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domingo, 13 de setembro de 2026

Postagens de pesar por Flávio Leitão no Grupo de WhatsApp da Academia Cearense de Médicos Escritores - Acemes

Profundamente consternado, informo que o querido amigo e confrade Flávio Leitão de Carvalho partiu para o plano superior há cerca de uma hora.

Que descanse em paz!

🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

Walter Miranda

Perda irreparável.

Que seja recebido de braços abertos pelo Criador em Seu Reino de Glória.

Walter Miranda

Lamento profundamente a partida do querido Flávio Leitão, porém tenho certeza de que o PAI o receberá no seu Reino,

Vai em paz, grande Flávio.

GB

Ficaremos com as boas lembranças de nosso querido Dr. Flávio, particularmente de uma atenção com nossa família em aproximadamente 1980, e de bons momentos nas viagens de Lavras da Mangabeira e Camocim

Repito, ficaremos com as boas lembranças

Fernando Melo

Acabei de receber do consócio Seridião Montenegro a seguinte mensagem: “Profundamente consternado, informo que o querido amigo Flávio Leitão de Carvalho partiu para o plano superior há cerca de uma hora. Que descanse em paz!

🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

Sinto intensamente por tão grande perda de um valoroso cidadão cearense, dotado de tantos predicados humanos, que muito contribuiu como médico, escritor, professor e outros relevantes atributos pessoais.

Que Deus o acolha em Seus braços misericordiosos.

Marcelo Gurgel

Tristeza imensa perder um amigo tão especial, por quem toda a minha família nutre um

bem-querer e gratidão imensos. Salvou a vida de meu pai em 1971. Jamais esquecerei de sua bondade e dedicação. Meu pai certamente o abraçará afetuosamente quando encontrarem-se. Siga serenamente, meu querido amigo. Meus sentimentos à toda a família.

Fátima Azevedo

Dr. Flávio, qualquer citação sobre sua insubstituível pessoa será diminuta diante da grandiosidade que representou entre nós. Será sempre amado e lembrado por todos que privaram do seu convívio. O céu está em festa. Agradeçamos a Deus pelo tempo que o tivemos, receba-o Deus misericordioso, que ele contemple sua divina face. Amém 🙏

Sidneuma

FRANCISCO FLÁVIO LEITÃO DE CARVALHO, grande cidadão, um humanista, profissional destacado, professor de gerações que se transformaram em seus admiradores, escritor de estilo terso, fraterno e atencioso com o próximo, disponível para pacientes, amigos e colegas, chefe de família exemplar. Escrevo o seu nome em caixa-alta e no bronze que perpetua a memória dos bem-aventurados. Descanse em paz, mestre e amigo. Aos familiares, nossa solidariedade e abraço pesaroso.

a.: Eurípedes (Girão) Chaves e família.

Um grande profissional, além de um amigo querido! Que Deus o receba na Sua Glória e conforte toda a família. Descanse em paz, Professor!

Heládio Castro

Muito triste com a partida do meu querido mestre, o Professor Flávio Leitão. Seguirá eternizado em minha memória pelo seu profundo humanismo e por sua permanente alegria de viver. Um ser humano iluminado, exemplo pra todos nós. 🙏

Robério Leite

NOTA DE PESAR

Perde a Academia, perde a ciência, perde a arte, perde a democracia, mas, acima de tudo, perde o coração de quem teve o privilégio de conviver com ele. Um mestre que ensinava com a alma e acolhia com o abraço. Que a Luz divina receba o Professor Dr. Flávio Leitão em toda a sua plenitude, e que o conforto envolva cada coração da família. Sua missão aqui foi cumprida com excelência e amor. Descanse em paz, querido Professor.

Arruda Bastos, Marcilia e família

Dr. Flavio foi mais que um Mestre, um colega leal, um confrade, um médico da família e um amigo. Foi exemplo!!

Sérgio Pessoa

Com certeza INESQUECÍVEL! O Senhor o receba em seu reino de glória!

Dione Mota

Que tristeza!

Um grande cidadão,

um grande médico.

Um exemplo de retidão. Muita falta irá nos fazer! 🙏😞😞

Isaac Furtado

Todos nós temos o professor, o confrade, o escritor, a verve literária, a lhaneza, a elegância, a experiência, a simplicidade e o fino trato do amigo Flávio Leitão como PROTAGONISTA em várias ações do nosso cotidiano. Delas destaco dois capítulos:

O convívio informal das nossas viagens para os Encontros de Academias Literárias, Ceará adentro: Crateús, Quixadá, Lavras da Mangabeira, Camocim. Apaixonado, atento, protetor e cuidadoso na caminhada, de mãos dadas com sua Marimilia, musa inspiradora do verso e da prosa!

O outro, dele para mim, num dos momentos mais importantes e simbólicos da minha trajetória da atividade profissional:

“O ponto alto do meu relacionamento com o ilustre aniversariante (ao completar SETENT’ANOS), por determinação do Conselho Departamental, tive a honra de outorgar-lhe, na qualidade de Chefe do Departamento da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a honrosa Comenda Distinção no Ensino Médico.

Fica gravada na memória a sua história, o exemplo, o legado do confrade imortal!

- Amém!

Luiz Moura

Lamentamos profundamente. Que Deus o receba em Seu Reino de Glória. Perdemos não só um médico. Perdemos um cidadão exemplar. Que Deus conforte seus familiares e amigos. Partiu para Deus no Paraíso Celestial. Está com o Pai eterno Criador.

