segunda-feira, 18 de julho de 2016

DICAS PARA FAZER SEU 1º CURRÍCULO


Não tem experiência de trabalho? Veja dicas para fazer seu 1º currículo

Do UOL, em São Paulo
A busca por trabalho quase sempre começa pela elaboração do currículo. A situação, porém, pode ser mais difícil para quem procura o primeiro emprego e vive um dilema: empresas querem candidatos com experiência, mas, para ter experiência, é preciso que alguém os contrate.
Especialistas consultados pelo UOL dizem que há maneiras de contornar o espaço em branco no campo "experiência" do currículo, valorizando sua formação educacional e citando bicos, por exemplo. Confira o passo a passo.
Dados Pessoais: atenção aos contatos
O campo de dados pessoais deve conter apenas nome completo, data de nascimento, estado civil e contatos (telefone e e-mail).
O contato é muito importante e, nesse caso, quanto mais, melhor, segundo Luciana Koyama, coordenadora do Espro, empresa de ensino profissionalizante para jovens. Ela sugere colocar, além de telefone fixo e celular pessoal, pelo menos dois telefones de pessoas próximas que possam receber recados, como familiares. Isso pode ajudar no caso de o recrutador não conseguir falar diretamente com o candidato.
É preciso escrever o nome dessas pessoas no currículo, para o recrutador saber com quem irá falar, além de avisá-las de que estão sendo indicadas para receber possíveis recados em seu nome.
Ainda sobre os dados pessoais, a recomendação é colocar a data de nascimento em vez da idade, porque o recrutador pode ficar com seu currículo por um tempo, chamando para oportunidades futuras. Assim, o currículo continua atualizado.
Objetivo: seja direto e claro
Escreva um parágrafo curto e direto, mostrando áreas em que deseja atuar e seu objetivo profissional. O cuidado nessa parte é não ser muito específico, perdendo possíveis oportunidades, nem muito amplo ou variado, mostrando falta de foco na carreira.
Formação: valorize cursos e habilidades
Sem experiência profissional, o jovem deve ter atenção especial ao campo de formação, onde descreve seu nível acadêmico e cursos que fez. Nesse caso, vale colocar tudo, como cursos de idiomas e informática, profissionalizantes e especializações. É possível também descrever habilidades que aprendeu. 
"Todo mundo coloca que tem conhecimento de pacote Office. Descreva experiências. Exemplo: 'realização de apresentação em Power Point apresentando projeto de marketing de empresa fantasia', por exemplo", afirma Eduardo Bahi, consultor de carreira da Thomas Case & Associados, empresa de recrutamento.
Trabalho de conclusão de curso (TCC) e trabalhos que desenvolveu na faculdade ou em outros cursos também podem ser destacados, como forma de demonstrar habilidades aprendidas. "É muito válido. Um TCC, dependendo de como é feito, dá uma baita visão sobre determinado assunto", diz Patrícia Sampaio, especialista em RH do site Vagas.com.
Experiência: bicos também contam
Estar em busca do primeiro emprego não significa, necessariamente, que não teve experiências profissionais válidas para colocar no currículo.
"Pode falar de experiências informais, como bicos, ou até ajuda em empresas de parentes. Trabalhos que fez sem carteira assinada, coisas que, em um currículo de alguém mais experiente, não seria aconselhável colocar", afirma Ricardo Karpat, especialista em recursos humanos e marketing.
Experiência em empresa júnior da faculdade também pode ser citada, assim como trabalhos voluntários que praticou (ou buscar trabalhos voluntários, caso não tenha feito, como forma de ganhar experiência).
Para quem teve oportunidade de fazer um intercâmbio ou morou fora do país, é importante descrever o que fez e viveu, citando habilidades que desenvolveu ou experiências que teve e possam ser relevantes profissionalmente.
Nunca minta ou enrole
O medo de entregar um currículo muito vazio pode levar à tentação de enrolar ou, pior, mentir, o que pode ser facilmente identificado pelo recrutador.
Escrever informações irrelevantes ou não ser objetivo nas descrições também é ruim, porque o selecionador não gasta muito tempo analisando cada currículo e precisa identificar o que é importante rapidamente.
Outro problema comum são os erros de português, que devem ser eliminados.
Fonte: UOL Notícias, de 22/09/2015.
 
