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domingo, 7 de dezembro de 2025

A MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO PROFISSIONAL AO DR. LÚCIO FLÁVIO GONZAGA SILVA

 

O Dr. Lúcio Flávio Gonzaga Silva, coordenador do Mestrado em Oncologia da Rede ICC Saúde, foi homenageado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec) com a Medalha de Honra ao Mérito Profissional, durante a solenidade comemorativa do Dia do Médico em 2025.

Com quase cinco décadas de trajetória na Medicina, o Dr. Lúcio Flávio é reconhecido por sua atuação ética, técnica e acadêmica, conforme se explicita a seguir.

Após a sua formatura em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em dezembro de 1977, integrando a Turma Dr. José Carlos Ribeiro, o Dr. Lúcio Flávio cumpriu a Residência Médica em Urologia, no Hospital Geral de Fortaleza, onde conviveu como renomados urologistas cearenses, oportunidade em que auferiu um excepcional treinamento, tornando-se qualificado para o exercício da sua especialidade.

Ele detém o título de especialista em Urologia, obtido por concurso nacional, além de estágios em Urologia, no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e na Thomas Jefferson University, nos EUA, e Aperfeiçoamento em Robotic Radical Prostatectomy, na Clinique Saint Augustin, na França.

Em 1988, por meio de concurso público, foi admitido como professor da UFC, com principal atuação na disciplina de Urologia, tendo passado a Assistente e, em seguida, a Adjunto, por conta dos seus estudos pós-graduados, quando da obtenção dos Diplomas de Mestrado e de Doutorado em Farmacologia, na UFC, em 1995 e 2003, respectivamente. No exercício da docência, manteve robusta produção científica, exposta em periódicos internacionais de grande impacto. Foi aposentado como professor Associado III da UFC em 2015.

Ainda na UFC, o Dr. Lúcio Flávio concorreu, junto com seus colegas, para dar visibilidade ao Serviço de Urologia do Hospital Universitário Walter Cantídio, culminando na criação do Programa de Residência Médica em Urologia.

Em 1999, Dr. Lúcio Flávio Gonzaga Silva foi acolhido nos quadros do Instituto do Câncer de Ceará, cooperando com a instalação do Serviço de Uro-oncologia e o Mestrado Acadêmico em Oncologia.

Por mais de três décadas atuou como conselheiro do Cremec e do Conselho Federal de Medicina. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, tendo presidido a Seção Ceará dessa entidade, por dois mandatos.

É sócio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará (Sobrames/CE), tendo participado de sete antologias anuais, a saber: Pontos de Vista (2019), Sopro de Luz (2020), A Plenos Pulmões (2021), Limiar da Criação (2022), Uso Profilático (2023), Palavras Chaves (2024) e Piscar de Olhos (2025).

No âmbito editorial, exerceu a função de editor no jornal SBU Ceará e no jornal Medicina, do CFM; é conselheiro do Grupo Jornal do Médico, no qual insere artigos e ilustrações.

É membro titular da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, da Cátedra de Bioética (UFC/Cremec/Unesco) e da Academia Cearense de Medicina.

Em que pese seus múltiplos afazeres profissionais, ainda arranja tempo para cultivar outros deleites: a Filosofia, a literatura, a música, o xadrez, o registro do cotidiano (crônicas, memórias e discursos) e a feitura de desenhos e pinturas de personalidades e de pessoas do seu relacionamento afetivo e de amizade.

Possui publicações literárias em diferentes gêneros e formatos. Entre suas obras, destacam-se o livro infantil “A Escola da Dona Judith” e o romance “O Retiro de João e Luiza”. Além disso, foi coautor de um livro de versos e reflexões, atualmente em processo de editoração, em parceria com o médico e padre Aníbal Gil.

Publicou várias crônicas em O Povo, a exemplo de: A Sogra, No Céu o General Dignidade, No Céu o Coronel Amigo, Azul de Brigadeiro, Vamos Levantar a Pipa, Nós os Sessentões, Dona Tecla e Cem Anos de Joaquim Mota Silva.

