segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REVISTA MedUECE 2010


Ao ensejo da solenidade de Colação de Grau da Turma 2010 do Curso de Medicina, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), ocorrida no dia 12 de janeiro último, no Teatro José de Alencar, deu-se a distribuição da Revista MedUECE às pessoas que ali acorreram, para prestigiar os 41 novos médicos formados por nossa universidade.
A Revista, agora em sua terceira edição, mantém a prática das duas turmas precedentes de brindar o público, com um veículo de comunicação, ágil e versátil, que dá eco aos relatos das vivências estudantis e preserva parte da memória iconográfica dos concludentes.
Essa ideia de compor a Revista MedUECE baseou-se em experiência similar do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), na qual nosso filho Felipe formou-se, e tem sido levada por nós, a cada turma, logrando boa receptividade.
A editoração e a escolha dos textos, bem como as ilustrações são de responsabilidade dos formandos, que recorrem a contribuições escritas por alunos e professores. Além de incentivá-los a publicar a revista, atuamos na negociação junto à Editora Expressão e na captação de parte dos recursos financeiros necessários à impressão. Como nas edições anteriores, há um texto de nossa lavra que oportunamente será postado neste blog.

domingo, 30 de janeiro de 2011

PRÊMIO IgNOBEL - 2000

Psicologia - Concedido a David Dunning da Cornell University e Justin Kruger, da University of Illinois, por seu modesto relatório, "Unskilled and Unaware of It: How Difficulties in Recognizing One's Own Incompetence Lead to Inflated Self-Assessments. ("Incompetente e inconsciente: como as dificuldades em reconhecer nossa própria incompetência levam a uma autoavaliação exacerbada"). (ver artigo Efeito Dunning- Kruger)
Literatura - Concedido a Jasmuheen (formalmente conhecida como Ellen Greve), da Austrália, primeira dama do Respiracionismo, por seu livro Living on Light, que explica que embora algumas pessoas comam, elas não precisam fazê-lo.
Biologia - Concedido a Richard Wassersug da Dalhousie University, por seu artigo em primeira mão, "On the Comparative Palatability of Some Dry-Season Tadpoles from Costa Rica." ("Comparatividade de Sabores de Alguns Girinos da Costa Rica").
Física - Concedido a Andre Geim da University of Nijmegen, da Holanda, e Sir Michael Berry, da Bristol University, Inglaterra, por usar ímãs para levitar um sapo e um lutador de sumô.
Química - Para Donatella Marazziti, Alessandra Rossi, e Giovanni B. Cassano, da Universidade de Pisa, Itália, e Hagop S. Akiskal, da University of California, San Diego, por descobrirem que, bioquimicamente, amor romântico pode ser indistinguível de casos severos de transtorno obsessivo-compulsivo.
Economia - Para o Reverendo Sun Myung Moon, por trazer eficiência e crescimento à indústria dos casamentos em massa: 36 casais em um evento de 1960, 430 em 1968, 1.800 em 1975, 6.000 em 1982, 30.000 em 1992, 360.000 em 1995, e 36.000.000 em 1997.
Medicina - Para Willibrord Weijmar Schultz, Pek van Andel, e Eduard Mooyaart, de Groningen, nos Países Baixos, e Ida Sabelis, de Amsterdã, pela sua pesquisa "Magnetic Resonance Imaging of Male and Female Genitals During Coitus and Female Sexual Arousal." ("Imagens em ressonância magnética dos genitais masculinos e femininos durante o coito e excitação sexual feminina")
Ciências da Computação - Para Chris Niswander de Tucson, por inventar PawSense, software que detecta se um gato passa por cima de um teclado de computador.
Paz - Para a Bristish Royal Navy, por ordenar aos marinheiros que deixassem de usar balas de canhão, e gritassem "Bang!"
Saúde Pública - Para Jonathan Wyatt, Gordon McNaughton, e William Tullet, de Glasgow, pelo alarmante relatório "The Collapse of Toilets in Glasgow" ("A Queda de Vasos Sanitários em Glasgow").
Fonte: wikipedia.org
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAmio_IgNobel

