terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Chuvas intensas no Cariri resultam em prejuízos para a população e comerciantes

Por Rita Fabiana Arrais (*)

A quadra chuvosa é um período em que a população caririense se enche de farturas. Os verdes canaviais da Barbalha e a Chapada do Araripe com a colheita dos pequis sinalizam que o inverno chegou.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), nessas duas primeiras semanas de 2025 o maior acumulado de chuvas foi na Região Metropolitana do Cariri, com previsões de níveis pluviométricos acima da média. Momentaneamente, os resultados deixados por volumes tão intensos de água desafiam há décadas a infraestrutura das cidades do eixo (Crato - Juazeiro - Barbalha), pois as recorrentes inundações das ruas comprometem comércios e residências.

A potência econômica da Região Metropolitana do Cariri (RMC) reside no processo contínuo de expansão de crescimento urbano com características específicas de um grande centro econômico: grande soma de investimentos privados, altas taxas de geração de emprego e renda. Entretanto, este cenário não é suficiente para a construção de um projeto de desenvolvimento econômico sustentável regional.

A urbanização caririense passa por uma especulação do valor do espaço. Ao longo dos anos empilharam-se prédios e criaram-se bairros como numa espécie de "terra com asfalto", ocasionando a impermeabilização do solo e promovendo uma urbanização sem planejamento.

Consequentemente, as chuvas intensas alagaram as ruas, casas e comércios em Juazeiro do Norte; os canais que cortam a cidade do Crato transbordaram; as pavimentações das vias e estradas rurais foram arrancadas em Barbalha. Por toda a região os prejuízos são resultados dos alagamentos, e isto está intrinsecamente ligado à ausência de infraestrutura adequada.

É evidente que os problemas não estão apenas na esfera do prejuízo a ser quantificado. Há questões de saúde pública (transmissão de doenças por meio de água de esgoto), a moradia (periferias, assentamentos) e a ação do homem sobre o meio ambiente (queimadas, desmatamento) que necessitam de enfrentamentos pelo poder público e por nós, caririenses.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 17/01/25. Opinião. p.17.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A VOLTA DA DIPLOMACIA DAS CANHONEIRAS?

Por José Nelson Bessa Maia (*)

O mundo chega ao final do primeiro quartel do século XXI numa situação de fragmentação econômica, com uma velha ordem internacional disfuncional e sérias ameaças geopolíticas. Conflitos civis, guerras de conquista, lutas assimétricas e massacres de populações se tornam episódios corriqueiros e isso não parece mais comover a opinião pública global nem causar repercussão na mídia ou repúdio de autoridades e organismos internacionais.

Nesse contexto ameaçador a volta ao poder de Donald Trump nos EUA introduz um complicador em um sistema internacional já tão abalado e fragilizado. As declarações recentes do presidente eleito americano de anexação do vizinho Canadá, de absorção da Groelândia e da reocupação do Canal do Panamá sem descartar o uso de força militar faz ressurgir uma faceta antiga do imperialismo na forma da chamada “diplomacia das canhoneiras”, baseada na noção da Escola Realista das Relações Internacionais, que prioriza a segurança do estado-nação e o interesse nacional sobre princípios morais ou legais internacionais.

Em outras palavras, a diplomacia das canhoneiras pode ser entendida como um método de intimidação ou intervenção em assuntos internos de outros países por meio da mobilização de força militar para, sem recorrer à declaração formal de guerra, perseguir objetivos nacionais expansionistas em terceiros países.

Tal método serviu tanto à preservação de vantagens quanto à tentativa de evitar perdas no exterior. Na prática, no passado a ameaça ou o uso efetivo de forças navais limitadas perseguiu os objetivos de cobrar dívidas externas, garantir a ordem política ou/e social e preservar áreas de influência, colônias, mercados ou protetorados.

