quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Diário de chefe da SS encontrado na Rússia revela atrocidades de dia a dia nazista


Himmler cometeu suicídio em maio de 1945 em uma prisão militar britânica.
Vieram a público recentemente detalhes arrepiantes da vida diária de Heinrich Himmler, o chefe da SS nazista que mandou milhares de judeus para a morte no Holocausto.
O tabloide alemão Bild está publicando uma série de trechos do diário de guerra de Himmler, recentemente descobertos na Rússia.
Um dia, escreveu Himmler, ele recebeu uma massagem antes de ordenar a execução de dez poloneses. Ele também relata ter curtido um lanche no campo de concentração de Buchenwald.
Ele ainda conta no diário ter ordenado que cães fossem treinados para "despedaçar pessoas" no campo de concentração de Auschwitz.
Historiadores devem publicar os diários em um livro no ano que vem, com notas explicativas.
Himmler estava no círculo mais próximo de Adolf Hitler e tinha o título de "Reichsfuehrer SS". Ele comandou os esquadrões que assassinaram judeus, poloneses, soviéticos, ciganos e outros grupos classificados como "racialmente inferiores".
Os diários estão sendo estudados pelo Instituto Histórico Germânico de Moscou. Eles cobrem os anos de 1938, 1943 e 1944 e foram achados em um arquivo do Ministério da Defesa da Rússia em Podolsk, uma cidade ao sul de Moscou.
Historiadores já haviam examinado os diários de Himmler referentes aos anos de 1941, 1942 e 1945 - mas eles não sabiam da existência dos outros até recentemente.
A descoberta é considerada muito importante e os diários têm sido comparados aos do chefe de propaganda nazista Joseph Goebbels.
O pesquisador alemão Matthias Uhl disse que ficou impressionado ao constatar que Himmler dedicava grande preocupação com o bem-estar de seus colegas da SS, familiares e amigos -- enquanto implementava meticulosamente assassinatos em massa.
Fonte: BBC Brasil / UOL Notícias, de 5/8/2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mulher velada viva conta que assustou crianças e se sentiu bem no caixão


Vera realizou seu sonho na funerária Plasfran. (FOTO: Maryo Jorge Tribuna do Ceará)
Por Rosana Romão
Vera Araújo, de 44 anos, passou nove horas dentro de um caixão para realizar sonho.
A dona de casa Vera Araújo, que sonhava em ser velada como defunta ainda viva, decidiu aproveitar um pouco mais a experiência nesta quinta-feira (3/11/16). Em entrevista ao Tribuna do Ceará, de dentro do caixão, Vera disse que “se sente muito bem” na caixa de madeira e revelou as brincadeiras com as crianças curiosas durante sua experiência. A realização do sonho da dona de casa, que mora em Camocim, no Interior do Ceará, aconteceu no Dia de Finados, com a ajuda de uma funerária, e repercutiu em todo o Brasil.
A fama nacional não inibiu Vera Araújo que, nesta quinta-feira (3/11), voltou à funerária e, com muito bom humor, entrou no caixão novamente. O desejo era de longa data, cerca de 14 anos. Antes, já era conhecida por acompanhar velórios, mesmo sem conhecer o defunto.
Durante toda a entrevista ao Tribuna do Ceará, Vera falou de dentro do caixão.
Eu gosto de velório, de pegar, ajudar a levar o caixão. Sempre quis saber como era (estar dentro), há 14 anos eu tinha esse sonho. Até que falei com o dono da funerária, que queria fazer como um teatro no Dia de Finados. Ele perguntou se eu tinha coragem, e eu fui”, relembra Vera Araújo.
9 horas dentro do caixão
Ela ficou de 8h às 17h da quarta-feira (2/11) dentro do caixão, sem sair nem para ir ao banheiro. O velório aconteceu na Funerária Plasfran e no Cemitério Jardim Eterno, localizados no centro de Camocim, no Ceará. Vera preferiu não se alimentar e tomou apenas água de coco e chá. “Eu me senti tão bem dentro do caixão”, brinca.
Ela conta que estava confortável e que parecia estar na sua própria cama, dormindo por três vezes. “Eu fingia que estava morta mesmo. Tinha hora que eu falava com as pessoas, tirei foto com um monte de gente, mas, na maior parte do tempo, era como morta. Tinham crianças que chegavam perto, curiosas, e, de repente, eu abria os olhos. Elas se assustavam, mas depois começaram a rir. Até peguei na mão de algumas”, completa.
Vera é bastante conhecida em Camocim, principalmente na região onde mora, na Praia do Maceió. Tanto pela vontade de estar perto dos mortos quanto por ter trabalhado por vários anos como mototaxista.
Eu gosto de conversar, de tirar brincadeira, então todo mundo me conhece. Aqui eles me chamam de prima Vera, como se eu fosse da família”, explica.
Repercussão com os filhos
A fama, que levou seu nome para várias partes do Brasil, chegou até o filho Leandro, de 26 anos, que reside em São Paulo. Ele se irritou com alguns comentários que tratavam Vera de forma negativa.
Ele apoia a mãe em tudo, e nesse momento não seria diferente. Enviou um áudio para o grupo da família no Whatsapp a defendendo. Já o filho mais novo, Carlos, de 17 anos, disse que estava com medo das brincadeiras que ouviria na escola e cogitou omitir que Vera era sua mãe.
Eu disse pra ele deixar de ser besta e dizer que é meu filho sim. Não tem porque sentir vergonha, porque eu que quis, e não ele”, ri. Apesar das brincadeiras, ela diz que acompanha velórios desde os 15 anos, porque se sente bem nesses locais.
Algumas pessoas disseram que ela está desafiando Deus, mas Vera discorda. “Eu não tenho medo da morte, não. Deus me criou e ele sabe quando vai levar. Qualquer hora a morte pode vir. Minha mãe já paga o plano funerário, então tá tudo certo”, conclui.
Fonte: Tribuna do Ceará, 3/11/2016.

