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segunda-feira, 27 de maio de 2024

JUSTIÇA SEJA FEITA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Diz um adágio popular: "Pau que nasce torto morre torto." Talvez o dito seja válido para a rígida madeira, não para seres humanos, pois estes podem e devem ser flexíveis. Algumas infrações levam a prisões, e a Lei de Execução Penal reza em seu artigo 10: "A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade." E outras normas legais preconizam orientações semelhantes.

Muitos magistrados de execução penal, em outros estados, se restringem a julgar. No Ceará é diferente. O nosso Poder Judiciário criou projetos voltados a quem cumpre pena fora das unidades prisionais (monitoradas ou que estão em regime aberto) e aos egressos. Assim, os togados da área penal preocupam-se também com o convívio do novo ser humano em um novo ambiente.

Muitos discordam da ação social em prol dos apenados. Alguns chegam a afirmar: "Bandido bom é bandido morto". Mas nem todos os presos são bandidos, no Brasil não há pena de morte e existem variados tipos de crimes e de pessoas. E ainda: não podemos deixar de levar em conta a lamentável estatística divulgada pelo O POVO, quando noticiou que 34,8% dos lares de Fortaleza auferem renda familiar mensal de até R$ 325,50.

Um rapaz saiu de um presídio cearense com monitoramento eletrônico e, após ser inserido nos projetos "Aprendizes da Liberdade" e "Justiça de Portas Abertas", foi contratado por um órgão público, ingressou no ensino superior e hoje cuida da irmã mais nova. Uma senhora traficou e, depois, já liberada da cadeia e monitorada, foi encaminhada aos projetos "Um Novo Tempo" e "Justiça de Portas Abertas". Aprendeu a fazer bolos e salgados, o que lhe permitiu a abertura de um negócio. Concluiu os ensinos fundamental e médio; hoje cursa Enfermagem e expandiu sua empresa quando passou a realizar decoração de festas infantis. Um programa com esses objetivos é outro grande feito dos cearenses, que, mais uma vez, se destacam no cenário nacional. Justiça seja feita. Não nos causa surpresa o Estado com uma exemplar educação possuir um exemplar Judiciário.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/04/24. Opinião, p.20.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

A LADROAGEM COM COBERTURA OFICIAL

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

A ideia deste artigo me veio da leitura do texto "O Mau Ladrão", de Eduardo Bueno, publicado no livro História do Brasil para Ocupados, organizado por Luciano Figueiredo. LeYa Brasil. São Paulo, 2013.

Nesse texto lê-se um pouco da história de um tal Pero Borges. Este português, foi Corregedor de Justiça em Elvas, cidade do Alto Alentejo. Enquanto ocupava este cargo (1543) surrupiou 114.064 Reais da Coroa Portuguesa. Por isso, em 1547, foi julgado e condenado. A pena foi "... pagar à custa de sua fazenda o dinheiro extraviado", ficando suspenso por três anos de exercer cargos públicos.

Porém, em 1548, somente um ano depois da condenação, foi nomeado por D. João III, para Ouvidor-Geral (espécie de ministro da justiça) do Brasil.

Este fato mostra que a ladroagem por parte de altos dirigentes e a cobertura desses mesmos ladrões por parte do sistema judiciário, no Brasil, é uma herança de Portugal. O problema é que ainda hoje estórias parecidas se repetem.

O que levou D. João III a beneficiar um ladrão com um alto cargo no Brasil Colônia? Terá sido um "detalhe técnico"?. O sr. Pero Borges talvez tenha sido condenado a "não exercer cargo público em Portugal", não em suas colônias.

Não foi um detalhe "técnico" o que levou um magistrado do STF a considerar um "erro técnico" mais importante que o veredito de culpabilidade em segunda instância? Por acaso esse magistrado não sabia que havia tal "erro técnico" nos processos que estavam sendo julgados em Curitiba? Não poderia ele ter sustado tais julgamentos antes da promulgação de culpabilidade em primeira ou segunda instância?

Por outro lado, não é verdade que os processos contra os graduados demoram um tempo enorme para serem julgados e que sempre há mais uma possibilidade de apelação?

