Mostrando postagens com marcador Prefácio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prefácio. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de novembro de 2019

PONTOS DE VISTA - PREFÁCIO


Ao compulsar os originais de "Pontos de Vista", que Marcelo me fez chegar às mãos a fim de apensar o prefácio, meu pensamento voou ao distante ano de 1980. Quando um grupo de médicos (em data não exatamente lembrada) reuniu-se no auditório do Centro Médico Cearense (CMC) - a hoje Associação Médica Cearense -, para discutir a ideia da publicação de uma obra literária. O CMC encontrava-se na gestão do Dr. José Aguiar Ramos (1980-1981), que sucedeu ao profícuo período do Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues (1978-1979), em que foi criado o jornal "CMC Informa" e reformulada a revista "Ceará Médico".
O médico Dr. Emanuel de Carvalho Melo, que vinha exercendo o cargo de diretor cultural da instituição, foi convidado por Aguiar Ramos para implantar a editora do CMC. Com o surgimento desta ferramenta cultural, um grupo de esculápios acorreu à entidade com a intenção de publicar uma coletânea. Dez médicos, com suas produções literárias e a escolha consensual do título "Verdeversos" para uma antologia exclusivamente dedicada à poesia. O professor Adriano Espíndola, que teve o tempo de uma vida para escrever sua "Poesia Presente", honrou-nos com a apreciação dos textos. Então, demos a entrada do calhamaço na Imprensa Oficial do Ceará (IOCE).
Imaginem o que é acompanhar a edição de um livro naqueles tempos em que o setor gráfico não dispunha dos recursos da informática. Numa semana, Emanuel comparecia na IOCE, com os bicos de pena que havia desenhado para as ilustrações. Na outra, era a minha vez. Para conferir se os erros tipográficos anteriormente detectados tinham sido corrigidos. Ou se, à maneira de "memes", haviam se multiplicado. Somos gratos ao funcionário e hoje cineasta Rosemberg Cariry, que condignamente nos recebia nas visitas ao parque gráfico da IOCE.
Lançado o "Verdeversos", em uma noite de autógrafos, muitos autógrafos, na sede do Centro Médico Cearense, seguiriam-se em anos posteriores outros livros: "Isto não se aprende na escola" (1982), com temas médicos, "Encontram-se" (1983), de prosa e poesia, "Psiquiatria Básica" (1984), de Gerardo Frota Pinto, "Temos um pouco" (1984), de prosa e poesia, e "Nomes e expressões vulgares da medicina no Ceará (1985), de Eurípedes Chaves Jr.
O CMC, após o lançamento de "Verdeversos", foi também o palco das articulações para a criação da Sobrames Ceará. Tendo como seu idealizador o Dr. Francisco Dionísio Aguiar, e corporificada ao longo de 1982, ela contou com o apoio de uma comissão de médicos escritores coordenada pelo Dr. Francisco Nóbrega Teixeira, que contribuiu com a elaboração dos estatutos. Autodeclarando-se não escritor, mas empenhando-se a fundo na criação da Sobrames Ceará, Dionísio "sonhou um sonho por nós", no dizer da saudosa Dra. Celina Côrte Pinheiro.
Em 4 de novembro, com a presença do presidente da Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores (Sobrames Nacional), Dr. Odívio Borba Duarte, em uma sessão solene realizada no CMC, tomou posse a primeira diretoria da Seção do Ceará da Sobrames. Após a posse, seguiram-se algumas reuniões em que foram estabelecidas metas e tomadas decisões importantes para a consolidação da entidade. Uma delas, a merecer destaque, foi a decisão de que todos os autores de duas coletâneas, "Verdeversos" (publicada em 1981, anteriormente à criação da Sobrames-CE) e "Encontram-se" (1983), seriam considerados seus sócios fundadores.
O colega Emanuel, ao tempo em que foi responsável pela Editora do CMC, foi também o primeiro presidente da Sobrames Ceará (1982-1984). Tendo prosseguido, no período seguinte (1984-1987) em que eu estive como presidente da entidade, como membro de sua segunda diretoria. Por haver Emanuel coordenado, como editor do CMC, as primeiras edições das antologias dos médicos-escritores, sucedeu serem estas chanceladas pelo Centro Médico Cearense e pela Sobrames Ceará (a partir da criação desta última).
Sim, a medicina nos permite a esses voos do espírito em que, dedicados à literatura, criamos histórias, simulamos vidas, transfiguramos a realidade e até inventamos universos autônomos (a partir de verdades que não podem ser medidas pelos mesmos padrões das verdades factuais). Temos um entendimento com a palavra (aliança secreta, diria Cortázar) para não desvanecermos. E, nessa árdua luta para vencer a poeira do tempo, por isso, escrevemos. Existe um caminho de volta que nos leva da fantasia à realidade e esse caminho é a arte, como assinalou Freud.
Assim é que chegamos a 2019, ano em que é dado a lume "Pontos de vista". Um alentado livro de 350 páginas organizado e apresentado pelo Dr. Marcelo Gurgel, com a arte de capa do cirurgião e artista plástico Dr. Isaac Furtado, e contendo poemas, contos, crônicas, causos, ensaios, artigos, reminiscências, discursos e reflexões de seus 64 autores. Destes, 60 são médicos e 4 são sobramistas oriundos de outros ofícios. Suas minibiografias são apresentadas na sequência deste introdutório. Nesta 36.ª antologia da Sobrames Ceará, há autores antigos, novos e um, digamos, "neoantigo". Trata-se de Winston Graça, um dos dez esculápios que estiveram, nos idos de 1981, em colóquio com as musas da poesia nas páginas de "Verdeversos", onde tudo começou.
Que "Pontos de Vista" lhes propicie uma agradável leitura!
É como prefacio.
Webgrafia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Associação_Médica_Cearense
http://preblog-pg.blogspot.com/2007/11/verdeversos.html
http://preblog-pg.blogspot.com/2015/12/antologias-da-sobrames-ceara.html
http://blogdasobramesceara.blogspot.com/2015/04/por-celina-corte-sobrames-regional.html
Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva
Ex-Presidente da Sobrames-CE
Fortaleza, 9 de outubro de 2019
Postado em preblog-pg.blogspot.com por Paulo Gurgel em 31/10/19.

