segunda-feira, 29 de junho de 2009

“HERROS DE PULIÇA” I

Alguns erros notórios escritos por policiais em ocorrências:
1. "Senhor delegado, deu entrada no Pronto-Socorro Municipal o cidadão, vítima de 'gargalhada'. 'Gargalhada' no peito, no rosto e nas costas.Segue anexo um 'gargalho'de garrafa."
(Por acaso não seria: GARGALO !??)
2. "O veículo, durante o acidente, teve amassamento no pára-choques e nos pára-lamas dianteiros, sendo quem não pudemos colher melhores dados, devido à vítima haver fugido a 'galope."
(Era um atropelamento de cavalo?).
3. "O condutor foi preso em flagrante por estar dirigindo em velocidade incombatível' com o local."
(O que pensar...?)
4. "Ocorreu um 'abarroamento’ de pessoas.", "Os conduzidos, além da algazarra, ainda xingavam a todos com palavra de baixo escalão".
(Bom... no nosso país , tudo é uma questão de escalão !)
5. "Demos cobertura à ambulância na condução de um 'débito mental' até o PSM".
(Você já pode imaginar quem está com débito mental ?!)
6. "O condutor do veículo colocava em risco a segurança das pessoas, pois estava dando 'cavalo de Paulo' na rua."
(Que Paulo ...quem é o Paulo...chama o Paulo , vai !?)

Fonte: Tal anedotário, que circula na Internet, é obra de um Tenente Coronel da PMMG (nome não citado), que expôs o conteúdo de seu livro no Programa do Jô, informando que todas as frases foram originalmente coletadas dos livros e relatórios de registro policial.

domingo, 28 de junho de 2009

BOLSA DITADURA

... "Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens.
O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem.
Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.
O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. " ...

Extraído de Elio Gaspari in: BOLSA DITADURA TORNOU-SE UMA INDÚSTRIA. Publicado na Folha de São Paulo e republicado em O Povo, de 28/06/2009.

sábado, 27 de junho de 2009

O BRASIL ANEDÓTICO IV

ETCETERA, ETCETERA...
Taunay - Reminiscências, vol. I, pág. 27
Analisava, certo dia, Zacarias de Góis e Vasconcelos, da tribuna, os atos e a vida particular de Cotegipe, então ministro da Marinha no gabinete 16 de julho.
- S. Excia. - diz o orador, - não tem tempo material para despachar o simples expediente da sua pasta. Senão, vejamos. O nobre ministro levanta-se tarde, mais ou menos às 10 horas da manhã; faz a sua toilette com apuro, o que lhe leva bem uma hora; almoça às 11, palestra com os amigos; chega ao Senado às 12; vai à Câmara ou responde aqui pelos desacertos do gabinete; fica livre às 4; acha a casa cheia de gente; torna a palestrar com os íntimos; janta às 7 e meia; joga a sua indefectível partida de voltarete; vai ao teatro às 10, sai dele às 11, passeia por aí, etc., etc., e afinal recolhe-se depois de meia-noite, senão mais tarde!
No dia seguinte, Cotegipe responde-lhe, no mesmo tom:
- Sinto, Sr. Presidente, não ter podido ouvir ontem, o minucioso relatório, que o nobre senador apresentou sobre a minha vida diária, pois houvera retificado várias inexatidões. Até certo ponto, porém, foi conveniente, porquanto tivesse ensejo de proceder a conscienciosas indagações e estou agora habilitado, do meu lado, para indicar ao Senado o modo por que S. Excia. reparte as horas do seu dia. Levanta-se cedo, às 6 horas da manhã, toma o seu banho frio, bebe café com leite e come um pratinho de torradas. Depois, estuda os relatórios e as matérias da ordem do dia até às 9. Aí, almoça e vai vestir-se, no que gasta algum tempo, por isso que prova várias sobrecasacas, a ver a que melhor lhe assenta. (Era, com efeito, uma das preocupações do Zacarias andar sempre com roupas severas, mas muito bem ajustadas e elegantes). Vem para o Senado e até às 4 horas da tarde leva a causticar a todo o mundo. Volta à casa na sua caleça; janta às 5 e palita os dentes. Às 6 e meia sai para a Misericórdia; às 8 encerra-se com as irmãs de caridade e com elas conversa, até às 9 e meia; recolhe-se às 10 e deita-se, dormindo sono de beato por ter cumprido com todas as suas obrigações.
Provedor da Santa Casa, Zacarias achou oportuno propor a Cotegipe um acordo, para que aquilo não ficasse nos anais. Procurou-o.
- Colega, - pediu, com gravidade, nas provas taquigráficas vou tirar aqueles maliciosos "etcetera, etcetera". V. Excia., por sua parte, há de eliminar a tal história das irmãs de caridade. Ouviu?
- Riscarei tudo quanto V. Excia. quiser, - concordou o Barão, - mas não consinto, isso nunca, que deixem de aparecer os tais "etcetera, etcetera". Esses são meus, e vão dar-me muita força moral.
E com o seu perfil de fuinha:
- Se os suprimir, reclamo-os da tribuna; fique certo!
A AGONIA DO GIGANTE
Taunay - Homens e Coisas do Império, pág. 87
Vítima de um ataque de uremia, o Visconde do Rio branco agonizava, cercado pela família e pelos amigos. Pálido como cera, os olhos cerrados, tentava, de quando em quando, erguer o braço, no seu gesto de orador, deixando escapar frases que davam idéia do seu delírio.
- Senhor presidente... - exclamou, grave; - peço a palavra...
Momentos de silêncio. E depois:
- Peço licença para falar com muita pausa devido ao meu melindroso estado de saúde...
Novo silêncio. Em seguida:
- Não perturbem a marcha do elemento servil...
E com energia, na frase derradeira:
- Confirmarei diante de Deus tudo quanto houver afirmado, diante dos homens!...
Momentos depois, era a morte.
A PALAVRA DOS INTERESSADOS
Taunay - Reminiscências, vol. I, pág. 74
Logo após a República, foi o conselheiro Paulino José Soares de Sonsa, provedor da Santa Casa, procurado por uma comissão de positivistas, que o foi convidar a mudar a denominação do cemitério São João Batista para Sul-Colombiano.
- Tomo nota da idéia - replicou o velho monarquista; - mas convém, antes da execução, saber se os que lá se acham têm até agora motivo de queixa ou aborrecimento contra esse nome de São João Batista.
O ÚLTIMO ESCRAVO
Ernesto Sena - Deodoro, pág. 160
Era a 23 de novembro de 1893. Verificada a traição de amigos em que confiava, e para não atear a guerra civil, Deodoro resolveu renunciar a presidência da República.
Manda lavrar o decreto. Levam-lho. Ele torna da pena, comovido, a mão trêmula.
- Assino a carta de alforria do último escravo do Brasil, - declara.
E assinou.
ARTE DE COMER
Taunay - Reminiscências, vol. I, pág. 47
Sales Torres-Homem era dos mais famosos sibaritas que o Brasil tem produzido. Os prazeres da mesa eram, para ele, dos maiores. Comia, porém, com arte, com método, não como um glutão, mas como um verdadeiro artista do paladar. Em certo banquete dizia ele a um vizinho:
- Não coma do pão senão a côdea, meu amigo: o miolo incha logo no estômago e ocupa lugar que pode ser mais bem preenchido!
DETIS E A REPÚBLICA
Taunay - Reminiscências, vol. I, pág. 74
Era o conselheiro Paulino José Soares de Sonsa provedor da Santa Casa de Misericórdia quando foi intimado pelas autoridades republicanas a acabar com o "Deus guarde" dos seus ofícios ao governo.
- Não me é licito aceder à intimação de V. Excia. - respondeu ele ao ministro do Interior: - neste estabelecimento ainda há Deus, nem se o pode dispensar no meio de tantos sofrimentos e misérias dos homens.
E não alterou a fórmula.
A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Serzedelo Correia - Páginas do Passado, pág. 15
A imprensa, na sua quase unanimidade, reclamava diariamente a eleição presidencial, que Floriano ia adiando. Desejando pôr termo a essa situação os ministros reuniram-se na secretaria da Viação, sendo todos acordes em forçar o ditador a essa medida. Incumbido de levantar a questão no despacho semanal, Simeão fê-lo com coragem. Floriano escutou-o e, ao cabo, voltando-se para Rodrigues Alves, indagou:
- O senhor conselheiro pensa da mesma forma?
- Perfeitamente.
Voltou-se para José Higino:
- E o senhor?
- Solidário com eles.
Era a vez de Serzedelo Correia. Floriano sabia-o na conjuração. Antes, porém. que este se manifestasse precipitou:
- A opinião aqui do meu camarada, eu já conheço.
Transfigurou-se:
- Mas os senhores estão enganados.
E batendo com a Constituição em cima da mesa:
- Enquanto esta vigorar, sou o presidente, e não faço a eleição!