Não é verdade o fato de que no meio do cumprimento da pena sempre há a possibilidade de terminar o período prisional em casa, na chamada "prisão domiciliar"? Não é verdade que às vezes as penas são comutadas, pelos chamados indultos presidenciais anuais, e dadas como cumpridas?

Também não é verdade que os pequenos larápios, os "ladrões de galinha", não ficam mofando nas prisões, passando mais tempo preso do que o que foi previsto no julgamento? Ou até os casos de pessoas que são presas por tempo indeterminado, sem julgamento algum?

Ao que parece o "erro técnico" quando detectado é para favorecer os poderosos.

No que diz aos pequenos, o "erro técnico" é contra eles. Quantas pessoas já foram presas por causa de "erro técnico", como o uso de uma "prova" fotográfica (onde uma pessoa parecida com o verdadeiro culpado) é penalizada?

Que sistema judiciário é este?

Hoje, histórias como a de Pero Borges, no Brasil, são fichinhas. Verdadeiras histórias de trancoso.

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 9/04/23. Opinião. p.18.

terça-feira, 29 de junho de 2021

“PROGRAMA MAIS JUÍZES ESTRANGEIROS” PARA O BRASIL!

Devido ao longo tempo necessário para o judiciário julgar os casos de corrupção, por uma evidente falta de juízes, as autoridades governamentais poderiam agir como fizeram com os médicos estrangeiros: Contratar juízes estrangeiros, dispensando-os do Exame de Ordem e do exame de admissão à Magistratura.

Seria ótimo que para cá viessem os juízes chineses, japoneses, árabes, que até cobram as balas para fuzilamento de condenados, cortam as mãos de ladrões etc.

Para os casos mais demorados, como o do mensalão com seus embargos e trocas de juízes, poderiam ser importados juízes cubanos e dar a eles autoridade para aplicar a mesma pena que aplicariam em Cuba, ou seja, fuzilamento para ladrões do Estado.

Esses novos juízes poderiam ser enviados para as regiões mais carentes, como Brasília, Maranhão, Alagoas, Rio de Janeiro, para avaliar os gastos da Copa do Mundo, as reformas dos estádios de futebol, as obras do PAC, "os desvios" do rio São Francisco, “mensalões”, “mensalinhos”, dinheiro na cueca, verbas e demais desvios, dos quais Lula e Dilma nunca sabem de nada.

Fonte: Internet (circulando por e-mails e iPhones). Sem autoria explícita.

domingo, 25 de outubro de 2020

UM JUIZ HONESTO

Um réu em um processo envolvendo grandes somas de dinheiro estava dizendo ao advogado: "Se eu perder este caso, ficarei arruinado".

"Está nas mãos do juiz agora", disse o advogado.

"Ajudaria se eu mandasse uma caixa de charutos para o juiz?" perguntou o réu.

"De jeito nenhum!" disse o advogado. "Esse juiz é um defensor do comportamento ético. Uma atitude como essa o colocaria contra você. Ele pode até achar você está desrespeitando a corte. Na verdade, você nem deveria sorrir para o juiz!"

"Entendo, é bom saber." disse seu cliente.

Eventualmente, o juiz proferiu uma decisão a favor do réu. Quando o réu saiu do tribunal, disse ao advogado: "Obrigado pela dica sobre os charutos".

"Tenho certeza de que teríamos perdido o caso se você os tivesse enviado", disse o advogado.

"Mas eu os enviei." disse seu cliente.

"O que você fez?" perguntou o advogado chocado.

"Sim, foi assim que vencemos o caso."

"Eu não entendo", disse seu advogado.

"Fácil. Enviei os charutos mais baratos que pude encontrar ao juiz, mas com o cartão de visitas da outra parte."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 21 de junho de 2020

UM PRESENTE PARA O JUIZ


O advogado recebe em seu escritório um cliente muito preocupado com o seu processo:
- Doutor, se eu perder este caso, estarei arruinado.
- Tudo só depende do juiz... – diz o advogado.
Tentando arrumar soluções, o cliente pergunta:
- Se eu der um presentinho ao juiz, será que ajudaria?
- Não! Este juiz é muito ético e consciente. Se você der um presente a ele, isso prejudicará todo o processo. Nem pense nisso!
Passado algum tempo, sai a sentença a favor do advogado. O cliente procura seu advogado e diz:
- Obrigado pela dica sobre o presentinho. Funcionou!
- Mas como? Se você tivesse enviado o presente, teríamos perdido a causa!
- Mas eu mandei o presente... Foi por isso que nós ganhamos a causa.
- Você está louco? Como?
- Bem, eu mandei o presente. E dentro da caixa, coloquei um cartão de visitas do nosso adversário.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Cármen Lúcia aproveita palestra em Minas para contar "causos"


