Mostrando postagens com marcador Cancerologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cancerologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de julho de 2026

ICC Biolabs lança edital para tecnologia em saúde

Por Hamilton Nogueira, jornalista de O Povo.

Edital do ICC Biolabs segue metodologia que vem dando certo para gerar mais oportunidade.

ICC Biolabs é um hub de inovação em saúde, e está com inscrições abertas para novas startups até 6 de julho. O nome do programa é DNA4STARTups 2026, e suas jornadas de aceleração são voltadas ao desenvolvimento de negócios com potencial de solução direcionado ao setor de saúde. Um setor que precisa evoluir sempre. 

O edital segue a metodologia consolidada que oferta mentorias especializadas, acesso à infraestrutura da Rede ICC Saúde, conexões estratégicas com especialistas, investidores, pesquisadores e parceiros do mercado, além da possibilidade de validação de soluções em ambientes reais de assistência.

Contempla duas modalidades: DNA Sequenciar (trilha de pré-aceleração) e DNA Amplificar (trilha de aceleração). A primeira é voltada para startups que ainda estão em fase de ideação, prototipagem ou MVP e desejam estruturar sua solução e executar sua primeira Prova de Conceito (POC). Já a segunda é destinada a startups que já possuem produto validado e desejam crescer, ampliar mercado e desenvolver parcerias estratégicas.

Áreas com possibilidades variadas para investimento de inteligência: Jornada do Paciente, telemedicina, relacionamento, educação em saúde, gestão hospitalar, gestão farmacêutica, otimização de serviços, análise de dados.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/07/2026. Tecnosfera. p.11.


domingo, 28 de junho de 2026

ICC recebe equipamento para radioterapia de alta precisão para tratamento contra câncer

Por Ana Rute Ramires, jornalista de O Povo

Equipamento foi entregue pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Agora Tem Especialistas, na tarde dessa terça-feira, 23

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) - Hospital Haroldo Juaçaba passa a contar com um acelerador linear Halcyon, um equipamento de alta tecnologia que realiza radioterapia com mais precisão e rapidez. Além do acelerador, no valor de R$ 7 milhões, outros novos equipamentos estão sendo incorporados pelo hospital.

Equipamento foi entregue pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Agora Tem Especialistas, na tarde dessa terça-feira, 23/06, no ICC, com a presença do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.

Ele explica que precisa ser feito um bunker — uma estrutura de concreto para a radiação — que custa mais R$ 4,5 milhões.

"Também estamos investindo na formação de radioterapeutas, físicos, médicos que são necessários para esse processo. E esse equipamento precisa ter um conjunto de outros equipamentos associados", detalha.

O acelerador linear permite a realização de tratamentos guiados por imagem com maior velocidade e precisão. Com isso, as sessões de radioterapia são mais rápidas e eficientes e o paciente permanece por menos tempo no equipamento.

O sistema permite localizar com exatidão a região a ser tratada antes de cada sessão, garantindo que a radiação seja direcionada ao tumor com máxima precisão e preservação dos tecidos saudáveis ao redor.

Ele explica que unidade também recebeu um PETscan, "que é um equipamento para fazer o rastreio com muita precocidade em relação à possibilidade do aparecimento do câncer ou para identificar o tratamento que foi satisfatório e resolutivo ou se teve uma recidiva em tempo adequado e de maneira muito precoce".

Entre os equipamentos incorporados ao ICC, estão a gama-câmara para medicina nuclear, utilizada em exames que avaliam o funcionamento de órgãos e tecidos por meio da utilização de radiofármacos, e um novo tomógrafo de alta performance.

Há um pleito de um aparelho de ressonância nuclear magnética no ICC. "São dois tomógrafos, seis aceleradores lineares e nós entendemos que uma instituição como essa é muito importante ter um aparelho de ressonância nuclear magnética", afirma Mozart Sales.

Nesta terça, outros dois aceleradores lineares foram entregues pelo ministério em São Paulo (SP) e em Sinop (MT). As entregas fazem parte do Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fortaleza adota sistema inovador para rastreamento de pacientes com predisposição ao câncer

Na ocasião, foi assinado um Termo de Cooperação para implantar em Fortaleza um sistema inovador voltado para rastreamento de pacientes com predisposição ao câncer. O compromisso foi firmado pelo prefeito Evandro Leitão, com o secretário do MS, Mozart Sales, e com Caio Juaçaba, CEO do Grupo Instituto do Câncer do Ceará (ICC).

O sistema Korina, desenvolvido pelo ICC, fará o cruzamento de dados com o histórico dos pacientes acompanhados na Rede de Atenção Primária à Saúde de Fortaleza.

Por meio dessa integração, será possível identificar moradores com maior risco de desenvolver doenças oncológicas, permitindo o fortalecimento de ações preventivas e o acompanhamento adequado desses pacientes.

A expectativa é rodar o sistema nos próximos meses na Capital e, posteriormente, estender para outros municípios do estado do Ceará.

"Nossa pauta estratégica é que a gente consiga detectar esse câncer mais precocemente através do rastreio junto aos pacientes do município e do estado do Ceará através de inteligência artificial", afirma Caio Juaçaba.

