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sábado, 29 de agosto de 2026

Sob o manto da mãe do Carmelo

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Há amores que o tempo não apaga. Há experiências de Deus que marcam a alma para sempre. E há devoções que se tornam morada permanente dentro do coração sacerdotal. Assim é minha relação com Nossa Senhora do Carmo.

Sou padre, filho do Carmelo por vocação e amor, hoje diocesano pois a Providência me conduziu pelos caminhos da Igreja e me confiou uma missão diferente daquela que um dia imaginei viver. Contudo, existe algo que nunca deixei para trás: meu amor profundo pela Mãe do Carmelo. Ainda carrego no peito o santo escapulário, ainda me emociono ao ouvir os antigos cantos carmelitas, ainda sinto o perfume espiritual do Carmelo cada vez que pronuncio o nome daquela que sempre considerei minha Mãe, minha Rainha e minha Protetora.

Meu sacerdócio foi consagrado a ela, a Obra Evangelizar é Preciso a tem como Madrinha. E, enquanto eu tiver voz, falarei da beleza da força do escapulário e da ternura da Virgem Santíssima.

Foi Ela quem me tomou pela mão nos dias de prova e quem me conduziu à fonte da compaixão sacerdotal. Ao celebrarmos sua festa, quero partilhar um pouco desse afeto e da graça que recebi, para que outros também encontrem refúgio no manto da Mãe do Carmelo.

Quantas vezes, nos momentos difíceis do meu ministério, segurei o escapulário e rezei em silêncio! Quantas vezes senti que a Virgem do Carmo me sustentava quando minhas forças humanas já não bastavam!

E posso testemunhar: Maria jamais abandona os filhos que a ela se consagram.

Existe uma razão ainda mais profunda pela qual prometi anunciar a Mãe do Carmelo por onde eu passar.

Num tempo de angústia, minha família passou por uma provação, com um diagnóstico de câncer. Foi então que recorri à Mãe do Carmelo e pedi pela minha irmã. Não como padre. Não como alguém forte. Mas como um filho necessitado do colo da mãe. Em oração, clamei à Mãe do Carmo com a simplicidade de quem confia tudo à Sua Mãe. Foi nessa confiança que vi brotar a graça da cura. Não nego a ação dos tratamentos; porém, para nós, aquele restabelecimento teve o caráter de um milagre, uma luz que revelou a presença materna de Maria em meio à nossa dor.

Diante dessa graça intensifiquei minha promessa: por onde eu for, proclamarei o amor de Nossa Senhora do Carmo e recomendarei o escapulário como sinal de consagração e proteção.

Muitas vezes, vejo pessoas usando o Escapulário do Carmo como se fosse um "patuá", ou um simples ornamento. Meus filhos e filhas, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina no parágrafo que a religiosidade popular, como o uso de sacramentais, deve ser uma extensão da vida litúrgica da Igreja (cf. CIC 1674).

O Escapulário é um Sacramental. Diz o Catecismo: "Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela." CIC (1670).

Quando você coloca o Escapulário, você está dizendo: "Maria, eu sou Teu". É como se você estivesse vestindo a "farda" da Rainha. E uma Rainha nunca deixa um soldado Seu desamparado no meio da batalha.

Por isso, reforço: o escapulário do Carmelo não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda nossa pertença a Cristo por Maria; é chamado à conversão diária, à oração e à perseverança. Vestir-se do escapulário é vestir-se da confiança filial que nos impele a viver segundo o Evangelho.

Nossa Senhora do Carmo nos ensina a contemplação ativa: juntar a oração ao serviço, o recolhimento à caridade, o silêncio à palavra que consola. Ela não é um fim em si mesma, mas a estrada segura que nos leva ao Filho. No Carmelo aprendi que todo gesto mariano deve desembocar no mistério pascal de Cristo - e foi essa verdade que quis levar comigo ao me tornar padre diocesano.

Convido vocês a entregar a vida a Maria: confiar-lhe as angústias, entregar aos cuidados da Mãe, sua casa. Colocar no peito o escapulário como lembrete de uma filial pertença. Quem se entrega verdadeiramente a Maria jamais caminha sozinho.