Por Carlos Eduardo Cherem
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte
Mineira de Montes Claros, distante 418 Km de Belo Horizonte, no norte do Estado, região célebre por "contadores de causos", a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Carmen Lúcia, é uma exímia adepta da arte de contar histórias.
Na sexta-feira (7/7/17), durante palestra para desembargadores, corregedores e ouvidores de Justiça, no 3º Encontro do Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais, no Palácio da Justiça, sede do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), em Belo Horizonte, Carmen Lúcia contou quatro casos para ilustrar as dificuldades de comunicação entre o Judiciário e a sociedade brasileira.

Painel de propaganda quase faz ministra desistir de ir ao Supremo

"Na semana passada, no sábado, tomando um táxi, eu li no centro de Belo Horizonte um painel de um edifício, bem próximo daqui [Palácio da Justiça, no centro de Belo Horizonte].
Eu olhei de longe e falei: - Nossa Senhora. Falei alto no táxi. Pra mim, estava escrito assim: 'fora, hoje é dia do Supremo'. Então eu interpretei então: uai, então hoje é dia de pegar o Supremo.
Como eu estava dentro do táxi, quase o mandei de volta pra casa. Mas depois, eu vi outra placa: 'oba, hoje é dia do Supremo'. E Supremo era uma marca que estava anunciando ali. [a ministra deu a entender que leu de maneira errada a primeira placa]
Aí, o taxista que tinha me reconhecido logo na minha entrada, falou assim: 'Nossa, ministra, a senhora está meio receosa'.
Aí, eu falei: 'Estou igual mulher que apanha. Na hora que a pessoa pega um chicote para bater no cachorro, ela já sai correndo'."

"Mecaniquês" x "juridiquês"

"Há pouco tempo atrás, eu precisei levar meu carro numa oficina. Eu não entendo nada de carro, a não ser para dirigir. E há um preconceito enorme na sociedade brasileira. Mulher então, que dirige e leva o carro à oficina, a pessoa mal olha.
E ele (o mecânico) me descreveu lá: olha, o carro está com barulho, acho que na parte traseira, perto da roda de trás, do lado direito.
Ele nem olhou pra mim e continuou: - olha isso aí deve ser a rebimboca da parafuseta que engatou com não sei o quê.
Não entendi nada do que ele falou e, como ele nem olhou pra mim, eu disse:
- Ah, engraçado. Eu pensei que fossem os embargos infringentes que tinham sido providos com efeitos devolutivos.
Aí, ele olhou e disse:
- Como é que é, dona? Eu não entendi nada.
Aí eu falei:
- Nem eu. O senhor vê que somos todos iguais, homens e mulheres, em qualquer função, na incapacidade para entender o outro.

Após decisão, vereador quer saber se ganhou ou perdeu

"Na madrugada, 1h30 da manhã, depois de sessões que terminavam nesse horário no período eleitoral [no TSE, onde a ministra já foi presidente], alguém diz: 'ministra, um vereador de não sei onde quer falar'.
'Como assim, quer falar? Nós já decidimos o que tinha de ser decidido pelo colegiado.'
Então, quando atendi ao telefone, o vereador diz: 'ministra, eu só queria entender: eu ganhei ou perdi?'"

