domingo, 21 de setembro de 2025

Regras Para Ser Feliz Morando na Casa dos Anos Bem Vividos I

Convivência e Relações

1. Não se meta na vida dos filhos. Eles já têm GPS (e vão errar do mesmo jeito).

2. Não interfira na criação dos netos. Avós servem para amar, não para educar.

3. Aceite genro e nora. Foi o coração dos filhos que escolheu, não o seu.

4. Fique neutro nos casamentos alheios. Amor de fora não se mete.

5. Reclamar demais espanta visitas. Cultive mais silêncio que queixas.

6. Nada de pena de si mesmo. Ser idoso é privilégio, não castigo.

7. “No meu tempo” já passou. Viva o seu hoje com brilho nos olhos.

Atitude e Bem-estar

8. Tenha planos. O amanhã só chega para quem o espera com café passado.

9. Não vire boletim médico ambulante. Ninguém quer ouvir sobre suas dores 24h.

10. Poupe. Qualquer valor guardado é sinal de sabedoria.

11. Esqueça carnê. Idoso paga à vista ou não paga.

12. Tenha plano de saúde ou dinheiro guardado. Doença não avisa.

13. Planeje seu funeral. Sim, é estranho. Mas evita confusão depois.

14. Deixe tudo em ordem. Testamento, contas, recados. Viva leve.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


sábado, 20 de setembro de 2025

A CASA DOS ANOS BEM VIVIDOS

Por Tio Maneco

"Envelhecer é mudar de casa — não de alma.       A janela do corpo pode se estreitar, mas a paisagem do espírito se amplia. E cada novo cômodo da vida tem sua beleza, sua graça e sua luz."

Meu velho amigo decidiu se mudar. Está saindo da casa dos 60 e indo morar na dos 70, bem ali na rua onde a vida já plantou muitas árvores e também podou algumas ilusões.

Quando me perguntou se gostei da mudança, sorri com o canto dos olhos. Não se trata de gostar ou não. A vida vai empacotando décadas e nos realocando.

Terminei meu tempo na casa dos 60 como quem entrega as chaves com gratidão — poderia ter sido despejado antes.

Cada década tem um cheiro, uma cor e um som. A casa dos 70, antigamente, parecia uma clínica. Hoje é um clube. Tem puxadinhos, coreto, jardim e muito samba no pé — de prótese, inclusive!

Do alto dessa varanda, a vista do passado é a mais linda do mundo. E o futuro? Ah, esse continua aceitando visitas, com café e pão de queijo quentinhos.

Agora, compartilho com você 25 regras preciosas para morar bem nessa fase da vida. São conselhos leves, diretos e cheios de bom senso — do tipo que até o neto escuta e anota.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


A DELICADA ARTE DE VIVER MUITO

Por Mário Donato D’Angelo

Viver muito sempre foi, por séculos, uma raridade quase mítica. Era coisa de avó centenária que conhecia a cura das doenças no cheiro do mato, ou de personagem de romance russo, desses que morriam em São Petersburgo, sob a neve, citando Aristóteles em voz embargada.

Longevidade era exceção. Agora virou estatística.

Vivemos mais. Isso é fato. A medicina avançou, os antibióticos viraram gente da casa, o colesterol passou a ser vigiado como se fosse um criminoso reincidente. A expectativa de vida subiu, e com ela a ideia, quase ingênua, de que bastaria durar para que tudo desse certo.

Mas viver muito não é a mesma coisa que viver bem. E é aí que começa a grande arte.

Porque a verdade é que a longevidade chegou antes do manual de instruções. Achávamos que envelhecer seria como alcançar um mirante: olhar para trás com serenidade, cruzar os braços sobre o próprio legado, saborear os frutos de uma vida bem vivida.

Mas a velhice, como a infância, exige cuidados diários, e também alguma poesia.

O corpo, esse velho cúmplice, começa a dar sinais de que o tempo passou. As juntas rangem como portas de armário antigo, os reflexos hesitam, os músculos se retraem.

Mas não é só o corpo que envelhece: às vezes o mundo ao redor também se torna estranho, distante. Os amigos partem, os filhos se dispersam, as calçadas ganham degraus invisíveis. E de repente, o que mais dói não é o quadril, é o silêncio.

E então vem ela: a queda.

Não só a queda literal, essa que acontece no banheiro, no degrau da padaria, na pressa inocente de atravessar a rua. Mas a queda simbólica: do entusiasmo, da autonomia, da autoconfiança. A queda de uma imagem de si mesmo que antes era firme, decidida, ágil. A queda de um modo de viver que não se encaixa mais no corpo que agora abriga a alma com mais cuidado.

A Organização Mundial da Saúde diz que um terço dos idosos sofre uma queda por ano. E essa queda pode ser o primeiro passo de uma jornada difícil: fraturas, cirurgias, internações, perdas, de mobilidade, de independência, de ânimo.

