quinta-feira, 15 de maio de 2014

FIFA-SE

Por RUY CASTRO
Olho no lance. A pouco mais de 30 dias da Copa do Mundo -- perdão, da Copa da Fifa --, os cães de guarda da própria começam a ficar atentos ao uso indevido de seus símbolos, marcas, logos, slogans e frases. Está tudo dominado. São "propriedades intelectuais" da dita Fifa e só podem ser usadas com autorização ou sob pagamento de taxas assustadoras. A transgressão prevê até cadeia por um ano.
Assim sendo, nada pode se chamar "Copa 2014", "Copa do Mundo 2014", "Brasil 2014", "Mundial 2014" e "2014 Copa do Mundo da Fifa Brasil" sem o seu consentimento e o pagamento da supertaxa. A preocupação é com o uso dessas marcas, mesmo que num anúncio do sabão Aristolino ou de algum fixador de dentaduras. A Fifa aceita tudo, desde que leve a sua parte --e a dela é a do leão.
O fuleiro boneco Fuleco tem proteção especial. Se aparecer em qualquer pôster, display ou convite não autorizado, o infrator arrisca-se a deixar as calças em pagamento. E a medida é retroativa. A caninha Tatuzinho, cujo símbolo existe há quase um século, está ameaçada de multa por seu tatu se parecer com o Fuleco. As próprias folhinhas deste ano, dessas de pendurar na parede, estão pensando em fazer um megarecall para eliminar o numeral "2014".
A última da Fifa é a ameaça aos promotores do "Alzirão", a festa que, desde a Copa de 1978, reúne dezenas de milhares de torcedores diante de telões na esquina das ruas Alzira Brandão e Conde de Bonfim, na Tijuca. O "Alzirão" é um dos eventos que tornaram o Rio, há muitos anos, uma cidade única para se assistir à Copa. Temendo que ele esvazie a famigerada FanFest, a Fifa quer R$ 28 mil para permitir -- na verdade, impedir -- sua realização. Ficará querendo.

O Rio terá o "Alzirão", as ruas coloridas e os telões nas praças. E, se alguém reclamar, o carioca, dono do pedaço, dirá: "Fifa-se!".


Fonte: Folha de S. Paulo, de 9/05/2014. (circulando pela internet)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Missa de Sétimo Dia por José Amaro Filho


Aconteceu hoje (14/05/14), às 20 horas, na Igreja de São Vicente de Paulo, a celebração da Missa da Ressurreição, em sufrágio da alma do Sr. José Amaro Filho.
Sr. Amaro era viúvo há dez anos e com a sua amada esposa D. Antônia tiveram seis filhos: Luiz, Leimar, Ednardo, Lindomar, César e Amaro Neto. Desses, eu era particularmente amigo de Lindomar (o Dodó), Ednardo e César, com os quais compartilhamos bons momentos de nossa adolescência, nos anos iluminados do Otávio Bonfim, quando imperava a carismática figura do Frei Lauro Schwarte.

A família residia no bairro Otávio Bonfim, onde mantinha um pequeno comércio na esquina da Rua Justiniano de Serpa com a Rua Antônio Pompeu, na confluência do convento dos frades franciscanos menores, do qual garantia o sustento familiar.
Era um casal harmonioso, e de ótima convivência, que soube bem educar e preparar os filhos, tornando-os cidadãos exemplares, a despeito das naturais dificuldades econômicas, prevalecentes em Fortaleza, nos anos sessenta.

À família Leitão de Assis, de quem preservo boas recordações do meu tempo de juventude, apresento sinceras condolências.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Do Instituto do Ceará

MARKETING DA SEGURANÇA: o precedente perigoso


Por Ricardo Alcântara (*)
As dificuldades humanizam. Pois o governador anda mais sensível: tem dedicado seu precioso tempo a escrever nos jornais sobre comparações incômodas que adversários tucanos andam fazendo na televisão sobre seu governo.

Estariam se valendo da destrambelhada crise de segurança para fins “eleitoreiros”, a dor das famílias vitimadas como material de combustão para dinamitar os índices de aprovação de seu governo e derrotar seu grupo, é do que ele reclama.
Cid Gomes está contando essa história do meio para o fim: quem, de fato, trouxe programas de segurança pública para o centro do debate eleitoral foi ele e disso extraiu grande vantagem com as promessas do Ronda do Quarteirão em 2006.

A promessa ajudou a elegê-lo e sua implantação mereceu tamanha cobertura em propaganda e boa aceitação popular que, dois anos depois, foi fundamental para a vitória da candidata à prefeitura de Fortaleza apoiada por ele, Luizianne Lins.
Foi, portanto, o próprio governador quem agiu de modo temerário, subestimando a autonomia dos fatos, plantando ventos e colhendo tempestades: pediu para ser avaliado a partir – logo do quê! – de seu desempenho como gestor se segurança.

