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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

AS BIBLIOTECÁRIAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Foto: Inauguração da Sala de Obras Raras Cleide Ancilon.

Da esquerda para a direita, as ex-diretoras da Biblioteca de Ciências da Saúde: Gabrielita Carrah, Maria Socorro Braga, Cleide Ancilon, Norma Linhares e Sálemma Sugette. (2010).

Fonte: Biblioteca de Ciências da Saúde da UFC - 70 anos. p. 67.

A Biblioteca da Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi instalada em 1948, no mesmo ano da fundação da Faculdade de Medicina do Ceará (FMC), subordinada diretamente ao Diretor dessa faculdade e recebendo orientação e assistência do Assessor da Biblioteca, no caso o Prof. Newton Teófilo Gonçalves.

Desde os seus primórdios, a Biblioteca da Medicina era dirigida pela Profa. Cleide Ancilon de Alencar Pereira, então a sua única bibliotecária, e uma pioneira da Biblioteconomia no Ceará, tendo sido mantida nessa função quando da federalização da FMC.

Com a extinção do Instituto de Medicina Preventiva (IMEP), no começo da década de 1960, a Biblioteca da Faculdade de Medicina recebeu todo o acervo da biblioteca do IMEP. Nesse processo a bibliotecária Vânia de Holanda de Farias foi transferida para Biblioteca da Medicina, valiosa aquisição, que passou a dispor de duas bibliotecárias.

Com a Reforma Universitária, as Faculdades se transformaram em cursos, formando, no caso, o Centro de Ciências da Saúde, reunindo Medicina, Farmácia e Odontologia e, mais tarde, Enfermagem, curso criado pela UFC em 1975. A nossa Biblioteca passou a se denominar Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde (BCCS), subordinada à Biblioteca Central, no Campus do Pici.

Alguns anos mais tarde, com as transferências das Faculdades de Farmácia e Odontologia para o bairro Porangabuçu, hoje denominado Rodolfo Teófilo, formando o Campus da Saúde, a Biblioteca foi enriquecida com seus acervos e o aporte das bibliotecárias Luiza Maria de Alcântara e Saraiva Leão e Maria do Socorro Melo Braga. E assim passou a contar com quatro bibliotecárias e, logo depois, passou a ter cinco bibliotecárias, com a nomeação de Sálemma Maria Lima Sugette. Nos anos 1970, outras bibliotecárias foram incorporadas ao quadro funcional da BCCS: Gabriela Carrah, Joesta Jucá e Norma Linhares.

A limitação do acervo em obras indicadas para uso das disciplinas obrigatórias, com número de exemplares insuficiente para atender à demanda estudantil, e às vezes composto por livros de edições já obsoletas, era compensada pelas competência e gentileza das zelosas bibliotecárias, que se desdobravam para prover o melhor atendimento possível aos usuários.

Parte das obras integrantes da bibliografia básica das disciplinas ficava reservada para consulta local, não sendo computadas entre as disponíveis para empréstimo regular.

A BCCS, na década de 1970, era dotada de boas instalações físicas e possuía um bom nível de organização de seus serviços. Havia um amplo espaço de leitura, com mesinhas individuais, devidamente vigiado pelas funcionárias para garantir um obsequioso silêncio, e também existia um setor específico, inclusive com cabines privativas, que podiam ser agendadas, previamente, para utilização por professores e alunos.

O corpo funcional da BCCS oferecia orientação para pesquisa bibliográfica e acesso às obras de referência, via Index Medicus, Mensal e Acumulado anual, e auxiliava na normalização bibliográfica dos trabalhos acadêmicos e das publicações de docentes e discentes. A busca de artigos publicados em periódicos não assinados pela BCCS era facilitada por meio da BIREME, com emprego do Sistema COMUT.

Naturalmente que a carência da informatização era própria e inerente à condição da época; no entanto, a carência de títulos tinha mais a ver com a insuficiência da dotação orçamentária das universidades brasileiras já prevalecentes.