Paulo Ferreira

PESAR POR DR. FLÁVIO LEITÃO

Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 2/09/2026.

http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2026/09/pesar-por-dr-flavio-leitao.html

BIOGRAFIA DO MÉDICO ESCRITOR FLÁVIO LEITÃO

Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 2/09/2026.

http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2026/09/biografia-do-medico-escritor-flavio.html

FLÁVIO LEITÃO, um SER precioso! Deixou-nos deixando saudade, da forte, da só consolável através da FÉ. Concordo com todas as manifestações a ele dirigidas. Destaco também seu fino senso de humor, seu modo muito fraterno de tratar e apreciar o mano Vicente. Convincente reciprocidade!  Uma coisa nos consola e conforta: deixou de sofrer. Sua VIA CRUCIS foi penosa. Que o SER SUPERIOR o receba, conforte sua Marimília, sua família e a nós também! Repouse em paz, irmão FLÁVIO!

02.09.2026.

João Martins

NOTA DE PESAR!

A Presidência da ACADEMIA CEARENSE DE MÉDICOS ESCRITORES, em conformidade com suas prerrogativas estatutárias, declara Luto Oficial de 3(três) dias, em solidariedade ao passamento do confrade imortal Flávio Leitão - ocupante e fundador da Cadeira 5, além de membro do Conselho Fiscal desta Arcádia!

Requiescat in pace!

ACADEMIA CEARENSE DE MÉDICOS ESCRITORES

Amém!

Dione Mota

Registro nosso pesar pelo passamento do Nosso querido, amado e dileto Professor Flávio Leitão. O faço não como seu ex-aluno, mas também em nome da Unimed Vale do Jaguaribe, onde o mesmo participou como palestrante de todas as jornadas médicas que realizamos aqui em Limoeiro, sempre muito solícito em dividir seus conhecimentos com seus pares. Que Deus o receba em sua mansão celestial e conforte os corações dos familiares e amigos! Descanse em Paz!!

Antonio Carlos Chaves

Professor Francisco Flavio Leitão (1939-2026) uma eterna saudade. Pouco a pouco a vida vai nos levando, o que nos alegra. O que nos encanta. Momentos a momentos a vida vai nos negando o abraço. O sorriso. O encontro que é a vitalidade de nosso viver.  Flavio Leitão sintetizava toda esta face admirável de passear na vida!

Havia muitos pontos que nos assemelhavam. Havia muitos estreitos que nos estreitavam.  Flavio Leitão era uma referencial para toda a comunidade médica. Paulo Marcelo o admirava com entusiasmo. Paulo Marcelo quase sempre o consultava. Quando lancei o livro sobre o grande internista, ele fez o prefácio. No Hospital Geral de Fortaleza trabalhamos juntos. Na fase áurea daquela grande instituição hospitalar. Fiz um ano de Clínica Médica, antes de fazer residência de cardiologia. E fiz a Clínica Médica, na Santa Casa de Porto Alegre. A Santa Casa é um conjunto de grandes hospitais. Um deles é o de Neurologia e Neurocirurgia onde Flavio fez sua residência. Foi aluno do grande Dr. Eliseu Paglioli (1898-1985) o pioneiro da Neurocirurgia no Brasil. Foi o Dr. Eliseu que inaugurou o Pavilhão São José, onde nosso saudoso professor iniciou seus primeiros passos. Irmanados pelo nosso testemunho de Fé, éramos católicos desassombrados. Trabalhando com a Dra. Glaura atendi várias vezes seu querido pai o poeta ortodoxo Frâncico Valdevino de Carvalho. Uma certa feita nos encontramos na celebração dos 150 anos do Seminário da Prainha. Uma missa totalmente em latim. Nas sessões do HGF. Nos corredores da Casa de Saúde São Raimundo. Depois na Sobrames e por fim na ACADEMIA de Médicos Escritores. Um convívio leve. Amigo. Jocoso. De repente surge esta ruptura dolorosa que nos deixa mais tristonhos. Mais empobrecidos por perdermos um profissional tão precioso. Requiescat In Pace. Deus é bom.

José Maria Bonfim

Morre o neurocirurgião e escritor Francisco Flávio Leitão de Carvalho, professor aposentado da Famed

Escrito por Secom UFC

Fonte: Secretaria de Comunicação e Marketing da UFC - e-mail:secom@ufc.br

https://ufcinforma.ufc.br/pt/noticias/morre-o-neurocirurgiao-e-escritor-francisco-flavio-leitao-de-carvalho-professor-aposentado-da-famed-ufc-velorio-ocorre-nesta-quarta-2

Meus votos de profundo pesar pelo falecimento do neurocirurgião, professor, doutor e escritor Flávio Leitão, membro da Academia Cearense de Letras e da Academia Cearense de Médicos Escritores. Com tristeza e saudade, relembro as viagens pelo interior do Ceará: Crato, Lavras da Mangabeira, Quixadá, Camocim e tantos outros lugares, interiorizando a literatura, em momentos sempre marcados por sua simpatia, inteligência e cordialidade. Dr. Flávio encantava a todos com sua presença afável e, de modo especial, com o carinho e a dedicação com que cuidava de sua Marimília, num gesto constante de amor e companheirismo.

Sávio Pinheiro

Inconformada com nossa grande perda. Porém, ciente de que se estamos vivos, estamos sempre a ganhar e a perder. Vivemos constantemente transitando entre alegrias e tristezas. Nos equilibramos pela fé e pelo amor à vida, que assim como a paz é nosso bem maior. Que possamos viver cada momento, cada expiração e inspiração, conscientes do milagre que é a vida e do sopro que a mesma é. Que as lembranças de nosso confrade, mestre e amigo, sigam nos inspirando.

Fátima Azevedo

Sinto profundamente a partida de nosso confrade, intelectual, amigo e grande Mestre da nossa Faculdade de Medicina.

Que Deus o receba no Paraíso Eterno.

Meus sentimentos profundos à família enlutada.