Taxista confunde Supremo com Ministério da Previdência

"Um taxista no Rio me disse um dia: 'os senhores não entenderam a Constituição sobre a Previdência.'
Aí, ele me explicou e, no final da corrida, não me deixava sair do carro, tentando saber se eu tinha entendido o que a Constituição tinha dito sobre a Previdência. Disse que a mãe dele ganhava 700 e poucos reais, achava que tinha direito a mil e tanto e que a culpa era do Supremo.
Por mais que eu dissesse que esse ministério é outro, ele dizia não: 'se o ministério não serve nem pra isso, então não sei para quê vocês são supremo.'"
Fonte: UOL Notícias, Política, de 8/07/2017.

terça-feira, 21 de abril de 2020

MORRE O DESEMBARGADOR APOSENTADO SUENON BASTOS

O sepultamento ocorrerá nesta manhã de terça-feira, no Cemitério Parque da Paz.
Vítima de complicações renais, morreu, nessa segunda-feira, na UTI do Hospital São Carlos, em Fortaleza, o desembargador aposentado Suenon Bastos Mota (75). Ele deixa esposa e três filhos.
O sepultamento ocorrerá nesta manhã de terça-feira, no Cemitério Parque da Paz.
Suenon Bastos, filho do também ex-desembargador Valdetário Mota, era natural de Cedro. Ele ingressou na magistratura em 3 de agosto de 1974, na Comarca de Caririaçu, onde exerceu a titularidade. Também foi titular em Mombaça, Barbalha, Itapipoca e Juazeiro do Norte.
Na Capital, assumiu a 2ª Vara da Infância e da Juventude. Foi membro da 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Atuou como ouvidor do Fórum Clóvis Beviláqua e juiz assessor da Presidência do TJCE. Também coordenou o Juizado da Infância e da Juventude de Fortaleza.
Foi desembargador do TJCE no período de 26 de novembro de 2009 até 7 julho de 2014. Presidiu a 5ª Câmara Cível e foi ouvidor-geral do Judiciário estadual. O magistrado exerceu o cargo de presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Ceará (Cejai/CE) e dirigiu a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ).
Fonte: O Povo, de 21/04/20. Coluna Eliomar de Lima. p.2.

Nota do Blog: O Dr. Francisco Suenon Bastos Mota, irmão do dedicado médico Dr. Sulivan Mota, era também professor aposentado da Uece. Segundo o meu irmão advogado Sérgio Gurgel, que privava do bom relacionamento do extinto, o Dr. Suenon era um juiz muito operante e competente, possuidor de uma integridade moral irreparável e extremamente zeloso em seus afazeres profissionais, gozando de notável reconhecimento entre os seus pares da magistratura e junto aos operadores do Direito no Ceará.

domingo, 12 de janeiro de 2020

UM MAU DIA PARA SER UM JUIZ


Um juiz estava interrogando uma mulher da Carolina do Sul sobre seu divórcio pendente.
Ele pergunta a ela: "Quais são os motivos para o seu divórcio?"
Ela responde: "Cerca de quatro acres e uma pequena casa no meio da propriedade com um riacho de águas correntes."
"Não", ele disse, "quero dizer qual é a base deste caso?"
"É feita de concreto, tijolo e argamassa", ela respondeu.
"Quero dizer", continuou ele, "como são suas relações em geral?"
"Eu tenho uma tia e um tio, e 12 primos morando aqui na cidade, todo mundo se dá bem.", diz ela.
O juiz respirou fundo e perguntou: "Você tem algum tipo de rancor?"
"Não, só temos uma garagem para dois carros e nunca usamos, porque não temos um carro."
"Por favor", ele tentou de novo, "há alguma infidelidade em seu casamento?"
"Sim, tanto meu filho quanto minha filha têm aparelhos de som. Nós não necessariamente gostamos da música – aquela coisa de hip hop e rap, mas não conseguimos fazer nada a respeito."
"Senhora, seu marido já fez algo perante a senhora que a tenha incomodado?"
"Sim, ele se levanta todas as manhãs antes de eu fazer o café e começa a usar a cozinha."
Finalmente, frustrado, o juiz perguntou: "Senhora, por que diabos a senhora quer o divórcio? "
"Ah, eu não quero o divórcio, não!", ela respondeu. "Eu nunca quis o divórcio, meu marido que quer. Veja só, aquele idiota diz que não pode se comunicar comigo!"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Decisões judiciais de pacientes com câncer terão celeridade


