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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O descrédito do Prêmio Nobel da Paz

Por José Nelson Bessa Maia (*)

O Prémio Nobel, instituído por testamento do engenheiro sueco Alfred Nobel falecido em 1896, deveria ser atribuído anualmente à pessoa ou organização que "fez o maior ou o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pelo apoio a congressos de paz.". No entanto, desde o início, a interpretação dos seus critérios esteve nas mãos de um obscuro Comitê Norueguês, e as suas decisões em certos casos têm gerado muita controvérsia.

Esta história mostra que o padrão de paz de Oslo nunca teve uma definição clara e que as atuais interpretações dos esforços pela paz despojaram o Prêmio do seu significado original. De Aung San Suu Kyi (1991) a Barack Obama (2003), e agora a atual laureada a venezuelana María Corina Machado (2025), a lista de escolhas revela que os critérios de seleção se tornaram cada vez mais políticos e movidos pelo jogo do poder. Estas seleções têm legitimado figuras polêmicas em termos de sua real contribuição para a paz mundial.

Um exemplo absurdo do Nobel da Paz foi do ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger (1973), cuja escolha causou indignação, uma vez que ele foi responsável por prolongar a Guerra do Vietnã e pela derrubada do governo no Chile.

Este caso é um exemplo de "falso pacifismo", que minou a credibilidade do Prêmio. A escolha do ex-presidente dos EUA Barack Obama (2009) é mais um caso esdrúxulo, pois seu governo pôs em prática o maior número de operações militares desde George W. Bush, provando que sua retórica pacífica e suas ações no mundo real estavam divergentes.

Até o nome de Donald Trump foi sugerido como candidato ao Prêmio Nobel da Paz, uma proposta surreal. Num mundo onde Mahatma Gandhi, que foi o emblema da paz e da não violência, nunca recebeu o Prêmio Nobel da Paz, chega-se a um ponto em que os contumazes incendiários se retratam como ícones da paz e escondem suas atrocidades sob a sombra do Prêmio.

É lamentável que interesses escusos, pressões de governos e cálculos estratégicos ofusquem amiúde as decisões do Comitê Nobel, retirando-lhe seriedade e o pouco de credibilidade que ainda mantêm.

Por fim, com relação a Maria Corina Machado ao Nobel da Paz sua escolha trata-se tão somente da intenção de brindá-la em relação ao Governo de Nicolás Maduro e preparar seu nome para eventual substituição em caso de uma intervenção americana na Venezuela.

As suas posições políticas extremistas e em prol de intervenções dos EUA em seu próprio país, ainda que trasvestidas de defesa da democracia, em nada contribuíram para a paz na América Latina, levando, ao contrário, ao confronto político na região, com risco de guerra civil, interferência estrangeira em assuntos internos e violações à soberania da Venezuela.

(*) Ex-secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, consultor internacional.

Fonte: O Povo, de 26/10/25. Opinião. p.24.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

PAZ

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Muitas pessoas conseguem, em vida, prover benefícios a outrem. Raras são as que o fazem após a partida. Alfred Nobel está entre estas. Como industrial e inventor sueco, enriqueceu por meio da produção de armamentos e explosivos, inclusive a dinamite. Suas invenções causaram muitas mortes e, talvez por remorso, deixou, para a criação do Prêmio Nobel, quase toda sua fortuna de 31 milhões de coroas suecas - 94% de seu patrimônio.

São 5 prêmios anuais concedidos ao maior benfeitor da humanidade em Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz. Por sua atuação em prol da democracia na Venezuela, a líder da oposição à ditadura de Nicolás Maduro, María Corina Machado, venceu o Nobel da Paz de 2025. Como vive escondida, não sabemos se irá à entrega do prêmio - uma medalha de ouro, um diploma e cerca de R$ 6,6 milhões.

