domingo, 30 de agosto de 2009

QUEM MANDOU CASAR!

Duas semanas de casamento, o marido, apesar de feliz, já estava com uma vontade reprimida de encontrar a galera pra fazer uma festa.
Assim, ele diz à sua queridinha:
- Amorzinho, vou dar uma saidinha mas não demoro...
- Onde você vai, meu docinho...?
- Ao barzinho, assistir o futebol.
A mulher então liga o home theatre e a TV de plasma de 52' e diz:
- Ó meu amor adorado, aqui em casa você pode ver o jogo que quiser.
- Mas no bar, meu anjo, eu também posso tomar uma geladinha.
A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:
- Quer cervejinha, meu amor???
Nesse momento, ela abre a porta da geladeira e mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 países: alemãs, holandesas, japonesas, americanas, mexicanas, etc.

O marido sem saber o que fazer, lhe fala:
- Meu docinho de coco... mas no bar... você sabe... o copo gelado...
O marido nem terminou de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa e lhe diz:
- Quer copo gelado, amor?
Nesse momento ela pega no freezer um copo bem gelado, branco, branco, que até tremia de frio.
O MARIDO RESPONDE:
- Mas, minha princesa, no bar tem aqueles salgadinhos gostosos...
- Já estou voltando, tá bem?
- Quer salgadinho, meu rei???
A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes: quibe, coxinha, pastel, pipoca, amendoim, coração de galinha, queijo derretido, torresmo...
- Mas, minha “pixunguinha”... lá no bar... tem emoção, palavrão, xingamento...
- Ah quer emoção, palavrão, xingamento, meu amor???

- ENTÃO VAI TOMAR NO ..., PORQUE DAQUI VOCÊ NÃO SAI NEM F..., SEU FILHO DA P...!
- E SE VOCÊ TENTAR MAIS UMA DESCULPINHA DE MERDA COMIGO EU TE CORTO O S... FORA, SEU SAFADO!
- SENTA JÁ A P... DESSA BUNDA AI NO SOFÁ E SOSSEGA ESSE RABO!!!

- TÁ BEM AMOR DA MINHA VIDA!!!!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sábado, 29 de agosto de 2009

AMIZADES FAMILIARES NO OTÁVIO BONFIM

O bairro Otávio Bonfim serviu de palco para os acontecimentos principais da vida do casal Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel, pois nele viveram por mais de seis décadas, trazendo ao mundo e criando uma extensa prole. Elda chegou no bairro ainda muito menina, ao passo que Luiz veio no início da juventude; mas, ele tinha tanta afeição ao logradouro que costumava dizer que somente o largaria quando fosse para a sua última morada, situada na necrópole de São João Batista.
Era, nos anos 1940/50, um bairro claramente residencial, posicionado nas proximidades da área central de Fortaleza, sendo residência maiormente de famílias de classe média da capital cearense. Nessa época, não havia apartamentos no bairro e as famílias habitavam casas modestas, quase sempre contíguas, que abrigavam os muitos filhos que insistiam em nascer, nas décadas de 1950/60.
Havia bastante interação entre as famílias, que se conheciam e compartilhavam de muitos momentos comuns, daí ser natural que, no seio delas, florescessem amizades e até namoros entre os filhos de casais amigos, porque com tantos rebentos haveria de ter compatibilidades, etárias e de gênero, para possibilitar tais relacionamentos. Permeando tudo isso, estavam as ações encetadas pelos frades franciscanos, sediados no bairro, que catalisavam as intervenções no campo religioso e no terreno social.
Eram amigos, ou integrantes do circuito prévio de amizades de nossos pais, de algumas famílias constituídas, que residiam no bairro há um certo tempo, como os Botelho Ramos, Camelo Parente, Medeiros Comaru, Sales Rocha, Rocha Alexandre, Castro Costa, Cavalcante Albuquerque, Passos Lima etc. Outras amizades foram agregadas, a partir da condição de vizinhança domiciliar, a citar: Acioli, Félix de Souza, Macedo, todos da Rua Justiniano de Serpa, e os Teixeira Lima, Martins Brasil, Jucá Nogueira, Marques Nogueira, moradores da Rua Domingos Olímpio e de suas imediações.
A maioria desses lares figurava com muitos filhos, quase sempre estudantes de escolas públicas, ainda detentoras de certa credibilidade de ensino, porque os pais, em geral, lutavam com muitas dificuldades financeiras e não conseguiam arcar com os gastos de manutenção simultânea de vários meninos em colégios particulares de Fortaleza; até mesmo os que podiam bancar a escola privada de algum dos filhos evitavam fazer escolhas que gerassem privilégio para uns em detrimento de outros de sua própria linhagem.
A despeito desses percalços, pode-se afirmar, categoricamente, que, “grosso modo”, esses pais de família souberam compensar as restrições de recursos materiais domésticos, provendo uma educação plena de valores morais e espirituais, direcionada para sobrepujar os entraves que a vida expõe, ao tempo em que encaminharam a maior parte dos seus para a formação universitária, nas poucas faculdades existentes, naquele período.
As famílias de então exibiam com júbilo, e quiçá com um toque de orgulho, a cada ano, os seus rapazes de cabeça raspada “a zero”, indicativa da recente aprovação nos concorridos vestibulares, e motivo de envaidecimento do “bicho”, que tratava de cobrir a sua calvície, temporária e artificial, com uma boina de calouro.
Com efeito, a quantidade de médicos, advogados, engenheiros, veterinários, agrônomos, economistas, dentre outros, despontados no Otávio Bonfim, evidencia o acerto de tantas famílias na educação e na preparação de seus jovens para a vida.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado in: O Povo. Fortaleza, 29 de agosto de 2009. Jornal do Leitor. p.2.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CRIAÇÃO DA MULHER!!