O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) e o Tribunal de Justiça do Estado acabam de firmar um acordo de cooperação técnica considerado histórico no Judiciário brasileiro. É a inclusão do suporte da Inteligência Artificial Watson for Oncology para o suporte de decisões judiciais que envolvam tratamentos oncológicos. A iniciativa, de acordo com o ICC, possibilitará que os magistrados tenham o auxílio dos diagnósticos da solução, baseados na literatura médica global e abrindo possibilidade de maior assertividade em casos de decisões judiciais envolvendo casos de câncer. Nessa parceria, o TJCE remeterá ao ICC demandas recebidas pelos magistrados. Após a elaboração dos pareceres técnicos, os documentos serão remetidos aos juízes para proferirem suas decisões. O convênio terá duração de dois anos e as ações serão fiscalizadas pelo Núcleo de Apoio Técnico ao Judiciário (NAT-JUS). Eis um acordo importante, pois quem tem câncer não pode esperar.
Fonte: O Povo, de 26/11/19. Coluna Eliomar de Lima. p.2.

sábado, 21 de setembro de 2019

AMOR NO JUDICIÁRIO


Apaixonado pela nova juíza da comarca, o advogado dirigiu-lhe a seguinte petição inicial:

Eu, bacharel em direito
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.

Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.

Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:

Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.

Prontamente, a magistrada despachou:

Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.

Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.

Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.

Depois, com a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça.

Moral: Nunca desista de uma ação, mesmo que a causa pareça impossível!
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Piada sem autoria explícita.

AUDIÊNCIA DE SEPARAÇÃO


Ao final da audiência o juiz pergunta pra criança.
Juiz: Você vai ficar com sua mãe?
Criança: Não, a mamãe ganha mal e bate em mim.
Juiz: Você quer ficar com seu pai?
Criança: Não, o papai bate na gente.
Juiz: Com quem você quer ficar?
Criança: Com o senhor, que recebe 30 mil e ainda tem auxílio moradia, auxílio creche, auxílio paletó, auxílio educação, dois meses de férias por ano, segurança armada e ainda tem muito tempo com a gente, pois só trabalha umas 3 horas por dia.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Piada sem autoria explícita.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

JUSTIÇA DEMOCRÁTICA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A democracia moderna baseia-se em um sistema de instituições construídas na expectativa de garantir a representatividade e a legalidade das decisões políticas. Entretanto, infelizmente, constatamos que este equilíbrio institucional tem sido seriamente desvirtuado. Um olhar acurado sobre o relacionamento dos poderes constituídos torna este desequilíbrio de fácil constatação e a confirmação de que as instituições democráticas não estão cumprindo o seu papel de canalizar as demandas da cidadania. Existe um fenômeno mundial de agigantamento do Poder Executivo que reduziu o Legislativo a um papel secundário e homologador das decisões provindas daquele poder. A perda de autonomia do parlamento, em todo o mundo, deu oportunidade ao incremento da corrupção nos sistemas políticos. Denúncias de favorecimento são constantes. Partidos tornaram-se máquinas de arrecadação de fundos, usados nem sempre de forma transparente. Neste contexto de baixa representatividade e legitimidade não causa surpresa o desejável crescimento institucional do Judiciário. Um Judiciário forte, capaz de garantir a legalidade e legitimidade constitucional é algo necessário à boa saúde do sistema político. Por outro lado, um Judiciário intimidado em seu papel de defensor da ordem legal abre a chancela para a arbitrariedade de quem esteja ditando a agenda política. Com o Judiciário fraco, qualquer controle legal e constitucional se torna pouco crível. Precisamos recuperar, no mundo, a superioridade moral de nossos regimes democráticos. Para tanto, é desejável que o Poder Legislativo resgate sua capacidade deliberativa e representativa, e que o Poder Judiciário garanta a ordem legal e constitucional. É preciso também que as democracias realmente atendam às demandas da cidadania, seja em termos sociais, econômicos e políticos. Viva a Democracia.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 30/11/2018.