Neste 8 de março, dia dedicado internacionalmente à Mulher, tem-se, ao longo deste mês, uma oportunidade muito especial para reverenciar as nossas tão queridas e prestativas bibliotecárias que tanto cooperam à formação de gerações de médicos cearenses.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18

* Publicado In: Jornal do médico digital, 3(37): 32-34, março de 2023.

Extraído de: Silva, M. G. C. da. Medicina da UFC 1977-2022. Fortaleza: Edição do autor, 2022. 160p. p.36-38.

RD-Marco-2023-app.pdf (jornaldomedico.com.br)


quarta-feira, 28 de maio de 2025

LIVROS

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

"Em 1987, com Ronald Reagan na Presidência dos EUA, o romancista americano Gore Vidal veio a São Paulo para dar uma série de palestras. Tinha um macete infalível para abri-las. Cumprimentava o público, fazia um ar grave e dizia: 'Antes de começar, preciso dar uma informação terrível. A biblioteca do presidente Reagan se incendiou.' Silêncio na plateia. Ele continuava: 'Ambos os livros se queimaram.' Plateia estrondava em gargalhadas. E o arremate: 'O pior é que o segundo ele nem tinha acabado de colorir.' Plateia se dobrava de rir. E só então vinha a palestra." Assim iniciou sua coluna de 29/03/25, na Folha de S. Paulo, o brilhante articulista Ruy Castro.

Para uns, Reagan não foi bom chefe de Estado; para outros, sim, entre os quais me incluo. Creio que Gore Vidal exagerou. E, ao final do artigo, líamos: "[...] preciso dar uma informação terrível. A biblioteca do presidente Trump se incendiou. O livro se queimou. Por sorte, ele já tinha acabado de colori-lo." Nesse caso, o protagonista do gracejo foi adequado. Se o livro ficasse intacto, fosse textual, e não de colorir, o presidente se consideraria mais sábio que o autor, principalmente se escrito por professor de Harvard. Ressalte-se que exceção seria feita se o autor fosse Roy Cohn, guru de Trump. Se o vice-presidente J. D. Vance palpitasse na comparação, seria ainda pior. Este considerou haver sabedoria na afirmação de Nixon quando afirmou: "Os professores são o inimigo."

Ao nos deslocarmos do norte para o sul da América, devemos exaltar um dos mais belos momentos já protagonizados pela juventude cearense no Centro de Eventos. Não era show de um cantor da moda, nem algo nocivo aos adolescentes. Era um espetáculo chamado Bienal Internacional do Livro do Ceará. Lá, jovens de todas as idades alegravam-se por estar perto de Sua Majestade, o Livro.

Parabéns ao Governo do Estado e à Secretaria da Cultura, nas pessoas de Elmano de Freitas e Luísa Cela. Talvez a felicidade de garotas e garotos na Bienal tenha indicado que muitos deles percorreram mais livros do que os citados políticos da América do Norte.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/05/25. Opinião, p.22.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

NOSSAS BIBLIOTECAS

Por Ana Miranda (*)

Muita gente há de se lembrar do Carlos Castello Branco, o maior jornalista político da nossa história. Um dos sujeitos mais inteligentes deste mundo, excelente pessoa, piauiense. Tive a sorte de ser sua amiga, apesar da diferença de idade. Ele morava em Brasília, e numa das vezes em que foi ao Rio me fez uma visita. Entrou no meu apartamento com as mãos para trás e aquele ar de perspicácia, captando detalhe por detalhe. Logo estava em meu escritório, onde se localizava a minha biblioteca.

Eu tinha tanto orgulho daquela biblioteca! Ocupava uma parede inteira, com uns dois mil livros arrumados em ordem alfabética. Era uma biblioteca reunida com sacrifício - um vestido que deixei de comprar, um batom, uma peça de teatro perdida... Tardes e tardes vasculhando livrarias... Escolhas difíceis... Aqueles livros tinham sido lidos por mim, marcados com anotações. Eram amados como mestres. O Castello olhou tudo em volta, e perguntou: Onde está a sua biblioteca?