Casado, desde 1979, com a administradora e funcionária pública aposentada Joselene Dutra Mota Silva, com quem teve duas filhas: Marina, formada em Comunicação Social, e Marília, cirurgiã-dentista, que se desdobraram nos netos Tomás, Vinícius, Joana e Vicente.

Em tempo: a “Medalha de Honra ao Mérito Profissional" é entregue anualmente a 3 (três) médicos que: tenham pautado o exercício de sua profissão por ilibada conduta ética; tenham, no mínimo, 30 (trinta) anos de atividade profissional; e estejam exercendo a Medicina no Estado do Ceará. Os médicos para serem agraciados com tal distinção precisam da aprovação unânime de todos os conselheiros da Plenária do Cremec.

Essa honraria foi concedida pela primeira vez em 1997, sendo a do ano de 2025 a 29ª solenidade do Cremec, com esse intuito, perfazendo 87 (oitenta e sete) concessões honoríficas acumuladas. O Dr. Lúcio Flávio Gonzaga Silva foi o segundo urologista galhardeado e o terceiro aquinhoado, dentre os formandos da sua turma de médicos, com a medalha em apreço.

Para o Instituto do Câncer de Ceará, a Medalha de Honra ao Mérito Profissional conferida ao Dr. Lúcio Flávio é um reconhecimento que destaca a trajetória de ética, ensino e contribuição à medicina cearense do laureado e reforça o compromisso da Rede ICC Saúde com a formação de especialistas e o avanço científico.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cad. 18

* Publicado In: Jornal do médico, 21(198): 11-13, novembro de 2025.


terça-feira, 21 de outubro de 2025

Dr. Lúcio Flávio Gonzaga é homenageado pelo CREMEC com a Medalha de Honra ao Mérito Profissional

21 de outubro de 2025

O Dr. Lúcio Flávio Gonzaga, coordenador do Mestrado em Oncologia da Rede ICC Saúde, foi homenageado pelo CREMEC com a Medalha de Honra ao Mérito Profissional, durante a solenidade comemorativa do Dia do Médico 2025. O reconhecimento destaca sua trajetória de ética, ensino e contribuição à medicina cearense, reforçando o compromisso da Rede ICC Saúde com a formação de especialistas e o avanço científico.

Com mais de quatro décadas de trajetória na medicina, o Dr. Lúcio Flávio é reconhecido por sua atuação ética, técnica e acadêmica. Desde 1999, integra o corpo clínico da Rede ICC Saúde, contribuindo para a consolidação de um modelo de cuidado que une ciência, ensino e assistência de excelência. À frente do primeiro mestrado em oncologia do Norte e Nordeste, têm formado pesquisadores e profissionais comprometidos com o avanço da ciência do cuidado oncológico e com a transformação da saúde no Brasil.

Ao longo de sua carreira, o Dr. Lúcio Flávio também ocupou cargos relevantes em entidades médicas, como o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), além de integrar a Academia Cearense de Medicina, onde ocupa uma das cadeiras de membro titular.

A homenagem concedida pelo CREMEC ao Dr. Lúcio Flávio Gonzaga reforça o reconhecimento de uma trajetória pautada pela ética e pela busca permanente por excelência — valores que também norteiam a Rede ICC Saúde, instituição que há 80 anos transforma o futuro da saúde com base em inovação, pesquisa, educação e cuidado integral.

Para toda a Rede ICC, o prêmio simboliza o compromisso de seus profissionais em honrar a medicina cearense e fortalecer a missão de cuidar de pessoas com responsabilidade, ciência e empatia.

https://icc.org.br/blog/dr-lucio-flavio-gonzaga-cremec/


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

CONVITE: Solenidade comemorativa do Dia do Médico no CREMEC - 2025

Por ocasião do Dia do Médico deste ano de 2025, o Conselho Regional de Medicina do Ceará presta homenagem aos médicos atuantes na Terra da Luz, concedendo A Medalha de Honra ao Mérito Profissional, aos médicos Dra. ADAIL LOBO DE FIGUEIREDO, Dr. GERARDO CRISTINO FILHO e Dr. LÚCIO FLÁVIO GONZAGA SILVA, por terem pautado o exercício de sua profissão por ilibada conduta ética, que tenham no mínimo, 30 (trinta) anos de atividade profissional, estejam exercendo a Medicina no Estado do Ceará e aprovados, unanimemente, pela Plenária do CREMEC, e o Diploma de Mérito Ético-Profissional aos profissionais médicos que exerceram a profissão por cinquenta anos sem sofrerem qualquer penalidade ética, 

Local: Sede do CREMEC - Av. Antônio Sales, 485 – Bairro Joaquim Távora – Fortaleza.

