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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A Uece aprova a concessão do título de doutor honoris causa in memoriam ao Marechal Casimiro Montenegro Filho

O Conselho Universitário da Universidade Estadual do Ceará (Uece) em reunião realizada na manhã de hoje, 8 de janeiro de 2026, escudado no parecer da Cons. Jaqueline Rabelo de Lima, aprovou, por unanimidade, a proposta de concessão do título de doutor Honoris Causa in memoriam ao Marechal Casimiro Montenegro Filho, oriunda do Centro de Ciências da Saúde, e apresentada pelos professores Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Maria Lúcia Duarte Pereira.

Essa entrega faz jus a um ilustre cearense que, por seus feitos extraordinários, tem o seu nome inserido no livro dos Heróis e Heroínas da Pátria., conforme a Lei nº 15.135, de 21 de maio de 2025.

Trata-se de uma auspiciosa deliberação que receberá entusiástica acolhida no cenário institucional cearense, envolvendo diversas entidades educacionais, científicas, empresariais e culturais.

Dignas de encômios, sem dúvidas, são a presente aprovação da parte dos conselheiros presentes e o trato dado pela Reitoria da Uece, sob a condução do Magnífico Reitor Prof. Hildebrando Soares, na tramitação do processo que deverá culminar em sessão solene de entrega do diploma honorífico que poderá contar com a participação de múltiplas representações institucionais, sediadas no Ceará.

Após a leitura do consubstanciado parecer FAVORÁVEL, o Magnífico Reitor colocou-o em discussão aos membros do egrégio conselho.

A Cons. Maria Lúcia Duarte Pereira sugeriu ao presidente Hildebrando Soares que facultasse a palavra ao Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, o que fez com a anuência dos demais conselheiros.

O Prof. Dr. Marcelo Gurgel, em sua fala, de princípio, agradeceu a oportunidade de se fazer presente na ocasião, ao tempo em que pode ouvir e acompanhar, com atenção, o minudente e preciso parecer exposto pela Cons. Jaqueline Rabelo de Lima, que se debruçou na pesquisa de variadas fontes, o que suscitou a extensão do prazo de feitura, com o fito de montar uma peça tão substanciosa.

O Prof. Dr. Marcelo Gurgel realçou o cuidado e a parcimônia que a Uece adota em suas outorgas honoríficas, notadamente as do título de doutor Honoris Causa, que foi outorgado a personalidades de relevo, como o Cardeal Lorscheider, o Prof. Melquíades Pinto Paiva, o Prof. Manassés Claudino Fonteles, o Dr. Adib Jatene etc.

Aproveitou o momento, para salientar atributos que ornamentam a trajetória de vida desse grande cearense, cujo reconhecimento, em sua terra natal, chegou tardiamente, mas que, no entanto, vem se consolidando, mediante significativas homenagens que a ele têm sido prestadas, nos últimos anos, resgatando uma dívida que a Terra da Luz detinha com esse varão benemérito da pátria.

Parabéns Uece!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor titular de Saúde Pública-Uece


quinta-feira, 21 de julho de 2022

HONRA! A MOEDA DO AMOR

Por Rev. Munguba Jr. (*)

O nível básico da honra é quando somos reconhecidos por algo que realizamos. Como é gratificante ser valorizado, lembrado e celebrado. Não foi o que aconteceu com Jesus Cristo em sua cidade natal. Marcos 6:3 e 4 nos diz: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, Irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa". Jesus, muito provavelmente, serviu como carpinteiro em algumas casas e agora o menino simples se apresenta como o salvador do mundo, o Messias prometido. Jesus resolve andar em lugares onde Ele era celebrado e logo os milagres voltaram a acontecer.

O segundo nível de honra acontece quando as pessoas param para escutar o que temos para dizer. Em Marcos 12:37 lemos: "...e a grande multidão o ouvia com prazer". Honramos uma pessoa quando dedicamos tempo para ouvi-la com atenção e carinho.

O terceiro nível de honra é quando mudamos a nossa trajetória pela instrução e mentoria de alguém que honramos.

O quarto nível se revela quando assumimos posturas e comportamentos que assimilamos da história e das vidas de quem honramos. A mentoria é uma bênção! É crescer com a experiência e os conselhos dos mais vividos.

O quinto nível de honra se manifesta quando valorizamos as pessoas que não estão presentes. Os ensinamentos dos nossos pais que colocamos em prática, mesmo que eles estejam longe ou mesmo que já tenham partido.

José de Arimateia era um discípulo de Jesus Cristo que manifestou honra ao corpo de Cristo. Ele pediu a Pilatos para cuidar, preparar e sepultar o corpo de Cristo. Ele o fez em um sepulcro novo de sua família.

O último nível de honra que vamos abordar é quando presenteamos pessoas em reconhecimento a sua vida e sua notoriedade. Na Terra Santa temos dois mares bem especiais: o Mar da Galileia recebe as águas do Rio Jordão e o devolve em direção ao Mar Morto. Já o Mar Morto, em seus quatrocentos metros abaixo do nível do mar, não presenteia ninguém com suas águas. O resultado é que não existe vida nele e a cada ano que passa ele seca um pouco mais, mesmo recebendo as águas vindas do Mar da Galileia.

Honra é a moeda de amor que traz vida e prosperidade.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Coreia do Sul Para a Implantação da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil.