"A identificação desses pacientes para que a gente possa acolhê-los e tratar o quanto antes, para que a gente evite tanto a questão de um maior custo no futuro, como também uma melhor qualidade de vida para esse paciente", acrescenta Riane Azevedo, secretária de Saúde de Fortaleza.

Hospital

O ICC é referência estadual para diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos do câncer

Fonte: O Povo, de 24/06/26.Cidades. p.14.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

ICC: instituição que luta pela dignidade humana

Por Socorro França (*)

Não há vida sem o enfrentamento a desafios. Cotidianamente nos deparamos com problemas, os chamados "leões" que enfrentamos diariamente, e alguns deles podem transformar rotinas e planos. Entre as experiências mais desafiadoras que alguém pode enfrentar está a luta por saúde, um momento que exige acolhimento e confiança. Nessas circunstâncias, contar com instituições como a Rede ICC Saúde pode representar um sopro de esperança em meio às incertezas.

Desde 1944, o então Instituto do Câncer do Ceará (ICC) atua como instituição privada e filantrópica. Fundado por um grupo de 10 médicos e um padre, tornou-se referência em oncologia e pioneiro na organização do tratamento oncológico no Ceará, impactando, há mais de oito décadas, a vida de milhares de cearenses. Hoje à frente da presidência da Rede ICC Saúde e também na direção técnica do Hospital Haroldo Juaçaba, o médico Sérgio Juaçaba conduz a rede com maestria e dá continuidade ao legado iniciado por seu pai, Haroldo Juaçaba, um dos nomes centrais na construção da oncologia cearense. Ao longo de toda sua trajetória, a Rede oferta mais do que assistência médica, possibilitando o acesso a direitos essenciais sem discriminação.

Com origem filantrópica e forte atuação junto ao Sistema Único de Saúde, por meio de pacientes encaminhados pela rede pública, a instituição dialoga diretamente com os direitos humanos ao transformar princípios como dignidade, igualdade e direito à saúde em cuidado concreto. Na prática, contribui para que garantias previstas na Constituição sejam efetivamente vividas por quem mais precisa.

Além dos atendimentos hospitalares, a Rede mantém a Casa Vida, espaço que acolhe pacientes SUS vindos do interior do estado durante o tratamento oncológico. Trata-se de um verdadeiro abraço às pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo suporte psicossocial e ampliando o acesso à oncologia de alta complexidade, dando condições para a continuidade do tratamento.

Em um mundo onde buscamos dignidade e acesso a direitos, é essencial exaltarmos o trabalho realizado há mais de 80 anos por essa instituição cearense. Evoluindo junto com a medicina, expandindo sua atuação em inovação, ensino e pesquisa, a Rede ICC Saúde mantém o cuidado como prioridade, a filantropia como propósito e a defesa da vida como compromisso diário, sendo uma forte aliada da população nos cuidados com a saúde.

(*) Secretária de Direitos Humanos do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/05/2026. Opinião. p.14.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Defesa de Dissertação de Mestrado em Oncologia (ICC) de Matheus Renyer Queiroz Vitor

Aconteceu na tarde de quinta-feira (26/02/26), de forma presencial, na Sala Empatia do Anexo II do Hospital Haroldo Juaçaba, mais uma Defesa de Dissertação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Orientador), Miren Maite Uribe Arregi (Membro Externo) e Paulo Goberlânio Barros da Silva (Membro Interno), aprovou a DissertaçãoCÂNCER DE COLO DE ÚTERO NO CEARÁ E REGIÕES DO BRASIL: comparação da mortalidade e da morbidade nos triênios 2011-13 e 2021-23 no contexto das políticas públicas de saúde, apresentada pelo mestrando Matheus Renyer Queiroz Vitor.

Participei da defesa na condição de orientador do mestrando, que foi o meu quinto orientado desse programa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Defesa de Dissertação de Mestrado em Oncologia (ICC) de Ana Cláudia Cordeiro

Ocorreu na manhã de terça-feira (24/02/26), de forma presencial, na Sala Empatia do Anexo II do Hospital Haroldo Juaçaba, mais uma Defesa de Dissertação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Orientador), Helvécio Neves Feitosa (Membro Externo) e José Fernando Bastos de Moura (Membro Interno), aprovou a DissertaçãoINCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA ESTENOSE VAGINAL EM MULHERES COM CÂNCER DE COLO DE ÚTERO SUBMETIDAS A BRAQUITERAPIA, apresentada pela mestranda Ana Cláudia Cordeiro Ferreira Campos.

Participei da defesa na condição de orientador da mestranda, que foi a minha quarta orientada desse programa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Rede ICC Saúde ultrapassa 100 cirurgias robóticas para tratamento de câncer

Por Marília Braga, jornalista de O Povo

Com uma tecnologia de ponta e acesso ampliado, a Rede ICC Saúde consolida a cirurgia robótica como realidade no tratamento do câncer no Ceará

Rede ICC Saúde ultrapassa a marca de 100 cirurgias robóticas para tratamento contra o câncer no Hospital Haroldo Juaçaba, em Fortaleza, tornando-se pioneira na oferta da tecnologia para pacientes do SUS no Norte e Nordeste. O avanço une inovação, produção científica e cuidado integrado, ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade, o que contribui para a inclusão da técnica no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir de 2026.

