domingo, 21 de abril de 2019

CRUZ DA MISERICÓRDIA


Por Padre Rafhael Silva Maciel (*)
Exatamente na Sexta-feira da Paixão começamos a novena da Divina Misericórdia, aquela mesma querida por Jesus Cristo e da qual Santa Faustina foi sua portadora. É esse o dia em que a Misericórdia de Deus revelou-se do modo mais extremado, na doação do seu próprio Filho na Cruz, pela salvação dos homens.
Na Cruz a Misericórdia de Deus mostra-se real: nas Chagas de Cristo, na sua dor dilacerante, nos espinhos que traspassaram sua cabeça. Tudo é real, tudo acontece e a misericórdia é oferecida.
O sangue de Jesus não é só derramado do alto da Cruz, mas já era derramado desde sua agonia no Horto das Oliveiras, na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho tortuoso para o Calvário, nas suas quedas, ali já havia muito sangue derramado, seu corpo já estava sendo entregue. Em todo seu caminho para o Calvário, Cristo demonstra que a misericórdia sempre é derramada.
O rosto da Misericórdia, visível em Cristo, mostra como o homem é sujo pelo pecado. Seu rosto massacrado traz à tona as sujeiras da condição humana. É um rosto sofrido, mas é rosto da Verdade.
Por isso, é preciso que nos aproximemos do trono da graça, que é também trono da Misericórdia. Na Cruz, Jesus Cristo reina e deixa claro que seu Reino não é deste nosso mundo.
Nem os ossos nem as vestes do Senhor são dilacerados. Ficam inteiros porque Graça e Misericórdia são dadas por inteiro, são causa da unidade do Corpo de Cristo. Deixemos que aquele mesmo Sangue santo e aquela Água regeneradora derramem-se sobre nós. Banhados em Cristo, seremos novas criaturas, lavados pela misericórdia para espalhar misericórdia.
Nunca esqueçamos que "a Cruz está presente em tudo e chega quando menos se espera. - Mas não esqueças que, ordinariamente, andam emparelhados o começo da Cruz e o começo da eficácia" (S. Josemaria Escrivá, Sulco 256). A Cruz e a Divina Misericórdia lembram-nos de que a história caminha para Deus. Mesmo com a aparente vitória do mal, como testemunhamos todo dia, nas situações de morte presentes no mundo, a Cruz nos convida a crer que a última palavra será sempre de Deus. Por isso, olhemos para a Cruz, olhemos para o Traspassado, olhemos para o Crucificado-Ressuscitado: cabeças erguidas!
(*) Presbítero da Arquidiocese de Fortaleza e Missionário da Misericórdia.
Fonte: O Povo, de 20/4/2019. Opinião. p.16.

sábado, 20 de abril de 2019

OS SÍMBOLOS PASCAIS


Por Dom Sérgio da Rocha (*)
O sentido da Páscoa tem sido manifestado através de diversos símbolos. Alguns deles, como coelhos e ovos de chocolate, acabaram reduzidos a artigos de consumo cada vez mais refinados, tornando-se difícil reconhecer o seu sentido pascal. Muitos se perguntam: O que o coelho tem a ver com o ovo? Ou o que ambos têm a ver com a Páscoa? Embora possam ofuscar o verdadeiro sentido pascal, para entendê-los, é preciso recordar a razão de ser da Páscoa: a ressurreição de Jesus! Jesus ressuscitou! A vida venceu a morte! Páscoa é a festa da vida.
À luz deste significado maior, podemos compreender o sentido que se quer atribuir a ovos e coelhos como símbolos pascais. Os ovos são símbolos da vida que nasce; os coelhos, conhecidos pela fertilidade, também estão associados à vida abundante. Contudo, por mais que se possa atribuir significado pascal a eles, nada se compara aos dois maiores e mais genuínos símbolos pascais: o Cordeiro e o Círio Pascal, que representam o próprio Cristo morto e ressuscitado.
O Círio Pascal é a grande vela acesa na Vigília Pascal, a partir do fogo novo, no qual se encontram gravados: as letras A e Z ou suas correspondentes Alfa e Ômega, no alfabeto grego, lembrando que Cristo é o princípio e o fim de tudo; os algarismos representando o ano em que se celebra a Páscoa: 2.0.1.9. Portanto, a sua atualidade; uma grande cruz, na qual são inseridos cinco cravos, recordando as marcas da Paixão trazidas pelo Ressuscitado. O Cristo glorioso é o mesmo Jesus que doa sua vida na cruz, conforme o célebre episódio do encontro de Tomé com Jesus.
O Cordeiro é um símbolo pascal de origem bíblica, utilizado na celebração da Páscoa judaica. Jesus é o novo cordeiro pascal, cujo sacrifício traz a vida e a salvação; sua morte coincide com o sacrifício dos cordeiros no templo de Jerusalém, segundo a narrativa joanina da Paixão.
Na iconografia cristã, Jesus é representado por um Cordeiro, como nas imagens de São João Batista que apresentou Jesus aos primeiros discípulos como o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Toda essa riqueza dos símbolos pascais quer ajudar-nos a compreender e a viver o verdadeiro sentido da Páscoa, levando-nos a entoar com a voz e a vida o "aleluia" pascal, expressão alegre e solene de louvor, verdadeiro símbolo sonoro da Páscoa da Ressurreição de Jesus.
(*) Cardeal-arcebispo de Brasília.
Fonte: O Povo, de 19/4/2019. Opinião. p.17.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