Acadêmico e ex-aluno Francisco Ramos

Professor Flavio Leitão (1939-2026) o Médico. Brasil colônia não tinha médico. Portugal não admitia alguém que lesse. Queria manter seus súditos analfabetos. Fazia uma exceção os seminários católicos. Estes estabelecimentos possuíam Filosofia e Teologia. Somente com abrupta vinda de Dom João VI se iniciarias Faculdade de Medicina. A primeira no Terreiro de Jesus em Salvador. A Faculdade de Medicina de Salvador fez florescer a vocação de médicos que adormecia em tantos lares. Flavio Leitão e seu irmão caminharam com brilho e com determinação na arte de curar. Flavio engendrou os caminhos misteriosos da neuromedicina. Foi mais longe. Buscou a Neurocirurgia. Formado foi para longe. Em 1949 Eliseu Paglioli filho de Caxias do Sul, inaugurava o Pavilhão São José. A Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, inaugurada em 1881 é um conglomerado de Hospitais. Lá vc encontra o Pavilhão Pereira Filho, inaugurado por um grande médico cearense Dr Fernando Carneiro. A proximidade com a Argentina uma das maiores e mais ricas potências pós guerra, só benefícios trouxeram para os pampas. Flavio trouxe consigo não somente conhecimento mas a maneira de ser médico. De um comportamento profissional incontestável. O Hospital Geral de Fortaleza do Ex-Inamps, era um hospital de alta complexidade com a predominância de casos cirúrgicos. A equipe de Neurocirurgia era relativamente grande. Dr Djacir, Dr Vicente Lobo, Dr Flavio Leitão, Dr Sérgio Pouchain, Dr Soleno Paiva, Dr Vicente Leitão e Dr Firmo Holanda. Era mesma equipe que atuava na Cada de Saúde São Raimundo. Por muitos anos Flávio foi médico do meu tio José Olímpio de Moraes, portador da Síndrome de Parkinson. A neurocirurgia, como a cirurgia cardíaca, sofreu o impacto do intervencionista. Flavio foi pioneiro em Fortaleza na abordagem cirúrgica transesfenoidal. Foi o pioneiro, que tenho conhecimento da Tomografia do Cérebro. Depois viria a RNM. Encontrava-se em Flávio, um remanso de serenidade. Uma segurança de um porto iluminado de esperança. Seja pelo sonho que se leva. Seja pelo barco que sai em busca para minar o desespero. Mas Flavio que sempre retornava cheio de alegria. Cheio de vidas alentadas de esperança. Deus é bom.

José Maria Bonfim

Flávio Leitão foi meu contemporâneo na Faculdade de Medicina e, ao longo da vida muito mais que um colega: um amigo e confrade querido.

Nossos caminhos se reencontraram na Sobrames e na Acemes onde compartilhamos o gosto pela medicina, pela literatura, pela amizade e pela convivência fraterna. Tivemos também a alegria de realizar muitas viagens juntos, momentos que guardo com especial carinho. Ao lado de sua querida Marimilia vivemos experiências, conversas, descobertas e muitas alegrias que agora se transformam em doces lembranças.

Flávio deixa uma história marcada pelo exercício da medicina, pela cultura, pela amizade e pela presença afetuosa entre aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele. A partida de um amigo nunca é apenas uma despedida, é a certeza que ficam as lembranças, os ensinamentos, os momentos compartilhados e o carinho que o tempo não consegue apagar.

Querido Flávio sua presença se foi, mas sua memória permanecerá viva em nossos corações e nas páginas da história que construímos juntos.

A Marimilia nossa querida companheira de tantos momentos deixo meu abraço fraterno e minha solidariedade.

Descanse em paz querido companheiro e confrade. Sua lembrança será sempre uma presença ente nós

Dione Mota


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FLÁVIO LEITÃO - UM CAVALHEIRO

Por Antônio Fernando Melo Filho (*)

Tentei dar o título de “gentleman” a este humilde texto, mas já publiquei um esboço de crônica com este título lembrando de meu pai. Para não ser repetitivo, vou recorrer para sua tradução, ou melhor, para nosso vernáculo, o português.

Sempre com um sorriso largo, atendia aos amigos e clientes, fosse em ambiente social ou profissional.

Falo do grande Flávio Leitão, um nome da medicina, da literatura e da sociedade cearense, feliz de quem teve a alegria de seu convívio.

Minha convivência foi limitada, mas muito rica de boas lembranças, muitos escreveram, postaram nos grupos de sociedades, academias etc.; não me contive e corri para o teclado, para nele extravasar minhas emoções e lembranças.

O gentleman, quer dizer, meu pai, teve câncer gástrico, no início dos anos oitenta. Após uma cirurgia para câncer gástrico, meu velho e querido pai apresentou uma dor lombar; de pronto lhe deram o diagnóstico de metástase, e nos aconselharam a procurar um neurologista.

Com a minha mãe, fomos ao hospital de referência da época, “Casa de Saúde e Maternidade São Raimundo”. Era, aproximadamente, 19 horas de um dia de semana, preto no calendário, e lá chegando, encontramos o Dr. Flávio e outro médico, este disse: interna o Fernando (o pai) que amanhã eu vejo. Dr. Flávio, num gesto humano, olhou para minha e disse: Thereza, vou à casa de vocês examinar o Fernando. Felizmente não era nada, poupamos a internação, e com gratidão ganhamos a noite e uma estória para compartilhar com os amigos.

Após me iniciar no mundo das letras, entre Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Sobrames-CE e Academia Cearense de Médicos Escritores – Acemes, e, para a minha alegria, nossa convivência foi mais próxima.

Lembro bem de uma palestra, por ele proferida, em uma reunião da Acemes sobre a História da Neurologia e da Neurocirurgia no Ceará.

