Mostrando postagens com marcador Ortografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ortografia. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de junho de 2024

Expressões em latim que todos deveriam saber IV

6. Nota bene (N.b.)

Às vezes você pode encontrar N.b. como uma nota de rodapé, da mesma forma que você faria P.S. Mas como essas duas abreviações diferem em uso e significado? Bastante, ao que parece, ao contrário do pós-escrito, N.b. NÃO é uma reflexão tardia ou uma observação sobre um assunto totalmente não relacionado. Na verdade, é o oposto - a informação escrita após N.b. é muito importante em uma mensagem ou texto, e é exatamente por isso que é mencionada separadamente. Por exemplo, você pode escrever “N.b. Esta substância é altamente inflamável, portanto, mantenha-a longe do sol.” Quanto à etimologia, N. b. significa Nota bene, que pode ser traduzido como “note bem”. Em essência, quando você vê N.b. como nota lateral ou nota de rodapé, significa "preste atenção!"

7. Et alia (et al.)

Em um artigo anterior intitulado 15 frases latinas que usamos até hoje sem perceber, nós falamos sobre et cetera, mais conhecido como etc., que é uma forma de denotar que a lista de coisas mencionadas em uma frase não é exaustiva, como em "Vegetais crucíferos como repolho, brócolis, couve, etc., aumentaram em popularidade recentemente devido às suas propriedades aparentes de combate ao câncer."

Entretanto, há uma expressão em latim que é muito semelhante a et cetera, mas só pode ser usada para listar pessoas. Esta frase é et alia, mas praticamente usamos apenas sua abreviatura - et al.

Et al. sempre se refere a pessoas, e o lugar mais comum em que você verá essa abreviatura é em textos que citam trabalhos acadêmicos, por ex. “A teoria psicodinâmica (Sigmund Freud et al.) afirma que essas defesas são uma forma de nos distanciarmos do reconhecimento de pensamentos, sentimentos e comportamentos desagradáveis ao longo de nossas vidas.” Em vez de escrever “Sigmund Freud e outros”, o autor usou “Sigmund Freud et al.”

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Expressões em latim que todos deveriam saber III

4. Sic

Sic é um termo latino que significa "assim". É usado para indicar que algo escrito incorretamente está sendo deixado intencionalmente como estava no original. Sic geralmente está em itálico e sempre entre colchetes para indicar que não fazia parte do original. Exemplo: "Ele disse que era friolento [sic] mas que estava bem."

5. Ad hoc

Ad hoc significa “para esta finalidade", “para isso” ou "para este efeito". É uma expressão latina, geralmente usada para informar que determinado acontecimento tem caráter temporário e que se destina para aquele fim específico.

Um exame ad hoc, um método ad hoc, um cargo ou uma função ad hoc, são exemplos que definem a criação de algo provisório, que vai atender apenas determinado propósito. Exemplo: Ela foi nomeada secretária ad hoc na reunião do condomínio.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 1 de junho de 2024

Expressões em latim que todos deveriam saber II

2. Id est (abreviado como i.e.)

A maioria das pessoas não está familiarizada com a versão completa de ie, que é id est. O termo pode ser traduzido do latim como "isto é" e geralmente precede uma explicação mais completa do tópico discutido em uma frase, assim como a as expressões “em outras palavras”, “a saber” ou "ou seja".

Aqui está um exemplo: “Apenas uma cidade, i.e., Londres, sediou os Jogos Olímpicos de Verão três vezes.” Um erro comum que as pessoas cometem ao usar i.e. é usá-lo apenas antes de uma lista, como em "Animais de estimação populares, i.e., cães, gatos e pássaros viveram em lares humanos por milhares de anos". Embora você possa usar id est dessa forma, você também pode descrever ou especificar qualquer coisa mencionada anteriormente em uma frase com a ajuda desta abreviatura.