"É uma pena que muitos tenham reduzido essa festa apenas ao chocolate", escreve o padre Reginaldo Manzotti

Jesus ressuscitou. A história ganha um novo significado. O que aconteceu com Jesus é milhares de vezes mais forte do que qualquer força que possamos descrever, porque o sepulcro era o fim de todos nós, a morte era a rival que no final da história dizia: "eu te venci!". Mas Ele ressuscitou, então a morte que era o fim, vira uma passagem. Esta vida que era tudo, ganha uma outra dimensão com Deus, em Cristo Jesus.
Quem celebra a Semana Santa e se debruça sobre os acontecimentos, sabe que, verdadeiramente Jesus padeceu. É fato que Pôncio Pilatos existiu, é fato que o Cristo foi traído, que o homem de Nazaré, o Mestre da Galileia, terminou de uma forma horrenda e decepcionante para aqueles que pensavam em uma glória imediata. Uma morte numa cruz, escarnecido e desfigurado.
Uma morte desumana, crucificado às 9h e vindo a morrer às 15h. Quem já esteve no leito de morte de uma pessoa, sabe que diante do sofrimento agonizante, minutos se tornam horas e horas se tornam uma eternidade. Acredito no Santo Sudário, mas não há maior evidência, não há prova maior do que aconteceu, senão que o sepulcro estava vazio. Isso foi testemunhado e confirmado pelas mulheres na madrugada da ressurreição, assim como, pelos amados de Jesus.
Não é uma questão científica e histórica, mas os sinais do Ressuscitado falam por si só. Os sinais da presença do Deus vivo transformam a vida. São Paulo diz sobre o Cristo Ressuscitado: "Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). Não tem expressão melhor que essa. A certeza do Ressuscitado sentimos em nossa carne, em nossa vida, nosso pensar, nosso agir, nosso querer, nosso buscar. Vale a pena acreditar e ter esperança.
Uma santa e feliz Páscoa acontecerá na medida em que nos abrirmos à graça do Ressuscitado. E esse processo não é só um dia, a Páscoa não é somente um dia. É uma pena que muitos tenham reduzido essa festa apenas ao chocolate. Somos chamados a celebrar a grande Festa da Páscoa em oito dias, como se fosse um dia só, é a Oitava da Páscoa. Vale lembrar que todos os domingos, quando participamos da celebração eucarística, estamos fazendo memória da Páscoa do Senhor. 
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 13/4/2019. Opinião. p.28.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Entre a Mística e a Realidade…Uma Feliz Páscoa!