sábado, 29 de janeiro de 2011

TEMPO DE SECA E DE SONHO

Segunda-feira, 8 de dezembro de 1947. O calendário marca o Dia da Família. Para Laurindo Barros da Costa esse é, talvez, um dos mais auspiciosos dias da sua existência; há pouco ele chegou da solenidade de sua formatura em Ciências Jurídicas, pela Faculdade de Direito do Ceará, acontecida no Theatro José de Alencar. Margarida, sua jovem e bela esposa, dorme placidamente; infelizmente, ela não pôde comparecer à colação de grau, porque não vinha se sentido bem, nos últimos dias. Ainda adolescente, e já enfrentando as dificuldades próprias de uma primeira gestação, o desconforto até se justificava. Provavelmente em junho do ano vindouro ela estaria com o seu rebento nos braços.
Laurindo confessa ter uma velada preferência para inaugurar a sua prole com um menino. Com a graça de Deus, ela há de ser tão numerosa quanto foram as dos seus avós. Se tudo der certo ele vai chamar a criança de Pedro, rendendo honra, assim, ao avô materno, prematuramente desaparecido do convívio familiar e que tinha esse mesmo nome.
Nesse instante, sorrateiramente, chegam-lhe à mente vivas lembranças de fatos ocorridos três lustros atrás, e que agora vêm lhe subtrair o sono. Por sua vista, passam cenas, como que saídas de uma película do Cine Familiar, onde o falecido Pedro Carneiro trabalhava, franciscana e voluntariamente, como porteiro, nas noites de exibição.
O pensamento leva Laurindo de volta a 1932. Uma parada no tempo, e lá está ele na localidade de Acarape, no Município de Redenção, ano de seca cruel, que impingiu um sofrimento enorme aos irmãos cearenses, produzindo hordas de famintos a caminhar, a esmo, por estradas e trilhas tortuosas, em busca de alimento; quando não buscavam atingir algum posto de recrutamento, na intenção de engrossar a fila dos que se dispunham a migrar, para a Amazônia, onde, com certeza, iriam permutar o cáustico clima do sertão nordestino, pela umidade insalubre da hiléia brasileira, a fim de extrair o seu precioso látex.
O sítio Catolé, uma gleba de terra com escritura passada no nome dos seus pais, tinha sido sustentáculo de inúmeros familiares e agregados, durante longo período. O chão, regado ao suor dos corpos, dantes tão fecundo, a exibir os frutos abundantes da lavra, nada mais fazia florescer, pela absoluta falta d’água, vinda dos céus, ou melhor, das nuvens; naquele fatídico ano, não caíra uma gota de chuva. Os dois açudes secaram, transformando-se em barreiros, e o rio, que cortava a propriedade paterna, parou de correr, convertendo-se, aos poucos, em um riacho minguado, um mero filete de água, até desaparecer; completamente exposto, o leito do rio acabava por revelar os segredos que, curiosamente, em outras eras, ele e seus irmãos mais novos buscavam desvendar, nas suas profundezas, em arriscados mergulhos, coisas mesmo de peraltices infantis.
A seca trouxera grande infortúnio à sua família, com os víveres acumulados no ano precedente sendo gradualmente consumidos, sem qualquer reposição. Era evidente a insegurança, quanto à sobrevivência dos Barros da Costa, que viam definhar os seus animais de criação, à falta de comida, deixando-se morrer de inanição e de sede. O verde dos campos nucleara-se de cinza, à medida que os pastos da região perdiam a sua cobertura vegetal; enquanto isso, o eito esturricado exalava o odor da morte, trazendo desolação e tristeza. Era visível a contaminação do medo, no meio daquele quadro pintado de negro; ao alto, voavam os urubus, fazendo assustadoras incursões em voos rasantes, como se estivessem cumprindo um ritual macabro. Um clima de tragédia anunciada pairava no ambiente sofrido, com a quase legião de moribundos, aguardando, para muito breve, um final funesto, refestelando-se os abutres com suas carnes, isentas de gordura.
Em 1931, Laurindo havia concluído o Curso Primário, após cinco anos de estudo, como o aluno mais aplicado da Dona Marieta Barroso, a diligente e enérgica professora da escola municipal de Redenção. Durante todo esse tempo, ele se via obrigado a percorrer a pé, ou no lombo de um jegue esquálido, mais de uma légua de terra, para vencer a distância da sua casa, no Catolé, até o local onde funcionava a escola. Nos dois primeiros anos, ele ia sozinho, servindo-se da modesta montaria, que tinha uma cruz, desenhada no dorso, a lembrar o Domingo de Ramos, quando Jesus entrou triunfantemente na velha Jerusalém, também montado em um jumentinho parecido com aquele, embora sem ares de privação.
A partir de 1930, tendo por companhia seus outros irmãos, que passaram a freqüentar a mesma escola, ele foi apeado do animal, cedendo aos mais novos o lugar de “cavaleiro”; a bem da verdade, ele se tornou um “cavalariço”, ou seja, um puxador de jumentinho; o jerico, já um pouco alquebrado pelos anos, não suportou a rudeza da seca de 32, sucumbindo à rigorosa falta de tudo, imposta pela natureza.