Que a Mãe do Carmelo, a Virgem que acompanha os passos dos seus filhos, interceda por nós e nos conduza sempre mais perto do seu Filho Jesus.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 11/07/2026. Opinião. p.22.


sábado, 22 de agosto de 2026

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Agosto/2026

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de julho/2026, que será realizada HOJE (22/08/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas 

domingo, 2 de agosto de 2026

O desafio de ter o coração semelhante ao de Cristo

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Junho ocupa um lugar especial na espiritualidade católica. Tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, este mês convida os cristãos a contemplarem a essência do Evangelho: o amor de Deus revelado em Cristo.

A imagem do Coração de Jesus tornou-se, ao longo da história, um dos símbolos mais profundos da misericórdia divina. É o coração que acolhe os que sofrem, que perdoa os pecadores, que consola os aflitos e que permanece aberto mesmo diante da rejeição. Contemplar o Coração de Jesus é contemplar um amor que não desiste da humanidade.

Talvez uma das maiores necessidades do nosso tempo seja justamente reaprender a viver a partir das premissas do coração de Jesus. Estamos conectados por inúmeras tecnologias, mas muito distantes uns dos outros. Temos acesso a informações em abundância, mas nem sempre cultivamos a escuta, a compreensão e a capacidade de ocupar o lugar do outro.

O coração do homem contemporâneo é constantemente inquieto, cansado e endurecido. Há pressa para julgar, mas pouca disposição para acolher. Há facilidade para apontar falhas, mas dificuldade para praticar a misericórdia. Em uma sociedade marcada por divisões e intolerâncias, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus nos recorda que a verdadeira transformação começa dentro de nós.

Quando olhamos para Jesus nos Evangelhos, encontramos alguém profundamente sensível à dor do próximo. Ele acolhe os excluídos, aproxima-se dos marginalizados e oferece esperança aos que perderam o sentido da vida. Seu coração é movido pela compaixão, pela humildade e pelo amor.

Por isso, celebrar o mês do Sagrado Coração é também uma oportunidade de examinar a própria vida. O que temos cultivado em nosso coração? Somos instrumentos de reconciliação ou de conflito? Nossas palavras aproximam ou afastam as pessoas?

O mundo necessita de homens e mulheres que tenham um coração semelhante ao de Cristo: capaz de acolher, perdoar, servir e amar gratuitamente. A paz que tanto buscamos para a sociedade nasce, antes de tudo, da conversão do coração humano.

Que junho seja um convite para nos deixarmos transformar por esse amor. E que, ao contemplarmos o Coração de Jesus, aprendamos a viver com mais ternura, tolerância e misericórdia.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 27/06/2026. Opinião. p.24.


sábado, 25 de julho de 2026

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2026

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de julho/2026, que será realizada HOJE (25/07/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

domingo, 19 de julho de 2026

O coração que procura, cura e se dá

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O mês de junho ocupa um lugar singular na espiritualidade católica. Além de celebrarmos os santos juninos é o tempo em que a Igreja volta seu olhar, de modo especial, para o Sagrado Coração de Jesus, fonte inesgotável de amor, misericórdia e entrega total. Ao mesmo tempo, celebramos Corpus Christi, solenidade que nos convida a contemplar o mistério da Eucaristia: Cristo que permanece conosco, fazendo-Se pão partido para a vida do mundo.

Essas duas devoções, embora distintas em forma, estão profundamente unidas em conteúdo. Ambas nos conduzem ao mesmo centro: o amor de Jesus que Se doa sem reservas.

Desde a infância, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus não foi apenas um ensinamento, mas um ambiente em que cresci. Lembro-me nitidamente de minha mãe usando, com simplicidade e fé, a fita do Apostolado da Oração, e de como a Comunhão Eucarística da primeira sexta-feira do mês era parte sagrada da rotina familiar. Antes mesmo de compreender plenamente a teologia dessa devoção, eu já aprendia, pelo exemplo, que o Coração de Jesus é escola de amor, fidelidade e entrega.