CONVITE: Sessão Solene pelo Dia da Literatura Cearense

O Presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Dep. José Albuquerque, atendendo ao requerimento do Dep. Heitor Férrer, convida para a Sessão Solene em comemoração do Dia da Literatura Cearense.
Data: 17 de novembro de 2016 (sexta-feira), às 19h.
Local: Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Ceará.
Traje: Passeio Completo

terça-feira, 15 de novembro de 2016

CANÇÕES DE NINAR DE AUSCHWITZ


Por Gisele Vitória

“Helene dominou, em parte, o monstro interior de Mengele”

Mario Escobar diz que “Canções de Ninar de Auschwitz” foi o livro mais difícil que escreveu. “Vivemos em uma sociedade que pensa pouco e age impulsivamente. A realidade nos domina. O que realmente importa é o amor que podemos sentir pelos outros. Espero seguir o caminho de Helene, que se doava sem esperar nada em troca.” De Madri, o escritor e historiador espanhol falou a IstoÉ:
 


ISTOÉ – Os diários de Helene Hannemann existem?
Mario Scobar – Descobri a história de Helene por meio de Miguel Palacios, presidente da Asociación para la Memoria del Genocidio Gitano (Associação para a Memória do Genocídio Cigano) na Espanha. Quando soube da vida dessa grande mulher, entrei em contato com o Arquivo de Auschwitz e me confirmaram a veracidade dos fatos e de muitas das informações sobre sua história. Não havia propriamente um diário de Helene, mas graças às informações que restavam, foi possível reconstruir sua vida em Birkenau, Auschwitz II.
ISTOÉ – O que mais o emocionou nessa história?
Mario ScobarHá várias coisas na vida de Helene que me emocionam. A primeira é o fato de ela ter ido voluntariamente a Auschwitz para acompanhar sua família. Ela, como uma mulher ariana, não precisaria ter ido, mas teve a coragem de deixar tudo para trás e seguir seu marido cigano e seus filhos. Além disso, também fico tocado com toda a sua entrega por seus filhos no Campo Cigano de Birkenau e por sua coragem de criar uma creche. Realmente foi uma vida inspiradora. Ao escrever, me senti muito próximo dessa força de Helene, que me transformou em um embaixador de sua causa.
ISTOÉ – Como o sr. explica que ela tenha convencido Mengele de poupar seus filhos e cancelar o extermínio de milhares de pessoas nos pavilhões 8 e 14 de Auschwitz?
Scobar – Mengele respeitava Helene porque ela representava o que ele acreditava ser uma mãe perfeita. Por isso, ele considerava a opinião dela. Porém, acima de tudo, Mengele queria que ela criasse a creche no Campo Cigano. Ele sempre tinha um propósito no que fazia.
ISTOÉ – Como o sr. definiria o pensamento de Mengele diante de Helene?
Scobar Mengele a admirava, mas não a entendia. Ele queria que as mulheres arianas tivessem muitos filhos para semear o mundo, mas Helene tinha se casado com alguém que, para ele, era de uma raça inferior. Hoje, é difícil entendê-lo, mas o fanatismo de Mengele e sua ambição o impediam de ver as coisas com o mínimo de compaixão e misericórdia. Os nazistas haviam destruído sua consciência.
ISTOÉ – No prólogo, Mengele narra o começo da história. Por que fez essa escolha?