Muita gente ri quando eu conto essa história. Claro que era o comentário de um homem pelos oitenta anos que colecionara uns trinta mil livros, acho que era essa a média de livros dos intelectuais amigos do Castello. Mas a pergunta que ele fez é eterna. Todos devem se fazer a si mesmos: Onde está a minha biblioteca? Eu tenho uma biblioteca? E uma biblioteca interior? Quantos livros eu li, como eu os li, o que guardo dentro de mim? O quanto ainda posso aprender com os livros?

Está na moda doar bibliotecas. Eu mesma andei doando mais de mil livros para a associação dos pescadores, na Peroba. Muitos dizem que é melhor ver os livros sendo lidos, do que feito múmias em uma catacumba. Sei que dá trabalho guardar livros. Além da sabedoria, juntam poeira. É preciso limpar, arejar de vez em quando as páginas, vigiar mofo, traças, cupins, formigas... Mas eles são uma companhia valiosa!

E lindamente decorativos, dão uma sensação de aconchego a qualquer ambiente. Tenho um livro, At home with books, sobre como certos amantes de livros convivem com suas bibliotecas. Ambientes fantásticos, inesperados, repletos de livros. Uma sala de jantar com as paredes cobertas de livros; um sótão revestido de livros; um jardim de inverno com uma poltrona florida e uma cesta de livros; uma cozinha com a presença saborosa de livros entre bules e xícaras.

Nesse livro vemos bibliotecas de escritores, poetas, lordes, arquitetos, comerciantes... Uma delas é a do Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Ele diz que nada lhe dá mais satisfação do que deitar no sofá da sua biblioteca agarrado com um livro. Ninguém entra ali. É seu refúgio, onde ele se encontra consigo mesmo. Pela biblioteca, você pode saber muito sobre a pessoa. A maioria dos livros de Keith Richards é de romances do século 19. Quem poderia imaginar! E livros de espionagem, história e arte.

Uma antiga lareira repleta de livros. Uma escada sobre prateleiras aproveitadas para guardar livros. Um corredor que é biblioteca. Uma pequena estante com livros no banheiro... Todo lugar pode ser bom para livros. Uma casa sem livros me dá a sensação de um deserto.

(*) Escritora. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/01/24. Vida & Arte, p.2.Bibl

terça-feira, 22 de novembro de 2022

O LIVRO E A LEITURA NO CEARÁ

Por Casemiro Campos (*)

O incentivo à leitura é fundamental para que o livro se realize como produto cultural. O setor da economia criativa, diga-se a economia do livro, precisa do incentivo da sociedade que agrega a aquisição do livro como bem individual, em que o indivíduo descobre um título e o compra para o seu consumo, mas é importantíssimo que se viabilizem propostas políticas que promovam o livro, a leitura e a literatura de forma coletiva.

Para que isso se torne realidade é fundamental que os governos, federal, estadual e municipal tenham o compromisso de investir em projetos e programas que valorizem editoras, escritores, autores, poetas, cordelistas... ilustradores, designers, livreiros... posto que a cadeia produtiva do livro precisa na sua realização, que o livro possa chegar em todos os lugares e para aqueles cidadãos que tem mais dificuldades possam ter acesso ao livro e daí a leitura.

No Ceará, estado e os municípios têm a responsabilidade em incentivar políticas culturais com o aumento dos recursos, instituir programas de compra de livros para a atualização dos acervos das bibliotecas, particularmente, com obras de autores cearenses. É urgente a revitalização das bibliotecas públicas municipais e das bibliotecas escolares.

O conceito de biblioteca foi profundamente alterado nas últimas décadas. Veja a Biblioteca Pública Estadual do Ceará - BECE, um equipamento cultural revitalizado, do maior significado para a cadeia produtiva do livro, leitura, literatura e bibliotecas.

