domingo, 29 de novembro de 2009

VIOLÊNCIAS: sem juízo de valor

Perguntaram a um coronel do BOPE (Polícia de Elite do RJ), se ele perdoaria os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando três policiais.
A resposta:
"Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS.
A nossa é de simplesmente PROMOVER o ENCONTRO".

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

65 ANOS DO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

Como parte da programação alusiva aos 65 anos do Instituto do Câncer do Ceará, proferi, na manhã de hoje, a palestra “ICC 65 Anos: resgate da memória institucional”, na Sessão Científica da Escola Cearense de Oncologia do Instituto do Câncer do Ceará. Ao evento, acorreram muitos funcionários e membros do corpo clínico da instituição.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FALTAVA UMA DE “PORTUGA”

Um irlandês, um mexicano e um português estavam trabalhando na construção de um edifício de 20 andares.
Eles começaram a abrir suas marmitas para almoçar e o irlandês disse, irritado:
- Bife com repolho de novo! Se eu abrir essa maldita marmita amanhã e encontrar bife com repolho me jogo desse prédio!
O mexicano abriu sua marmita e gritou:
- Burritos de novo! Se amanhã meu almoço também for burritos, me jogo daqui!
O português abriu a sua e disse:
- Sardinha de novo! Se meu sanduíche amanhã for de sardinha de novo, me jogo também!
No dia seguinte o irlandês abriu sua marmita, viu o bife com repolho e pulou para a morte.
O mexicano abriu sua marmita, viu os burritos e pulou também.
O português abriu o sanduíche, viu que era de sardinha e também se jogou do prédio.
No enterro, a mulher do irlandês chorava sem parar, dizendo:
- Se eu soubesse o quanto ele estava cansado de comer bife com repolho, eu nunca
mais teria posto na marmita dele!
A mulher do mexicano também chorava:
- Eu poderia ter feito tacos! Não percebi o quanto ele estava odiando comer os burritos!
Todos se voltaram e olharam para a esposa do português:

- Ei, nem olhem para mim. Ele sempre fez seu próprio almoço!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DE LIVROS DO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) comemorou o seu 65º aniversário de fundação, lançando, na oportunidade, a coleção “Resgate da Memória Institucional”. A obra, organizada por Elsie Studart e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, contém cinco volumes, reunindo farto material documentário sobre os últimos quinze anos de trabalho, estudo e muita dedicação do ICC. A mim, coube a responsabilidade de pronunciar o discurso de apresentação da coleção, que teve lugar no Auditório do Hospital do Câncer, na manhã de hoje. Em seguida, participei do Programa Debates do Povo, na rádio O Povo, tratando da efeméride.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O ICC, À LUZ DA HISTÓRIA