Scobar – Achei que seria mais adequado pensarmos como era possível que um homem como Mengele permanecesse livre, sem pagar por seus crimes, enquanto Helene sofria sem ter causado mal algum. Às vezes não sofremos neste mundo as consequências de nossos atos. Por outro lado, a vida de Helene será lembrada como a de uma grande mulher, e a de Mengele, como a de um assassino infame.
ISTOÉ – O sr. diz que este foi o livro mais difícil que escreveu e também que lhe ensinou a inventar menos desculpas para seus erros e fraquezas. Por quê?
Scobar Vivemos em uma sociedade que pensa pouco e age impulsivamente. A realidade nos domina e nos esquecemos das coisas importantes da vida. Não importa o que tenhamos ou conquistemos, o que realmente importa é o amor pelos outros, especialmente pela nossa família. Espero seguir o caminho de Helene, que se doava aos outros sem esperar nada em troca.
ISTOÉ – O sr. diria que Helene convenceu, enganou ou comoveu Mengele?
Scobar – Ela conseguiu, em parte, dominar o monstro interior dele. Pelo menos, ela o fez duvidar de sua conduta, mas Mengele era o protótipo do nazista medíocre com sonhos de grandeza que acreditava que a compaixão e a misericórdia eram fraquezas humanas.
ISTOÉ – Canções de ninar é a última coisa a se pensar sobre um campo de concentração. Helene cantava para acalmar os filhos. Por que escolheu este título?
Scobar Quis ressaltar o paradoxo que era o fato de o amor ter encontrado espaço em Auschwitz. Helene utilizava as cantigas de ninar para acalmar seus filhos, algo muito natural em uma mãe. Dessa forma, ela os envolvia em paz e tranquilidade. O que ela realmente queria era que eles vissem a realidade através de seus olhos.
Fonte: Isto É Ano 39 n.2.426 de 8/6/2016, p.76-77.

A CIGANA QUE DOMOU OS NAZISTAS

Por Gisele Vitória

“Canções de Ninar de Auschwitz” narra a história da alemã Helene Hannemann, que salvou milhares de pessoas após ganhar a confiança de Josef Mengele

Das lembranças tenebrosas que o mundo guarda de Auschwitz, não parece fazer sentido que canções de ninar pudessem acalmar crianças num campo de concentração nazista. Mas foi assim, cantando uma carinhosa cantiga, que a enfermeira alemã Helene Hannemann teria deixado sua casa às pressas com o marido Johan, violinista de origem cigana, e os cinco filhos pequenos, escoltados por soldados da Gestapo. De origem ariana, Helene não havia sido presa. Mas ela escolheu seguir voluntariamente até Birkenau, em Auschwitz II, ,com a certeza de que seu lar era sua família, aprisionada pelos nazistas.
O livro “Canções de Ninar em Auschwitz”, do escritor espanhol Mario Escobar (Ed. Harper Collins), narra um diário ficctício baseado em pesquisa de fatos reais. Helene morreu com os demais prisioneiros do campo cigano, parte de Auschwitz destinada a essa minoria, em agosto de 1944. Segundo informações do Arquivo de Auschwitz, nem um registro restou de sua família, nem fotos suas. O escritor e historiador joga luz no genocídio de 20 mil pessoas de origem cigana, aprisionadas e mortas em Auschwitz. Mais de 250 mil romenos foram assassinados na Europa e na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial.
 