A meta para este ano é fortalecer o programa e, pelo menos, triplicar o volume de procedimentos realizados, ampliando o alcance da tecnologia no Estado, projeta o cirurgião oncológico especialista em robótica, Bruno Soares.

A expansão da cirurgia robótica representa um avanço para a instituição, que consolida um modelo assistencial baseado na integração entre tecnologia de ponta, qualificação profissional e pesquisa clínica.

A iniciativa fortalece tanto o atendimento pela saúde suplementar quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo desigualdades no acesso a tratamentos de alta complexidade.

Para o cirurgião oncológico especialista em robótica, Bruno Soares, alcançar essa marca de 102 cirurgias robóticas demonstra um avanço impressionante não apenas para tratamentos oncológicos, mas para medicina em geral.

"Existe realmente uma vontade de que a cirurgia robótica seja cada vez mais incorporada no tratamento de oncologia, trazendo uma tecnologia que permite cirurgias menos agressivas, menos invasivas, com recuperação melhor, inclusive em alguns cenários com melhor proposta de tratamento oncológico mesmo, sendo um atestado de competência, de compromisso e principalmente de inovação na instituição", afirma.

Pioneirismo no SUS e impacto nacional

A Rede ICC realizou a primeira cirurgia robótica para pacientes do SUS no Norte e Nordeste, marco inédito até outubro de 2024, o que gerou estudos que comprovaram segurança, eficácia e custo-benefício da técnica.

Com base nesses dados, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu a cirurgia robótica em urologia na cobertura obrigatória dos planos de saúde, válida a partir de abril de 2026.

Das 102 cirurgias realizadas, 53% delas atenderam pacientes do SUS e 47% particulares, sendo em sua maioria, em pacientes homens.

Os procedimentos usam a plataforma Da Vinci X, referência mundial em sistemas robóticos avançados que são usados em cirurgias minimamente invasivas.

Conheça os benefícios da cirurgia robótica

Segundo o médico Bruno Soares, a principal vantagem da tecnologia está na capacidade de articulação do equipamento, que permite movimentos mais precisos, inclusive em espaços estreitos, além de oferecer imagem tridimensional mais nítida e estável.

A imagem em 3D e a precisão do robô permitem uma preservação mais efetiva de estruturas delicadas, como os nervos”, resume o médico, destacando os ganhos expressivos sobretudo nas cirurgias de próstata e ginecológicas.

Para casos de câncer de intestino, especialmente o câncer colorretal, a cirurgia robótica também tem apresentado resultados expressivos. “Para o câncer colorretal, o ganho é tremendo, pois conseguimos manter a mesma eficácia oncológica, ou até superior, com uma recuperação muito melhor”, afirma.

De acordo com o cirurgião, além da efetividade no controle da doença, a tecnologia contribui para uma recuperação mais rápida e para a manutenção da qualidade de vida do paciente após o tratamento.

Veja os benefícios da cirurgia robótica:

Maior precisão cirúrgica;

Movimentos milimétricos;

Menos invasiva;

Recuperação mais rápida;

Melhor visualização do campo operatório.

Na Rede ICC, a tecnologia é integrada a protocolos assistenciais que priorizam segurança e cuidado humanizado.

Equipes integradas 

As mais de 100 cirurgias robóticas foram realizadas através de equipes multiprofissionais, formadas por cirurgiões, enfermeiros, anestesistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos que trabalham juntos em todas as etapas do cuidado, seguindo o modelo “Jeito ICC de Cuidar”, um modelo baseado na integração entre especialidades, coordenação do cuidado e centralidade no paciente.

"Hoje, cada cirurgião que compõe a equipe do ICC tem a plena convicção de que ele é incapaz de resolver o problema do paciente sozinho. A gente precisa desse suporte multidisciplinar, desse suporte integral completo", afirma Bruno Soares.

Marco para a saúde futura

Com mais de 80 anos de atuação, a Rede ICC mantém investimentos constantes em tecnologia, pesquisa e capacitação profissional. A cirurgia robótica é mais que uma conquista tecnológica: reforça um modelo de cuidado baseado em ciência, inovação e atenção integrada ao paciente, consolidando o protagonismo da instituição na saúde do Ceará e do Brasil.

Após alcançar esse marco importante na consolidação da cirurgia robótica, o próximo passo é ampliar o acesso à tecnologia, avalia o cirurgião.

Precisamos estruturar a cirurgia robótica não mais como um sonho ou como futuro, mas como realidade”, afirma. “Agora é hora de expandir o acesso, especialmente para pacientes com câncer de intestino, de endométrio e de colo do útero.”

Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/02/2026. Ciência & Saúde. p.16.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Humanização na Enfermagem Oncológica

Por Andrea Borges (*)

O câncer é um grave problema de saúde pública, com mais de 600 mil novos casos anuais no Brasil. A doença ultrapassa a dimensão individual, afetando corpo, mente e relações sociais. O diagnóstico provoca medo, ansiedade e incerteza, abalando profundamente o equilíbrio emocional do paciente e de sua família.