Não há conflito entre a sua luta ser pela democracia e o Nobel ser o da paz. Jørgen Frydnes, presidente do Comitê do Nobel da Paz, afirmou: "O prêmio é uma forma de jogar luz sobre o avanço do autoritarismo (...) nos últimos anos. Viver em um mundo em que há menos democracia e mais regimes autoritários significa que o mundo também está ficando menos seguro. Nós acreditamos que a democracia é uma precondição para a paz. Nossa decisão é baseada apenas no trabalho e no desejo de Alfred Nobel".

A laureada afirmou receber o prêmio em nome do seu povo, "que lutou por sua liberdade com admirável coragem, dignidade, inteligência e amor em 26 anos de violência e humilhação", e dedicou o prêmio aos compatriotas, que muito merecem, e também a Trump, talvez pelo seu estilo ameaçador, útil à queda de Maduro. Ressalte-se, no entanto, que o líder dos EUA está longe de merecer o Nobel da Paz, um prêmio que deve ser dado à índole e não ao interesse.

A ação de muitos diante do poder e da política levou o genial Millôr Fernandesa criar a citação que se segue: "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim". María Corina Machado sabe a real diferença entre os dois regimes. Por isso, hoje, o Nobel lhe veio, e talvez, no futuro, nos venha a paz.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/10/25. Opinião, p.14.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

XXV Prêmio Estadual Ideal Clube de Literatura

Ontem à noite (1º/07/25), representando a Academia Cearense de Médicos Escritores ACEMES, os acadêmicos Luiz Moura, Walter Miranda e Marcelo Gurgel comparecem ao lançamento do XXV Prêmio Estadual Ideal Clube de Literatura – 2025.

Desta feita, o certame, que homenageia o poeta José Teles, tem o gênero CONTOS e distribuirá prêmios da ordem de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), além da publicação em livros dos trabalhos premiados.

A quem interessar, vide informações, na home page do Ideal Clube.

As inscrições ficarão abertas até 29 de agosto de 2025, de forma exclusivame remota.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACEMES – Cadeira 24


terça-feira, 22 de abril de 2025

PRÊMIO RIOMAR MULHER: uma "pancada", cidadania e emoção

Por Márcia Alcântara Holanda (*)

Receber o comunicado de que havia sido eleita, junto com outras dez mulheres, para receber o Prêmio Riomar Mulher foi uma grande surpresa. Há nove anos, essa premiação reconhece e valoriza mulheres por suas grandezas, forças e ousadias em suas áreas de atuação na sociedade, celebrando suas realizações de sucesso em um evento grandioso e especial.

Ao receber a notícia, senti uma "pancada" forte no ser, e de dentro de mim saltou um sentimento de não merecimento. Perguntei-me: por que eu, se apenas fiz o que deveria ser feito?

Ventos ora fortes, ora suaves, entraram como ondas de percepções — o que chamo de consciência. Carrego em mim todos os meus perceberes: gravados, armazenados, desdobrados, transformados ou descartados. Esse terreno de elevada capacidade transformadora de ideias, comportamentos e identidades tem sido a base da minha jornada. Talvez por isso eu me veja apenas como cidadã. Sempre pensei que apenas fazia o que o mundo esperava de mim, sem precisar ser premiada.

Nesse exaustivo exercício reflexivo, tentando compreender a mim e ao outro, revi e analisei os feitos que doei ao mundo — sem ônus para ele, mas sim para mim. Vi que, em centenas de situações das quais participei, havia desafios que exigiam definição: atitudes, com ou sem risco. E percebi que, diante dessas situações, fui capaz de enfrentá-las, com riscos reais e pessoais, mas sempre as enxergando como passíveis de soluções e como realizações coletivas de extremo valor para o meu povo.

Como exemplo, lembro a erradicação da epidemia mortal da silicose (1988-1998) em cavadores de poços da Ibiapaba-CE, que salvou mais de 1.200 vidas de jovens trabalhadores, livrando-os dessa doença irreversível e fatal, por meio de ações educativas inspiradas nos princípios de Paulo Freire. Também recordo o controle das mortes e internações por asma em Fortaleza (2013-2017), que teve impacto direto na saúde pública.