A pedido do amigo piauiense Luiz Ayrton, colaborei com um capítulo para “História da Medicina Piauiense”, sobre o Dr. Ivan de Moura Fé. A minha principal fonte de pesquisa foi o discurso de saudação, quando da posse do Dr. Ivan na Academia Cearense de Medicina – ACM, uma obra literária, da lavra do Dr. Flávio Leitão.

Em maio de 2025, viajamos para Lavras da Mangabeira para participar do “VII Encontro de Academias de Literatura”, fiquei bem impressionado com o cuidado e carinho dele para com a sua amada Marimilia.

No segundo semestre do ano pretérito nosso mestre e amigo foi submetida a uma cirurgia, que não nos cabe aqui detalhar.

Apesar de tudo, do diagnóstico, da cirurgia, no maio seguinte, neste ano corrente, estivemos juntos naquele ônibus doube deck; embaixo o alto clero, do qual ele era cardeal, quando fomos à Camocim para o “VIII Encontro de Academias Literárias do Ceará”. Da primeira escala, em Itapajé, guardo com carinho uma foto de Inês com o casal querido. Ele participou de 100% das atividades do evento; na programação social não perdia a elegância com seu copo de scotch.

Sou muito inquieto e gosto de caminhar. No final da tarde de sábado, ao sair para caminhar no calçadão de Camocim, encontro nosso mestre na recepção do hotel tentando uma solução para comprar um medicamento; me dispus para a compra na minha caminhada, e na volta fiz-lhe a entrega. Ele foi insistente em me pagar, no que recusei, não podia fazer diferente. Na segunda-feira chega em nossa residência um envelope com o valor em espécie e um delicado bilhete, que aqui transcrevo:

“Fort. 25 de maio de 2026.

Meu caríssimo Fernando,

Quase não consigo dormir, com a angústia de Marimilia em querer que eu pagasse minha dívida com você.

Vão setenta, porque segundo as contas dela é este o valor e não sessenta, como você havia me dito.

De qualquer modo fico-lhe devendo este favor.

Do seu amigo e admirador.

Flávio”

Do “setenta” não lembro o destino, o bilhete, com certeza, o guardo com carinho.

Não poderia deixar de dizer que o “gentleman” e o “cavalheiro”, por um capricho do destino, partiram tendo como causa o mesmo CID (código internacional de doenças).

Aqui ficamos nós com as boas lembranças.

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Academia Brasileira de Médicos Escritores e vice-presidente da Sobrames/CE.


domingo, 6 de setembro de 2026

Professor Flávio Leitão (1939-2026): o médico

Por José Maria Bonfim de Morais (*)

Brasil colônia não tinha médico. Portugal não admitia alguém que lesse. Queria manter seus súditos analfabetos. Fazia uma exceção os seminários católicos. Estes estabelecimentos possuíam Filosofia e Teologia.

Somente com abrupta vinda de Dom João VI se iniciaria Faculdade de Medicina. A primeira no Terreiro de Jesus em Salvador. A Faculdade de Medicina de Salvador fez florescer a vocação de médicos que adormecia em tantos lares.

Flávio Leitão e seu irmão caminharam com brilho e com determinação na arte de curar. Flávio engendrou os caminhos misteriosos da neuromedicina. Foi mais longe. Buscou a Neurocirurgia. Formado foi para longe. Em 1949 Eliseu Paglioli, filho de Caxias do Sul, inaugurava o Pavilhão São José.

A Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, inaugurada em 1881, é um conglomerado de Hospitais. Lá você encontra o Pavilhão Pereira Filho, inaugurado por um grande médico cearense o Dr. Fernando Carneiro. A proximidade com a Argentina uma das maiores e mais ricas potências pós-guerra, só benefícios trouxeram para os pampas. Flávio trouxe consigo não somente conhecimento, mas a maneira de ser médico. De um comportamento profissional incontestável.

O Hospital Geral de Fortaleza do ex-Inamps, era um hospital de alta complexidade com a predominância de casos cirúrgicos. A equipe de Neurocirurgia era relativamente grande. Dr. Djacir, Dr. Vicente Lobo, Dr. Flávio Leitão, Dr. Sérgio Pouchain, Dr. Soleno Paiva, Dr. Vicente Leitão e Dr. Firmo Holanda. Era a mesma equipe que atuava na Casa de Saúde São Raimundo.

Por muitos anos Flávio foi médico do meu tio José Olímpio de Moraes, portador da Síndrome de Parkinson. A neurocirurgia, como a cirurgia cardíaca, sofreu o impacto do intervencionista. Flávio foi pioneiro em Fortaleza na abordagem cirúrgica transesfenoidal. Foi o pioneiro, que tenho conhecimento da Tomografia do Cérebro. Depois viria a RNM.

Encontrava-se em Flávio, um remanso de serenidade. Uma segurança de um porto iluminado de esperança. Seja pelo sonho que se leva. Seja pelo barco que sai em busca para minar o desespero. Mas Flavio que sempre retornava cheio de alegria. Cheio de vidas alentadas de esperança. Deus é bom.

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Sociedade Médica São Lucas e da Sobrames/CE.


sábado, 5 de setembro de 2026

Professor Francisco Flavio Leitão (1939-2026): uma eterna saudade

Por José Maria Bonfim de Morais (*)

Pouco a pouco a vida vai nos levando, o que nos alegra. O que nos encanta. Momentos a momentos a vida vai nos negando o abraço. O sorriso. O encontro que é a vitalidade de nosso viver.  Flavio Leitão sintetizava toda esta face admirável de passear na vida!

Havia muitos pontos que nos assemelhavam. Havia muitos estreitos que nos estreitavam.  Flavio Leitão era uma referencial para toda a comunidade médica.

Paulo Marcelo o admirava com entusiasmo. Paulo Marcelo quase sempre o consultava. Quando lancei o livro sobre o grande internista, ele fez o prefácio.