A quimioterapia, tratamento agressivo e prolongado, potencializa o sofrimento, gerando efeitos colaterais como dor, náuseas, fadiga e queda de cabelo, que comprometem a autoestima e a qualidade de vida. Os cuidadores, majoritariamente mulheres, enfrentam sobrecarga física e emocional, acumulando tarefas e muitas vezes negligenciando o próprio bem-estar.

A equipe de enfermagem, por sua proximidade com o paciente, também vivencia o sofrimento de forma intensa, partilhando esperanças, frustrações e perdas, o que pode gerar fadiga por compaixão e desgaste psicológico.

Nesse contexto, a enfermagem oncológica assume papel essencial na promoção do cuidado humanizado. O enfermeiro vai além da técnica: acolhe, escuta e oferece presença genuína. O acolhimento empático reduz a ansiedade, fortalece o vínculo terapêutico e melhora a adesão ao tratamento.

A comunicação clara e a escuta ativa possibilitam identificar medos e necessidades emocionais, tornando o cuidado mais sensível e efetivo. O enfermeiro também atua como educador em saúde, orientando sobre efeitos colaterais da quimioterapia, alimentação, uso correto de medicamentos e medidas de proteção, promovendo autonomia e segurança.

Entretanto, obstáculos persistem. A sobrecarga de trabalho, a falta de tempo e o preparo emocional insuficiente dificultam a escuta qualificada e o diálogo empático. Muitos profissionais sentem insegurança ao comunicar más notícias ou ao adaptar termos técnicos para uma linguagem acessível.

Por isso, a capacitação contínua é indispensável para o desenvolvimento das habilidades técnicas e emocionais. Ao unir ciência, empatia e sensibilidade, o enfermeiro reafirma seu papel como protagonista do cuidado ético, acolhedor e verdadeiramente humanizado.

(*) Enfermeira certificada nos EUA, especialista nos cuidados humanizados a pacientes oncológicos.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/11/2025. Opinião. p.14.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

JOVENS E CÂNCER DE MAMA: um alerta

Por João Paulo Correia Mendes (*)

No mês da conscientização do Outubro Rosa, é urgente acender o sinal de alerta sobre um dado que vem assustando médicos e pacientes: o aumento crescente de casos de câncer de mama entre mulheres jovens. Estamos vivenciando uma mudança no perfil epidemiológico da doença - e é hora de falar com clareza.

Por décadas, o câncer de mama foi visto como um problema predominantemente feminino em idades mais maduras. Mas os números recentes demonstram que isso já não é mais uma verdade absoluta: temos observado casos diagnosticados em mulheres na casa dos 20, 30 e 40 anos - muitas vezes em estágios mais avançados, por falta de suspeita precoce.

Esse aumento não é coincidência. É reflexo de fatores complexos e interligados: alterações hormonais precoces, exposição prolongada a hormônios sintéticos, estilos de vida modernos - como sedentarismo, dieta rica em ultraprocessados, uso de contraceptivos hormonais sem acompanhamento adequado e obesidade - além da resistência cultural em tratar sintomas iniciais como sinal de alerta.

Os dados atuais impressionam e nos convocam a refletir. Estimativas nacionais mostram que cerca de 40% dos casos de câncer de mama no Brasil ocorrem em mulheres com menos de 50 anos - e, nesses casos, o prognóstico tende a ser mais reservado. Em algumas regiões do país, como Norte e Nordeste, o diagnóstico tardio em jovens está associado a maior mortalidade, por demora em detectar alterações atípicas que são ignoradas como "normal da idade".

Estudos recentes indicam que tumores em mulheres jovens frequentemente apresentam características biológicas mais agressivas – maior incidência de receptores hormonais negativos e proliferatividade celular mais elevada - o que exige vigilância diferenciada.

Quando uma jovem relata dor persistente, secreção, coceira ou alteração na pele da mama, muitos profissionais e pacientes descartam a hipótese de câncer por considerá-la improvável nessa faixa etária. Esse erro de complacência custa caro. O atraso no diagnóstico é um dos fatores que pioram o prognóstico e reduzem as opções terapêuticas.

Além disso, há um "efeito cascata" negativo: quando a detecção é tardia, a necessidade de tratamentos mais agressivos - como cirurgias extensas, quimioterapia e radioterapia - aumenta, com consequências físicas, emocionais e econômicas muito mais severas.

Diante desse cenário, é essencial agir em várias frentes. Precisamos inserir nas campanhas de saúde a mensagem de que o câncer de mama não escolhe idade. Jovens devem ser informadas sobre sinais menos óbvios, como coceira persistente, secreção, retração de mamilo e alterações na pele - não apenas sobre o "nódulo detectável".

Profissionais de saúde, inclusive generalistas, precisam ser capacitados e atualizados para suspeitar e encaminhar adequadamente mesmo pacientes jovens. Em casos de sintomas ou risco elevado, exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância devem ser considerados.