domingo, 25 de março de 2018

MENSAGEM OS MINISTROS DO STF

Por Ruy Câmara (*)
Eis a mensagem que o escritor Ruy Câmara enviou agora para todos os ministros do STF.
Senhores ministros do STF:
É frustrante, é decepcionante e revoltante viver em um país no qual a sua mais alta corte de Justiça (STF), a pretexto de salvaguardar legalismos constitucionais que restringem o alcance da justiça, empenha-se na tarefa de abrir possibilidades para protelar os ritos processuais e, em consequência, evitar ab aeterno a punição de criminosos, escancarando desse modo as portas para a certeza da impunidade.
Não é custoso lembrar aos senhores que, no rol de 194 países membros da ONU, 193 permitem o cumprimento de sentença de prisão por decisão em 1ª ou 2ª instância. Perante o mundo civilizado, o Brasil tornou-se conhecido como o país da impunidade e da leniência.
É óbvio que os senhores têm plena consciência de que vivenciamos tempos muito estranhos com a ‘judicialização nada elogiável da política’; com a leniência reprovável da justiça, notadamente em matéria criminal; e o que é mais vergonhoso, com a ‘politização da justiça nos julgamentos de criminosos que, mesmo já estando condenados por duas instâncias, ainda se presumem intocáveis e inalcançáveis pelas varas, colegiados e pelas cortes da justiça do Brasil.
Os cidadãos e cidadãs que cumprem seus deveres e obrigações para com suas famílias e com o país, não podem e não devem aceitar calados que 5 ou 6 ministros do STF se reúnam em consistório, não para modificar o que já haviam decidido e resolvido por vontade da maioria da corte, mas para postergar ou mesmo livrar da prisão um criminoso renitente e empedernido que ainda comanda um bando de assaltantes do Estado que agiam e agem com plena convicção de que jamais serão punidos pelos crimes cometidos.
Ora, postergar ou livrar da prisão um condenado em duas instâncias da justiça a pretexto de legalismos constitucionais distantes da realidade cotidiana de um pais vilipendiado com gana desmedida, é o mesmo que afirmar perante o mundo que o crime no Brasil compensa, e compensa muito, porque encontra amparo da lei penal e nas jurisprudências de correções que são muito mal defendidas pelas autoridades do país.
Os senhores afirmam que a justiça não pode se apartar do bom direito, tampouco pode ferir direitos ou garantias fundamentais, mas também não pode se distanciar do senso de justiça-justa, e muito menos deve produzir insegurança capaz de despertar a desconfiança absoluta da sociedade na mais alta corte de justiça do país.
O STF insiste em afirmar que têm compromissos com a Constituição e com o direito. Mas quantas vezes vimos certos ministros dessa corte inovando em matéria constitucional; interpretando a seu modo cláusulas pétreas da CF; ignorando solene jurisprudências firmadas ou mesmo atuando muito mais como advogado de defesa de criminosos do colarinho branco do que como juízes?
Tanto é verdade que, por diversas vezes a constituição foi rasgada nessa corte para validar entendimentos que atenderam melhor casos isolados do que o direito como utilidade pública essencial para a garantia da ordem e da normalidade da vida social.
Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal andam desacreditados porque a sociedade já percebeu o empenho de parte da corte de manter o Brasil como o paraíso absoluto da impunidade. A sociedade já disse claramente que não aceita, nem mesmo a pretexto de legalismo constitucional, que o STF modifique regras jurídicas que prolonguem por décadas a impunidade de criminosos já condenados em 1ª e 2ª instâncias.
Claro que o Brasil precisa virar essa página negra da sua história para reencontrar o caminho da Paz institucional, da Ordem e do Pleno desenvolvimento econômico e social e o STF não pode servir de instrumento para socorrer bandidos poderosos que roubaram o país durante décadas e pretendem continuar roubando.
O compromisso dos ministros com a CF não pode sobrepujar o compromisso moral e institucional com o direito de proteção coletivo, que deve ser igual para todos os brasileiros.
Até mesmo o mais ignaro cidadão brasileiro sabe que a corrupção desenfreada no Brasil precisa ser contida com rigor e rapidez, do contrário, nosso país continuará sendo por muitas décadas o reino absoluto da impunidade consentida e amparada por legalismos institucionais.
Não faz sentido, nesse momento conturbado da vida nacional, um ministro do STF defender a protelação recursal a pretexto de salvaguardar dispositivos frágeis constitucionais, uma vez que as estatísticas do próprio judiciário demonstram que apenas 3% das sentenças prolatadas são revertidos na última instância. E no caso dos crimes de colarinho branco, esse percentual cai para 2%.
Em todos os casos que se queira analisar, o cumprimento de sentença após decisão por órgão colegiado em 2ª instância evitaria de forma incontestável a continuação da impunidade como certeza e como regra jurídica amparada por norma constitucional.
Como escreveu o Dr. Liberato Póvoa, desembargador aposentado do TJ-TO, enquanto se aguarda o trânsito em julgado (que muitas vezes não acontece), abrem-se todas as portas e janelas da impunidade. O povo já vive cansado de ver os criminosos de colarinho branco vivendo muito fagueiros, afrontando a norma, a ordem e a lei com o argumento fajuto de presunção de inocência, quase sempre escudados na esperteza de hábeis defensores.
Está provado e arquiprovado que, a protelação recursal só beneficia os criminosos, que passam a gozam da plena liberdade durante todo o tempo processual, até a prescrição dos seus crimes, como frequentemente tem ocorrido.
A sociedade brasileira, tão desiludida e vilipendiada, precisa ter a certeza de que a ordem penal é aplicada para todos e não para alguns, como vem ocorrendo no Brasil nesses tempos estranhos.
Como bem o disse a ilustre Procuradora Geral, Raquel Dodge, a protelação de recursos interpostos nas diversas instâncias só contribui para a inefetividade do direito penal, incentivando a incessante interposição de recursos pela defesa, apenas para evitar o trânsito em julgado da condenação e para alcançar a tão desejada prescrição da pena, o que reforça o sentimento geral de impunidade e descrédito na Justiça." Mas a manutenção da decisão do Supremo, que permite o cumprimento da pena de prisão após a condenação em 2ª instância, é fundamental para o combate à impunidade.
(*) Escritor e sociólogo brasileiro.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