Produzimos uma literatura da melhor qualidade. Temos autores premiados, livros de referência nacional e internacional, porém, nos falta fortalecer o que aqui fazemos. A Industria gráfica do nosso estado tem qualificado a produção no mais alto nível da impressão do livro. O que aqui fazemos pode ser equiparado ao que se realiza em qualquer grande centro cultural. É preciso o compromisso de todos os agentes que estão envolvidos e fazem a cultura e a educação, seja no setor público, seja no setor privado em nosso estado, selar um pacto pela valorização do livro, leitura, literatura e bibliotecas. 

(*) Professor, doutor em educação e presidente da Câmra Cearense do Livro.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/11/22. Opinião, p.20.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

MINI-BIBLIOTECAS

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Quando deixamos a militância partidária em Brasília, como Deputado Federal, e retornamos ao querido Ceará, pensamos em fazer algo diferente. Criamos um Partido Virtual, onde pudéssemos colaborar com a Educação e a Cultura do nosso Estado. Assim, surgiu o “PEC” (Partido da Educação e da Cultura). Não exigiria ficha de filiação e muito menos não seria registrado no “TRE”, pois seus simpatizantes não concorreriam a cargos eletivos e, de forma espontânea, participariam de manifestações educacionais e culturais.

Colocamos na Garage de uma casa, pertencente a um cunhado, o local para recebermos as pessoas interessadas. Os livros expostos só eram de autores cearenses. A nossa ideia era de estimular o surgimento de novos “Alencares” e novas “Racheis”. A mencionada Garage chegou a se transformar numa modesta Casa de Cultura, sem visar ganho financeiro ou prestígio pessoal. Funcionávamos sem nenhum benefício dos setores público e privado.

Várias atividades foram desenvolvidas pelo “PEC”, tais como: lançamento de livros, debates literários, exposições em locais privados e públicos, feiras de livros, concursos literários, etc., tudo visando promover o autor, bem como a cultura e a educação do Estado. No entanto, a manifestação que nos trouxe a maior satisfação e alegria foi a criação do “Programa de Mini- Bibliotecas”.

Resolvemos, em 2019, doar livros infanto-juvenis para crianças e jovens de Escolas ou outras Instituições Educacionais, dos bairros pobres de Fortaleza e de algumas regiões do interior do Estado.

Doávamos livros que recebíamos de doação de amigos e amigas. O Programa não era de compra e venda e sim de doação. Não aceitávamos ajuda financeira de ninguém. Em 2019 foram implementadas trinta e duas unidades, e tínhamos a previsão de criar cinquenta em 2020.

Não foi possível em razão da cruel Covid-19, mas ainda, de forma precária, instalamos três no início do ano. Este ano (2021), lamentavelmente, não temos nenhuma previsão para instalação. Como dói no coração de um velho professor apaixonado pela Cultura e pela Educação! Espero apenas que a ideia e o esforço por nós desenvolvidos sirvam de legado para futuras gerações.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 19/3/2021.