Busquei entender a raiz dessas atitudes e descobri que foram fruto de um comportamento consistente e de um compromisso extremo. Segui a fórmula de Jocko Willink e Leif Babin, no conceito de responsabilidade extrema, juntando meus pares — que foram muitos — na consolidação de cada jornada traçada e executada.

Mergulhei nessa reflexão profunda sobre os feitos que me levaram a ser reconhecida como transformadora de mundos, como o prêmio me identificava. Então, finalmente, admiti que merecia, não apenas pelas realizações, mas pela forma como as conduzi: com uma riqueza de direitos e deveres, pessoais e coletivos.

Receber o prêmio foi, então, uma grande alegria, felicidade e emoção. Nesse momento, vi todos que estiveram comigo nessas realizações vitais para a nossa gente. Por isso, engrandeço a atitude — também cidadã — do Sr. Paes Mendonça, ao nos premiar por nossos feitos.

Por fim, penso que este prêmio representa, acima de tudo, a vitória da cidadania!

(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro honorável da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2025. Opinião. p. 20.


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O MERECIDO NOBEL DE ECONOMIA

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

Fiquei muito feliz com o resultado do Prêmio Nobel de Economia deste ano, que reconheceu o trabalho dos pesquisadores Daron Acemoglu (Turquia), Simon Johnson e James Robinson (ambos do Reino Unido). Acompanho as pesquisas desse trio há mais de uma década. Em 2001, eles publicaram seu primeiro estudo conjunto, um artigo influente na American Economic Review, que trouxe descobertas empíricas marcantes.

Em 2006, Acemoglu e Robinson lançaram o primeiro livro em coautoria, Economic Origins of Dictatorship and Democracy. Em 2012, a dupla publicou Why Nations Fail, que sintetiza grande parte das pesquisas sobre instituições políticas e crescimento econômico. O livro seguinte, The Narrow Corridor (2019), examina o desenvolvimento histórico dos direitos e liberdades nos estados-nação, defendendo que a liberdade política não segue um modelo universal, mas resulta de lutas sociais. Como Acemoglu destacou, essa liberdade decorre do "processo confuso de mobilização da sociedade, de pessoas que defendem as suas próprias liberdades e estabelecem ativamente restrições sobre a forma como as regras e os comportamentos lhes são impostos".

Acemoglu e Johnson também são coautores de Power and Progress (2023), que analisa a inteligência artificial no contexto das batalhas históricas pelos benefícios econômicos da inovação tecnológica. Johnson é coautor de 13 Bankers (2010), com James Kwak, sobre a regulação do setor financeiro nos Estados Unidos, e de Jump-Starting America (2021).

Os vencedores do Nobel deste ano adotam a linha metodológica da Nova Economia Institucional (NEI). Em síntese, assumem que os indivíduos são racionais e buscam maximizar suas preferências, mas enfrentam limitações cognitivas, falta de informação completa e dificuldades em monitorar e fazer cumprir acordos. Os três autores desenvolveram ferramentas teóricas e empíricas para explicar as grandes diferenças de prosperidade entre as nações, cujas análises também podem ser aplicadas a governos subnacionais, como estados e municípios no Brasil.

Acemoglu, Johnson e Robinson fazem a distinção entre governos "inclusivos" e "extrativistas". Os governos inclusivos, segundo eles, expandem as liberdades políticas e os direitos de propriedade, garantindo o cumprimento das leis e fornecendo infraestrutura pública. Em contraste, os governos extrativistas concentram o poder em uma pequena elite. No geral, os pesquisadores descobriram que os governos inclusivos registram maior crescimento no longo prazo, enquanto países com "governos extrativistas" tendem a não gerar crescimento de base ampla ou a ver o seu crescimento definhar após breves surtos de expansão econômica.