Como exemplos históricos da diplomacia das canhoneiras podem-se citar a abertura forçada do Japão pelo comodoro Matthew Perry dos EUA, entre 1853 e 1854; a crise de Agadir, em 1911, quando a Alemanha enviou navio de guerra para o porto marroquino de Agadir; a Guerra do Ópio na China, em 1840 e 1856; A Questão Christie, entre o Império do Brasil e o Império Britânico, entre 1862 e 1865; a intervenção da França no México em 1861 e a ocupação britânica da ilha brasileira da Trindade em 1895.

Embora o período clássico da diplomacia das canhoneiras já tenha passado, é inquietante a volta nas declarações públicas de ameaça de uso de força militar como instrumento de coerção na política externa pelo novo governo estadunidense. Sobretudo se essa ameaça fosse eventualmente empregada para a mudança forçada de governos, como seria no caso da Venezuela e seu contestado regime do presidente Nicolás Maduro.

Em suma, manifestações como essas do Sr. Trump em prol de anexar territórios de outras nações sob o pretexto de garantir os interesses econômicos e a segurança de seu país devem ser rebatidas com veemência nos fóruns internacionais. A truculência e o desrespeito à soberania dos estados-nações não podem prevalecer no sistema de governança global.

O retrocesso civilizacional na convivência entre os diversos países precisa ser combatido a todo o custo e o diálogo pela paz e a busca da cooperação deve prevalecer nas relações entre estados e povos.

(*) Mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela UnB e ex-secretário de Assuntos Internacionais do governo do Ceará. Pesquisador independente das relações China-Brasil, China-Países Lusófonos e China-América Latina.

Fonte: O Povo, de 16/01/25. Opinião. p.19.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

CARTA-HOMENAGEM A MARIA ZÉLIA ROUQUAYROL

“E desde então, sou porque tu és

E desde então és

sou e somos...

E por amor

Serei... Serás... Seremos...”

(Do poeta Pablo Neruda, soneto XVII, traduzido por Carlos Nejar) 

Querida família e amigos,

Hoje, reunimo-nos para celebrar a vida de uma mulher excepcional, Maria Zélia Rouquayrol, que partiu de nossas vidas, mas deixou um legado imenso e um amor que nunca se apagará. Nascida na Sertânia de Pernambuco em 3 de setembro de 1931, Maria Zélia foi uma luz que iluminou o caminho de muitos, especialmente de sua amada família.

Como professora universitária, Maria Zélia dedicou sua vida ao ensino e à pesquisa sobre doenças parasitárias e Epidemiologia. Sua paixão pela ciência e pela educação era evidente em cada aula que ministrava e em cada projeto que coordenava, incluindo a publicação do boletim de saúde da célula de vigilância epidemiológica. Sua curiosidade e determinação a levaram a conquistar marcos importantes em sua carreira, como sua especialização no Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, o mestrado em Saúde Pública pela Tulane University, nos Estados Unidos, e o doutorado em Higiene e Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará.

Maria Zélia também foi agraciada com diversos títulos e honrarias, incluindo Cidadã Cearense em 2005 e Cidadã de Fortaleza em 2002. Em 2002, recebeu a Medalha Comemorativa do Centenário da Organização Pan-Americana da Saúde, reconhecendo sua valiosa contribuição à saúde pública. Em 1998, tornou-se Professora Emérita da Universidade Federal do Ceará e, em 2013, foi homenageada com o Troféu Sereia de Ouro do Sistema Verdes Mares.

Em casa, era uma mulher alegre, espontânea e criativa, que apreciava as coisas simples da vida. Sua varanda era o canto preferido, onde gostava de desfrutar de momentos tranquilos e acolhedores. Maria Zélia era fã de comidas caseiras, especialmente tapioca e cuscuz com leite, e tinha um gosto especial por frutas frescas. Sua beleza era natural, com pouco perfume e maquiagem, mas seu brilho interior era inegável.