segunda-feira, 20 de abril de 2020

O CAUSO DA IRONIA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Recomeçamos, com a ajuda de amigos, a criação ou ampliação de minibibliotecas em áreas carentes do Ceará, principalmente nos bairros pobres de Fortaleza. O objetivo é levar livros para crianças e jovens. Mediante a leitura, essa população infanto-juvenil, poderá buscar melhores condições de vida. A experiência no ano passado (2019) foi satisfatória, pois foram criadas ou ampliadas 32 unidades, em escolas ou associações. É um trabalho de longo prazo, portanto precisamos do apoio de mais voluntários. Essa ação aparentemente “quixotesca” é uma das formas de transformar o sonho da educação em realidade. Por sua vez, estamos na época da “quaresma”, propícia às reflexões, que nos conduzam ao abandono da alegria irresponsável e da tristeza persistente. Nossas ações podem indicar a luz que nos leva a um porto seguro. Ensinemos as crianças e jovens a pescar, encontrando a solução para seus problemas e dificuldades, oferecendo-lhes livros. Por outro lado, mencionamos estas reflexões para externar uma decepção. Perguntou-me, com ironia, certo intelectual: “você vai se candidatar a algum cargo eletivo?” Respondi não com lhaneza e destaquei alguns pontos da minha vida pública. Há dez anos não sou filiado a nenhum Partido Político. Ademais, tenho a consciência tranquila e o reconhecimento da maioria significativa do povo cearense que cumpri com minhas obrigações, tanto como Governador do Ceará como na função de Deputado Federal: obras físicas e sociais, educação em todos os níveis, processo de redemocratização do Brasil, presidente de Comissões da Câmara e do Parlatino, análise do Sistema Financeiro Nacional, relator do Plano Real, dentre outras. Diante da grosseria do intelectual, relevei o fato e pedi para ele procurar o significado bíblico da palavra gratuidade. Aliás, educar uma criança traz as virtudes do seu coração para o mundo.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 20/3/2020.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

FALTAM BIBLIOTECAS NA PERIFERIA


Por Larah Pimenta (*)
Figurando como a quinta maior capital do País, Fortaleza conta com poucas bibliotecas públicas para a população, principalmente na região periférica. Parece faltar à gestão municipal interesse no desenvolvimento de políticas públicas que abranjam esses espaços. As três bibliotecas municipais mantidas pela SecultFor (Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza) não têm localização central e não dão conta de atender toda a população. É preciso que a prefeitura comece a repensar um novo modelo de bibliotecas que atenda às necessidades da cidade e contemple a periferia. Por que não criar bibliotecas em nossos terminais de ônibus? Atualmente, Fortaleza possui sete terminais, que circulam diariamente de 53 a 273 mil usuários de ônibus. Esses terminais além de serem centrais, são como pequenos shoppings oferecendo diversos serviços, de lojas de roupas a lanchonetes. Por que não, além de alimentar o corpo, não alimentar também o espírito? Um projeto adequado que levasse em consideração as demandas dos cidadãos, e tendo a assessoria de bibliotecários, redemocratizaria o acesso ao conhecimento para todas as comunidades.
Criar bibliotecas geridas por bibliotecários e uma equipe multidisciplinar, nesses sete espaços que mais circulam a população fortalezense, é dar a possibilidade de acesso à leitura aos transeuntes dos terminais, e moradores de seus entornos. Mesmo não estando diretamente na periferia, por terem localização privilegiada e sendo o destino de muitos coletivos, facilitaria o acesso da população de bairros mais afastados, pois bastaria ir de ônibus para o terminal e lá acessar a biblioteca.
A gestão municipal precisa entender que bibliotecas não são locais fechados com livros empoeirados. Fortaleza, Terra da Luz, deixa a desejar quando se trata de espaços que misturam cultura e lazer. Por isso as bibliotecas são tão necessárias, são espaços vivos, cheios de possibilidades, desde projetos, shows, apresentações, debates, área de lazer, mostra de filmes e brinquedotecas, a um espaço onde o cidadão fortalezense pode beber um café e conhecer Rachel de Queiroz, enquanto espera sua viagem começar. (Re)pensem.
(*) Bacharela em Biblioteconomia. Secretária acadêmica MPGES da Uece.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 29/11/19. p.22.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