Como o crescimento econômico depende fortemente da inovação tecnológica generalizada, esses avanços só se sustentam em países que promovem direitos individuais, como os de propriedade, incentivando mais pessoas a inovar. As elites podem resistir à inovação, à mudança e ao crescimento para manter o poder, mas sem o Estado de Direito e um conjunto estável de direitos, tanto a inovação quanto o crescimento estagnam. Como afirma Acemoglu: "tanto a inclusão política como a econômica são importantes e são sinérgicas". Portanto, há uma relação direta entre a manutenção das instituições e a prosperidade.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 17/10/24. Opinião. p.19.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

PRÊMIO NOBEL: os judeus portugueses

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

O fato de ser judeu e exercer o meu ofício de médico no Recife, cidade onde nasci e me criei, e onde meus entes queridos estão aqui enterrados, compreensivo este meu orgulho em avultar a plêiade de destacados médicos Sefárdicos portugueses, muitos deles médicos dos reis de Portugal…

No Castelo de São Miguel em Guimarães, nasce o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, e que escolhe para seu conselheiro um judeu sefárdico de nome Egas Moniz. Decorridos oitocentos anos, desta indicação de um judeu Moniz ser conselheiro do primeiro rei de Portugal, justo, um descendente deste cortesão foi contemplado com o primeiro prêmio Nobel de Medicina (1949), concedido a um descendente direto deste conselheiro homônimo.

Falo do Professor Doutor Egas Moniz e que jamais negou suas origens, sefardita.

Fez a Medicina portuguesa equivaler-se às melhores do Mundo com suas técnicas neurológicas (apesar da técnica da lobotomia pré-frontal ter sido abonada, validam ainda mais as suas descobertas sobre a circulação cerebral).

Saltando-se para Universidade de Coimbra, fundada em 1290 pelo Rei D. Dinís, saliento que os judeus Sefárdicos portugueses, ali se ia concentrar, naqueles que foram médicos famosos e graduados desta mui nobre e tradicional universidade. Considerada um dos mais antigos centros universitários do Velho Mundo e que muito serviu a nós brasileiros, pois diferente das outras colônias das Américas a coroa portuguesa jamais permitiu a criação de universidades em terras brasílicas.

O fato de ser judeu e exercer o meu ofício de médico no Recife, cidade onde nasci e me criei, e onde meus entes queridos estão aqui enterrados, compreensivo este meu orgulho em avultar a plêiade de destacados médicos Sefárdicos portugueses, muitos deles médicos dos reis de Portugal.

Nos tempos do Brasil Colônia a profissão médica era denominada como Profissão ou Negócio de Judeu — os médicos judeus estavam impedidos, mesmo quando convertidos ao cristianismo, de atenderem pacientes cristãos-velhos.

Por isso muitos deles migraram para regiões recém-descobertas pelos navegadores.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Prêmio de Reconhecimento Acadêmico “Zeferino Vaz” para a Profa. Meuris Gurgel Carlos da Silva

Meuris Gurgel exibe o diploma de Reconhecimento Acadêmico na Unicamp


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conferiu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico “Zeferino Vaz” para a Profa. Dra. Meuris Gurgel Carlos da SilvaTrata-se da maior comenda dessa universidade e conferida apenas a poucos docentes que tenham se notabilizado em pesquisas relevantes para o progresso da ciência .
Meuris Gurgel, filha de Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel e Silva, nasceu em Fortaleza, em 19/09/1955. Ela fez a graduação em Engenharia Química na Universidade Federal do Ceará (1978) e possui mestrado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (1984), doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e especialização em Engenharia de Segurança pela PUCC (1986).
Atualmente, Meuris Gurgel é Professora Titular, nível - MS6 da Universidade Estadual de Campinas (concurso público - 03/2009) e Livre docente (concurso público - 2000) pela mesma Unicamp. É Bolsista de Produtividade do CNPq. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em operações unitárias aplicada à Processos e tecnologias Ambientais.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
 Professor da UECE e irmão da homenageada