Celebrar o Sagrado Coração é deixar-se envolver por um Deus que não permanece distante, mas que se compromete profundamente com a humanidade, um Deus que ama com um coração que pulsa de compaixão, que sofre com a indiferença humana, mas que nunca deixa de amar. Ao contemplarmos esse Coração, somos convidados a reconhecer que Deus não é distante nem indiferente: Ele tem um coração e esse coração nos ama pessoalmente e individualmente.

Na profecia de Ezequiel 34,11-16, Deus se revela como um pastor que não terceiriza o cuidado de seu rebanho. Ele mesmo sai em busca das ovelhas perdidas, recolhe as dispersas, cura as feridas e fortalece as fracas. Esse texto não fala apenas de proteção, mas de proximidade ativa. O coração de Deus é inquieto diante da dor de seus filhos.

Essa imagem do Pastor reflete claramente o Coração de Jesus: um coração que vê, que se move e que age. Não é um amor genérico, mas pessoal. Cada ovelha é conhecida, cada ferida é tocada. No Sagrado Coração, encontramos um Deus que não desiste de procurar, mesmo quando nos afastamos.

Essa Palavra me tocou muito fundo. Ao meditá-la, imagino Jesus dizendo, com a ternura do Bom Pastor: "Eu encontrei e resgatei a minha ovelha que usava drogas. Eu busquei a minha ovelha que pensava em suicídio. Eu encontrei a minha ovelha machucada. A minha ovelha que abandonou a Igreja, eu busquei. A minha ovelha que não se rendeu aos meus ensinamentos, eu busquei. Aquela pessoa que ninguém quis amar, eu busquei. Eu encontrei a minha ovelha."

Assim é o Coração de Jesus: um coração que não se cansa, que atravessa a noite, que vai ao encontro do perdido, do ferido, do rejeitado. Um coração que não desiste de amar.

No Evangelho de João 19,34, ao pé da cruz, o soldado abre com a lança o lado de Jesus, e de seu interior brotam sangue e água. A Igreja sempre reconheceu nesse gesto mais que um fato histórico: é a revelação suprema do amor. O Coração de Jesus é aberto, não por acaso, mas como sinal de que nada é retido, tudo é entregue.

A água recorda o Batismo; o sangue, a Eucaristia. Do Coração transpassado nascem os sacramentos que sustentam a vida cristã. Olhar para esse Coração ferido é compreender que o amor de Deus não é teórico, é concreto, passou pela dor, pela rejeição e pela cruz.

Como expressa belamente Santo Agostinho: "Vosso Coração, Jesus, foi ferido para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível do vosso grande amor."

A lança abriu o lado de Cristo, mas foi o amor que já havia aberto seu Coração muito antes.

A prática da Comunhão reparadora nas primeiras sextas-feiras do mês não é um ritual vazio, mas uma resposta de amor ao amor. Reparar não significa assumir culpas alheias, mas oferecer presença, fidelidade e consolo ao Coração tantas vezes ferido pela indiferença, pelo pecado e pelo esquecimento.

Em um mundo marcado pela pressa, pela superficialidade e pela dureza das relações, o Sagrado Coração de Jesus permanece como um convite sempre atual: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração."

Ele continua procurando ovelhas feridas, oferecendo repouso às cansadas e esperança às que se sentem esquecidas. Celebrar junho como mês do Sagrado Coração é mais do que manter uma tradição; é renovar uma escolha.

Escolher viver a partir do amor que se doa, do cuidado que se compromete, da fé que se traduz em gestos concretos.

Que o Sagrado Coração de Jesus continue sendo nossa morada, nossa escola e nossa esperança.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 13/06/2026. Opinião. p.24.


sexta-feira, 3 de julho de 2026

SANCTA DEI TRINITAS

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Trindade é um mistério em si mesmo, um mistério estrito, que a razão não alcança e se curva ante a revelação de Deus, nos escreve Santo Tomás.

Pela fé mergulhamos no mistério, mas, pela razão, jamais o compreenderemos, pois, transcende os limites de nossa contingência.

Deus é amor, diz-nos o Evangelista São João (1Jo 4,16).