Data: 17 de outubro de 2025 (sexta-feira) Horário: 19h.

Traje: Passeio completo.


domingo, 20 de outubro de 2024

Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva: Medalha de Honra ao Mérito Profissional

 

Renomado médico-sanitarista e economista da saúde, formado em Medicina e Ciências Econômicas pela UFC, com mestrado e doutorado em Saúde Pública pela USP. É professor titular na UECE e atua como médico-epidemiologista no Instituto do Câncer do Ceará, onde coordena o comitê de ética. Com mais de duas décadas de experiência na Secretaria de Saúde do Estado, Marcelo é referência em saúde pública e educação médica, reconhecido por seu compromisso ético.

Fonte: Instagram do Cremec em 18/10/24.

https://www.instagram.com/cremecoficial/p/DBPGz8NS1Zx/?hl=en


Dr. Rafael Dias Marques Nogueira: Medalha de Honra ao Mérito Profissional

 

Formado em Medicina pela UFC, onde foi presidente da Federação Universitária de Esportes, Rafael é especialista em Oftalmologia e Bioética. Atuou por 30 anos como plantonista em emergência ocular no IJF. Professor de Oftalmologia na UFC e diretor técnico da clínica Oftalmed, foi presidente da Sociedade de Oftalmologia do Ceará e teve longa atuação no CREMEC e no CFM, sendo membro da Cátedra de Bioética.

Fonte: Instagram do Cremec em 18/10/24.

https://www.instagram.com/cremecoficial/p/DBPGz8NS1Zx/?hl=en


Dra. Mônica Cardoso Façanha: Medalha de Honra ao Mérito Profissional

 

Graduada em Medicina pela UFC, Mônica possui mestrado em Doenças Infecciosas pela UFRJ e doutorado em Farmacologia. Atuou em instituições de saúde como o Hospital do Câncer, onde foi presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e fundadora do Serviço de Medicina do Trabalho. Atualmente, é professora titular e coordenadora do curso de Medicina da UFC, reconhecida por seu comprometimento com a ética profissional e promoção da saúde pública.

Fonte: Instagram do Cremec em 18/10/24.

https://www.instagram.com/cremecoficial/p/DBPGz8NS1Zx/?hl=en



Medalhas de Honra ao Mérito Profissional do CREMEC - 2024

 

No Dia do Médico, 18 de outubro de 2024, o CREMEC tem a honra de reconhecer três profissionais excepcionais com a Medalha de Honra ao Mérito Profissional. Essa condecoração é destinada a médicos que se destacam por sua ética e dedicação ao exercício da medicina no Estado do Ceará.

Fonte: Instagram do Cremec em 18/10/24.


sábado, 19 de outubro de 2024

DIA DO MÉDICO EM 2024. DIPLOMAS E MEDALHAS

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva (*)

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC) confere anualmente o Diploma de Mérito Ético-Profissional a todos os médicos que completam 50 anos de exercício da Medicina sem sofrer qualquer penalidade em processo ético-profissional.

Ainda no sentido de reconhecer o papel fundamental da ética no exercício da Medicina, o Conselho também concede a Medalha de Honra ao Mérito Profissional a três médicos que tenham 30 anos de formação e que sirvam de exemplo e inspiração aos colegas. No presente ano, foram agraciados com esta honraria o médico-sanitarista e economista da saúde Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, a médica infectologista e professora universitária Dra. Mônica Cardoso Façanha e o médico oftalmologista Dr. Rafael Dias Marques Nogueira.

A solenidade de outorga dos diplomas e das medalhas teve lugar na sede do CREMEC, na última sexta-feira (18/10/24), a partir das 19 horas. 

(*) Médico pneumologista, escritor e blogueiro.