O desaparecimento daquele dócil e afável meio de transporte não lhe trouxe apenas grande consternação, pela afeição angariada, mutuamente, durante todos aqueles anos de trajeto casa/escola/casa; com a sua morte e, também, por conta de não haver substituto, ele se obrigava agora a efetuar, a pé, a estafante caminhada diária. Era assim que todos os dias ele acordava às 5h30min e antes das 6h, após um mero café pingado de leite mugido, com um só pedaço de pão para acompanhar, rumava para a escola, percorrendo, com rapidez, durante uma hora, os mais de 6 km, até chegar à Escola da Professora Marieta Barroso Barbosa, retornando ao Catolé, por volta do meio-dia, com o sol a pino, cansado e com fome.
A terrível seca de 32 podou, com toda a força, a sua carreira de estudante. Parte dos recursos que o pai amealhara, em 1931, para mandá-lo à capital, onde deveria ingressar no Curso Ginasial, precisou ser desviada para outros fins; a prioridade agora era lutar para garantir a subsistência de toda a família. Por conta disso, Laurindo teve cancelada a sua ida para Fortaleza, onde daria continuidade aos estudos; entretanto, ficar de todo parado, era uma injustiça. Para evitar um mal maior, ele foi re-matriculado na quinta série, tendo que assistir as mesmas aulas do ano anterior; era uma situação constrangedora e que exigia dele muita paciência e tolerância, para não causar dissabores aos colegas que recebiam os ensinamentos pela primeira vez.
O inverno de 1933, por seu turno, chegou tardiamente, com uma copiosa chuva, caída no dia 19 de março, Dia de São José, padroeiro do Ceará. Esta era a data-limite da credulidade do sertanejo cearense, que ano após ano depositava toda a sua esperança de um bom inverno, no poder do Santo Operário, capaz de interferir, junto à São Pedro para mandar chuva grande para a boa gente do sertão. Em que pese a quadra invernosa de 33 haver sido curta, choveu o suficiente para tingir de verde os Campos do Catolé, crestados de sol, trazendo alento aos camponeses, cansados de tanta luta contra o rigor da intempérie.
Mesmo assim, os efeitos danosos da seca de 32, incluindo uma profunda escassez de alimentos, prolongaram-se nos anos subseqüentes, de grande estagnação econômica, gerando medo, miséria e desolação em tudo que era localidade do interior cearense. Os Barros da Costa, pais e filhos, sobreviveram às hostilidades do meio, muito embora a família amplificada, com tios, primos e outros parentes, viesse a ficar menor, à conta da migração de muitos deles para outras paragens distantes.
Os recursos financeiros sumiram, como que por encanto, enquanto os negócios de compra e venda regrediram ao tempo do escambo, não dispondo ninguém de numerários suficientes para ousar mandar a filharada estudar fora. Como ainda não existia Ginásio, em Redenção, ou em outro município vizinho, Laurindo teve que, beneditinamente, permanecer no Catolé, por mais dois anos, ocupando o seu tempo na dura faina de domar a terra, de sol a sol, para que produzisse bons frutos. A dureza do trabalho agrícola não lhe trazia, porém, dissabores. À medida em que lavrava e semeava a terra, dela colhia a sua produção, e isso lhe agradava a alma; por outro lado, enquanto ajudava na contabilidade doméstica, ao cuidar dos animais de criação, ele próprio garantia carne e leite para os irmãos; já ao exercer o trabalho braçal de moer a cana-de-açúcar, para obter a garapa, rica de ferro, ele conseguia adocicar a sua vida e a dos seus muitos entes queridos.
O que mais lhe dilacerava o espírito era, contudo, a vontade imperiosa de continuar os estudos, tanto assim que apelava a qualquer um que dispusesse de livros, para emprestá-los, a fim de que à noite, ele pudesse ler, um a um, à luz da lamparina; essa ânsia incontida de conhecimento chegava a provocar nos pais, João e Margarida Barros da Costa, um misto de orgulho e aflição, tomados que eram pela sensação de impotência diante da vontade exacerbada de aprender do filho primogênito, tido como modelo por seus outros desdobramentos celulares.
Passado o tempo das vacas magras, chegaram os bons ventos. A natureza resolvera vestir-se de verde, a água já corria mansa pelo leito do rio, no sítio Catolé, e o menino Laurindo, agora feito homem, depois de amargar a convivência com o fantasma da seca, pôde, enfim, dar graças a Deus pelo milagre da vida vegetal, pelo caminho que se abria, diante dos seus olhos, para conseguir o seu intento de aprender. Agora ele estava ali: revivendo o passado e sonhando com o futuro que pulsava no ventre de Margarida.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da SOBRAMES/CE
* Publicado In: IDEAL CLUBE. - Prêmio Rachel de Queiroz 2010: categoria contos. Fortaleza: Tiprogresso, 2010.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DESPEDIDA DO TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C ridículo que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W. É "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter que, aliás, deveria se chamar Tüiter.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Ver-nos-emos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Fonte: Autor Desconhecido