segunda-feira, 8 de maio de 2017

DEPRESSÃO CÍVICA



Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Na semana passada os Poderes Constituídos do Brasil, visivelmente, o Legislativo e o Judiciário, atuaram sem harmonia e independência, ferindo o art. 2º de nossa Lei Maior. Quanta tristeza! Por outro lado, o fato me fez lembrar, no final dos anos 1960, uma famosa mesa redonda que analisava futebol nas noites de domingo na TV Tupy do Rio de janeiro. Era composta pelos extraordinários cronistas: João Saldanha (Botafogo), Nelson Rodrigues (Fluminense) José Maria Skassa (Flamengo) e Armando Nogueira (Botafogo). Pois bem. Certa vez, o Fluminense estava à frente, no número de pontos, dos grandes do futebol carioca. Ia acontecer uma partida entre o Botafogo e o Flamengo definindo o campeonato. Quem vencesse seria campeão; havendo empate o Fluminense ganharia a taça. Nelson Rodrigues chega ao Maracanã e é provocado, com humor, pelo João Saldanha: “Por que está aqui se o Fluminense não vai disputar”? Respondeu Nelson: “Ah, meu caro amigo, vim para assistir a derrota dos dois”. Disse Saldanha: “Está sonhando, o Botafogo é imbatível”. As mesmas palavras foram ditas pelo Skassa com relação ao Flamengo. Final da partida; os dois perderam, pois o jogo foi empate. Voltando à extravagante disputa Judiciário X Legislativo, pode-se dizer que os dois perderam. Aliás, perdeu o Brasil. Creio que vários brasileiros tiveram uma crise de “depressão cívica”. Como disse o grande poeta Bandeira: “Ah! Como dói viver quando falta a esperança”. Se o Nelson Rodrigues fosse ainda vivo diria: nós continuamos com o “complexo de vira-lata”. Infelizmente, às vezes, a vida é assim.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 16/12/2016.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN)


Quando a gente pensa que o Brasil vai começar a se recompor, a melhorar seus padrões éticos e de moralidade, leva na cara uma cusparada dessa.
A B S U R D O
I N T O L E R A V E L
I N D E C E N T E
I M O R A L

DIVULGAÇÃO A PEDIDO
Veja mais essa aberração do judiciário. Vamos denunciar.
O cúmulo será a aprovação da Nova LEI ORGÂNICA da Magistratura Nacional (LOMAN).
O projeto cria, por exemplo, auxílio-educação para filhos com até 24 anos de juízes, desembargadores e ministros do Judiciário em escolas e universidades privadas; auxílio-moradia equivalente a 20% do salário; transporte, quando não houver veículo oficial; reembolso por despesas médicas e odontológicas não cobertas por plano de saúde, e licenças para estudar no exterior com remuneração extra.
FONTE: Internet (circulando nas redes sociais).
 

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