Também é necessário fomentar pesquisas específicas sobre câncer de mama precoce, para compreender melhor as particularidades biológicas e sociais que afetam essa população. E, acima de tudo, é urgente fortalecer a cultura do autocuidado e do empoderamento feminino - para que mulheres jovens conheçam seus corpos e não ignorem sinais, mesmo os mais sutis.

Se o câncer de mama está mudando sua face, precisamos mudar nossa forma de combatê-lo. Que o Outubro Rosa deste ano traga não só laços cor-de-rosa, mas conscientização real, vigilância ativa e apoio às jovens que muitas vezes são invisíveis dentro da doença.

O alerta deve reverberar em toda a classe médica, nas políticas públicas e em cada mulher que sonha com uma vida longa e íntegra. Porque, acima de tudo, saúde não tem idade - e ninguém pode ser excluída desse cuidado.

(*) Médico mastologista e cirurgião de mama.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 8/10/2025. Opinião. p.19.

domingo, 31 de agosto de 2025

CÂNCER INTESTINAL MATA EM SILÊNCIO

Por Heitor Férrer (*)

Certa vez, subindo de bicicleta pela avenida Desembargador Moreira, usando o espaço reservado aos ciclistas, fui surpreendido por um carro parado na ciclovia. Já me preparava para advertir o condutor quando ele baixou o vidro e me disse: — Doutor Heitor!

Era um paciente meu. Perguntei por que havia sumido e ele me respondeu: — O senhor me pediu uma colonoscopia. Fiz o exame e deu um câncer de intestino. Fui ao especialista, que me operou. Era um tumor em fase inicial.

Vejam o valor da prevenção. Por isso que solicito a todos os meus pacientes a partir dos 45 anos a colonoscopia. Quando algum deles se recusa a fazer, registro na ficha: “Paciente recusou realizar colonoscopia.” Me resguardo, mas me preocupo.

Há poucos dias, o Brasil se despediu de Preta Gil, vítima de um câncer colorretal. Sua morte se soma à de outros nomes queridos, como Pelé, Roberto Dinamite e Luiz Gustavo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – Inca, estima-se que o Brasil tenha registrado 45.630 novos casos de câncer colorretal por ano entre 2023 e 2025. O dado mais alarmante, no entanto, é que mais de 70% desses casos são detectados em estágio avançado, quando o tratamento é mais difícil e a cura, menos provável. Morrem no Brasil 21 mil pessoas em decorrência do câncer de intestino por ano. São 1.750 mortes por mês. Sessenta brasileiros morrem diariamente vítimas dessa doença.

O câncer colorretal é o segundo mais comum entre homens e mulheres no Brasil. Porém, ao contrário de muitos outros, é um dos poucos tipos que permite diagnóstico precoce e tratamento curativo. A colonoscopia, exame que permite visualizar todo o intestino grosso e o reto, é capaz de detectar lesões antes mesmo de se tornarem malignas. Estamos falando de um tipo de câncer que, quando descoberto em fase inicial, tem mais de 90% de chance de cura. A diferença entre viver e morrer pode estar em um exame que dura cerca de 20 minutos, feito com sedação e segurança.

Felizmente, hoje vivemos em um tempo em que falar sobre prevenção já não é tabu. Mulheres se conscientizaram sobre o câncer de mama, fazem mamografia. Homens superam resistências e vão ao urologista para rastrear o câncer de próstata. Precisamos fazer o mesmo com o câncer de intestino.

Como médico e como deputado estadual, defendo campanhas de conscientização. Precisamos levar essa informação aos centros de saúde, escolas, igrejas, redes sociais. A medicina preventiva deve ser política pública.

Preta Gil, com coragem e transparência, falou sobre sua doença. E agora, com sua partida precoce, deixa um alerta: não espere. Aos 45 anos, com ou sem sintomas, procure seu médico e faça a colonoscopia.

Vamos cuidar antes que a vida nos cobre mais do que poderíamos evitar.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 25/07/2025. Opinião. p.17.

sábado, 30 de agosto de 2025

Instituto do Câncer do Ceará recebe equipamento pioneiro em radioterapia

Por Bárbara Mirele (texto), especial para O Povo, e Samuel Setúbal (foto). 

O acelerador linear permitirá a ampliação no tratamento oncológico. Investimento é de R$ 9.945.568,00

A chegada de um novo acelerador linear no Instituto do Câncer do Ceará (ICC), em Fortaleza, permitirá uma ampliação no tratamento oncológico em todo o Estado. O novo equipamento foi obtido através de uma parceria do ICC com o Ministério da Saúde (MS). O investimento para o equipamento foi de R$ 9.945.568,00.

Pela primeira vez, o Estado contará com tratamentos radioterápicos de irradiação de corpo total (TBI). Com a chegada da nova tecnologia, mais de 3,27 milhões de pessoas em Fortaleza e no Interior terão acesso ampliado a tratamentos de radioterapia de alta complexidade.

O equipamento oferece terapias mais precisas, seguras e menos agressivas, beneficiando especialmente pacientes com leucemia.

O equipamento é usado na radioterapia, para destruir células cancerígenas, gerando feixes de raios X ou elétrons de alta energia direcionados com maior precisão ao tumor.