No Hospital Geral de Fortaleza trabalhamos juntos. Na fase áurea daquela grande instituição hospitalar. Fiz um ano de Clínica Médica, antes de fazer residência de cardiologia. E fiz a Clínica Médica, na Santa Casa de Porto Alegre.

A Santa Casa é um conjunto de grandes hospitais. Um deles é o de Neurologia e Neurocirurgia onde Flavio fez sua residência. Foi aluno do grande Dr. Eliseu Paglioli (1898-1985) o pioneiro da Neurocirurgia no Brasil. Foi o Dr. Eliseu que inaugurou o Pavilhão São José, onde nosso saudoso professor iniciou seus primeiros passos. Irmanados pelo nosso testemunho de Fé, éramos católicos desassombrados.

Trabalhando com a Dra. Glaura atendi várias vezes seu querido pai o poeta ortodoxo Frâncico Valdevino de Carvalho. Uma certa feita nos encontramos na celebração dos 150 anos do Seminário da Prainha. Uma missa totalmente em latim.

Nas sessões do HGF. Nos corredores da Casa de Saúde São Raimundo. Depois na Sobrames e por fim na ACADEMIA de Médicos Escritores. Um convívio leve. Amigo. jocoso.

De repente surge esta ruptura dolorosa que nos deixa mais tristonhos. Mais empobrecidos por perdermos um profissional tão precioso.

Requiescat In Pace.

Deus é bom.

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Sociedade Médica São Lucas e da Sobrames/CE.


FLÁVIO LEITÃO: o legado do confrade imortal

Por Luiz Gonzaga de Moura Jr. (*)

Todos nós temos o professor, o confrade, o escritor, a verve literária, a lhaneza, a elegância, a experiência, a simplicidade e o fino trato do amigo Flávio Leitão como PROTAGONISTA em várias ações do nosso cotidiano. Delas destaco dois capítulos:

O convívio informal das nossas viagens para os Encontros de Academias Literárias, Ceará adentro: Crateús, Quixadá, Lavras da Mangabeira, Camocim. Apaixonado, atento, protetor e cuidadoso na caminhada, de mãos dadas com sua Marimilia, musa inspiradora do verso e da prosa!

O outro, dele para mim, num dos momentos mais importantes e simbólicos da minha trajetória da atividade profissional:

“O ponto alto do meu relacionamento com o ilustre aniversariante (ao completar SETENT’ANOS), por determinação do Conselho Departamental, tive a honra de outorgar-lhe, na qualidade de Chefe do Departamento da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a honrosa Comenda Distinção no Ensino Médico.

Fica gravada na memória a sua história, o exemplo, o legado do confrade imortal!

- Amém!

(*) Da Academia Cearense de Medicina, da Academia Cearense de Médicos Escritores e da Sobrames/CE.


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Neurocirurgião e escritor, Flávio Leitão morre aos 87 anos em Fortaleza

Descrito pela família como dedicado ao próximo, Flávio Leitão conciliou a carreira médica com a literatura, a fé e a atuação em entidades profissionais

Resumo

Faleceu o médico e neurocirurgião Francisco Flávio Leitão de Carvalho aos 87 anos.

Foi pioneiro em técnicas neurocirúrgicas no Ceará e conselheiro do CRM-CE.

Também atuou como escritor, integrando a Academia Cearense de Letras.

Era conhecido pela generosidade e compromisso com os pacientes.

Seu velório e missa ocorrem em Fortaleza no dia 2 de setembro.

Morreu aos 87 anos o médico e neurocirurgião Francisco Flávio Leitão de Carvalho, figura de destaque na Medicina e na literatura cearenses. Segundo familiares, ele morreu nesta terça-feira, 1º de setembro, em Fortaleza, após um período de doença e de cuidados paliativos nos últimos dias.

Ao longo da carreira, Flávio Leitão teve atuação ligada à modernização da neurocirurgia no Ceará. Segundo o filho, Flávio Leitão Filho, o médico foi responsável por introduzir no Estado técnicas neurocirúrgicas que ainda não eram realizadas na região.

Ele foi o introdutor aqui no Ceará de grandes técnicas neurocirúrgicas. Ele inovou a neurocirurgia do estado do Ceará”, relatou o filho. A atuação profissional também o levou a ocupar funções em entidades representativas da Medicina, incluindo o Conselho Regional de Medicina do Ceará (CRM-CE), do qual foi conselheiro.

A trajetória institucional se estendeu às entidades especializadas. Conforme o filho, Flávio Leitão participou da criação da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia e presidiu a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia. Também esteve à frente de um congresso da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Flávio Leitão: Medicina como compromisso

Para a sobrinha Júlia Lopes, a atuação profissional do tio era acompanhada por uma relação próxima com os pacientes e por uma disposição permanente para atender quem precisava. Ela o descreve como um médico generoso e disponível, especialmente em uma área marcada pela complexidade e pelo alto custo dos procedimentos.

Ele foi um médico assim muito querido pelas pessoas, atuou de uma forma muito generosa. Sempre teve disponibilidade para atender quem precisava”, afirmou.

A preocupação com a formação e a atualização profissional também aparece na memória deixada pela família. Segundo Flávio Leitão Filho, o pai entendia a Medicina como uma atividade que exigia aprendizado contínuo e participação ativa na construção da especialidade.

Da medicina à literatura

A atuação de Flávio Leitão, porém, não ficou restrita aos hospitais e às entidades médicas. Nos últimos anos da vida, o neurocirurgião passou a se dedicar à literatura, especialmente à produção de contos.

O interesse pela escrita o levou à Academia Cearense de Letras (ACL). Flávio Leitão tomou posse como integrante da instituição em 10 de janeiro de 2017. Para o filho, a entrada na Academia representou uma das últimas grandes conquistas da trajetória do pai.