Quando Deus fez a Mulher, ele estava no sexto dia, trabalhando até depois do expediente. Um anjo apareceu e disse, "por que você está gastando tanto tempo fazendo isso?"
E o Senhor respondeu: "Você viu a planilha de especificações técnicas dela?
Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas intercambiáveis, funcionar com coca-cola diet e resto do almoço, ter um colo que pode acolher quatro crianças de uma vez, ter um beijo que pode curar qualquer coisa desde um joelho arranhado até um coração partido e ter dois pares de mãos."
O anjo ficou impressionado com as exigências. Dois pares de mãos! Não tem jeito!
E isso é só o modelo básico?
Isso é demais para um dia só de trabalho. Deixe para terminar amanhã. "Mas eu não posso", protestou o Senhor. "Estou tão perto de terminar esta criação que está tão perto do meu coração. Ela até cura a si mesma quando está doente e é capaz de trabalhar 18 horas por dia."
O anjo se aproximou e tocou a Mulher. "Mas você a fez tão frágil, Senhor."
"Ela é frágil," o Senhor concordou, "mas eu também a fiz resistente. Você não tem idéia do que ela é capaz de suportar ou conquistar."
"Ela será capaz de pensar?" Perguntou o anjo.
O Senhor respondeu, "Não só será capaz de pensar, como de argumentar e negociar."
O anjo viu alguma coisa, e, estendendo a mão, tocou a face da Mulher.
"Oh, parece que tem um vazamento nesse modelo. Eu disse que você estava tentando colocar coisa demais nela."
"Isso não é um vazamento," corrigiu o Senhor, "isso é uma lágrima!"
"E para que serve?" perguntou o anjo.
O Senhor disse: "A lágrima é sua maneira de expressar alegria, tristeza, dor, desapontamento, amor, solidão, luto e orgulho." O anjo estava impressionado.
"Você é um gênio, Senhor! Pensou em tudo! Mulher é realmente impressionante!"
Sim! Mulheres têm forças que impressionam os homens. Elas suportam dificuldades e carregam fardos, mas mantêm a alegria, amor e o contentamento.
Elas sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam por aquilo que acreditam.
Erguem-se contra a injustiça. Não aceitam "não" como resposta quando acreditam que há uma solução melhor. Passam sem para que sua família possa ter.
Acompanham um amigo assustado ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos se destacam e rejubilam-se quando seus amigos são premiados.
Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento. Seus corações se partem quando um amigo morre. Elas se enlutam pela perda de um membro da família, no entanto são fortes quando se pensa que não há mais força. Sabem que um abraço e um beijo podem ajudar a curar um coração partido.
Mulheres vêm em todos os tamanhos, cores e formas. Elas vão dirigir carros, pilotar aviões, andar, correr ou mandar e-mails para mostrar o quanto elas se importam com as pessoas. O coração de uma mulher é o que faz o mundo continuar girando!
Elas trazem alegria e esperança. Têm compaixão e ideais. Dão apoio moral a seus amigos e familiares. Têm coisas vitais a dizer e tudo a dar.
P.S. Envie para as mulheres que conhece para lembrá-las do quanto são admiráveis, porque, se há um defeito nas mulheres, é que tendem a esquecer de si mesmas.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