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O BRASIL ANEDÓTICO XXIII

"ANFÍBIO"
Contada pelo sr. Carvalho a Alberto de Oliveira.Havia em Niterói, na rua da Praia, um pequeno comerciante de gêneros alimentícios em cujo estabelecimento existia um sótão em que Fagundes Varela, já no fim da vida, se recolhia para escrever os seus versos dos últimos tempos. Foi esse sr. Carvalho que guardou para a literatura o poema inédito Diário de Lázaro.
A esse amigo humilde e generoso, Varela só tratava, porém, de "Anfíbio".
- Ó Anfíbio, como vais? - saudava.
Um dia o sr. Carvalho o interpelou, intrigado:
- Anfíbio? Mas por que me chama você de Anfíbio?
- Ora, ora! - fez o poeta.
E piscando os olhos:
- Tu não sabes então que és... de "secos e molhados"?

A CAUSA DAS REVOLUÇÕES
Anais da Câmara.
Dividida a Câmara em dois campos, a propósito da prorrogação do sítio com que se queria armar Floriano, César Zama, veneranda figura da casa, lançou-se à arena para condenar a possibilidade de novas violências.
- As portas da revolução, -- bradou, não se fecharão jamais com a medida de rigor, com o extermínio dos revolucionários nos campos de combate; mas com a remoção das causas que a provocaram, e com um governo de liberdade, justiça e probidade.
E num surto:
- Os povos livres e felizes não se revoltam!

O BEIJO... INCONSTITUCIONAL
Ernesto Sena - "Deodoro", pág, 160.
Não obstante a sua fisionomia austera, Deodoro era um espírito alegre e gostava de pilheriar. Como não tivesse tido filhos nem filhas, costumava beijar na testa as sobrinhas, onde as encontrava.
Um dia, estando em despacho, entrou uma destas, e Deodoro beijou-a. Afonso de Carvalho, ministro da Justiça, e velho magistrado, ponderou, gracejando, que aquele ósculo não era constitucional.
- Por que? - perguntou o marechal, intrigado.
- Porque não foi na forma do art. 40 da Constituição da República.
- Errou, meu caro amigo, - retrucou o marechal; - isso pertence exclusivamente ao expediente do meu gabinete particular.
E retomando o trabalho:
- Referendará você os que eu der na coroa de monsenhor Brito...

EUCLIDES DA CUNHA E FLORIANO
Araripe Júnior - Revista da Academia Brasileira de Letras, n° 39, pág.256.
Genro do general Solon, Euclides da Cunha tivera noticia de que Floriano, que mandara prender aquele militar, o ia mandar fuzilar. Num ímpeto de coragem, o moço escritor procurou o ditador. E, sem medir as conseqüências, começou a verberar o seu procedimento, se tal fizesse. Tamanha audácia, era das que Floriano costumava punir com uma descarga de fuzilaria, no silêncio de uma fortaleza. Ao terminar, o ditador indagou, a testa franzida:
- Já acabou?
- Já, - respondeu, firme, Euclidcs.
E Floriano, desanuviando a testa:
- Menino, quando seu pai não cogitava sequer de fabricá-lo, (a frase é outra, brutal, mas equivalente), eu já era amigo de Solon.
E no mesmo tom:
- Pode retirar-se.