 
 
 

 

domingo, 17 de julho de 2016

Causos da Coluna AOS VIVOS: 2016-3


Por jornalista Tarcísio Matos
Grande consolo!
Jonaquim era parido pelo filho. Por isso, Jonaquim Jr. fazia o pai de besta. Tão besta que comprou uma moto pro jovem ainda menor de idade. Pior: um motoqueiro irresponsável - pilotava com o capacete metido no braço, até o cotovelo. A cabeça de Juninho nunca viu o vital equipamento de proteção.
Quantas vezes a mãe aconselhou, insistiu no uso devido da peça protetora! Mas nada de o filhote maluvido atender-lhe os apelos e profecias. Jonaquim, aliás, achava bacana a maneira desabusada e insolente de o rebento dirigir.
Até que um dia a desgraça: Juninho cai do veículo, bate o quengo numa pedra e babau. A mãe chorosa, ao pé do caixão, lamenta o menino perdido de bobeira. E reclama do marido o equívoco consentido:
- Se tivesse com o capacete na cabeça, e não no braço, Junim não estaria morto!
Todo lágrimas, sem dar o braço a torcer, Jonaquim arremessa consolo esfarrapado:
- Morreu, mas não quebrou o braço!!!
Fonte: O POVO, de 23/01/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos.

Causos da Coluna AOS VIVOS: 2016-2


Por jornalista Tarcísio Matos
Vítima do aviso prévio
Quando não era isso, era aquilo. O palrador João Arcanjo, outra vez no bar da Eloísa, elegeu “aviso prévio” como tema do momento. Achava bonito dizê-lo - por dizer. Tudo pra ele tinha aviso prévio no meio.
- O Ceará tá de aviso prévio, tão cedo não sobe pra série A do Brasileiro.
Relativamente à seca que castiga o Estado, era mais preciso: “O aviso prévio na terra de Rachel (de Queiroz) só ‘findiliza’ quando chover”. Falando de Neymar, diz até data em que o aviso prévio do craque vai acabar:
- Quando Messi e Cristiano Ronaldo se aposentarem.
João Arcanjo também notabilizado por concluir que tudo e todos são apenas “vítimas do sistema”. Jotinha levou chifre? “É só mais uma vítima do sistema”. No escândalo da Petrobras, conforme se sabe da Operação Lava Jato, que tem levado à prisão uma ruma de gente boa...
- O carcereiro da PF em Curitiba é só mais uma vítima do sistema.
PS: Conhecedor das potocas de Arcanjo, eis o veredicto do pinguço Zé Rosa acerca do metido a entendido: “Esse João tem muito é verme e chifre... e eu provo!!!”
Fonte: O POVO, de 23/01/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos.

Causos da Coluna AOS VIVOS: 2016-1


Por jornalista Tarcísio Matos
O pauperismo da classe média
Alinhado que só fí de pedra em vistoso paletó azul-marinho - que mais tarde soubemos emprestado, falava qual DaMatta sobre as mazelas do Brasil. Pensei fosse, entre os mais respeitados, o antropólogo top dos tops quando asseverou:
- Daí o pauperismo da classe média brasileira!
Bar da Eloísa lotado e já o falastrão, de nome João Arcanjo, à moda Florestan, gloriava-se de “informações exclusivas”. E eu ali, jurando escutar expedito sociólogo. Fundamentos das crises do país vão, justificativas para problemas que obstaculizam a ação política nacional vêm, e o sujeito reitera:
- É o que motiva o pauperismo da classe média brasileira!
Em meio a análises diversas doutros circunstantes metidos a Oliveira (Francisco), o colega sabido alude Werneck, ao destacar a tese do copo pela metade (“dependendo do ângulo por que se olhe, pode estar meio vazio ou meio cheio”):
- Nada mais é isto que o pauperismo da classe média brasileira!!!
Parceiro de mesa, o pinguço Zé Rosa, invocado com o converseiro intelectualizado do bebinho alinhado, pergunta que diabo é esse tal “pauperismo da classe média brasileira”. Pego de chofre, João desembucha:
- Na minha mente, é a classe média brasileira que cagou o pau ao votar nesse povo.
Fonte: O POVO, de 23/01/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos.

