segunda-feira, 22 de julho de 2019

VAIDADE: UM CAUSO


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
José e Antônio eram dois amigos de infância. Estudavam no mesmo colégio público e moravam na rua Esperança, no bairro Solidariedade, no município de Santo Expedito, no sertão nordestino. Ambos tiravam boas notas e cumpriam com suas obrigações escolares. Na adolescência, os dois foram pra cidade grande, São Paulo, tentar ingressar na Universidade e trabalhar. Conseguiram. José cursava medicina e trabalhava numa livraria. Já Antônio estudava ciência econômica e era corretor na Bolsa de Valores. José possuía formação humanitária; sem ambição financeira, procurava servir aos mais carentes. Antônio empolgou-se com sua atividade; ficou rico, passou a frequentar as altas rodas paulistanas, não mais se lembrava do amigo José e tornou-se uma pessoa extremamente vaidosa. Sempre preocupado com resultados financeiros, pouco dedicou-se à leitura. Assim, não conhecia Machado de Assis: “A vaidade é um princípio de corrupção” e Vieira: “A vaidade entre os vícios é o pecador mais astuto, e que mais facilmente engana os homens”. Ademais, não percebia que a vaidade é irmã da insegurança de conhecimento e da inveja. José, salvando vidas, era símbolo da generosidade. Por ironia do destino, em razão da vida desregrada e agitada, Antônio enfartou e foi salvo por José. Sem bem reconhecer o amigo, após receber alta, perguntou-lhe com arrogância: quanto custa, doutor? José respondeu: a nossa amizade infantil. “Chamamos de zombador o homem vaidoso que trata os outros com orgulho e desprezo” (Livro dos Provérbios 21:24). A vaidade desestimula a ética, a paz, a justiça, a humildade e favorece o surgimento do desamor e da calúnia. Com relação ao “causo” mencionado, sem ter a pretensão, a capacidade e a imaginação de Nelson Rodrigues, vale lembrar suas famosas crônicas: “A vida como ela é...”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 12/7/2019.

domingo, 21 de julho de 2019

UM MENINO E SEU PAI NUMA FARMÁCIA


Um homem entra em uma farmácia com seu filho de 8 anos de idade.
Eles passam pela seção do preservativo e o menino pergunta: "O que é isso, papai?"
"O nome dessas coisas é preservativo, filho. As pessoas usam para manter relações sexuais seguras", o homem responde com naturalidade.
"Ah, entendi", responde o menino, pensativo. "Eu já ouvi isso na aula de saúde na escola."
Logo em seguida o menino pega um pacote de três preservativos e pergunta: "Por que há três nesse pacote, papai?"
São para os meninos do Ensino Médio. Um para sexta-feira, um para sábado e outro para domingo", responde o homem.
"Legal!" diz o menino. Ele nota que há um pacote com seis e pergunta: "Então, para quem são esses, papai?"
"Esses são para os universitários", responde o pai. "Dois para sexta-feira, dois para sábado e dois para domingo."
"Uau!" exclamou o menino. "E esse aqui, pai?" Ele pergunta enquanto segura um pacote com 12.
"São para homens casados. Um para janeiro, um para fevereiro, um para março..."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

JOÃOZINHO TEVE UM DIA INTERESSANTE NA ESCOLA DOMINICAL


Depois da escola dominical da igreja, Joãozinho, de 9 anos, chega em casa e sua mãe pergunta:
“O que você aprendeu hoje, filho?”
"Bem, mãe, nossa professora nos contou como Deus enviou Moisés atrás de tropas inimigas em uma missão de resgate para expulsar os israelitas do Egito.
Quando ele chegou ao Mar Vermelho, ele fez com que seus engenheiros construíssem uma enorme ponte para que todas as pessoas atravessassem com segurança.
Então, ele usou seu rádio walkie-talkie para falar com a sede e pedir reforços. Eles enviaram bombardeiros para explodir a ponte depois que todos haviam atravessado, e todos os israelitas foram salvos".
"Mas espera aí, Joãozinho, foi assim mesmo que sua professora te ensinou?" perguntou a mãe.
"Bem, não exatamente. Mas se eu te contasse como a professora nos contou, você jamais acreditaria!"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

DOIS PADRES EM UMA VIAGEM AO HAVAÍ


Dois padres foram passar férias no Havaí e decidiram que fariam uma viagem de verdade, ou seja, sem usar nenhuma vestimenta que os identificasse como clero.
Assim que o avião pousou, eles se dirigiram para uma loja e compraram shorts, camisas, sandálias e óculos escuros.
Na manhã seguinte, eles foram à praia vestidos com roupas “turísticas” e estavam sentados em cadeiras de praia, desfrutando de uma bebida, do sol e da paisagem, quando uma linda mulher muito atraente passou por eles.
Eles não conseguiram deixar de olhar e, quando ela passou por eles, ela sorriu e disse: “Bom dia, padre - bom dia, padre”, acenando com a cabeça e dirigindo-se a cada um deles individualmente, depois foi embora.
Ambos ficaram aturdidos. Como seria possível que ela os reconhecesse como sacerdotes?
No dia seguinte, eles voltaram para a loja, compraram roupas ainda mais escandalosas, e novamente se acomodaram na praia em suas cadeiras para aproveitar o sol...
Depois de um tempo, a mesma mulher linda de biquíni veio andando na direção deles novamente (eles estavam contentes por usarem óculos escuros, porque os olhos deles estavam prestes a saltar de suas caras de tanto olhar a moça). Mais uma vez, ela se aproximou e cumprimentou-os individualmente: “Bom dia, padre - bom dia padre”, e foi embora.
Um dos sacerdotes não aguentou e disse. “Só um minuto, mocinha. Sim, somos sacerdotes e temos orgulho disso, mas eu preciso perguntar... Como que é possível que você tenha nos reconhecido???
“Ah, padre, o senhor não tá me reconhecendo? Eu sou a irmã Ângela!”
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 20 de julho de 2019