Mas veja bem: não se trata de um alerta sombrio. Trata-se, aqui, de um chamado amoroso à reinvenção.

Porque o envelhecimento também pode ser reinício. E preparar-se para ele é como preparar um jardim: exige tempo, presença, escolhas. É preciso cultivar força, sim, não para carregar sacos de cimento, mas para levantar-se da cadeira com leveza e poder abraçar um neto sem receio de tombar. É preciso elasticidade, não só nos músculos, mas nas ideias. E é preciso algo ainda mais raro: gentileza consigo mesmo.

Não se trata de negar a velhice. Ela chega, queira-se ou não, com suas rugas e suas lentidões, com seus esquecimentos charmosos e suas manias de repetir histórias. Mas há velhices e velhices. E há aquelas que florescem, porque foram cuidadas, porque tiveram sol e sombra, porque foram vividas com afeto, com liberdade, com algum humor.

Sim, o humor. Ele é, talvez, o músculo mais importante a ser mantido. Porque rir de si mesmo, das gafes, das perdas de memória, do tropeço nas palavras, é um jeito de desarmar o tempo.

O velho ranzinza é um clichê injusto, há velhos encantadores, que dançam bolero na sala com o ventilador ligado e o cachorro olhando desconfiado. Que tomam vinho com moderação e sorvete sem culpa. Que, aos oitenta, aprendem a usar o celular, e ainda erram, mas riem do erro.

A longevidade, quando bem-vivida, é como uma tarde longa e luminosa. Daquelas em que o sol demora a ir embora e o tempo parece suspenso entre uma lembrança e outra. Não é preciso correr. Nem competir. Basta estar inteiro: corpo e alma em compasso.

É isso que propomos aqui: um olhar amoroso para o futuro que já chegou. A velhice não precisa ser sinônimo de decadência. Pode ser plenitude.

E envelhecer bem não é luxo, nem sorte, é construção diária. Com passos firmes, com gestos suaves, com a força das pernas e o riso no rosto. Com o cuidado do corpo, sim, mas também com a ternura da memória.

Porque o segredo não é apenas viver muito.

É fazer da longevidade uma arte íntima, uma coordenação delicada entre o tempo e o desejo.

E que, ao final, quando chegar a noite, a gente possa dizer, com lucidez e com alegria — “Foi bom ter vivido tanto. Mas foi melhor ainda ter vivido bem.”

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 847

Cláudio Lembo, professor de Direito, ex-vice-governador e governador de São Paulo, ex-secretário municipal na gestão Jânio Quadros, sobrancelhas mais decorativas do país, tem a verve na ponta da língua. Um dia, telefona para um amigo de Araçatuba para sondá-lo sobre o ingresso em seu partido.

- "Já se inscreveu em algum partido?"

- "Não. Esperava as suas ordens."

Lembo pede, então, que ele entre no PP. E lá vem a pergunta:

- "No PT do Lula?"

O ex-vice-governador de São Paulo replica:

- "No PP."

Matreiro, o amigo diz que ouve mal. O arremate, contado por Sebastião Nery, é uma chamada sobre a nossa cultura política: "Vou soletrar alto e devagar: PP. P de partido e P de banco." Na época, Olavo Setúbal, o todo poderoso dono do banco Itaú e um dos fundadores do PP (então partido popular), ao lado de Tancredo Neves, era prefeito de São Paulo. E Lembo era seu articulador político. O amigo entendeu a mensagem. A historinha retrata a identidade de quadros e partidos e serve para ilustrar a nossa cultura política.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/407313/porandubas-n-847


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

MAS QUE TUDO É VOLTAR PARA CASA

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Quando viajo, gosto de observar as pessoas, especialmente as nativas: o que elas fazem, o comportamento, se são mais amáveis ou reservadas, como se comunicam. Agora, em julho, fui para a Itália. No início, tudo é — de certa forma — estrangeiro. A começar pela língua. Achei curioso, e até divertido, o fato de a palavra prego ser utilizada em múltiplos contextos. Pode significar “obrigada”, “de nada”, “com licença”, “está tudo bem”, “que bom”! Tudo depende da entonação da voz e da gesticulação. Um prego vai sempre bem.

Já um pouco familiarizada com a região, num passeio no final da tarde, tomando sorvete, detive minha atenção nos pássaros que ali estavam. Eles não pareciam estar de passagem, fazendo uma viagem mais longa, como a minha. Estavam à vontade. Pareciam conhecer intimamente o lugar. Lá era a casa deles.