O amor é uma relação de saída ao encontro de um amado. E só se concretiza se o amado se fizer amante. E entre os dois, há de nascer o fogo, que impulsiona e consolida o amor. Uma pessoa isolada não dispõe de elementos essenciais para curtir o amor. Assim, Deus, que é amor absoluto, não se fecha num egoísmo narcísico, mas faz-se comunhão intrínseca com o Filho, no fogo amoroso do Espírito Santo.

Não precisou criar o homem para viver o amor, ao contrário, derramou na sua criatura a chama de Seu amor e, no Seu exemplo modelar, transparece a afirmação de Jesus: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’ (Mt 9,13; 12,7), priorizando a atitude do coração, o amor ao próximo e o perdão, que do amor é irmão.

O Espírito pairava sobre as águas: "A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas." (Gn 1,2).

O Pai manifesta-se a Moisés: Deus respondeu a Moisés: “Eu sou aquele que sou”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) ‘Eu sou’ envia-me junto de vós” (Ex 3,14).

O Filho: ‘Respondeu-lhe (à Maria) o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso, aquele que nascer de ti será chamado Filho de Deus.’” (Lc 1,35).

E, no batismo de Jesus, Marcos registra a plena revelação da Trindade: ‘No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência.”’ (Mc 1,10-11).

A Trindade é concebida pela Patrística, com São Gregório de Nazianzo e desenvolvida por São João Damasceno, com o termo grego περιχώρησις  e em latim circumincessioPericorese’, ou seja, como uma mútua interpenetração e coabitação do Pai, Filho e Espírito Santo. Têm a mesma οὐσία (ousia - essência), habitam um no outro e são um na intimidade de sua amizade. O conceito teológico de Pericorese é ilustrado como uma "dança" eterna de amor, movimento e doação mútua entre as três pessoas.

Este termo já foi utilizado, antes, pelos gregos, como Anaximandro por volta de 450 a.C. e também Platão expõe-no como relação entre alma e corpo. Encontra-se ainda nos textos de Pseudo-Cirilo, todavia, associado à Cristologia.

Em cada uma das três Pessoa da Trindade habitam as outras Pessoas, mutuamente, em perfeita e íntima unidade e comunhão κοινωνία (koinonia), sem perder suas individualidades, nem se fundirem. Não há divisão da divindade. Elas compartilham os mesmos tributos: onisciência, onipotência, eternidade.

Embora todas ajam em conjunto, atribui-se ao Pai a Criação; ao Filho, a Redenção e ao Espírito Santo, a Santificação.

Santo Agostinho comenta:  A Trindade é a estrutura própria do amor absoluto (De Trinitate).

A Koinonia divina inspira a koinonia humana na partilha, no acolhimento e amor mútuos.

Portanto, ser cristão, à luz da Trindade, é ser um ser-em-constante-relação (GRESHAKE, 2001).

A comunhão trinitária é o antídoto cristão contra o individualismo.

Fontes: https://www1.unicap.br/ojs/index.php/theo/article/view/826

https://www.youtube.com/watch?v=E2s61E34elY

https://www.youtube.com/watch?v=uAczIwjoHXE

Uma boa segunda-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 1/06/26.


sábado, 27 de junho de 2026

A ascensão de Jesus e a missão de comunicar a boa nova

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O mês de maio ocupa um lugar especial na vida da Igreja e na devoção popular. Tradicionalmente, é reconhecido como o mês de Maria, tempo em que os fiéis intensificam sua oração mariana, especialmente através do Rosário, e rendem homenagens à Mãe de Deus, modelo de fé e entrega. Ao mesmo tempo, maio é também o mês das mães, ocasião em que celebramos aquelas que, à semelhança de Maria, acolhem a vida, cuidam e se doam com amor silencioso e perseverante.

Mas, neste ano, maio também é marcado pela celebração da Ascensão do Senhor.

"Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado ao céu. Eles, então, o adoraram e voltaram para Jerusalém com grande alegria" (Lc 24,51-52).

A Ascensão de Jesus não é uma despedida, mas a plenitude da sua missão. Ele sobe ao Pai levando consigo nossa humanidade, abrindo para nós o caminho da vida eterna. Ao mesmo tempo, confia aos discípulos (a todos nós), a missão de anunciar o Evangelho "até os confins da terra" (At 1,8).