Além da produção de contos, o médico escreveu sobre a própria história familiar. Entre seus trabalhos está um livro dedicado à trajetória do irmão mais velho, Tarcísio Leitão, advogado trabalhista e ex-vereador de Fortaleza que teve o mandato cassado após o golpe militar de 1964.

Família e formação

A história de Flávio Leitão também esteve ligada a uma família com diferentes trajetórias na Medicina, na política e na advocacia. O irmão mais velho, Tarcísio Leitão, teve atuação política e jurídica, enquanto Vicente Leitão, outro irmão, seguiu a neurologia.

Antes de ingressar na Medicina, Flávio Leitão chegou a ser seminarista. Segundo o filho, permaneceu no seminário entre os 10 e os 14 anos, mas decidiu abandonar a formação religiosa por sentir falta da família. Posteriormente, ingressou no curso de Medicina e se especializou em neurocirurgia.

Na vida familiar, foi casado com Maria Emília Esteves de Carvalho. O casal teve quatro filhos: Ana Maria, Flávio, André e Manuela. A família também cresceu com a chegada de cinco netos: Eleazar Filho, Flávia, José Neto, Letícia e Maria Teresa.

Fé e humanismo

A dimensão religiosa era outra característica destacada pelos familiares. Segundo Júlia Lopes, Flávio Leitão era um católico fervoroso e mantinha uma relação próxima com a Igreja, influência que vinha também da família.

A religiosidade, porém, não era colocada como condição para suas relações. A sobrinha destaca que ele mantinha uma postura de compreensão diante de pessoas com diferentes crenças e escolhas religiosas.

Para o filho, a característica mais marcante do pai era justamente a preocupação com o outro. Mesmo durante os últimos dias, quando já recebia cuidados paliativos, Flávio Leitão teria demonstrado preocupação em não provocar sofrimento adicional na família.

Flávio Leitão Filho conta que, quando perguntado por familiares sobre possíveis dores, o pai procurava tranquilizá-los. Também costumava repetir uma frase relacionada ao luto: “Está na Bíblia que você só pode chorar os seus mortos por três dias”.

Realmente o negócio dele era pensar no próximo. Essa era a coisa mais marcante do papai”, afirmou.

Despedida

O velório de Flávio Leitão será realizado nesta quarta-feira, 2 de setembro, a partir das 8 horas, na Funerária Ternura, em Fortaleza. A missa está marcada para as 15h30min, no mesmo local, conforme informado pela família.

Para os filhos, a despedida é também um momento de reconhecer a trajetória construída pelo médico, escritor e pai. Em nome dos irmãos, Flávio Leitão Filho agradeceu pela convivência com o pai e afirmou que a família pretende manter os valores que ele defendia.

Nós agradecemos muito ao bom e generoso Deus por ter nos dado de presente, como pai, o Doutor Francisco Flávio Leitão de Carvalho”, declarou.

Aos familiares, fica a lembrança de um homem cuja trajetória atravessou diferentes campos — da neurocirurgia à literatura, da atuação institucional à vida familiar — e que, segundo eles, manteve como princípio central o compromisso com o próximo.

Fonte: O Povo, de 3/09/26. Farol. p.3 (nota reduzida assinada por jornalista Caynã Marques). Versão completa (online)


terça-feira, 11 de agosto de 2026

CLÃDESTINOS

Por Pedro Salgueiro, cronista de O Povo

Uma novíssima publicação de literatura e artes foi lançada em nossa "Loirinha-descabelada-pelo-sol": Contos, crônicas, ensaios, poemas, décimas, aldravias, canções, fotos e encARTEs de 23 convidados integram a edição inaugural da Clãdestinos (A revista oficial da Academia Cearense de Médicos Escritores - Acemes - foi lançada dia 13 de maio, no Palácio da Luz - Academia Cearense de Letras, com apresentação do escritor Juarez Leitão).

A publicação que chega tem periodicidade prevista para ser anual, e, segundo o editor, médico e escritor Fernando Siqueira Pinheiro, a ideia da Clãdestinos é ser um espaço para divulgação "de nossa rica e pungente produção artística e literária, destacando nomes consagrados e revelando novos talentos dessa nossa gloriosa província de Alencar".

A revista tem 84 páginas e seis encARTEs. São produções literárias de Pedro Salgueiro, Carlos Augusto Viana, Fernando Siqueira Pinheiro, Sérgio Telles, Daniel Mazza, Ana Márcia Diógenes, Dimas Macedo, Paulo Elpídio de Menezes Neto, Lia Leite, José Leite Jr, Romeu Duarte, João Macedo, Assis Ximenes, Karla Cavalcante e Geraldo Bezerra.

Algumas obras artísticas estão dentro da revista, como as de José Guedes, que tem participação especial com a tela Lúcio; e as fotos intituladas Descaminhos, de Leopoldo Kaswiner. Os demais encARTEs têm a base picotada para facilitar a retirada, caso o leitor queira emoldurar. E trazem produções artísticas de Virgílio Maia, Elberty Oliveira, Isaac Furtado e Sônia Figueiró.

O número 1 da revista traz ainda uma entrevista com o cantor e compositor Raimundo Fagner e a seção "A biblioteca dos Acadêmicos", que contemplou a biblioteca Labirinto, do médico e ex-governador Lúcio Alcântara. A cada edição outros espaços irão se somar.

A revista, com capa em verniz e papel couchê, tem projeto gráfico, ilustrações e a maioria das fotos de Glauco Sobreira. A foto da capa é de Leontino Eugênio. O conselho editorial da revista é formado por: Carlos Augusto Viana, Fernando Melo, Glauco Sobreira, Isaac Furtado, João Macedo, Luiz Moura e Walter Miranda.