3. Post scriptum (abreviado como P.S.)

Curtir Todos que já receberam um e-mail ou uma carta estão familiarizados com o P.S., ou seja, aquela pequena nota no final que foi escrita como uma reflexão tardia, como em “P.S. Meus melhores votos a Mariana e Pedro, ouvi dizer que eles ficaram noivos recentemente.” Mas você já se perguntou o que as letras P e S significam? É uma abreviação da frase latina Post Scriptum, que pode ser traduzida para o português como "escrito depois". Você ficaria surpreso ao descobrir que o humilde P.S. tem uma longa história na língua portuguesa - os cientistas descobriram isso em cartas que datam de 1550.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


SETE EXPRESSÕES EM LATIM QUE TODOS DEVERIAM SABER I

No mundo contemporâneo, pensamos no latim como a língua dos ditados sábios e da literatura filosófica e da linguagem jurídica, que não é do gosto de todos. Mas asseguramos que saber um pouco de latim também pode ser muito útil para todos os falantes de português, já que nosso belo idioma tem suas raízes no Latim Vulgar. Na verdade, você encontrará um grande número de frases curtas em latim ao assistir TV e ler, ao visitar uma galeria de arte ou museu, ou mesmo em um bilhete deixado na geladeira por um membro da família.

Certamente, saber exatamente o que essas abreviaturas significam e como usá-las corretamente será bastante útil! Continue lendo para aprender tudo sobre 7 dessas frases em latim comumente usadas.

1. Circa (abreviado como c., Ca.)

Em inglês e em português, a palavra circa e suas abreviaturas são uma forma de afirmar que um evento ocorreu ou que um objeto data de um tempo aproximado. Por exemplo, quando o ano específico em que um artista criou uma pintura não pode ser estabelecido, mas o período geral é conhecido, você verá "circa 1560" em vez de apenas "1560" escrito em uma nota ao lado de seu título em um museu ou uma publicação.

Essencialmente, circa é apenas outra maneira de dizer "por volta de", "ao redor". O significado desta palavra é fácil de lembrar, uma vez que você saiba que, assim como “ao redor”, circa vem da palavra latina para descrever algo redondo - circun. Como você deve ter notado, várias outras palavras, como círculo e circunferência, derivam da mesma raiz latina.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 26 de maio de 2024

Expressões em latim que todos deveriam saber IV

6. Nota bene (N.b.)

Às vezes você pode encontrar N.b. como uma nota de rodapé, da mesma forma que você faria P.S. Mas como essas duas abreviações diferem em uso e significado? Bastante, ao que parece, ao contrário do pós-escrito, N.b. NÃO é uma reflexão tardia ou uma observação sobre um assunto totalmente não relacionado. Na verdade, é o oposto - a informação escrita após N.b. é muito importante em uma mensagem ou texto, e é exatamente por isso que é mencionada separadamente. Por exemplo, você pode escrever “N.b. Esta substância é altamente inflamável, portanto, mantenha-a longe do sol.” Quanto à etimologia, N. b. significa Nota bene, que pode ser traduzido como “note bem”. Em essência, quando você vê N.b. como nota lateral ou nota de rodapé, significa "preste atenção!"

7. Et alia (et al.)

Em um artigo anterior intitulado 15 frases latinas que usamos até hoje sem perceber, nós falamos sobre et cetera, mais conhecido como etc., que é uma forma de denotar que a lista de coisas mencionadas em uma frase não é exaustiva, como em "Vegetais crucíferos como repolho, brócolis, couve, etc., aumentaram em popularidade recentemente devido às suas propriedades aparentes de combate ao câncer."

Entretanto, há uma expressão em latim que é muito semelhante a et cetera, mas só pode ser usada para listar pessoas. Esta frase é et alia, mas praticamente usamos apenas sua abreviatura - et al.

Et al. sempre se refere a pessoas, e o lugar mais comum em que você verá essa abreviatura é em textos que citam trabalhos acadêmicos, por ex. “A teoria psicodinâmica (Sigmund Freud et al.) afirma que essas defesas são uma forma de nos distanciarmos do reconhecimento de pensamentos, sentimentos e comportamentos desagradáveis ao longo de nossas vidas.” Em vez de escrever “Sigmund Freud e outros”, o autor usou “Sigmund Freud et al.”