AMIGAS (OS), DEUS LHES PAGUE


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Resolvemos, no início do corrente ano, tentar desenvolver um “projeto piloto” que fosse um estímulo para melhorar o nível da leitura de crianças e jovens, na faixa etária de 5 a 14 anos, pertencentes a escolas ou a associações com poucos recursos financeiros. A ideia fundamental foi a de criar ou ampliar, nas referidas instituições, minibibliotecas. As ações se concentrariam nos bairros mais carentes de Fortaleza e em algumas regiões do interior do Estado. Não achamos conveniente solicitar o apoio do setor público, mas contar com a colaboração espontânea de pessoas jurídicas e físicas no tocante somente à doação de livros; nunca buscamos o apoio financeiro de ninguém. Apesar das dificuldades, conseguimos, com muito esforço, criar ou ampliar 32 unidades. Atuamos em instituições públicas, bem como católicas, evangélicas, indígenas, maçônicas, vez que o objetivo foi o de alcançar unicamente a população infanto-juvenil, pois acreditamos que a leitura é um dos pilares básicos da educação e da cultura, ou seja, do desenvolvimento humano. Essa experiência nos mostrou que é possível se criar um “mutirão educacional e cultural” em favor das populações mais carentes e não ficar esperando pela “boa vontade” das autoridades públicas. Pensemos em nossas crianças e jovens. Na medida em que adquiram o “bom vício” da leitura, com certeza, ficarão longe de “maus vícios”. Estamos sonhando com esperança; raciocinando com fé e agindo com amor para alcançarmos uma realidade saudável. Possuímos, no Brasil, entre centenas, algumas instituições, academias e associações literárias que desenvolvem excelente trabalho social, não fazem apenas reuniões comemorativas. No entanto, bom seria se houvesse uma unanimidade em torno de um “mutirão educacional e cultural”. Por fim, digo a todos que ajudaram no “projeto piloto”: Deus lhes pague.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 20/12/2019.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

POR QUE DIABOS VOCÊ ME LIGOU A ESSA HORA?


– Que horas vai abrir a biblioteca? – perguntou um homem ao telefone.
Irritado, o bibliotecário se recompôs antes de responder.
– 9 da manhã. E o que você tinha na cabeça pra me ligar a essa hora? Está no meio da madrugada! – veio a resposta
– Abre só às 9 da manhã? – O homem perguntou com uma voz frustrada.
O bibliotecário começou a ficar com raiva.
- Você é surdo? Já falei que só 9 às da manhã. Por que você quer entrar na biblioteca antes das 9 da manhã?
- Então, na verdade não quero entrar. – Suspirou o homem. - Eu quero é sair!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

MISSA DE SÉTIMO DIA POR PROFA. CLEIDE ANCILON


Hoje (30/04/18), às 19 horas, na Igreja do Cristo Rei, situada na Rua Nogueira Acioli, nº 805, na Aldeota, será celebrada a Missa da Ressurreição, em sufrágio da alma da Profa. Cleide Ancilon de Alencar Pereira.
Profa. Cleide era bibliotecária e decana da biblioteconomia cearense, tendo sido responsável pela consolidação da biblioteca da Faculdade de Medicina e por muitos anos dirigiu a Biblioteca Setorial da Saúde da UFC.
Na plaqueta que assinalou a outorga do título de professora emérita da UFC à Dra. Cleide, encontra-se o nosso seguinte depoimento:
Conheci Cleide em 1973, quando concluíra o ciclo básico do Curso de Medicina. Foi muito gratificante, desde os primeiros contatos até 1977, quando obtive o diploma de médico. Pessoa muito amável, inovadora que tornava mais aplausível o uso da biblioteca, pela forma delicada com que agia com os alunos ou com os professores, a todos acolhendo de forma generosa, oferecendo a todos possibilidades, e mesmo dentro das limitações do acervo, encontrava respostas às dúvidas dos que vinham à biblioteca do CCS. Vejo, agora, a iniciativa do Departamento de Ciências da Informação da UFC, para o qual ela foi um farol a iluminar, direcionando um navio para um porto seguro que mantém o Curso de Biblioteconomia, como de suma importância para a sociedade. Trata-se de um momento propício pelo período comemorativo que a UFC atravessa e que presta aos seus docentes e funcionários que mais se destacaram, uma justa e merecida homenagem, a um de deus mais eloquentes exemplos de dedicação ao trabalho, no caso, a Professora Cleide, que detinha as funções, de Professora e Bibliotecária. A professora Cleide soube se portar em seus longos anos de serviços dedicados à UFC. Para terminar, gostaria de externar, mais uma vez, a minha simpatia e meu louvor pela iniciativa de tornar a professora Cleide Ancilon de Alencar Pereira Docente Emérita da UFC.
À família da ilustre professora, apresento as sinceras condolências.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece

sexta-feira, 27 de abril de 2018

O ADEUS À PROFESSORA CLEIDE ANCILON


Quando a bibliotecária Cleide Ancilon de Alencar Pereira largou suas atividades na Biblioteca do Curso de Medicina, da Universidade Federal do Ceará, para ir à Biblioteca Nacional (BN) no Rio de Janeiro para fazer um Curso Prático de Biblioteconomia, não imagina que aquele era um dos ritos de passagem para que seu nome se eternizasse na memória e na história da UFC e da Biblioteconomia brasileira.
Era início de 1963 e a visionária bibliotecária – juntamente com suas colegas – já levava consigo o sonho de fundar um Curso de Biblioteconomia no Ceará. Seus muitos depoimentos sobre essa estada na BN dão conta de que foi um curso intenso, com leituras, discussões e muitas práticas laboratoriais.
Na volta, transformou o sonho em realidade, sob o apadrinhamento do também visionário Reitor Antônio Martins Filho, de quem recebeu todas as ajudas necessárias. O curso já nascia forte e em 17 de fevereiro de 1964, à luz da Resolução nº 153, o Curso de Biblioteconomia da UFC nasceu, sendo instalado em 1965.
A bibliotecária de formação e Professora por convicção fez da sua vida a existência desse Curso, que hoje conta com 54 anos. Ela também responde pela formação de uma legião de profissionais que deram e dão à Biblioteconomia e à recente Ciência da Informação do Norte e Nordeste do Brasil os mais nobres e significativos sentidos de profissionalismo e de retidão ética.
Este Departamento de Ciências da Informação, o Curso de Biblioteconomia e o caçula Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação devem à Professora Cleide Ancilon as vossas vidas e os valores profissionais e éticos que os disciplinam.
De modo discreto – como foi toda a sua vida – mas com a grandeza dos desbravadores e incentivadores, a PROFESSORA CLEIDE ANCILON partiu para outras missões, em planos superiores. Conosco ficam a gratidão, o agradecimento, o sentimento de responsabilidade, a inalienável ética que ela tanto defendia e uma saudade, uma SAUDADE IMENSA. Fica também a gratidão pelo seu lindo legado deixado para a ciência, para a universidade, para as bibliotecas, para os livros e para as leituras, sob cujas asas nos eternizamos em voos e viagens eternas e sem fim.
Muito obrigado, Professora Cleide.
Fonte: Departamento de Ciências da Informação da UFC.