Por Erasmo Miessa Ruiz (*)
A páscoa traz lembranças da infância. Lembro-me que ovos de páscoa eram artigos de luxo. Eu tinha tios que eram de classe média. Aproveitava então para disputar o chocolate com meus primos maiores já nem tão seduzidos pela doçura da data.
Não sei bem se foi eu que cresci e os ovos diminuíram de tamanho mas tenho a nítida impressão de que eles eram gigantescos quando eu tinha seis anos. Quanto a data, para mim não tinha nenhum significado religioso. Achava estranha aquela história do homem que havia morrido e depois voltado. Afinal, o que isso tudo tinha a ver com ovos de chocolate?
O tempo foi passando e então descobri os simbolismos da páscoa. A história da libertação dos judeus no Egito do jugo de um faraó tirano, a morte dos filhos primogênitos, a abertura do mar vermelho reeditada em imagem e som pelo filme “Os 10 Mandamentos” de Cecil B de Mille até chegarmos ao cristianismo e o renascimento dos mortos de um Jesus cheio da glória que redimiu os pecados do mundo.
Hoje a sociedade de consumo chegou à conclusão que aos ovos não bastava a doçura do chocolate. Temos em casa pequenos ditadores construídos pela televisão que exigem os ovos associados a brinquedos que, salvo poucas exceções, acabam quebrando nas primeiras horas de uso. O oceano do consumo parece submergir o simbolismo da páscoa, tanto na sua perspectiva metafísica religiosa quanto nos aspectos filosóficos e existenciais que poderiam impactar em nossas vidas.
A mística da páscoa nos fala de dois homens. O primeiro liderou um povo escravo e oprimido. Mesmo com todas as adversidades, com a ajuda de um Deus poderoso, foi capaz de libertar milhares de pessoas que então buscaram uma nova terra para viver, a terra prometida. O outro homem paradoxalmente foi um Deus que se fez carne, que deixou mensagens para que pudéssemos a partir de sua prática vivermos bem uns com os outros e quem sabe até ganhar a recompensa de uma vida que nunca termina. Mas era necessário que ele fosse sacrificado por todas as nossas faltas para, três dias depois, voltar do mundo dos mortos. Para os cristãos, a Páscoa é a potência da vida que supera a morte.
Mario Quintana em uma de suas célebres frases define o milagre: “O milagre não é dar vida ao corpo extinto, ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo…nem mudar água pura em vinho tinto…milagre é acreditarem nisso tudo!”. Para mim a mensagem da páscoa é clara! Se a maioria das pessoas acredita que um mar foi aberto para que milhares fugissem da morte ou que um homem depois de morto foi ressuscitado nos trazendo a promessa que o mesmo pode acontecer conosco, por que não podemos então acreditar na capacidade de tornar essa existência melhor para nós mesmos e a humanidade?
Ou tornando as coisas mais simples, se eu acredito no milagre da pascoa, não posso acreditar em algo mais fácil de ser realizado? Quem sabe aprender violão? Ou então dizer um ”eu te amo” represado a tanto tempo?
Independente de termos crença ou não na mística da páscoa, que esse momento possa nos inspirar a produzir as transformações necessárias às nossas vidas e num mundo onde 3,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico, onde milhões de pessoas são assoladas pela fome e mesmo aqueles que tem acesso facilitado a bens materiais estão em parte excluídos dos bens culturais da humanidade.
Assim, Feliz Páscoa! Que a doçura do chocolate possa nos lembrar da necessidade de existências mais felizes e que os ecos de liberdade e transformação nos lembrem que existe muito para ser feito, tanto de nossas vidas quando da vida de todos os homens.
(*) Psicólogo. Professor da Universidade Estadual do Ceará. Diretor da Editora da Uece.

OLHAR AMOROSO E VIGILANTE SOBRE SI MESMO


Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)
Dizem que no Brasil tudo só começa depois do Carnaval. Para nós, cristãos, o tempo é precioso demais para passar sem ser percebido. "Deixa a vida me levar" não é opção de vida do cristão.
A vida é sempre uma travessia. Travessia para o novo e desconhecido. Somos peregrinos, num caminho povoado de desafios que podem atrofiar a visão e nos colocar à margem do caminho, sozinhos, sem encanto e sem sonhos, ou um caminho repleto de sinais que nos impulsionam para frente e preenchem nosso coração de ousadia.
O tempo da Quaresma é para nós, cristãos, tempo privilegiado para retomar o ritmo da marcha, esvaziar as mochilas do supérfluo, reabastecer-nos do essencial, retomar as metas discernidas e assumidas diante de Deus. Já diziam os mais antigos: tempo é questão de preferência. O que dá sentido ao tempo vivido é a atenção que damos ao nosso mundo interior. A maior parte das pessoas vive como se a vida interior não precisasse de tempo, esquecem que a vida de dentro se revela na de fora. A vida interior precisa de tempo para morar no silêncio. Silêncio é mistério, é lugar de entrega e encontro. O tempo da Quaresma nos convida a cuidar da nossa vida interior.
A oração, a esmola e o jejum são as três atitudes mais características do tempo da Quaresma. A oração é adentrar-nos no nosso próprio interior, porque aí se faz ouvir a voz de Deus. O jejum é um "olhar amoroso e vigilante" sobre e para si mesmo, uma tomada de consciência sincera na direção de uma transformação profunda. Tem a finalidade de nos possibilitar a experiência da falta. Descobrir que, além dos alimentos, é o Senhor da vida que nos nutre. O jejum e a sobriedade favorecem a aproximação espiritual a Deus e aos irmãos que sofrem. Diante de uma sociedade que valoriza o ser humano em função do que consome - "consumo, logo existo" - nosso jejum é o grito que anuncia que o ser humano é valioso em si mesmo, porque assim o é para Deus. A oração e o jejum nos capacitam a compartilhar com os outros a generosidade que Deus desperta. E isto tem um nome: esmola. Quanto mais vivemos em Deus, menos somos nós o centro, menos dependentes das coisas e mais receptivos somos aos outros.
(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia.
Fonte: O Povo, de 9/3/2019. Opinião. p.16.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