Postado por Paulo Gurgel no Blog Linha do Tempo em 19/10/2024.

https://gurgel-carlos.blogspot.com/2024/10/dia-do-medico-em-2024-diplomas-e.html


domingo, 26 de junho de 2016

Constrangimento de uma nota


Por Tânia Alves – Ombudsman de O Povo.
Uma nota publicada na coluna Lúcio Brasileiro, edição da quinta-feira passada (23/6), causou incômodo em leitor que se manifestou. No conteúdo, o colunista, em tom jocoso, se apresentava para receber o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Como catedrático de Bom Tom via Jangadeiro presumo que já posso pretender doutor honoris causa da UFC” (ver fac-símile).
O usuário classificou de inadequado o comportamento do colunista. “Ele utiliza o precioso espaço do jornal para pedir medalhas e condecorações. Ele usa o espaço em benefício próprio. É uso inapropriado do (espaço) jornal”. Ressaltou ainda que não foi a primeira vez que o jornalista cobra homenagens. Lembrou que, na época em que Lúcio Alcântara era governador (2003/2007), o colunista “fez campanha” para receber a Medalha da Abolição. O assunto, destacou, chegou a ser tema de coluna externa do então ombudsman Plínio Bortolotti, hoje diretor institucional do O POVO.
A indignação do leitor faz sentido. Há 13 anos, O POVO publicava a terceira edição do “Guia de Redação e Estilo”, em que estabelece normas a serem seguidas pelos jornalistas da casa. No capítulo VI – “Normas jornalísticas do O POVO”, item “Colunas”, entre outras coisas está escrito: “O colunista não pode utilizar o espaço das colunas para promoção de interesses particulares. Também deve ficar atento à utilização excessiva de alguns personagens. Nas duas situações, cabe à direção de Redação alertar o colunista e adotar as medidas cabíveis para casos reincidentes”. Portanto, não tem razão para um colunismo social do O POVO fazer esta abordagem. Mesmo que em tom espirituoso, a nota, com forte interesse particular, funciona como coerção para a UFC, e como um vexame para o jornal.
O leitor também está correto quando destaca que problema não é de agora. Ele lembrou, corretamente, que Plínio Bortolotti escreveu parte de uma coluna externa criticando nota em que o colunista cobrava do governador a indicação para a Medalha da Abolição. Foi em novembro de 2006. Escreveu Plínio, para finalizar a escrita: “O colunista não tem o direito de constranger o governador do Ceará, de forma extremamente deselegante e desrespeitosa, na tentativa de arrancar-lhe benesses. Coluna não é feudo pessoal, da qual cada colunista pode dispor como quiser. O POVO tem de zelar pela sua credibilidade, portanto, a obrigação de conter tais investidas”. O colunista recebeu a medalha em 2012 por indicação do governador Cid Gomes.
Enviei email para o editor do Núcleo de Conteúdo Social e Relacionamento, Clóvis Holanda, responsável pelas colunas, com pedido para destacar as providências a serem tomadas no caso. Não recebi resposta.
Confesso que, quando li a nota da coluna, após ser advertida pelo leitor, de tão inacreditável, pensei que poderia se tratar de uma brincadeira. Mas como ser brincadeira se O POVO é uma empresa que trabalha com notícia? E notícia pressupõe verdade. Citar-se como merecedor de comenda não é papel para colunista. Uma nota com aquele teor jamais poderia passar pelo crivo de qualidade do jornal, pois é apenas um constrangedor momento de um jornalista movido por vaidade, que um dia tende a se extinguir. Aliás, o esnobismo não deveria ter prioridade sobre as muitas histórias de interesse público que o colunista, por sua longa caminhada no jornalismo, adquiriu e pode contar naquele espaço.
Fonte: O POVO, de 26/06/2016. Coluna do Ombudsman. p.11