“HERROS DE PULIÇA” III

Alguns erros notórios escritos por policiais em ocorrências:
13. "... os indivíduos tentaram resgatar o autor do nosso domínio através do uso de força 'anônima'."
( Esse aí tava "emaconhado"! ! !)
14. "O cadáver apresentava sinais de estar morto."
(Ufa, ainda bem!!)
15. "Foi apreendido um quilo de lingüiça 'perfumada'."
(Esse aí se apaixonou pela linguiça!!)
16. "Atendemos à 'solicitação do solicitante', que nos narrou que o autor praticava 'atentado violento' ao pudor, pois exibia para os transeuntes os 'órgãos sanitários'."
(O que comentar...fico sem palavras!!)
17. "Após discutir com a vítima, o autor desferiu um forte soco no rosto da mesma, que de tão violento, 'soltou a tampa de seu nariz'."
(Deve ser o mesmo cidadão da camisa "destampada"... ele tem algum problema com esse objeto!?)

Fonte: Tal anedotário, que circula na Internet, é obra de um Tenente Coronel da PMMG (nome não citado), que expôs o conteúdo de seu livro no Programa do Jô, informando que todas as frases foram originalmente coletadas dos livros e relatórios de registro policial.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

RAÍZES DO INTERNATO DE PEDIATRIA NO HIAS

Nos anos setenta, o Internato em Medicina na UFC durava doze meses ininterruptos, sem intervalos ou férias, distribuídos em cinco áreas: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Toco-Ginecologia e Estágio Rural (CRUTAC), o último com duração de um mês. O interno podia escolher uma das áreas para realizar o treinamento durante cinco meses, cabendo dois meses a cada uma das demais áreas.
Grande parte do alunado optava pela Clínica Médica, como campo de estágio dominante, porque a maioria desejava, antes de mais nada, exercer a clínica geral; aqueles que desejavam ser cirurgiões, pediatras, obstetras, em menor número, compatibilizam suas preferências curriculares com as aspirações profissionais e normalmente buscavam assumir o período mais longo no seu próprio setor de interesse.
O complexo hospitalar da universidade, formado pelo Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), gozava da preferência dos internos, mas os que pretendiam trabalhar no interior possuíam uma velada inclinação a fazer o Internato no Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) enquanto o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) despertava a atenção pela multiplicidade de especialidades e por sua localização geográfica, compondo uma demanda bem típica.
Os poucos leitos pediátricos do HUWC, confirmando o desprestígio que outros serviços médicos impingiam à Pediatria, não animavam os futuros pediatras e muito menos a tantos quantos estavam decididos ao exercício de outras especialidades, que tocavam esse estágio apenas, como se diz no jargão esportivo, para cumprir tabela. Apesar da boa vontade e da dedicação dos professores de Pediatria, a limitação dos recursos e a pequena variabilidade na oferta de serviços pediátricos, dentro de um hospital geral que privilegiava o atendimento a adultos, resultava, naturalmente, em pouca atividade para tantos internos, gerando um certo grau de ociosidade do alunado e menores oportunidades de aprendizado e de treinamento.
Tratava-se, na verdade, de um problema crônico exacerbado na segunda metade da década de setenta, com a chegada de muitos alunos transferidos, e de difícil solução endógena, a curto ou médio prazos, o que assegurava a manutenção de um círculo vicioso, envolvendo carência de recursos e deficiência de aprendizado.