sábado, 16 de julho de 2016

FOLCLORE POLÍTICO XII


Lei da gravidade
A Lei da Gravidade, de vez em quando, dá dor de cabeça aos mineiros. E a lei da gravidez, essa, nem se fala. Na Câmara Municipal de Caeté, terra da família Pinheiro, de onde saíram dois governadores, discutia-se o abastecimento de água para a cidade. O engenheiro enviado pelo governador Israel Pinheiro deu as explicações técnicas aos vereadores, buscando justificar a dificuldade da captação: a água lá embaixo e a cidade, lá em cima. Seria necessário um bombeamento que custaria milhões e, sinceramente, achava o problema de difícil solução no curto prazo, conforme desejavam:
- Mas, doutor - pergunta o líder do prefeito - qual é o problema mesmo?
- O problema mesmo - responde o engenheiro - está ligado à Lei da Gravidade.
- Isso não é problema - diz o líder - nós vamos ao doutor Israel e ele, com uma penada só, revoga essa danada de lei que, no mínimo, deve ter sido votada pela oposição, visando perseguir o PSD.
O líder da oposição, em aparte, contesta o líder do prefeito e informa à edilidade, em tom de deboche, que "o governador Israel nada pode fazer, visto ser a Lei da Gravidade de âmbito Federal". E está encerrada a sessão.
(Historinha contada por José Flávio Abelha, em seu livro A Mineirice).
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

FOLCLORE POLÍTICO XI


O ciclo Kubitschek
Figura carismática, Juscelino Kubitschek era jovial, alegre. Encarnava o Brasil moderno. Em 1959, o palhaço Carequinha popularizou uma batucada de Miguel Gustavo - Dá um jeito nele, Nonô:
("Meu dinheiro não tem mais valor. / Meu cruzeiro não vale nada. / Já não dá nem pra cocada. / Já não compra mais banana. / Já não bebe mais café. / Já não pode andar de bonde. / Nem chupar picolé. / Afinal, esse cruzeiro é dinheiro ou não é?")
O clima ambiental era de descontração, como demonstra a historieta gráfica da revista Careta:
Juscelino: - Preciso de divisas, ouro, seu Alkmim, para as realizações do meu governo.
O ministro: - Ouro, seu Juscelino?! Eu sou Alkmim, não sou alquimista.
Vestiu a camisa do desenvolvimento, e seu slogan "50 anos em 5" foi um sucesso. Colou. Seu sorriso era a estampa de um país feliz.
(História contada pela historiadora Isabel Lustosa)
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

sexta-feira, 15 de julho de 2016

RESISTÊNCIA, RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO


Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
Tenho 65 anos de vida e 23 anos de Uece, onde, também há 23 anos, exercito o equilíbrio de manter produção acadêmica, em graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão, mesmo atuando na gestão: três anos coordenador do mestrado em Saúde Pública, cinco anos diretor do Centro de Ciências da Saúde, 11 anos pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e quatro anos reitor. Eis a moldura pessoal das minhas afirmações e indagações.
Como resistir e iniciar um segundo mandato como reitor, sobretudo em tempos nos quais a legislação enlouquece o gestor honesto e não impede ou reduza a corrupção; nos quais a imagem detida pelas corporações é do gestor como aquele que exerce a crítica e tensiona a própria corporação; e nos quais a imagem detida pelas populações é a do gestor como burocrata insensível ou concentrador de privilégios?
Como ser discreto, mediando decisões coletivas, em momento de radicalização passional de opiniões? Como ser justo, íntegro, honesto, republicano, democrático, se o teatro da política reverbera oportunismos, abuso de poder, sequestro dos interesses públicos pelos interesses privados? Como usar os próprios corpo e imagem, por não dispor de outros patrimônios, em garantia de integridade, responsabilidade e compromisso, no meio do denuncismo ilimitado e do gozo da vaidade individualista que escorre das mídias sociais e da mídia impressa clássica que se deixa pautar por elas?
Tenho percebido muita gente boa renunciando a cargo público, por cansaço, pudor ou temor. Dou-me conta de uma geração que se encolhe para a vida privada, deixando a lide pública para oportunistas, não por escolha, mas por falta dela, não por gosto, mas por desgosto. Como conservar os princípios de uma ética solidária, emancipadora, nestas condições objetivas? Mas qual olhar para o futuro pode-se ter e qual capacidade pode ser esta capaz de fortalecer a habilidade de construir um novo código de relações e de produzir luz para iluminar os porões?
O tempora, o mores. Faltam Cíceros, sobram Catilinas.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 5/7/16. p.18.
 

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