quinta-feira, 26 de março de 2015

A MORALIZAÇÃO DA MEDALHA DO BOTICÁRIO



Há tempos que jornalistas e outros formadores de opinião protestam contra a torrente esbanjadora
A coluna semanal do jornalista Alan Neto, publicada em O POVO, de 22/3/2015, estampou sob o título “Fim da orgia” a nota seguinte: “Medalha Boticário Ferreira, que na gestão anterior virou farra, todo bicho de orelha ganhou, na gestão Salmito Filho passará por rigoroso critério. Acabou a orgia.” Há tempos que jornalistas e outros formadores de opinião protestam contra a torrente esbanjadora com que a Câmara Municipal de Fortaleza (CMF) confere suas distinções honoríficas, em colisão ao disposto na Lei Orgânica do Município (LOM), que prega o comedimento nessas concessões.
Apesar da CMF contar com um extenso leque de, aproximadamente, meia centena de honrarias criadas por lei, com os mais diversos fitos, para galardoar os cidadãos, fortalezenses ou nascidos em outras plagas, independente da folha de serviços prestados à capital cearense, os edis locais teimam em ofertar, repetitivamente, a Medalha Boticário Ferreira.
Ressalte-se que a prodigalidade da CMF não se restringe à Medalha do Boticário, pois, quando se trata de um adventício, nascido fora de Fortaleza e mesmo que não seja residente nesta urbe, concede-se, com generosidade, o título de Cidadão Honorário de Fortaleza, tão amiúde que extrapola o limite máximo das dez sessões legislativas anuais estipulado pela LOM.
A notícia de que o novo presidente da CMF, o vereador Salmito Filho, passará a aplicar rigoroso critério na distribuição da Medalha Boticário Ferreira é auspiciosa, porém deve ser acompanhada com cautela, porquanto há um antecedente desfavorável ocorrido há dez anos. Em 2005, sob pressão da mídia cearense, que denunciava a farra medalhista que aqui medrava, o vereador Tin Gomes, então presidente da CMF, prometeu regulamentar as concessões, moralizando o seu uso. Como resultado do seu dito empenho, em 2006, ficou assegurado que cada vereador teria direito a propor uma Medalha do Boticário por ano.
Em uma rápida conta, isso daria, anualmente, 41 medalhas, sem contar as dos eventuais suplentes em atividade, ensejando, praticamente, uma sessão semanal do efetivo exercício legislativo destinada à proposição e aprovação da medalha em apreço, além da solenidade especial de outorga, usualmente fora do expediente regular da CMF, mas conduzida pelo cerimonial da Casa, com Pompes and Circumstances, tendo parte dos seus custos assumidos pelo contribuinte municipal.
Ao término, roga-se que a moralização de tais outorgas não se atenha apenas a aspectos quantitativos, comportando a sugestão à CMF que recorra ao concurso de entidades representativas da sociedade para formatar um projeto disciplinador das concessões e assim resgatar o real valor das honrarias.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista em Fortaleza
Publicado In: O Povo. Fortaleza, 26 de março de 2015. Caderno A (Opinião). p.9.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