TELEMEDICINA, DA CADEIRA AO WHATSAPP


Márcia Alcântara Holanda (*)
Admiro a abordagem que os organizadores do livro: "Você pode me ouvir, doutor? - Cartas para quem escolheu ser médico", de Álvaro Leite e João Macedo, porque de modo abrangente e sensível, fala do problema que é a relação médico-paciente. Hoje desgastada pela rapidez com que se impõe as consultas médicas das instituições pública e planos de saúde.
A Telemedicina atende bem ao que o livro nos ensina, e muito mais. Entretanto, é desconcertante o vozerio que as entidades de classe produzem contra esse meio de comunicação que aproxima mais o médico do paciente.
Constatei isso na minha vivência, e cito o exemplo de uma paciente que mora nas proximidades do açude Arneiroz e que é portadora de asma grave. Há um mês veio daquele local para Fortaleza em forte crise, sofrendo muito durante a viagem, para uma consulta presencial. Aqui, resolveu-se a crise, realizou-se espirometria, confirmou-se o diagnóstico e uma receita lhe foi dada com a instrução de manter contato permanente via WhatsApp, inclusive de exibir vídeos a fim de se ver daqui, como estava a respiração, saturação de oxigênio, até os sintomas desaparecerem. Além disso, passei a conhecer sua família. Verifiquei o uso correto dos medicamentos inalatórios para controle das crises. Até o ambiente de casa pôde ser avaliado e controlado.
Essa experiência tem servido para acompanhar as evoluções de outras doenças, tanto nos que vem do interior, como nos da Capital.
A satisfação desses pacientes é enorme e a relação entre nós favorece a sensação de segurança da minha parte, e da deles, pois já confessaram algumas vezes que se sentem assim. Um amigo cirurgião já colaborou na realização de um complicado ato cirúrgico à distância.
Não há, então, porque não utilizar na Medicina as novas tecnologias de agora e do futuro: consultas à distância, uso da inteligência artificial nos procedimentos invasivos ou não, e no fortalecimento da relação médico-paciente. E mais: é premente que se adote a Telemedicina no currículo dos futuros médicos. 
(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/04/2019. Opinião. p.22.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

UM ÓCULOS


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
John Locke (1632-1704) foi um filósofo inglês, graduado em Oxford, onde lecionou Grego e Retórica. Fora igualmente rábula em Medicina, pois a praticava sem diploma. Qual advogado sem licença. Entre seus livros avulta "Of The Abuse of Words", "Do Abuso das Palavras".
Em Inglês "abuse" significa "abuso", maltrato, além de "uso impróprio" ("misuse")."The Random House Dictionary of the English Language", New York, 1987, 2ª edição registra inclusive como "linguagem insultuosa"!
Locke afirmou: "teríamos muito menos disputas no mundo se as palavras fossem tomadas pelo que são, apenas sinais das nossas ideias, e não pelas coisas nomeadas". Sendo tal assertiva (afirmativa) um pasto próprio dos filósofos, e cuidadores das palavras (semânticos), voltemos à planície do raciocínio civil (popular, modesto).
Há muito vimos focalizando aqui este tema: "Vox barbara" (14/10/2009), e em três outros artigos de 2012: 28/03, 25/04 e 20/06. Sobejam (abundam; existem em demasia), em português, exemplos de seu mal uso ou emprego incorreto. Vulgarmente perfilhados no Brasil, seu trânsito inadvertido conta mesmo com a sanção de uma suposta lexicógrafa (dicionarista) sulista (In revista "Isto É - 25/05/2011" e "O POVO - Para inglês ouvir, 20/05/2012").
Alguns vocábulos são logicamente pares, embora no plural com sentido singular.
Senão vejamos: "óculos" pois são suas lentes, para dois olhos!; "óculo" é apenas uma luneta. Portanto, nunca "o óculos" ou "meu óculos", "hemorróidas" (não existem isoladamente), "suspensórios", "calças"(pois são duas pernas; no singular se fosse para o Saci Pererê!), "algemas"(para ambos os pulsos). Assim também "cãs"(cabelos brancos), "bigodes", "núpcias", "parabéns", "pêsames", "férias" (folga, mas no singular indica pagamento diário), "picles"(legumes marinados, conservados em salmoura ou vinagre).
Assim concluímos, com aguçado apetite. Para um repasto mais substancial, recomendamos os livros de Sacconi (Nova Editora, São Paulo, 1992), e dos cearenses irmãos Araújo, José Olímpio e Manuel Murilo (Editora Premius, Fortaleza, 2018), um trio de truz.
Contudo consolem-se os infratores do idioma, com nosso aplaudido bufão, Chacrinha: quem não se comunica se trumbica!
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 10/01/2019. Opinião, p.20.

 

Free Blog Counter
Poker Blog