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pérolas dos Vestibulandos IX

GEOGRAFIA
1. A capital de Portugal é Luiz Boa.
2. A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
3. O Brasil é um país muito aguado pela chuva, senão veja a Amazônia...
4. Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
5. Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente, e onde desce, é o decente.
6. Na América Central há países como a República do Minicana.

Fonte: Internet (Circulando por e-mail)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

FRASES E PENSAMENTOS DE BERNARD SHAW I

1 Enquanto não extirparmos o patriotismo, não haverá paz na terra.
2 Nada tão cansativo quanto a indecisão, e nada tão fútil.
3 A virtude não passa de uma tentação insuficiente.
4 O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo.
5 A mulher a todos nós reduz ao denominador comum.
6 A gente simples não ora, pede.
7 Que é a vida senão uma série de loucuras inspiradas.
8 A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.

Fonte: http://www.ponteiro.com.br/vf.php?p4=8239

LANCHONETE CANIBAL

Viajando por uma região de canibais, o arqueólogo chega a uma lanchonete escondida no meio da selva.
O cardápio chama sua atenção.

Lanchonete Canibal
Só servimos carne importada
- Missionário inglês frito ........................ US$ 30,00
- Turista americano a moda do chef ....... US$ 25,00
- Freira italiana virgem ensopada ........... US$ 35,00
- Político brasileiro ao forno ................... US$ 300,00
* Não aceitamos cheques.

Intrigado com a disparidade de preços, ele pergunta ao dono da espelunca a razão dos pratos elaborados com políticos brasileiros serem tão caros.
O empresário então lhe explica:
- Bom, o cara lá do Brasil, que exporta para nós, garante que político brasileiro é muito difícil de ser caçado.
- Para piorar, meu cozinheiro disse que eles levam horas e horas cozinhando...
- E tem mais: o senhor, por acaso, já tentou limpar um deles?

Fonte: internet (circulando por e-mail)

terça-feira, 23 de junho de 2009

“IN EXTREMIS” VI

“Nu vim ao mundo e nu partirei. Não quero vestir o meu uniforme” – Frederico I da Prússia
“Enterrem-me junto de meu cão” – Frederico, o Grande
“Que Deus não me abandone nunca” – Pascal“Não há mais nada, nada mais” – Valentino de Milão
“Avancemos” – Foch
“Eu sou de Cristo” – Barrés
“Luz, mais luz!” – Goethe
“Mamãe” – Anatole France
“Venceste, Galileu!” – Juliano, Imperador

Extraído do Almanaque do Ceará – 1941. p. 95-7.
 

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