A cena é marcante: os discípulos olham para o céu, mas logo são chamados a olhar para a terra, para o mundo real, onde devem testemunhar a Boa Nova. A Ascensão nos recorda que comunicar a fé é parte essencial da missão da Igreja.

Não por acaso, a Igreja em sua sabedoria guiada pelo Espírito Santo, escolheu o domingo da Ascensão para celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo Concílio Vaticano II. A lógica é clara: assim como os discípulos foram enviados a anunciar, também nós somos chamados a usar os meios de comunicação para irradiar Cristo vivo.

"Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15).

A comunicação é ponte entre pessoas, culturas e gerações. É missão, é serviço, é testemunho.

No mundo atual, marcado por redes sociais, inteligência artificial e algoritmos, a Igreja insiste que comunicar não é apenas transmitir dados, mas preservar a dignidade humana, por isso o Tema escolhido para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: "Preservar vozes e rostos humanos".

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes. O mundo digital nos oferece ferramentas incríveis, mas também nos apresenta um risco silencioso: o de perdermos o que nos torna únicos. Como nos adverte o papa Leão XIV, em meio a tantas vozes sintéticas e rostos gerados por máquinas, a Igreja é chamada a ser a guardiã do encontro real.

Jesus, ao subir aos céus, confiou a missão a pessoas de carne e osso. Ele não enviou conceitos abstratos, Ele enviou vozes que tremiam de emoção, que tinham sentimentos e rostos que manifestavam a alegria do Ressuscitado. A Ascensão nos ensina que a comunicação cristã nunca será apenas técnica; ela é, acima de tudo, a transmissão de uma vida por meio de uma presença humana.

O rosto e a voz são sinais únicos da identidade de cada pessoa. Preservá-los significa não reduzir o ser humano a dados ou figuras sem alma.

Preservar vozes e rostos humanos significa lutar para que a tecnologia nunca substitua o calor do abraço, a verdade do olhar e a singularidade da alma de cada filho de Deus.

Preservar a Voz: Que a nossa comunicação não seja o eco frio de mensagens prontas, mas a voz que consola, que denuncia a injustiça e que anuncia a misericórdia com a ternura que só o coração humano possui.

Preservar o Rosto: Que nas nossas redes sociais e nas nossas pastorais, o rosto do irmão sofredor, do idoso e do jovem não seja ocultado por filtros ou indiferença. Devemos ver Cristo no rosto de cada pessoa que encontramos.

Jesus, o Verbo feito carne (Jo 1,14), comunicou o amor de Deus com sua voz e seu rosto humano. Ele olhou nos olhos, chamou pelo nome, tocou os corações, façamos o mesmo.

A todas as mães, meu fraterno abraço. Deus as abençoe!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 16/05/2026. Opinião. p.22.


CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Junho/2026

 

 A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de junho/2026, que será realizada HOJE (27/06/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

sábado, 23 de maio de 2026

Tradição Cristã ou Tradicionalismo Católico?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Em se tratando da Igreja Católica, assiste-se a uma avassaladora onda de liberalismo progressista, e, diante desses ‘neologismos pragmáticos’, é necessário um ponto de reflexão para não sairmos da estrada, definida por Jesus.

Trago aqui minha singela opinião, sem pretensões de maiores aprofundamentos, tampouco de convencer ninguém.

A tradição é a transmissão de valores, princípios e costumes de geração em geração, de tal maneira a manter a identidade cultural e a essência dos valores e princípios de um povo, de uma nação, de uma instituição. O tradicionalismo, por sua vez, está mais atento ao como, valoriza mais o rito do que a essência.

A Igreja Católica tem como suporte a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

O Cristianismo não existiria sem a historicidade dos Apóstolos e de Jesus Cristo, cujo ensinamento foi preservado e transmitido pelos Apóstolos, a partir da Igreja primitiva, sem a qual a Bíblia seria apenas um livro sem contexto.

Há registros, tanto na cultura grega, quanto na cultura romana, de baluartes que nos legaram a Bíblia. Assim, temos Clemente de Roma e Policarpo de Esmirna, no século I, Irineu de Lião, no século II, Agostinho de Hipona, no século V, Tomás de Aquino, no século XIII e os gregos Orígenes, Atanásio de Alexandria, entre tantos outros. Romper, portanto, com a Sagrada Tradição, é desvincular-se da história, rompendo com os próprios Apóstolos e, enfim, com a Palavra que é o Cristo Jesus.