PRÉDIO DA AVENIDA
Humberto de Campos - Discurso na Academia Brasileira de Letras.Em certa roda, elogiava-se a atividade de Medeiros e Albuquerque, o polígrafo mais completo do Brasil.
- O Medeiros, - dizia um do grupo, - o Medeiros é genial! Escreve sobre tudo: é romancista, é "conteur", é jornalista, é cronista, é critico literário, é conferencista, e homem de ciência... Entende tudo.
Emílio deu de ombros:
- Mas é prédio da Avenida, filho.
E num gesto, rindo:
- Muita frente e pouco fundo!

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MENSAGENS EM CARROS IV

ESCOLHA O ADESIVO PARA O SEU CARRO:
"Não tenho tudo que amo, mas foda-se"
"Eu atropelo Duendes"
"Velocidade controlada pelos buracos da Prefeitura"
"Este é um Porsche disfarçado" (verídico, em um Fiat 147)
"Não me siga, também estou perdida"
"Feliz foi Adão que não teve sogra e nem caminhão."
"Mulher bonita é que nem melancia, impossível comer sozinho." (colado em um Vectra)
"Bobo é assim mesmo... tudo que vê, lê!"

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

HONORIS CAUSA PARA O DR. VILIBERTO PORTO


A Universidade Estadual do Ceara (UECE), em reunião solene do Conselho Universitário, sob os diligentes cuidados do Serviço de Cerimonial, outorgou, na sexta-feira passada, dia 21/01/2011o Diploma de Doutor Honoris Causa ao insigne educador e médico Viliberto Cavalcante Porto
Viliberto Porto é formado em Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia no Rio de Janeiro em 1956. Sua formação pós-graduada contempla os Cursos de Especialização em Anatomia (UFMG, 1963), em Neuroanatomia (UFMG, 1965), em Direito Educacional (IPAE, 1995) em Acupuntura (UECE, 1999) e a Livre-Docência em Anatomia (UFC, 1965).
É docente aposentado da Universidade Federal do Ceará, na condição de titular de Anatomia Humana, tendo exercido importantes funções acadêmicas tanto diretivas com de assessoramento superior. Foi um dos fundadores da Universidade de Fortaleza, tendo sido o primeiro vice-reitor dessa entidade. Foi Conselheiro do Conselho de Educação do Ceará, de 2004 a 2007.
É Professor Visitante da UECE, desde 1996 e ainda no exercício, com atribuições de Assessor de Legislação do Ensino junto às Pró-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação, aos Órgãos Colegiados e às Unidades de Ensino. Foi o primeiro Coordenador do Curso de Medicina da UECE, na fase de sua implantação, tendo participado da Comissão de elaboração do Projeto Pedagógico desse curso.

Sua produção científica está reunida em artigos e em capítulo de livro, com relevo para as seguintes publicações:
1. PORTO,V.C. – Contribuição para o Estudo Anatômico do Ostium Sinus Coronari, no Homem – Rev. Fac. Med. Univ. Ceará, (8): 63-80, 1968.
2. PORTO, V.C. – Programa de Formação Multiprofissional Integrado ao Desenvolvimento Comunitário – Anais 2ª Contece, CRUB/USP, São Paulo – 1973.
3. PORTO, V.C. – Aspectos Básicos do Ensino Integrado em Ciências da Saúde, no Brasil – Rev. Fac. Med. Univ. Ceará, (XX), 1/2: 79-84, 1980.
4. PORTO, V.C – Educação Médica Continuada – Anais da Academia Cearense de Medicina, ano IV (4): 198-202, Fortaleza-CE, 1991.
5. PORTO, V.C. – História do Ensino da Anatomia, no Ceará – VI Bienal da ACM, Anais da Academia Cearense de Medicina, Vol. VII (7): 287-302, Fortaleza-CE, 1998.

Sua experiência em atividades relacionadas à Medicina pode ser salientada por:
1. Elaboração dos Projetos dos Cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física da UNIFOR – 1973/7 .
2. Elaboração do Projeto de Implantação da Estratégia do Seminário “O Médico Necessário” da UFC, como Membro do Grupo de Trabalho, 1981.
3. Implantação do Plano de Reorientação da Assistência da Saúde no Âmbito da Previdência Social, como Secretário de Medicina Social do INAMPS/CE – 1983.
4. Membro dos Grupos de Trabalho para Elaboração do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da UECE, de 1996 a 2002.
 

Free Blog Counter
Poker Blog