domingo, 31 de julho de 2016

COM ESTE SINAL VENCERÁS: valiosas informações


Frei Hermínio Bezerra de Oliveira (*)

Em seu novo livro “In hoc signo vinces: com este sinal vencerás”, o Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva brinda seus leitores com uma agradável apreciação de fatos que marcaram época em recente passado.
Os mais vividos gostarão de relembrar ou conhecer fatos o relativos à sua época. Os jovens ampliarão as suas informações sobre pessoas e fatos importantes da nossa história.
O título é a expressão do século IV da era cristã: In hoc signo vinces = com este sinal vencerás. Misteriosas palavras – que segundo a tradição – apareceram nos céus, ao imperador romano Constantino, em torno de uma cruz, antes da luta contra Maxêncio. Constantino converteu-se e gravou a inscrição em torno de seu escudo e do estandarte.
Ele mostra alguns fatos significativos e pouco conhecidos da vida de santos e bem-aventurados, sob aspectos bem atuais, como o de Santa Edith Stein, doutora. em filosofia, da equipe do filósofo alemão Edmundo Husserl e ligada à evolução da palavra “empatia” (Einfühlung), termo criado pelo filósofo Theodor Lips, em 1904, o primeiro intelectual a apoiar as – então estranhas – teorias do desconhecido Dr. Sigmund Freud.
A empatia, juntamente com simpatia de 1409 e antipatia de 1542 formam a tríade iluminadora e apoiadora da moderna psicologia. No final do século XX, veio a educação emocional, proposta pelo americano Daniel Goleman. A Santa Edith Stein foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 11/10/1998.
Gianna Beretta Molla, mãe e mártir da vida, grávida, recusou-se a fazer a histerectomia, que salvaria a sua vida, mas mataria o bebê. Ela justificou-se: “A mãe dá a vida pelo seu filho”. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 24/04/1994, no Ano Internacional da Família. O irmão dela, o Dr. Frei Alberto Beretta, capuchinho, trabalhou muitos anos em hospitais em Grajaú e Carolina no Maranhão.
Em todos os temas e assuntos abordados por Marcelo Gurgel, entrelaçam-se os aspectos humano, religioso e social, com a sua extensão política.
O luto da bioética no Ceará, após a morte em 2004, do prof. Pe. Leonard Martin, expoente da moderna bioética no Ceará e no Brasil.
A reflexão sobre possível demolição do prédio do Colégio Cearense, fechado em 2007, que é uma marca centenária da educação no Ceará. Oxalá ele seja preservado.
Os protestos no Brasil, em 2013, não só pelo aumento de 20 centavos na passagem de ônibus – que foi o estopim do protesto – mas, sobretudo, pelos “impostos nos patamares escandinavos e os serviços públicos em padrão subsaariano”.
É importante a informação Dom Aloísio Lorscheider, gaúcho, cardeal arcebispo de Fortaleza, de 1973 a 1995. Um pastor dedicado às ovelhas que muito lutou pelos direitos humanos e a justiça para todos. Ele recebeu título de Doutor Honoris Causa da UECE.
Informativas são as informações sobre: Dom Antônio de Almeida Lustosa, mineiro, Arcebispo de Fortaleza, de 1941 a 1963; sobre Dom Vicente Matos, bispo da Diocese de Crato, de 1961 a 1992; sobre Dom Marcos Barbosa, monge que foi secretário do intelectual católico Alceu Amoroso Lima.
O livro discorre sobre um personagem pouco conhecido no Ceará, o sociólogo belga François Houtart, que foi meu professor na Universidade Católica de Lovaina. Ele foi um dos maiores professores de Lovaina, nos últimos 25 anos do século XX.
O lançamento acontecerá na Capela de Santa Edwirges, à Av. Pres. Castelo Branco, nº 600, em 14/20/2016 (domingo), ao término da missa das 11h, com renda destinada à construção da Igreja de São Francisco de Assis, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.
De parabéns estão também todos os seus leitores.
(*) Frade capuchinho. Etimologista.
Publicado In: Luz Vicentina, Nº 73, junho-julho de 2016. (Informativo da Paróquia de São Vicente de Paulo).
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Série Pacifistas: Zilda Arns