O editor, Fernando Siqueira Pinheiro, esclarece:

"A proposta de uma publicação anual na forma de uma revista tradicional de literatura sob os auspícios da Acemes me foi feita pelo amigo médico, escritor e artista plástico Glauco Sobreira. A ideia seria produzir algo livre abrangendo todas as formas de expressão literária, com os participantes escolhidos a convite pelo conselho editorial e sempre procurando imprimir um modelo arrojado e transformador. Não sei dizer ao certo como cheguei ao título Clãdestinos. É sempre complicado tentar mapear os caminhos da nossa imaginação. Talvez tenha vindo desta natureza indisciplinada que há em todo artista, algo que nasce assim sem explicação e à margem das normas. Neste sentido, posso dizer, portanto, que toda arte é clandestina, surge antes de ser aceita, incomoda antes de ser celebrada e diz quase sempre o que o discurso oficial silencia. Claro que há também aqui uma explicita homenagem ao Grupo CLÃ, que em meados do século passado reuniu o que tínhamos de melhor do ponto de vista intelectual e que foi responsável por um dos mais importantes movimentos culturais do nosso estado".

Fonte: O POVO, de 10/07/2026. Coluna “Crônicas”, de Pedro Salgueiro. p.2.


domingo, 2 de agosto de 2026

ACADEMIA CEARENSE DE MÉDICOS ESCRITORES: em biografias e crônicas

O livro, intitulado “Academia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”, está constituído de 40 (quarenta) textos alocados em cinco partes: I - Academia Revisitada; II - Crônicas Acadêmicas; III - Novos Acadêmicos; IV - Discursos Acadêmicos; e V - Pesares em Blog.

A Parte I, contendo cinco artigos, expõe elementos em comum dos membros titulares e dos patronos nas academias médicas cearenses Academia Cearense de Medicina (ACM) e Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes); discorre sobre a Revista da Acemes; descreve as especialidades e a atuação na docência dos titulares da Acemes.

A Parte II noticia a instalação da Acemes e sequencia com as posses desde as dos primeiros acadêmicos fundadores até as dos últimos titulares empossados. A III reproduz as biobibliografias de 20 (vinte) membros titulares da Acemes, que assumiram cadeiras vacantes após as posses dos titulares fundadores.

Na IV estão enfeixados quatro discursos pronunciados em eventos de interesse da Acemes e/ou realizados por essa confraria. Na V estão incluídas as transcrições de cinco notas de pesar, postadas em Blog, alusivas ao falecimento de membros acadêmicos da Acemes.

A coletânea foi editada na forma de um e-book produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), sob os auspícios da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), podendo ser acessada e baixada livre e gratuitamente na home page da Alece.

Essa obra vale, por certo, como um registro parcial dos feitos da Acemes, a pioneira confraria estadual de médicos escritores no Brasil, em sua primeira década de funcionamento.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular fundador– Cad. 24

* Publicado In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Julho de 2026- Edição n.58. p.13-13 (online).

 


quarta-feira, 22 de julho de 2026

INESP: Lançamento do livro “Academia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece)

Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp)

Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes)

Convite para a solenidade de lançamento do livro Academia Cearense de Médicos Escritores em biografias e crônicas

Uma obra de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.

A solenidade ocorrerá durante a palestra “A trajetória de um discurso poético”, proferida pelo professor e poeta Carlos Augusto Viana.

Dia: 23/7/2026 (quinta-feira).

Horário: 19h.

Traje: esporte fino.

Local: Núcleo do Obeso do Ceará, Av. Antônio Sales, 1.540 - Joaquim Távora, Fortaleza - CE.


terça-feira, 21 de julho de 2026

CONVITE: Lançamento do livro “Academia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”

A Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES) e o Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp) convidam para o lançamento do livroAcademia Cearense de Médicos Escritores: em biografias e crônicas”, de autoria do Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva. (Vide convite).

A apresentação será conduzida pelo acadêmico Luiz Moura Jr., presidente da ACEMES, que falará sobre o biografado, e, pelo Dr. João Milton Cunha, presidente do Inesp, que discorrerá sobre a edição da obra.

Data: 23 de julho de 2026 (quinta-feira).

Horário: 19 horas.

Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará – Av. Antônio Sales, 1.540, em Fortaleza-CE (em frente ao antigo Carrefour).

Acad. Luiz Gonzaga de Moura Jr.

Presidente da ACEMES


segunda-feira, 11 de maio de 2026

CONVITE: Lançamento do Nº 1 da Revista ClãDestinos da ACEMES

O presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor Dr. Luiz Gonzaga de Moura Jr., convida para o lançamento do Nº 1 da revista ClãDestinos da ACEMES.

A revista, que tem por editor-chefe o Acad. Fernando Siqueira, será apresentada pelo médico e escritor Acad. Juarez Leitão.

Local: Academia Cearense de Letras. Rua do Rosário, Nº 1, Centros - Fortaleza

Data: Dia 13 de maio de 202o (quarta-feira). Horário: 19h.

Traje: Esporte fino.


domingo, 3 de maio de 2026

LAUDATE: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará

A obra “Laudate: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará está constituída de 30 (trinta) perfis biográficos distribuídos em quatro partes: I - Homenagens Acadêmicas; II - Homenagens a Acadêmicos Honoráveis; III - Homenagens a Novos Acadêmicos Titulares; e IV - Efemérides Acadêmicas.

A Parte I contém homenagens a cinco pediatras membros da Academia Cearense de Medicina (ACM) e/ou da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), a saber: João Valente de Miranda Leão, Raimundo Vasconcelos Arruda, Luís França Braga Ferreira, Maria dos Prazeres Ferreira Rabelo e Alberto Lima de Souza.

