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terça-feira, 21 de julho de 2026

Tirar a marca d'água de fotos com IA para não pagar pela imagem é crime

Por Ana Rute Ramires (*)

Parece que alguns corredores que desfilam pela Beira Mar não gostam de pagar o devido valor das imagens de seus treinos aos fotógrafos que madrugam para registrá-las. Mas, usar inteligência artificial para retirar a marca d’água de fotos profissionais e utilizar a imagem sem pagar ao autor — além de desrespeitoso — é crime.

Conforme Iago Capistrano, vice-presidente da Comissão de Direito Digital, Inovação, Inteligência Artificial e Startups da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), "a remoção de marcas d’água de fotografias, seja por inteligência artificial ou outros meios, constitui uma violação direta da Lei de Direitos Autorais e do Código Penal".

O fotógrafo pode processar quem utilizou a foto, exigindo a retirada imediata da imagem do ar e uma indenização por danos morais e materiais.

Em Fortaleza, fotógrafos do Fotopix e do Olha a Foto decidiram usar a plataforma de venda de fotos Banlek, que possui um aplicativo para Android e IOS com bloqueio de print na tentativa de coibir a prática.

Nicola Braga, fotógrafo esportivo, diz que começou a perceber o uso indevido de suas fotos de forma mais evidente nos últimos meses, principalmente com a popularização das ferramentas de inteligência artificial.

"Antes já existiam casos de pessoas recortando ou tentando editar as imagens, mas agora o processo ficou muito mais simples e acessível, o que aumentou bastante esse tipo de prática", conta.

Segundo o profissional, que trabalha com fotografia esportiva desde 2000, o impacto financeiro é significativo.

"Cada fotografia comercializada representa o resultado de investimento em equipamentos, deslocamento, equipe, conhecimento técnico e horas de trabalho antes, durante e depois do evento", diz.

Ele destaca que, além do prejuízo financeiro direto, utilizar a foto sem pagar acaba desvalorizando o trabalho do fotógrafo e coloca em risco a sustentabilidade da profissão.

Para Nicola, não vale a pena entrar com um processo: "Prefiro que a pessoa se conscientize em NÃO fazer mais aquilo".

"A intenção do vídeo que publiquei não é apenas denunciar esse tipo de prática, mas conscientizar as pessoas de que por trás de cada fotografia existe um profissional que vive desse trabalho e depende da venda das imagens para continuar registrando momentos especiais", diz, sobre publicação recente no Instagram sobre o tema.

Direitos autorais: o que diz a lei

Conforme a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998), a obra fotográfica é protegida por lei desde o momento da sua criação, independentemente de o autor (fotógrafo) ter realizado um registro oficial.

Além disso, o advogado explica que a marca d'água é considerada uma informação de gestão de direitos autorais.

Removê-la por meio de inteligência artificial ou qualquer outra ferramenta é uma conduta proibida, pois viola a mensagem explícita de que a imagem não deve ser utilizada sem a devida remuneração ao autor.

Na esfera criminal, Iago Capistrano afirma que o ato se enquadra no crime de Violação de Direito Autoral Código Penal Brasileiro (Art. 184: Violar direitos de autor e os que lhe são conexos), cuja pena pode ser detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.

Se a remoção da marca d'água for feita com o intuito de vender, explorar publicamente ou lucrar com a imagem (de forma direta ou indireta), a pena torna-se mais severa, podendo chegar a 2 a 4 anos de reclusão e multa.

O que fazer se identificar violação de seus direitos autorais

Se autor identificar que sua obra foi utilizada indevidamente ou que a marca d'água foi removida, a primeira providência é documentar tudo antes de fazer contato com a pessoa que usou a foto indevidamente.

O fotógrafo deve tirar prints (capturas de tela) de onde a imagem foi publicada, registrar a data do acesso, o perfil de quem utilizou a foto e o contexto do uso (se é para fins pessoais ou comerciais).

O autor da imagem também pode utilizar os mecanismos de denúncia das redes sociais (Instagram, X, Facebook, etc.).

As plataformas têm a obrigação legal de remover conteúdos que violem direitos autorais mediante a comprovação da autoria.

"O autor pode notificar extrajudicialmente, ou seja, sem se valer das vias do poder judiciário, a pessoa que fez essa prática, a pessoa infratora, exigindo que o conteúdo seja retirado e até pedindo uma indenização pela violação dos direitos autorais", explica.

De acordo com o advogado Iago Capistrano, uma ação cível é a via mais eficaz para quem busca uma reparação financeira pelos danos causados.