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


terça-feira, 10 de maio de 2022

NÃO É PRECISO FICARES "SORRIDENTA!"

A Senhora D. Pilar del Rio não valeu de nada estar casada tantos anos com José Saramago. No fundo, o que mais irrita, são certos "estrangeiros" virem dar ordens no modo como se fala e escreve PORTUGUÊS. Já não chegavam os próprios degenerados nativos da Língua tentarem impor (aos parvos subservientes) uma nova ortografia, sem pés nem cabeça!...

Que desgraça a nossa!!!

Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão atual:

A jornalista (?) Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra "presidenta". Daí que ela diga, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Ex-Presidenta da Assembleia da República. Ainda esta semana, escutei Helena Roseta dizer: «Presidenta!», reagindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação.

A propósito desta questão, recebi o texto que se segue, o qual reencaminho. Uma belíssima Aula de Português. Foi elaborado para acabar, de uma vez por todas, com todas e quaisquer dúvidas sobre a questão supracitada.

Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto? No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.

Por exemplo: o particípio activo do verbo "atacar" é "atacante", o de "pedir" é "pedinte", o de "cantar" é "cantante", o de "existir" é "existente", o de "mendigar" é "mendicante", etc. Qual é o particípio ativo do verbo "ser"? O particípio ativo do verbo ser é "ente"; aquele que é: o ente; aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos "-ante", "-ente" ou "-inte". Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo.

Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; estudante, e não "estudanta"; adolescente, e não "adolescenta"; paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.

Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, por amor à Língua Portuguesa, repasse esta mensagem.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

sábado, 26 de março de 2022

ORTOGRAFIA ANTIGA

Há três sistemas ortográficos para se escrever os vocábulos do nosso idioma. O sistema fonético que consiste na exata figuração dos sons, escrevendo as palavras como se pronunciam, a exemplo de “esgoto”. O sistema etimológico que representa a escrita das palavras de acordo com a grafia de origem, tal qual “exgotto”. O terceiro sistema ortográfico é o misto, que combina os dois primeiros.

Um saudoso poeta amigo meu, que dominava o étimo das palavras, tratava-as com liberdade, sem perder, contudo, o encanto com o léxico. Gostava de brincar com os vocábulos, deliciava-se com a sonoridade dos fonemas, criava neologismos. Era poeta! Certa vez, contou-me que a filha Ana Luiza, quando criança, perguntara-lhe: “Pai, ‘ambos’ quer dizer dois, não é?!” “Exatamente, minha filha” – respondeu o pai. “Então, três quer dizer ‘trambos’ ” – concluiu a menininha sabida. “Perfeitamente, minha filha!” – e contava essa história se deleitando de felicidade, enquanto caminhávamos na Praça das Flores. A gente logo lhe percebia o bom humor, manifestado pelo seu discretíssimo sorriso.

Pois bem, à guisa de entretenimento, certo dia desafiou-me que produzisse um texto com o emprego de vocábulos escritos consoante o sistema etimológico, que fora abolido com a reforma ortográfica de 1943. Infelizmente, ele não chegou a ler “O esculptor”.

O esculptor

Para o poeta PHS Leão

Haghora vou contar uma história que é mais uma anecdota. Tracta-se de um esculptor de edade avançanda com tosse. Ele garantiu que não sofria de phthisica, que a tosse era da asthma. Andou septe chilometros para chegar à egreja, o logar da obra.

Ele frequentara a eschola da própria egreja até os 10 anos de edade. Tinha dificuldades de aprender os diphthongos. Mas, os monophthongos lhe pareciam fáceis. Gostava das aulas das quintas-feiras porque havia catechismo, onde aprendeu o significado da palavra charidade. Adotou como sancto de devoção o auctor da Suma, Santo Tomás de Aquino. Diz que amadureceu seu character lendo a Suma Teológica e as chartas do sancto.

No adro da egreja ele fez a esculptura do Padre Cícero. Quando chegou no poncto de lhe colocar a bengala na mão, a falta de practica fê-lo romper a chorda que suspendia o pesado cajado. Este tinha o tammanho do pescoço de uma girafa. Tractou de resolver o problema. Coisa egual jamais lhe tinha acontecido. Lamentava consigo mesmo. Mas, considerava-se exempto de culpa.