Por três vezes, a médica pediatra e sanitarista catarinense Zilda Arns (1934-2010) foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Não recebeu, mas passou à história como exemplo, por seu compromisso com causas humanitárias e pacifistas. A fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança faleceu em 12 de janeiro de 2010, vítima do terremoto que assolou o Haiti, onde cumpria missão com o Governo Brasileiro. Ela é a personagem deste mês, da série Pacifistas. “A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no Amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em Fraternidade e corresponsabilidade social.”, estava escrito em seu último discurso, para religiosos no Haiti.
De fala doce, mas firme a médica Zilda Arns, dedicou-se a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência. Por meio da Pastoral da Criança, beneficiou mais de 2 milhões de crianças no Brasil e estendendo ações por outros países. Também esteve na criação e coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa, que promove o acompanhamento mensal de mais de cem mil idosos por milhares de voluntários espalhados em mais de 500 municípios brasileiros. Os dois organismos são vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Filha do casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, Zilda Arns nasceu em Forquilhinha (SC), no dia 25 de agosto de 1934. Foi a 13ª criança de uma família de 16 filhos. Entre seus irmãos está Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e desde sempre grande defensor dos Direitos Humanos. Ela foi casada com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos. Foi avó de dez netos.
Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Paraná e se dedicou à saúde pública, pediatria e sanitarismo, sempre tendo em mente salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Após experiências exitosas como médica pediatra e gestora em saúde, foi convidada, em 1983, a pedido da CNBB, a criar a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella Agnelo, Cardeal e Arcebispo emérito de Salvador (na época, Arcebispo de Londrina).
A Pastoral da Criança desenvolveu um método de trabalho calcado na força do voluntariado, promovendo o desenvolvimento infantil e a melhoria da qualidade de vida das crianças, de suas famílias. “Todo trabalho tem como base a solidariedade e a multiplicação do saber. O resultado é a promoção humana e o fortalecimento do tecido social das comunidades”, como está expresso site da entidade. O trabalho envolve visita domiciliar às famílias, Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida e Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão.
Zilda recebeu diversos prêmios e títulos. Entre eles o de “Heroína da Saúde Pública das Américas”, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002, e Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha. À Pastoral da Criança também foram concedidos diversos prêmios. Certa vez, ela disse: “O Prêmio Nobel (da Paz) a Pastoral da Criança ganha todos os anos, porque salva cerca de cinco mil crianças (...) e serve de modelo para outros países”.
Fonte: Boa Notícia / Pastoral da Comunicação. Sexta-Feira, 13/2/2012.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