A liturgia, com seus gestos, atitudes, músicas e símbolos propicia um ambiente de espiritualidade e de adoração, não deve ser adaptada à vaidade e transitoriedade do mundo, aliás o fermento é a Palavra e jamais o mundo.

Dando um olhar pragmático, é possível perceber-se que a atitude de adoração à Eucaristia parece ter-se encolhido, o Santíssimo circula pelo meio das pessoas como algo vulgar, não há sinalização de que Jesus está passando; a atitude de alguns sacerdotes e alguns ministros, diante da Eucaristia, não chega a ser nem mesmo uma vênia e a distribuição da Santíssima Eucaristia é mais semelhante a uma feira do que ao Santíssimo Sacramento, o Filho de Deus encarnado, presente no pão eucarístico.

Como católico, há vezes, que eu não me sinto num templo católico, sendo mais convidativo à oração e ao encontro com Deus o interior de minha moradia. Muitos ritmos musicais, nas celebrações, espantam e afastam mais do que despertam o espírito e não convidam à adoração, ‘data venia’, parece-me mais um show de calouros; muitas proclamações da Palavra são péssimas e incompreensíveis leituras sem qualquer preparo, nem compreensão do próprio leitor, constituindo, na minha visão, um desrespeito para com a Palavra.

O objetivo da substituição da língua oficial, o latim, pelo vernáculo, parece-me que vulgarizou, mas não espiritualizou, como se pranteava.

E o Presidente da celebração não é o sacerdote, é o próprio Cristo, tanto que a consagração é feita ‘in persona Christi’. O sacerdote é o intercessor, junto a Jesus Cristo, de quantos participam da liturgia e extensivo a todos.

A Igreja não é estática, nem o sacrifício da cruz e a ressurreição, riqueza museológica. Mas, a sua dinâmica não coincide com a dinâmica do mundo. É o Espírito que a vivifica, e não o mundo. Sempre foi, é e sempre será!!!

O Bispo auxiliar de Hertogenbosch, Robert Mutsaerts, afirmou que o colapso da prática religiosa, na Holanda, deveu-se à tentativa de tornar a Igreja mais atraente, ao modernizar suas práticas e diluir a identidade católica, resultando em esvaziamento, ao invés de renovação. (https://www.instagram.com/p/DWbWzLXDolJ/?img_index=1).

A Palavra nunca envelhece e jamais precisará de alterações, mesmo semânticas: evangelizar implica, sim, contextualização dentro do modal cultural, mas nunca o inverso, nem tampouco alteração e/ou adaptação de quaisquer citações da Palavra. À catequese cabe a explicação compreensível do Texto Sagrado.

Domine, auge fidem meam’!!!

Uma boa sexta-feira, as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 10/04/26.


CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Maio/2026

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de maio/2026, que será realizada HOJE (23/05/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas


segunda-feira, 18 de maio de 2026

A ASCENSÃO DIGNIFICA-NOS

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A celebração da Ascensão do Senhor culmina o processo do resgate amoroso de Deus de suas criaturas e, em especial, de quem Ele fez com Suas próprias mãos e soprou-lhe Sua imagem e semelhança.

O Filho nasceu no seio de uma família, deu-Se a todos sem acepção de pessoas e sem opções privilegiadas, acolheu a fé dos que nEle creram, foi morto no patíbulo da cruz pelas garras do poder usurário, injusto e usurpador e ressuscitou, após três dias. Este, o mistério do amor incondicional de Deus por todos e por cada um de nós.

Temos o presente de Deus: “Filius datus est nobis”. (Um Filho nos foi dado).

Temos a missão do Filho: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccata mundi”. (Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo)

Temos a prova do amor incondicional de Deus: “Ecce lignum crucis in quo pependit salus mundi”. (Eis o lenho da Cruz, do qual dependeu salvação do mundo).

Temos a consagração da garantia plena e total: “Christus ressurrexit, sicut dixit”. (Cristo ressuscitou, como disse).