Como o problema é mais agudo nas cidades e a região metropolitana concentra a maior parte da população urbana, no centro do debate eleitoral estará Fortaleza, onde os mecanismos de controle do governo agem com menor poder de fogo.
Ao centrar sua crítica no assombro da criminalidade, a oposição não apenas alcança o calcanhar do governo, como atrai para o ringue da capital o processo de disputa, o que costuma ser quase sempre uma má notícia para o governismo.

Isso porque o protagonismo do eleitorado urbano tende à alternância de poder. Encontre o governador um candidato para conquistar o coração da cidade. Caso contrário, vai ficar aí explicando que fracassou, mais fez de tudo para acertar.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

terça-feira, 13 de maio de 2014

DESCUMPRIMENTO


Prof. Cajuaz Filho (*)

O Diário do Nordeste, em sua edição de 7 de maio de 2014, publicou uma notícia com a seguinte manchete: O governo do Estado descumpre decisão do STF há dois anos.
Dela pincei os seguintes tópicos:* “Há pelo menos 2 anos, o governo do Estado do Ceará está descumprindo uma decisão do Supremo Tribunal Federal.” * “Em janeiro de 2013, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa negou pedido de recurso do estado.”

Essa notícia fez-me reportar à ação do piso salarial dos professores das Universidades Estaduais do Ceará iniciada na justiça, nos idos de 1987 e que vive a mesma situação.
Será mera coincidência o que está também acontecendo com os professores?

Há sete anos, os professores esperam a execução da sentença transitado em julgado em 2007, iniciada e, logo depois, suspensa por recursos do Estado que não se cansa de interpô-los, todos eles protelatórios, em descumprimento da decisão do STF.
O mal do governo não é a falta de persistência, ele é persistente demais, mas é a persistência na falta. É o mesmo que dizer: Errar é humano, permanecer no erro é ... burrice. Reconhecer o erro e mudar é ter dignidade, humildade e hombridade.

Os professores ganharam. O Estado foi condenado. Agora, única saída: cumprir, com dignidade, a decisão do STF. Não o fez. Multas foram-lhe aplicadas. Mesmo assim, o descumprimento.
A trilogia do poder reduziu-se a uma monologia. Parece-me que os outros dois poderes são subservientes ao Executivo. Por quê?

Não é coincidência, pois o dia a dia está a nos mostrar que o Estado é useiro e vezeiro, isto é, tem por hábito fazer a mesma coisa repetidas vezes, em descumprir as decisões do Poder Judiciário e o pior: sem punição alguma.
Por quê?

Será que o Poder Judiciário não tem meios de fazer cumprir suas decisões ou só os tem para oprimir os oprimidos?
Será que os administradores da justiça se esqueceram de que condenar o inocente é pior que absolver o condenado?

Será que caiu no esquecimento, para beneficiar outros, o que disse o Águia de Haia: Justiça tardia nada mais é que a injustiça institucionalizada?
Não quero dar resposta afirmativa a estas interrogações, mas fico pensando que o Barão de Itararé está falando a verdade: “Há qualquer coisa no ar além dos aviões”, pois, se já se tem, na Justiça, provável caso de venda de habeas corpus, pode-se chegar à conclusão de que todo homem que se vende recebe mais do que vale e de que, com tristeza afirmo, tudo é possível neste mundo de meu Deus.

Se a ação levou vinte anos para ser decidida, será que os professores teremos que esperar outros vinte para vê-la executada porque o Poder Judiciário fica à toa, na vida, somente vendo a banda passar?
Se isso ocorrer estaremos todos, os substituídos, nos páramos celestiais, gozando da visão beatífica.

Mas... se não há nenhuma iniciativa do Executivo em cumprir a decisão do STF, nem do Judiciário em fazê-la cumprir, a notícia conclui com uma sugestão do ínclito defensor público da Defensoria Pública da União, Feliciano de Carvalho, dada, talvez a título de gozação, mas muito sincera, para a solução daquele caso, valendo também para o dos professores: “Poderia ser utilizado o dinheiro de campanhas publicitárias e de comemorações da administração pública, já que não são tão especiais como a dignidade dessas pessoas.”
(*) Professor aposentado da Uece. Editor de APESC Notícias.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

CONVITE: Abertura da 75ª Semana Brasileira de Enfermagem


 

A Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Ceará, Profa. Dra. Euclea Gomes Vale, convida para a abertura da 75ª Semana Brasileira de Enfermagem.
Ao ensejo da solenidade, será apresentada, pela Profa. Dra. Thereza Maria Magalhães Moreira, a obra “Ideias Circulantes: opinando sobre temas educacionais”, de Marcelo Gurgel Carlos da Silva, cuja renda do lançamento será destinada à “Academia Cearense de Enfermagem”.

Data: 12 de maio de 2014 (segunda-feira), às 16h30min.
Local: Auditório Paulo PetrolaReitoria da Uece (Campus do Itaperi).

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
 

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