A bengala ao cair mactou um rato que acabara de sair do exgotto. O idoso com phleugma olhou para o rato sem prancto. Ele tinha schisma com o dicto animal desde menino.

O perseverante auctor de edade avançada inceptou numa schedula um novo projeto para confeccionar a bengala. Comprou uma espathula para preparar o gesso. Tinha consciência que o trabalho lhe estava saindo muito charo.

Antes de reiniciar a confecção da bengala, deu uma mirada nos scirros, e viu uma scentelha. Logo começou a relampejar. Ele se lembrou da recomendação da sciência, e logo procurou se proteger dos raios sob um tecto. Então, entrou na egreja, rezou o psalmo, e deu por concluído o officio.

Fevereiro/2022

Sebastião Diógenes Pinheiro

Da Academia Quixadaense de Letras

Da Academia Cearense de Medicina e da Sobrames/CE


domingo, 20 de fevereiro de 2022

SHOW DA LÍNGUA PORTUGUESA

Um homem muito rico estava mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres”.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida e pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original e puxou à brasa para a sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade e um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação.

Pontue sua vida com o que realmente importa.

Isso faz toda a diferença.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

terça-feira, 18 de junho de 2019

DAS ARMADILHAS DAS PALAVRAS


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Para Carlos Drummond de Andrade seria vã a luta com as palavras. "Vã", sem valor, vazio, oco, inútil, falso; talvez tenham sido estes dois últimos sentidos os preferidos pelo vate (poeta) de Itabira (MG). No meu poema bilíngue ("meus eus". Edições UFC, 1955), reconheço terem lá a sua alma, sendo algumas vezes fiéis, outras traiçoeiras, ardilosas. Facas de dois gumes, que nem os fármacos, ao mesmo tempo remédios e venenos em uma só palavra grega: phármaco. Assim as palavras são piège, trap, falle, como se diz em francês, inglês e alemão, respectivamente.
Alguns scholars (eruditos; humanistas integrais. Pronuncia-se "scólars") referem esta última língua como a mais antiga, pois nela foi escrita a Bíblia original.
Aludem aqueles estudiosos também à transitoriedade dos vocábulos, exceto no hebraico, no latim e no grego. Muitos termos, anglo-saxônicos caducaram nos séculos XVI e XVII, enquanto outros, gregos e latinos atingiram as duas centúrias seguintes.
Como os romanos ocuparam a Inglaterra do ano 55 a.C. ao 6º século, muitos termos seus escaparam para o português. É realmente surpreendente e encantado, mágico, o reino das palavras. São astutas, camaleônicas, miméticas (imitadoras) até.
Para os franceses peixe é poisson, mas é "veneno", com um "s" só, e quase idêntica pronúncia. Na imprensa brasileira as vítimas de incêndio são ditas "feridas", e não "queimadas"; as submersas são "afogadas", e não "aguadas"! Em latim, urinari significa igualmente "mergulhar" (Dicionário Latino - Português. F. Torrinha, Porto, 1942, e Dictionary of Early English (Shipley, J. Littlefield & Co, 1968)). Como "urinar" em Inglês é piss, piscina será para piss in it! Faz sentido!
E, às vezes, mudam de sentido, como em "pedófilo" = amigo de crianças, até sua conotação sexual atual. Na antiguidade, "anedota" era um texto não publicado ainda desconhecido!!
Tais aparentes incongruências (contradições) serão pasto para futuras considerações. E a palavra "perfume"? Sabem os leitores sua origem? 
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 16/04/2019. Opinião, p.18.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