No final de 1978, ciente da persistência do transtorno, e mesmo sendo ex-aluno da UFC, pois fora diplomado em dezembro de 1977, conversei com o Prof. Haroldo Juaçaba, então coordenador do Internato em Medicina, no sentido de buscar uma alternativa externa para resolver o impasse, que causava enorme dissabor aos internos, contribuindo para minar a credibilidade do ensino médico da UFC. A medida não era inusitada porque os internos do HGF e da HGCC faziam a Pediatria nesses próprios hospitais, e ainda traria benefícios aos internos que permanecessem no Serviço de Pediatria do HUWC, porquanto ter-se-ia, com tal enxugamento da quantidade de alunos, uma certa adequação à sua capacidade instalada.
Como fora eu admitido para o quadro de sanitaristas concursados da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, o estágio institucional a que fora submetido, para ingresso nessa carreira, permitira-me conhecer o funcionamento das unidades de saúde estaduais, o que incluía os hospitais da Fundação de Saúde do Estado do Ceará (FUSEC), dentre os quais constava o Hospital Infantil Albert Sabin.
O HIAS fora “inaugurado” em 1975, como Hospital Infantil de Fortaleza, em final de gestão governamental, com funcionamento parcial, e reinaugurado em 1977, com a presença do quase prêmio Nobel Dr. Albert Sabin, ocasião em que foi dado o seu nome ao hospital, a título de honraria, fazendo jus ao grande benfeitor da humanidade. A partir daí, a instituição passou a operar em plena capacidade, dispondo de centenas de leitos, distribuídos nas várias especialidades, e contando com ambulatórios especializados.
Em pouco tempo, o HIAS consolidou-se como o mais abrangente e o mais bem equipado hospital pediátrico do Ceará, credenciando-se à sua transformação, como centro de formação de pediatras e de irradiação do conhecimento em Pediatria, qualidades que subsistem até os dias atuais.
A sensibilidade do Prof. Haroldo Juaçaba, frente à sugestão, revelou-se na forma como agiu, com determinação, culminando no envio dos primeiros internos da UFC para o HIAS, dando início, assim, uma tradição de acolhimento de estagiários de diferentes escolas médicas, do Ceará e de outros estados, dentre os quais figuram os internos do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará-UECE.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

* Publicado in: Rev. de Saúde da Criança e do Adolescente, 1 (1): 70-2, 2009.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O QUE ELES DISSERAM I

PARA SEMPRE NA MEMÓRIA
"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."
Ernesto Che Guevara, guerrilheiro argentino e um dos líderes da revolução cubana. A frase teria sido proferida em 1967, ano de sua morte.
"Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter."
Martin Luther King, líder americano da luta pelos direitos civis, em discurso durante a Marcha para Washington, em 1963.
"A Terra é azul."
Yuri Gagarin, cosmonauta soviético, o primeiro homem a ver o planeta do espaço, em 1961.
"É um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade."
Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na superfície da Lua, em 1969.
"Saio da vida para entrar na História."
Getúlio Vargas, na carta-testamento encontrada ao lado de seu corpo, em 1954.
"No futuro, todas as pessoas serão famosas durante quinze minutos."
Andy Warhol, artista americano, pai do movimento pop.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 23 de agosto de 2009