Após a consumação do Plano de Deus “Consummatum est” (Tudo está realizado), em grego “Τετέλεσται”, o Filho Ressuscitado passa quarenta dias fortalecendo, enriquecendo e complementando o ensinamento divino “Quod Ego facio, tu nescis modo: scies autem postea”. (O que faço não compreendes agora; saberás mais tarde).

Restava agora o coroamento da dignidade humana, ante a infinita amorosidade de Deus: Jesus, o Filho Salvador, ascende aos céus e, com Sua humanidade, assenta-se à direita do Pai. Jesus, não só nos leva aos céus, Ele nos eleva a dignidade perdida; na Sua Ascensão, Ele nos incendeia’ o coração e acende e faz arder a fé: “Eius Ascensio restituit dignitatis nostrae plenitudinem”. (Sua Ascensão restituiu nossa plena dignidade).

Ao ascender aos céus, Jesus faz-nos uma ‘intimação’ tão precisa, tão transparente e tão rigorosa, quanto amigável:

Homens da Galileia, por que ficais parados, olhando para o céu?  Ele virá do mesmo modo que O vistes subir para o céu.” (cfe. At 1,11).

Recebereis o poder do Espírito Santo para serdes Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria e até os confins da terra.” (At 1, 8).

Toda autoridade Me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos Meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei e estarei convosco até o fim do mundo.” (cfe. Mt 28, 19).

Para todos nós, cristãos, eis duas mensagens: não ficar parado, mas crescer na fé, na caridade, no amor, pois o céu não se conquista com olhares, senão com o testemunho vívido do Evangelho; a segunda é a certeza da Parusia, aliás, o lençol dobrado no túmulo já o anunciara.

Para a Igreja, Jesus define, claramente, sem rodeios nem ambiguidades, a sua missão.

Dominus vobiscum, (O Senhor esteja convosco) diz o sacerdote e o povo responde Et cum spiritu tuo (E com teu espírito). A mutualidade partilhada da oração irmana sacerdote e fiéis.

Um bom domingo, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 17/05/26.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Padre Tomé morre aos 87 anos por pneumonia, em Fortaleza

Nascido na Irlanda de batismo Thomas Francis Reynolds, o missionário redentorista faleceu nesse domingo, 10, deixando legado católico em Fortaleza

Thomas Francis Reynolds, popularmente conhecido como padre Tomé, morreu aos 87 anos, em Fortaleza, nesse domingo, 10. A informação foi confirmada pela Arquidiocese da Capital.

Ele estava enfrentando um quadro de pneumonia.

Notório como exemplo católico para o Ceará, o sacerdote foi diretor do antigo Colégio Redentorista, aproximadamente entre 1988 e 1998.

Ainda presidia missas na Paróquia de São Raimundo, no bairro Rodolfo Teófilo, e atendia às confissões nas quartas-feiras. Ajudava também nas unidades de São Raimundo Nonato, da Glória e da Cidade 2000.

Em nota de pesar, a circunscrição da Igreja Católica lamentou o óbito. O missionário redentorista faleceu por volta das 21h30min no Hospital da Unimed.

O provincial da Província Redentorista de Brasília, padre João Paulo de Souza (CSsR), o definiu como: "Missionário dedicado ao anúncio do Evangelho e ao serviço do povo de Deus, Pe. Tomé, vindo da Irlanda, marcou a vida de muitas pessoas por seu testemunho de fé, simplicidade, silêncio e entrega missionária".

Diante do momento, Arquidiocese pediu união solidária aos familiares, amigos e aos missionários redentoristas, em prece para que o religioso seja acolhido por Deus em misericórdia.

Fonte: O Povo, de 12/05/2026. Online.

Nota do Blog: O corpo do Pe. Tomé está sendo velado na Igreja dos Redentoristas. A missa de corpo presente aconteceu às 7h de hoje, 12/05/2026, seguida de sepultamento às 9h, no Parque da Paz.


quinta-feira, 30 de abril de 2026

Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

sábado, 25 de abril de 2026

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Abril/2026

 

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de abril/2026, que será realizada HOJE (25/04/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas


 

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