UM ÓCULOS


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
John Locke (1632-1704) foi um filósofo inglês, graduado em Oxford, onde lecionou Grego e Retórica. Fora igualmente rábula em Medicina, pois a praticava sem diploma. Qual advogado sem licença. Entre seus livros avulta "Of The Abuse of Words", "Do Abuso das Palavras".
Em Inglês "abuse" significa "abuso", maltrato, além de "uso impróprio" ("misuse")."The Random House Dictionary of the English Language", New York, 1987, 2ª edição registra inclusive como "linguagem insultuosa"!
Locke afirmou: "teríamos muito menos disputas no mundo se as palavras fossem tomadas pelo que são, apenas sinais das nossas ideias, e não pelas coisas nomeadas". Sendo tal assertiva (afirmativa) um pasto próprio dos filósofos, e cuidadores das palavras (semânticos), voltemos à planície do raciocínio civil (popular, modesto).
Há muito vimos focalizando aqui este tema: "Vox barbara" (14/10/2009), e em três outros artigos de 2012: 28/03, 25/04 e 20/06. Sobejam (abundam; existem em demasia), em português, exemplos de seu mal uso ou emprego incorreto. Vulgarmente perfilhados no Brasil, seu trânsito inadvertido conta mesmo com a sanção de uma suposta lexicógrafa (dicionarista) sulista (In revista "Isto É - 25/05/2011" e "O POVO - Para inglês ouvir, 20/05/2012").
Alguns vocábulos são logicamente pares, embora no plural com sentido singular.
Senão vejamos: "óculos" pois são suas lentes, para dois olhos!; "óculo" é apenas uma luneta. Portanto, nunca "o óculos" ou "meu óculos", "hemorróidas" (não existem isoladamente), "suspensórios", "calças"(pois são duas pernas; no singular se fosse para o Saci Pererê!), "algemas"(para ambos os pulsos). Assim também "cãs"(cabelos brancos), "bigodes", "núpcias", "parabéns", "pêsames", "férias" (folga, mas no singular indica pagamento diário), "picles"(legumes marinados, conservados em salmoura ou vinagre).
Assim concluímos, com aguçado apetite. Para um repasto mais substancial, recomendamos os livros de Sacconi (Nova Editora, São Paulo, 1992), e dos cearenses irmãos Araújo, José Olímpio e Manuel Murilo (Editora Premius, Fortaleza, 2018), um trio de truz.
Contudo consolem-se os infratores do idioma, com nosso aplaudido bufão, Chacrinha: quem não se comunica se trumbica!
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 10/01/2019. Opinião, p.20.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

PREÇOS DE CERVEJA NO CARNAVAL?


Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Fotomontagem sem autoria definida.

domingo, 20 de agosto de 2017

“ESFOLEAR” JORNAIS


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

ESPORTE “VERNACULICIDA”


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

sábado, 10 de junho de 2017

Salão de Beleza Ortográfico


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

sábado, 13 de maio de 2017

LULA X SÍTIO DE ATIBAIA


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

domingo, 2 de abril de 2017

PEIDO DE FRANGO


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto e montagem sem autorias explícitas.

sábado, 1 de abril de 2017

O “CURA” QUASE TUDO


Para marcar a chegada do Dia da Mentira, eis a mensagem de alguém que “cura” quase tudo.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto sem autoria explícita.

MENTIRA SÓ AOS DOMINGOS


Para marcar a chegada do Dia da Mentira, eis a mensagem de alguém que “só mente” aos domingos.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto sem autoria explícita.

segunda-feira, 13 de março de 2017

INTELECTUAIS DO PT INFORMAM: O POVO ‘PERDERAM’

Por Augusto Nunes

O manifesto concebido para livrar Lula da cadeia tortura a verdade e trucida a língua portuguesa