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ


O seguinte artigo publicado em Espanha, em 2008, foi escrito pelo escritor espanhol Sebastian Vilar Rodriguez (um não-judeu) e publicado num jornal espanhol, em 15 de janeiro de 2008. Não é preciso muita imaginação para extrapolar a mensagem ao resto da Europa e possivelmente ao resto do mundo.
Nunca veremos este gênero de artigo na nossa imprensa. Ele ofenderia muitas pessoas.
Meraldo Zisman
Médico-Psicoterapeuta
TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ
Por Sebastian Vilar Rodriguez
O seguinte artigo publicado em Espanha, em 2008, foi escrito pelo escritor espanhol Sebastian Vilar Rodriguez (um não-judeu) e publicado num jornal espanhol, em 15 de janeiro de 2008. Não é preciso muita imaginação para extrapolar a mensagem ao resto da Europa e possivelmente ao resto do mundo.
Nunca veremos este gênero de artigo na nossa imprensa. Ele ofenderia muitas pessoas.

Desci uma rua em Barcelona, e descobri repentinamente uma verdade terrível. A Europa morreu em Auschwitz. Matamos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.
Em Auschwitz queimamos uma cultura, pensamento, criatividade,e talento. Destruímos o povo eleito, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo. A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comércio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo.
Este é o povo que queimamos.
E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.
Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime. Fechados nos seus apartamentos, eles recebem, gratuitamente, do governo, eles planejam o assassinato e a destruição dos seus ingênuos hospedeiros.
E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição. Trocamos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles.
Que terrível erro cometido pela miserável Europa.
O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é, um bilhão e duzentos milhões ou seja 20% da população mundial.
Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:
Literatura
1988- Najib Mahfooz

Paz
1978- Mohamed Anwar El-Sadat
1990- Elias James Corey
1994- Yaser Arafat
1999- Ahmed Zewai

Economia
(Ninguém)

Física
(Ninguém)

Medicina
1960- Peter Brian Medawar
1998- Ferid Mourad
TOTAL: 7 (sete)
*******************************************
O total da população de Judeus é, aproximadamente, 14 000 000, isto é, catorze milhões ou seja cerca de 0,02% da população mundial.

Estes receberam os seguintes Prêmios Nobel:
Literatura
1910- Paul Heyse
1927- Henri Bergson
1958- Boris Pasternak
1966- Shmuel Yosef Agnon
1966- Nelly Sachs
1976- Saul Bellow
1978- Isaac Bashevis Singer
1981- Elias Canetti
1987- Joseph Brodsky
1991- Nadine Gordimer World

Paz
1911- Alfred Fried
1911- Tobias Michael Carel Asser
1968- Rene Cassin
1973- Henry Kissinger
1978- Menachem Begin
1986- Elie Wiesel
1994- Shimon Peres
1994- Yitzhak Rabin

Física
1905- Adolph Von Baeyer
1906- Henri Moissan
1907- Albert Abraham Michelson
1908- Gabriel Lippmann
1910- Otto Wallach
1915- Richard Willstaetter
1918- Fritz Haber
1921- Albert Einstein
1922- Niels Bohr
1925- James Franck
1925- Gustav Hertz
1943- Gustav Stern
1943- George Charles de Hevesy
1944- Isidor Issac Rabi
1952- Felix Bloch
1954- Max Born
1958- Igor Tamm
1959- Emilio Segre
1960- Donald A. Glaser
1961- Robert Hofstadter
1961- Melvin Calvin
1962- Lev Davidovich Landau
1962- Max Ferdinand Perutz
1965- Richard Phillips Feynman
1965- Julian Schwinger
1969- Murray Gell-Mann
1971- Dennis Gabor
1972- William Howard Stein
1973- Brian David Josephson
1975- Benjamin Mottleson
1976- Burton Richter
1977- Ilya Prigogine
1978- Arno Allan Penzias
1978- Peter L Kapitza
1979- Stephen Weinberg
1979- Sheldon Glashow
1979- Herbert Charles Brown
1980- Paul Berg
1980- Walter Gilbert
1981- Roald Hoffmann
1982- Aaron Klug
1985- Albert A. Hauptman
1985- Jerome Karle
1986- Dudley R. Herschbach
1988- Robert Huber
1988- Leon Lederman
1988- Melvin Schwartz
1988- Jack Steinberger
1989- Sidney Altman
1990- Jerome Friedman
1992- Rudolph Marcus
1995- Martin Perl
2000- Alan J. Heeger

