Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de março de 2022

A VERDADE

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Costuma-se comparar a verdade a um poliedro. Não se pode ver simultaneamente todas as suas faces. Da mesma maneira é impossível perceber de instante todos os componentes da verdade. Dependendo da posição em que está o observador, ela apresenta um de seus aspectos diversos. É uma questão de ângulo. Mas, se juntarmos todas as percepções, poderemos alcançar o pleno significado daquilo que está a nossa frente. Eis a razão da necessidade de inúmeros observadores, comentários, opiniões sobre qualquer assunto e mesmo assim, é impossível par a uma só pessoa tudo abranger.

Dizem que a verdade era um sólido com muitas faces e planos, muito belos e feitos do mais puro cristal lapidado. Lapidado em mil facetas. Em cada face refletia a luz diferente e esplendorosa. Uma vez por ano, um dos sábios, retirava-o de seu invólucro protetor, almofadado e protegido, para não sofrer nenhum arranhão. O reluzente cristal era mostrado na sua perfeição aos 70 sábios do Universo. Certo dia as mãos do ancião-mor tremeram e o Cristal da Verdade caiu ao chão, espatifando-se em mil pedaços.

Até hoje todos os 70 sábios tentam apanhar os cacos do quartzo e não conseguem achá-los, e muito menos juntá-los. Por mais que tentem, não conseguem resolver aquele quebra cabeça. Chamaram as crianças, elas sabiam como juntar os cacos, porém não possuíam coordenação motora para realizar tal trabalho. Cada um dos circunspetos anciões, com base no pedaço da verdade que lhe coube, diz ser o dono da verdade principal. Portanto, nem aos sábios é ofertado o poder de enxergar a verdade por inteira. Somente as crianças a enxergam, e isso quando muito pequenas. Já os loucos, podem.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O MELHOR REMÉDIO CONTRA A VELHICE


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
No balanço, temos mais ganhos do que perdas ao chegar às terceiras idades. Chega de rancores das coisas que nos fizeram, das posições que não fomos capazes de alcançar ou realizar
A velhice tem início a partir dos 75 anos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso acontece porque muitas pessoas que possuem 60, 65 anos ainda estão no mercado de trabalho e apresentam expectativa de vida maior do que a anos atrás. A idade é um dos assuntos mais comuns de nossas conversas: “Ela nem parece ter a idade que tem”. “Qual a idade desta criança?” “Ela é muito inteligente para sua idade”. Até as mais variadas publicações costumam por a idade entre parênteses, após o nome das pessoas.
… além das três idades citadas, deveria haver uma idade mental, uma idade intelectual e uma idade cultural. Trocado em miúdos, nessa época das malhações…
Considera-se na existência humana três idades: a idade legal, a idade fisiológica ou biológica e a idade social. Alguns preferem considerá-la apenas a partir da certidão de nascimento (cartorial), a da saúde e a da idade profissional. Não importa qual seja o método ou a denominação, vale tudo para vencer a luta contra o envelhecimento.
Mas, além das três idades citadas, deveria haver uma idade mental, uma idade intelectual e uma idade cultural. Trocado em miúdos, nessa época das malhações, das/nas academias de ginásticas dos narcisos, creio que é melhor exercitar os neurônios que lutar contra a perda da massa muscular. Sem desmerecer a importância da saúde corporal, acredito ser o exercício mental mais importante que os exercícios físicos.
Quando jovens sofremos carências e enfrentamos desafios. Tudo começa com o trauma do nascimento, o desmame, o dos mais diversos abandonos, o de suportar as neuroses dos pais, o da adaptação social; temos medo de deixar a infância para traz. Ao chegar à vida adulta, urgem os mais variados temores.
A necessidade de vencermos na vida, trabalho, emprego, conflitos de relacionamento, cônjuges, pressa, correrias, disputas mais acirradas, chefes, patrões. Tantos são os desafios que somente posso terminar com um grande ETECETERA.
No entanto, na medida em que envelhecemos nos livramos dessas responsabilidades, dos deveres, das obrigações, e tudo vai se acalmando – lentamente. Algumas aspirações que tínhamos foram realizadas e, quanto às que não o foram, delas esquecemos ou com sua perda nos conformamos.
No balanço, temos mais ganhos do que perdas ao chegar às terceiras idades. Chega de rancores das coisas que nos fizeram, das posições que não fomos capazes de alcançar ou realizar.
Os medos diminuíram. Agora temos mais tempo para nós mesmos. As invejas e as ansiedades amainaram-se. Vale lembrar que a alegria de viver com saúde e paz poderá ser desfrutada por mais tempo. No contemporâneo, o aumento da longevidade é um fato. Não tolero os velhos ranzinzas e relembro aos da minha idade que o humor provoca riso e que a inteligência provoca humor.
A prescrição que faço como médico é que ao lado dos exercícios físicos, cultivem os exercícios mentais. Manter o cérebro ativo: esse é o segredo da juventude.
Acredito ser a prescrição que acabo de fazer o melhor remédio contra a velhice. Não valeria chegar aos setenta anos, se toda a sabedoria do mundo fosse tolice (Goethe-1749-1832). Agora chegamos aos 80 e trá-lá-lá, devemos é aproveitar a vida. Repito: exercitem o corpo, mas não se esqueçam de exercitar a mente.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

FEIJÕES NOS SAPATOS



Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.
Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando o outro monge sumir de vista.
Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para consagrar o vencedor.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos.
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.
Moral: APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Autoria desconhecida.
 

Free Blog Counter
Poker Blog