Além de reduzir os efeitos colaterais aos tecidos saudáveis do corpo, ele também gera tratamentos mais curtos e eficientes.

O ICC é reconhecido pelo MS como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). A rede também participa do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Procon) e assegura que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), tenham acesso gratuito a tratamentos oncológicos.

Equipamento permitirá ampliação no tratamento oncológico

Com o acelerador, o ICC aumentará sua capacidade de serviço em 18%. Antes, eram realizados 3.700 atendimentos anuais, e agora com a nova tecnologia serão feitos 4.344 procedimentos anualmente.

A estimativa é que, nos primeiros 14 meses, sejam feitos 677 novos tratamentos. Além disso, o acelerador linear permitirá realizar os protocolos alinhados aos principais centros oncológicos do mundo, como City of Hope, St. Jude, MD Anderson e Memorial Sloan Kettering.

É super importante para o tratamento de câncer. Então há a expansão de serviço e de vagas [para tratamento] pro Estado todo”, disse a titular da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Tânia Mara.

Regina Brizolara, diretora do programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), do MS, ressalta que com o novo equipamento, haverá uma ampliação no tratamento de radioterapia em todo o Estado, em especial na região da Capital.

O governo federal tem como uma das áreas prioritárias no programa Agora Tem Especialista, ampliação no acesso ao tratamento oncológico, redução do tempo de espera, tanto no diagnóstico como no tratamento", explica Regina.

"Então, esses recursos de quase R$ 10 milhões vão colaborar com que o Estado do Ceará possa ampliar essa oferta para os cearenses e melhorar o acesso ao tratamento oncológico como um todo aqui nessa região", finaliza.

O médico radio-oncologista, Liêvin Rebouças, esclarece que uma das finalidades do equipamento, além da ampliação no atendimento, é atender pacientes que precisam de transplante de medula.

Com essas técnicas modernas, você consegue ser mais assertivo no alvo de tratamento e minimiza os efeitos da radiação, uma vez que você diminui a dose de radiação nos órgãos e nas estruturas próximas ao volume", detalha.

Ele também acrescenta que a tecnologia é uma evolução na radioterapia: “Algumas décadas atrás, você tinha muita dificuldade de conseguir fazer a dose necessária de radiação e conseguir poupar as estruturas próximas”.

Há algum tempo você tem essa possibilidade. Há alguns refinamentos dos aparelhos, com técnicas de áreas de imagem para você minimizar a toxicidade do tratamento”, finaliza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 22/08/2025. Cidades. p.20.


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

A radioterapia na Santa Casa de Fortaleza

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Nesta última semana, a Santa Casa de Fortaleza recebeu, do Ministério da Saúde, o Termo de Recebimento Definitivo do acelerador linear instalado em Parangaba, ao lado do Hospital São Vicente de Paulo, que já se encontra em fase final de avaliações para início oficial do uso.

A radioterapia vem completar toda uma cadeia de atendimentos aos pacientes oncológicos, que vai desde a consulta inicial aos tratamentos mais complexos, como cirurgia, quimioterapia e, agora, um dos pilares mais importantes, indicado para um percentual significativo daqueles atingidos por diversos tipos de tumores e, praticamente, em todas as fases em que a doença se encontre.

Como um hospital filantrópico, a Santa Casa de Fortaleza, que abriga entre os seus assistidos mais de 95% provindos do SUS, vai permitir um acesso ao tratamento essencial a esse público, além de atuar na redução das filas, na melhoria da qualidade de vida e no fortalecimento do atendimento oncológico.

Pelo elevado valor, o investimento somente foi possível com o apoio do Ministério da Saúde, que proporcionou a doação do equipamento, a construção do prédio especial para sua instalação (bunker) e todas as fases de implantação dos softwares, testes, o que era essencial para permitir o credenciamento da instituição para prestar o serviço aos seus pacientes.

Esta última fase envolve diversas etapas e instituições como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), para assegurar a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços, não apenas antes do credenciamento, mas durante todo o período de funcionamento, com rigoroso controle de qualidade, através de um planejamento detalhado, sob orientação de especialistas.

Mas, o importante é que a Santa Casa de Fortaleza, mesmo durante todo o período de dificuldades financeiras que atravessa, não descurou de dar ao processo a atenção necessária, atendendo com presteza todas as exigências legais até ser considerada apta a requerer o credenciamento e poder se somar aos esforços em prol de tantos que têm indicação desse tratamento.

Santa Casa de Fortaleza, salvando vidas desde 1861.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/07/25. Opinião. p.20.


quarta-feira, 16 de julho de 2025

Instituto do Câncer começa atendimentos de radioterapia em unidade da Santa Casa

Por Gabriela Monteiro, jornalista de O Povo

Serão 70 atendimentos por dia no equipamento anexo à Unidade Especializada São Vicente de Paulo, na Parangaba

Com a oferta de 70 tratamentos diários, o Instituto do Câncer do Ceará, da Rede ICC Saúde, começou os atendimentos de radioterapia na Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. O serviço é disponibilizado em unidade anexa à Unidade de Saúde Especializada São Vicente de Paulo, na Parangaba.