MEDALHA DO BOTICÁRIO PARA MUTTLEY


A coluna do jornalista Alan Neto, publicada em O Povo, de 24/08/2014, trouxe a seguinte nota: “Comenda maior da Câmara Municipal, infelizmente, Medalha Boticário Ferreira banalizou-se. A cada semana um escolhido. Feira livre na frente virou fichinha.”
Não é de hoje que jornalistas denunciam a forma descabida com que a Câmara Municipal de Fortaleza (CMF) concede suas honrarias, ao arrepio da Lei Orgânica do Município, que busca frenar tais outorgas.
A CMF dispõe de um menu honorífíco de cerca de meia centena de medalhas, placas, comendas etc., com os mais diferentes sabores temáticos, genéricos ou específicos (e.g. saúde, educação), para aquinhoar os cidadãos, patrícios ou adventícios, merecedores ou não, desses galardões. No entanto, a preferência das homenagens recai na Medalha Boticário Ferreira.
A Medalha Boticário Ferreira, proposta originalmente apresentada pelo intelectual Barros Pinho, foi instituída pela CMF, por meio da Resolução 813/1981, com a intenção de homenagear aqueles que prestaram serviços relevantes à comunidade de Fortaleza.
A farta distribuição da Medalha Boticário Ferreira pela CMF é algo que tem incomodado a muitos formadores de opinião, tanto pela quantidade quanto pela inobservância de critérios justos na concessão, porquanto a definição dos seus agraciados depende tão somente da vontade de vereadores, ensejando a que alguns deles façam o uso esbanjado da proposição.
         Há, naturalmente, pessoas dignas e ilustres entre os contemplados, cujos méritos honram mais a própria outorga, porém esses ficam ofuscados entre tantos outros que foram homenageados por mero capricho ou por interesses privados de certos edis.
A profusão anárquica dessas láureas implica a banalização da comenda e desprestígio aos beneficiados meritórios, e, quiçá, incitar o aparecimento de um suposto Movimento dos Cidadãos Sem a Medalha do Boticário (MCSMB).
Aliás, já houve até a sugestão à CMF de se  uma joint venture com certa famosa perfumaria, para inserir o galardão nos kits promocionais dessa marca de perfumes, o que tornaria a Medalha do Boticário de aroma agradável.
Para completar o achincalhe, e em desrespeito à memória de Barros Pinho, só resta um vereador propor a “Medalha do Boticário” ao Muttley, o cachorro rabugento, da Hanna-Barbera. A solenidade de entrega seria demais animada, talvez contando com a presença do Dick Vigarista e da doce Penélope Charmosa.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista em Fortaleza
* Publicado In: O Povo, Opinião, de 28/08/2014. p.10.

 Nota do Blog: O artigo acima não foi direcionado a qualquer condecorado, antigo ou recente, ou escrito movido por ressentimento pessoal. Ele teve por fagulha o comentário exposto no seu primeiro parágrafo, fazendo relembrar a série de textos sobre a Medalha Boticário Ferreira que o autor publicou na mídia local entre fevereiro de 2004 e setembro de 2006.

sábado, 10 de maio de 2014

Flashes de Agraciados com a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar


Com fotos gentilmente cedidas por Paula Frassinetti Fernandes apresentamos alguns momentos da solenidade de outorga da Medalha Joaquim Eduardo de Alencar.
Luiz Moura recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA.
Paula Frassinetti Fernandes recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA.
José Moreira Lima recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA.
Breitner Chaves recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA.
 
 
O acad. Eliseu, presidente do CAJEA, durante o coquetel patrocinado pela Unicred Fortaleza, após a solenidade, faz-se acompanhar de alguns dos agraciados com a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA: Willian Lopes, Vitor Sarmento, João Brainer, Marcelo Gurgel e Breitner Chaves (da esquerda para a direita).

Manassés Fonteles recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA.
 
 
 
 
 

 

Homenagens do CAJEA com a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar


Aconteceu na quinta-feira à noite, 8 de maio de 2014, a solenidade de entrega da Medalha Joaquim Eduardo de Alencar, que foi realizada Auditório do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

O evento foi organizado, com muito primor, pelo Centro Acadêmico Joaquim Eduardo de Alencar (CAJEA), do Curso de Medicina da UECE, que conferiu medalhas a personalidades, professores e ex-alunos da MedUece, escolhidos mediante votação no corpo discente do curso médico ueceano, como reconhecimento à contribuição dada, para implantação e consolidação, desse curso, marcando assim a passagem de dez anos do seu funcionamento.

Por solicitação dos dirigentes do CAJEA, logo no início dos trabalhos, coube-me fazer uma palestra sobre a vida e obra do professor que empresta o seu nome à agremiação representativa dos acadêmicos da MedUece.

Em seguida, foi conduzida a outorga das medalhas em três grupos distintos: a) ex-alunos Breitner Gomes Chaves, Victor Sarmento de Mesquita, William Lopes da Silva e João Brainer Clares de Andrade; b) Personalidades ao Dep. Heitor Ferrer e ao Dr. José Nazareno, presidente da Unicred Fortaleza; e c) Docentes, sendo homenageados os professores Cristina Micheletto Dalago, Herivaldo da Silva, Ivelise Regina Canito Brasil, José Moreira Lima, Krishnamurti Moraes, Luiz Gonzaga de Moura Junior, Manassés Claudino Fonteles, Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Paula Frassinetti Castello Branco Fernandes.