Economia
1970- Paul Anthony Samuelson
1971- Simon Kuznets
1972- Kenneth Joseph Arrow
1975- Leonid Kantorovich
1976- Milton Friedman
1978- Herbert A. Simon
1980- Lawrence Robert Klein
1985- Franco Modigliani
1987- Robert M. Solow
1990- Harry Markowitz
1990- Merton Miller
1992- Gary Becker
1993- Robert Fogel

Medicina
1908- Elie Metchnikoff
1908- Paul Erlich
1914- Robert Barany
1922- Otto Meyerhof
1930- Karl Landsteiner
1931- Otto Warburg
1936- Otto Loewi
1944- Joseph Erlanger
1944- Herbert Spencer Gasser
1945- Ernst Boris Chain
1946- Hermann Joseph Muller
1950- Tadeus Reichstein
1952- Selman Abraham Waksman
1953- Hans Krebs
1953- Fritz Albert Lipmann
1958- Joshua Lederberg
1959- Arthur Kornberg
1964- Konrad Bloch
1965- Francois Jacob
1965- Andre Lwoff
1967- George Wald
1968- Marshall W. Nirenberg
1969- Salvador Luria
1970- Julius Axelrod
1970- Sir Bernard Katz
1972- Gerald Maurice Edelman
1975- Howard Martin Temin
1976- Baruch S. Blumberg
1977- Roselyn Sussman Yalow
1978- Daniel Nathans
1980- Baruj Benacerraf
1984- Cesar Milstein
1985- Michael Stuart Brown
1985- Joseph L. Goldstein
1986- Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988- Gertrude Elion
1989- Harold Varmus
1991- Erwin Neher
1991- Bert Sakmann
1993- Richard J. Roberts
1993- Phillip Sharp
1994- Alfred Gilman
1995- Edward B. Lewis
1996- Lu RoseIacovino
TOTAL: 128 (cento e vinte e oito)
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Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos.
Os judeus não tomam aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães. Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis.
Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite.
Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo: "Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência. Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel." (Benjamin Netanyahu)
Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazista, mandou que as pessoas, ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que enterrassem os mortos. Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte: "Gravem isto tudo hoje. Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu."
Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu. Até agora ainda não foi retirado do curriculum.
Contudo é uma demonstração do grande receio que está a preocupar o mundo e a facilidade com que as nações o estão a aceitar. Já passaram mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado.
O conteúdo deste e-mail está a ser enviado como uma cadeia em memória dos 6 milhões de judeus, dos 20 milhões de russos, dos 10 milhões de cristãos e dos 1.900 padres católicos que foram assassinados, violados, queimados, que morreram de fome, foram espancados, e humilhados enquanto o povo alemão olhava para o outro lado. Agora, mais do que nunca, com o Iran entre outros, reclamando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar-se de que o mundo nunca esquecerá isso.
É intento deste mail que chegue a 400 milhões de pessoas. Que seja um elo na cadeia-memorial e ajude a distribui-lo pelo mundo.
Depois do ataque ao World Trade Center, quantos anos passarão antes que se diga "NUNCA ACONTECEU", porque isso pode ofender alguns muçulmanos nos Estados Unidos?
VALE A PENA PENSAR EM TUDO ISTO!!!
E PASSAR A PALAVRA…
 

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