O novo formato de atendimentos é resultado de uma parceria da Santa Casa com a Rede ICC Saúde, que garante a integralidade do atendimento oncológico, com o atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar.

Conforme o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Vladimir Spinelli, os encaminhamentos para o serviço de radioterapia começarão agora, mas reforçou que a Santa Casa ainda não está recebendo novos pacientes.

"Nós fizemos um convênio com o ICC para que ele fizesse a gestão do equipamento. Eles têm seis equipamentos e nós tínhamos um, então caso viesse a ter um problema com o maquinário para nós era mais difícil porque não tínhamos como mandar o paciente para outro lugar. Então buscamos essa parceria com o ICC e tem sido uma parceria tranquila", comentou o provedor.

Desde 2024, a gestão do serviço de Radioterapia da Santa Casa é gerida pelo Instituto do Câncer do Ceará. Ao O POVO, o diretor de estratégia da Rede ICC, Pedro Meneleu, detalhou que longo destes últimos meses, o ICC se dedicou em preparar a montagem do Acelerador Linear, maquinário que será usado nos tratamentos de radioterapia — o que aconteceu logo após a liberação do Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão responsável pela liberação do uso das máquinas.

"O maior benefício que os pacientes terão com esse acesso ao equipamento gerido pelo ICC é a garantia do tratamento integral e integrado. Então ao longo de todo o tratamento, o paciente terá assegurado todos os cuidados que ele precisar, desde a radioterapia, até os outros serviços que ele venha a precisar, já que trabalhamos com uma equipe multidisciplinar", detalha.

Meneleu diz ainda que a capacidade operacional de um acelerador linear é de 70 a 80 tratamentos diários, atingindo sua eficiência operacional plena. "A ideia é que toda a eficiência operacional seja transformada em cuidado e que o paciente tenha de fato um bom tratamento".

Ao assumirmos o serviço na Santa Casa, reafirmamos nosso compromisso de oferecer tratamentos oncológicos de alta qualidade e integralidade para todos os pacientes, conectados a uma linha de cuidado que contempla tudo o que for necessário — do diagnóstico à cirurgia, quimioterapia e radioterapia com tecnologia avançada, proporcionando tratamentos mais precisos, com menos efeitos colaterais e maior qualidade de vida, especialmente para os que mais necessitam”, destaca o presidente da Rede ICC e cirurgião oncológico Dr. Sérgio Juaçaba.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/07/2025. Cidades. p.15..


sexta-feira, 27 de junho de 2025

Defesa de Dissertação de Mestrado em Oncologia (ICC) de Tânia Machado Pedrosa

Aconteceu na manhã de quinta-feira (26/06/25), de forma remota, no Auditório Dr. Lúcio Alcântara do Hospital Haroldo Juaçaba, mais um a Defesa de Dissertação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Orientador), Alano o Carmo Macedo (Membro Externo), Flávio da Silveura Bittencourt (Membro Interno), e aprovou a DissertaçãoAVALIAÇÃO DOS ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E QAULIDADE DE VIDA DE FAMILARES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS INVESTIGADOS PARA SINDROME DE PREDISPOSIÇÃO AO CÂNCER NO CEARÁ, apresentada pela mestranda Tânia Maria Braule Pinto Machado Pedrosa.

Participei da defesa na condição de orientador da mestranda, que foi a minha terceira orientada desse programa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Exame de Qualificação em Oncologia (ICC) de Andreza Kelly Soares

A mestranda Andreza Kelly Cardoso da Silva Soares, ladeada por professores Flávio da Silveira Bitencourt, à direita, e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à esquerda. (Foto cedida pela secretária Vivian Trajano).

Aconteceu na manhã de hoje (15/12/23), no Auditório Dr. Lúcio Alcântara do Hospital Haroldo Juaçaba, o Exame de Qualificação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva - Orientador, Andrea Bezerra Rodrigues e Flávio da Silveira Bitencourt, aprovou o Projeto de DissertaçãoVONTADE DE VIVER EM PACIENTES COM CÂNCER EM CUIDADOS PALIATIVOS: um estudo longitudinal”, apresentado pela mestranda Andreza Kelly Cardoso da Silva Soares.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


quarta-feira, 18 de outubro de 2023

A ONCOLOGIA NA SANTA CASA DE FORTALEZA

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Reconhecido o caráter pioneiro da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, com inúmeros exemplos em que ela se antecipou na prestação de serviços de várias naturezas e sempre em benefício dos mais carentes, a Oncologia não poderia fugir dessa regra, sendo o mais antigo de Fortaleza, pelos quais passaram renomados nomes e durante muito tempo liderou o número de procedimentos no Ceará.

A equipe, antes dedicada a todos os tipos de procedimentos, evoluiu para a especialização, destacando-se Cabeça e Pescoço, Mastologia, Ginecologia, Abdômen, Proctologia e Oncologia Clínica, conduzidos por profissionais de alta competência e capacidade de trabalho.

Com a implantação de uma Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, responsável pela formação de profissionais para o Estado e estados vizinhos, ocorreu outro formidável avanço, sendo atualmente reconhecida como uma das melhores do Ceará, em razão do alto nível de profissionais que por ela passam e passaram.