Senti-me como nos filmes infantis em que observamos, com riqueza de detalhes, a vida dos animais. Brancos, de porte médio, com o bico pontiagudo. Espalhavam-se pela vila, pelo mar, pelas ruas. Brincavam uns com os outros e admiravam o pôr do sol. Às vezes, ficavam calmos, contemplando o mar. De repente, voavam. Livres.

E foi no meio daquela novidade, de tantas experiências diferentes das que vivo no meu cotidiano, que comecei a perceber o que era meu — na verdade, nosso — ali na Itália. Enquanto assistia a um pianista tocar à beira-mar músicas belíssimas, meu ouvido reconheceu os primeiros acordes de “Mas, que nada”, interpretada por Jorge Ben Jor. Mas que nada não, Jorge. "Um samba como esse tão legal!" Mas, que tudo! Que beleza de música! Estou em casa?

Mimo do céu. Foram inúmeros os que vi. Uma florzinha lilás, bem pequena. Havia um canteiro na casa onde nasci, cresci e teci meus primeiros e mais sólidos laços. Ela foi meu lar por mais de vinte anos. Sinto saudades dela. Não sei quando vi um mimo do céu pela última vez. A Itália me trouxe a minha casa de volta.

Por mais fascinante que seja o destino, o melhor de uma viagem é voltar. Voltar para casa. E sentir-se nela, como aqueles pássaros, numa relação íntima com o próprio lugar — seja ele onde for.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/08/2025. Opinião. p.16.

Precisamos falar sobre bronquiolite

Por Eurinice Cristino (*)

As doenças respiratórias nas crianças estão em alta. A bronquiolite, em especial, tem gerado grande preocupação aos pais e pressionado o sistema de saúde. Resultado do agravamento das síndromes gripais causado pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), na grande maioria dos casos, a infecção respiratória aguda afeta principalmente crianças menores de dois anos, sendo uma das principais causas de hospitalização nessa faixa etária. No entanto, outros vírus, como o rinovírus, adenovírus e influenza, também podem desencadear a doença.

O sinal é de alerta e a orientação é de que todo cuidado é pouco. A contaminação está relacionada ao contato com o vírus, que pode se dar por meio de ambientes aglomerados, fechados e contaminados, por contato próximo com criança ou adulto infectado e até devido a má higienização das mãos.

Em meio à situação que vivemos no Ceará, é fundamental que pais e cuidadores estejam atentos aos primeiros sinais de que a saúde do seu pequeno não vai bem. Muito semelhante aos sintomas de um resfriado comum, por apresentar inicialmente sintomas como coriza, febre baixa e tosse, a bronquiolite pode evoluir rapidamente para sinais graves, como dificuldade respiratória, chiado no peito e cianose (coloração azulada da pele devido à falta de oxigênio). Nessas situações, pode ser necessário suporte hospitalar, incluindo oxigenoterapia, hidratação intravenosa e até internação em UTI.

Hoje, ainda não existe uma vacina específica para a bronquiolite em bebês, mas já temos uma de aplicação em gestantes oferecida nas clínicas privadas de vacinação. A finalidade é prevenir doenças do trato respiratório inferior e suas formas graves em recém-nascidos e lactentes através dos anticorpos produzidos pela gestante vacinada que são transferidos por meio da placenta ao feto.

No entanto, outras medidas precisam ser tomadas. Entre elas conscientização e mudança de comportamentos de pais de recém-nascidos, principalmente, que devem evitar ao máximo receber visitas, evitar expor o bebê a ambientes fechados, aglomerados e a pessoas doentes; além de manter a casa arejada, com janelas abertas sempre que possível. Seguir medidas preventivas é sempre o melhor caminho. 

(*) Médica pediatra e especialista em desenvolvimento infantil.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/08/2025. Opinião. p.16.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Lançamento do Nº 9 da Revista Anual da ACEMES

A Diretoria da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), durante o Setembro Cultural do Ideal Clube, conduziu o lançamento do Nº 9 da sua Revista anual, tendo o jornalista Vicente Alencar como cerimonialista.

O evento teve lugar no Ideal Clube, no Espaço José Telles, em Fortaleza-CE, em 16 de setembro de 2025 (terça-feira) e contou com a grande presença de acadêmicos e de alguns dos candidatos que estão concorrendo às quatro vagas surgidas das mudanças de status funcional que quatro confrades que passarm para membros honoráveis do sodalício.

A obra, expondo a produção literária dos confrades e de membros honorários dessa arcádia, foi apresentada pelo médico e escritor Lúcio Alcântara, que foi seguido em seu discurso pelo pronunciamento do Presidente da ACEMES, o confrade Luiz Moura Jr, que presidiu a solenidade.

Participei dessa obra com três produções literárias: “Homenagem do ICC à Uece”, “Heloisa Juaçaba e o ICC” e “Lúcia Maria Alcântara e o ICC”.

Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro da Sobrames-CE e da ACEMES


 

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