Caso deseje a responsabilização criminal, o fotógrafo deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) para dar início ao processo.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/06/26. Esportes, p.2.


domingo, 4 de outubro de 2015

EXPOSIÇÃO EXAGERADA DAS REDES SOCIAIS III


Por Antonio Pastori (*)
Prezadas/os
"37 milhões é o número de adúlteras/os e aspirantes que podem se dar mal se a promessa de exposição feita por um grupo de hackers, o Impact Team, que invadiram nessa semana o site de relacionamentos extra conjugais Ashley & Madison. Os autores da invasão afirmam já ter em mãos informações de todos os adúlteros virtuais, perdão, clientes! Além dos dados cadastrais, os hackers estão também em posse de fotos de nudez, fantasias sexuais e números de cartões de crédito e estão chantageando a A&M."
Bom, a notícia acima serve somente de gancho para mais um alerta da Domingueira sobre o uso (e exposição) exagerada das redes sociais.
Para ilustrar esse perigo, nos valemos das belas imagens do mestre das tintas, o polonês Pawel Kuczynsk cujas ilustrações marcantes têm como matéria prima "as realidades que não percebemos", tais como a dependência do celular, credibilidade inocente da TV, Imprensa, redes sociais, etc., que são deliciosamente satirizadas por ele como "manipuladores da realidade e da sociedade pelos poderosos" onde as pessoas se tornam meros joguetes nesse tabuleiro do "Sistema". Dá o que pensar...
Confira as imagens abaixo...
 


 
 
(*) Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

sábado, 3 de outubro de 2015

EXPOSIÇÃO EXAGERADA DAS REDES SOCIAIS II


Por Antonio Pastori (*)
Prezadas/os
"37 milhões é o número de adúlteras/os e aspirantes que podem se dar mal se a promessa de exposição feita por um grupo de hackers, o Impact Team, que invadiram nessa semana o site de relacionamentos extra conjugais Ashley & Madison. Os autores da invasão afirmam já ter em mãos informações de todos os adúlteros virtuais, perdão, clientes! Além dos dados cadastrais, os hackers estão também em posse de fotos de nudez, fantasias sexuais e números de cartões de crédito e estão chantageando a A&M."
Bom, a notícia acima serve somente de gancho para mais um alerta da Domingueira sobre o uso (e exposição) exagerada das redes sociais.
Para ilustrar esse perigo, nos valemos das belas imagens do mestre das tintas, o polonês Pawel Kuczynsk cujas ilustrações marcantes têm como matéria prima "as realidades que não percebemos", tais como a dependência do celular, credibilidade inocente da TV, Imprensa, redes sociais, etc., que são deliciosamente satirizadas por ele como "manipuladores da realidade e da sociedade pelos poderosos" onde as pessoas se tornam meros joguetes nesse tabuleiro do "Sistema". Dá o que pensar...
Confira as imagens abaixo...
 

 
 
 
(*) Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

EXPOSIÇÃO EXAGERADA DAS REDES SOCIAIS I


Por Antonio Pastori (*)
Prezadas/os
"37 milhões é o número de adúlteras/os e aspirantes que podem se dar mal se a promessa de exposição feita por um grupo de hackers, o Impact Team, que invadiram nessa semana o site de relacionamentos extra conjugais Ashley & Madison. Os autores da invasão afirmam já ter em mãos informações de todos os adúlteros virtuais, perdão, clientes! Além dos dados cadastrais, os hackers estão também em posse de fotos de nudez, fantasias sexuais e números de cartões de crédito e estão chantageando a A&M."
Bom, a notícia acima serve somente de gancho para mais um alerta da Domingueira sobre o uso (e exposição) exagerada das redes sociais.
Para ilustrar esse perigo, nos valemos das belas imagens do mestre das tintas, o polonês Pawel Kuczynsk cujas ilustrações marcantes têm como matéria prima "as realidades que não percebemos", tais como a dependência do celular, credibilidade inocente da TV, Imprensa, redes sociais, etc., que são deliciosamente satirizadas por ele como "manipuladores da realidade e da sociedade pelos poderosos" onde as pessoas se tornam meros joguetes nesse tabuleiro do "Sistema". Dá o que pensar...
Confira as imagens abaixo...
 
 
 
 
(*) Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

sábado, 27 de setembro de 2014

BELOS CAMINHOS VII



 
 

 Fonte: Circulando por e-mail (internet).

domingo, 21 de setembro de 2014

BELOS CAMINHOS VI

 



 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

BELOS CAMINHOS V





 Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 20 de setembro de 2014

BELOS CAMINHOS IV


 
 



Fonte: Circulando por e-mail (internet).

BELOS CAMINHOS III



 


 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

domingo, 14 de setembro de 2014

BELOS CAMINHOS II

 
 
 
 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

BELOS CAMINHOS I




 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).
 

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