CLEIDE ANCILON: a doçura entre livros


Conheci Cleide Ancilon, em 1973, quando, encerrado o Ciclo Básico do Curso de Medicina, passei a ter aulas no Campus do Porangabuçu. Foi muito gratificante, conviver com ela, desde os primeiros contatos, até 1977, ano em que obtive o diploma de médico, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), renovando-se esse contentamento a cada encontro e a cada conversa amigável que por ventura se venha ter.
Pessoa muito amável, humilde mas sem subserviência, inovadora ao ponto de tornar mais aprazível o uso da biblioteca, pela forma delicada com que agia junto aos alunos ou aos professores, a todos acolhendo de forma generosa, oferecendo o máximo de possibilidades, mesmo dentro das limitações do acervo, encontrava respostas às dúvidas dos que vinham à biblioteca do Centro de Ciências da Saúde (CCS).
Vejo, agora, com rara satisfação, a lúcida iniciativa do Departamento de Ciências da Informação da UFC, de homenagear justamente aquela que foi um farol a iluminar os caminhos do saber, como que direcionando um navio para um porto seguro, ancorado no Curso de Biblioteconomia, reconhecida pela suma importância que representa para a sociedade, e não apenas para a academia.
Com efeito, ela esteve sempre presente em todos os empreendimentos e movimentos classistas que levaram a profissão de bibliotecônomo a lograr o respeito da comunidade e afirmação de sua relevância para a organização do conhecimento e a disseminação da ciência e da cultura, granjeando o reconhecimento de cientista da informação.
A homenagem veio em um momento propício, enquadrado no período comemorativo atravessado pela UFC, na passagem dos seus cinqüenta anos de criação, oportunidade em que docentes e funcionários que mais se destacaram ao longo dessa jornada de meio século, estão sendo merecidamente homenageados, com destaque para um dos seus mais eloqüentes exemplos de dedicação ao trabalho, no caso, a Sra. Cleide Ancilon, que detinha as funções de Professora e Bibliotecária, ambas atribuições exercidas com zelo, candura e, notadamente, apuro técnico da melhor qualidade.
A professora Cleide, diga-se de passagem, sempre soube se portar com competência técnica, responsabilidade social e, sobretudo, incomparável doçura humana, por todo o tempo em que prestou serviços à UFC, tanto no exercício das suas funções docentes, quanto como diretora de Biblioteca, inicialmente a da Faculdade de Medicina, da qual foi a grande propulsora, e, depois, da biblioteca setorial do CCS, consolidada por ela e a sua valiosa equipe.
Ao término destas palavras, gostaria de externar, mais uma vez, a minha simpatia e meu louvor pela decisão do Conselho Universitário, que conferiu à docente Cleide Ancilon de Alencar Pereira o título de Professora Emérita da UFC, juntando a esses meus sentimentos, votos de congratulações ao Magnífico Reitor Renê Barreira, pela efusiva solenidade que marcou tão merecida outorga.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular de Saúde Pública da Uece

* Publicado sob o título “Homenagem à Cleide”. In: O Povo. Fortaleza, 7 de agosto de 2005. Jornal do Leitor. p.2.

** Cleide Ancilon retornou aos braços do Pai em 24/04/2018, deixando um legado de boas ações a ser reverenciado pelos que cultivam o hábito da leitura.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas


Coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas ou funcionários do regime (C. Neher/ DW).
Por Clarissa Neher, da Deutsch Welle
Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos.
Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los aos legítimos donos.
O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.
"A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa", afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.
Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o "Looted Cultural Assets" (bens culturais roubados).

Pegadas no Brasil

Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.
Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.
Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.

Saques durante o Terceiro Reich

De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.
As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.
Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.

Longa investigação

O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.
A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.
"Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua", explica Narewski.
Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviados são ignorados pelos destinatários.

Trabalho que compensa

Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.
"Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história", diz Narewski.
O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.
Fonte: UOL Notícias, Deutsch Welle, de 29/11/2016.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Inauguração da Biblioteca Gerardo Mello Mourão


Participei ontem à noite, 18 de dezembro de 2014, no Centro de Saúde Dom Aloísio Lorscheider, no Campus do Itaperi da UECE, como representante do Instituto do Cãncer do Ceará e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames/CE, da Inauguração da Biblioteca Gerardo Mello Mourão, a primeira localizada em uma unidade básica de saúde de Fortaleza.
A solenidade foi abrilhantada pela estupenda e eletrizante palestra: “Vida e Obra de Gerardo Mello Mourão”, proferida pelo intelectual Juarez Leitão, ilustre integrante da Academia Cearense de letras e do Instituto do Ceará.
Ao término da cerimônia, com o descerramento de placa alusiva ao evento, usei da palavra, salientando a importância daquele equipamento de apoio ao Curso de Medicina da Uece, oportunidade em que destaquei o êxito desse curso no ENADE/2013, e fiz a entrega de uma coleção de Antologias da Sobrames/CE, gentilmente ofertada pela Dra. Celina Côrtes Pinheiro, a presidente dessa entidade cultural.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sobrames/CE e da Abrames
 

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