Para que chegasse a esse nível, o Serviço montou ambulatório próprio, proporcionando atendimentos diários para maior conforto dos pacientes e dentro do padrão de qualidade de que a Santa Casa é referência. Vale ressaltar a criação do Ambulatório da Dor, com uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, em apoio aos pacientes com câncer.

Para além dos atendimentos e cirurgias, conta a Santa Casa com serviços de quimioterapia e mantém parcerias, para quando há a necessidade de radioterapia. No entanto, em breve também esse serviço será prestado diretamente, para o que está em fase final de construção o prédio que vai abrigar um acelerador linear, doado pelo governo federal. Neste caso, passará a Santa Casa a contar com o serviço completo na área de Oncologia.

Recentemente, apesar das dificuldades financeiras que sempre atravessaram as filantrópicas, dados os valores praticados pelo SUS, a Santa Casa incluiu em emenda parlamentar a ela destinada, recursos para apoiar ações da Secretaria de Saúde de Fortaleza na redução das filas existentes para tratamentos na especialidade de Oncologia. É a Santa Casa, salvando vidas desde 1861.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/09/23. Opinião, p.22.

domingo, 7 de maio de 2023

22º Simpósio Internacional de Oncologia: Instituto do Câncer do Ceará e Wayne State University

Instituto do Câncer do Ceará e Wayne State University realizam Simpósio Internacional de Oncologia com especialistas de renome e discutem novas perspectivas para tratamentos oncológicos

O Instituto do Câncer do Ceará, por meio Hospital Haroldo Juaçaba, promoverá nos próximos dias 8 e 9 de maio, o 22º Simpósio Internacional de Oncologia do ICC, que reunirá especialistas renomados de diversas partes do mundo para discutir temas relacionados ao câncer.

Entre os palestrantes, estarão presentes três médicos cirurgiões da renomada Wayne State University, em Detroit, Michigan nos Estados Unidos, que possuem expertise em diversas áreas da oncologia e compartilharão suas experiências e conhecimentos com os participantes do simpósio.

No evento acontecerá também a nomeação do Dr. Sérgio Juaçaba, vice-presidente do ICC, diretor técnico do Hospital Haroldo Juaçaba, médico cirurgião e especialista em mastologia, como professor clínico do Departamento de Cirurgia da Wayne State University. Essa nomeação representa o reconhecimento da importante contribuição do Dr. Sérgio Juaçaba à medicina e chancela a expertise, o comprometimento e a qualidade técnica do Instituto do Câncer do Ceará e consagra uma parceria institucional que permitirá ao ICC receber médicos residentes norte-americanos para treinamento em Cirurgia Oncológica.

O Hospital Haroldo Juaçaba é referência em oncologia com o modelo de linha de cuidado integral e multidisciplinar, possuindo um dos maiores parques de radioterapia do Brasil e sendo pioneiro na realização da Radiocirurgia Estereotáxica em seu estado, técnica avançada de radioterapia, minimamente invasiva e indolor, que utiliza altas doses de radiação em uma única seção para tratamento de metástases cerebrais.

O 22º Simpósio Internacional de Oncologia é um evento gratuito e será realizado no auditório do Hospital Haroldo Juaçaba. Essa é uma oportunidade única para profissionais da área da saúde e interessados em geral, que poderão aprender com as experiências de renomados especialistas e se atualizar sobre os avanços da oncologia.

Mais informações para a Imprensa

Luisa Parente – Assessora de Comunicação ICC (85) 99796.4699


sexta-feira, 11 de março de 2022

Programação da Aula Magna Inaugural do Mestrado Acadêmico em Oncologia da FRT/ICC

Sábado – 12/03/2022

7h30min às 8h30min – Café e confraternização;

8h30min às 8h45min – Boas vindas (Dr. Lúcio Alcântara)

8h45min às 9h05min – Apresentações do mestrado e do corpo docente (Prof. Dr. Lúcio Flávio)

9h05min às 9h20min – Prof. Dr. Sérgio Juaçaba (Agradecemento e ler a biografia dos palestrantes)

9h20 às 10h40min – Aula Magna

(Palestras dos Profs. Drs. Luis Felipe e Tarcisio Pequeno)

“Desafios atuais da Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia”

“Ênfase na assimetria inter-regional dos programas existentes no Brasil”

10h40min às 11h – Dr. Reginaldo e Prof. Dr. Manfredo (normas e regras, acolhimento e convite para conhecerem os setores do hospital);

11h às 12h30min – Visita aos setores do hospital:

Auditórios – 6º andar; - Biolabs, Biomol – 5º andar; - Ambulatórios, Patologia, Biobanco, Farmácia, Biblioteca – 2º andar; - 1º andar do hospital (praça – explicar o funcionamento do hospital: enfermarias, ambulatórios, quimioterapia, centro cirúrgico, UTI, pesquisa clínica, farmácia de manipulação de quimioterápicos, imagem) – Lab de análises clínicas; - Radioterapia – Térreo.

Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico epidemiologista do Instituto do Câncer do Ceará

 

Free Blog Counter
Poker Blog