EM VIAGENS A LESTE DO ATLÂNTICO

Em 2008, o preclaro confrade da Academia Cearense de Medicina, José Eduilton Girão, publicou “Clínica Médica no Ceará – passado e presente”, um alentado livro, que exibe o seu hercúleo esforço de recuperar, por intermédio de perfil dos médicos e das instituições de saúde, a evolução da Clínica Médica no torrão alencarino, configurando uma valorosa contribuição ao estudo da História da Medicina do Ceará.
Agora, pouco mais de dois anos decorridos, Dr. Eduilton Girão dá, à estampa, outra obra, igualmente de fôlego, mas bem diferente da temática da anterior, e que, por sua abrangência, deverá despertar um interesse geral, alcançando distintos públicos, ávidos por dispor de informações preciosas do seu conteúdo.
Dr. Eduilton não é um turismólogo, ou um profissional afeito à área do turismo, e dele também não se pode dizer que viaja ao exterior, movido por apego hedonista, ou com o fito simplório de fazer compras ou ainda com propósitos consumistas. Alguns, como se sabe, buscam, com viagens ao estrangeiro, captar rendimentos “sociais”, por puro exibicionismo, a fim de arrotar uma suposta erudição.
Na verdade, o foco primordial de seus deslocamentos é o aperfeiçoamento médico, para participação em congresso da sua especialidade, realização de estágio profissional ou visita a instituições relacionadas à Medicina. Essas viagens beneficiam, inclusive, e duplamente, a sua vasta clientela, que o tem de volta, renovado em conhecimentos amealhados nos eventos científicos e revigorado, fisicamente, para enfrentar a dura faina de clínico requisitado, como ele, tido por seus pares como um dos médicos mais completos destas plagas, por aliar ciência, cultura e humanismo em sua prática médica.
Nesse parcimonioso périplo pelo mundo à fora, sempre custeado por recursos próprios, ao estender um pouco a sua permanência, Eduilton Girão otimiza as oportunidades para sorver o máximo da cultura do local visitado, enriquecendo o seu vasto cabedal de conhecimentos que, por sua notória modéstia, é ignorado pela maioria das pessoas que não priva da sua maior proximidade.
O Brasil, fruto da colonização europeia, que aqui, culturalmente, mesclou-se aos elementos ameríndios e aos dos deportados do continente africano, formando um cadinho de saudável miscigenação, aos quais se agregaram os componentes migratórios do período republicano, mantém estreitas conexões com a Europa, da qual recebeu forte influência, conformando princípios e valores que pautam a vida nacional.
Eduilton refaz o caminho inverso dos europeus aportados na Terra Brasilis com Cabral, fazendo de Portugal o seu ponto de chegada, no Velho Continente, daí, prosseguindo pela península ibérica, passando pela ensolarada Espanha; segue o seu trajeto narrativo, ao passar pela Itália, país que concentra os maiores tesouros legados da cultura romana; alcança o outro lado da Mancha, a Inglaterra, ou a velha Albion; de volta à parte continental, retoma a descrição da bela e romântica França; cruza as linhas Maginot e Siegfried, adentrando na rica e organizada Alemanha, de onde, até lembrando a Wehrmacht (com a sua “blitzkrieg”, antes da tenaz resistência russa), avança na Dinamarca, Bélgica e Holanda; interioriza-se na Europa Central, descrevendo as belezas da Áustria, da República Tcheca e da Hungria; sobe a Europa Setentrional, para revelar a fria Escandinávia (Suécia, Noruega e Finlândia); volta pela Rússia dos tzares e pelos Países Bálticos, dantes encobertos por uma cortina férrea. Completa o circuito, revolvendo o passado de antigas civilizações, que, em parte, serviram de berço ao mundo ocidental: Grécia, Israel e Turquia.
Esse livro difere muito dos que são destinados aos turistas, repletos de dicas e de mapas para facilitar a vida do viajor. A obra até lembra um pouco o famoso “Almanaque Abril”, editado anualmente, que fazia parte da leitura corriqueira dos jovens das classes sociais mais abonadas; essa, porém, é mais rica, pelo que incorpora de informações culturais, advindas de extensas pesquisas em fontes bibliográficas e em sites especializados da internet, complementada por preciosas ilustrações, além de conter depoimentos pessoais do Eduilton, conferindo erudição aos textos.
Em muitos trechos do livro, afloram os caros valores cristãos do autor, recentemente homenageado pela Sociedade Médica São Lucas, da qual é ativo integrante, com a Comenda Médica São Lucas de 2010, em reconhecimento ao altruísmo e à generosidade do Eduilton, tão presentes na sua existência.
A publicação que tenho a honra a e o prazer de prefaciar, é mais uma evidente demonstração da bondade e do compromisso cristão do autor, em compartilhar, com seus concidadãos parcela do muito que absorveu sobre a cultura ocidental, em suas viagens.
Feliz de quem procura repartir o pão, para saciar o corpo. Mais feliz ainda, é quem sabe dividir com outros o conhecimento, para matar a fome da alma. Eduilton Girão faz as duas coisas, exemplarmente. A ele, a nossa reverência, pelo que é e pelo que consegue realizar.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

* Prefácio In: Girão, J.E. À leste do Atlântico: a propósito de algumas viagens. Fortaleza: Expressão, 2011.
 

Free Blog Counter
Poker Blog