Marcelo Gurgel recebe a Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA (Foto cedida por Paula Frassinetti Fernandes).
Após a entrega das medalhas, seguiram as falas de agradecimento dos homenageados Manassés Claudino Fonteles, Krishnamurti Moraes, Heitor Ferrer e João Brainer; pela mesa diretora dos trabalhos, usaram a tribuna o vice-reitor Hildebrando dos Santos, Moacir Cymrot, coordenador do Curso, e o acad. Eliseu, o presidente do CAJEA.


Deputado Heitor Ferrer discursa agradecendo pelo recebimento da Medalha Joaquim Eduardo de Alencar do CAJEA (Foto cedida por Paula Frassinetti Fernandes).
Foi comovente para mim ser distinguido por tão tocante homenagem de nossos discentes, porque tive a companhia de tão dedicados colegas de honraria, mormente por compartilhar com egressos, dos quais guardamos estreitos relacionamentos de amizade e de orientação acadêmica.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HOMENAGEM DAS VOLUNTÁRIAS DA RADIOTERAPIA – ICC



Momento da entrega feita pelas senhoras Sônia Santana e Fátima Régis.

Recebi, em 15/12/10, tocante homenagem das Voluntárias da Radioterapia – ICC, por meio de uma placa de prata, gravada com a seguinte mensagem:
Dr. Marcelo Gurgel
As pessoas de sensibilidade e capacidade deixam marcadas suas presenças por onde passam e nós estamos felizes por termos a oportunidade de compartilhar do seu marcante trabalho.


Voluntárias da Radioterapia – ICC
16.12.09


Nota: Essa placa era para ter sido entregue em dezembro de 2009, porém a data agendada coincidiu com nossa posse na Academia Cearense de Farmácia.

domingo, 17 de maio de 2009

A FARRA HONORÍFICA DE FORTALEZA

O jornalista Fábio Campos dedicou a sua coluna “Política”, de O Povo, em 27/06/07, para tratar da profusão de medalhas que existem e são habilitadas para concessão, no âmbito da Câmara Municipal de Fortaleza (CMF). Segundo o colunista, um levantamento sobre tais medalhas e honrarias, feito por Papito Oliveira, então Assessor Parlamentar, com a louvável intenção de elaborar um projeto de resolução que findasse com a "farra das medalhas", colheu uma vexatória situação.
Foram identificadas, em setembro de 1999, trinta e duas modalidades de honrarias que poderiam ser conferidas pela Câmara, por iniciativa própria, ou de atendimento a alguma proposição da Prefeitura de Fortaleza. A diversidade era tanta que, na mesma raia ou com idêntico pretexto, havia até indigesta sobreposição no variado “menu” de medalhas, para todos os sabores: municipalista, educação, saúde, turismo, esportes etc.
De todas as comendas, sem dúvida alguma, a de maior apelo é a do Boticário Ferreira, destinada, em tese, aos que prestaram "relevantes serviços” a Fortaleza, sendo a mais fartamente distribuída a qualquer um, desde que caia nas graças de um edil da CMF.
As contundentes denúncias publicadas na mídia local, quanto a esse descalabro suscitaram à proposta da sua moralização numérica, mas não qualitativa, restringindo a uma concessão, para cada vereador, por ano de mandato, o que redundaria em 164 medalhas do Boticário, por legislatura, sem contar as habilitações de eventuais suplentes, como potenciais proponentes.
Aliás, já houve até quem sugerisse à CMF firmar uma parceria com afamada marca de perfumes, incluindo o galardão nos “kits” promocionais da perfumaria, o que traria a vantagem de ser também uma medalha de agradável aroma.
Agora, para celebrar os dez anos do levantamento retro-aludido, seria de bom alvitre que a mesa diretora da CMF fizesse um “upgrade” das comendas municipais existentes e tornasse de conhecimento público a relação dos beneficiados e dos seus correspondentes propositores, no último decênio, salvaguardando, assim, os interesses dos contribuintes fortalezenses, que rogam por zelo maior na aplicação dos recursos advindos de seus surrupiados bolsos.

Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista em Fortaleza

* Publicado in: Jornal O Povo, 17/05/09 Fato Médico. p.8.
 

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