Fonte: O Povo, 9/07/2022. Opinião. p.18.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

HOMENAGENS DA EDITORA DA UECE

Professores Maria Salete Bessa Jorge, Emanuel Ângelo da Rocha Fragoso e Marcelo Gurgel Carlos da Silva exibem as placas de recebidas da Editora da UECE.
Ontem, 24 de outubro de 2019, por ocasião na VI Mostra de Publicações da Editora da UECE, transcorrida durante a XXIV Semana Universitária da UECE, juntamente com os professores Emanuel Ângelo da Rocha Fragoso e Maria Salete Bessa Jorge, fomos distinguidos com a placa “Homenageado”, concedida pela Editora da Universidade Estadual do Ceará, como reconhecimento da importante contribuição junto à Editora da UECE, bem como na produção de títulos autorais na EdUECE.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da UECE

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A HONRA E O CARGO



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Honra é o princípio de conduta de pessoa que se comporta de modo virtuoso, corajoso, honesto; cujas qualidades são consideradas socialmente virtuosas. O seu antagônico é empregar meios ilícitos visando obter vantagem. A conduta honrosa permite o surgimento da confiança entre os Homens.
Devo dizer que a honra de um cidadão ou político é perdida por um único deslize. É o que indica a expressão inglesa “character”, que significa renome, reputação, honra ou estilo. Ademais, a perda da honra é irreversível, a menos que se deva a calúnia ou a falsas aparências. Para isso existe a Lei para punir, com duras penas, a injúria e a calúnia.
A pessoa que ocupa um cargo público (Político) deverá ser dotada de honra civil e de honra pública, além da capacidade de exercê-las, isto é, desempenhar as funções inerentes a cargo, trabalho, ofício. Situação que deve ocorrer em observância a outros princípios da regra ou norma moral.
A honra civil baseia-se na pressuposição do respeito incondicional ao direito de cada um. Ela é o condicionante de todo e qualquer contato disciplinador entre os Homens. Muito embora Jean-Jacques Rousseau (1712- 1778) ter dito que as pessoas, cada vez mais conscientes do olhar do próximo, moldam seu comportamento em função desse vínculo, aprendendo a viver mais para a vida alheia do que para si.
Essa deturpação leva a uma corrupção generalizada.
Apreciaria esclarecer a existência de variados subgrupos da honra, mas antes apreciaria compará-la a um dos seus sinônimos — glória (fausto, grandeza, homenagem, exaltação, fama, esplendor). Mas é preciso ter em mente que a verdadeira glória deve ser conquistada sem que a honra seja ferida.
Voltando às várias expressões da honra, ela apresenta e corresponde a diferentes modelos como já mencionei: primeiro a civil e seguem-se a honra do cargo ocupado e até a honra sexual, englobando as subordens devidas pelos servidores estatais, médicos, advogados, em suma todos aqueles que foram qualificados para exercer determinado tipo de trabalho intelectual ou profissional.
Quando um ser humano se candidata a um cargo político, tem de ter/ver/saber que deverá manter a sua honra de forma diferente da honra de um simples cidadão, pois deve também ter a competência para exercê-lo com proficiência muito além da honra civil.
O que desejo dizer é que a honra de um cidadão comum pertence exclusivamente à esfera particular, enquanto que a de um político ultrapassa esse nível, pois passa a compreender o povo em geral: interesse público.
Um político não pode aceitar acusações quanto a não cumprir com probidade os deveres do cargo que ocupa. Quanto mais influente for a função que ele exerça numa organização pública, tanto mais deve ser possuidor de capacidade intelectual e as qualidades morais que façam dele uma pessoa apta a ocupar tal função e ainda ser capaz e – principalmente – honesto. Sempre. Ou então damos aceitação a Arthur Schopenhauer (1788-1860) quando diz:
A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.
Parece-me que no Brasil de hoje há uma falta generalizada desse atributo que desconfiávamos não existir, porém a desonra jamais foi escancarada como na situação que estamos vivendo. Os ocupantes de cargos públicos deveriam saber que a honra e sua prática não depende da idade e muito menos da origem do ocupante do cargo. Se jovem e ocupante de cargo público, não podemos tolerar desonestidade pelo que ele promete ser ou o argumento de que ainda não foi testado, é inexperiente.
Quem é inexperiente não pode exercer funções de mando. Caso for experiente, se tem noção, tem prática, tem conhecimento das coisas e tem cabelos brancos, isso não o isenta da honra. É bom lembrar que rugas também são sinais de velhice e não despertam sinais de respeito: nunca se fala de rugas veneráveis, mas sim de cabelos brancos veneráveis.
Nunca esquecer que aqueles que ocupam cargos públicos (seja por nomeação, concurso, eleição, pouco importa), além da capacidade para exercer a função devem ser pessoas honradas em primeiro lugar, além de dotados de competência.
Lembro que a honestidade de quem ocupa um cargo público, por menor ou maior que seja ele, garante nossa segurança como país, estado, nação, município e Sociedade, mormente no trato da: “Res publica”, uma expressão latina que significa literalmente “coisa do povo”, “interesse público”. É a origem da palavra república. E o político/administrador público, após deixar o cargo, deve permanecer respeitado por seus sucessores. Não é isso que estou assistindo!
Portanto, preocupado estou. Preocupado, de todo coração, com o futuro e com a felicidade do meu povo, muito embora não deixe de ser esperançoso por dias melhores.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).
 

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