Quando o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) foi criado, em 1944, ter câncer valia como uma sentença de morte. As pessoas com mais posses, acometidas pela doença, buscavam tratamento no eixo Rio/São Paulo. Os menos afortunados, e que constituíam a maioria, ficavam no Ceará, recorrendo à Santa Casa de Misericórdia, onde o Instituto do Câncer fazia seus atendimentos. Antes de chegar ao prédio em que se encontra, o ICC teve outros endereços. Passou pela Praça José de Alencar (Faculdade de Medicina) e ocupou espaço no Hospital das Clínicas, no bairro Rodolfo Teófilo.
O mito de que tratamento bom para câncer, era fora do Ceará, foi sendo desfeito, à medida que novas formas terapêuticas, destinadas a combater o câncer, iam sendo agregadas à Instituição. O certo é que o ICC cresceu tanto, que chegou a hora em que já não era mais possível atender às pessoas, apenas ambulatorialmente. A situação se agravava, principalmente quando havia necessidade de cirurgia e não tinha para onde encaminhar os doentes com câncer.
Essa situação prolongou-se por muito tempo, a despeito de o ICC buscar, de todas as maneiras, assegurar ao doente um tratamento à altura das suas necessidades, obviamente que dentro dos limites da Instituição. Primeiro, foi a vez da radioterapia. Depois, veio a quimioterapia. Essa história foi se arrastando, pontuada aqui e ali pela aquisição e/ou doação de um novo aparelho, sempre a se depender da boa vontade dos benfeitores e mesmo de alguns gestores públicos.
Em 1995, 51 anos depois da criação do ICC, o Dr. Haroldo Juaçaba, então presidente do ICC, resolveu dar a largada para a construção do Hospital do Câncer. Mais quatro anos, e ele era entregue à população. De lá para cá, cresceram os atendimentos numa velocidade jamais imaginada. Chega-se agora a 2009 e aí está o Hospital do Câncer, que há pouco tomou o nome do Prof. Haroldo Juaçaba.
O desenho do atual ICC é moderno e eficiente. O seu planejamento estratégico, elaborado por uma consultoria qualificada, com suporte do pessoal do ICC, estabelece metas de crescimento para os próximos anos. A nova estrutura administrativa tornou a instituição mais enxuta e com melhor definição das suas responsabilidades. O organograma atual do ICC dá visibilidade para que se faça uma leitura da missão institucional, através das unidades estruturantes criadas, para viabilizá-la. Em primeira linha, estão o Hospital do Câncer, unidade operacional, com grau de excelência; a Escola Cearense de Oncologia, incumbida de formar pessoal qualificado para atuar na área oncológica; e a Rede Feminina, onde pulsa, com mais vigor, o coração do ICC, pelas ações solidárias que fazem parte do seu cotidiano. Como unidades de sustentação, encontram-se a Diretoria Corporativa de Negócios, a Diretoria de Suporte Corporativo e a Diretoria de Responsabilidade Social.
À luz da história, o que mais pode ser dito do Instituto do Câncer do Ceará, completando nesse 25 de novembro de 2009, 65 anos de brilhante atuação, é que para a entidade crescer, da forma como cresceu, foi fundamental o pulso forte dos seus dois primeiros presidentes – Waldemar de Alcântara (1944-1990) e Haroldo Juaçaba (1991-2009), os quais souberam aliar competência, bom senso e espírito humanitário, para tornar a Instituição aniversariante a melhor referência no tratamento do câncer, no Estado do Ceará e até nas regiões Norte-Nordeste.
Atualmente, a entidade é presidida pelo Dr. Lúcio Alcântara que, por sinal, já ocupou a vice-presidência do ICC, e que há cerca de 10 anos vinha sendo mantido como presidente, em exercício da instituição; à frente da Diretoria Geral do Instituto está o Dr. Sérgio Juaçaba.
Os anos vindouros prometem outras grandes realizações, como é o caso da construção da Casa Vida, para abrigar um número cada vez maior de doentes pobres, vindos do interior, para tratamento no Hospital do Câncer; tem-se mais em vista, a viabilização de um projeto de engenharia, cuja finalidade é erguer um prédio de 12 andares, para atendimento ao paciente do SUS. Metas físicas traçadas deverão ser cumpridas, ampliando-se, no Estado, os números de atendimentos, balizados pelos mais modernos recursos que a cancerologia oferece.
O mais importante, em tudo isso, é a valorização do capital humano, posto à disposição do paciente com câncer, pelo ICC, tal como o respeito que a Instituição devota a essa sua clientela, na medida em que coloca, ao seu dispor, todo um aparato médico/tecnológico capaz de derrubar o mito de que “câncer não tem cura”.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente do Comitê de Ética em Pesquisa do ICC

* Publicado in: Jornal O Povo. Fortaleza, 22 de novembro de 2009. Caderno A (Opinião). p.7.

domingo, 22 de novembro de 2009

HOMENAGENS PÓSTUMAS DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

A Academia Cearense de Medicina (ACM), em 30/09/09, prestou significativa homenagem aos Drs. Juraci Vieira de Magalhães, Vinício Brasileiro Martins e Haroldo Gondim Juaçaba, três figuras de escol que dignificaram o sodalício com suas notáveis participações na Medicina do Ceará.
Na verdade, foram as obras desses três integrantes da Academia, recentemente convocados por Deus para a última viagem, que deram vez à homenagem que lhes foi rendida. Essa foi feita, evidentemente, com palavras, já que como bem afirma o dominicano e escritor mineiro Frei Betto, são elas “expressões de alegria, de acolhimento, e, como uma brisa que ativa nossas melhores energias”, transmutam-se em oração.
Na política, na educação, na administração pública, mas, nomeadamente, na Medicina, eles souberam trabalhar em proveito da coletividade. Como membros dessa envolvente Academia, aqui deixaram a sua marca e o melhor do espírito acadêmico, a ser copiado por seus dignos sucessores e por aqueles que a ACM reconhece como um dos seus, acolhendo-os como membro honorário.
Médicos e médicas que compõem esse celeiro de inteligências vivas e atuantes, estão reunidos nessa confraria, que tanto zela pela História da Medicina, quanto pela boa prática da Arte de Hipócrates na terra alencarina. Para ser acadêmico, não basta produzir literatura médica. Antes disso, é imprescindível ser personagem da História. E todos três, aqui referenciados, o são. É só observar o perfil dos homenageados,lançando um olhar mais atento para suas biografias e para os registros nos Anais acadêmicos, dando conta da sua magnitude.
A ACM, na pessoa dos seus notáveis acadêmicos, fez uma reverência diante dessas três ilustres figuras, já não mais entre nós, fisicamente, porém com presença assegurada, pela imortalidade das suas idéias, dos seus pensamentos e das suas ações.
Em sessão solene a acontecer em 25/11/09, em sua sede oficial, a ACM designou o Acad. Dr. Hélio Bessa para traçar, com a mais absoluta fidelidade, o trajetória biográfica de outros quatro grandes vultos da Medicina do Ceará, e igualmente ex-integrantes do silogeu médico, o Dr. José Gerardo Ponte, falecido no ano pretérito, e os Drs. Heládio Feitosa de Castro, Jorge Romcy e Silas Munguba, desaparecidos de nosso convívio, no correr deste ano de 2009.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