ANIVERSÁRIO DO DR. JEAN CRISPIM


JEAN CRISPIM: aos 50 bem vividos
Conheci Francisco Jean Crispim Ribeiro em 1971, quando nos preparávamos para enfrentar o já concorrido vestibular da UFC. A essa época (parecemos algo envelhecido por usar tal expressão), Jean, após longa permanência como aluno do Colégio Militar de Fortaleza, estudava no “cursinho” do Colégio Cearense do Sagrado Coração, enquanto eu concluía o ensino de segundo grau no Colégio Júlia Jorge, que funcionava na Parquelândia, bairro de sua residência.
Em janeiro de 1972, fomos igualmente brindados com a aprovação no vestibular, em classificação que nos permitia optar por quaisquer dos cursos da área de Ciências, possibilitando preencher vaga na graduação de nossa vocação – a Medicina, conquista usualmente mais festejada por nossos familiares do que até por nós próprios.
Nossa vitória, contudo, poderia ser ilusória, pois a escolha baseada na ordem do resultado do vestibular era apenas um indicativo de opção inicial, cabendo a definição efetiva do curso ao rendimento final dos alunos durante o Ciclo Básico. A inditosa e mal fadada experiência da UFC ensejava a criação de um clima de competição permanente entre os universitários e a formação de certas “associações” espúrias, desde que os componentes não se vissem como concorrentes.
Certamente, esse foi também um momento difícil de nossas vidas e penso que a onicofagia imperou entre muitos. Para alguns amigos comuns, Jean fora iniciado nesse vício quando aluno do Coronel Wetter, nos tempos do Colégio Militar, e o Ciclo Básico apenas aflorara uma conduta ora latente.
Tive a gratificante felicidade de ter sido colega do Jean durante os seis anos do curso médico, companhia iniciada no vestibular e encerrada na colação de grau em 1977, compondo a Turma José Carlos Ribeiro, seguramente uma das mais iluminadas de nossa cinqüentenária instituição universitária, à conta dos valores individuais de tantos companheiros, dotados de luz própria, que tão bem servem à nossa população.
Dr. Jean Crispim é estrela de primeira grandeza na constelação de nossos pares. Após a conclusão da graduação, foi bem sucedido no processo seletivo que permitiu realizar a sua Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário Walter Cantídio, tendo prosseguido seus estudo e treinamento com vistas a exercer a colo-proctologia, especialidade que abraçou com afinco e nela vem se destacando entre os de maior talento, condição reconhecida entre colegas e usuários, mercê de seus inegáveis méritos pessoais.
Mesmo tendo chegado à idade em que muitos se “acomodam”, em parte por decorrência das obrigações provedoras e dos encargos de educação familiar, Jean não titubeou ao enfrentar o desafio de voltar aos bancos escolares para perseguir a obtenção do diploma de mestrado, título aliás que não lhe conferiria qualquer vantagem pecuniária e também não era motivado pela busca de “status” ou mero sentimento de vaidade, dado que fora emulado pelo desejo maior de aprender e de melhor compreender a Arte Médica.
Jean é um homem de família, plasmado em um lar cristão, tendo sido carinhosamente criado por seus pais: Sr. Ribeiro, figura querida e sempre lembrada por aqueles que o conheceram, e D. Izete, exemplo pleno de polidez e amabilidade; guardo ainda, mesmo decorridos vinte e cinco anos, as boas lembranças da convivência com suas graciosas irmãs e as sensações de harmonia emanadas de sua família.
A fortuna também lhe sorriu ao constituir a sua própria família, encontrando, na grandeza física e espiritual de Mazé, a companheira presente, de todas as horas, a matriz que gerou seus três filhos (Lívia, Lucas e Lize), para os quais exercita a proeza de ser um dileto “paizão”.
Por último, ao que me reservo o direito de crer como o mais importante, júbilo maior repousa na sua prática cristã, que não se restringe à sua participação na comunidade carismática católica e na Sociedade Médica São Lucas, consubstanciada que é na forma desprendida em que exerce a sua profissão de médico, independente do estrato ou da inserção social de sua clientela e da natureza pública ou privada do serviço prestado, vendo em cada ser humano um irmão a quem acolhe e tenta suprir um lenitivo para mitigar o padecimento do próximo.
Meu caro Jean! Você, com alguns meses de atraso em relação a mim, chega aos cinqüenta anos. É um momento marcante na nossa trajetória de vida, quando inclusive recapitulamos nossos feitos, gloriosos ou não, e também o que deixamos de fazer. É muito salutar comemorar, registrar tal passagem, que, para muitos, assinala o acme da existência laboral terrena; contudo, renunciar a festividade de um rito, em respeito e solidariedade ao irmão ou ao amigo aturdido pelo sofrimento, é um gesto magnânimo, merecedor do reconhecimento de todos, que enaltece a sua condição humana e o aproxima de Deus.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado sob o título “Jean, Aos 50 Bem Vividos!” In: Jornal O Povo. Fortaleza, 15 de fevereiro de 2004. Jornal do Leitor. p.4.
 

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