A Parte II presta homenagem aos quatro primeiros acadêmicos honoráveis da Acemes, por meio das biobibliografias de José Jackson Coelho Sampaio, José Mauro Mendes Gifoni, Josué Viana de Castro Filho e Lúcio Gonçalo de Alcântara.

A Parte III reproduz as biografias de 15 (quize) Membros Titulares da ACM, enumerados de 135 a 149, segundo a ordem de entrada nesse silogeu, sendo oito empossados em 2023 e sete em 2024, constantes na home page dessa arcádia, porquanto suas posses se deram após a publicação do livro “Academia Cearense de Medicina: história e membros titulares”.

Esses perfilados, segundo ordem disposta nesta edição, são os novos acadêmicos titulares: Antônio Augusto Guimarães Lima, Elizabeth de Francesco Daher, Ernani Ximenes Rodrigues, Francisco Jean Crispim Ribeiro, Francisco Sulivan Bastos Mota, Heládio Feitosa de Castro Filho, João Macedo Coelho Filho, José Lima de Carvalho Rocha, José Milton de Castro Lima, Lúcio Flávio Gonzaga Silva, Luiz Gonzaga de Moura Jr., Paulo Marcos Lopes, Pedro José Negreiros de Andrade, Raimundo José Arruda Bastos e Sílvia Maria Meira Magalhães.

Na Parte IV, como registros de efemérides acadêmicas, aparecem seis loas dirigidas, especificamente, aos confrades Maria Helena Pitombeira, Antônio Carlile Holanda Lavôr, Franscisco Flávio Leitão de Carvalho, Pedro Henrique Saraiva Leão, Vinicius Antonius de Holanda Barros Leal e João Otávio Lobo.

Essa coletânea, integrante da Coleção Antônio Justa da ACM, foi editada na forma de um e-book produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), sob os auspícios da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Ela consagra um digno reconhecimento do valor da gente cearense, ao exibir as trajetórias de vida e as qualificações de ilustres médicos, ressaltando as suas ações em prol do legado da Medicina no Ceará às gerações, presente e futuras.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina (Cad. 18)

* Publicado. In: Jornal do médico, 22(204): 19-20, abril de 2026.

Nota do Blog: Com o artigo acima, atingimos 800 (oitocentos) trabalhos publicados em revistas, jornais e informativos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Editor do Blog


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Palestra da ACEMES: “Fortaleza: 300 Anos de História”

O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor Luiz Gonzaga de Moura Jr., conduziu na noite de ontem, 30 de abril de 2026 (quinra-feira), uma sessão cultural da ACEMES, em comemoração dos 300 anos de fundação da cidade de Foraleza, por meio da Palestra “Fortaleza: 300 Anos de História”.

A palestra em homenagem ao tricentenário da capital cearense foi pronunciada pelo historiador e professor Artur Bruno, ilustre consócio do Instituto do Ceará, que brindou a seleta audiência, de modo bem didático, com uma revisita geral da história do Ceará, focando mais especificamente a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Na oportunidade, dessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentada e autografada a recente edição, ampliada e revisada, do livro-Breve História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O evento aconteceu no Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará, situado na Avenida Antônio Sales, 1.540, em Fortaleza-CE, e contou com a participação de muitos acadêmicos da ACMES e de alguns convidados.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Médicos Escritores

*Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 1º/05/2026.


domingo, 8 de março de 2026

O LIVRO “DIÁRIO DE UM ARENGUEIRO”

 

Para celebrar a chegada dos seus setenta anos de idade, Luiz Gonzaga de Moura Jr., como cultor da boa prosa e praticante da bela escrita, decidiu demarcar o momento, com algo mais duradouro, na forma de um livro que pudesse ser compartilhado por diferentes públicos.

O “Diário de um Arengueiro: motes, mitos e estórias – sátira e folclore médico” é uma robusta obra, de 384 páginas, contendo a apresentação do próprio Luiz Moura Jr. e o prefácio do seu dileto amigo e colega de turma médica, o capitão-poeta Walter Miranda, cujas receitas obtidas nos sucessivos lançamentos realizados ou programados, direcionam-se, prioritariamente, ao IPREDE.

Vale salientar, dentre os lançamentos acontecidos, o do evento natalino da Academia Cearense de Medicina (ACM) que ocorreu, exatamente, em 5 de dezembro de 2025, oportunidade em que o autor/organizador aniversariava e ele pode comemorar os seus 70 anos de idade, em harmonia com os seus confrades da ACM.

Efetivamente, esse livro está graficamente no formato único, mas poderia ter sido disposto em dois volumes separados: o primeiro, de escritos da autoria de Luiz Moura Jr, contaria com 49 (quarenta e nove) trabalhos distribuídos em três partes, assim segmentadas: Contos e Crônicas do Folclore Médico (33), Poesias (9) e Do Mundo Obeso para o Mundo Magro (7); o segundo volume, contemplaria 86 (oitenta e seis) depoimentos e manifestações, em prosa ou em versos, redigidos por familiares, amigos, colegas e confrades, que prestaram valiosas e tocantes homenagens ao septuagenário em epígrafe, traduzindo o afeto e o respeito que Luiz Gonzaga de Moura Júnior acumulou, no percurso de suas sete décadas de vida, desde quando estreou no “frutífero Cariri cearense”.

Por derradeiro, espera-se que o bom exemplo memorialístico, dado aqui por Luiz Moura, sirva de inspiração a que outros que, muito em breve, se tornarão cinquentenários, sexagenários, setuagenário etc., possam registrar seus feitos em livros memoriais, sejam da própria lavra ou frutos da colaboração de terceiros, que concorrerão para preservar as suas lembranças entre amigos e familiares.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da ACM (Cad. 18) e da ACEMES (Cad. 24)

* Versão curta publicada In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Fevereiro de 2026- Edição n.53. p.11-11 (online).

 

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