“Por que Lula?”, pergunta a primeira linha do manifesto em que 424 autodenominados intelectuais a serviço do PT imploram ao chefe da seita que oficialize a candidatura à eleição de 2018. Até os bebês de colo e os doidos de hospício sabem a resposta: porque a esperteza talvez ajude a fantasiar de “perseguido político” um prontuário ambulante enriquecido por sítios, apartamentos, palestras secretas, jatinhos, negociatas africanas, filhos que multiplicam dinheiro de origem misteriosa e outros espantos. Só finge não saber disso a fila de signatários do documento, puxada pelo inevitável Leonardo Boff e previsivelmente engrossada por Chico Buarque (assinatura n° 9) e João Pedro Stédile (n° 10).
Por que submeter a verdade a tão selvagens sessões de tortura?, perguntam os brasileiros normais ao fim da leitura do manifesto. Não há uma única e escassa menção ao assalto à Petrobras, ao maior esquema corrupto de todos os tempos, a descobertas da Lava Jato, à herança maldita legada por Lula e Dilma, a quadrilheiros engaiolados, à devastação provocada por 13 anos de roubalheira e incompetência. Aos olhos dos fiéis, a alma viva mais pura do mundo não tem nada a ver com isso. Lula tem tudo a ver apenas com a consolidação da democracia, o extermínio da pobreza, o sistema de saúde próximo da perfeição, o sistema educacional de dar inveja a professor finlandês e a transformação do Brasil numa potência petrolífera respeitada no mundo inteiro, fora o resto.
E por que assassinar o pobre português já no primeiro parágrafo?, perguntam os que tratam com mais brandura a língua oficial do Brasil. Em que medida o massacre do idioma ajudaria a livrar da cadeia um ex-presidente que saiu da História para entrar na bandalheira? Teriam os redatores do palavrório resolvido homenagear o Exterminador do Plural? Ou seria uma demonstração de solidariedade aos inventores da linguística lulopetista, para os quais falar errado está certo? Se não tem nada de mais insultar o português pronunciando frases como “Nós pega os peixe”, os discípulos de Lula estão à vontade para redigir o trecho abaixo reproduzido, com observações em negrito do colunista.
“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse (Errado, o certo é ‘deste’) País, que (Alguém infiltrou uma vírgula bêbada entre ‘País’ e ‘que’) nos faz, através desse (É errado o uso de ‘através desse’: o certo é ‘por meio deste’) documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano (A candidatura deve ser lançada desde já ou no próximo ano?), como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.
Como é que é, companheiros inteleques? Quem “perderam”? O povo? Nesse caso, foram simultaneamente trucidados os fatos e a concordância verbal. O povo brasileiro nunca “perderam”; sempre perdeu, no singular. Mas desta vez não perdeu a dignidade, o orgulho e a autonomia, como fantasia o manifesto. O que perdeu foi a montanha de dólares acumulada pelo PT e seus comparsas. Também perdeu o respeito pelos farsantes no poder havia 13 anos, perdeu a paciência com os poderosos patifes e perdeu o medo de ditar os rumos da nação.
Nenhum país tem mais intelectuais por metro quadrado que o Brasil, constatou Nelson Rodrigues. O problema é que a maioria é incapaz de pensar. Enquanto mantêm guardado na cabeça um romance incomparável, escritores escrevem manifestos de envergonhar o mais bisonho reprovado no Enem. Nessa categoria figura o que sonha com a volta de Lula. A coleta de assinaturas recomeçará na segunda-feira, informou o site do PT. Sobra tempo para que os 424 pensadores façam as correções indispensáveis. Se quiserem copiar as feitas acima, estejam à vontade. De nada.
Também clama por um revisor com mais de cinco neurônios o texto que festeja no site do PT a desembestada ofensiva retórica. Confira:
“Numa iniciativa que responde à escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país, o lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República começa a tomar forma e conteúdo. A partir de segunda-feira (6/3/17), todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome, através de uma plataforma aberta na internet, a um abaixo assinado que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura a Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.”
Esse monumento à ignorância vai ficar sem retoques. Primeiro, porque a cena do crime deve permanecer intocada, como alertam as séries policiais da TV americana. Depois, porque o parágrafo acima, da mesma forma que o manifesto, é uma prova contundente de que ─ ele, de novo ─ Nelson Rodrigues tinha razão: os idiotas estão por toda parte. Por que estariam ausentes de reuniões que terminam com o parto de outro manifesto?

Fonte: veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes. Postado em: 3/03/2017.

sábado, 4 de março de 2017

Anomalia ortográfica


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto sem autoria explícita.
 

Free Blog Counter
Poker Blog