Amava o teatro, o cinema e dançar em salão, sempre acompanhada pelas canções que tocavam seu coração. As músicas de Luiz Gonzaga e Roberto Carlos, além de “Glória Aleluia” e “Edelweiss” do filme A Noviça Rebelde, ecoavam em sua casa, trazendo alegria e felicidade.

O maior legado que Maria Zélia nos deixou foi sua determinação inabalável e sua capacidade de sonhar. Ela sempre esteve à frente de seu tempo, inovando e acreditando que, através do esforço e do estudo, poderia alcançar seus sonhos. Sua dedicação à educação dos filhos foi imensa; ela ofereceu todo o seu amor, alegria e vivacidade a Leda, Vera, Paulo Junior e Pedro Leopoldo, que, por sua vez, transmitiram esses valores a seus 11 netos e 6 bisnetos.

Maria Zélia foi uma mulher honrosa, corajosa e inteligente, uma fonte de inspiração que continuará a brilhar nas vidas de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. Seu legado na pesquisa da Epidemiologia no Brasil e sua inestimável contribuição para a saúde pública serão lembrados por muitos, sempre com gratidão.

Que a memória de Maria Zélia Rouquayrol nos inspire a valorizar as coisas simples da vida, a amar incondicionalmente e a buscar nossos sonhos com coragem e determinação. Que ela descanse em paz, sabendo que o amor que deixou em nossos corações é eterno.

Com carinho e saudade,

Notas: Carta-homenagem lida pelo cerimonialista antes do início da Missa de corpo presente em 14/02/2025.

A filha Vera Rouquayrol escreveu todas as informações, dados mais pessoais e íntimos, como gosto musical, comidas, lugar preferido da casa, personalidade etc., etc. O cerimonial do complexo velatório Aethernus transformou os informes em um texto, organizando-os em uma redação para a leitura da ocasião.

Os versos do poeta Pablo Neruda, expostos na projeção da fotografia da Profa. Maria Zélia Rouquayrol durante a missa, também foram escolhidos por Vera Rouquayrol.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo e colaborador da Profa. Zélia

FALECIMENTO DA PROF.ª M. ZÉLIA ROUQUAYROL

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva (*)

É com pesar que aqui registro a notícia do falecimento, na madrugada de 13/02/2025, de um grande nome da Epidemiologia e da Saúde Pública no Brasil: a Prof.ª Dr.ª Maria Zélia Rouquayrol.

Zélia nasceu em Pernambuco (03/09/1931) e graduou-se em Farmácia, em 1955, pela Universidade Federal de Pernambuco, onde iniciou sua trajetória docente como instrutora de ensino de Microbiologia. No ano seguinte, foi transferida para a Universidade Federal do Ceará (UFC), instituição em que ocupou, de forma progressiva, os cargos de instrutor de ensino, professor assistente, professor adjunto e professor titular.

Em 1969, fez o Curso de Especialização no Institute of Tropical Medicine em Antuérpia-Bélgica. Entre 1975 e 1976, durante o mestrado Master of Public Health realizado na Tulane University-USA, publicou o trabalho Control of schistosomiasis in the irrigated areas of Curu River. Ao retornar ao Brasil, deu continuidade às pesquisas e ao ensino da disciplina de Epidemiologia na UFC.

Conheci esta notável pesquisadora, no início da década de 1980, quando preparava a primeira edição de seu "Epidemiologia & Saúde", que viria a se tornar em livro-texto adotado por diversas universidades do Brasil. Em visita que me fez no Hospital de Messejana, Zélia me convidou para participar do quadro de colaboradores da referida edição, um desafio que aceitei ao escrever o capítulo sobre "Saúde Ocupacional".

Após sua aposentadoria como professora titular da UFC, além de professora titular da Universidade de Fortaleza (em que lecionou entre 1982 e 1989, e retornou em 2003), Maria Zélia passou a integrar a Secretaria de Saúde de Fortaleza, onde contribuiu com investigações epidemiológicas e coordenou a publicação do Boletim de Saúde da Célula de Vigilância Epidemiológica.