OS TERRORISTAS NO CONGRESSO NACIONAL

Durante um engarrafamento, um motorista está preso na fila na avenida que passa ao lado do Congresso Nacional, em Brasília. Nenhum carro andava.
De repente, um homem bate em sua janela. O motorista abre o vidro e pergunta:
- Qual é o problema aí na frente, amigo? Está tudo parado!
O homem explica:
- Acontece que terroristas sequestraram todo o Congresso e estão pedindo 100 milhões de reais para o resgate. Caso o contrário, eles vão atear fogo em tudo, com todos os deputados dentro. Por essa razão, estamos pedindo uma doação de carro em carro.
O motorista surpreso pergunta:
- E quanto cada pessoa está doando, em média?
O homem responde:
- Ah, cerca de 5 litros cada...
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O FORTE DESSE CARA É A CRIATIVIDADE


Um homem vai até a casa de seu amigo, toca a campainha e a mulher atende.
"Oi, o Beto está em casa??"
"Não, ele foi na rua rapidinho e já volta", ela responde.
"Bem, você se importa se eu esperar?"
"Não, entre."
Eles se sentam e o amigo diz: "Sabe, Norma, você tem os seios mais belos que já vi. Eu lhe daria cem reais se pudesse ver pelo menos um". Norma pensa sobre por um segundo e percebe que são cem reais! Ela abre o roupão e mostra um dos seios. Ele prontamente agradece e lança cem reais na mesa.
Eles ficam sentados um pouco mais e Carlos diz: "Eles são tão lindos, eu tenho que ver os dois. Eu te darei mais cem reais se puder ver os dois juntos".
Nora pensa mais um pouco, abre sua túnica e olha fixamente para o amigo do marido. Carlos agradece a mulher, joga outros cem reais na mesa, depois diz que não pode esperar mais e sai.
Um pouco mais tarde, Beto chega em casa e sua esposa diz: "Então, aquele seu amigo esquisito, o Carlos, esteve aqui".
Beto para por um segundo e diz: "Ah, sim. Por acaso aquele caloteiro deixou os 200 reais que me devia?"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O TÉDIO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Pouquíssimos são as disciplinas que falam, estudam e pesquisam o tédio, conhecido também como fastio, marasmo, desalento, moleza, apatia, lassidão, indiferença, letargia, rancor, acedia.
O mundo hoje está entrando numa fase em que a gravação de um evento é maior, mais importante do que o evento em si. O vídeo, o som estéreo, a internet móvel, os controles remotos, as roupas de jogging, as máquinas de ginástica, sugerem que vão deixar o corpo sarado para reviver o próprio passado ou simplesmente à repetição. Os botões play podem ser comparados aos êmbolos das seringas de heroína. Tudo para fugir do tédio.
Pode-se trocar de emprego, de casa, de companhia, de país, de clima ou pode-se dedicar à promiscuidade, ao álcool, às viagens, às aulas de culinária, às drogas ou até à psicanálise.
Não importa o que se fizer, a neuroses e a depressão vão entrar no vocabulário cotidiano. Comprimidos passarão a frequentar as gavetas. Acaba-se fazendo da própria vida uma busca constante por alternativas como mudar de emprego, de casamento, de casa, de clima, desde que se tenha, para isso, condições econômicas.
A viagem é grande, não é pequena, mas não tem volta, portanto encontre conforto na ideia de que, por maior que seja a falta de sabor desta ou daquela situação, ela será apenas uma estação, nunca um ponto final. Nunca estaremos parados.
As paixões fazem menos mal que o tédio, pois elas tendem a diminuir o tédio, que aumenta com o passar do tempo. Sabe qual é a minha preocupação maior?
É matar o tédio.
Quem prestasse este serviço à humanidade seria o verdadeiro destruidor de monstros disse o pintor e escritor Eugène Fromentin (1820-1876). Neste mundo, a única coisa horrível é o tédio. Eis o único pecado para o qual não há perdão dizia Oscar Wilde (1854-1900). O tédio pode ser compreendido como a incapacidade de realizar atividades que proporcionem satisfação. O tédio é um sentimento que todos nós já sentimos ou iremos sentir. “Um dia a monotonia tomou conta de mim”.
E em alguns casos o tédio pode ser destrutivo e levar à ansiedade generalizada, depressão ou ao abuso de álcool e de drogas, mas, felizmente, às vezes, o tédio pode, ao contrário, servir de impulso para processos criativos.
Mas não se esqueçam de que ele – o tédio – é um problema capital, pois pelo menos a metade das perversidades da humanidade são causados pelo medo de nele cair.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).
 

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