* Publicado in: O Povo. Fortaleza, 22 de novembro de 2009. Fato Médico/Reflexões. p.8.

sábado, 21 de novembro de 2009

CENTENÁRIO DO PROF. JOSÉ ROSEMBERG


O Professor José Rosemberg nasceu em Londres, em 19/09/1909, naturalizando-se brasileiro, em 1934, sendo, por conseguinte, filho por adoção e criação deste país, para onde sua família migrara.
Cumpriu, praticamente, todos os patamares da hierarquia acadêmica: graduou-se, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Farmácia, em 1928, e em Medicina, em 1934; obteve os diplomas de Docente Livre de Tisiologia, da Faculdade de Medicina. Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, e da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, em 1947.
Foi Professor Titular de Tuberculose e Doenças Pulmonares, por mais de cinco décadas, e diretor de Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo; foi professor de Tisiologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, de 1968 a 1980, e também Professor Convidado, da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Ceará, de 2000 a 2001.
Convidado para exercer as mais diversificadas funções, na área de sua maior atuação, foi responsável pela organização e promoção de dezenas de cursos de especialização e atualização de Tuberculose, em seis faculdades médicas e doze instituições médico-científicas brasileiras, além de Professor Participante dos Cursos de Especialização em Tuberculose do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, da Fundação Nacional de Saúde do Ministério da Saúde; a par disso foi orientador de 22 teses de doutoramento, apresentadas em diversas faculdades, sendo doze sobre Tuberculose e Pneumologia e dez sobre Tabagismo.
Foram muitas as suas participações em eventos científicos, como presidente, palestrante e conferencista, propiciando efetiva colaboração ao processo de formação de novos especialistas, nas áreas em que sempre trabalhou com grande competência e sapiência. Foi Presidente do I Congresso Brasileiro sobre Tabagismo, e, ainda, Presidente de Honra dos quatro congressos seguintes.
Os cargos e funções ocupados pelo Prof. José Rosemberg falam do respeito de que foi merecedor, no curso da sua longa vida produtiva de homem da ciência e de cidadão exemplar, notadamente tendo por foco a luta contra a tuberculose e o tabagismo no Brasil. Paralelamente a tantos cargos e funções exercidos, as condecorações e os títulos honoríficos que lhe foram outorgados, no Brasil e em outros países, foram uma justa medida do valor desse entusiasta da pesquisa, tão dedicadamente entregue à luta contra os males causados pelo hábito de fumar.
Muitos foram os seus livros publicados nas áreas de Tuberculose, Pneumologia e Tabagismo, no percurso de seis décadas, período de sua mais profícua atividade científica, totalizando, então, quatorze livros editados e mais de duzentos artigos científicos publicados em revistas médicas especializadas, nacionais e estrangeiras. As repercussões científicas e práticas do trabalho desenvolvido pelo Prof. Rosemberg, elevaram-no ao umbral das grandes personalidades médicas do século XX.
Em 2004, aos 95 anos, a despeito da sua idade avançada, ainda proferiu 24 conferências, sendo o seu ímpeto de desbravador contido por força da doença que limitou as suas atividades físicas no correr do ano seguinte, vindo a falecer em 24/11/2005, aos 96 anos, suscitando o pronto envio de centenas de mensagens de admiradores, discípulos e representantes institucionais, do Brasil e do estrangeiro.
A sua viúva, a pneumologista e historiadora cearense Dra. Ana Margarida Rosemberg, seguindo às orientações do seu pranteado esposo, cuidou da sua vasta biblioteca, composta de um acervo de mais de doze mil títulos, e após a classificação dos livros, montou uma biblioteca especializada em Tuberculose no Instituto Clemente Ferreira, unidade de referência em tisiologia do governo paulista, e doou milhares de obras às bibliotecas da PUC de São Paulo. Outra parcela, de especial valor para bibliófilos, foi trasladada de São Paulo para o Ceará, a fim de integrar o acervo patrimonial do Centro Cultural Pai Arruda, ora em implantação, sob o patrocínio da Fundação Comendador Ananias Arruda, em Baturité.
Em novembro de 2009, assinalando a passagem do centenário de nascimento do Prof. Rosemberg, com a presença da Dra. Ana Margarida Rosemberg, São Paulo prestará as devidas honras a esse ilustre cientista e notável cidadão que tanto trabalhou pela saúde do povo brasileiro.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado in: Jornal O Povo. Fortaleza, 21 de novembro de 2009. Jornal do Leitor. p.1.
 

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