"Ao deixar um legado inestimável para a ciência e a saúde pública no país", como salienta o médico sanitarista Marcelo Gurgel, "Maria Zélia Rouquayrol permanecerá como inspiração, sobretudo para mulheres que atuam ou desejam atuar profissionalmente nessas áreas."

Requiescat in pace.

(*) Médico pneumologista, escritor e blogueiro.

Postado por Paulo Gurgel no Blog Linha do Tempo em 15/02/2025.

https://gurgel-carlos.blogspot.com/2025/02/falecimento-da-prof-m-zelia-rouquayrol.html


sábado, 15 de fevereiro de 2025

Nota de pesar da Abrasco: Maria Zélia Rouquayrol

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) recebe com profundo pesar a notícia do falecimento da pesquisadora Maria Zélia Rouquayrol, um dos grandes nomes da Epidemiologia e da Saúde Pública no Brasil. Sua trajetória deixou um legado significativo para a Saúde Coletiva, com contribuições essenciais para a formação de profissionais da área. Seu livro “Epidemiologia & Saúde”, que tem Naomar de Almeida Filho como co-autor, é uma das obras mais adotadas no Brasil para o ensino de tópicos relevantes da Saúde Coletiva.

Graduada em Farmácia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1955, Maria Zélia iniciou sua carreira como Técnica no Laboratório de Saúde Pública da Secretaria de Saúde de Recife. Em 1957, iniciou sua trajetória docente como instrutora de ensino de microbiologia na UFPE. No ano seguinte, foi transferida para a Universidade Federal do Ceará (UFC), onde ocupou, de forma progressiva, os cargos de instrutor de ensino, professor assistente, professor adjunto e professor titular. Posteriormente, em 1969, fez o Curso de Especialização no Institute of Tropical Medicine em Antuérpia-Bélgica. No período seguinte (1970/1975), com auxílio do CNPq, dedicou-se a pesquisas sobre esquistossomose nos perímetros de irrigação do DNOCS. Entre 1975 a 1976, durante o mestrado Master of Public Health realizado na Tulane University-USA, publicou o trabalho Control of schistosomiasis in the irrigated areas of Curu River. Ao retornar ao Brasil, deu continuidade às pesquisas e ao ensino da disciplina Epidemiologia na UFC.

Após sua aposentadoria como professora titular da UFC, Maria Zélia passou a integrar a Secretaria de Saúde de Fortaleza, onde contribuiu com investigações epidemiológicas e coordenou a publicação do Boletim de Saúde da Célula de Vigilância Epidemiológica (CEVEPI/SMS).

A Abrasco se solidariza aos familiares e amigos neste momento de luto.


Nota de pesar: Fundação Edson Queiroz lamenta o falecimento da Profa. Dra. Maria Zélia Rouquayrol

 Epidemiologista renomada, Dra. Zélia deixa um importante legado para a saúde pública brasileira.

Dra. Zélia foi docente da Unifor entre 1982 e 1989 e retornou em 2003, contribuindo para a formação de gerações de profissionais da área da saúde.

A Fundação Edson Queiroz e a Universidade de Fortaleza manifestam profundo pesar pelo falecimento da Profa. Dra. Maria Zélia Rouquayrol, renomada epidemiologista e referência na Saúde Pública brasileira. Ex-docente da Unifor e da Universidade Federal do Ceará (UFC), Dra. Zélia teve uma trajetória acadêmica e profissional marcada por sua inestimável contribuição à pesquisa e ao ensino da epidemiologia no Brasil.

Pernambucana de nascimento, foi agraciada com os títulos de "cidadã cearense" e "cidadã de Fortaleza" pelos relevantes serviços prestados ao estado. Como pesquisadora, foi uma das grandes responsáveis pela disseminação do conhecimento epidemiológico no país. Seu livro Epidemiologia & Saúde foi adotado pelo Ministério da Saúde nos exames de residência médica e recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde.

