Meu Deus! Tende piedade de mim e do meu povo; estou mortalmente ferido” – Guilherme de Nassau
“Eu já não o vejo” – Garrett
“Rasga meus versos! Crê na eternidade” – Bocage
“Em nome de Deus, deixe-me morrer em paz” – Voltaire
“Devo declarar que morro sem pertencer a nenhuma das religiões dominantes” – Lessing
“Minha pobre mulher, abracemo-nos” – Rousseau
“Amei o justo e odiei o injusto, por isso que morro no exílio” – Gregório VII
“Venci em todo o mundo” – Inácio de Loyola
“Só deixo os moribundos” – Ninon de Lenclos
“Sinto que volto a mim” – Walter Scott

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

“IN EXTREMIS” II

“Adeus, Jeanne! (a sua neta)” – Vitor Hugo
“Tristão!” – Liszt
“Estes frades, estes frades” – Henrique VII
“Todo o meu reino, Senhor, por mais um minuto!” – Elizabete da Inglaterra
“Meu Deus! Esperei tanto em vós; entrego a minha alma em vossas mãos” – Mary Stuart
“Basta!” – Locke
“A verdade... sempre a verdade” – Severine
“Em que teatro estou eu?” – Chaliapine
“Ah! Que traição meu Deus! Misericórdia” – Henri de Guise (ao ser assassinado)
“A farsa está acabada” – Rabelais

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

“IN EXTREMIS” I

“Não há nada mais natural do que a morte. Aceitemos a lei do universo. Acabei a minha tarefa e morro feliz. Os céus e as terras continuam” – Renan
“Que perda irreparável” – Auguste Comte
“Morro como vivi, acima de minhas posses”. – Oscar Wilde
“Deus perdoar-me-á, é seu ofício” – Henri Heine
“É só isso a morte?” – Jorge IV
“Deixem-me ouvir uma vez ainda esses sons que foram tanto tempo minha consolação e a minha alegria” – Mozart
“Estou salvo” – Oliver Cromwel
“Está bem. O inimigo vai em debandada. Morro contente.” – General Wolf
“Muito bem!” – George Washington
“Deixem-me morrer ao som da música” – Mirabau
Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

“IN EXTREMIS”

Vamos apresentar uma seqüência das últimas palavras pronunciadas, diante da chegada da inditosa das gentes, por personagens que a História conservou até os dias presentes. As frases foram transcritas do Almanaque do Ceará de 1941 (p. 95-7), em publicação disponível no acervo de obras raras da Biblioteca Pública Menezes Pimentel da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.
 

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