RESISTÊNCIA Na luta para proteger da morte seus cinco filhos, Helene driblou o terror por 16 meses (Crédito:Divulgação)
Por ser alemã e prisioneira voluntária, Helene conquistou por algum tempo o respeito do carrasco nazista Josef Mengele, que atuava no campo de concentração do nazismo. Na primeira vez em que se deparou com o “Anjo da Morte”, ela se apresentou como ariana, enfermeira e mãe de filhos de origem cigana. Ao salvar suas crianças da morte, ela evitou o extermínio de milhares de pessoas, convencendo o médico rever a decisão de executar os ocupantes de dois pavilhões pelo risco de contrair tifo.
Helene foi autorizada por Mengele a criar e dirigir uma creche no campo polonês. “Por isso, Mengele considerava a opinião dela. Mas, acima de tudo, Mengele queria que ela criasse a creche no Campo Cigano (onde as famílias, diferentemente dos judeus, podiam ficar juntas com seus filhos). Suas intenções eram guiadas por seu interesse pessoal”. O médico fazia experiências genéticas.
Enquanto viveu, Helene Hannemann continuou cantando canções de ninar para seus filhos e outras crianças de Auschwitz. A melodia era do compositor alemão Johannes Brahms. Ela abriu espaço para o amor, mesmo em lugar de horror e morte. “Helene utilizava as cantigas de ninar para acalmar seus filhos, algo muito natural em uma mãe”, diz Escobar. “O que ela realmente queria era que eles vissem a realidade através de seus olhos.” Segundo o historiador, Helene foi capz de acalmar todo o acampamento cigano em Auschwitz.
Fonte: Isto É Ano 39 n.2.426 de 8/6/2016, p.76-77.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NOVEMBRO AZUL: troque o preconceito


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

domingo, 13 de novembro de 2016

Um olhar graduando sobre a Semana Universitária da Uece

Tatiane Albuquerque (*)
Ao término do evento, sentimos que somos mais do que éramos há uma semana, graças ao aprendizado absorvido e passado.
Aconteceu do dia 7 ao dia 11 de novembro um dos eventos de maior marca da Universidade Estadual do Ceará. O grande causo de que falo é a XXI Semana Universitária com o tema causador de significante debate - ciência e ética: um diálogo possível. O tema do ocorrido evento foi inspirado na atual situação sociopolítica brasileira; provocadora de interessantes discussões sobre o “ser” ético dentro da nossa população. O conteúdo proposto pela Semana Universitária teve o objetivo de promover a socialização de debates entre mentes pensantes presentes na universidade, pois no exercício intelectual conseguimos nos tornar intensos profissionais. O evento, que ocorre há anos, proporciona aos alunos da universidade uma maior extensão de conhecimento, fazendo de nós, além de seres pensantes, seres questionadores, com opiniões maciças e impactantes.
Assim como Sartre dizia: “cada homem deve inventar seu caminho”. É justo afirmar, então, que inventamos nossos caminhos por meio das escolhas que fazemos, sendo corretas ou não. É por meio dessas escolhas que nos tornamos os profissionais que construímos ao longo do tempo. Aonde quero chegar é: a universidade nos dá a liberdade de fazer nossas escolhas e isso nos torna os homens e mulheres que somos ou seremos algum dia, cada oportunidade como a chance de crescer intelectualmente e moralmente proporcionada pela SU é um passo dado para frente ou para trás no caminho que trilhamos.
O que é visto além do desenvolvimento intelectual e moral no evento em questão é a cultura e o protagonismo demonstrado por estudantes da universidade, demais pertencentes da instituição e visitantes dentro, desde a Feira das Profissões a um improviso teatral/ musical. Tendo a liberdade de ser mais do que um no meio da multidão, aprendendo e ensinando, é gratificante e enriquecedor, tanto para o nosso ser profissional quanto para o nosso ser moral, social e intelectual. Ao término do evento, sentimos que somos muito mais do que éramos há uma semana, graças ao aprendizado absorvido e passado, graças às atitudes que tivemos e que nos foram proporcionadas.
Seria interessante afirmar que “o homem é aquilo que ele faz de si mesmo”, frase do já citado Sartre. Uso essa frase como exemplo, para intensificar a afirmação de que nos construímos por meio de nossas escolhas, e a Semana Universitária da Uece é uma das ferramentas usadas na construção intelectual, moral, entre outros aspectos do indivíduo, portanto, tornamos lúcida essa frase aqui e em nossas vidas.
 (*) Graduanda do curso de Letras-Português da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 12/11/16. p.11.
 

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