Em sua trajetória profissional, atuou na Secretaria Municipal de Saúde, foi Presidente de Honra da Academia Cearense de Saúde Pública (ACESP) e, em 2013, recebeu o Troféu Sereia de Ouro, uma das maiores honrarias do Ceará, em reconhecimento à sua dedicação à ciência e à saúde pública.

Na Unifor, lecionou entre 1982 e 1989 e retornou em 2003, contribuindo para a formação de gerações de profissionais da área da saúde. Também integrou o Comitê Editorial Nacional da Revista Brasileira em Promoção da Saúde (Brazilian Journal in Health Promotion), reforçando sua influência na produção científica.

A Fundação Edson Queiroz e a Unifor se solidarizam com seus familiares e amigos, em especial sua filha, professora Leda Rouquayrol Guillemette, também ex-docente da instituição. O legado da Dra. Maria Zélia permanecerá vivo na história da epidemiologia e da saúde pública brasileira.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Nota de pesar: Maria Zélia Rouquayrol, professora aposentada da UFC

 Escrito por UFC Informa. Quinta, 13 fevereiro 2025 16:31

Em mais de 60 anos de atuação profissional, Maria Zélia Rouquayrol deixou um legado fundamental para a área da saúde coletiva no País (Foto: acervo pessoal)

A Universidade Federal do Ceará (UFC) lamenta profundamente a notícia de falecimento da pesquisadora e docente aposentada Maria Zélia Rouquayrol, ocorrido nesta quinta-feira (13). Referência da Epidemiologia e Saúde Pública no Brasil, ela destacou-se ao longo de uma frutífera carreira por importantes contribuições em suas áreas de atuação, tanto na prática quanto no ensino e na pesquisa. A missa de corpo presente e o sepultamento ocorrem nesta sexta-feira (14), a partir das 9h e das 11h, respectivamente.

Nascida em Pernambuco, Maria Zélia tornou-se cearense de vivência e de coração, tendo recebido os títulos de Cidadã Cearense e Cidadã Fortalezense em 2005 e 2002, respectivamente, pelos relevantes serviços prestados à saúde pública no Estado e na cidade.

Graduada em Farmácia em 1955 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), deu os primeiros passos profissionais como técnica do Laboratório de Saúde Pública da Secretaria de Saúde de Recife. Em 1957, iniciou sua trajetória na docência no cargo de instrutora de ensino de microbiologia na UFPE. No ano seguinte, foi transferida para a UFC, onde chegou à categoria de professora titular.

Sua formação acadêmica incluiu um investimento robusto na pós-graduação, incluindo especialização em Microbiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); especialização em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP); especialização no Institute of Tropical Medicine em Antuérpia, na Bélgica; mestrado em Saúde Pública pela Tulane University (EUA); e doutorado em Higiene e Saúde Pública pela UFC.

Pesquisadora bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), teve vários projetos aprovados por esse órgão, que contou com sua colaboração em comitê assessor e em grupo técnico do Ministério da Ciência e Tecnologia. Foi também coautora do livro Epidemiologia & saúde, considerado o livro-texto mais adotado no Brasil para o ensino de tópicos relevantes da Saúde Coletiva.

Ao longo da década de 1980, em atuação na Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, criou e coordenou o então Departamento de Epidemiologia e o chamado Plantão Epidemiológico, serviço até hoje considerado modelo de atenção à saúde.

Após sua aposentadoria da UFC, Maria Zélia passou a integrar a Secretaria de Saúde de Fortaleza, onde desempenhou atividades de investigações epidemiológicas e coordenou a publicação do Boletim de Saúde da Célula de Vigilância Epidemiológica (CEVEPI/SMS).

Ao deixar um legado inestimável para a ciência e a saúde pública no país, Maria Zélia Rouquayrol permanecerá como inspiração, sobretudo para mulheres que atuam ou desejam atuar profissionalmente nessas áreas. A UFC se solidariza com a família e com amigos nesse momento.

Fonte: Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC.

 

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